Ontem li no DN um artigo da Maria Jose Nogueira Pinto. Confesso que ja me tinha esquecido que era deputada do PSD nesta legislatura. Este é mais um caso de uma pessoa do CDS que emigrou para o PSD. Mas este é também mais um caso - alias igual a todos os anteriores - de uma pessoa que desapareceu e perdeu todo o protagonismo politico. E é pena, porque pessoa como a MJNP fazem falta à politica portuguesa, porque são realmente mais-valias para o pais.
Podia estar num partido mais pequeno, mas foi nesse partido que desenvolveu um trabalho muito importante, nomeadamente com o projecto de revitalização da Baixa-Chiado de Lisboa. Mas foi também a sua opção politica de apoiar o PS e Antonio Costa para a Camara de Lisboa que "matou" esse mesmo projecto, porque depois das eleições entre ela e Sa Fernandes ele escolheu dar ouvidos aos segundo.
Enfim, que pena que as suas qualidades intelectuais sejas tantas como a sua desorientação nas suas opções politicas...
Sexta-feira, Maio 07, 2010
A nossa língua
Um desses enviados residentes da RTPropaganda dizia, no outro dia, que os britânicos podiam ficar com um novo Parlamento pendurado. Também já ouvi outro 'profissional' falar em Parlamento suspenso.
No Reino Unido o termo utilizado é "hung parliament". Aqueles nossos conterrâneos pegam no primeiro dicionário de bolso que encontram no alfarrabista da esquina e, zás, inovam. Uns criativos. Eu sei que é mais comprido ter de dizer em português correcto 'um parlamento sem uma maioria absoluta', mas ou falamos a nossa língua ou criamos outra língua de macacos.
E então o 'portajar'?
Sim, refiro-me à imposição de portagens em certas estradas.
Como é que se conjuga esta aberração? Até o jornal "Público" portaja.
Irra! E não há quem os portaje?
No Reino Unido o termo utilizado é "hung parliament". Aqueles nossos conterrâneos pegam no primeiro dicionário de bolso que encontram no alfarrabista da esquina e, zás, inovam. Uns criativos. Eu sei que é mais comprido ter de dizer em português correcto 'um parlamento sem uma maioria absoluta', mas ou falamos a nossa língua ou criamos outra língua de macacos.
E então o 'portajar'?
Sim, refiro-me à imposição de portagens em certas estradas.
Como é que se conjuga esta aberração? Até o jornal "Público" portaja.
Irra! E não há quem os portaje?
Palavras chave:
a nossa lingua,
douro
A crise
No estado em que isto está, acho especulativo dizer que a culpa é dos especuladores...
Na constelação socratina...

... há sempre um 'Rui' em ascensão.
Este Ascenso Luís Simões, ex-Secretário de Estado das Florestas, acaba de ser nomeado para o Conselho de Administração da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos).
Vêm aí mais compras.
Este Ascenso Luís Simões, ex-Secretário de Estado das Florestas, acaba de ser nomeado para o Conselho de Administração da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos).
Vêm aí mais compras.
Justiça moderna
O deputado Ricardo Rodrigues exerceu acção directa. Não estava a gostar da entrevista e fez "justiça" com as suas próprias mãos.
Alegou que a decisão de levar os gravadores se prendeu com a «pressão exercida que constituiu uma violência psicológica insuportável».
Rico exemplo!
Nos tempos que correm quem não sente pressão? Que o diga o SLB, o Braga, mas acima de tudo, quem está desempregado ou a caminho...
Alegou que a decisão de levar os gravadores se prendeu com a «pressão exercida que constituiu uma violência psicológica insuportável».
Rico exemplo!
Nos tempos que correm quem não sente pressão? Que o diga o SLB, o Braga, mas acima de tudo, quem está desempregado ou a caminho...
Quinta-feira, Maio 06, 2010
GOOD LUCK
Brown vai perder e é muito bem feito, dada a sua arrogância, presunção, cegueira e obstinação em gastar e distribuir dinheiro dos contribuintes e dos credores como se fosse seu.
Cameron, espero, vai ganhar mas, para dizer a verdade, oxalá a função melhore as suas qualidades e atenue os defeitos.
Lá, como cá, alguém vai ter de fazer dois ou três milagres.
O Reino Unido também está, embora de forma mais discreta, à beira de um colapso financeiro, dado que o défice público é enorme e as perspectivas de crescimento económico deixam antever que não vai haver dinheiro para pagar a dívida.
Olhando hoje para o estado da Europa, vemos que Thatcher talvez tivesse alguma razão em recear a queda do Muro. Claro que não se pode parar a marcha dos povos, mas os efeitos da queda do Muro contribuiram em larga medida para tornar a Europa quasi irrelevante em termos políticos e económicos, arruinando e destruindo em pouco mais de uma década o famoso modelo social.
O futuro como será? Há dias dizia-me um vizinho meu de Ponte de Lima que era fácil antecipar o que vai suceder. "Vamos voltar ao antigamente", dizia, "estava visto que ganhar muito trabalhando pouco não podia durar eternamente".
Aqui d'el Rei?
Estaremos a assistir a um ataque ao euro?Claro que há agentes financeiros a tirar partido da fragilidade das finanças públicas de vários países europeus. Claro que há "profiteurs" a quem interessa dramatizar a confusão e assim sacar margens no poker mentiroso deste toma-lá-dá-cá.
Mas resumir o que se passa a uma conspiração maldosa de uns especuladores sem rosto é uma mentira cobarde. Há um comboio que se pôs em marcha e que não parará aos gritos e lamentos dos responsáveis políticos que nos amarraram às traves da linha. Os verdadeiros aliados desse trem louco são os que teorizam sobre o tal "ataque", quando ao mesmo tempo se recusam a admitir a realidade, persistem em instalar-se na dívida e repetem a política do empréstimo sobre empréstimo.
O combustível do dito "ataque" são esses contratos faraónicos que o governo assina de cruz. O óleo atirado para a fogueira são essas atoardas de uma esquerda delirante que, na hora da verdade, vem dizer umas mentiras que diz serem condições para ajudar o "engenheiro". Como se fosse possível, no quadro legal vigente, condicionar a origem nacional de fornecimentos e de serviços que devem obviamente respeitar a regulamentação sobre os mercados públicos.
Mas há outros pirómanos nessas esquinas: os que querem matar o doente para lhe curar o mal. Não tem sentido cortar as pernas a Lázaro para a seguir lhe dar ordem de marcha. Lázaro, mesmo paraplégico, recusará naturalmente a amputação.
Ora é esse corredor estreito entre uns e outros que é preciso encontrar, essa passagem que existe entre os da banda de música do Titanic e os que nos receitam a eutanásia. E não é preciso um código secreto ou um "abre-te sésamo" para abrir esse caminho. Mas é fundamental que seja feito de bom-senso, de justiça, de equidade, de verdade e de coragem. O caso da imposição de portagens apenas nas Scuts do norte é exemplar do que não deve ser feito ou não pode ser feito dessa maneira. Veja, por exemplo, o que diz a Associação de Cidadãos do Porto (ACdP)
Que os portugueses ajudem Portugal e que os nortenhos se façam ouvir.
Palavras chave:
a crise,
douro,
emergência democrática
Quarta-feira, Maio 05, 2010
Lei da rolha
Portugal anda numa fase de notícias preocupantes. Já não nos bastava o deficit das contas públicas, as descidas sustentadas na notação das empresas de rating, as comparações às Grécias e os augúrios de bancarrota...eis que agora somos brindados com algo talvez ainda mais inquietante: Portugal desceu 14 posições no ranking sobre liberdade de imprensa. Concretamente da 16ª posição para a 30ª ao lado da Costa Rica e do Mali. Seguramente, referências em liberdade de expressão.
Quando se fala em Portugal de negócios como a tentativa de compra da TVI, do controlo dos media pelos grandes grupos económicos que estão umbilicalmente ligados ao poder...não são meras atoardas mandadas ao ar. São as constatação de que a nossa comunicação social tem perdido qualidade e mais do que isso tem perdido a consistência e a fibra com que se constrói uma sociedade mais sã, a Liberdade. Nas muitas cumplicidades, nos múltiplos conchavos económico-político-mediáticos jaz um larvar sentido de oportunismo que contamina a forma como a sociedade comunica e se percebe.
Aliás, o laxismo, a indiferença com que o país assiste, impávido, ao estertor da já parca soberania económico-financeira, é o exemplo acabado de que há mecanismos espectrais que inquinam a percepção da realidade. Há como que um filtro anestesiante que funciona como um eufemismo da dura realidade que é apresentada ao público.
Não só por isto, mas também, é que se consegue compreender o estado letárgico de um povo, que não se insurge, que se conforma e que perdeu o sentido da indignação. Mesmo perante as mais concretas evidências.
Antes de o ser já o eram
PS arranca com revisão constitucional.
O Parlamento passa a Secretaria-Geral.
Será que os deputados socialistas passam a amanuenses ?
Resposta : Não ; já o são.
O Parlamento passa a Secretaria-Geral.
Será que os deputados socialistas passam a amanuenses ?
Resposta : Não ; já o são.
Deixemo-nos de tretas!
Um pouco por todo o mundo as despesas dos estados têm vindo a crescer assustadoramente.
Todos reclamamos cada vez mais dos estados.
Reclamamos saúde, reclamamos educação, reclamamos cultura, reclamamos transportes, reclamamos pensões, reclamamos subsídios de todo o género e feitio, reclamamos intervenção, regulação e fiscalização em tudo quanto é sítio.
Os estados ricos vão dando como podem. Os estados pobres, para não ficar atrás, vão fazendo por isso sem fazerem contas.
Depois, todos reclamamos cada vez melhor do estado.
Melhor saúde, melhor educação, melhor cultura, melhores transportes, melhores pensões, melhores subsídios, melhor regulação, melhor fiscalização.
Os estados ricos vão fazendo por isso. Os estados pobres logo querem fazer melhor.
A seguir ainda reclamamos que tudo isto seja (tendencialmente) gratuito.
Claro que, depois, há que pagar a factura, que o fisco logo remete para o nosso próprio bolso. Como este não estica e há limites para o socialmente aceitável, lá se vai pedindo o resto emprestado. Sendo a maioria dos governos transitórios e com natural dificuldade em dizer não às suas bases de apoio, a coisa vai-se agravando.
Assim, um pouco por todo o mundo, os estados estão necessitados de dinheiro como de pão para a boca, para tudo isto alimentar. E os governos estão ansiosos de pretextos para mais um impostosinho. Socialmente aceitável, claro está.
Por cá, país pobre mas iludido de novo-riquismo com os recentes subsídios europeus, a coisa não é excepção. Bem pelo contrário.
É disto exemplo o recente Imposto Único de Circulação, agora baseado nas emissões e não mais na cilindrada do carrinho. O pretexto, socialmente aceitável, foi naturalmente o ambiente. Os cientistas não conseguiram demonstrar uma relação directa entre emissões e aquecimento global, mas logo os políticos (à semelhança de muitos outros países, pois que não ser o primeiro ajuda a reforçar o pretexto), aproveitando-se do ruidinho ambiental e da sensibilidade social ao mesmo, lançaram um novo imposto. Só os mais atentos terão notado que, enquanto a receita dos principais impostos (IVA, IRS, IRC) tem vindo a baixar bastante, a introdução do IUC fez subir em flecha a receita do anterior imposto de circulação (vulgo selo do carro).
É assim também com mais este PEC (Plano de Extorsão do Contribuinte). Aqui o pretexto são as regrinhas da Europa do €uro. Mas isto já é tema aqui muito debatido.
Deixemo-nos pois de tretas. Não é vergonha ser pobre. Vergonha é pedir, pedir, pedir e depois não poder pagar. Agora há que pagar a factura, mas a será (mais uma vez) uma frustação se não formos capazes de aprender a viver dentro das nossas possibilidades.
Todos reclamamos cada vez mais dos estados.
Reclamamos saúde, reclamamos educação, reclamamos cultura, reclamamos transportes, reclamamos pensões, reclamamos subsídios de todo o género e feitio, reclamamos intervenção, regulação e fiscalização em tudo quanto é sítio.
Os estados ricos vão dando como podem. Os estados pobres, para não ficar atrás, vão fazendo por isso sem fazerem contas.
Depois, todos reclamamos cada vez melhor do estado.
Melhor saúde, melhor educação, melhor cultura, melhores transportes, melhores pensões, melhores subsídios, melhor regulação, melhor fiscalização.
Os estados ricos vão fazendo por isso. Os estados pobres logo querem fazer melhor.
A seguir ainda reclamamos que tudo isto seja (tendencialmente) gratuito.
Claro que, depois, há que pagar a factura, que o fisco logo remete para o nosso próprio bolso. Como este não estica e há limites para o socialmente aceitável, lá se vai pedindo o resto emprestado. Sendo a maioria dos governos transitórios e com natural dificuldade em dizer não às suas bases de apoio, a coisa vai-se agravando.
Assim, um pouco por todo o mundo, os estados estão necessitados de dinheiro como de pão para a boca, para tudo isto alimentar. E os governos estão ansiosos de pretextos para mais um impostosinho. Socialmente aceitável, claro está.
Por cá, país pobre mas iludido de novo-riquismo com os recentes subsídios europeus, a coisa não é excepção. Bem pelo contrário.
É disto exemplo o recente Imposto Único de Circulação, agora baseado nas emissões e não mais na cilindrada do carrinho. O pretexto, socialmente aceitável, foi naturalmente o ambiente. Os cientistas não conseguiram demonstrar uma relação directa entre emissões e aquecimento global, mas logo os políticos (à semelhança de muitos outros países, pois que não ser o primeiro ajuda a reforçar o pretexto), aproveitando-se do ruidinho ambiental e da sensibilidade social ao mesmo, lançaram um novo imposto. Só os mais atentos terão notado que, enquanto a receita dos principais impostos (IVA, IRS, IRC) tem vindo a baixar bastante, a introdução do IUC fez subir em flecha a receita do anterior imposto de circulação (vulgo selo do carro).
É assim também com mais este PEC (Plano de Extorsão do Contribuinte). Aqui o pretexto são as regrinhas da Europa do €uro. Mas isto já é tema aqui muito debatido.
Deixemo-nos pois de tretas. Não é vergonha ser pobre. Vergonha é pedir, pedir, pedir e depois não poder pagar. Agora há que pagar a factura, mas a será (mais uma vez) uma frustação se não formos capazes de aprender a viver dentro das nossas possibilidades.
Que toque a banda
O Ministro das Finanças finlandês receia que outros países sejam contagiados pelos males gregos (entrevista à cadeia de televisão finlandesa MTV3).O Director-Geral do FMI, Strauss-Khan, declara hoje nesta entrevista que é preciso evitar a todo o custo o contágio e critica a taxa de juro imposta pelos europeus aos gregos.
Axel Weber, o governador do Banco Central alemão (Bundesbank), disse hoje aos parlamentares alemães que há um sério risco de os problemas gregos desaguarem sobre os outros países.
Esta manhã, às 8.10 GMT, o euro descia abaixo dos 1.30 $ (1.2949$).
Ontem, a agência de rating Moddy's baixou a notação de bancos regionais alemãos: WestLB e HSH Nordbank. Hoje, a mesma agência avisa que vai avaliar a nossa dívida soberana e que é provável que nos baixe a notação em 1 ou 2 níveis.
Em Atenas morreram hoje 3 pessoas na sequência dos distúrbios de rua.
À hora a que escrevo (16,45h), a bolsa espanhola, que ontem perdera 5%, perde mais 2%; e a portuguesa perde outros 1,6%.
"Tout va bien Md. la marquise"- é o que parece dizer o "engenheiro" no seu contentamento pequenino porque alguém acha que afinal vamos crescer mais duas décimas.
Um clube especial
Lá como cá
A questão que se coloca é a de saber se devolvem os três anos de salário que levaram a título de reintegração.
A questão que se coloca é a de saber se devolvem os três anos de salário que levaram a título de reintegração.
Palavras chave:
douro,
União Europeia
Alegre o supra partidário
Começa a fazer algum dó a caminhada de Manuel Alegre. Este anúncio nos Açores é o "não sei quantos" de pré anúncios, ou será que este foi um anúncio? O homem está preso e mais que preso pelo bloco de esquerda e tenta agora desesperadamente que o ps e sócrates engulam um sapo e lhe declarem apoio. Mas convenhamos que para um poeta está a escrever mal estes capítulos da sua vida politica. Não sei como seriam os versos que o poeta Alegre dedicaria ao Alegre candidato, mas certamente que não seriam os mais elogiosos.
Palavras chave:
cf,
o super homem alegre
David Cameron
Conheci há uns anos o barbeiro de David Cameron. Sempre me disse, ainda no auge do desmando dos trabalhistas, que os "tories", com ele, conheceriam a vitória, a bem da Inglaterra. Vi-o exaltar as suas virtudes humanas, o seu bom coração, as suas capacidades políticas e intelectuais.
Pelo seu relato, e todos sabemos o que vale o relato de um conhecedor e bom barbeiro, David Cameron era admirado e respeitado por todos quantos o conheciam. Parece que, quanto mais anda a campanha, tudo isto se confirma.
Alguns media, ainda andam a ver se rebocam os liberais, da mesma forma que, noutro plano, nos apresentaram uma pseudo indignação popular geral com o caso Garçon, mas a verdade é que não vale a pena
- Ganhará David Cameron!
Pelo seu relato, e todos sabemos o que vale o relato de um conhecedor e bom barbeiro, David Cameron era admirado e respeitado por todos quantos o conheciam. Parece que, quanto mais anda a campanha, tudo isto se confirma.
Alguns media, ainda andam a ver se rebocam os liberais, da mesma forma que, noutro plano, nos apresentaram uma pseudo indignação popular geral com o caso Garçon, mas a verdade é que não vale a pena
- Ganhará David Cameron!
Terça-feira, Maio 04, 2010
Bem me parecia que há falta deles

O jornal de negócios dava hoje nota que os produtores de tomate avisavam para a falta de matéria prima. Nada que me admire.
Palavras chave:
cf,
coragem onde andas tu
Postal de Barcelona
Indios de Barcelona.Assim se chama uma de entre várias grandes músicas de Manu Chao. É um dos meus cantores favoritos e uma das (muitas) razões para tal é a forma como traduz em música, sem rodeios de espécie alguma, aquilo que se passa nas ruas e no mundo.
Nesta música o Manu Chao ilustra na perfeição o caos que se vive nesta cidade. Um caos que é, afinal, de certa forma paradoxal. Numa cidade feita de quarteirões, paralelas, perpendiculares, uma rua pra esquerda, outra pra direita, aquela pra cima, a outra pra baixo, diagonal ao meio, cruza com Passeio, Praças nas pontas...
Barcelona é uma cidade grande. Ruas largas, largos passeios, prédios altos ao estilo antigo, com varandas de ferro e portas altas, pesadas e trabalhadas. Se me puser numa determinada posição no sofá, deixo de ver carros e estrada e ao ver os prédios do outro lado da praça penso que podia perfeitamente estar em plenos meados do séc. XX. Se, no entanto, levantar a cabeça, a minha paisagem urbana glamourosa é invadida pelas três gruas que ornamentam a Sagrada Família, essa monumental obra que para mim e para muitos catalães, de Gaudí já só tem mesmo um terço.
Barcelona é uma cidade clara. Muita luz, muito sol, parques onde usufruir de ambos, o mar, a marina, a beleza picada de Barceloneta. Porém, se vou ao Raval, invade-me o granito, as ruas estreitas e sombrias, com pinceladas de cor pelos graffitis intervencionistas ou pela indumentária berrante de elementos diversos de tudo quanto são novas tribos urbanas.
As lojas da Diagonal, do Passeig da Grácia, da praça da Catalunha e os restaurantes da Rambla são grandes, ostensivos, ricos, prósperos. À noite, despem as suas montras e parecem flores murchas em comparação com as pequenas e estreitas, mas coloridas lojinhas do Bairro Gótico. Este é o paraíso da minha irmã e uma espécie de pesadelo atractivo para mim.
(continua ali)
Ana
Palavras chave:
Barcelona,
douro,
outras latitudes
Insolvências controladas?
Com declarações destas, como é que a bolsa espanhola não há-de descer nesta manhã 3%?
(Lisboa está, à hora a que escrevo, a perder 2%)
(Lisboa está, à hora a que escrevo, a perder 2%)
Euro 2004 vs €uro 2010
Uma vez mais Portugal e Grécia se encontram na final...
Palavras chave:
frf
O mito dos 3%
Um dos mais fascinantes equívocos da vida pública portuguesa tem sido a estória do objectivo de "reduzir o défice" para apenas 3% do PIB.
Aparentemente, por razões histórico-legislativas (isto é, por imposição de um tratado...) todos os responsáveis políticos assumiram, em nosso nome (e nós comemos), que o ideal era apenas devermos 3 euros por cada 100 que ganhássemos. Creio que, escrito assim, toda a gente percebe o absurdo da coisa. Qualquer um de nós sabe que se gastar mais três euros do que os que ganha, mais tarde ou mais cedo irá ter problemas... Sobretudo porque um dia não terá maneira de pagar os 3 euros que tenha vindo a acumular por cada 100 que ganhou - e isto assumindo que alguém lhos teria emprestado...
A verdade, contudo, é que se assumiu que se devêssemos apenas €3 por cada €100, tudo se resolveria magicamente.
Como é hoje dolorosamente óbvio, não é assim.
Podia ter sido diferente. Podia, mas não era a mesma coisa.
Para ser diferente era necessário que os tais €3 euros tivessem sido aplicados numa qualquer forma de aumentar a capacidade de ganhar dinheiro - que é como quem diz, aumentar os tais €100. Se, temporariamente, alguém gastar mais do que ganha para aumentar a sua capacidade de ganhar, essa pessoa estará a investir.
Se uma pessoa está a investir, naturalmente, quem lhe empresta terá mais disponibilidade para facultar os tais €3. Se, pelo contrário, essa pessoa está a gastar os €3 euros, em conforto, luxo ou deleite, naturalmente que os emprestadores terão mais dúvidas em emprestar.
E pronto, creio ter contribuído para explicar porque é que a culpa não é das "agências de notação", nem dos "mercados", nem muito menos dos "investidores".
O problema é que os nossos projectos não são propriamente para "aumentar" a capacidade de ganhar dinheiro. Sejam eles públicos (sobretudo) ou privados.
E por isso é que vamos ter de gastar menos e poupar mais. A economia é uma batata. Como a lógica...
Palavras chave:
fmi; portugal; economia,
portugal,
tgv,
Ventanias
Segunda-feira, Maio 03, 2010
Saturday Night Fever
Dia: Sábado.
Hora: Mais ou menos dez da noite.
Local: A minha cozinha.
Tema: Bacalhau.
Artista: Je.
A coisa desta vez não era difícil, pois é um prato que faço com uma perna às costas (desculpem a gabarolice). Aliás nem se pode considerar que seja cozinhar, pois o prato faz-se ele próprio.
O mais importante é completamente alheio à minha competência, ou não, que é o bicho propriamente dito. E este era divinal, de cura de Viana do Castelo, impossível de copiar, o nosso fiel amigo cumpriu na perfeição.
Comecei por procurar a minha travessa de barro da sorte, comprada na feira de Cerveira há mais de 15 anos, está tão feia que a pessoa que manda lá em casa a faz desaparecer para trás de utensílios altamente estilizados.
Depois cortei as batatas à lá Zé Mexia, ou seja, às rodelas grossas aí com uns dois centímetros. Fiz o mesmo ás cebolas.
Uma cama de batatas, bacalhau por cima, cebolas ao lado.
Alho.
Muuuuito azeite.
Antes de continuar abri uma garrafita de tinto que morreu nessa noite. Era lá dos lados de Azeitão, que sem deslumbrar foi honesta no seu propósito de me amaciar a moral.
Entretanto liguei o forno a 200 Graus, e botei a travessa lá dentro. De vez em quando pegava numa colher e regava por cima.
Um dia conto-vos as cores, os cheiros, a alegria que o próprio bacalhau sentiu quando as suas postas se soltaram delicadamente e vieram de encontro às minhas papilas gustativas.
Vocês não apareceram…
Hora: Mais ou menos dez da noite.
Local: A minha cozinha.
Tema: Bacalhau.
Artista: Je.
A coisa desta vez não era difícil, pois é um prato que faço com uma perna às costas (desculpem a gabarolice). Aliás nem se pode considerar que seja cozinhar, pois o prato faz-se ele próprio.
O mais importante é completamente alheio à minha competência, ou não, que é o bicho propriamente dito. E este era divinal, de cura de Viana do Castelo, impossível de copiar, o nosso fiel amigo cumpriu na perfeição.
Comecei por procurar a minha travessa de barro da sorte, comprada na feira de Cerveira há mais de 15 anos, está tão feia que a pessoa que manda lá em casa a faz desaparecer para trás de utensílios altamente estilizados.
Depois cortei as batatas à lá Zé Mexia, ou seja, às rodelas grossas aí com uns dois centímetros. Fiz o mesmo ás cebolas.
Uma cama de batatas, bacalhau por cima, cebolas ao lado.
Alho.
Muuuuito azeite.
Antes de continuar abri uma garrafita de tinto que morreu nessa noite. Era lá dos lados de Azeitão, que sem deslumbrar foi honesta no seu propósito de me amaciar a moral.
Entretanto liguei o forno a 200 Graus, e botei a travessa lá dentro. De vez em quando pegava numa colher e regava por cima.
Um dia conto-vos as cores, os cheiros, a alegria que o próprio bacalhau sentiu quando as suas postas se soltaram delicadamente e vieram de encontro às minhas papilas gustativas.
Vocês não apareceram…
As 'isenções' de PEC
Do blogue Notas Verbais, trancrevo este pedaço de post:
"Enquanto o até agora vice-presidente do Instituto Camões - um homem que sobreviveu atrelado à polémica ex-presidente Simonetta Luz Afonso e que “aguentou”, a seu lado, 3-governos-3 - parte rapidamente de malas aviadas para Berlim, por ser um posto cobiçado, em São Tomé e Príncipe, na página dos Centros Culturais do site do mesmo Instituto, o lugar de responsável do Centro continua tristemente vazio.
Na Guiné-Bissau, a situação também não é melhor, onde um diplomata de carreira vai labutando entre a representação política, a secção consular e um Centro despromovido e quase esquecido.
A nomeação do dito vice-presidente é tanto mais polémica porque o dito aufere do ex-Instituto do Turismo (e que terá que ser suportado pelo MNE) um vencimento superior ao de um embaixador de carreira e que poderia ser suficiente para pagar o vencimento de uns 3 adidos culturais, sem estas mordomias e regalias e que talvez tivessem até mais conhecimento e experiência cultural do que o ora nomeado."
"Enquanto o até agora vice-presidente do Instituto Camões - um homem que sobreviveu atrelado à polémica ex-presidente Simonetta Luz Afonso e que “aguentou”, a seu lado, 3-governos-3 - parte rapidamente de malas aviadas para Berlim, por ser um posto cobiçado, em São Tomé e Príncipe, na página dos Centros Culturais do site do mesmo Instituto, o lugar de responsável do Centro continua tristemente vazio.
Na Guiné-Bissau, a situação também não é melhor, onde um diplomata de carreira vai labutando entre a representação política, a secção consular e um Centro despromovido e quase esquecido.
A nomeação do dito vice-presidente é tanto mais polémica porque o dito aufere do ex-Instituto do Turismo (e que terá que ser suportado pelo MNE) um vencimento superior ao de um embaixador de carreira e que poderia ser suficiente para pagar o vencimento de uns 3 adidos culturais, sem estas mordomias e regalias e que talvez tivessem até mais conhecimento e experiência cultural do que o ora nomeado."
Palavras chave:
douro,
instituto Camões,
MNE,
ps
SEM RUMO
Embora não tenha a menor afinidade política ou ideológica com Gordon Brown, muito menos empatia pessoal, não deixo de ter alguma pena dele neste ocaso da sua vida política.
Deve ser muito duro uma pessoa considerar-se a si próprio um ser predestinado com uma missão a cumprir e tudo correr mal.
Depois de ter esperado anos e anos pela sucessão de Tony Blair, a governação de Gordon Brown foi uma catástrofe (nem sempre por culpa exclusiva dele) e há poucas dúvidas de que vai sair no próximo dia 6 de Maio pela porta dos fundos de Downing Street.
O mais curioso é que ele (e aqui faz-me lembrar Sócrates) não tem a menor noção de que as suas políticas foram um desastre e continua a considerar, contra a realidade, que elas são boas e propõe-se prossegui-las.
A verdade é que é difícil encontrar um país europeu com uma sociedade mais “quebrada” do que o Reino Unido e mais fracassada em áreas tão fundamentais para os cidadãos como as da segurança, imigração, educação, economia e finanças e política fiscal. O défice das contas públicas é pavoroso (fala-se em 12%) e o crescimento económico residual. Como pode Gordon Brown querer ganhar as próximas eleições com um manifesto a dizer que vai no rumo certo?
Deve ser muito duro uma pessoa considerar-se a si próprio um ser predestinado com uma missão a cumprir e tudo correr mal.
Depois de ter esperado anos e anos pela sucessão de Tony Blair, a governação de Gordon Brown foi uma catástrofe (nem sempre por culpa exclusiva dele) e há poucas dúvidas de que vai sair no próximo dia 6 de Maio pela porta dos fundos de Downing Street.
O mais curioso é que ele (e aqui faz-me lembrar Sócrates) não tem a menor noção de que as suas políticas foram um desastre e continua a considerar, contra a realidade, que elas são boas e propõe-se prossegui-las.
A verdade é que é difícil encontrar um país europeu com uma sociedade mais “quebrada” do que o Reino Unido e mais fracassada em áreas tão fundamentais para os cidadãos como as da segurança, imigração, educação, economia e finanças e política fiscal. O défice das contas públicas é pavoroso (fala-se em 12%) e o crescimento económico residual. Como pode Gordon Brown querer ganhar as próximas eleições com um manifesto a dizer que vai no rumo certo?
Bandeira da Galiza
Utentes do Centro de Saúde de Valença ofereceram uma prenda ao alcaide galego de Tui para lhe agradecerem o apoio recebido após o encerramento, em 29 de Março pela nossa Ministra da Saúde, do Serviço de Atendimento Permanente local.Esta delegação de 50 utentes empunhava bandeiras portuguesas e espanholas. Ora eu sugeriria que em próximas manifestações deste género, que compreendo e de que me sinto solidário, os nossos valencianos optem pela bandeira da Comunidad Autónoma de Galicia em vez da espanhola.
A Galiza tem prosperado desde que se constituiu como Comunidad Autónoma e constitui um exemplo vivo de que a Regionalização é uma porta de progresso.
Palavras chave:
douro,
ministério da saúde,
Portugal e a Galiza,
valença
Domingo, Maio 02, 2010
Exemplar
Estive por Lisboa e regressei hoje a Norte, ao Porto.
Vi uma Lisboa, suja, que não cheirava bem, pobre embora com alguns carrões, mas sem garra - ainda para mais num 1.º de Maio.
Por cá, como primeira impressão, pouca gente na rua e quase todos a assitir a um FCP motivado, organizado, resistindo às adversidades e, lutando, a sair ganhador.
Vi uma Lisboa, suja, que não cheirava bem, pobre embora com alguns carrões, mas sem garra - ainda para mais num 1.º de Maio.
Por cá, como primeira impressão, pouca gente na rua e quase todos a assitir a um FCP motivado, organizado, resistindo às adversidades e, lutando, a sair ganhador.
Pontapé na bola
Hoje acabou a minha época desportiva com o último jogo do meu Boavista. Os objectivos traçados foram alcançados: não descer de divisão. Agora vamos entrar em mais um período de defeso em que muitas e muitas serão as dúvidas sobre o próximo ano. Aguardemos.
Dia da mãe
« Quando o Tio-avô Abel, aquele que vivia em Lisboa e coleccionava bengalas, soube do arranjo franziu o sobrolho. Ele conhecia bem o sobrinho Alberto e aquele casarão de Setúbal, pois ali se instalara nos primeiros tempos do seu desembarque da vida de marinheiro, até se convencer que essa situação não lhe convinha ou que já se fartara da beatice beringelense.
Começou a aparecer e a dar palpites : ‘ Esta menina precisa de professores ! ‘, ‘ Não é a rezar um terço por dia que se a prepara para a vida ‘, e adoçava o tiro desembrulhando uma garrafa de capilé ou pousando na mesa um pacotinho de doces de ovos que mandara vir de Coimbra. ‘ Ó Alberto, trata-a como uma filha e não deixes ninguém tratá-la como uma criada ‘.
O Tio Abel conversava com a nossa mãe, a vigiar-lhe o olhar ou as olheiras, mas tudo parecia bem e partia descansado, com o alívio da missão cumprida e um certo gozo por ter enervado a latifundiária e espicaçado o sobrinho. À porta, punha a mão sobre a cabeça da sobrinha-neta e desabafava : ‘Pensam que há muitas Camilinhas, mas Camilinhas há poucas ‘. Ora nem mais.
Arranjaram um professor de pintura, contratou-se uma professora de arte aplicada, começaram as lições de piano, organizaram aulas de lavores e por aí fora. Quando chegou o Verão, regressou ao Casalinho a gozar Julho e Agosto e a folgar do terço ajoelhado e daquela resma de santinhos tristes que povoavam a cómoda da Tia.
Em Setembro, ninguém lhe perguntou se queria ficar, talvez porque nunca se queixou de nada, e numa manhã clara reabalou para Setúbal e ia mais serena, tinha acabado de festejar os seus 14 anos e levava mel e arrufadas para os tios. »
In « Conversas com a mãe » de ‘douro’
Palavras chave:
douro
Sábado, Maio 01, 2010
Porreiro pá !
Na semana em que, de Bruxelas, o presidente Barroso apela à Europa para que invista mais em actividades ditas culturais (cuja facturação julgo já ultrapassar a da indústria automóvel) o ministro Gago enaltece, em Madrid, as virtudes da pirataria.
Os europeus protestam. Os chieneses agradecem.
Os europeus protestam. Os chieneses agradecem.
Palavras chave:
frf
Sobre uma entrevista do Rui Moreira
« Esse cenário do Norte ficar a perder com o centralismo de Lisboa poderia mudar se a regionalização tivesse avançado ?
Há anos atrás, foi-nos proposto uma regionalização administrativa, ou seja, a reorganização dos serviços de Estado. Acho que era importante que ela tivesse existido e é importante que venha a existir. Não resolve completamente este problema, porque este problema exige outro nível de poder. Na minha óptica, precisamos conseguir uma alteração constitucional que permita partidos regionais ou uma regionalização de índole politica.
………………………………………………………………………..
O próprio presidente da Comissão de Coordenação, que é uma pessoa estimável, é nomeado pelo Governo, ou seja, isto é quase como um acto colonial. Não é da nossa escolha. Aqui vivemos como se fôssemos uma colónia, de tal maneira que temos de escolher os nossos representantes dentro de uma óptica partidária que não é mais do que escolher quem são os colonizadores que nos vão representar. Essa é a forma como funcionamos hoje. »
Extractos da entrevista de Rui Moreira ao ‘Tribunadouro’ n°74 Abril 2010
Há anos atrás, foi-nos proposto uma regionalização administrativa, ou seja, a reorganização dos serviços de Estado. Acho que era importante que ela tivesse existido e é importante que venha a existir. Não resolve completamente este problema, porque este problema exige outro nível de poder. Na minha óptica, precisamos conseguir uma alteração constitucional que permita partidos regionais ou uma regionalização de índole politica.
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O próprio presidente da Comissão de Coordenação, que é uma pessoa estimável, é nomeado pelo Governo, ou seja, isto é quase como um acto colonial. Não é da nossa escolha. Aqui vivemos como se fôssemos uma colónia, de tal maneira que temos de escolher os nossos representantes dentro de uma óptica partidária que não é mais do que escolher quem são os colonizadores que nos vão representar. Essa é a forma como funcionamos hoje. »
Extractos da entrevista de Rui Moreira ao ‘Tribunadouro’ n°74 Abril 2010
Palavras chave:
douro,
regionalização,
rui moreira
HELP!
Resolução da Assembleia da República n.º 31/2010
Recomenda ao Governo a elaboração de um estudo quantitativo e qualificativo da nova diáspora portuguesa no mundo
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:
1 — Proceda ao estudo quantitativo e qualificativo da nova diáspora portuguesa no mundo.
2 — Promova medidas concretas na sua política externa, em concertação com outros ministérios, no sentido de revelar uma mudança de paradigma face a esta nova diáspora portuguesa, colocando-a no centro das suas acções, fazendo dela uma verdadeira linha avançada da nossa diplomacia um pouco por todo o mundo.
Aprovada em 19 de Março de 2010.
Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
Alguém percebe este ponto 2 ?
Ou o ponto 1 servirá apenas de pretexto para justificar a solução que o ponto 2 já contém ?
E como se poderão (no caso o governo) traduzir as belas palavras do ponto 2 em medidas concretas?
Desta casa só bons exemplos!
E, grão a grão, lá se vai alimentando a despesinha pública...
Recomenda ao Governo a elaboração de um estudo quantitativo e qualificativo da nova diáspora portuguesa no mundo
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:
1 — Proceda ao estudo quantitativo e qualificativo da nova diáspora portuguesa no mundo.
2 — Promova medidas concretas na sua política externa, em concertação com outros ministérios, no sentido de revelar uma mudança de paradigma face a esta nova diáspora portuguesa, colocando-a no centro das suas acções, fazendo dela uma verdadeira linha avançada da nossa diplomacia um pouco por todo o mundo.
Aprovada em 19 de Março de 2010.
Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
Alguém percebe este ponto 2 ?
Ou o ponto 1 servirá apenas de pretexto para justificar a solução que o ponto 2 já contém ?
E como se poderão (no caso o governo) traduzir as belas palavras do ponto 2 em medidas concretas?
Desta casa só bons exemplos!
E, grão a grão, lá se vai alimentando a despesinha pública...
Palavras chave:
ar.frf
Os senhores ex-ministros da Finanças
"Nove ex-ministros das Finanças querem ir a Belém falar com o PR", noticia o Expresso de hoje.
Com Cavaco, também ele ex-ministro das finanças, a mesa palacial reunirá 10 deles.
No menu estará, naturalmente, a "crise".
Mas alguém acredita que os pais do problema possam alguma vez vir a ser os pais da solução?
Com Cavaco, também ele ex-ministro das finanças, a mesa palacial reunirá 10 deles.
No menu estará, naturalmente, a "crise".
Mas alguém acredita que os pais do problema possam alguma vez vir a ser os pais da solução?
Palavras chave:
crise.frf
Porque hoje é Sábado
Palavras chave:
douro,
pintura espanhola
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