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quarta-feira, novembro 05, 2014

Aleixo, o Rio das boas contas e a implusão camarária

O actual executivo liderado por Rui Moreira tem trazido a lume:

O desastre da politica cultural na cidade do Porto nos tempos de Rui Rio
O desastre que foi a entrega do Rivoli a La Feria
O desastre que foi a gestão do Teatro do Campo Alegre
O prejuízo e os valores envolvidos na realização das corridas de carros
O desastre financeiro em que se transformou a demolição do Bairro do Aleixo
As acções movidas contra o Município do Porto com indemnizações que colocam em risco as contas.

Dúvidas não há que Rui Moreira e o actual executivo de maioria socialista estão entretidos a trucidar Rui Rio e os seus.

Começaram por dar-lhes pelouros e funções menos importantes.

Depois colocarem em causa decisões politicas do anterior executivo

Seguiu-se a ameaça de retirada de pelouro a um dos vereadores

E, entretanto, as auditorias que colocam em causa a boa gestão de Rui Rio e dos seu executivo.

Rui Rio, finalmente, percebeu quem é, afinal de contas, o seu carrasco e pouco faltará para até ter saudades de LFM.

E, pergunto:

-onde andam os brilhantes estrategas do PSD de Rui Rio que entregaram a CMP ao PS?

- onde andam os brilhantes estrategas do CDS/PP Porto que de um executivo onde tinham o vice-presidente e dois vereadores apenas têm um vereador?

-como é que os Vereadores do actual executivo que estiveram com Rui Rio podem continuar?

-como é que o actual Presidente e a maioria socialista os podem aceitar como parte do executivo?

-como é que pode haver lealdade e confiança entre membros de um executivo quando parte desses membros assacam responsabilidades ao executivo anterior de que faziam parte membros do actual executivo?


...a bem da Nação

quarta-feira, outubro 15, 2014

Sebastianismos

Vivo mal com a ideia de Sebastianismo. E Portugal também. Basta olhar para a sua história. Mas vamos aos dias de hoje.

O PS teve o seu D. Sebastião, anunciado e reanunciado até que António Costa conseguiu conquistar o poder. Num processo inicial de claro ataque ao castelo, algo que não sendo muito bonito é infelizmente prática corrente nos partidos políticos, á conseguiu os seus intentos e é ver voltar os socialistas que nos levaram a este belo estado. Mas a sua prova de fogo ainda agora começou, apesar de ir continuar a viver em estado de graça, mais a mais que não estando no parlamento não se vai desgastar nos debates com Passos Coelho. Mas está longe de ser um ser superior pois esses não existem. E mesmo na banda desenhada já ninguém acredita neles.

Vivo portanto mal com todo o frenesim que alguns têm feito em volta de Rui Rio e, pelas declarações de hoje, o próprio também. Rui Rio foi um bom presidente de câmara do Porto. Pode ambicionar a ser líder do PSD e ser Primeiro-Ministro e até Presidente da República. Claro. Conquistou esse direito por mérito próprio e como qualquer ser humano tem direito a ter ambições e sonhar com elas. Mas não façam dele um super-herói, pois se há pessoa que vive mal com tanta euforia é exactamente Rui Rio, discípulo de uma espartana cultura germânica.

E acaba por ser caricato ler declarações de um seu apoiante que "o PSD apresenta um défice democrático em comparação com o PS pois o seu líder não foi eleito em directas". Que pretende o senhor? Eleições na próxima semana? Ou ainda antes da apresentação do orçamento que é já esta quinta feira, só sobrando portanto o dia de hoje? Se entramos por este estado de delírio coletivo ainda acabamos os portugueses, e gatos incluídos, simpatizantes de todos e de cada um dos partidos.

A estratégia de Sebastianismo serviu a Costa na guerra com Seguro e agora são também os"apoiantes" de Rio que pretendem posicionar Costa como um super-sumo e que portanto só Rio estaria a altura de Costa? É isto? Para ver se eu percebo.

Recorrendo a uma frase que ficou célebre no CDS, diria que até o rato mickey ganhará a Costa nas próximas eleições legislativas. Basta recordar o seu passado socrático. E é a essa imagem que os apoiantes de Rio querem colá-lo?

Tenho dúvidas que seja a melhor estratégia. E Rui Rio também e por isso mesmo se desmarcou. Até porque as tempestades que aí vêm ainda são muitas e bravas.



sábado, fevereiro 08, 2014

Um país de traidores


Segundo aquela anedota que se afirma vice-presidente do PSD e que se vangloria de ser ou ter sido até há dois anos e picos, além de vice em Gaia, o cônsul da Bielorússia no Porto, “há uns políticos que esbracejam no Norte” enquanto “nós (eles – o PSD) fazemos” (ver aqui).

Este falar grosso aconteceu hoje na Maia, numa espécie de lanche sobre o Poder Local com que o governo tenta lavar a cara no dossier dos fundos comunitários, seguindo a estafada técnica do ladrão que corre gritando “agarra que é ladrão”. A ‘gritaria’ vai ser encerrada pelo Sr. primeiro-ministro, maneira de dar à coisa a dignidade de capoeira que, por muito que se estique, nem isso aquele cônsul consegue.

O delírio, aliás, não se ficou por aqui. Quem não apoiar o governo é antipatriota, disse ainda a eminência parda. Ficamos entendidos. Eu pensava que por muito desconchavada e ridícula que seja a Oposição parlamentar, não deixava de ser isso: a Oposição. Mas não: a partir de agora os críticos do governo são uns traidores, pois lutam contra os interesses da Pátria. A nova teoria é assim: se não me dás a mão, és espanhol.

Na verdade, esta teoria nem é tão nova como isso. Tem mais barbas que o ‘nosso’ vice. Aplica-a sem hesitações o Sr. Alexander Lukashenko (na foto), o patrão e patrono bielorusso do vice. Não há dúvida: aqui há plágio!

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Verde e madura


O ministro Maduro foi ontem a Montalegre comer uns enchidos onde, entre um chouriço e um salpicão, falou para as Câmaras de televisão afirmando que os autarcas que se inquietam com a distribuição das verbas do novo Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020 não conhecem a realidade.

Em primeiro lugar, conviria que o ministro mostrasse algum respeito institucional pela Câmara Municipal do Porto, visto que, em vez de “alguns autarcas”, o que já está em cima da mesa é uma resolução aprovada pela vereação da Câmara do Porto, que teve, aliás, o voto favorável de certos eleitos pelo partido do Sr. Maduro. Com aquela sua displicência e desenvoltura, o que o Sr. ministro demonstrou é que politicamente está um pouco verde.

Em segundo lugar, não ouvi o ministro negar que uma versão do Acordo de Parceria teria sido rejeitada por Bruxelas por não acautelar os mecanismos de promoção de coesão territorial e de valorização das regiões de convergência, nomeadamente da Região Norte.

Em terceiro lugar, o ministro Maduro se pensa sinceramente que não há razões para inquietações a Norte deveria imediatamente disponibilizar todos os documentos sobre a matéria e sobre o processo e envolver todos os interessados na preparação da proposta. Ora, como se sabe, tanto o ministro como o seu ajudante Castro Almeida insistem em manter a opacidade das negociações e em se esconderem atrás de subterfúgios formais para cozinharem nos seus gabinetes o que as suas iluminadas inteligências consideram adequado.

Contrariamente ao que afirma o ministro em tirocínio para outros postos internacionais, as gentes do Norte conhecem muito bem a realidade dos centralistas e respectivos sequazes. Fez muito bem a Câmara do Porto em assinalar que não está ali para ser mais um figurante desses figurões. Saiba o Sr. ministro que não apreciamos fruta verde mas que também sabemos que a fruta fica pôdre depois de madura.

segunda-feira, agosto 19, 2013

Rui Rio para balanço...

O mandato de Rui Rio enquanto Presidente da CM do Porto aproxima-se do fim.
No Público de 5ª feira, 15.08.2013, o escritor Rui Lage assina um texto "A obra imaterial de Rui Rio" que merece ser lido com atenção.
"Rui Rio pode ter outros méritos - e tem.
O autarca em fim de mandato deixa alguma obra material, mas a sua pretensa obra imaterial nada significa. A sua politica de hostilização permanente de alguns sectores da vida portuense mancha indelevelmente a sua passagem pela Câmara Municipal do Porto"
Acresce que, Rui Rio não foi capaz de se rodear de uma equipa de gente com craveira e competência (salvo raríssimas excepções). A personalidade, tacanhez e falta de visão também não lhe permitiram mais, da mesma forma que a teimosia marcou os seus mandatos.
Lembro-me, aliás, que Rui Moreira era uma das vozes mais criticas de Rui Rio e da sua falta de visão.
Está a chegar o momento em que após eleições, se fará o levantamento, o balanço e a avaliação  do que foi feito mas é a história quem melhor julgará estes 12 anos.

a bem da Nação!

quinta-feira, julho 19, 2012

Bizarrias...

em Portugal 2012... ...o Bispo das Forças Armadas faz declarações graves que atinjem o governo PSD/CDS Destacadas figuras do partido democrata cristão e do PSD contra-atacam e criticam duramente o Senhor Bispo ...a esquerda ateia e maçon sai em defesa do Senhor Bispo. Mais comedimento e sentido de Estado fazia bem a todos!

segunda-feira, julho 16, 2012

Um futuro risonho


Há poucas semanas publicou-se aqui no Nortadas um video com o dirigente da JSD da Madeira a choramingar por ter decidido demitir-se na sequência de um processo de vandalismo e copos. O indivíduo terminava a pantominice prometendo que havia de voltar e que havia de ser o futuro dirigente regional do arquipélago.

Há dias o dirigente nacional da mesma JSD, um não sei quê Marques, que já se fizera notar no congresso do partido por uns disparates que disse ao microfone e umas propostas patetas que a seguir renegou quando lhe puxaram as orelhas, veio arrotar umas balelas em defesa do seu patrão, o Dr. das equivalências, e apontar o dedo a um tal Gago, que esse sim seria o mau da fita por ter feito aprovar o regime em vigor do qual terá beneficiado o Dr.

Há um par de meses os filiados do concelho do Porto do mesmo PSD elegeram para seu chefinho um sujeito conhecido por outras tantas trapalhadas curriculares e por “voar” entre a Invicta e Lisboa graças à forma expedita como se safava das multas por excesso de velocidade.

Há dois ou três dias o presidente da Câmara de Gaia ralhou publicamente com o seu vice-presidente por este ter uma opinião um bocadinho diferente da do presidente àcerca das tais equivalências do Dr.

Consta, enfim, que na recente reunião do Concelho Nacional do PSD, o Dr. recebeu uma estrondosa ovação dos conselheiros, embora não seja ainda claro se a dita foi para o compensar da asssobiadela que o mesmo teve de encaixar dias antes num estádio local ou se foi para aquecer as palmas das mãos numa sala onde se sentia um gelo do caraças.

Tudo isto aponta para o seguinte: desenganem-se os que pensam que o PSD já bateu no fundo e que, portanto, já não pode piorar; pelo contrário, há fortes razões para acreditar que o futuro daquela agremiação reserva-nos um lixo ainda mais intenso e putrefacto.

domingo, janeiro 15, 2012

Uma anedota

Um minorca do PSD que, confirmando o cognome, julga poder voar, diz que a Região Norte se deve chamar Região Porto.
Nesta coisa da Regionalização aparecem todo o género de oportunistas. Faltava-nos esta estirpe, a dos “regionalistas” fast-food, numa das versões cozinhadas no micro-ondas das licenciaturas da Independente. Das duas uma: ou é apenas uma forma espertalhona de dar a machadada final na luta pela regionalização, ou então é o lapso inconsciente que revela a mentalidade centralista travestida de bairrismo parolo.

Se o partido do primeiro-ministro não consegue produzir outro nome para a concelhia do Porto que o figurão que anda por aí a ameaçar com processos por difamação os que lhe apontam a fragilidade e inadequação da sua candidatura, então bem pode encomendar desde já o ramo de flores para cobrir a própria campa.

sábado, junho 18, 2011

Temos Governo!

Quis o destino que começasse a escrever aqui no Nortadas no dia em que conhecemos o novo Governo de Portugal. É-me assim facilitado o tema, com a particularidade de me dar prazer escrever sobre o mesmo.
O modo como Passos Coelho e Paulo Portas conduziram o processo até aqui foi a todos os níveis exemplar. O recato, a responsabilidade, a solidariedade e, acima de tudo, a confiança com que se processaram as negociações, deixam antever o melhor para o futuro.
Nunca antes a formação de um governo tinha sido tão discreta e blindada. Provou-se que os oráculos dominicais e quejandos não passam de meros especuladores. Nenhum dos partidos da coligação caiu na tentação de “libertar informação” via opinion makers. Foi uma prova bem superada e um importante sinal.
Quanto ao governo propriamente dito, é uma excelente surpresa. A primeira boa surpresa prende-se com a novidade e a juventude; a receita de ir buscar quadros altamente qualificados e competentes, mas jovens, parece-me uma boa abordagem à revolução tranquila que o Estado tanto precisa. O afastamento de fórmulas já experimentadas parece-me avisado, porque se fossem eficazes não estaríamos onde estamos…
A segunda boa surpresa é que é um governo curto, mas operacional, com responsabilidades muito bem definidas e inovador na articulação das áreas da governação. Espera-se que seja um sinal claro e consequente para toda a máquina do Estado.
Por fim, é uma equipa muito equilibrada. É eminentemente uma equipa de trabalho e não um desfile de vedetas. A mim, assustaram-me alguns nomes que fui ouvindo nas especulações da imprensa, entendo que o governo neste momento do país não pode ser meio de satisfação de qualquer vaidade pessoal ou ambição de carreira; a hora é de trabalho, muito trabalho e de grande qualidade.
Se todos sabemos que este mandato vai ser a confirmação de Paulo Portas como grande homem de estado, deixo aqui uma palavra interessada, porque de amigo, na certeza de que a Assunção Cristas e o Pedro Mota Soares vão ser dois excelentes ministros por terem todas as qualidades que acima enunciei.
A sorte e sucesso que desejo ao novo Governo são provavelmente os votos mais egoístas de sempre, porque do sucesso deste Governo depende como nunca o nosso futuro colectivo, o futuro da Pátria.

segunda-feira, junho 06, 2011

Lavar dos cestos (6)


A vitória do PSD tem duas qualidades : a primeira é a de ser uma vitória expressiva.
Importa a este propósito lembrar que foi uma vitória tão mais conseguida quanto do outro lado estava aquela máquina sinistra e mafiosa de um PS instalado no poder, nas empresas, nos media, nos bancos, na cobardia, no caudilhismo e na imbecilidade. Mais expressiva que a vitória que em tempos deu ao PS uma maioria absoluta, pois nessa altura do outro lado estava um Santana, ou seja, o Santana em pessoa.

A segunda qualidade é a de nos ter liberto de uma maltinha inapresentável que se pode agora encaixar nas administrações das construtoras ou na Caixa Geral dos Depósitos ao lado da D. Celeste Cardona, que desde então nunca mais sabiamente abriu o bico.

Resta agora aguardar pelo folhetim da formação do Governo. Já puz 3 velas a S. Gregório a pedir que certas personagens que ontem aplaudiam o Sr. Passos Coelho emigrem para Hamburgo onde se come muito bem. Quanto aos ministérios a oferecer aos centristas, sugiro o da agricultura: conhecem-lhes os bonés e os rabos de vaca e por alguma razão o Sr Sevinate mudou recentemente de montada.

domingo, abril 10, 2011

Nobre no PSD

O anúncio de Fernando Nobre como candidato do PSD por Lisboa e a promessa de vir a ser Presidente da Assembleia da República fez-me alguma confusão. Em termos de oportunidade de comunicação não podia ser melhor, pois ofuscou mediaticamente o final do congresso do partido socialista. Por aí a ideia é boa.

Mas esse não é certamente o objectivo principal de PPCoelho, mas sim o de conquistar votos. Mas Nobre recolheu dois tipos de votos quando da sua candidatura a Presidente da República: os socialistas descontentes com Alegre e os que não se revendo nos candidatos dos partidos escolheram Nobre como opção.

Assim sendo parece-me que esta pesca não vai ser de sucesso absoluto. Os soaristas que queriam chatear o Alegre desta feita estiveram todos na Exponor.E zero de votos contra o PS mesmo daqueles que criticam em surdina o Sócrates. Restam então os que não se reviam nos candidatos e olhavam para Nobre como o candidato anti-sistema. Ok, não serão despreziveis não senhora.

Dessa forma PPC dá um ar de abertura à sociedade civil e vai buscar uns votos. Mas deve ter dado, ou vir a dar, ordens ao senhor Nobre para não falar durante a campanha. É que se o deixar virão ao de cima as suas ideias e essas são contrárias a tudo o que PPCoelho tem defendido. E lá terá que vir alguém explicar e peder tempo de antena. Veremos como o dominam.

A pergunta final é: vale a pena captar votos a troco de problemas e esquecer ideias e ideais?

segunda-feira, julho 26, 2010

Olhar de lado


No outro dia houve lauto jantar em Lisboa. Consta que terá sido para os lados da Fundação das Telecomunicações. É que o Rui Rio não poderá recandidatar-se à Câmara do Porto e o PSD confronta-se com o deserto de valores e valências bem expresso no facto de ter como vice-presidente aquele pindérico cônsul da Bielorússia, em parelha com o cônsul da Rússia que hoje dirige uma daquelas comissões parlamentares de que não se dá por ela.

O assunto foi definir o próximo candidato do PSD à Câmara do Porto.
Diz muito que um assunto destes se discuta a mais de três anos de distância e sobretudo que se faça à hora do brandy e na Capital. O centralismo está-lhes no sangue e para eles o futuro do Norte e do Porto decide-se em torno de uma bica em Lisboa.

O encontro foi promovido pelo antigo subalterno do Rui Rio, o da madeixa. Este José Pedro chegou a ministro da Justiça pela mão do então vice-presidente do partido, durou uns meses naquele triste desvario do governo santanista que foram os suficientes para não fazer coisa nenhuma a não ser juntar uma linha ao currículo com a palavra "ministro". Dizem que foi nessa altura que meteu o hífen entre o A e o B

O senhor 3% gosta destas manobras escondidas. E trata de convidar o Rui Moreira e de lhe oferecer a foz do Douro e a Torre dos Clérigos. Mas a coisa não estava prometida ao Menezes? Sim e não. O Menezes acha-se com direito a cobrar forte por ter levado ao colo o Passos Coelho e lembrou-se que em caso de vitória eleitoral do PSD não lhe ficava mal, para fim de carreira, algo mais nacional, mais protocolar, por exemplo a presidência da Assembleia da República.

De qualquer forma, entre risadas e palmadinhas nas costas, foram enchendo o copo do Rui Moreira, que como de costume não coze nem descoze, deixa entornar, a ver até onde chega.

E é assim que hoje em dia se faz política no PSD.
Verdade se diga que com uma direcção daquelas outra coisa não seria de esperar.

quinta-feira, maio 27, 2010

Os cônsules

Alguém sabe por onde anda este senhor?
A última vez que deu notícias terá sido durante a campanha eleitoral para as legislativas em Setembro do ano passado. Se a memória não me falha, era o cabeça de lista do PSD pelo distrito de Aveiro. Terá ido também jogar golf com o distinto cabeça de lista do tal partido pelo distrito de Braga?Sei que é cônsul da Rússia. Ele bem dizia que estava mais próximo das pessoas, mas não dizia de quais. Vou falar ao Putin.

quinta-feira, maio 20, 2010

Empurrar com a barriga

Já parei de fumar umas três ou quatro vezes. Coisa de meses. Deixo de tossir pela manhã, afino o paladar, etc. etc. (é melhor não explicar tudo).
Até que um dia…uma festa, uma asneira da selecção, um discurso do PS, enfim, um desgosto ou uma alegria me dizem « tira uma passa ». E pronto, a rampa é sempre a descer, ou seja, na semana seguinte já estou como dantes, embora mais envergonhado de mim próprio.

Ao fazer o balanço, minto-me ao pensar que não era o bom momento, que devia ter esperado pelo fim dos exames dos pequenos, pelo fim da audiência naquele processo ou pelo fim das idas ao dentista. É evidente que quando tudo isso passou e o rio corre tranquilo o que quero é disfrutar e penso que não vale a pena estragar uma semana das férias a roer as unhas e a chatear a família.

Foi em tudo isto que eu pensei ao ler este texto do TAF no JN.
Diz ele que é melhor esperar pela acalmia financeira. Quando tudo estiver bem, então vê-se o que se há-de fazer. Entretanto, todos na toca, que o momento não é oportuno. Como eu o compreendo…Claro que esperar por Godot é um programa como outro qualquer, mas acho graça a essa mentira. É uma ternura envergonhada que me faz sorrir pela sua candura.

quinta-feira, maio 13, 2010

Chegou com 6 minutos de atraso


Há políticos criativos: são capazes de produzir uma ideia por semana e, se não houver cinzas no ar e o bacalhau da véspera não esteve muito salgado, podem mesmo produzir duas.

Com tal fartura, acontece-lhes esquecerem as ideias que pariram dois meses antes e assim encavalitam a sorrir uma nova ideia sobre os destroços de uma antiga que tinha a aborrecida característica de ser completamente oposta à recém-nascida.

Hoje há croissants e sumo de laranja ao dispor de dois desses criativos. Reúnem-se em S. Bento. Deve ser por influência papal. Limpem as mãos à parede e não se engasguem.

quarta-feira, abril 14, 2010

Esperar sentado


A dita renovação geracional deu nisto: o consul da Bielorússia é vice-presidente do PSD.
Deixa-te estar sentado, João, que eu vou ali ao barbeiro.

terça-feira, abril 13, 2010

Ismos a eito

Em pouco mais de uma dúzia de parágrafos curtos, Luís Filipe Menezes identifica no PSD (ver aqui) uma catrefa de correntes: o cavaco-barrosismo, o nogueirismo, o mendismo e o menezismo. Não sei se é por maldade que LFP não menciona um marcelismo ou um ferreirismo, mas deve ser por já terem passado muitos anos que também não refere um pintismo, um balsemismo ou um guerreirismo.

Convenhamos que esta queda para os ismos de apelido convida à risota, mas cada um faz a análise política de que é capaz e a mais não deve ser obrigado. Deve ser isso o menezismo.

quarta-feira, março 24, 2010

A cisão possível


A escolha do líder do PSD é importante?
Penso que sim, penso que é muito importante, pois vai clarificar se ainda podemos esperar algo daquele partido ou se é melhor deixá-los apodrecer e tratar de pôr em pé e de raiz algo de decente.

Tenho como uma evidência, e perdoem-me a sobranceria de o afirmar, que ou o PSD elege Paulo Rangel e arrepia caminho, ou então a agremiação se transformará definitivamente numa agência de colocações, de braço dado com a central de negócios socratina. De qualquer forma, há um certo PSD que nunca confiará nem aceitará ser orientado por um Passos Coelho ou congénere. E nem falo do AB, pois acho-o de uma irrelevância confrangedora que nem uma nota de pé-de-página merece.

A ala do PSD que se revê em Passos Coelho tem plena legitimidade, se ganhar as eleições, de dirigir o partido e, até ver, a oposição. Mas isso não obsta a que os apoiantes de Paulo Rangel, se perderem as eleições, tirem todas as ilações do evento e decidam pura e simplesmente sair do partido e ir para outro lado preparar uma alternativa. Em boa verdade é o que penso que deviam fazer, da mesma forma que compreendo que os eventuais derrotados coelhistas optem por fundar outro clube político qualquer.

É evidente que uns e outros quererão levar com eles o busto de Sá Carneiro mas não há drama nisso. O que me parece importante é que se separem de uma vez as águas naquele partido e que se ponha termo à unidade tóxica que tolhe uns e outros.

segunda-feira, março 22, 2010

O blazer do Marco António



Ainda a quente, depois de assistir ao debate entre os candidatos à liderança do PSD, fiquei finalmente a perceber para que serve a madeixa do Aguiar Branco Silva : para abrir as alas ao Coelho, que o manterá como lider parlamentar, único futuro a que ainda pode almejar.
E para provar que há dois tipos de Filipes : os de Gaia e os da margem direita ou, dito de outra maneira, que há Marcos que deixam crescer uma barbinha e Marcos que a rapam. Pobre PSD.