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sexta-feira, junho 11, 2010

Postal de Tóquio (10)

Na semana passada circulou uma nota verbal do MNE japonês a informar que a partir de 1 de Junho os seus funcionários estariam autorizados a andar em mangas de camisa, sem gravatas e com os colarinhos desapertados e podiam inclusivamente receber membros do corpo diplomático acreditado em Tóquio naqueles preparos.

Tinha lido, no ano passado, que o Japão tinha adoptado esta política como forma de poupar no ar condicionado e simultaneamente proteger o ambiente. Admiro, mas no Japão é apenas natural, o cuidado em avisar o corpo diplomático, não vá alguém sentir-se ofendido.

Num Verão tão horrível como o que dizem ser o do Japão, faz sentido que assim seja. Nunca compreendi bem por que diabo uma pessoa precisa de andar desconfortável para ser melhor profissional. No meu caso só me distrai do meu trabalho... e tenho a sorte de ser mulher, o que no Verão dá imenso jeito.
Portugal bem que podia seguir o exemplo.

Joana

quinta-feira, maio 27, 2010

Postal de Tóquio (9)


Ultimamente tenho-me sentido mais cansada do que é habitual.

Ora bem, pensando bem no assunto, só viver em Tóquio já é cansativo, desgastante.
Cada dia é uma aventura, cada interacção com o próximo um salto no desconhecido e todos os sentidos estão em permanente alerta. A atenção ao que me rodeia é constante e isso cansa.

Tóquio é cansativo. O Japão é desgastante. Tudo é sempre uma incógnita.
Andar de metro, por exemplo, é das actividades mais arriscadas e nunca se sabe se a pessoa ao nosso lado tomou um pequeno-almoço mais ou menos substancial que lhe permita aromatizar o ambiente...
A aproximação do metro nem sempre significa que consigamos entrar nele: a massa humana que de lá sai é de tal ordem que já por duas vezes o perdi, na plataforma, com a porta à minha frente e um mundo de gente entre nós. As minhas visitas admiram-se quando lhes sugiro que, em hora de ponta, não há que pedir licença, muito menos esperar por uma aberta: é empurrar e com toda a força! Em Roma sê romano...

Ontem levei um valentíssimo empurrão que me fez recuar dois passos. Quando olhei para o agressor constatei com surpresa que era uma velhinha de 130 cm, 20 kg e uns bons 350 anos. Há muitos por aqui. São pessoas que morreram de velhas durante a Guerra mas como os japoneses estavam muito mais entretidos a esborrachar-se, mais os seus aviões, contra os americanos, ninguém deu por nada e consequentemente não avisaram as pessoas de que estava na altura de atravessarem o rio. Entretanto nunca mais actualizaram os registos e é vê-los por aí a cirandar por todo o lado. A de ontem era seguramente uma destas porque a força que saiu daquele corpo franzino não era deste mundo!

Joana

quarta-feira, maio 19, 2010

Postal de Tóquio (8)

Informaram-me que iria a uma escola falar sobre a União Europeia, que escolhia o sítio e podia escolher um sítio qualquer no Japão que "eles" pagavam a viagem.

Lembro-me também de me dizerem que nessa tal ida à escola deveria usar calças porque muitas vezes sentávamo-nos no chão à japonês.Era uma Sexta feira e eu não tinha percebido nada de tanto que me disseram.

Na semana seguinte entrei em pânico: quando é que eu vou à tal escola mesmo? Era só em Maio, afinal, e a Naoko, minha secretária, trataria de me ir mantendo informada sobre tudo.
Escolhi Quioto mas deram-me Hyogo. "Não faz mal porque fica perto", disse-me a Naoko.

Com toda a informação que retive naquele primeiro dia em mente, fiz a mala para as escolas. Ainda ia passar em Quioto antes e como no dia em que empacotei faziam quase 30º em Tóquio, achei que deveria levar umas calças brancas que, por causa das bainhas que nunca arranjei por preguiça pura, exigem as sandálias (claro que entretanto começou a chover e passei um frio do caraças mas isso agora não interessa nada).

Dia 11 apresentei-me na primeira escola onde um director muito simpático me recebeu... de chinelos... tão prestável era que imediatamente sacou mais 3 pares de chinelos de quarto de 3 cacifos e nos indicou onde deveríamos guardar o sapatinho.

Note-se que, por causa da sandalete e para fazer boa figura na minha apresentação (afinal estava a representar não apenas Portugal mas toda a UE), tinha estado na véspera, e com bastante paciência, a arranjar a unhinha do pé... para no fim de contas estar duas horas em pé a falar, de calças com bainhas demasiado grandes para os meus parcos 165 cm e chinelo de quarto! Muito, muito digno!

O director explicou-me o que queria que eu explicasse, disse-me que tinham lá mais imprensa do que estavam à espera e que havia mesmo uma cadeia de televisão. Tremi mas nem dei parte de fraca. Qualquer baboseira que dissesse poderia perfeitamente ser culpa do meu intérprete.

No anfiteatro da escola esperavam-me 230 adolescentes de farda e... sim, chinelinho de quarto, todos iguais uns aos outros. E os professores que assistiam? Fato, gravata e chinelo de quarto. LIIIIIINDO!

Não sei se por causa da televisão, se impressionados pela minha postura 'digna' enquanto caminhava para o púlpito em chinelinho e calça a sobrar por baixo (sem tropeçar), o certo é que esses meus alunos se portaram às mil maravilhas e pareceu-me que apenas 3 ou 4 dormiam.
No fim das 2 horas ainda fizeram muitas perguntas (sobretudo sobre mim) e à noite apareci no telejornal. Eu era o supra-sumo da barbatana! Advogada, diplomata, 31 anos, a falar um carradão de línguas (nem o director fala inglês)!
"Oooooooohhhhh", diziam em uníssono.

Joana

terça-feira, maio 11, 2010

Postal de Tóquio (7)


Hakone é uma terreola a 140 km de Tóquio. Famosa pelos seus onsens (hot springs/águas termais), é um dos destinos favoritos dos Japoneses e um dos sítios onde se vai ver o Monte Fuji.
A Agência Meteorológica Japonesa previa sol e temperaturas amenas para esse fim de semana mas assim que lá chegamos, e sobretudo à medida que nos aproximávamos do nosso hotel, o cenário que encontrávamos era ligeiramente diferente do esperado...

Para que a experiência fosse o mais "native" possível, decidimos ficar num ryokan, alojamento tradicional japonês, onde se paga o dobro para se dormir e comer no chão :D
Tinha lido muito sobre ryokans e queria muito experimentar um, mas nada me preparara para o que viveríamos naqueles 3 dias.

Ao contário do que indicava a página da reserva, o recepcionista dizia duas ou três palavras apenas em inglês... o que já não era mau... Conseguimos ainda assim marcar um "private bath" no onsen do hotel, às 10 da noite. O jantar seria servido no quarto às 6 da tarde!!!
O quarto era maior que o meu apartamento (e que os apartamentos da maioria dos japoneses, presumo) e tinha um grande hall com sofás, uma sala de estar que se transformaria em quarto de dormir mais tarde e uma sala de jantar. Tirando a temperatura (semelhante à que se sentia na rua), tudo aquilo nos fazia brilhar os olhos. Estávamos no Japão profundo, no meio de uma montanha, a vários quilómetros da vila. E nevava lá fora...

Enquanto a sala não aquecia, fiz-nos um chá para espantar o frio. Mal nos tínhamos instalado quando nos entra uma velha de quimono e meiinha branca pela casa adentro.
"Konnichiwaaaaa!", dizia a velha sorridente, enquanto largava os quimonos que trazia na mão ao meu lado.
Perguntou se falávamos japonês e murmurou qualquer coisa na sua língua quando eu respondi que não.
Sei hoje que estaria com toda a certeza a dizer "vamos ter um problema porque não vais perceber nada do que eu vou dizer mas eu nem quero saber". E assim foi.

Imediatamente começou a vomitar uma série de palavreado japonês do qual eu percebia um décimo talvez. O João ria que nem um perdido perante o meu ar de desespero e esforço sincero para perceber a velha. E tirava fotografias. A senhora ria com ele e dizia qualquer coisa que deveria significar "não estás mesmo a perceber nada, né?", entre duas gargalhadas.
Percebi que os quimonos eram para mim, para usar quando fosse ao banho. Os do meu "marido" eram outros e por cima ainda deveríamos vestir mais um casaquinho por causa do frio.
Continuou a dar-nos indicações em japonês que a muito custo ia compreendendo. Viria trazer-nos o jantar às 6.00h e o pequeno almoço do dia seguinte às 8.30h, como éramos honeymooners oferecia-nos o vinho mas não o saké, e deixou-nos os números úteis. Disse-me o nome dela e escreveu-o num papel para que não me esquecesse... em kanji!!! Fez umas quantas vénias e partiu para nosso grande alívio.

Joana

quarta-feira, abril 28, 2010

Postal de Tóquio (6)


Ainda não estou habituada a ser chefe.
Aparecem-me aqui a falar de férias ou a dizerem que têm consultas e a minha primeira reacção é pensar "e que diabo tenho eu com isso?".
Acho que sou uma boa chefe porque, tirando a parte das queixinhas de colegas que de todo não me interessa resolver (sou chefe, não a professora de vigilância ao recreio), autorizo tudo.
"A minha mulher está prestes a parir e se calhar nem vou ter tempo de avisar que tenho de ir para o hospital". Sim homem, eu percebo que nessas alturas o simples carregar do botão com o meu nome no telefone é tarefa que exige demasiada coordenação motora e concentração. Vai lá que quando dermos pela tua falta havemos de perceber o que aconteceu.

"O meu pai está internado e eu tenho de ir para o outro lado do mundo". Vai lá e faz boa viagem e pega lá duas beijocas cheias de energia positiva.

"Estou com gripe e tenho uma consulta". Sai imediatamente do meu gabinete antes que me pegues isso que se há coisa que me assusta é ficar doente no Japão!

Resumindo, sou uma chefe impecável e como ninguém até agora abusou, continuo a ser uma porreira. Desde logo porque não me dou bem com este papel de chefe... menos ainda com o papel de chefe DE JAPONESES!

Ontem levei uma das minhas funcionárias, japonesa, a uma reunião aqui ao lado.
Foram 10 minutos de percurso a pé para lá e para cá e eu sempre com a sensação de que estava nos apanhados!
1) Logo à saída do nosso edifício ofereceu-se para pôr as pastas que eu levava na mão dentro da sua mochila, carregando ela com as ditas às costas. Esta coisa totalmente estapafúrdia já tinha acontecido no mês passado mas só ontem percebi que é mesmo coisa de serviçal. Eu sou chefe, ela é ralé e faz questão de o mostrar a cada passo. Literalmente!!!

2) A criatura insistia em andar meio passo atrás de mim. Primeiro achei que estava a caminhar demasiado depressa para as suas pequeninas pernas japonesas. Mas de cada vez que abrandava o passo, ela também o abrandava... lá está, eu sou chefe!

3) Ao aproximarmo-nos de uma porta, punha as pernocas a trabalhar e aí ia ela em grande sprint para me abrir a dita cuja. Era uma canseira...

A páginas tantas, farta de tanta vénia por causa de uma passagem estreita disse-lhe que passasse à frente.
"Não, não, não, a dôtora é dôtora!" e vai mais uma vénia....
Oh mulher, somos iguais! Passe lá e deixe-se de vénias que isso há-de fazer-lhe mal à coluna!
E aí foi ela a correr abrir a porta outra vez.

Se eu não fosse chefe dela, provavelmente seria mais uma das que me empurraria no metro sem dó nem piedade. Porque afinal de contas os japoneses tratam muitíssimo bem... apenas quem no seu entender está acima deles.

Joana

quarta-feira, abril 21, 2010

Postal de Tóquio (5)

Ainda a nuvem

Os últimos dias mostraram bem o estado em que se encontra a Europa.
Não obstante haver um Regulamento que prevê a obrigação de prestação de cuidados a passageiros em terra, sem excepcionar para este efeito os casos de força maior, a Finnair escusou-se imediatamente a prestar qualquer tipo de auxílio aos passageiros em terra. Não prestou sequer qualquer informação e só tive a certeza que eles existiam mesmo quando ontem à tarde me plantei nos escritórios deles à espera de qualquer coisa que pudesse dizer aos meus portugueses.

Passageiro da Finnair em terra não teve direito sequer a uma senha de refeição.
A British, por outro lado, ofereceu a primeira noite de hotel aos passageiros retidos.
O Regulamento é o mesmo e aplica-se em toda a UE mas a Finnair interpretou o artigo 9.º à sua maneira explicando que a obrigação de prestação de cuidados existia apenas quando, havendo uma rota alternativa, o passageiro prefere ficar em terra. WHAT?????

Ora, como a Finnair não tem rotas alternativas nem freta aviões a outras companhias, ao passageiro não resta outra alternativa senão ficar em terra. E não havendo outra alternativa, a Finnair não lhe oferece nem sequer um cafézito. Faz sentido.

No meio de tudo isto, há que tirar o chapéu ao Governo Japonês que se portou acima do que qualquer pessoa esperaria, para desespero dos japoneses que, não compreendendo a noção de solidariedade, não esperaram muito tempo para desancar no PM.
Assim, e desde Segunda-feira, o Governo alugou salas no aeroporto que ficaram transformadas em camaratas para os passageiros em terra, distribuiu água e refeições, sacos cama e cobertores, senhas gratuitas para os chuveiros do aeroporto, acesso à internet, um cartão de telefones e vários computadores espalhados pela zona de descanso dos passageiros.
Também o aeroporto de Narita se uniu a esta causa e organizou excursões gratuitas para distrair os passageiros em espera. De louvar!

Joana

quarta-feira, abril 14, 2010

Postal de Tóquio (4)

Há dois tipos de japoneses: aqueles de quem eu gosto imenso e aqueles a quem me apetece esbofetear até à exaustão.
Eles não têm culpa, coitados. São o produto típico da sociedade do consumo e percebo que devem ser pessoas que não se encontraram ainda. São a geração mais nova, a geração do pós-guerra em geral que foi piorando à medida que o mundo se aproximava do século XXI. São os japoneses de carapinha e caracóis louros (tipo anúncio ao Restaurador Olex), as japonesas que usam molas para afunilar o nariz e tentam ser o mais americanas possível sem no entanto quererem sequer falar uma palavra de inglês.

Depois há os outros. Aqueles japoneses a quem me apetece encher de beijinhos e aprender a falar japonês só para poder passar tardes inteiras com eles.
São os comerciantes de Ameyoko e Tsukishima, são os velhinhos do metro e do supermercado que dormem em foutons em chão de tatami, os que escolhem o templo ou o santuário porque acreditam no budismo ou no shintoismo e não porque um é mais perto de casa que o outro. Gosto das velhinhas sorridentes de kimono. Gosto dos velhotes de andarilho.
E gosto dos japoneses que falam inglês, em qualquer idade.

Joana

quarta-feira, abril 07, 2010

Postal de Tóquio (3)

Que o ocidental é desconhecedor da cultura e tradições orientais, já o sabíamos. De resto, ficou bem explícito pelas declarações das eminências pardas de Taijicho.
Mas o que ainda não sabíamos era que o ocidental era estúpido que nem um cepo e que esta é a opinião não apenas dos seres importantes de Taijicho (onde quer que isso seja) mas de todo e qualquer japonês.

"O que os americanos e os franceses não sabem é que aqui no Japão, todos aqueles que matam animais para comer, sejam baleias, atuns, golfinhos ou vacas, vão ao templo todos os anos pedir o perdão divino! Os americanos e os franceses não fazem isso, não pedem perdão por matar vacas!"*

Aaaaahhhhh!Pronto. Então está bem.
Apeteceu-me dizer-lhe que o que eles não sabem é que os americanos e os franceses fazem criação de gado e que apesar de ninguém no ocidente pedir perdão, não há notícia de que as vacas e os porcos estejam para acabar. Aliás, nós matamos as vacas e os porcos que criamos, não os caçamos...
E tanto quanto sei, o único milagre da multiplicação envolvia pão e vinho (não me recordo de golfinhos ou baleias na história, nem tão pouco atum, nem sequer em lata) e foi obra do nosso Deus. Nem Budha nem nenhum dos deuses shintoístas, tanto quanto sei, tinha sido convidado para o casamento.
Mas como nesta altura da minha vida sou paga é para agradar, limitei-me a dizer-lhe "pois... são culturas muito diferentes e nem sempre é fácil pôr-mo-nos nos sapatos dos outros", que sempre dá para os dois lados e não me compromete.

Graças à nossa estupidez e relutância em compreender estas tradições orientais, tenho a certeza que no dia em que acabarem os atuns e as baleias a culpa será nossa por termos ousado matar a nossa criação sem nunca ter vindo ao Japão pedir perdão aos deuses japongas.


* nota: conversa com um membro da elite japonesa, antigo embaixador do Japão em Lisboa, num evento social.

Joana

sexta-feira, março 26, 2010

Postal de Tóquio (2)

"3 de Março é o Dia da Menina e 5 de Maio era, até à II Guerra Mundial, o Dia do Menino. Hoje em dia, no entanto, 5 de Maio é feriado nacional para homenagear todas as crianças.
Mantiveram-se porém algumas tradições que ainda hoje se cumprem. Assim, no dia 5 de Maio, as famílias com filhos homens (ainda crianças), expõem em casa uma miniatura de armadura medieval (gogatsu ningyo), para que o rapaz cresça saudável, física e espiritualmente.

Como as casas são pequenas, a armadura completa, com armas e tudo, pode ser substituída só pelo capacete de samurai.

Por cima da casa, no exterior, penduram-se carpas de papel ou tecido que esvoaçam ao vento (koinobori)
Espera-se que o rapaz enfrente as adversidades da vida da mesma forma que as carpas enfrentam o vento, e assim alcance muito sucesso."

Joana

sexta-feira, março 19, 2010

Postal de Tóquio

"Na semana passada houve óscares. Enquanto no mundo inteiro se fala da grande derrota do Avatar, no Japão fala-se do filme que ganhou o óscar de melhor documentário: "Cove".

Filmado em terras do sol nascente, o filme dá conta da caça ao golfinho e da brutalidade dos pescadores japoneses para com tão adorado animal no ocidente.Os altos dignitários de Taijicho, cidade onde foi rodado o filme, urraram com semelhante despautério, revelando-se extremamente desapontados com o facto de se premiar um filme que ignora totalmente as tradições.
Há mesmo quem receie que os activistas que protestam contra a caça das baleias se aproveitem do feito, imagine-se!"O prémio demonstra a falta de tolerância dos ocidentais, duvido que tenham bom senso", disse o Presidente da "Municipal Board of Education"... palavras para quê?"

Joana