Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, setembro 19, 2014

Que saudades da justiça de outros tempos...

Era uma vez (assim começam todas as estórias da carochinha...) um País à beira mar plantado onde em dado momento a politica passa a usar recorrentemente, como arma de arremesso, os temas da justiça.
Nos tempos de hoje a comunicação social alimentada por políticos, comentadores de bancada, juízes, advogados, ministério público trata e distrata diariamente a justiça.
Verdade seja dita o fenómeno não é exclusivo, nem sequer foi cá inventado.
A crise da justiça passou a ser o prato do dia e não há Ministro da Justiça que não faça reformas, contra-reformas e que anuncie soluções milagrosas para o desentupimento da justiça.
Mas ao contrário do que é sempre anunciado a realidade é que nenhum conseguiu melhorar a justiça.
Antes pelo contrário, as intervenções ao longo dos tempos apenas têm contribuído para, piorar a qualidade dos diplomas legislativos, piorar o funcionamento dos tribunais e sobre isso acresce que diariamente a comunicação social contribui para a festa.
A justiça é um pilar fundamental do Estado de Direito que deveria ser tratada com outra seriedade , e cautela por politicos, advogados, juizes, procuradores, bastonários e comunicação social.
A brincadeira vai dando frutos e chegamos ao ponto de estar encrustado na sociedade civil de hoje a ideia de que a "justiça é só para alguns", "a justiça não funciona" etc etc etc
Uma sociedade que deixe de acreditar na justiça não é recomendável.
Os iluminados que vão introduzindo soluções milagrosas no sistema acabam sempre por deixar as coisas piores do que estavam. Agora com a novela do "Citius" o caldo entornou de vez....
Que saudades do sistema de justiça da década de 90.
A bem da Nação!!!
Francisco Vellozo Ferreira

quarta-feira, março 23, 2011

Soluções para a crise

Finalmente, o Governo demitiu-se.

O País pode começar agora a preparar-se para conhecer a verdadeira dimensão do descalabro. Espero que se aproveite bem este tempo de pré-campanha, que já começou, para revelar todas as dividas encapotadas que por aí andam: PPP, CP, REN, Estradas de Portugal, Metros do Porto e de Lisboa, etc., etc.

Creio que chegaremos rapidamente à conclusão de que não teremos condições para pagar tudo. E portanto, das duas uma: ou não pagamos aos nossos credores externos ou renegociamos as PPP. Ou, quiçá, talvez até tenhamos de fazer as duas.

De qualquer dos modos, será rapidamente certo que não vamos lá sem ajuda externa. Não apenas no sentido em que continuaremos a necessitar de empréstimos externos, mas também no sentido em que precisaremos de "conselhos" externos sobre as medidas a aplicar e, sobretudo, de "acompanhamento" externo da execução dessas medidas. Numa palavra, do FMI ou equivalente.

Quaisquer que sejam essas medidas e qualquer que seja o próximo Governo, passaremos tempos de muita dificuldade, provavelmente acompanhados de convulsões sociais.

É minha profunda convicção que só conseguiremos evitar desgraças se se conseguir encontrar uma forma de propor e executar medidas que sejam "justas" e possam, por isso, ser aceitáveis aos olhos dos mais desfavorecidos e dos desempregados. Esperemos que impere o bom-senso e que Passos Coelho consiga ter mão na apetência pelo poder do seu partido.

Resta-me a esperança e a confiança que Paulo Portas tem finalmente uma boa equipa ao seu lado e percebeu a oportunidade única que se lhe apresenta e ao CDS. Estou convicto que o CDS será o garante de que as "correcções" necessárias serão as adequadas. E estou esperançado que o eleitorado o vai perceber e finalmente escolher a mudança.

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

segunda-feira, março 14, 2011

PEC Postura Espantosa (perante a) Crise

Muito irrita a arrogância. A auto-convicção. A postura do nosso Primeiro Ministro. Primeiro, não havia crise. Depois passou a existir uma pequena crise sob controlo (dele, e do seu Governo, é claro). Depois, as coisas pioraram mas era transitório, coisa de somenos, resolvia-se, lá estava ele para o garantir. Começaram a chover PECs. O um, o dois, o três, e agora quer fazer passar o quatro, lá fora, que cá dentro a coisa parece não estar para graças. Mas para quê se a execução orçamental corre tão bem? Se o seu testamento político é fulgurante sempre em defesa da modernidade e dos jovens, na senda do progresso legislativo e da paridade social? O povo português é conformado. O povo português sabe sacrificar-se quando é preciso. Mas não só não se pode ignorar o limite do que pode ser imposto ao comum dos cidadãos, como bem avisou o Presidente da República, como não se pode tolerar que o sacrifício seja sempre pedido aos mesmos, aos mais necessitados e aos que têm menos voz, sobretudo quando é reconhecido que as medidas agora propostas nem sequer vão ter grande impacto orçamental. Hoje de manhã ouvi na rádio que estão a aumentar os pedidos de empréstimo nas farmácias com a redução das comparticipações dos medicamentos, prova de que não se trata de uma geração á rasca mas de um povo à rasca, que nunca ouviu um pedido de desculpa dos seus governantes ou uma explicação que fosse para a situação em que se encontra. O nosso primeiro Ministro e o nosso Governo estão a precisar de ser convertidos em pensionistas. Depressa. E com menos (muito menos) de 1500 euros por mês para ver o que é bom.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Crise em estabilidade

Nos últimos anos temos vivido em estabilidade política. Tanto Sócrates como Cavaco completaram calmamente os seus mandatos e ambos foram reeleitos.

Não obstante, neste mesmo período, a nossa vida tem sido constantemente acompanhada da palavra crise.

A crise está permanentemente no ar. Se não concordas comigo não tens sentido de responsabilidade e estás a provocar a crise.

Os apelos à estabilidade também. Se não concordas com ele não tens sentido de estado e estás a ameaçar a estabilidade de que sou garante.

Tenho mesmo a sensação que, neste marasmo que nos afoga, a única coisa que se tem mantido verdadeiramente estável é a própria crise.

A ponto de me interrogar sobre a bondade de uma tal estabilidade…

terça-feira, abril 20, 2010

Foge cão que ainda te fazem barão

Óleo de Sidney Goodman "Free Fall" - 1991

A dívida total da Espanha equivale a 400% do seu PIB.
Metade dessa dívida é privada e há 350.000 famílias (ver aqui) que já não conseguem pagar as suas hipotecas.
Sorria, pois está em Espanha (o país dos Zapateros).

sexta-feira, novembro 13, 2009

Rostos de Mediocridade

Estamos a poucas semanas da reuniao mundial sobre as alteraçoes climaticas em Copenhaga.

Em Portugal, curiosamente (ou talvez nao), ninguem fala no assunto...
deve ser porque ha temas da actualidade mais importantes.

E esta é tambem uma forma de percebermos a ausencia de dimensao de pensamento em Portugal.

Com efeito, entre a Camara de Lisboa e o Dr. Antonio Costa, os carrinhos e avioes do Dr Rui Rio, a economia nacional (que esta, esteve e sempre estara) em crise, o deficit das contas publicas a que podemos acrescentar alguns escandalos politicos

para alem do futebol - esse elixir da estupidez humana - estes sao os unicos temas em Portugal...

Mas que é feito dos nossos pensadores?

das nossas elites intelectuais?

foram-se embora. Bateram com a porta, voltaram as costas e foram-se embora....

e o que é feito dos problemas do mundo e da posiçao de Portugal em relaçao aos mesmos???

ahhhh..isso? isso nao interessa para nada...deixa mas é ver o Benfica e o Porto

é também este o rosto da nossa mediocridade!!!

para mal da Naçao!!!!

sexta-feira, agosto 28, 2009

Relatório de execução orçamental Julho

Foi já publicado o Relatório de execução orçamental referente ao período de Janeiro a Julho de 2009, aqui.

A receita fiscal caiu 19,4% (!) em relação a igual período do ano passado.

Parece um factor a ter em conta por parte de quem anda a fazer programas de Governo que baixam impostos, aumentam pensões e reduzem o défice...

Não era pior a ideia de redução da despesa.

Houve tempos em que foi sugerido o compromisso de reduzir a despesa pública a 40% do PIB (contra os actuais 50%). Talvez seja altura de reconhecer que esse é que é o caminho.

quinta-feira, março 05, 2009

Crise e calendário eleitoral

O governo não toma as medidas que a crise exige, porque teme as eleições. As eleições estão programadas lá para o final do ano. Entretanto o estado do País degrada-se de forma muito preocupante.

Resta a Sócrates, no interesse do País, provocar eleições antecipadas, formar um governo, e começar já a enfrentar a crise. Como sugere o Dr. Silva Lopes.

Ou me engano muito ou vem aí um Inverno rigoroso. E é já em Agosto.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Inacreditável

Começa por ser difícil de acreditar que no mesmo jornal (Expresso) que fala de recessão e de crise em quase todos os cadernos, e que dá nota do aumento da taxa de desemprego no país para o ano que agora começa, se possa ler na primeira página que dois ex-administradores da CGD reformados por motivos de saúde – a notícia fala expressamente de “invalidez” - exercem funções noutras empresas mantendo as respectivas reformas. Mas mais difícil ainda é entender que tudo isto se passa no mesmo país em que milhares de pensionistas tentam sobreviver com dignidade com as pensões de miséria que auferem, e onde a Caixa Geral de Aposentações chegou mesmo a recusar a reforma por invalidez a uma professora com graves lesões na língua por causa de um cancro, revogando uma decisão anterior de uma junta médica, e obrigando a continuar a trabalhar sabe-se lá em que condições e a que custo. Inacreditável.