Reparam naquelas folhas A4 espalhadas no chão? Ora voltem, por favor, a comparar as fotos. Já perceberam, não é verdade? É tudo encenado, claro, para dar um arzinho de espontaneidade dinâmica e empenhada. E o Sr. Ministro alinhou e alinha nestas coisas: “...e se puséssemos assim uma de lado, mas uma que tenha um gráfico qualquer?”
sábado, outubro 26, 2013
Papéis ao chão
Reparam naquelas folhas A4 espalhadas no chão? Ora voltem, por favor, a comparar as fotos. Já perceberam, não é verdade? É tudo encenado, claro, para dar um arzinho de espontaneidade dinâmica e empenhada. E o Sr. Ministro alinhou e alinha nestas coisas: “...e se puséssemos assim uma de lado, mas uma que tenha um gráfico qualquer?”
quinta-feira, julho 04, 2013
A reforma do Estado
quarta-feira, julho 03, 2013
A fábula do sapo e do lacrau
Porquê? Porquê? Porque me mordeste, sabendo que podíamos ir os dois ao fundo?
E o Portas respondeu:
Porque eu sou um lacrau, e essa é a minha natureza.
terça-feira, maio 07, 2013
É claro!
segunda-feira, abril 08, 2013
Pois...
segunda-feira, março 11, 2013
A desesperança
sexta-feira, março 08, 2013
Fia-te no azul!
http://videos.sapo.pt/fFRChFy3CrFoBRzZ4FhO
Estas declarações de António Vitorino sobre a necessidade de esperança e de azul devem fazer as delícias de todos os beatos e almas pequeninas que acham que não é bom só dizermos mal e que importa realçar os casos de sucesso para nos afagar a auto-estima e curar a ressaca do desastre.
quinta-feira, junho 14, 2012
O economês bruxelense
quarta-feira, junho 13, 2012
Dâmasos e Gouvarinhos
segunda-feira, junho 11, 2012
"Quando o dinheiro fala a verdade emudece"
Nos últimos dois anos a Comissão Europeia pilotou, por duas vezes, uns ditos stress testes aos bancos europeus que em conclusão afirmaram que estava tudo sólido com excepção de umas três ou quatro Caijas. Na altura, houve quem afirmasse que aqueles testes eram uma fantochada. Hoje percebe-se que quem tal disse tinha inteira razão. Hoje percebe-se sobretudo que não se pode nem se deve acreditar nem nos responsáveis políticos europeus nem nos responsáveis políticos nacionais, sobretudo os “entendidos” que ainda há meses afirmavam que as coisas em Espanha estavam todas resolvidas.
terça-feira, junho 05, 2012
Bonds, not James...
Em segundo lugar, reflectem uma vez mais a ideia gasta de que com mais uma auto-estrada ou um comboio que ande a 200 à hora a Europa cresce e o desemprego diminui. Como diria a Ferreira Leite, talvez o desemprego de ucranianos ou moldavos e o que crescerá sem dúvida é a dívida.
Em quinto lugar, a gente compreende que a indústria francesa ou alemã ou italiana gostaria bem de encontrar uns tolos que lhe escoem os stocks de carruagens ou de candeeiros ou de cimento e que depois lhes fiquem prisioneiros por décadas por razões de manutenção e de peças sobressalentes. ‘Obrigadinho, mas bata na porta ao lado’.
sexta-feira, junho 01, 2012
bratach na hÉireann
Às 14.47h só faltava contar os votos de 4 circunscrições (há 43).
Do contado àquela hora, concluia-se que a abstenção rondaria os 50% e dos votos expressos 60% serão a favor e 40% contra o tratado.
quarta-feira, maio 30, 2012
O sistema boomerang
sexta-feira, maio 11, 2012
'Ninguém pode partir , nós é que podemos expulsar'
sábado, março 17, 2012
A nova Cartago

« O declínio de Cartago » - Turner
1817
Do Presidente da República ao mais modesto organismo público lusitano, vinga um discurso e um comportamento comercial descaradamente proteccionista e alegadamente patriótico. Não deixa todavia de ser curioso que esta conversa do “faça férias cá dentro” ou do “compre nacional” alterne, nos mesmos actores, com apelos à solidariedade europeia ou à boa vontade merkeliana para que aliviem a pressão dos mercados financeiros e se disponham a mutualizar as dívidas públicas.
É compreensível que o taxista de Campanhã não perceba que a bota não diz com a perdigota, mas é inadmissível que haja responsáveis políticos que contrabandeiem a lógica e naveguem sorridentes nas contradições do mais abjecto populismo e da mais rasteira demagogia. Verdade se diga que essa duplicidade se alastra por todos os países membros da União Europeia, sendo que a campanha presidencial francesa vem constituindo um bom exemplo desse desmoronar da ideia base de construção de um espaço comum e de um mercado único.
E ainda há uns líricos que falam na federalização da coisa. Dir-se-ia que as palavras perderam todo o sentido, se esvaziaram de qualquer significado e se transformaram numa mera ladainha incoerente para exorcizar o fiasco e o declínio.
sábado, dezembro 10, 2011
Here comes the sun...
D. Cameron fica (ou vai ficando, espero) de fora. Falhou a sua tentativa de criar, e liderar, um hipotético grupo de 10 (os “out”) que gostaria de contrapor ao grupo dos 17 (os “in”). Fica sem grupo e isolado dos 26, liderando apenas a sua ilha, mas liderado ainda pela sua querida “city”, embora continuando a usufruir do seu “single market” europeu.
Mas, deixemo-nos de tretas, a crise continua a ser a da dívida e, nesta matéria, só pelo trabalho de casa de cada estado membro ela poderá vir a ser controlada. Trabalho que, naturalmente, só é feito quando ditado pela necessidade, como ora sucede.
Neste sentido, também por cá a coisa vai mexendo. Temos já orçamento para 2012 que, por mais que isso desgoste ao Sr. Cavaco Silva (e seu porta-voz Marcelo R. Sousa) toca, finalmente, na despesa. Temos também maioria com vontade política para o cumprir. O que será ainda facilitado se as medidas ora anunciadas na Cimeira da União acalmarem, como também espero, a turbulência que tem pairado sobre os mercados.
Quem poderia imaginar que algum dia a UE iria conseguir vender uma harmonização orçamental aos seus membros? Quem poderia imaginar que algum dia o nosso Estado iria fazer cortes em despesas com pessoal, consideradas como “conquistas irreversíveis”?
É caso para dizer: Bendita Crise!
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Mais uma
A cimeira que hoje começa não vai resolver nada mas vai complicar tudo.Mesmo que saia dali um consenso vago e um Comunicado cheio de adjectivos catitas, nem os mercados e muito menos as populações vão acreditar e ainda menos aderir.
A ideia subjacente mas não dita é a de que há países que não podem estar no euro. Vai daí, pensam que podem construir um esquema que leve esses países a terem de abandonar o euro mais cedo ou mais tarde. Tudo isto se passa e se passará com a maior das arrogâncias e indiferença em relação ao sentir dos povos. Há gente demais a falar de “mais europa”, sem saber o que é isso, nem para o que serve e sobretudo como e para quem serve.
Volta EFTA, que estás perdoada.
quinta-feira, novembro 10, 2011
Falem baixinho...

Viva a liberdade de movimento de capitais!
sexta-feira, novembro 04, 2011
On a marre!
Ao ler-se o Comunicado Final da reunião de Cannes do G20, percebe-se que este grupo se deixou contagiar pelo vírus que há muito infecta as cimeiras europeias: a vacuidade, o relambório de coisa nenhuma, um palavreado interminável (95 pontos extensos) para dizer que em Fevereiro é que vai ser, enfim, uma estupada e uma chatice cheia de vento e de nada.Muitos parabéns!
(http://www.g20-g8.com/g8-g20/g20/english/for-the-press/news-releases/cannes-summit-final-declaration.1557.html)
quinta-feira, novembro 03, 2011
Erros de paralaxe
A força da Europa e por causa desta Europa:a) O primeiro-ministro espanhol vai-se embora dentro de um mês;
b) O primeiro-ministro italiano está por um fio e duvida-se que dure até ao Natal;
c) A primeira-ministra dinamarquesa assumiu funções há muito pouco tempo;
d) O esperado primeiro-ministro belga ainda não assumiu funções;
e) O primeiro-ministro holandês não sabe se consegue manter a coligação;
f) O presidente francês perde, nas sondagens, para o candidato socialista;
g) O primeiro-ministro grego talvez não se aguente mais duas semanas;
h) O primeiro-ministro luxemburguês já só pensa na reforma;
i) A primeira-ministra eslovaca demitiu-se há poucas semanas;
j) O primeiro-ministro finlandês esgota-se a tentar gerir a sua coligação;
l) A chanceler alemã perde votos em cada eleição estadual;
m) O primeiro-ministro inglês sobrevive a uma revolta dos seus backbenchers;
etc; etc.
Como diz alguém que prezo: "tamos juntos"












