Mostrar mensagens com a etiqueta tgv. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tgv. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, setembro 19, 2011

Conversa de garotos


Falam nos custos das indemnizações e em pressões de Madrid e de Bruxelas para justificar que o TGV Poceirão-Caia afinal é para avançar. Ora tudo isso tem de ser muito bem explicadinho, designadamente sobre as razões que os impediam anteriormente de conhecer essas condicionantes.

Em Outubro de 2008, a editora Almedina publicou um texto do Prof. Manuel Porto (“O ordenamento do território num mundo de exigência crescente – das ambições do PNPOT à contradição de investimentos em vias de concretização”)
que me ajudou a compreender o erro histórico do traçado do TGV Lisboa-Madrid e sobretudo, para lá do seu sobre-custo absurdo, o desastre financeiro que a exploração dessa ligação nos trará no futuro.

Fico siderado com esta nova conversa de que não mais seria possível safarmo-nos desse elefante branco. Pura e simplesmente não acredito. E pura e simplesmente passo a desconfiar da bondade e lhanesa da política económica governamental.

sexta-feira, maio 28, 2010

terça-feira, maio 18, 2010

Bitolas

Quem acompanhou o Prós e contras de hoje à noite, compreenderá facilmente o que escrevo a seguir.

O erro maior dos TGVs deste País foi a ideia peregrina de tirar das empresas existentes e do Estado as competências de pensar o futuro em transportes. Essas NAL, RAVE e outras que tais, servem de taxos para muita gente, mas serviram essencialmente para poluir a discussão com argumentos espúrios que desacreditaram tudo quanto fosse grande projecto de transportes.

Uma das grandes vítimas dessa destruição foi a NECESSIDADE URGENTE de modernizar a ferrovia nacional, nomeadamente para permitir a ligação dos nossos portos oceânicos, em especial Sines, à Espanha e por ela à Europa.

Por isso é que os especialistas sentiram necessidade de voltar a explicar conceitos básicos. Como o da bitola europeia e do seu significado.

Parece que, finalmente, esses argumentos começam a colher.

Creio que é um bom sinal quando se discute a construção de linhas para mercadorias (questão de fundo e estratégica para o País) e não apenas os tempos de percurso para passageiros (questão artificial e enganadora, para enganar o povo) ...

Mesmo se os recursos são escassos, caros e de difícil alcance. Ou talvez por isso mesmo...

Há muito que defendo que é preciso renegociar as auto-estradas já concessionadas; recalendarizar a sua execução para prazos mais consentâneos com a procura; e repriorizar a construção da rede ferroviária, aproveitando a capacidade construtora libertada nas fases anteriores. Inch'Allah!!!

É possível um Portugal melhor. Mas é preciso querer. Muito

terça-feira, maio 04, 2010

O mito dos 3%

Um dos mais fascinantes equívocos da vida pública portuguesa tem sido a estória do objectivo de "reduzir o défice" para apenas 3% do PIB.

Aparentemente, por razões histórico-legislativas (isto é, por imposição de um tratado...) todos os responsáveis políticos assumiram, em nosso nome (e nós comemos), que o ideal era apenas devermos 3 euros por cada 100 que ganhássemos. Creio que, escrito assim, toda a gente percebe o absurdo da coisa. Qualquer um de nós sabe que se gastar mais três euros do que os que ganha, mais tarde ou mais cedo irá ter problemas... Sobretudo porque um dia não terá maneira de pagar os 3 euros que tenha vindo a acumular por cada 100 que ganhou - e isto assumindo que alguém lhos teria emprestado...

A verdade, contudo, é que se assumiu que se devêssemos apenas €3 por cada €100, tudo se resolveria magicamente.

Como é hoje dolorosamente óbvio, não é assim.

Podia ter sido diferente. Podia, mas não era a mesma coisa.

Para ser diferente era necessário que os tais €3 euros tivessem sido aplicados numa qualquer forma de aumentar a capacidade de ganhar dinheiro - que é como quem diz, aumentar os tais €100. Se, temporariamente, alguém gastar mais do que ganha para aumentar a sua capacidade de ganhar, essa pessoa estará a investir.

Se uma pessoa está a investir, naturalmente, quem lhe empresta terá mais disponibilidade para facultar os tais €3. Se, pelo contrário, essa pessoa está a gastar os €3 euros, em conforto, luxo ou deleite, naturalmente que os emprestadores terão mais dúvidas em emprestar.

E pronto, creio ter contribuído para explicar porque é que a culpa não é das "agências de notação", nem dos "mercados", nem muito menos dos "investidores".

O problema é que os nossos projectos não são propriamente para "aumentar" a capacidade de ganhar dinheiro. Sejam eles públicos (sobretudo) ou privados.

E por isso é que vamos ter de gastar menos e poupar mais. A economia é uma batata. Como a lógica...

quinta-feira, dezembro 10, 2009

A RAVE está em "overdrive"...

Percebendo, ou talvez não, que começa a correr seriamente o risco de que lhe aconteça o mesmo que ao aeroporto "jamais", a RAVE desdobra-se em estudos justificativos... ver aqui.

Curioso que não tivessem sido feitos antes...

Reconfortante pensar que a RAVE também é especialista de turismo...

Esperemos que as "externalidades" também abordem o impacto no novo aeroporto e nas auto-estradas de ligação a Espanha ou de ligação da capital ao Norte. Sim, porque não se poupa em petróleo se não houver diminuição de viagens em automóvel e em avião. Estão a ver, não é!?!

É preciso um Portugal melhor. Rapidamente.


terça-feira, setembro 15, 2009

As eleições legislativas e a Europa

Finalmente a questão 'Europa' entrou na campanha das legislativas. Chegou travestida de TGV e veio, colada ao problema do endividamento, pela mão de Manuela Ferreira Leite.

Os 'media' vêm dando conta de declarações do lado socialista acusando a líder do PSD de vários males assustadores: "que se esqueceu de que somos um país integrado na Europa", "que pensa como Salazar", "que tem uma visão retrógada e passadista". E cavalgam contentinhos certos dislates castelhanos: MFL personificaria o "rançoso nacionalismo luso" e Portugal, na renúncia à ligação de um TGV a Espannha, perderia mais milhões do que 'nuestros hermanos'.

Nesta floresta de disparates, a questão do endividamento e a questão do interesse nacional parecem dissolver-se nesse valor alegadamente superior que é a Europa ou, pelo menos, a visão que da Europa têm Madrid e/ou Bruxelas.

Repare-se que aquela linha de argumentação abdica de explicar as anunciadas vantagens de termos um trem super-rápido a ligar Lisboa a Madrid, mas centra as baterias nesse pecado mortal de estarmos a "comprar uma guerra" com Espanha, a chatear Bruxelas e a desdenhar um envelope, sem sequer se dar ao trabalho de fazer as continhas e revelar que "perdemos" 300 milhões para não nos endividarmos, numa conjuntura extremamente desfavorável, muito mais do que isso ( pelos vistos, há muitos sócias da tia do JAC).

Ferreira Leite, independentemente de ter razão ou não quanto à suspensão dos investimentos 'TGV', conseguiu desde já criar uma clara demarcação relativamente às hostes socratinas: não há Europa, chame-se esta Espanha ou Comissão, que se sobreponha aos interesses de Portugal. Há líderes políticos que pensam assim e há outras pessoas que pensam de outra maneira.

A minha Tia e o TGV

A minha Tia é uma consumista. Professora reformada, com os tostões contados, anda sempre às compras, a regatear nas feiras, e a encher a casa de coisas que nem sequer são muito úteis. Castiçais, bules para o chá, presépios, cestos do pão, etc. etc. etc. Quando revela aos sobrinhos o preço de aquisição inavariavelmente conclui que "valeu imenso a pena!".

Esta notícia do Público revela que Portugal perde mais fundos que Espanha com cancelamento do TGV.

Parece que a conclusão é que "vale imenso a pena" fazer o TGV...

quarta-feira, julho 08, 2009

Pare, escute e olhe

A propósito de TGV, valeu a pena ver o debate de ontem na SIC Notícias sobre investimento público. Apesar se encontrar em inferioridade numérica, o seu grande vencedor foi indiscutivelmente Rui Moreira, ao sublinhar a necessidade de se adquirir uma visão global das obras cuja concretização está em causa, impedindo, por exemplo, que os defensores do TGV afirmem, e não necessariamente por má fé, que a obra é rentável porque existe clientela para ela, desconsiderando que essa clientela é a mesma que será cobiçada pelo reforço das ligações aéreas Porto-Lisboa, e a mesma que eventualmente poderá vir a usar a terceira auto-estrada de cuja construção ultimamente tanto se fala. Não diminuindo a importância do investimento público, chamou à atenção para a necessidade de o estruturar segundo uma visão estratégica definida, e não ao sabor de apetências políticas voláteis e interesses privados vários, tomando em conta o seu valor total, e não meramente parcelar, ou referido a obras singulares, o que, no fundo, mandam as regras do mais elementar bom senso que qualquer um toma – ou deveria tomar – para gerir os seus próprios negócios e os seus próprios assuntos. Neste sentido, foi mesmo curioso ver como valores que não eram significativos em termos de investimento público quando apontados de um dos lados da mesa por Luís Nazaré, referidos a obras com nome próprio, logo se multiplicavam exponencialmente onde eram tomados como parcelas de um valor global que ascendia aos 30 mil milhões de euros, tornando claro o montante astronómico que implica a concretização de todos estes projectos, sendo certo que a conjuntura não é famosa, e que a evolução da crise é imprevisível.
Devo dizer-lhes, e esta sensação em mim não é nova, que quando ouço certas pessoas e políticos a falar, fico sempre com a sensação de que somos mesmo muito, muito, ricos

terça-feira, junho 23, 2009

TGV e conceito estratégico nacional

Num dos pontos deste artigo de Rui Moreira, n'o Público de ontem, afirma-se que Portugal não tem um conceito estratégico nacional e que isso prejudica a definição das prioridades nacionais, neste caso em matéria de política de transportes.

Peço licença para discordar. Portugal tem um conceito estratégico nacional, que o centrão, à direita ou à esquerda, sempre promoveu quando está no Poder. É um conceito que se aproxima desta ideia simples: imaginemos um pai de cinco filhos; este pai consegue dar um curso a cada filho; ou então, um doutoramento ao mais velho. Este pai pensa, reflecte e decide que fica melhor se der o doutoramento ao mais velho, os outros que se desenrasquem que o mais velho há-de lhes vir dar uma mãozinha.

No nacional-deslumbramento, este conceito, moralizador como se há-de perceber, consiste em dar prioridade à capital, na ilusão de que esta há-de "puxar" pelo resto do País...

As asneiras a que este conceito deu origem estão à vista de toda a gente. A começar por Lisboa, que perdeu qualidade de vida, cidadãos e sustentabilidade económica. Para não falar na bomba relógio (social) que são muitos dos arredores da capital.

É este conceito irresponsável que permite que se tenha conferido prioridade à ligação luxuosa de Lisboa a Madrid, em prejuízo da promoção de uma rede ferroviária moderna que contribuísse para alavancar a capacidade exportadora das nossas empresas, libertar o país de parte da sua dependência energética (e petrolífera em especial) e afirmar os nossos portos atlânticos no contexto ibérico - senão mesmo no contexto europeu.

É de tal forma gritante este desconchavo, que o próprio concurso para a linha Poceirão-Caia, primeiro troço da rede de alta-velocidade em bitola europeia, prevê uma terceira linha, paralela e em grande parte do seu percurso, em bitola ibérica tradicional - supostamente para ligar Sines e Setúbal ao Caia. Mas para quê, se a tal linha Poceirão-Caia é mista? O que quer dizer que é pensada para passageiros (o luxo) e mercadorias (a necessidade)...

Por uma razão simples: porque a modernização da rede ferroviária nacional não foi pensada, os investimentos feitos não a tiveram em conta e, por causa disso, é necessário manter as duas redes em paralelo.

Eles, os tais irresponsáveis que Rui Moreira denuncia, e bem, pensavam que assim enganavam os pacóvios (os tais irmãos, na minha parábola) e conseguiam tornar irreversível quer a ligação a Madrid, quer a terceira travessia do Tejo, quer o próprio aeroporto de Alcochete. E os meus filhos que as pagassem...

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

quarta-feira, março 25, 2009

Tolos Gananciosos e Vigaristas (TGV)



Estas ou outras linhas vermelhas vão sair-nos muito caro. Desde a primeira hora que este projecto não tem pés nem cabeça. Desde a primeira hora que é motivo de "politiquices" partidárias e motivo para encher os bolsos a uma série de malta que se entretém a fazer estudos e pareceres.

A mania das obras públicas ou obras do regime é de facto uma tentação em que caem todos os politicos, em especial os de vistas curtas. Podem vir os defensores do projecto berrar que assim perdemos os apoios de Bruxelas, que perdemos o "comboio" europeu, que é importante para trazer turistas de Espanha...blá, blá, blá.

Peguem no dinheiro que nos ia custar, sim porque a tanga de project-finance com privados foi por água abaixo há muito tempo, e apliquem-no onde de facto faça falta. Hospitais, escolas, tribunais. Façam os ditos privados investir nestes projectos, dando-lhes benefícios, permitindo-lhes explorar os espaços, fazendo-os responsáveis pelos custos das obras e verão que o preço não dispara.

Agora deixar a construção de uma obra destas entregue ao estado é saber que ela vai custar 40% mais. Estamos falidos, mas não adianta atirar mais areia para cima de nós.

quarta-feira, setembro 26, 2007

O governo abrandou uma vez mais

Começa a ser preocupante os ziguezagues deste governo no que toca a politica de transportes. Bem sei que uma linha de comboios, seja TGV ou não, tem curvas, rectas, subidas e descidas, mas o governo resolveu acrescentar deslizes, derrapagens, dúvidas, indecisões e muita trapalhada. Vamos ver em que estação pára ou se é mesmo um piadeiro de segunda.

segunda-feira, julho 02, 2007

Mentiras novas

Já por aqui passou, mas nunca é demais pedir "mentiras novas". As do costume estão gastas e já não convencem ninguém. A historieta do traçado do TGV é de bradar aos céus. Acabem de uma vez por todas com esta história do TGV, andem a sério nas linhas que existem e estou certo que não precisamos de TGV para nada. Nem para estarmos mais perto da europa como apregoam os seus defensores. São mais uns milhões para o lixo. E tão necessários são em outros sectores.