sábado, dezembro 20, 2014

Submarinos II ou a Sabedoria das Multidões

Em 1906, numa feira em Plymouth, 800 pessoas participaram num concurso para adivinhar o peso de um touro. Verificou-se então que a média (ou a mediana) divergia apenas 1% do peso exacto do animal.
Este é um exemplo clássico da sabedoria das multidões. 
O tema, para quem tenha interesse, é tratado no livro Wisdom of Crowd, um best seller da gestão, e que desenvolve a teoria de que o conjunto dos julgamentos individuais de uma determinada multidão tem um elevado grau de probabilidade de conduzir a um resultado tão certeiro como o julgamento de um especialista. Isto aplica-se a várias áreas, da gestão à política. Parece que já Aristóteles  falava da Sabedoria das Multidões.
É difícil gerir um país apenas com a aplicação deste método. Mas também parece que é impossível fugir àquilo que são os grandes anseios das populações. E, especulando com pouco risco, não é difícil adivinhar que aquilo por que muita gente espera é por uma alternativa ao actual sistema. Nos dias de hoje está especialmente em causa o sistema político, os políticos que o sistema gera, e os processos de decisão que são seguidos. Espera-se, na sequência, um novo tipo de protagonistas e uma nova maneira de encarar a vida política. O que existiu até agora é uma desilusão, e a forma como é encarada a carreira política teve resultados tenebrosos. Não há nenhum sentimentos de gratidão para com os políticos, precisamente porque se tem a ideia que não existe nenhum espírito de serviço ou de missão.
A questão é a de saber quem pode liderar esta transformação. O ideal seria o colapso do actual sistema partidário, com uma reconstituição de um novo modelo, democrático e partidário. Mas isso parece impossível, infelizmente.
Resta imaginar quem, dentro de cada partido, pode assumir este desafio. 
Sigo com particular atenção o CDS. Portas é (sabedoria das multidões) um líder inteligente e sagaz, e que tem uma invulgar capacidade de comunicação. É também (sabedoria das multidões) um líder com um conjunto de seguidores, ligados mais ao carisma que à missão. É ainda (sabedoria das multidões) um político pouco confiável, envolvido desde há muitos anos em problemas judiciais. Apesar de nunca se ter provado nada, não existe (sabedoria das multidões) a certeza da sua inocência. Há até (sabedoria das multidões) a impressão que alguma coisa houve.
Naturalmente que não se pode dizer que é impossível que Portas tenha a sua estrada de Damasco. Mas  ninguém acreditará que um dos agentes do actual sistema se transforme, de repente, num impulsionador de uma mudança. Mudança de estilo, de maneira de ser, de processos.
A saída de Portas e do portismo deve estar para breve. E não faltarão, nessa altura, comentadores a referir que se tratará de mais uma consequência do fim do BES. Resta saber o que irão pensar as multidões. 

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Há mesmo cada vez mais gente a pensar como nós!


 
Terça feira, dia 16 do corrente, teve lugar uma Assembleia Distrital do CDS de Lisboa. Procedeu-se também à eleição de 13 Conselheiros Nacionais do Partido.
 
O Movimento Alternativa e Responsabilidade apresentou uma lista autónoma e elegeu 4 dos 13 delegados. Os eleitos do AR aqui !
 
Há mesmo cada vez mais gente a pensar como nós!

 
 
Contamos com o CDS e o CDS conta connosco!!!

Os submarinos


Não consigo deixar de pensar nisto. O processo dos submarinos foi agora arquivado pela Justiça.
Na Justiça, como na Comissão Parlamentar de Inquérito, Portas não foi arguido, Portas não foi acusado, Portas não foi pronunciado e muito menos condenado. Foi apenas e só testemunha diligente e cooperante, nada mais. 
Já há uns anos os funcionários e o tesoureiro do CDS tinham sido rigorosamente absolvidos, é pertinente lembrá-lo agora.
Perderam os que insinuaram e vilmente difamaram. 
Fosse Portas da qualidade dos que o perseguem, e quem estaria a braços com a Justiça, seria Ana Gomes, Soares e o resto do gang. 
E de pouco lhes valeria declararem-se inimputáveis.
Imagino que, tal como o Tridente e o Arpão, submergirão porque é lá no fundo que repousa o lixo onde tanto gostam de chafurdar.

terça-feira, dezembro 16, 2014

O descalabro do rublo

Banco Central Russo aumenta taxa de juro perante o descalabro do Rublo. Alguns  analistas defendem que estamos a caminho de uma crise cambial mundial. Será?


O gráfico mostra a desvalorização do Rublo perante o Dólar.

sábado, dezembro 13, 2014

Efeito Draghi não foi igual para todos


Este gráfico, retirado d'O Insurgente, compara a Yeld das obrigações a 10 anos de Portugal e Grécia.
Reduzir a descida das taxas de juro apenas 
ao efeito das palavras de Draghi, como alguns fazem, é ridículo.

domingo, dezembro 07, 2014

O circuito da Boavista, uma marca da cidade

Tinha pensado em escrever hoje sobre o circuito da Boavista mas a carta aberta do Nuno Nogueira Santos no facebook "Salvar o Circuito da Boavista" fez-me redobrar “as vontades” de o fazer.



Faço desde já uma nota prévia: fiz a assessoria mediática do circuito da Boavista no ano passado o que muito me honrou. Vivi por dentro uma organização intensa e dedicada. Percebi como uma cidade inteira se animava e se envolvia. Duas ou três pessoas mais revoltadas e que ano após ano aproveitavam para aparecer nos jornais. Nada de mais. Possuo informação sobre os valores do retorno mediático que tanto se fala, mas como isso acontece fruto da relação cliente-fornecedor não o vou revelar. E sim sou um amante da manutenção do circuito.

Voltemos então ao circuito da Boavista na ótica de portuense mas também na de quem olha o dia-a-dia pelo prisma da comunicação. Vou fazê-lo por pontos para ser mais fácil a exposição.


Os custos e as receitas deste circuito

Desde a primeira hora que assumi a defesa do circuito, mesmo que ele acarretasse custos para a autarquia. Não vale a pena tentar enganarmo-nos. Há eventos que se devem realizar mesmo que representem um custo. São investimento. E o circuito da Boavista encaixa perfeitamente nesse perfil. Era importante do ponto de vista de projeção da cidade no exterior, do assumir de uma marca, de fomentar o turismo e a dinamização do comércio local. E hoje ainda faz parte de toda uma imagem que foi sendo construída ao longo dos últimos anos. Ou o Porto virou destino turístico apenas porque as pessoas acordaram todas injetadas por uma mosca?

Para a imagem positiva do porto contribuíram os “popós” do Rio, mas também os aviões da red-bull, como contribuíram as obras no aeroporto ou a construção da casa da música ou a Porto 2001 do Fernando Gomes. É feita de um somatório de eventos, de ícones arquitetónicos, de gastronomia, de cultura, de transmissão de afetos e de despertares de paixões. O porto hoje é um somatório de públicos. Com pés mais descalços ou mais bem calçados.

Todos sabemos que existem custos e receitas no circuito da Boavista. E em ambas as rubricas encontramos itens mais ou menos mensuráveis. Se nos concentramos nos mensuráveis diria que o circuito apresenta custos de organização na casa dos 500 mil euros em compras a fornecedores (valores que me foram indicados e não sendo eu sabedor por via da relação cliente-fornecedor) mais todos os que acabam por ser responsabilidade da autarquia pelo envolvimento dos recursos humanos e físicos da mesma que rondariam os 600 mil euros. O WTCC representa um custo de 700 mil euros, transmissão inclusive. Teríamos assim custos globais de 1 milhão e 800 mil euros. Arrendondemos para cima e ficamos nos 2 milhões.

Ao nível de receitas o circuito gerou cerca de 600 mil euros por via de patrocínios e bilheteira. Mais os 700 mil euros que o turismo dava e que pagava diretamente ao WTCC. Sublinhe-se que o Turismo de Portugal dava e dá outras verbas à cidade e que não se esgotam nestes 700 mil euros. 

Assim teríamos um défice dos 600/700 mil euros valores que em parte são assumidos “internamente” pela autarquia, sendo que muitos destes trabalhos acabam por ser benefícios na via pública, custo de horas de trabalhadores que terão que ser sempre pagos e de imobilizado que agora ficará arrumado num armazém da câmara sem utilização. Ao menos que os cedam a Vila Real.

Se fossemos agora olhar para os custos e receitas não mensuráveis diria que estas são bem maiores do que os custos. Existem transtornos para os moradores? Sim existem. Mas não existem outros tantos com o Primavera Sound? Ou com a queima das fitas? Ou com as maratonas? Ou com o S. João. Sim existem. Não há belas sem senão.

E do lado das receitas não mensuráveis? A tal mediatização além-fronteiras com a transmissão da eurosport? Imagens fantásticas que passaram no mundo inteiro. E repetições em muitos e muitos outros canais. Era só ver a lista de credenciais passadas a jornalistas estrangeiros. Apenas interessa olhar para elas quando nos convém ou vamos descobrir que existem as “boas e as más”?

E as receitas indiretas? Quantos estrangeiros aqui chegavam para ver as corridas? Mais ou menos do que traz o Primavera Sound? Admitamos que menos. Mas com mais ou menor poder de compra? Aqui claramente com mais, pois basta olhar para o cartaz do Primavera Sound e visitar o recinto para perceber que são muitos os que aqui chegam mas pouco o que aqui vão deixar. Ou mesmo muito pouco. Mas o circuito é importante como importante é o Primavera Sound ou o S. João. Uma vez mais o somatório de públicos é que farão do Porto uma cidade a visitar. Uma cidade cosmopolita. Quantos mais chegarem melhor. A economia e a iniciativa privada encarregar-se-á de dar resposta e criar mais camas. Ou alguém acha que é ao contrário?


 Mas e o circuito sem WTCC?
A outra grande questão é porque não manter o circuito da Boavista mesmo sem a realização do WTCC? Se não há dinheiro do turismo não há WTCC. Certo e ninguém discutia o assunto.
Mas o 1º fim de semana e parte do 2º podiam perfeitamente ser realizados. Ou não?
Eu sou defensor da prova em dois fins de semana de forma a maximizar o investimento feito. E atenção que a presença do WTCC implica um caderno de encargos mais exigente e que a sua não realização poderia assim permitir algumas poupanças.
Voltemos então aos custos e às receitas. Admitamos por bom que haja um ligeiro baixar de custos, mesmo que insignificante pois o grosso tem que se manter. Eu arriscaria a dizer que as receitas pouco baixariam pois os patrocínios eram todos de marcas portuguesas e poucas com “vocação de internacionalização” e como tal não era a Eurosport que lhe interessava, e a bilheteira não acredito que tenha tido um peso muito grande, pois infelizmente os portugueses estão sempre à espera de uma borla. E assim iria acontecer no futuro.
Como ficaria agora o deve e o haver? Bem mais equilibrado.


Como consegue Vila Real suportar estes custos

Tal como Nuno Nogueira Santos também eu me questionei sobre a capacidade financeira da câmara de Vila Real para suportar o WTCC. Terá conseguido reduzir os custos? Conseguiu reunir apoios privados? Resolveu apostar na dinamização da cidade através de uma aposta de alto risco? Envolveu concelhos vizinhos?
Pelas notícias que têm vindo a público o WTCC tem colocado algumas condições contratuais e de logística, nomeadamente ao nível do número de camas disponíveis para o “circo” que o compõem. 500 camas é o que se fala. Vila Real não tem. Terá que ser num raio alargado de cidades. O Porto será seguramente uma delas a beneficiar. Como toda a região duriense.
Será que o circuito da Boavista não representava também um ganho para Matosinhos e Vila Nova de Gaia? Se houve conversas não sabemos. Se ninguém se tinha lembrado aqui fica a dica, que mais vale tarde do que nunca.


Conclusão

Como referi sou um defensor do circuito da Boavista. Tenho muito pena que ele tenha  sido interrompido. Sim, interrompido, porque nada na vida é definitivo para além da morte.

A decisão tomada foi política/financeira e a autarquia está no seu perfeito direito de a tomar. Se considerou que não era estratégico para a cidade apenas podemos discordar mas nunca questionar a sua legitimidade. Mas a autarquia deve assumi-lo com frontalidade e não arranjar como bode expiatório os 700 mil euros que o turismo e o governo central deixaram de dar. Pois a verba que o turismo disponibiliza até aumentou mas, em acordo com a autarquia, foi redirecionada para outros apoios diretos e o melhor exemplo disso mesmo é a subvenção à base da Easy Jet.

Pode voltar a haver vontade política de fazer renascer o Circuito da Boavista e voltarmos a ter os carros a roncar na Av. da Boavista.


Perceber que se errou e emendar é sinal de inteligência e grandeza humana. E eu considero o atual presidente um homem inteligente. Tenhamos por isso esperança.

sábado, novembro 22, 2014

Enfim...

Sócrates foi detido para interrogatório por suspeita de corrupção. Pode ser sinal que há indícios muito fortes de culpa, de possibilidade de fuga ou de ocultação de provas. No entanto, também é uma jogada de alto risco da justiça portuguesa na medida em que, se Sócrates for ilibado, afundará a credibilidade da mesma. 
Entretanto, a Assembleia da República aprovou a restituição das subvenções vitalícias (ainda que associada a um tímido agravamento da tributação da mesma) após iniciativa encabeçada por José Lello e Couto dos Santos, dois personagens da democracia do pós-25 de abril...
Subvenções vitalícias não são reformas nem pensões...
Enfim...


sexta-feira, novembro 21, 2014

Sentar-se na cidade do Porto

A cidade do Porto tem carácter e tem história.
Os portuenses saem hoje em dia à rua e frequentam os parques e jardins da cidade com muita mais frequência do que há anos atrás.

Mas nem sempre encontram um local onde se sentarem, seja para descanso, seja para leitura ou para simplesmente apreciarem a paisagem e o movimento.

É possível criar uma dinâmica que permita aos cidadãos envolverem-se eles próprios nesse esforço de dotar a cidade e os seus jardins municipais de um mobiliário elegante e prático onde o portuense e o visitante possa sentar-se e conversar em família ou entre amigos.

Em várias cidades europeias está há muito tempo consagrada a prática de os particulares oferecerem à cidade bancos de madeira mediante a aposição de uma pequena e discreta placa em memória de um ente querido.

Isso permitiria multiplicar o mobiliário urbano sem qualquer despesa para o município e evidente benefício para os citadinos, com as vantagens acrescidas de promover nos munícipes o espírito de pertença ao espaço colectivo, de fomentar a ideia de que a cidade do Porto funciona como elo de ligação entre gerações e de estimular o convívio com a Natureza em meio urbano.
Um banco de madeira, tal como por exemplo o exposto na fotografia junta, é um banco confortável pois tem um encosto ergonómico e apresenta-se numa matéria nobre proveniente da actividade florestal portuguesa.

Um tal programa, patrocinado pelos serviços camarários, obedeceria a regras simples, tais como:

1.    O modelo de banco seria estandartizado e encomendado pelos serviços camarários;


2.    O tipo de placa evocativa seria igualmente estandartizado e fornecida pelos serviços camarários; o texto seria igualmente estandartizado (por exemplo “em memória de...”) apenas mudando o nome da pessoa evocada;


3.    Toda a despesa de aquisição do banco, aposição da placa e colocação/fixação pelos serviços municipais do banco no jardim ou passeio público ficaria a cargo do munícipe; o município assumiria tão só as eventuais despesas de manutenção, acaso existissem, por um prazo máximo de 15 anos;


4.    A localização do banco seria determinada pelos serviços municipais, tomando tanto quanto possível em consideração, mas não obrigatoriamente, os desejos manifestados pelo munícipe requerente; este teria, todavia, o direito de desistir do seu pedido no caso de discordar totalmente de qualquer uma das localizações propostas pelos serviços municipais;


5.    O requerente deveria demonstrar um laço de parentesco com a pessoa evocada ou um outro fundamento aceitável para uma tal evocação. Competiria aos serviços municipais apreciar o pedido e a sua adequação aos padrões de dignidade e valores democráticos e históricos da cidade.

No dia 3 de Novembro solicitei audiência ao Sr. Vereador Dr. Filipe Araújo para lhe poder apresentar esta ideia e fornecer documentação sobre experiências deste tipo em várias autarquias europeias. Esse pedido foi registado sob o n° I/187161/14. Continuo a aguardar uma resposta mas não acredito que uma vereação que defende a cidadania e a proximidade e escuta dos seus eleitores se recuse a conceder 10 minutos de entrevista a um munícipe. Vamos esperar.


quinta-feira, novembro 20, 2014

Já rola a campanha para a distrital do Porto do PSD


Celso Ferreira, um dos candidatos, diz aqui :

- "o Porto foi ultrapassado por outros distritos" na dinâmica económica social e económica do país.



Virgílio Macedo, o outro candidato, por seu lado, assume não querer que o Porto seja “uma nova Lisboa centralista”.

Aguarda-se uma campanha esclarecedora.

2° Novo Postal de Pequim


Na esplanada da universidade onde ensinou literatura e onde ainda tem o seu escritório , o Prof Zha , guarda vermelho quando estudante de liceu e manifestante na praça Tian An Men em 1989, explica -me : “Quando nos referimos aos detentores de poder na China, importa distinguir entre a Segunda Geraçao de Vermelhos (Hong Er Dai) e a Segunda Geraçao de Ricos (Fu Er Dai) .Estes são os os dois grupos  da sociedade únicos detentores do poder politico e económico “. E insiste:
“Mas a Segunda Geração de Vermelhos, geralmente designados como “princelings” (pequenos principes) , filhos de dirigentes da  primeira geração do partido comunista, heróis da revoluçao, são em ultima instancia os únicos verdadeiros detentores do Poder.”

Por isso , quando na recente reunião plenária do comité central do partido comunista , as resoluções apelam à reformulação do sistema judiciario e insistem no combate à corrupção, parece oportuno analizar o caminho percorrido pelo partido desde a condenação o ano passado de Bo Xilai , “princeling” , filho de herói da revolução ,e antigo dirigente do partido em Chongqing. 
Desde a sua condenação nenhum outro “princeling” foi perseguido ou condenado por corrupção.

Bo Xilai foi o unico. Qual a razao? Muito simplesmente, foi o unico entre os princelings que fez campanha e  se propos ao cargo hoje ocupado por Xi Jinping: Presidente da Republica!

Proibir aos membros do partido o jogo do mah-jong, os hoteis de cinco  estrelas, ou jantares nos restaurantes mais luxuosos de Pequim,Shanghai ou Chongqing, e procurar assim mostrar à grande massa da população chinesa a vontade  por parte do grande dirigente  Xi Jingping, de combater os excessos da corrupção parece ser uma resolução  necessária e bem aceite por toda a população. Para além de ser uma resolução que se impôs  como essencial para a sobrevivência do partido.
No entanto, ninguém na China tem muitas ilusões sobre os resultados e objectivos de todo esta campanha e do combate à corrupção anunciado pelos altos dirigentes do partido.

Pois ,muitos sabem decifrar  o objectivo principal para além desta campanha : Manter o poder nas maos do pequeno grupo de dirigentes ligados à primeira geração de vermelhos, isto é manter o poder na mao da Segunda Geraçao de Vermelhos.

Dois exemplos ilustram bem a relatividade dessa campanha tao anunciada pelo Presidente Xi Jinping nos seus discursos:

Numa conversa com um membro de uma NGO que ensina jornalismo a redactores de jornais oficiais, este mesmo referiu-me como se admirara dos salarios extremamente ridículos que recebiam . Face ao seu espanto um redactor explicara-lhe : “ O salário que recebemos é suposto ser completado com os “envelopes “que somos suposto ir recebendo no decurso do trabalho que fazemos para o jornal !” 

Recentemente os jornais anunciaram a tentativa de compra do hotel Waldorf Astoria em Nova Iorque pelo grupo de Seguros Anbang, . Ora este grupo tem como dirigente principal  um membro da familia de Deng Xiaoping. 

A pergunta que o Prof.Zha e muitos outros se fazem é a seguinte: “Mas donde lhe vem todo esse dinheiro que lhe permite fazer esta compra?”

Maria
Novembro 2014

terça-feira, novembro 18, 2014

Labirinto ou talvez não

O processo denominado pela PJ por "Labirinto" tem estado na berlinda.
Revolta-me sempre que a comunicação social dá por culpados aqueles que ainda não foram julgados nem condenados pelos Tribunais.
O julgamento efectuado e instigado pela comunicação social é o pior de todos. Na verdade, os processos mediáticos geram condenados para todo o sempre, pois  mesmo que em sede judicial venham a provar a sua inocência, na prática, jamais deixarão de ser considerados culpados pela opinião pública.
O cidadão comum instigado por uma comunicação social sedenta de "sangue", rapidamente, dá a sentença - são "culpados", são uns "malandros", "prisão com eles" - e, se no âmbito do processo forem absolvidos - então o diapasão é o de que a justiça não funciona e que os "ricos" safam-se sempre.
Se um dia, um qualquer desses cidadãos tiver a "sorte" de ser visado num processo crime, certamente, que dirá o contrário.
Não conheço nenhum dos visados no processo labirinto.
Não conheço o teor do processo (excepto aquilo que é veiculado pela comunicação social).
Se os mesmos tiverem prevaricado devem ser julgados e condenados, caso contrário, devem ser absolvidos e até à decisão final devem ser tratados como presumíveis inocentes que são.

Mas as seguintes passagens transmitem bem a complexidade e gravidade da coisa:

- o funcionário do SEF terá, alegadamente, recebido 2 garrafas de vinho das propriedades do arguido presidente do IRN;
- as Secretas portuguesas são vigiadas pela PJ e não se apercebem que estão a ser vigiadas.

...a bem da Nação!!!!

Postiga vrs Nogueira

A propósito do jogo de hoje, por ter ouvido, na TSF, Bruno Nogueira lembrei-me que Nogueira está para o humor como Postiga para a bola.
 
São esforçados, respeitam os cadernos de encargos, mas não dá! Não vale a pena insistir. Nem se percebe o motivo.
 
Façam-nos um favor: nem para o banco!
 
Ainda assim, na verdade, talvez Postiga esteja um "furito" acima de Nogueira.
 

domingo, novembro 16, 2014

CREU

 
 
Vale a pena saber mais sobre o Centro Universitário Católico que tem marcado, positivamente, tantas pessoas.
 
Aqui podemos perceber melhor este, notável, trabalho dos Jesuítas no Porto.
 
Na festa de hoje, na Missa das sete em Cedofeita, D. António Francisco,  Bispo do Porto, a propósito da parábola dos talentos, elogiou e incentivou o Centro de Reflexão e Encontro Universitário que tanto tem feito por multiplicar os bons talentos.
 
Parabéns, pois, ao Creu pelos seus 25 anos!