sexta-feira, abril 17, 2015

TAP, um fim anunciado

Ao ver as sucessivas ameaças de greve dos pilotos, sempre sustentadas num rol de reivindicações, é fácil acreditar que não vai haver comprador interessado naquela casa.

Como diz Fernando Pinto qualquer dia não à TAP. E a culpa é do corporativismo absurdo que ali existe.

E com tanta garganta estes senhores não se chegam à frente? isso é que era de homens. Agora o que se vê é um bando de garotos a brincar com o nosso dinheiro.


quarta-feira, abril 15, 2015

A mudança !


Vale a pena ouvir aqui a mensagem  do primeiro-ministro britânico nesta Páscoa de 2015!


 A propósito:

É do passado a notícia de que o Real Madrid, mudou o seu símbolo ao sabor de interesses mais altos. É verdade,  o clube decidiu passar a usar o escudo editado, sem cruz, portanto, para não ofender os potenciais consumidores de país muçulmano.

É também do presente a notícia de que nos novos equipamentos da FPF, não obstante a intolerância de alguns (http://www.ionline.pt/artigos/70325-muculmanos-proibem-equipamento-da-seleccao-nacional) , mantêm e bem a Cruz de São Jorge


A selecção nacional, a comemorar 100 anos de história, está de parabéns!



terça-feira, abril 14, 2015

Informática

  • Os agentes de execução estão há mais de 48 horas sem sistema informático. 
  • A responsabilidade, desta feita, não se pode apontar à Ministra da Justiça, mas os prejuízos e atrasos são para todos.
  • A imagem da nossa justiça não pode ser esta, constantemente sujeita a problemas. 

segunda-feira, abril 13, 2015

Jantares para uma semana

Continuo a apostar com amigos que a coligação vence as eleições legislativas deste ano de 2015. Sim, as minhas apostas não são nos mercados de futuro.

Só me falta ali um dia, terça-feira em princípio, Por isso se houver alguém que queira apostar esteja á vontade. O restaurante já escolhi: Papa Açorda. Tenho saudades dos croquetes e do arroz de tomate.

E esta sondagem mais força me dá.

domingo, abril 12, 2015

Duas rapidinhas sobre o fisco

Tenho andado arredado destas bandas, mas há tanto para dizer. Tivessem os dias mais horas e a coisa era mais fácil. Por isso aqui vão duas rapidinhas sobre o fisco e a "escandaleira" que parece tem animado as hostes.

1 - Lista VIP

o grave da questão não é a criação de uma lista VIP que a vir a existir contemplaria um grupo alargado de personalidades, e não apenas os 4 nomes que vieram a público, que por norma são alvo de "olhos alheios". infelizmente a raça humana é cusca e gosta de olhar para o quintal do vizinho. E esta suposta necessidade partiu da constatação óbvia de que o sistema das finanças está de acesso livre a milhares de pessoas, muitas delas externas aos serviços. Lindo serviço.

e para dignificar cargos e funções temos que criar mecanismos que os defendam do voyerismo bacoco.


2 - Restaurantes denunciados por dívidas ao estado

qual a diferença entre um restaurante e uma empresa de construção civil ou uma sapataria? são negócios e como tal têm responsabilidades certo? pois então qual o espanto? quantas e quantas vezes recebo na minha empresa cartas das finanças para cobrarem possíveis créditos sobre fornecedores meus? agora será também sobre restaurantes. Paciência. Quem não deve não teme.

É apenas mais uma forma de meter um setor dentro do sistema de impostos.


pronto, está dito.

sábado, abril 11, 2015

A ferver.



No espaço de muito pouco tempo houve uma sequência de acontecimentos verdadeiramente catastróficos para o PS de António Costa. 
Após a defenestração de Seguro, sem apelo nem agravo, com fundamento no novo conceito de "escassa vitória", Costa não só não descolou, como atolou.
Teve um estado de graça na desgraça, escondendo a sua incapacidade no cataclismo do caso Sócrates.
Quando o caso Sócrates começou a ensombrar menos o PS, arrancou para a Madeira feliz e saltitante. Não conseguiu "escassa vitória", nem sequer "crescimento assinalável", foi mesmo uma pesadíssima e humilhante derrota.
Tentando distrair atenções, depois de um folhetim lamentável em praça pública sobre o salário do secretário-geral do Rato, abandona a câmara, dando o dito por não dito, assumindo que já há muito nada fazia por quem nele votou para Lisboa. Medina, o cooptado, logo anunciou que iria tapar os buracos infinitos que Costa negligenciou e resolver a questão das cheias que Costa sentenciara insolúvel! Estamos conversados.
Por fim, de forma aparentemente inesperada, deixa-se embrulhar nas malhas do processo presidencial de forma alucinante, atraindo quem não interessa e afastando de vez os únicos activos capazes de chegar a Belém.
A candidatura de Henrique Neto que, por muito que assobiem para o lado, é socialista com cartão e de longa data. A "resposta ao apelo cívico" do professor Nóvoa, a quem Costa deu colo e alimentou sonhos de grandeza. O posicionamento de Carvalho da Silva, sem dúvida o mais capaz, condicionando todo o espaço à esquerda. O oportunismo característico de Morais, aproveitando a confusão, para se lançar. Enfim, uma enorme salganhada com um único responsável político: António Costa. A sua tibieza, a permanente indefinição, a falta de rumo e de autoridade política, a total ausência de credibilidade, permitiram este descalabro.
Sem surpresa, os dois melhores activos presidenciais do PS, Gama e Guterres, depressa vieram dizer que nada têm a ver com esta mixórdia; o seu prestígio não é para desbaratar às mãos dos galambas da vida que acompanham Costa nesta viagem sem mapa, sem bússola e sem tino nem destino.
A esta hora, já Vitor Ramalho deve estar a trabalhar na candidatura de Mário Soares, lembrando a todos os camaradas que o Manoel de Oliveira esteve activo e com sucesso até aos 106 anos.
Seguro não precisou de esperar para rir por último; ri todos os dias. Perdidamente.

sábado, abril 04, 2015

Manoel de Oliveira



Manoel de Oliveira: um cineasta prolífico e longevo! Seria uma definição pequena mas, sobretudo, limitada para caracterizar o Mestre do Porto. Apesar de tudo, a sua circunstância, particular, de atravessar todo o século XX, permitiu-lhe acompanhar a evolução do cinema! Do mudo ao sonoro, passando depois pela cor! Só isso já bastaria para fazer dele um vulto incontornável da cinefilia. Mas esta é a parte menos relevante.
Não conhecendo grande parte da sua obra, vi alguns dos seus filmes, sendo que nem todos me marcaram, mas outros fizeram-no, para sempre! E desses há três que guardo: "Non ou a vã glória de mandar", "Vale Abraão" e " Dias do desespero"! Há três imagens "oliveirianas" que retive e que me acompanham: a árvore, no ultramar, enquanto o todo-o-terreno com os militares se desloca para a frente de batalha, e nos permite realizar que o contexto e o tempo determina a percepção da singularidade da vida, e por isso ela é dinâmica; os olhos azuis de Leonor Silveira, que "nos empurram" pelo meio do laranjal, de um belaza impossível de alcançar; e a roda da carruagem camiliana, persistente, inquieta, infindável... demente!
A câmara que filma, nos três planos de imagens, move-se, respectivamente, em volta do objecto, no sentido inverso do mesmo, e acompanhado-o! É uma lente que não vê mas que olha! Observa! Revela!Porque no cinema de Oliveira, não se pretende entretenimento pelo entretenimento, mas o realizador persegue a construção estética, pura, por detrás de qualquer história. É um lugar comum dizer mas é uma verdade, o cinema é, nele, uma arte! Por isso, em "Non, ou a vã glória de mandar", consegue uma transposição visual das três gestas maiores da literatura portuguesa, Os Lusíadas, Sermões e A Mensagem. E, com isso, uma psicanálise do inconsciente colectivo português. A portugalidade como saudade de um Quinto Império que, persistentemente, o destino nos teima em retirar. É esta pista, nova, que, como "chave de ouro", Oliveira nos propõe para revisitarmos Camões, Vieira ou Pessoa.
Nos seus filmes, Manoel de Oliveira não pretende contar a história, pretende mostrar, por imagens, o sentido, último, da mesma. Ater-se na literalidade de um guião seria sempre redutor, o que ele filmava era a sua intencionalidade. Poder-se-á, por isso, dizer que ele tinha a sua própria câmara "escura", ou melhor obscura, porque pretendia perscrutar aquilo que estava para além de ... das histórias, das palavras, dos sons, das próprias imagens...! Daí, por vezes, acharmos que há uma quase puerilidade no seu cinema,  o que revela que - poderemos até tomar por paradoxo -  "o essencial é invisível aos olhos"! É, de facto, um despojamento, ascéptico, como condição de alcance do seu objectivo superior.
Sucede que, relativamente a outros realizadores, Oliveira tudo isto fez de um modo muito "suis generis", não só pelo privilégio de assistir à evolução da cinematografia, quase desde o início, mas também porque lhe deu um cunho pessoal, enquanto português e enquanto portuense! E é esse carácter nobre e muy sempre leal, genuíno, gentil, granítico mas abraçado por um rio, d'ouro, e por um mar, atlante, que revela o essencial de Oliveira. Do Porto para o Mundo!

segunda-feira, março 30, 2015

Responsabilidade política


Desde a ascenção de Costa ao poder no Rato, temos assistido ao absoluto vazio de ideias para o país, à total ausência de um qualquer projecto mobilizador e ao patrocínio constante de uma política de casos. Desses casos, exige invariavelmente Costa que haja a assunção da tão propalada responsabilidade política. Um destes dias, descobrirão um porteiro que chegou atrasado ao seu posto, abrindo as portas da repartição 10 minutos da hora prevista e, pimba, exigem a demissão do Governo!
Longe vão os tempos em que uma oposição responsável e decente, não explorava o facto do chauffeur e amante de uma Secretária de Estado aparecer envolvido num crime ao volante do carro do Estado que lhe estava confiado. Na altura, achou-se, e bem, que esta era uma questão de infortúnio pessoal, não um caso político. Será que hoje o PS diria o mesmo?
Saindo da mesquinhez em que o PS tem mergulhado a discussão política, hoje é dia de falar de política a sério. Apesar de não ser conveniente ao PS.
O quadro acima mostra como em Portugal ainda há uma tradicional confusão entre sondagens e wishful thinking. Uma coisa é o que determinada clique quer, coisa diferente é a realidade. O efeito desta projecção de desejo no condicionamento da realidade ainda está por aferir, mas não faz milagres da dimensão pretendida.
O PS teve hoje aquilo que se chama uma enorme banhada eleitoral. As empresas de sondagens podiam mudar de actividade, se já não estivessemos habituados a esta pouca vergonha. Ninguém assume as consequências do que se passou.
Costa, provavelmente fechado no Rato com os ex-fieis de Sócrates e os arrivistas fracturantes, procurará o novo caso, o tal que imagina permitir-lhe passar incólume por esta vergonhosa derrota. Uma derrota de proporções infinitamente maiores do que a escassa vitória com que guilhotinou Seguro sem clemência nem pudor.
Costa, que a troco de tudo e de nada, tem brandido a espada da responsabilidade política, agirá à contrário: se a pede quando não é exigível, não a assumirá quando lhe cai em cima.
Dito isto, resta-me um abraço de completa justiça ao José Manuel Rodrigues que, contra sondagens e desinformação de toda a espécie, consolidou o CDS como segunda força regional num quadro político de grande complexidade, bem longe dos 11 pontos percentuais a que as sondagens o condenavam.
Em tempos pré-eleitorais no continente, tudo isto nos deve fazer reflectir seriamente.

terça-feira, março 17, 2015

ACEGE

ACEGE
Quando uma empresa não paga a horas é toda uma economia e Portugal que se atrasa. Uma empresa que se preza paga no prazo!
Foi "à volta" destas frases e do compromisso como aqui que decorreu hoje, na UCP, Porto um evento muito interessante promovido pela ACEGE e pelo seu responsável no Porto, o JAC. Estão de parabéns!
Guardei para mim que liderar com responsabilidade é fazer o que se deve, e é fazer bem! Foi dito que um atraso, de acordo com um estudo nacional exibido, de 12 dias num pagamento pode  gerar a destruição de mais de 14 mil postos de trabalho, num ano! Que se todos pagarem no prazo de 60 dias, num ano, teremos mais 30 mil postos de trabalho em Portugal. 
 Se ao menos o Estado desse o exemplo...

quinta-feira, março 12, 2015

Mudar a bem. Ponto final!

 
 
 
"É preciso, desde logo, olhar, ver a realidade. E é preciso encarar a mudança de frente. Só se extremam posições quando aquilo que se diz há demasiado tempo não encontra interlocutor".
 
 
Esteve bem FAC na última edição do "Expresso, aqui .
 
 
Mas bem, bem, do que precisamos mesmo, é de uma “coligação com o país”, como aqui !

sábado, março 07, 2015

Uma coisa não é outra coisa

Ouviram-se recentemente algumas declarações sobre a necessidade de descentralização das competências do Estado: o Governo acenou com alguma delegação de competências para os municípios e o PS comprometeu-se a fazer eleger os directores das CCDRs pelos autarcas das regiões.
Há tempos ouviramos um eurodeputado do PSD “afirmar-se” como defensor da regionalização ao defender que os tais directores das CCDRs deveriam ter o estatuto de Secretários de Estado.

O centrão é isto que tem para nos oferecer: uma amálgama de conceitos e uma confusão de ideias que normalmente se reduz a um regateio de cheques ou à concessão de uns penachos protocolares.
Obviamente nada disto tem a ver com a Regionalização e em boa verdade, sendo apenas os seus travestis, são contra ela.

Uma coisa é a necessidade evidente de os municípios se coordenarem sempre que nisso haja ganhos mútuos de eficiência e de capacidade, outra coisa é pensar estrategicamente sobre a gestão e o desenvolvimento de um espaço que, indo muito para além de uns tantos concelhos, tem uma dinâmica social e económica própria e comum.

O presidente da Câmara do Porto faz muito bem em promover uma frente atlântica com Gaia e Matosinhos, assim como deve ser encorajado na sua ideia de uma Liga de Cidades que juntem esforços para objectivos determinados. Mas se todas essas formas de inter-municipalismo são proveitosas e bem vindas, tal não significa que sejam passos a caminho da Regionalização, sob pena de afinal serem apenas distracções ou, no pior dos casos, enganos.

Defender a ampliação do Porto de Leixões ou uma estratégia para o aeroporto Sá Carneiro, isso sim são assuntos ligados aos respectivos hinterlands e portanto de interesse regional. Seria ilusório pensar que uma agremiação de municípios teria vocação ou capacidade política para interpretar e defender esse tipo de interesses. De qualquer forma não foram eleitos para tanto nem mencionaram isso nos seus programas eleitorais.

Não pretendo entrar nessa conversa de porteiras sobre se as acrescidas competências que o governo se dispõe a conceder às autarquias são delegações ou transferências e se vêm acompanhadas com os devidos envelopes ou se afinal, como tudo parece indicar, são “presentes” envenenados a castrar as finanças locais. Tampouco me parece valer a pena desmontar aquelas originalidades de submeter os presidentes das CCDRs a votação de colégios eleitorais restritos ou a colocá-los ao nível de um Maçãs ou de um Adolfo. Pensar que truques desses constituem um progresso e seriam manifestações de legitimação democrática é tão meritório como acreditar que o Sol ronda a Terra.


Dito isto, e acreditando que o país precisa urgentemente de um nível intermédio político entre o município e o Governo, acho oportuno apelar ao Presidente da Câmara do Porto que clarifique a sua posição sobre esta matéria e que, se partilha desta ideia, a assuma coerentemente, chamando o nome aos bois, porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Faço-me entender?

quarta-feira, março 04, 2015

Sábado, dia 7 de Março de 2015

Este será  um ENCONTRO DE EMERGÊNCIA NACIONAL que reúne em Lisboa um conjunto alargado de personalidades e cidadãos interessados em abordar os grandes temas de Portugal e da Europa.

Com entrada livre e aberto a todos os cidadãos, MUDAR A BEM terá lugar no Fórum Lisboa, Avenida de Roma, durante a manhã e tarde de Sábado, dia 7 de Março de 2015.

É este o

Programa

09:30 |   Abertura do secretariado e acreditação
10:30 |   Boas-vindas
       > PEDRO BARROS FERREIRA
10:45 |   Enquadramento: UM TEMPO CONSTITUINTE
       > GONÇALO VASSALO MOITA
11:15 |   1.º painel: UM MUNDO EM MUDANÇA
       > CARLOS VEIGA
       > JOSÉ RIBEIRO E CASTRO
       > RAQUEL VAZ PINTO
       > VICTOR TAVARES MORAIS (Moderação)
A Europa resiste ao Mundo? A lusofonia pode (ar)riscar mais? Que valores e missão nos constituem?
13:00 |   PAUSA PARA ALMOÇO
14:30  |   2.º painel: QUE ECONOMIA VALE?
       > LUÍS OLIVEIRA MARTINS
       > MARTIM AVILLEZ FIGUEIREDO
       > RICARDO ARROJA
       > MIGUEL ALVIM (Moderação)
Vamos continuar a ter de nos sentir em dívida? O euro aguenta ou rebenta a Economia? Que horizonte para a próxima geração?
16:00 |   COFFEE BREAK
16.30 |   3.º painel: PARTIDOS POLÍTICOS OU POLÍTICA PARTIDA
       > JOÃO TABORDA DA GAMA
       > MANUEL MONTEIRO
       > PEDRO PESTANA BASTOS
       > RAQUEL ABECASIS (Moderação)
Por que está a aumentar o extremismo? Faz sentido “partir” os partidos? Que representatividade exigimos? Que ética para esta crise política?
18.00 |   Encerramento: MUDAR A BEM
       > FILIPE ANACORETA CORREIA

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

A política está a mudar

 
A política está a mudar. Prova disso é o ciclo de Novos Partidos e Movimentos Políticos em Portugal.