quarta-feira, Outubro 22, 2014

Sínodo dos Bispos sobre a Família

D. Manuel Clemente, de acordo com uma notícia no JN realçou "a nova realidade familiar", e citou o Evangelho para afirmar: "Temos de conciliar coisas novas com coisas velhas".
 
A verdade é que o Papa Francisco promoveu um tempo novo para a Igreja.
 
O seu discurso de encerramento do Sínodo da Família é extraordinário!

“Desde o tempo de Jesus, é a tentação dos zelosos, dos escrupulosos, dos cuidadosos e dos hoje chamados tradicionalistas e também dos intelectualistas”, precisou.
O Papa advertiu ainda para a “tentação do facilitismo [buonismo, em italiano] destrutivo, quem em nome de uma misericórdia enganadora enfaixa as feridas sem primeira as curar e medicar”.
“É a tentação dos facilitistas, dos medrosos e também dos chamados progressistas e liberais”, realçou como exposto aqui.

terça-feira, Outubro 21, 2014

Uma aberração

Já diz o ditado que "o que torto nasce, tarde ou nunca se endireita". E as ex-SCUTS hoje batizadas de "AQUALQUERCOISA" nasceram tortas, muito tortas.




A falta de justificação para algumas e que hoje continuam a ver um carro de quando em vez seria por si só razão para um levantamento popular.

Só que não contentes com tamanha asneira passaram a ser cobradas quando na génese eram para ser grátis.


Mas eis que não contentes ainda se conseguiu tomar a decisão de instalar uns pórticos e um sistema de cobrança perfeitamente anacrónico.

E um outro absurdo existe. As coimas  e os juros aplicados são dignas das melhores histórias de extorsão da máfia siciliana.

O resultado é dramático e claro que são milhares os que não pagam gerando milhões de prejuízo. Os nossos vizinhos espanhóis que o digam. Mas esses nunca irão pagar.

Mas os portugueses não se livram de mais uma absurda decisão, a quinta envolvendo as scuts, e o estado passa a cobrar valores que dizem respeito a uma relação entre entidades privadas. O fisco congela contas, ataca e ameaça.  Numa posição de força nunca vista.

É sabido que os portugueses dificilmente se revoltam, mesmo quando SElhes mexe no bolso.

Finalmente alguém se mexe. O que merece o nosso apoio. A ver se conseguimos pelo menos poupar umas penhoras e parecer que somos um país civilizado governado por gente de bem.


segunda-feira, Outubro 20, 2014

Fiscalidade Verde

Que lindo nome!
Dá mesmo vontade de pagar, não dá?
Já estou ansioso por Janeiro para poder começar a fazê-lo.
Como habitualmente, com saudável alegria fiscal.
 
E a sua apresentação ao pessoal?
Que bonito, e até comovente, ver aquele sorridente ping-pong dos dois governantes na conferência de imprensa. Um, com a mão da fiscalidade, que em 2015 deixaria umas migalhas no meu bolso, outro, com a mão verde, que lhas retiraria. Essas … e mais algumas!
 
Mas apesar de a conferência ser conjunta, lá tentaram vender a ideia que os bolsos de destino seriam diferentes, que a vantagem da fiscalidade era só para mim, o bom, o votante, e que o custo do verde era apenas para o outro, o mau, o poluidor, o não votante. O que os jornais e tv’s logo compraram, tratando me de simular a fiscalidade para 2015 e estimando-me o potencial ganho. Mas sem me dizerem que não chegaria para pagar o custo do novo verde…
 
Um pouco por todo o mundo os governos estão ávidos de impostos, já lhes faltando imaginação para que o pessoal os compre sem protesto. Embrulhá-los numa capa verde tem sido um maná. Fora já assim com o IUC de Sócrates. Que era só uma reformulação para verde, mas não um aumento. Com a crise todos os outros perderam receita e baixaram as vendas de novos carros, mas o IUC disparou em flecha. Ao pra cima, por estranho acaso!
 
Siga, pois, a receita do costume (+impostos; -pensões) e adiemos, uma vez mais, as reformas de fundo para o pós eleições! Onde a história se repetirá…

domingo, Outubro 19, 2014

FLOPETEGUI

Depois de uma época desastrosa, o FCP fez um enorme investimento em jogadores e na recuperação do moral e do espírito da equipa, confiando que, uma vez mais, o fracasso era um acidente de percurso e que rapidamente se voltaria ao percurso normal de vitória.
Desta vez parece que não e temos até ideia de uma espécie de canto do cisne.
Falta alma a grande parte da legião estrangeira e o treinador mais parece um alucinado arrogante, sem  noção de coisa nenhuma a não ser da sua teimosia apesar da abundante mão de obra de qualidade a que não sabe dar destino.
Ainda se vai sofrer muito se o homem continuar a mostrar que não aprende com os erros. Lopetegui rapidamente e por culpa própria transformou-se em flopetegui. Quem me dera estar enganado.

sábado, Outubro 18, 2014

Plágios

Plágio é coisa fraca. E lamentável também. Tanto mais quando provem de quem tem a especial obrigação de não o fazer. Mas sempre existiu e, provavelmente, sempre existirá.

João Grancho, secretário de estado do ensino básico e secundário, plagiou. Pela sua específica responsabilidade de então tinha a especial obrigação de não o fazer. Mas fê-lo.

No meu tempo de estudante, o copianço nos exames escritos já existia. Mas depois havia que passar pelas provas orais e aí a coisa piava mais fino. Porém, com a massificação do ensino, foram-se as orais.

Mas com o advento da internet a coisa ficou muito mais facilitada para os plagiadores. Todavia, e como reverso, muito mais dificultada para quem tem de avaliar, em particular teses de mestrado ou de doutoramento. Claro que os avaliadores já encontraram alguns truques para tentar despistar o plágio, como seja a introdução de algumas frases no Google. Como muito do plágio nestas teses é tradução de língua inglesa, têm primeiro de reconverter aquelas frases para inglês. Mas nem sempre o avaliador, ou o Google, identifica um texto plagiado, havendo casos, como sucedeu tempos atrás com a tese de um governante alemão, em que só uma qualquer casualidade futura o vem pôr a nu.

Foi também este o caso de João Grancho em que só agora o Público lhe veio desmascarar uns textos por ele plagiados em 2007. A coisa só não teve, formalmente, maior gravidade por não ter usado tais plágios em publicação sua, mas apenas numa comunicação que apresentou num seminário académico em Múrcia, Espanha, onde então participou na qualidade de presidente da associação nacional de professores.

Segundo o Público de ontem, João Grancho disse recusar a acusação, pois que “pretender associar um mero documento de trabalho … a um plágio, é totalmente inapropriado.

O curioso de tudo isto é que tema do tal seminário académico era “A dimensão moral da profissão de docente” e os textos plagiados referiam-se, um à importância da deontologia no prestígio social da função docente, e outro à necessidade da escola afirmar a sua missão intelectual na sociedade.

Segundo o Público de hoje, João Grancho demitiu-se da sua actual função governativa…

quinta-feira, Outubro 16, 2014

Circuito da Boavista I


Uma péssima notícia para a cidade do Porto.

O desporto automóvel tem no norte do país uma adesão muito grande além de uma tradição de séculos. Confesso que desde a primeira hora sou defensor do circuito da boavista e via o dinheiro usado pela câmara não como uma despesa mas como um investimento cujo retorno não teria que ser necessariamente financeiro. A projecção conseguida através do WTCC ou mesmo do Gentlemen Drivers posicionava o Porto como uma cidade do automobilismo. Admito que haja prioridades e que quem decide o faça na posse de todos os dados. Mas infelizmente acho que este fim estava traçado desde as eleições autárquicas do ano passado. Rui Moreira não era um grande defensor das provas e Manuel Pizarro era contra, embora disfarçado numa suposta necessidade de encurtar prazos de montagens. Assim a mudança de postura do ministério da economia, via secretaria de estado do turismo que dá preferência na publicidade no exterior e no apoio a companhias low cost para captar turistas, apenas veio dar o argumento final para que esta decisão fosse tomada e tivesse enquadramento. Mas já se imaginou a loucura que seria ver esta cidade cheia de turistas e com as corridas a decorrer? É pena. Vou sentir saudades do roncar dos carros. Só espero que em sua substituição seja encontrada igual acção de promoção da cidade.

Adeus Pópós

Hoje a Câmara Municipal do Porto anunciou que em 2015 não se realizarão as corridas de carro na cidade
Os adeptos dos carrinhos, dizem que são contra e que os carrinhos deviam continuar.
Rui Rio, o Presidente que não era despesista ficou triste porque pelos vistos há quem recuse pagar 3 milhões de euros pelas corridas de carrinhos. E ficamos a saber que afinal de contas a brincadeira ficava cara, matéria que o executivo anterior  sempre procurou escamotear.
O executivo actual para não ficar com o odioso da decisão tenta empurrar a responsabilidade da questão, numa fantasia Norte /Sul e a ala da maioria PS que governa o Município tenta, com isso, dar mais uma facada no governo PSD/CDS.
E enquanto a populaça ulula ao som de populismos baratos.
Eu cá aplaudo a decisão!!!
Não estamos em tempo de brincadeiras.
Se querem fazer as corridas que as façam os privados de forma rentável e sem dinheiro do estado.
Se não é rentável que não se faça.

A bem da Nação!!!

quarta-feira, Outubro 15, 2014

ISTO E UMA EXPERIÊNCIA

Após muitos meses sem escrever no Nortadas, sendo que grande parte da culpa e imputável a minha azelhice informática, faço agora uma pequena incursão apenas para ver se isto funciona.
Breve nota: ainda não percebi porque e que o PS não gosta deste orçamento, nem o que é que faria diferente. Eu também não gosto mas ao menos sei bem porque.
Se o PS não quer reduzir os impostos, como disse Ferro Rodrigues, não pretende reduzir a despesa e aquilo a que chama estado social e considera que deve manter os compromissos com a União Europeia em matéria de finanças públicas, este e claramente também o seu orçamento.

Sebastianismos

Vivo mal com a ideia de Sebastianismo. E Portugal também. Basta olhar para a sua história. Mas vamos aos dias de hoje.

O PS teve o seu D. Sebastião, anunciado e reanunciado até que António Costa conseguiu conquistar o poder. Num processo inicial de claro ataque ao castelo, algo que não sendo muito bonito é infelizmente prática corrente nos partidos políticos, á conseguiu os seus intentos e é ver voltar os socialistas que nos levaram a este belo estado. Mas a sua prova de fogo ainda agora começou, apesar de ir continuar a viver em estado de graça, mais a mais que não estando no parlamento não se vai desgastar nos debates com Passos Coelho. Mas está longe de ser um ser superior pois esses não existem. E mesmo na banda desenhada já ninguém acredita neles.

Vivo portanto mal com todo o frenesim que alguns têm feito em volta de Rui Rio e, pelas declarações de hoje, o próprio também. Rui Rio foi um bom presidente de câmara do Porto. Pode ambicionar a ser líder do PSD e ser Primeiro-Ministro e até Presidente da República. Claro. Conquistou esse direito por mérito próprio e como qualquer ser humano tem direito a ter ambições e sonhar com elas. Mas não façam dele um super-herói, pois se há pessoa que vive mal com tanta euforia é exactamente Rui Rio, discípulo de uma espartana cultura germânica.

E acaba por ser caricato ler declarações de um seu apoiante que "o PSD apresenta um défice democrático em comparação com o PS pois o seu líder não foi eleito em directas". Que pretende o senhor? Eleições na próxima semana? Ou ainda antes da apresentação do orçamento que é já esta quinta feira, só sobrando portanto o dia de hoje? Se entramos por este estado de delírio coletivo ainda acabamos os portugueses, e gatos incluídos, simpatizantes de todos e de cada um dos partidos.

A estratégia de Sebastianismo serviu a Costa na guerra com Seguro e agora são também os"apoiantes" de Rio que pretendem posicionar Costa como um super-sumo e que portanto só Rio estaria a altura de Costa? É isto? Para ver se eu percebo.

Recorrendo a uma frase que ficou célebre no CDS, diria que até o rato mickey ganhará a Costa nas próximas eleições legislativas. Basta recordar o seu passado socrático. E é a essa imagem que os apoiantes de Rio querem colá-lo?

Tenho dúvidas que seja a melhor estratégia. E Rui Rio também e por isso mesmo se desmarcou. Até porque as tempestades que aí vêm ainda são muitas e bravas.



segunda-feira, Outubro 13, 2014

O Salgado de lá


O Público de Domingo dá notícia de mais uma especialidade do regime político vigente na Madeira: a prorrogação antecipada e sem concurso da concessão ao grupo Sousa da ligação marítima Funchal-Porto Santo, apimentada por novos benefícios e regalias para o empresário.

Há dias soube-se que o Ministério Público decidira arquivar o processo relativo às manobras denunciadas a seu tempo pelo Tribunal de Contas de escamoteamento da dívida da Madeira.
Com o Jardim é um bailinho constante e o dano que ele vai deixar aos madeirenses será assunto que há-de manchar todos os dirigentes nacionais que se foram sucedendo no PSD assobiando para o lado enquanto lhe davam umas palmadinhas nas costas.


Às vezes pergunto-me se o papel dele não será o de, pelo seu exemplo, dar aos centralistas da capital um bom pretexto para adiarem a regionalização no espaço continental do país.

domingo, Outubro 12, 2014

O urinol


Portugal participa com a colossal fortuna de 25 mil euros para a reconstrução de Gaza.

Consta que o Presidente Cavaco vai ser convidado para inaugurar o urinol que as autoridades de Gaza vão reconstruir com tão generoso donativo. Difícil vai ser decidir se a placa a assinalar o evento é fixada por cima ou por baixo da louça. Eu diria em baixo.

sexta-feira, Outubro 10, 2014

Um(a) artista português(a) 1


A ministra da Justiça diz que os « transtornos » estão em vias de resolução.
Uma jornalista pergunta-lhe: “Já foi visitar algum tribunal desde que o Citius bloqueou?”
A ministra responde: “Não lhe vou dizer qual é a minha agenda privada”
A jornalista insiste: “Mas a visita a tribunais é assunto de agenda privada?”
A ministra remata: “Já lhe disse que não falo da minha agenda privada”


Palavras para quê, é uma artista portuguesa!

quinta-feira, Outubro 09, 2014

Rui Moreira na 2

Rui Moreira hoje (9/10/2014) na RTP 2 esteve bem. Falou de meritocracia, de descentralização, de partidocracia, de consensos e de normas de educação na conduta política (quando questionado sobre as primárias do PS).

O Norte precisa de uma voz culta, educada e livre. Rui Moreira veste bem esse papel mas, a meu ver, precisa de ser mediaticamente mais ativo e mais eficaz. Fica o apelo.

Sorrir faz bem

O telefone toca e a dona da casa atende:
- Estou?!
- Queria falar com a Sra. Silva, por favor.
- É a própria.
- Daqui é o Dr. Arruda, do Laboratório de Análises. Ontem, quando o médico do seu marido enviou a biópsia aqui para o laboratório, chegou também uma biópsia de um outro Sr. Silva, com o mesmo nome, e agora não sabemos qual é a do seu marido... e infelizmente, os resultados são ambos maus...
- E o que é que o Sr. Dr. quer dizer exactamente com isso?
- Um dos exames deu positivo para Alzheimer e o outro deu positivo para HIV.. Nós não sabemos qual é o do seu marido.
- Que horror! E vocês não podem repetir os exames?
- Não, a Segurança Social só paga estes exames caros uma única vez por paciente.
- Bem, o que é que o Senhor me aconselha a fazer?
- A Segurança Social sugere que a senhora leve o seu marido para um lugar bem longe de casa e o deixe por lá. Se ele encontrar o caminho de volta.... não faça mais sexo com ele.

quarta-feira, Outubro 08, 2014

Ano 1 do executivo do Rui Moreira (achegas 2)


Completado o primeiro ano do executivo camarário, anda por aí um discurso que assenta nesta interrogação curta: onde está a obra?

Eu penso que a equipe do Rui Moreira já fez muito num só ano mas, como seu apoiante de antes da primeira hora, sou seguramente suspeito e por isso deixo a outros a tarefa de a explicarem.
Tal facto não me impedirá de fazer os reparos ou críticas que me pareçam justos ou oportunos e daí as “achegas” que serão sobretudo contributos menores para que as tarefas avancem.

Mas voltando à obra, acho curioso que sejam normalmente os críticos das rotundas e pavilhões gimno-desportivos que afinal venham reclamar que ainda não se rasgou uma nova avenida ou se ergueu um novo viaduto. E quando a requalificação da Av. da Boavista avança, pois serão talvez os mesmos que “aqui d’el rei, que os desvios são uma maçada”. Como outros, reparei que as chuvas torrenciais que há dias deixaram Lisboa num caos, escorreram pelo Porto sem alaridos. Ora aí está uma obra.

Entendo que uma autarquia tem essencialmente por missão garantir que as estruturas funcionem, os fornecimentos circulem, os jardins se arrumem, as indicações informem e os serviços satisfaçam. Quanto menos se der pela autarquia tanto melhor pois isso significa que o essencial se passa noutro lado, ou seja, no dinamismo das pessoas e das empresas, na vivacidade das agremiações e clubes, na labuta dos agentes económicos. A autarquia está lá para os servir e de preferência para os servir em silêncio e com eficácia. Não precisa de trombetas, mas deve dar respostas. Para usar uma imagem, os serviços limpam as bancas de noite para que a cidade viva bem o dia.


Voltaremos.