segunda-feira, Julho 28, 2014

Teoria de segunda de manhã

TAP

As avarias, os atrasos e as peças que recentemente caíram antecederam a "aparição" de Pais do Amaral que veio uma vez mais dizer que proximamente apresentaria uma proposta pela TAP.

As más línguas diriam que esta sucessão de acontecimentos da TAP seriam para baixar o seu valor.



MARCELO REBELO DE SOUSA E O BES

O mesmo Pais do Amaral veio dizer que o caso de Ricardo Salgado impedia Marcelo de se candidatar a Belém, dando o exemplo do caso Maddof. Já anteriormente João Rendeiro escreveu o mesmo no seu blogue. (a minha dúvida é se foi dentro ou fora da prisão)

As más línguas diriam que estaria a fazer um favor a Passos Coelho e a Santana Lopes.


Mas Marcelo Rebelo de Sousa hoje mostrou ter coragem e sem medo disse na TVI que continuava a ser amigo de Ricardo Espírito Santo. E que não faz como uns e outros que lhe mandam sms a dizer que agora não querem aparecer ao lado dele. E lá foi dizendo que nunca dependeu de nunca "capitalista" com excepção de Balsemão nos tempos do Expresso. Recados.

Está visto que as presidenciais já mexem pelos lados do PSD. Falta saber com quantos danos colaterais. 

quinta-feira, Julho 24, 2014

BEST EUROPEAN COUNTRY Chosen by readers of USA TODAY


http://www.10best.com/awards/travel/best-european-country/

Portugal

Much underrated Portugal has all the trappings of a pretty European country: cobbled villages beneath the shadows of medieval castles, sun-kissed beaches, a delectable culinary tradition and plenty of history to explore. Whether swimming in the turquoise waters of the Algarve, sipping a glass of port at a Porto cafe or listening to the melancholy lament of a fadista in Lisbon, Portugal’s understated beauty becomes obvious.

sábado, Julho 19, 2014

11 anos

O Nortadas começou a dar os seus passos há 11 anos. Na altura apenas com este escriba mas logo nos primeiros dias o José Mexia entrou para o barco. Depois foram-se juntando um grupo de amiga e amigos.A Paula Faria, Bernardo Lobo Xavier, Daniel Brás Marques, Ernesto Serna, Francisco Rangel da Fonseca (Farripas), Francisco Sousa Fialho (douro), Francisco Vellozo Ferreira, João Anacoreta Correia, João Maria Porto, José Gagliardini Graça, José Marcelo Mendes Pinto, Miguel Lume, Nuno Ortigão, Raul Almeida, Rui Baptista, Rui Pedrosa de Moura, Tó Zé Barros, Ventanias. Por ordem alfabética e não por ordem de entrada.

Hoje apesar do número de escribas ser maior a produção acaba por ser intermitente, para não dizer menor.

As razões serão várias e têm merecido reflexões em variados animados almoços. Saímos com amizade reforçada, intenções bem definidas mas poucas concretizações. Parecemos a selecção portuguesa de futebol.

Mas foi um gostinho voltar atrás. 11 anos é muito tempo. Muita coisa se passou mas quase que arriscava em dizer que tudo está igual.

Encontrei posts meus em que desancava no Pacheco Pereira, actividade que ainda hoje pratico. (apesar de ser por causa dele que me iniciei nos blogues)
Encontrei posts meus em que defendi amigos de acusações falsas, actividade que ainda hoje pratico. Encontrei posts que hoje não teria escrito não por me envergonhar mas porque mudei de opinião, e outros que tendo escrito me orgulho de os ter feito pois eram e ainda são verdade.

Enfim, são onze anos em que muito mudou na minha vida. Menos uma coisa: a falta de ritmo.

Hoje já não tenho que dar biberons, mas as tarefas são igualmente imensas. Penso que a de motorista ganhou maior protagonismo.

Mas 11 anos passados, e algum alheamento da escrita, de uma coisa tenho a certeza: a motivação para colaborar num portugal melhor mantêm-se bem viva. As formas serão possivelmente diferentes. Veremos o que o tempo nos reserva, mas sei bem que não vivemos tempos para comodismos e egoísmos.

Está na hora de tocar a reunir os bons. Aqueles que apenas se movimentam por interesses colectivos e não por pequenos interesses ou intrigas. Desses têm sido os últimos tempos.

O momento é de férias e de reflexão. A rentrée será em grande. Fica a promessa.




domingo, Julho 13, 2014

Final: Coreia do Norte / Portugal


A imaginação do regime norte-coreano não tem limites.
Desconfio que vamos perder esta final da Copa do Mundo.

quinta-feira, Junho 26, 2014

Lisboa, um certo olhar ou um olhar certo


Lembram-se de vos falar nos « City Books » ?

Este sobre Lisboa inclui um conto (a meu ver, uma pérola) de Sus Van Elzen e fotos (um olhar muito especial) de Maria Fialho.
O conto está disponível em várias línguas e as fotos em língua universal. Tudo ali

terça-feira, Junho 24, 2014

Por que a economia não cresce? IX - A César o que é de César...

Porquê então? O que a impede?
 
Será a globalização? Será o euro? Será o custo energético? Será a dívida e o crónico défice? Será a UE ou a Sr.ª Merkel? Será, na palavra da moda, a crise? Será tudo junto e algo mais?
 
Cuido que, embora circunstâncias destas possam sempre afectar mercados, logo a economia, mais não são que problemas ou situações conjunturais. A economia é um processo dinâmico. Uma economia saudável sempre reage e se adapta às evoluções conjunturais, encontrando o caminho da continuidade, do progresso tecnológico e do crescimento.
 
O problema é que a nossa economia não é saudável. Nem nunca o será enquanto não se conseguir libertar das garras das elites partidárias que lhe sugam o sangue.
 
É, pois, condição base que estas elites deixem de concentrar o poder político, permitindo a sua real descentralização e que deixem de interferir abusiva e directamente na economia, permitindo o seu normal desenvolvimento. Ao Estado o que é do Estado e à Economia o que é da Economia. Que as instituições económicas passem a estar ao serviço da economia e não dos interesses das mesmas elites. Que o estado cumpra a sua missão de a regular e de lhe prestar serviços de qualidade. Em resumo, que a democracia seja efectivamente transportada do papel para a vida e os partidos postos apenas ao seu serviço, garantindo-lhe o imprescindível pluralismo.
 
Como tal poderá acontecer é pois a questão central. Há quem argumente que apenas por via duma revisão constitucional. Ou tão só pela revisão do sistema eleitoral. Ou ainda por mais limitações de mandatos. Ou mesmo por uma maior regulação de interesses conflituantes.
 
Tenho para mim que nestas coisas não há respostas, mas tão só percursos. A democracia também é um processo dinâmico e em permanente evolução. Uma democracia evoluída é a que consegue criar e consolidar formas de contrariar e de limitar os abusos do poder. Alguns remendos legislativos poderão ajudar, mas tudo terá de porvir em primeiro lugar da pressão social sobre as elites políticas.
 
Neste particular, sentem-se positivos indícios no ar. Desde logo o pessoal já começou a tomar consciência que a presente crise tem origem nos desmandos das elites políticas que nos têm desgovernado e a perceber que a factura da “obra feita”, com que lhe compravam os votinhos, a final lhe foi cair nos bolsos. Voltando a sentir que o voto já poderá alterar algo, vai saltando da abstenção para branco/nulo ou para pequenos partidos de protesto.
 
Mas a crise trouxe ainda a vantagem de estreitar os percursos possíveis, assim limitando as guloseimas às mesmas elites partidárias. Um claro sintoma disto é-nos dado pelos chamados barões, baronesas ou baronetes das elites partidárias, que publicamente vemos hoje de mãos dadas a vociferar contra tudo o que lhes faz recear pela não recuperação das benesses e influências do passado. Quem há 3 anos poderia imaginar Marques Mendes e João Semedo, Soares e Jerónimo de Sousa, Bagão Félix e António Seguro, Ferreira Leite e Sócrates, Marcelo e Louçã, António Costa e Pacheco Pereira, todos em uníssono contra a actual governação?
 
Outro sintoma está ainda patente na presente luta de galos no PS em que as suas velhas elites, percebendo que o bolo está a ficar reduzido, tentam desesperadamente garantir fatias para si, aliciando para tanto as suas bases de apoio com a perigosa ilusão que, com eles, a distribuição de benesses do estado poderá ser continuada e o inerente endividamento poderá ser facilitado, tanto pela renegociação como pela europeização da dívida.
 
O mesmo faz P. Portas quando anuncia a saída da troika como o novo 1º de Dezembro. Claro que, num país em que mais de metade da população come à mesa do orçamento do estado, tudo isto é ainda um risco. Mas, como esta crise também afecta o euro, igualmente este risco, para além dos limites das reformas internas já produzidas, começa ainda a ficar balizado pelas recentes reformas europeias, tanto no controlo do sistema financeiro como o tratado orçamental.
 
O caminho a percorrer será duro e lento, pois mesmo que a democracia evolua, a economia tem ainda de ultrapassar os desmandos do passado, nomeadamente o peso das dívidas que as elites partidárias sobre ela fizeram recair e a sua pequena dimensão, resultante do empobrecimento a que a foram sistematicamente condenando.
 
Mas se a política assim o permitir, a economia acontecerá!

sexta-feira, Junho 20, 2014

Alexandra Teté, CDS Distrital do Porto

Será que é desta que o Distrito do Porto vai ter uma Presidente da CPD do CDS?

Alexandra Teté
deu  pontapé de saída, aqui

quinta-feira, Junho 19, 2014

Por que a economia não cresce? VIII - Troikas e baldroikas

Para as elites partidárias manterem os proveitos da concentração do poder, a distribuição de benesses do estado às suas bases de apoio e a abusiva ingerência na economia, limitando-lhe o crescimento a ponto de dela já não poderem retirar muito mais, na governação recorriam ao endividamento do estado. Quando as outras economias fechavam a torneira, o país via-se na bancarrota. Uma vez que corrigir os problemas estruturais poria em causa todas as benesses que retiravam do poder, lá iam de mão estendida bater à porta do FMI que lhes emprestava mais uns dinheiritos a troco dumas conjunturais políticas monetárias, cuja factura era de novo endossada à economia. Passado o sufoco a vida continuava igual.
 
Como a adesão ao euro deixou de permitir resolver a coisa com meras políticas monetárias, além de que os excessivos défices e endividamento do estado já afectavam a própria moeda, da última vez o FMI viu a ajuda repartida com os, nestas andanças inexperientes, BCE e CE, que a troco de ajuda própria, e em defesa do euro, lá esboçaram um plano conjunto capaz de corrigir alguns dos graves problemas estruturais de que o estado e a economia padeciam.
 
Este plano, a implementar em três anos, previa medidas na regulação e supervisão do sector financeiro (que ainda beneficiava de uma almofada de capital), na estrutura fiscal, no mercado de trabalho e educação, no mercado de bens e serviços, no mercado habitacional, na justiça e na concorrência, que efectivamente têm vindo a ser adoptadas, posto que a implementação prática de várias delas ainda deixe muito a desejar, como é o caso da justiça, da energia, das PPP’s, dos transportes ou das administrações públicas.
 
Para além destas importantes medidas estruturais, o plano incluía ainda alguns conjunturais deve/haver para correcção em simultâneo do crónico défice público, o que deveria ser feito em apenas 1/3 por via da receita fiscal, sendo os restantes 2/3 por cortes na despesa.
 
Como o grosso destes cortes incidiam nas facturas públicas mais pesadas (salários e pensões) e eram visíveis no recibo do final do mês, coisa que antes não sucedia com as políticas monetárias, o pessoal começou a berrar, o que o partido que solicitara a ajuda e subscrevera o plano, mas agora na oposição, aproveitou para dar forte eco. Encontrando firmeza na governação mas fraqueza na presidência, que subscrevia as medidas ao mesmo tempo que dizia ter dúvidas constitucionais, optou por clamar pela intervenção do TC que logo decidiu: nos nossos bolsos não se mexe, siga pois a receita do costume (+ impostos, - pensões). Incentivado por esta decisão, ficou criada a estranha moda de lhe submeter as demais medidas orçamentais extraordinárias (feitiço que mais tarde se virará contra o feiticeiro).
 
Em resultado, a pobre e endividada economia viu-se afogada em mais impostos, cujo peso já vai em 1/3 da riqueza que ainda consegue gerar, tendo como reverso a persistência de um elevado desemprego.
 
Assim continuando a ser o que a política quer ou lhe permite ser!

segunda-feira, Junho 16, 2014

'Des Gens Très Bien'


Em Janeiro de 2011 a editora francesa Grasset publicou um livro de Alexandre Jardin intitulado “Des gens très bien”.
Nesse livro o autor revelou o passado colaboracionista da sua família com o regime de Vichy e meteu a nú a hipocrisia das ‘elites’ politico-financeiras francesas, Miterrand incluido, que saltitaram alegremente das ‘raffles’ contra os judeus e negócios obscuros com o ocupante nazi para a IV República onde continuariam a prosperar, uma vez escondido o lixo sórdido debaixo dos tapetes Aubusson dos salões de Matignon e do palácio do Eliseu.

Por alguma razão lembrei-me desse livro ao ler o último Expresso na parte em que relata a turbulência que atinge o grupo Espírito Santo, os respectivos bancos e holdings, os seus negócios angolanos e os seus ramos familiares. Nem sei o que mais me espanta: se o aspecto patético do sacudir de culpas para o contabilista (ou da D.Inércia?), se a dimensão dos montantes ‘desaparecidos’, se a displicência dos responsáveis, se a relativa desvalorização que as autoridades competentes parecem emprestar ao caso. Dir-se-ia, afinal, que tudo não passaria de um infeliz erro técnico a que se juntaria uma desatenção distraída.

Num país a sério, aquela trupe já estaria toda detida para averiguações e impedida de comunicar entre si. Mas nós vivemos num país em que o Governador do Banco de Portugal, instituição que ajudou a prescrever uma coima de milhões, foi há dias dizer a uma instância que ele não estava a par da totalidade das off-shores que o Millennium BCP, de que era na altura Director, havia constituido por esse mundo fora. Nós vivemos num país em que há sempre um Júdice ao lado de um Rendeiro, um Proença a representar um Sócrates e um Cavaco a abraçar um Loureiro.

Que uma parte da família Espírito Santo ache piada em ir de vez em quando brincar aos pobrezinhos para os lados da Comporta é assunto que pouco me interessa, mas que essa gente se besunte o cabelo de brilhantina enquanto se prepara, em conivência com um governo de incompetentes e de corruptos, para nos passar a todos a factura da sua alegada respeitabilidade, isso sim já me incomoda. Essa impunidade e essa arrogância são um insulto e uma vergonha que nos mancha a todos, não apenas pela injustiça que assim se revela mas sobretudo pelo amargo travo de impotência que nos deixa.

Triste país este ‘des gens très bien’!

sábado, Junho 14, 2014

O Mundial


Por que a economia não cresce? VII - As novas elites no poder (know-how vs know-who)

Apesar de tudo, melhor ou pior, mais remendo menos remendo, o país lá acabou por ver desenhado um regime dito democrático no papel. Um estado central, que garantiria segurança, justiça, direitos de propriedade, educação e cuidados de saúde, mas com o poder descentralizado.
 
Como os políticos haviam sido formados no anterior regime ditatorial, não tinham experiência democrática e o poder é coisa tentadora, logo as novas elites que dominavam os partidos de tudo se apoderaram, concentrando em benefício próprio o poder que a nova constituição dizia descentralizar e, como sempre, à custa da economia.
 
Mal se sentaram nas cadeiras do novo parlamento de imediato trataram de definir especiais ganhos, regalias e benesses para si mesmos. Para tudo manterem, como o círculo eleitoral da capital não tinha espaço elegível para todos, distribuíam-se por outros, assim desvirtuando a representatividade que o democrático papelinho dizia garantir às populações locais.
 
Das cadeiras parlamentares lá iam saltando para os cadeirões da governação Às elites dos partidos mais pequenos eram ainda deixadas as cadeirinhas do chamado poder local, mesmo assim em competição com as dos maiores. À medida que ocupavam cadeirinhas, cadeiras e cadeirões iam enchendo os respectivos gabinetes e serviços de familiares, amigos e correligionários de apoio, cuja factura também era remetida à economia.
 
Após os cadeirões da governação travestiam-se de empresários ou de banqueiros, com lugar de assentado nas poltronas dos luxuosos gabinetes das empresas e bancos que antes haviam confiscado à economia, algumas daquelas entretanto transformadas em monopólios estatais.
 
Para que a coisa desse para todos era-lhes ainda necessária uma frequente alternância na governação, o que não se coadunava com mandatos de 4 anos como previsto no democrático papel que antes haviam aprovado. Mal um deles era eleito, logo o outro gritava que ele já não tinha suporte na vontade do pessoal, pouco antes expressa em voto, clamando ao presidente por novas eleições, que de volta e meia lá lhas ia dando, quando não optava por um governo de sua iniciativa que logo caía por total ausência de apoio parlamentar, o que tudo gerava uma instabilidade que nada facilitava o crescimento económico, antes o prejudicava ainda mais.
 
Estas novas elites no poder, indiferentes a quaisquer interesses conflituantes, passaram a dominar, em proveito próprio, não só as instituições políticas e económicas, como ainda as próprias empresas confiscadas, agora ditas públicas, intervindo assim forte e directamente na economia, distorcendo mercados e limitando a concorrência. A promiscuidade era de tal modo abrangente que muitas empresas da economia, para sobreviverem, tinham de se encostar aos favores do poder, se necessário contratando os que delas neste abriam portas.
 
O know-how dava assim lugar ao know-who!
 
As ditaduras do Estado Novo e do PREC eram substituídas pela das novas elites partidárias (a que Pacheco Pereira prefere apelidar prosaicamente de partidocracia), que assim faziam jus à velha observação de K. Marx que a história se repete. Primeiro por tragédia, depois por farsa!
 
A economia mantinha-se dependente do que a política queria ou lhe permitia ser!

segunda-feira, Junho 09, 2014

Por que a economia não cresce? VI - A aventura europeia


O país dispunha de 3 grandes portas de entrada de divisas: exportações, turismo e remessas de emigrantes. O que tudo já não chegava para as novas necessidades que alguma abertura ao exterior tornavam demasiado apetitosas. No horizonte europeu havia uma coisa chamada CEE que tinha fundos próprios e fama de ser generosa na sua distribuição aos sócios. Urgia pois tentar abrir esta 4ª porta por onde fartas divisas poderiam começar a entrar.
 
O novo poder cedo lhe estendeu a mão, mas a CEE logo informou: Oh meus amigos, agradecemos a preferência mas isto é um clube de sócios cujos estatutos têm regras. Uma delas é que só aceitamos membros que tenham a democracia inscrita nos seus estatutos internos e disponham de instituições políticas e económicas democráticas. O que não vemos em vossa casa nem lemos nos vossos estatutos. Mas claro que se isto alterarem teremos muito gosto em reavaliar a vossa ficha de inscrição.
 
Uns apressados remendos na constituição, expurgando-a dumas anacrónicas irreversibilidades ideológicas, uns retoques nalgumas instituições, mais alguns truz truz no guichet da CEE até que esta, lendo os revistos estatutos, lá acabou por nos dizer: Bem vindos!
 
Fez-se então festiva a abertura desta 4ª porta e as divisas começaram a jorrar aos milhões. Mas tanto milhão era também demasiado tentador para a nova classe politica, ou até para uma certa economia totalmente descapitalizada. Todos queriam aproveitar-se deles e obter o mais possível para si, para usar no que o pessoal por cá mais gosta: consumo e obras de fachada.
 
Cavaco, à imagem e semelhança de D. Manuel I, cedo deu o mote, mandando erigir o CCB mesmo ao lado dos Jerónimos, não já à custa das especiarias dum oriente perdido mas das divisas desviadas dos novos fundos ditos estruturais. Na inauguração a classe política aplaudiu o reviver daquela sensação de grandeza balofa do passado. O sector da construção também.
 
Em que mãos o dinheiro andava ou por que artes de magia lhes chegava não interessava. Importante era que passasse a tal 4ª portinha e por cá fosse circulando. Até os sindicatos, com ênfase para a descarada UGT, encontraram aqui uma mama que os compensava largamente da perda de clientes que vinham registando. Para satisfazer a CEE, que insistia que os seus fundos não se destinavam a consumo mas sim a investimento, ainda se fizeram várias obras estruturais, que o país tanto carecia, posto que algumas de utilidade ou eficiência duvidosas.
 
Mas a adesão abria também à pobre economia uma oportunidade ímpar de crescimento, pois que, de um dia para o outro, via um mercado de 10 milhões de pobres ser transformado num mercado único de 300 milhões de ricos, sendo que para as economias europeias o acréscimo de 10 milhões de pobres era coisa marginal. Estranhamente, porém, sucedeu exactamente o inverso, tendo sido as economias europeias quem aproveitou para crescer um pouquito mais, inclusivamente por aquisição de empresas na nossa economia.
 
Com tudo isto economia lá começou a medir crescimentos vários, posto que principalmente pela ilusão do consumo, o que a classe política logo aproveitou para distribuir benesses várias aos seus apoiantes, tanto no estado como nas empresas confiscadas à economia e que agora dominava, na expectativa da sua retribuição em votinhos. Ilusão que, em finais dos anos 90, pôs termo a qualquer outro crescimento económico… até aos dias de hoje.
 
Ou seja, economia continuava a ser que a política queria ou permitia ser!

sábado, Junho 07, 2014

Há cada vez mais gente a pensar como nós!

Disse Pedro Pestana Bastos, no rescaldo das eleições para a concelhia do CDS Lisboa, que há um caminho de mudança no CDS que está a ser percorrido.
 
É verdade! E também é verdade que há cada vez mais gente a pensar como nós!
 
Como aqui afirmado, juntos, todos juntos, vamos dar a volta .

sexta-feira, Junho 06, 2014

O momento político

Com o PS em guerra, com o congelar da entrega das acordadas verbas por parte da Troika, com o tema do TC a ferver, o momento não está fácil.
 
Devemos, todos, pensar ainda mais para além.
 
A propósito, esteve bem FAC ao propor antecipação das legislativas-aqui