sexta-feira, julho 31, 2009
A gripe dos outros
quinta-feira, julho 30, 2009
Felgueiras
O que se apurou é que foram 2 milhões e tal dos cofres da Câmara para o clube de futebol, mas daí para a frente não aconteceu nada de mal e pronto, muito gosto em tê-la conhecido minha senhora e vá à sua vida mas tenha cuidado com os plebeus, que a senhora é muito nobre. Já agora, desculpe, qual é o seu cabeleireiro? É que a minha Zulmira sempre que a vê me diz para eu averiguar isso, que ela também quer um penteado assim.
Bom, que se segue? Prendem-se os tipos do Ministério Público? Ou ficamos todos órfãos?
A serpente

A serpente tem uma curiosa ambivalência icónica.
Na descrição bíblica, a serpente surge associada ao Mal e ao pecado. Foi a serpente quem deu origem ao primeiro pecado (o original), e por isso foi amaldiçoada entre todos os animais e condenada a rastejar.
A serpente, por outro lado, surge com frequência associada ao Conhecimento. Aliás, também na tradição bíblica, é a serpente que sugere o primeiro acto verdadeiramente científico: a experiência.
A serpente, nomeadamente quando representada a morder a própria cauda (o ouroboros), sugere a ideia de eterno retorno, do dia a seguir à noite, de renovação permanente do conhecimento. Por isso o novo símbolo de Coimbra, a Cidade do Conhecimento, uma notável criação de Francisco Providência.

A representação simbólica da Farmácia corresponde a uma taça com a serpente nela enrolada, representação com origens na mitologia grega.
Também com origem na mitologia grega surge a representação da Medicina: uma serpente enrolada num bastão (embora, ao que parece, se discuta também como válida a representação através de duas serpentes enroladas num bastão, em atitude amistosa).
Quando foi noticiada a hipótese de sabotagem de medicamentos na farmácia do Hospital de Santa Maria lembrei-me da serpente.
Espero que tudo se resolva.
Já chega
Há muitos tele-espectadores que não aguentam isso. Já chega de nos torturarem.
Começo a ter medo de ir ao oftalmologista.
quarta-feira, julho 29, 2009
Na Morte de Merce Cunningham
Portugal no estrangeiro
Faz-se igualmente representar, a título permanente e residente, junto de várias organizações internacionais e de outras entidades, num total de 10 Missões.
Somam-se a isto 51 Consulados, 6 dos quais têm ainda antenas suplementares noutra cidade.
Confirme-se com esta lista do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Custa-me a compreender o que nos leva a ter embaixada em países como a Etiópia, o Paquistão, a Nigéria ou a Coreia do Sul. Mas se existe alguma razão imperiosa que nos obriga a ali manter uma embaixada, nada obstaria, penso eu, a que essa representação fosse acumulada pelo embaixador geograficamente mais próximo, o que além de ser uma prática corrente no mundo diplomático, entretinha alguns dos nossos embaixadores que devem morrer de tédio a dar voltas aos dedos.
Enfim, numa palavra, desconfio da racionalidade política, financeira e comercial deste estado de coisas, mas não tenho seguramente toda a informação para poder formular juízos definitivos.
Reparo, contudo, que o avanço tecnológico tão referido pelos actuais governantes tem fraca expressão nessa rede diplomática e consular: apenas 16 embaixadas e o Consulado em S. Paulo têm página na Internet. E mesmo estas têm por vezes o seu caricato, dada a manifesta desactualização da informação disponível: já referi o exemplo da página económica do site de Madrid mas posso dizer o mesmo da página económica do site de Brasília.
Hei-de voltar a este tema.
Os velhos ibéricos
Convenhamos que se trata de uma convergência curiosa: o chefe do banco que acaba de ser condenado em Espanha ao pagamento de uma pesada indemnização por práticas irregulares, junta a sua voz à do escritor das Canárias no obscuro projecto de diluição do país numa federação ibérica.
E com esta flor na lapela: Salgado quer o TGV, já.
Cada vez aprecio mais o Fernando Ulrich do BPI. E pergunto-me: que cadáveres estarão a ser descobertos pela equipe do Banco de Portugal nos armários do BES?
terça-feira, julho 28, 2009
Homem do Leme tem bandeira azul????
Para quem, como eu, não se deixou enganar por aquela noticia e conhece bem e desde pequeno as praias do Porto e aquela em particular,
importa dizer:
1- Rui Rio e os seus familiares não frequentam a praia do Homem do Leme;
2- Os Vereadores que lá estavam presentes também não frequentam aquela praia nem deixam os seus filhos frequentar aquela praia;
3- Rui Rio e demais Vereadores sabiam que estavam a fazer teatro (e que bons actores eles são);
4- Rui Rio e demais Vereadores sabem que durante estes anos podiam ter feito (mas não fizeram) um enorme trabalho em prol da qualidade ambiental das praias do Porto;
5- Rui Rio e demais Vereadores sabem que fizeram alguma coisa por isso mas que é manifestamente insuficiente;
6- Rui Rio e demais Vereadores sabem que o dinheiro gasto nas corridas de carros e aviões podia ter sido usado na melhoria da qualidade ambiental daquelas praias.
7- Rui Rio e demais Vereadores estavam preocupados era em fazer campanha;
8- A campanha promete atirar muita areia para os olhos dos eleitores que só espero tenham a paciência e o discernimento de ver para além das tempestades de areia.
a bem da Nação!!!
Para que serve um governador civil?
Partilho a opinião de que nos tempos modernos e de comunicações fáceis, a função de representante do Ministro do Interior a nível local não tem mais razão de ser. E assim se recuperavam instalações que podiam ter mais utilidade, se poupavam verbas que podiam ter melhor destino, emagrecia-se um Estado obeso e despoluía-se esse cadinho de conivências em que se transformou a nomeação dos ditos governadores.
Foto de Tina Modotti, "Hands of the puppeteer"-1929
segunda-feira, julho 27, 2009
Amigos ou inimigos? Amigos. Como sabes? Vêm todos juntos.
Não acredito na influência eleitoral dos nóveis blogues partidariamente alinhados e de bandeira à porta. São epifenómenos da campanha eleitoral que servem, concedo, para manter em tensão um lote de apaniguados e, talvez, para exibir uma lista de nomes.
Se ajudarem a clarificar os programas e as opções, tanto melhor, mas desconfio que vão ser ringues de pugilato e concursos de frases de belo efeito.
Gostava de me enganar.
Este "Nortadas" goza de uma certa imagem de navegar em águas pêpistas e, contudo, aceita um iconoclasta como eu e tem, julgo, outros apátridas políticos (quiçá transitoriamente) que pensam pela sua cabeça e não opinam por encomenda. E cada um é livre de dizer o que lhe vai na alma.
Gostava de não me enganar.
Rua Direita

Está oficialmente inaugurada a Rua Direita. Sem foguetes e sem bombos, mas com uma "Toponímia" que promete reunir CDS'S sejam eles "habitués" do Caldas, militantes encartados ou apenas votantes secretos. O denominador comum é lutar contra um centrão de ideias. Parece-me bem.
Madeira aos tiros

O balão, ao que parece, tinha todas as autorizações legais, o que aliás paralisou as tentativas dos guardas policiais e florestais de o impedirem de subir. Vai daí, puxa-se da carabina e fura-se o zepelim.
Se alguém tinha dúvidas do que é o "combate" jardineiro contra as ideologias fascista e comunista, essas dúvidas ficaram com certeza também estilhaçadas com estes zagalotes.
Bem avisada esteve a Manuela Ferreira Leite em ter previamente adoecido. Poupou os seus tímpanos. Mas os meus, que estou a milhares de quilómetros, ainda sofrem. E os seus?
sábado, julho 25, 2009
Reorganização partidária
sexta-feira, julho 24, 2009
Viva a censura
Sem papas na língua

Ver pela rama

Diz de sua justiça sobre o que se passa no Turquestão Oriental, vulgo Xinjiang, país dos Uigures, ocupado pelos chineses.
E presta um serviço inestimável às autoridades de Pequim: é tudo obra de uns "jihadistas" furiosos, manipulados pela al-Qaeda e cegos no seu fundamentalismo islâmico. O próprio Rogeiro falou com eles e percebeu tudo. Foi numa visita guiada a Guantánamo.
O Rogeiro nunca pôs os pés no Turquestão, como eu aliás, mas da sua poltrona lisboeta e dos seus livrinhos e fichas conseguiu resumir a situação: há ali dedo de Allah. Pequim vai concerteza convidá-lo brevemente, se alguém na embaixada chinesa se dispuser a dar por ele.
Estes escribas rápidos são um maná para os novos imperadores han.
E um alívio para os directores de jornais: enchem papel e não criam chatices com os poderosos.
quinta-feira, julho 23, 2009
O homem invisível existe, eu fotografei-o

A gente de Leça e de Rio Tinto vê igualmente as respectivas ribeiras regularmente conspurcadas por crimes do mesmo tipo, mas Portugal é dos países europeus onde isso do ambiente é coisa para umas leis catitas cuja aplicação fica sempre adiada.
Aliás, com um ministro invisível como o actual, Nunes Correia, outra coisa não seria de esperar.
Um milhão de pobres na Região Norte
Ou seja, onde em 2005 havia 693 mil pobres, hoje são 1 milhão. E isto apesar de terem sido disponibilizados, pela União Europeia, 7 mil milhões de euros entre 2000 e 2006 para a região.
Onde pára o dinheiro? Que entidades o geriram? A quem se pede contas?
Pelos vistos, não é apenas o nosso sistema judicial que se bulgariza, é também a máquina administrativa que se moldoviza.
Isto está bonito! Que bela medalha para pôr ao peito, senhor "engenheiro".
quarta-feira, julho 22, 2009
Está tudo previsto
Pede-se um mínimo de decoro
Já aqui manifestei a opinião de que os eleitos na anterior legislatura que tenham abandonado a Assembleia da República para regressarem aos seus afazeres privados não têm autoridade política, moral e ética para se re-apresentarem em Setembro.
Fora com os vaselinas!
terça-feira, julho 21, 2009
Direita e esquerda
segunda-feira, julho 20, 2009
Viva o Minho!
Aqui está uma iniciativa que, além de ter todo o mérito, ainda não caiu na parolice dos anglicismos.Viva o Minho!
"I beg your pardon?"
Li no Diário de Notícias que a Estrutura de Missão do Douro (uma das ‘quinhentas’ estruturas burocráticas que sobrevoam o vale do Douro) vai promover as potencialidades da região, com recurso à marca “I Douro you”.Eu já conhecia a publicação bimestral daquela Estrutura intitulada “Douro UP”( 5.000 exemplares gratuitos, a distribuir provavelmente nas salas de espera dos dentistas), em cujas páginas se dá conta, entre outras coisas, do ‘Sucesso UP’ e do ‘Énologo UP’ (sic) , que suponho querer dizer enólogo. Com tanto ‘UP’, pensei que o texto também estivesse disponível em inglês, mas não, está apenas em português sofrível, apesar destes ‘ups’ que, suponho, lhe dão modernidade e um ar machão (Veja aqui o n°4).
A fazer fé na notícia do DN, esta abencerragem do “I Douro you” é (agarrem-se à cadeira) uma “lovebrand” que resulta de um esforço conjunto do Turismo do Douro, do Museu do Douro e da Rota do Vinho do Porto. Tudo no âmbito do programa “Douro Vivo” (ou será ‘Douro Alive’?).
Cá para mim, acho que estas inteligências pensaram que aquilo do “Allgarve” merecia resposta nortenha, mas que fosse uma coisa à Pinho, mais consistente que aqueles ‘UPs’, e que mostrasse bem ao povo do sul que cá em cima também se fala inglês e do melhor, carago.
Quanto aos estrangeiros a quem a promoção se destina, nomeadamente os madrilenos e os parisienses, acho que vão sorrir com condescendência, desde que alguém lhes explique que aquilo não tem intenções maliciosas.
domingo, julho 19, 2009
Sonhar
“Ayer soñé que veía
a Dios y que a Dios hablaba ;
y soñé que Dios me oía...
Después soñé que soñaba.”
2.
“Anoche soñé que oía
a Dios gritándome: Alerta!
Luego era Dios quien dormia,
y yo gritaba: Despierta!”
"Proverbios y Cantares" de António Machado in Campos de Castela
Foto de Madeleine Guenette
sábado, julho 18, 2009
Enquanto dura...
Há 4,6 mil milhões de anos que o sol brilha.Ainda vai brilhar outros tantos. Mas chegará o momento em que se ‘apagará’.
Esse processo final começará por um aumento considerável da sua luminosidade e por uma enorme expansão (100 vezes mais) que chegará à órbita de Mercúrio. Nessa fase, que durará cerca de 1 milhão de anos, o sol produzirá tanta energia suplementar que a sua parte exterior expandir-se-à ainda mais de molde a atingir a órbita de Vénus e talvez mesmo a órbita da Terra. Atingirá assim a categoria de estrela vermelha gigante, fase que durará 500 milhões de anos.
Ficará então muito instável e irá perdendo, por falta de gravidade e por força dos ‘ventos cósmicos’, até 20% da sua massa exterior, indo progressivamente transformando-se numa névoa gazosa à medida que vai ejectando a sua matéria.
Hoje é a “Noite das estrelas”: apreciemo-las enquanto duram.
Um dia será tudo apenas um silêncio gélido e uma escuridão infinita.
Bom, e agora vou a Leça dar um mergulho: é uma maneira tão boa como outra qualquer de resistir. E com sorte, vejo um raio verde.
Apelo à resistência
É o hino da Resistência francesa à invasão alemã. A voz é de Yves Montand.
Hoje em dia é preciso apelar ao espírito de resistência. Resistência à gripe e ao cansaço. Mas também aos totalitarismos e outras loucuras. Aos jardins, aos loureiros e aos sobreiros. Ao Lino, aos pinhos e outros que tais. Resistir.
E é como ele canta:
Ami, si tu tombes un ami sort de l'ombre à ta place
(hoje estou assim. Deve ser do Gurosan...)
FARC
(http://www.elpais.com/articulo/internacional/jefe/FARC/asegura/guerrilla/financio/Correa/elpepuint/20090718elpepuint_2/Tes)
As FARC, organização de inspiração comunista, autoproclamada guerrilha revolucionária marxista-leninista, que opera mediante uso de métodos terroristas e de táticas de guerrilha Lutam pela implantação do socialismo (http://pt.wikipedia.org/wiki/FARC).
Não concordando com Alberto João Jardim, a presença de um grupo FARC, num stand de recrutamento na festa do Avante, do PC português, segundo foi noticiada há tempos revela que há medidas que devem ser tomadas.
OBRIGADO
Parando e reflectindo, neste Verão, com este cheiro a terra, a campo minhoto, tenho muitas graças a dar a Deus. Aos meus Pais, Maria Ana, Joana e Madalena, Irmãos, Família e Amigos. A vida é bela!
Sei que não está na moda, que há sempre mais, mas só tenho uma palavra-Obrigado!
sexta-feira, julho 17, 2009
A minha opinião
Por princípio não gosto de proibiccionismos. Mas porque razão se proibe uns e não outros? Admito que o objectivo de Alberto João não seja proibir o comunismo, mas ir mais longe nos seus propósitos como defendem JAC e Ventanias em comentários ao post do Douro. Admito até que o homem o faça só para chatear, arte na qual é ele perito.
Mas volto ao principio do meu primeiro post: direita e esquerda.
Outra opinião
Eu acho que estes proibicionismos podem parecer simpáticos mas considero-os demagógicos e peregrinos. Pretender proibir ideologias, sejam elas quais forem, é uma impossibilidade óbvia que mais não pretende que perseguir os respectivos arautos. Estes podem prender-se, aquelas não.
Acho mais interessante que a Constituição defina com clareza as liberdades e os direitos inalienáveis dos cidadãos e daí decorrerá tudo o resto, ou seja, a ilegalidade de qualquer sistema ou regime político que as contrarie. Considero mesmo perigoso começarmos a proibir este ou aquele "ismo" e penso que muitas derrapagens anti-democráticas aconteceriam se cedêssemos a essa tentação proibicionista.
Para melhor ilustrar o meu sentir, adianto que não partilho a opinião de que se devem proibir certos símbolos, como por exemplo a cruz gamada, nem tampouco acho inteligente criminalizar o negacionismo sobre a Shoa. Posso compreender a preocupação de defender a verdade e de proteger os incautos, mas penso que em última análise tal desiderato se deve obter pelo confronto aberto e arejado de ideias e nunca pela declaração administrativa do que está certo ou errado. O disparate histórico ou científico estiola no debate mas a sua vitimização prolonga-lhe a vida.
Os vírus morrem ao sol, não à sombra.
Eleições a ferro e fogo
Mas voltando há disputa dos 4, sigo com atenção o blogue Marco 2009 onde o meu amigo Coutinho Ribeiro vai escrevendo com paixão. Mas aprecio também José Carlos Pereira, que não o conhecendo mas do qual tenho recolhido boas impressões, que assume claramente o seu propósito de não ver o Marco voltar há era Avelino. Interresante ver como um PSD, Coutinho, e um PS, Oliveira,se unem num único propósito: o Marco. O primeiro já assumiu a sua quota de responsabilidade e é mandatário de Manuel Moreira. O segundo como ficará? apenas pelos apelos no blogue? Sigamos os acontecimentos que a procissão ainda vai no adro. Pela minha parte, e conhecendo de perto o trabalho de Manuel Moreira, mas mais em particular o de António Coutinho na Assembleia Municipal com quem já colaborei, não tenho dúvidas do que é melhor para os marcoenses.
Nr: Agradeço e corrigi. Ao Pereira as minhas desculpas por lhe chamar Oliveira. Mas era pior se lhe chamasse Cruz.
Uma questão de semântica?
Acredito que, nestes e noutros assuntos, o importante é defender sem medo aquilo em que acreditamos. Proiba-se então o sistema totalitário do comunismo.
Sol na cabeça?
O certo é que o problema do Boavista mantêm-se e João Loureiro vai dar-nos mais música.
quinta-feira, julho 16, 2009
quarta-feira, julho 15, 2009
As merecidas férias
Vinhateiros da 25° hora
É a propósito da União Europeia. Diz coisas interessantes, entre as quais a seguinte:
"Uma Europa que se pretende, agora, mais viável através do Tratado de Lisboa, quando o certo é que este, se adoptado, vai abrir a porta ao directório dos mais fortes e das suas alianças pontuais, ao sabor das conveniências…"
É a primeira vez que 'ouço' este tom a VGM, apesar de ter sido euro-deputado durante dez anos. Nunca é tarde para se ficar mais sábio e só posso regozijar-me com a sua nova clarividência. Mas não lhe ficava mal reconhecer que andou anos a alinhar nas loas à Constituição da UE e ao Tratado de Lisboa e que isso foi um erro de que se penaliza.
De qualquer forma, que Deus lhe pague.
A TAAG e os vendedores de tapetes

Mas atenção: a TAAG continua na lista negra da União Europeia e os seus aviões não podem voar para qualquer outro aeroporto da União.
Dito por outras palavras: a Comissão Europeia aceita que um avião da TAAG caia sobre Lisboa mas não aceita que caia sobre outra qualquer cidade europeia. Mais: a Comissão Europeia aceita que os passageiros embarcados em Lisboa (na sua maioria, angolanos e portugueses) corram riscos a que a mesma Comissão não quer sujeitar os outros cidadãos europeus.
Não sei se isto diz tudo, mas acho que diz muito daquilo em que se tornou a Comissão Barroso: uma feira de vendedores de tapetes, um lounge de mármore de fancaria onde se compram e vendem influências e se traficam favores.
terça-feira, julho 14, 2009
ELISA FERREIRA: A humilde gastadora

Maria José Azevedo: A rainha do Grande Porto
Não sei se é o meu lado mais bairrista, mas sinceramente gosto do jornal e acho importante a sua existência, tal como o Porto Canal. Pelo menos, damos visibilidade às pessoas da nossa cidade e às suas opiniões.
No entanto, e nesta edição, o Grande Porto parece servir de jornal de campanha à candidata independente à Câmara Municipal de Valongo, Maria José Azevedo. Para além de lhe darem duas meias páginas, ainda teve direito a mais uma fotografia lançamento do semanário.
Depois, diz que a senhora foi a autora da proposta socialista que retirou ao presidente da CM Valongo as competências, quando ela o fez como vereadora independente, entre outras imprecisões benéficas para a candidata.
Já agora, aproveito para fazer uma “declaração de desinteresse”, visto que nada tenho a ver com Valongo, não tenho proximidade com nenhum candidato, nem sequer sou lá eleitor.
Estou curioso para a sondagem que o GP irá apresentar para Valongo…
Para comemorar o 14 de Julho

sugiro uma francesinha para o almoço.
Aqui há várias receitas, e algumas até levam Maizena...
Para sobremesa, um gelado de baunilha
segunda-feira, julho 13, 2009
Um pormenor sobre o 'testamento vital'
A primeira vez que tal ouvi julguei que estavam a falar de um bife e veio-me a imagem de um cozinheiro, às voltas com um naco de carne mal passada, irritado e impaciente por esta resistir a se enfiar no espeto.
Finalmente percebi do que estavam a falar. Ora, eu acho que isso do “encarniçamento” é afinal uma tradução apressada e literal da noção francesa correspondente de acharnement thérapeutique. Em francês está perfeita e consagrada, mas em português o que se deve dizer é obstinação terapêutica.
Por favor, expliquem isso aos autores da proposta de lei quando e se ela voltar ao parlamento. Sei que sou um chato, mas não consigo deixar de pensar que as nossas leis devem ser escritas em português. Idiossincrasias minhas, claro.
Espetada de Lulas

Estes 81 senadores “precisam” de 10.000 (leu bem, dez mil) funcionários para os servir, assessorar, secretariar, conduzir, etc. e tal.
Só isto já diz muito do que ali se passa. O “Economist” de 11 de Julho chama-lhe a “Casa dos Horrores” e o jornal brasileiro “O Globo” dá hoje mais notícias (aqui) sobre o último escândalo envolvendo, nomeadamente, o seu presidente, José Sarney, que já foi presidente da república e que hoje é um aliado e um protegido do presidente Lula.
Um forrò!
Ou, como diria o já nosso conhecido Luis Carlos Prates (aqui), uns safados e uma orgia de gente que não tem vergonha na cara.
Juntas de freguesia por MFM
Grande Porto
Por isso mesmo muito me agrada quando vejo um projecto editorial assumir-se e anunciar claramente que vai defender uma posição. E ainda mais me agrada que seja a Regionalização. É essa a batalha mais importante que os portugueses vão ter que travar nos próximos tempos.
O Grande Porto já era um duplo sinal de coragem, pois lançar um jornal não é fácil, lança-lo no Norte quase que diria ser um acto de loucura.
Esperemos agora que estes "loucos/corajosos" consigam arregimentar gentes nessa obra maior que é a regionalização.
Porto, Elisa e as trapalhadas socialistas

A vida não corre de feição para os lados do PS. A somar às dificuldades externas, leia-se crise, a rapaziada que tinha andado tão controladinha entrou em rota livre. São os erros de governo, as contradições dos ministros, os chifres do pinho e claro o resultado das europeias.
Mas o ponto mais dramático, ponto de vista socialista claro está, tem sido a candidatura de Elisa Ferreira à CMP. Durante anos foi apontada como a mulher de ferro para o Porto. Desejada pelos socialistas portuenses, conseguia ainda reunir a simpatia de alguns sectores da sociedade tripeira. Elisa Ferreira sempre recusou o desafio. E hoje deve estar arrependida de ter cedido aos pedidos que lhe fizeram. Mais ainda quando se sente no ar que o provérbio "o que torto começa, tarde ou nunca se endireita" encaixa plenamente neste filme.
E não precisamos de puxar muito pela cabeça para perceber bem o que está mal:
- uma concelhia que quer impor os seus nomes V uma candidata que quer distância dos nomes da concelhia
- uma candidata que teme em perder um emprego e por isso foi candidata primeiro ao Parlamento Europeu para segurar o "final de mês"
- e claro o final de festa socialista que se sente no ar como nunca
Elisa Ferreira vai cair do pedestal em que sempre se passeou. Falta saber o que vai acontecer a Orlando Soares Gaspar, presidente concelhio e perito na arte do tiro no pé, mais a mais agora que Sócrates veio cá puxar lhe com violência as orelhas.
domingo, julho 12, 2009
Corridas 2
E este circuito parece-me apertado e com poucas zonas para ultrapassagem. Isso sentiu-se no fim de semana passado com os carros do WTC que andavam claramente a baixo das suas potencialidades, ou este nas espectaculares corridas dos Clássicos mas que não proporcionaram muitas ultrapassagens apesar da pericia de Paes do Amaral (vencedor da primeira) de Carlos Barbot (vencedor da segunda) e de Joaquim Jorge verdadeiro Ás da condução.
Mas voltando ao gosto pelos automóveis, é incompreensível como se permite que não se tenha realizado o campeonato nacional de Karting, habitual escola de formação de pilotos, alegadamente por falta de verbas, mas se anda a patrocinar corridas em Espanha.
Espero ainda assim que as corridas voltem e que a cidade se volte encher de animação. E já agora que volte o troféu datsun, bem mais interessante que o troféu Uno, que nunca foram carros muito menos para corridas.
Corridas-1
Torci quanto pude pelo corredor da família, mas não foi o suficiente.
20m bem passados
Benjamin Zander em Música e Paixão
Sugestão do Paulo, para quem vai um abraço
Nem 8, nem 80
Os noticiários televisivos abrem com dez a quinze minutos sobre o assunto, o “Expresso” dá-lhe primeira página com a polémica sobre quem paga os salários dos doentes, e o resto da imprensa estica o tema, à falta, suponho, de mais uma menina em vias de adopção contestada ou de um novo arguido numa bronca em curso.
Confesso as minhas reservas sobre a nossa preparação para os cenários mais pessimistas e sou dos que não se sossegam com o tom pausado da Ministra, até porque acho que ainda há muita pergunta por responder. Mas começa a chatear o pendor alarmista que de repente se empresta à questão. Isto assim não vai a bom porto, como o prova o entupimento do correspondente serviço de informações.
Nem oito, nem oitenta.
Temos de poupar algum pânico para quando houverem mais de 100 contaminados por dia.
sexta-feira, julho 10, 2009
Para matar saudades
Walk on the Wild Side
A alhada
Não é preciso ser grande cientista para perceber que quem queira ser candidato à Câmara do Porto contra Rui Rio tem de aparecer com uma candidatura mais abrangente que a dos partidos.
No caso, Elisa tem de deixar para trás a tralha socialista e fazer valer a sua independência.
O grande erro de Elisa foi apresentar-se com Sócrates ao lado. Agora quer sacudir a água do capote e o PS é que não está pelos ajustes.
Simpatizo com Elisa Ferreira, e acho que tem capacidades que fazem falta à cidade e à região. Infelizmente o PS não está à altura da candidata que escolheu.
Cancelamentos
Ora bem...

Há placas tectónicas a moverem-se.
A "coragem" dos bandalhos

quinta-feira, julho 09, 2009
E a louça, senhores...?
Pergunta ingénua (5)
Pergunta ingénua (4)
Pergunta ingénua (3)
Pergunta ingénua
quarta-feira, julho 08, 2009
As duplas
O PSD consagrou que quem é candidato a presidente de uma CM não pode ser candidato a deputado.
Eu percebo e concordo.
o PS assobiou para o lado, mas viu que JAMAIS o podia fazer. Foi tarde.
O que eu não entendo é o que se passa com o PS. Tanta ética republicana propalada e neste caso esquecida, tanta disciplina apregoada e agora Manuel Alegre chama a atenção para o tema e estala o verniz, designadamente, a Ana Gomes, a socialista que quer ter os dois pássaros na mão.
Há coisas que o povo percebe bem. E ESTÁ VISTO QUE O PS ESTÁ EM FIM DE CICLO.
O Homem do Leme

Homem do Leme, escultura de Américo Gomes, 1934
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
À manivela

Não confundir com marioneta ou bonifrate, que significa boneca articulada, pessoa delambida, fantoche.
Têm em comum necessitar de alguém para a tanger ou para a articular, mas uma dá a música que quiserem, de acordo com o ritmo do pandeiro, e a outra dá o que for. O cruzamento das duas pode dar um relatório.
O assaltante do BES
De acordo com a imprensa, foi condenado à pena de 11 anos de prisão, e à pena acessória de - após cumprir a pena de prisão - expulsão do nosso País com proibição de regressar pelo período de 8 anos.
A sanção acessória de expulsão do País está prevista na nossa lei há muitos anos. O juiz, analisando cada caso concreto, o crime praticado, a integração do estrangeiro na comunidade, etc pode aplicar a sanção da expulsão.
Eu concordo com este sistema. E (não me canso de o repetir e relembrar) não concordo com aquilo que a certa altura foi tentado, de expulsar automaticamente (se me não engano por via administrativa, sem julgamento) os estrangeiros que praticassem um qualquer crime.
Esta sentença do assaltante do BES veio recordar-me como a lei em vigor parece equilibrada, é sensata, e é aplicada pelos tribunais quando é necessário.
Diga 33

Ontem ficámos a saber que o governo tenciona fazer uma pré-reserva de vacinas para 30% da população. Não sei bem o que é uma pré-reserva mas imagino que seja uma espécie de encomenda. Parece, todavia, claro que tal vacina nunca chegará antes do fim do ano, mas posso compreender que hajam condicionantes técnicas que justifiquem essa ‘demora’.
Ainda assim, fica a impressão desconfortável de que esta decisão de pré-reserva, de que se falava há meses, surge na sequência de uma aceleração de casos confirmados no país e não de uma reflexão ou calendário devidamente pensado. Enfim, uma oportunidade polìtica. Seja.
O que verdadeiramente me inquieta é não saber como estamos em matéria de stocks de anti-virais. Se é certo que os estudos indicam que 25% da população pode vir a ser contaminada, imagino que pelo menos 50% dos nossos concidadãos terá, num momento ou outro, de ser medicado com Tamiflu. Ou seja, pelo menos 5 milhões de doses, sendo que cada ‘dose’ é composta de dez comprimidos. Acrescento que este medicamento tem um dado prazo de validade, o que implica que stocks antigos podem estar caducados.
Ora, ainda não ouvi da Ministra ou de outras autoridades sanitárias nenhuma informação clara sobre isto. Até porque é evidente que produzir e distribuir o medicamento também leva o seu tempo e não vale a pena pensar que será no pico da pandemia no hemisfério norte que os laboratórios responderão prontamente à encomenda portuguesa.
Pare, escute e olhe
Devo dizer-lhes, e esta sensação em mim não é nova, que quando ouço certas pessoas e políticos a falar, fico sempre com a sensação de que somos mesmo muito, muito, ricos
terça-feira, julho 07, 2009
O que é que sabemos sobre AV (TGV) ?
Quando for grande quero escrever assim
Um tipo lê isto e apetece logo calçar o chinelo e ir ao parque beber um capilé ao som duma mùsica catita. Que maravilha!
Tiros na Trofa
O ourives, ex-GNR, foi constituído arguido e alega legítima defesa. Não me surpreenderia que venha a ser considerado um herói por alguns comerciantes vizinhos, por ter resistido e enfrentado, a tiro de caçadeira, um grupo de meliantes.
Os tribunais apreciarão as circunstâncias do acontecido e decidirão sobre o caso.
Importa, todavia, deixar claro o seguinte, mesmo que tal seja polémico ou impopular: a defesa da propriedade não legitima o ataque à vida humana. É dramático que a insegurança cada vez mais sentida pelos cidadãos perturbe ou confunda as pessoas sobre o que devem ser os valores e os princípios inabaláveis de uma sociedade civilizada.
Uma coisa é a legítima defesa, outra a vingança ou o justicialismo populista. Confundi-los é dar um tiro nas costas de uma sociedade de direito.
segunda-feira, julho 06, 2009
Cristiano
As revoltas orientais

O Nortadas já editara este post, em que se referia à instabilidade da região.
A revolta uigur pode ser esmagada ( nas útimas 24 horas já houve 140 mortos) mas não vai desaparecer. A repressão han há-de sair derrotada.
Ver também esta notícia no ‘Público’
domingo, julho 05, 2009
Domingo
Um copo de névoa ao pequeno-almoço; Um rumor de vento com o pão;
Um muro por detràs do ladrar do cão.
"Manhã" de Nuno Jùdice in "O movimento do mundo"- 1996
Foto de Sylwia Ozdzynski
sábado, julho 04, 2009
Lua cheia! Lua grande?

Trata-se obviamente de uma ilusão. Nem a Lua muda de tamanho, nem nós a vemos maior ou menor. O que acontece é que quando ela está perto da linha do horizonte o nosso campo de observação, quando a olhamos, abrange certos objectos da Terra, sejam árvores, casas, montes ou uma linha de água, e isso dá-lhe um termo de referência que a “engrandece”. Pelo contrário, quando temos de levantar bem a cabeça para a ver no zénite dos quase 180° do universo visível, ela está lá “perdida” nesse negro imenso, só, sem comparação possível com qualquer outro objecto que nos seja familiar. E, portanto, parece mais distante e mais pequena.
Se me permitirem a transposição desta experiência para a realidade política da iminente “silly season”, diria o seguinte: a oposição que se desiluda se julga que a deliquescência do governo PS “engrandece” a imagem que o eleitorado faz das alternativas possíveis. Pode dar essa impressão, mas as impressões são voláteis.
O eleitor de 27 de Setembro avaliará com rigor nesse momento se, entretanto, as alternativas arrumaram verdadeiramente a casa e se varreram bem à porta, rompendo com os vícios antigos, chamem-se eles submarinos, fotocópias, casinos, sobreiros, loureiros ou jardineiros.
Por muito que o governo PS pareça estar a ajudar, há ainda muito trabalho pela frente e muito sheltox e coragem a usar para que a alternativa democrática se apresente credível. Temos muito trabalho de casa.
É que além do mais, a Lua está pouco tempo perto do horizonte.
















