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terça-feira, janeiro 07, 2014

Que não vos caia o tecto em cima


O nosso amigo José Gagliardini Graça vai ao Congresso do PP pensando que vai ao Congresso do CDS. Anuncia essa reunião como se ela fosse o princípio de qualquer coisa mas eu só poderia concordar com essa sua esperança se o tal princípio fosse o do fim.

Uma reunião de uma agremiação cujos responsáveis manobram e manipulam o debate prévio nos moldes hoje denunciados pelo jornal “Público”, afunilando a conversa na moção do chefe, só pode ser um ‘tea-party’ de rapazes engraçados e nunca um fórum de reflexão política.

Uma reunião que está à partida manietada pelas inerências e cuja ordem de intervenções apenas vai permitir que alguma voz crítica se manifeste pela madrugada ou à hora de servir uma canja quente, há-de ser apenas um recapítulo simpático onde a Leninha de Armamar reencontra o Amílcar de Esposende e se mostram as fotos do cão ou do piriquito, contentes pela novidade e felizes por se reverem desde o último pavilhão ou sala de hotel.

É claro que vai haver aplausos aos recém-eleitos do novo penta e que se vai perceber melhor  a agenda do Sr. Pires de Lima que sabe que a irrevogabilidade do Sr. Portas há-de acabar por sair pelas portas do fundo. Mas aquilo vai ser um mero seminário, a preparar a festarola em Junho da alegada saída da troyka e o como afiar navalhas para garantir lugares na lista das europeias.

A moção dos amigos do JGGraça e as palavras do Filipe Anacoreta Correia são provavelmente muito meritórias, se mais não fosse pela coragem que as suporta e pela esperança que carregam, mas, e lamento dizê-lo, são ‘pérolas’ deitadas ao mar (tento ser elegante) cujas ondas zangadas dispersarão com facilidade e sarcasmo na areia grossa do seguidismo.

Pelo sim, pelo não, levem capacete, não vá o tecto cair-vos em cima. E fisgas, para o que der e vier.

 

quinta-feira, abril 05, 2012

Olho neles


Aqui e noutros lados percebe-se que as coisas no PP andam confusas. Começa logo por uns falarem em CDS onde outros dizem PP, e de facto há ali vários clubes: os restos de um CDS, uns farrapos de PP/CDS, alguma parra PP e uns bagos de CDS/PP.

A relação que tenho com qualquer deles é idêntica à que tenho com o porteiro do Hospital de S. João: nada contra, que o homem tem direito ao seu emprego, mas quanto menos o cruzar mais saúde é suposto eu ter.

Acho piada (ia a dizer que achava graça, mas emendei para evitar mal-entendidos) certas coisas que leio e que são canivetadas da mais pura matreirice, apesar de embrulhadas na paz do senhor e no “somos todos amigos de infância”.

Uma das mais curiosas foi aquele pseudo-argumento de que andam aí uns tipos a desviar as atenções do descalabro do PS, quase se insinuando que estão a fazer o jogo do inimigo ao criarem esta inoportuna divergência interna. Outra ainda mais “original” é a de que aqueles 3, 9 ou 12 conselheiros o que querem é protagonismo e parangonas e a prova seria a audiência que os jornais lhes dão antes e depois. Ou seja, se querem divergir, divirjam, mas secretamente.

Vai haver um próximo CN, presidido por aquele senhor que há meses afirmava na TV que os espanhóis tinham feito todas as reformas em devido tempo e que estavam com uma situação económica e financeira invejável. Vamos lá ver no que isto dá. Mas atenção: quem quiser arrancar olhos faça-o discretamente, a bem do PP.

quinta-feira, julho 09, 2009

Pergunta ingénua (3)

A ideia de o PP propor a D. Teresa Caeiro para vice-presidente da Assembleia da República é coisa séria ou é contra-informação de jornalistas engraçadinhos?

sábado, dezembro 13, 2008

A vontade de ir para o Governo

Noutros tempos (não muito longínquos) Portas dizia que queria fazer parte da alternativa não socialista.

Mais tarde, mas também há não muito tempo, Portas afirmava que seu o inimigo ideológico é o socialismo, e o seu adversário político o PS.

Contudo, a moção com que Portas vai ser eleito presidente do PP (mas não com o meu voto...) já não desdenha uma aliança (pós eleitoral) com o PS.

Quando se quer muito, com qualquer um se faz governo...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

coligações II

Se Paulo Portas afirmar claramente que está na disposição de fazer coligações (ou com o PSD ou com o PS) revela uma forte determinação em regressar ao Governo. Ora, essa vontade (levada ao ponto de Portas aceitar fazer coligações com o PS) pode ser mal interpetada pelo eleitorado. As notícias subsequentes à última passagem pelo Governo aconselham a algum desprendimento relativamente ao poder e ao exercício de cargos governativos.

Por outro lado, a recusa antecipada em integrar coligações, remetendo exclusivamente para o campo parlamentar a hipótese de alianças, retira o CDS do chamado arco da governação. No fundo marginaliza o CDS, remetendo o partido para as franjas do sistema.

Julgo que é aqui que entra Nobre Guedes: fala da ida para o governo, tema vedado a Portas.

terça-feira, abril 17, 2007

O prometido é devido

Tinha prometido indicar qual o site de campanha de Paulo Portas nas directas do CDS. Só hoje me chegou a informação. Aqui fica o
link.