Estamos a poucas semanas da reuniao mundial sobre as alteraçoes climaticas em Copenhaga.
Em Portugal, curiosamente (ou talvez nao), ninguem fala no assunto...
deve ser porque ha temas da actualidade mais importantes.
E esta é tambem uma forma de percebermos a ausencia de dimensao de pensamento em Portugal.
Com efeito, entre a Camara de Lisboa e o Dr. Antonio Costa, os carrinhos e avioes do Dr Rui Rio, a economia nacional (que esta, esteve e sempre estara) em crise, o deficit das contas publicas a que podemos acrescentar alguns escandalos politicos
para alem do futebol - esse elixir da estupidez humana - estes sao os unicos temas em Portugal...
Mas que é feito dos nossos pensadores?
das nossas elites intelectuais?
foram-se embora. Bateram com a porta, voltaram as costas e foram-se embora....
e o que é feito dos problemas do mundo e da posiçao de Portugal em relaçao aos mesmos???
ahhhh..isso? isso nao interessa para nada...deixa mas é ver o Benfica e o Porto
é também este o rosto da nossa mediocridade!!!
para mal da Naçao!!!!
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sexta-feira, novembro 13, 2009
quinta-feira, julho 09, 2009
E a louça, senhores...?
No outro dia, li uma crónica do Miguel Esteves Cardoso em que ele falava da conclusão de um investigador estrangeiro que afirmou que o mal de Portugal são os portugueses. E perguntava a rir: e como se pode resolver esse problema? Hoje, que estou aqui à beira de uma apoplexia, afirmo eu, e não quero saber se tenho ou não competência científica para o fazer, que o mal de Portugal são mesmo os portugueses, e que enquanto o problema dos portugueses não se resolver, começa a ser melhor, para quem não se identifica com a cultura e genética dominante, emigrar. Eis o motivo de raiva: a minha mãe, que é como diziam os antigos, uma santa senhora, comovida e sensibilizada com a história de vida que lhe contou um seu jornaleiro da Póvoa de Lanhoso, que tinha um neto de pouca saúde, a precisar de um transplante de rim que nunca mais lho faziam, inscrito em listas de espera desde tenra idade, que não crescia, sem pai nem mãe que se importassem com ele, que precisava muito de quem intercedesse por ele mas não sabia a quem se dirigir na cidade, pediu-me ajuda, e eu, burra, que não sou santa, nem para lá caminho, resolvi falar a um médico amigo, que se disponibilizou a atendê-lo no serviço de urologia do Hospital de S. João, hoje de manhã. Então, lá fui eu, madrugadora e pouco jovial, a tempo da chegada do carro dos bombeiros da Póvoa, aviso o médico amigo que cheguei, instalo-me, mais avós e neto no corredor do hospital em frente ao serviço, e disponho-me a esperar e a perder a minha manhã de trabalho. Por volta das dez, vem a avó do neto dizer afoitamente que não sabia bem ao que vinha, que concerteza tinha havido confusão da mãezinha, porque o rapaz do que padecia não era bem rim, não senhor que esse problema já estava resolvido, que era mais fígado, isso sim é que lhe dava cuidados, e eu a ouvir estupefacta, mas a pensar, mais vale ser visto de qualquer das formas, vamos esperar. Entretanto, chegaram as onze e começaram as lamúrias, que havia na terra muito que fazer, que o homem do carro dos bombeiros não podia esperar tanto, que a filha tinha muita loiça para lavar e ela ali…Até que ao meio dia menos um quarto declararam-me que não podiam esperar mais. Iam embora. Se a minha mãe não se tinha esquecido de mandar o envelopinho para pagar o carro, que tinha dito que ajudava. Entreguei o envelopinho e vi-os ir. E fiquei mais meia hora no corredor do hospital para explicar ao médico amigo que afinal não era bem o rim, mas o fígado, e que a louça não podia esperar mais…
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