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terça-feira, novembro 04, 2014

O Colar

Reservado a chefes de estado, foi ontem atribuído ao ex-PCE Barroso pelo PR cá do sítio.

Foi só esperar o fim-de-semana dos santos e dos defuntos e zás.

Cavaco, alto e bom som, entendeu aproveitar para declarar a toda a UE que seu ex-PCE teve, durante 10 anos, uma actuação parcial relativamente a Portugal.

Ao enfatizar esta actuação na negociação de fundos europeus, ainda passou um atestado de incompetência ao seu PM, também sorridente na cerimónia.

Durão agradeceu inchado declarando que ele era a prova da bondade do seu desastroso abandono do país em 2004???!!!...

Fazem lembrar os papas, que santificam outros na expectativa da sua retribuição pelos seguintes...

quarta-feira, abril 02, 2014

A coerência da lixeira


Que o ainda presidente da Comissão Europeia venha tarde e a más horas lançar uma suspeita sobre o ex-governador do Banco de Portugal, o tal que deixou passar debaixo do seu nariz os casos BPN e BPP, afirmando a propósito de coisa nenhuma e passados cerca de dez anos que o chamou 3 vezes para discutir o assunto, é de uma coerência exemplar: a coerência do oportunismo e da hipocrisia passa-culpas que o caracteriza. Uma coerência, aliás, que já manifestara ao afirmar que também avisara o actual primeiro-ministro para não ultrapassar certos limites na austeridade ou aquela com que afirmou há tempos que “sempre” entendeu que a nacionalização do BPN era uma decisão errada. Quem não o conheça que o compre.

Que o dito ex-governador do Banco de Portugal responda dizendo não se lembrar bem dessas reuniões e balbucie umas banalidades tais como afirmar que nunca então se falou de casos concretos de irregularidades nem ninguém lhe mostrou provas irrefutáveis sobre as fraudes em curso, é igualmente de uma grande coerência: a coerência da prosápia e da incompetência refastelada, as mesmas que demonstrou ad abundantiam aquando das audições parlamentares sobre o tema.

Que meia dúzia de teodoras saiam hoje a terreiro a defender o seu menino, que não senhor, sua excelência é de uma probidade e valência raras e que isto de o atacarem é uma maldade contra alguém a quem o país tanto deve, é outra forma de coerência: a coerência de clube ou de vizinhos de condomìnio, a mesma que explica que o consócio que matou o porteiro é uma pessoa bem educada que levava flores quando ia jantar lá em casa e até pedia licença para fumar um cigarro.

São todos tão coerentes que até metem nojo.

terça-feira, fevereiro 18, 2014

A politica do mete medo


O presidente da Comissão Europeia decidiu abotoar o casaco e meter medo aos suíços: suspende-se o programa Erasmus!

O mesmo presidente fez no Domingo declarações sobre o próximo referendo escocês prevenindo-os de que será praticamente impossível que a Escócia adira à União Europeia caso o voto independentista ganhe esse referendo. Há tempos declarára algo de semelhante para assustar os catalães.

Esta política do “mete medo” esconde afinal uma fragilidade patética. Esta Europa do bullying político desacredita-se e afunda-se. Não é por acaso, para além da sua diplomática grosseria, que uma embaixadora americana confidencia “Fuck the EU”. Por muito que o Berlaymont esbraceje, os ingleses encolhem os ombros e decidem o que lhes dá na gana quanto ao acesso dos emigrantes à segurança social. Os auxílios de Estado à indústria e aos bancos alemães prosperam sem que ‘Bruxelas’ mexa uma palha e os milhos geneticamente manipulados instalam-se com o faz de conta de uma Comissão ajoelhada.

Neste deserto de projecto e de propósitos, a Comissão usa o farisaico sermão da pretensa luta contra os egoísmos e aponta o dedo aos Estados-membros, duma forma abstracta, para sacudir o pó dos sapatos e entreter os media. Esta Europa está morta!

Alguns vão aplicar-lhe em Maio, nas eleições para o Parlamento Europeu, um boca-a-boca para ver se o coração volta a pulsar, só que já lá não está um corpo mas um daqueles bonecos de plástico com que os bombeiros treinam os noviços. E quanto mais alinharmos nesta mascarada, maior margem concedemos a uma extrema-direita que sabe que a natureza tem horror do vácuo e que quem se perde no mar, perde o lugar.

Que legado, Sr. Barroso!

domingo, novembro 25, 2012

Afinal há dois Judas


Há algo de obceno nesta passagem em Gaia do candidato (à presidência da República) Barroso pela engenharia do candidato do PSD à Câmara do Porto. Tanto um como o outro estão dispostos, se necessário for, a vender a mãe para atingirem os seus objectivos.

O candidato Barroso, que já deve ter percebido que a sua carreira europeia não se vai prolongar, vem repetidamente ao norte pescar votos, dragões e apoios na ala do PSD que antes dizia combater. Mistura Gaia e Porto e fala de ambas as cidades como um regedor falaria da freguesia que mal conhece. Ele, um dos maiores campeões da austeridade, elogia uma das maiores dívidas municipais portuguesas, como se fosse um mestre-escola a pousar a mão na cabeça da menina que lhe acabou de recitar um poema.

E o fulano de Gaia, tal como um parolo que se baba por receber em casa o feitor das hortas, esquece que os novos mil milhões recentemente prometidos vão para Lisboa e Madeira, esconde que o convidado é o principal responsável pelo “spill-over” que tantos fundos desviou e desvia do norte, e olvida a outrora natureza sulista e elitista do novo parceiro para que no aperto de mão venham o apoio e a consagração políticas que julga fazerem-lhe jeito.

Estão um para o outro. Mas como diz alguém, o eleitor há-de responder a estes fregueses.

 

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Joaninha...voa, voa


730.000 euros terá sido a despesa de Durão Barroso em jantares, viagens e presentes no único ano de 2009, suportada pelo orçamento da União. Duzentos dias (200) foram ocupados em viagens.

Seria tentador fazer um bocado de demagogia com estes números, mas prefiro chamar a atenção de um simples pormenor (ou será 'pormaior'?): foram precisos 3 meses para a Comissão responder a um pedido de informações sobre esta matéria.

O contribuinte europeu, o cidadão europeu tem todo o direito em perguntar tudo e as instituições europeias têm a obrigação de responder a tudo com diligência e transparência.
Nunca o esqueçamos.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Adivinha quem vem jantar


O Presidente do Conselho Europeu (Van Rompuy), mais o Presidente do Conselho (Zapatero), mais o Presidente da Comissão (Barroso) reúnem-se na próxima Sexta-feira em Madrid para lançarem a presidência espanhola da União Europeia.

Mais reunião ou menos reunião de tanto presidente não aquece nem arrefece, em princípio. Mas a coisa já assusta quando se sabe que o 'nosso' Durão quer anunciar a 'sua' prioridade para os próximos 10 anos, ou seja, a dinamização da economia europeia até 2020.

Ora é nisso que a reunião inquieta. Há dez anos também aprovaram uma coisa chamada "Agenda de Lisboa" que era suposta fazer da Europa a economia mais competitiva do mundo. Viu-se no que isso deu. É portanto de recear que mais dez anos de dinamização matem o doente de vez.
Deixem-se de mascaradas.

sábado, novembro 28, 2009

"A decisão é minha"

« A decisão é minha », foi com estas palavras que o presidente da Comissão assumiu a responsabilidade da distribuição dos pelouros na nova Comissão Europeia.
Obviamente que em Bruxelas e nas capitais europeias toda a gente sabe que o Durão Barroso não fez mais que tentar conciliar, a partir da sua paupérrima posição negocial, os apetites de uns e de outros. Mas se està disposto a assumir as escolhas feitas como coisa sua, não pode então escapar às eventuais crìticas sobre as decisões que afirma terem sido suas.

Do meu ponto de vista, hà desde logo duas observações graves:

a) A primeira decorre do facto de as pastas mais importantes terem sido atribuìdas a nacionais dos grandes Estados-Membros. Relações Externas, Mercado Interno, Concorrência, Indùstria e Energia caem no regaço de comissàrios oriundos respectivamente do Reino Unido, da França, da Espanha, da Itàlia e da Alemanha.
Se alguém ainda tivesse dùvidas sobre o tipo de União que se està a construir, dessa Europa directorial, carolìngia e bonapartista que o Tratado de Lisboa traz no ventre, tem aqui um sinal claro de que até na Comissão, orgão supostamente independente, os grandes reivindicam o seu estatuto.

b) A segunda observação é ainda mais preocupante: um dos dossiers mais decisivos e mais delicados para o futuro imediato e não tão imediato da Europa, o dossier da energia, é entregue a um nacional do Estado-Membro que mais se tem revelado agreste à concretização de uma verdadeira polìtica europeia da energia.
A Alemanha tem uma agenda pròpria e sò sua em matéria de energia e demonstrou ad abundatiam que não precisa nessa matéria da Europa para nada e que sabe desenvencilhar-se muito bem sòzinha com os russos e com o Sr. Putin.

È claro, que se o orçamento europeu a puder ajudar a financiar o seu north-stream, tanto melhor, mas é extraordinàrio que se entregue a chave do cofre ao ladrão com a mesma desfaçatez com que poderiam estar a falar de passarinhos.
O projecto do pipe-line Nabuco, o ùnico não dependente dos russos e que atravessaria a Turquia, bem pode apodrecer nas gavetas e nos imbròglios costumeiros e o Sr. Oettinger là estarà para garantir que isso aconteça.

E a decisão de tudo isto coube ao “nosso” Barroso. Ele o disse.

quinta-feira, novembro 26, 2009

Baixa a bola

As notícias que vão surgindo sobre a formação da Comissão Europeia "Barroso II" deviam soar como um tiro de canhão para os que esperariam que o presidente da Comissão fosse o patrão da barca e assumisse com plenitude as suas prerrogativas e competências: cada capital dá ordens, publicamente, sobre os nomes que quer e as pastas que quer.

Auspicioso começo (e ainda a procissão vai no adro).

sexta-feira, setembro 11, 2009

Gente porreira

No calor da campanha e do Verão, as notícias sobre a recondução do Barroso interessam a pouca gente e mesmo estes já começam a estar fartos deste folhetim que se arrasta há um ano.

Parece que finalmente o Parlamento Europeu acedeu a votar o assunto na próxima semana. Os grandes arautos de que haja uma decisão antes do referendo irlandês são os mesmos que incensam o Tratado de Lisboa como a última das maravilhas da União. Mas, na verdade, eles sabem que se essa mesma votação seguisse o procedimento previsto nesse tratado, o Barroso seria reenviado de tamanquinhas para casa. Vai daí este lufa-lufa de que é preciso eleger o homem e evitar um "vazio de poder". Tretas e truques, está bom de ver.

Tudo isto tem sido um espectáculo triste e deprimente. Mesmo que o actual presidente da Comissão consiga a maioria de Nice (não a de Lisboa) no dia 16, será um presidente enfraquecido, que aceitou ir a leilão, desprestigiado por tanta manobra a que se prestou, por tanto contrabando e tanta promessa a este e àquele.

Um político a sério, uma pessoa de princípios, um homem de honra, alguém que tivesse verdadeiramente um projecto e uma ideia teria há muito tempo batido com a porta e mandado bugiar a feira. Um gesto desses tê-lo-ia engrandecido e tê-lo-ia salvo. Mas essa não é a massa de que é feito. É tudo gente porreira, não é, pá?

quarta-feira, junho 17, 2009

Subtilezas

Alguma imprensa portuguesa (aqui) começa a perceber, tarde, o que se está a passar com a recondução do Barroso. Nós avisáramos ali.

terça-feira, junho 02, 2009

Já não há pudor?

Mão amiga trouxe-me o 'Jornal de Notícias' do dia 30.
Há muito tempo que deixei de comprar este diário pois, apesar de ter alguns articulistas de valor, suporto mal aqueles bilhetes melífluos do seu director, sempre a piscarem o olho ao poder seja ele qual for. Tiques antigos.

Desta feita, traz uma reportagem sobre o Durão Barroso, com uma entrevista em anexo, que são um pratinho. E o mais curioso é que até achei um piadão a certas afirmações do presidente da Comissão. Dou 5 estrelas à seguinte: "Mostrem-me alguém que tenha feito mais no mundo". Quase ex-aequo, mas talvez seja melhor dar-lhe 4 estrelas, a frase seguinte: "Nós lançámos as bases no que toca a energia". Enfim, com 3 estrelas, mas também podia ser a primeira: "Nós estamos na vanguarda da resposta à crise".

Fiquei bem disposto.

quinta-feira, maio 28, 2009

Os brios do Briosa

O tal advogado avençado do BPN, por empenho, que se terá cobrado 190.000 por não fazer nada, foi o amigo barrosista Briosa e Gala, uma criatura e um protegido de longa data do presidente da Comissão Europeia, e que hoje é o seu representante para os assuntos africanos. Desvendado o “empenhado”, falta nomear o “empenhador”, mas isso é capaz de estar coberto pelo segredo de Estado da União. Ver aqui

quinta-feira, maio 14, 2009

Escribas


Wolfgang Munchau escreve artigos em jornais, entre os quais o Financial Times, e anima o site eurointelligence.
Hoje assina no Diário Económico a sua análise sobre o que foi a presidência Barroso à frente da Comissão Europeia. Começa aqui, mas infelizmente o link não dá para ler todo o artigo.

Eu li-o (pág. 48) e achei-o justo.

A resposta do Barroso não se fez esperar: vem na pág. 49 do mesmo jornal, pela pena de um tal João Marques de Almeida, que desta vez assina na qualidade de membro do gabinete Barroso (outras vezes assina como professor universitário não sei donde nem de quê).

A missão do Marques de Almeida não deixa de ser ingrata, mas parece que ele a desempenha com boa vontade e abanando o rabo de contente. Foi sem dúvida um útil recrutamento do presidente, que precisa de uns escribas ali à mão, prontos a bajularem ou a insultarem. Mas não tem "maizena" para o Munchau. Comparem os escritos.

segunda-feira, abril 27, 2009

Dez razões para manter o Barroso na Comissão Europeia


1. Sendo português, atrai ao país muitos turistas que querem conhecer donde saiu uma ave daquelas;

2. Seja qual for o governo em S. Bento, terá nele um cúmplice disposto a arquivar umas infracções a troco de apoio para novos ou mais altos cargos;

3. Mantendo-o em Bruxelas, evita-se que volte ao país para intrigar num PSD já muito depauperado e nos aborrecer com os seus discursos mornos;

4. Quanto mais tempo for presidente da Comissão, mais claro será para todos que nunca o quereremos sequer para candidato à presidência da República;

5. Depois de titularizar em pára-quedas, como funcionários europeus e sem concurso, a catrefa de colaboradores amigos que levou consigo no primeiro mandato, convidará uma segunda vaga, apoiando assim a luta contra o desemprego nacional e, com sorte, talvez o Arnaut também emigre;

6. Faz jeito, para as fotos das reuniões do G20, haver quem aceite ocupar a ponta esquerda da terceira linha, bem como, nas reuniões de Camp David, haver quem não se importe de ir no lugar do caddy do carrinho de golf. Além disso, o Lula tem ali à mão a quem dizer uns palavrões, sem quebra do protocolo;

7. Um Barroso na presidência da Comissão é uma mais-valia para a Associação de Amizade Portugal-Rússia, como tem sido demonstrado pelos favores energéticos e gazosos do nosso Zé ao putin-sénior e ao putin-puto;

8. O "porreiraço" é uma ajuda para que o nome de Lisboa fique associado à história dos desastres europeus e mais vale um tratado mau que fale da gente do que tratado nenhum;

9. O Durão na Comissão é uma esperança de maior unidade e cooperação dos vários grupos do Parlamento Europeu, que assim redescobrem pontos comuns na sua mútua desconfiança face ao presidente do executivo;

10. Por uma ordem de razões semelhantes, com ele o Conselho funcionará melhor pois acaba a ilusão de que há 27 Estados-Membros em igualdade política e as pessoas começam a integrar a realidade de que, fora do Directório dos grandes, não se risca nada.

quarta-feira, março 25, 2009