Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

QUE ME DIZEM A MAIS ESTA DO INGINHEIRO



Não, não é realidade virtual.

E é mesmo verdade porque confirmei no Diário da Republica.

O nosso PM contratou para o seu Gabinete o Sr. Penedos e o mais espantoso é que o despacho tem efeitos retroactivos a 26 de Outubro.

Prosa

Não resisto a partilhar a redacção (que me chegou por email) feita por uma aluna de Letras, que obteve o primeiro prémio num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa. Não sei o nome da autora.



Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.

Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisto a porta abriu-se repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível a uma metáfora por todo o edifício.

Que loucura, meu Deus!

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

A Fundação




Um jornalista confrontou Aguiar-Branco com o facto de a Fundação para as Comunicações Móveis ter a sua génese no governo de Durão Barroso.

Aguiar-Branco respondeu que a “fundação até pode vir do tempo de D. Afonso Henriques, que isso não altera nada”.

Fui ali ver à net e não é que a Fundação vem mesmo do tempo de D. Afonso Henriques?!...

Para Nunca Mais....



um debate historico e onde Mario Soares assume que está a favor que os trabalhadores se mantenham à frente das empresas e com 75% do sector empresarial nacionalizado...

infelizmente alguns eleitores já não se lembram

QUE IMBECIS.....



E o mais espantoso é que ainda ha quem acredite e vote nestes tipos...

DO QUE NOS LIVRAMOS...



Porque os tempos são dificeis e porque importa relembrar o que uns quantos politicos que andam para aí queriam e querem para Portugal...

o meu obrigado ao Funes pela video que nao resisti a postar.

a bem da Nação!!!

Flamengo campeão



O Flamengo é campeão do Brasileirão 2009. Confesso não ser um seguidor habitual das peripécias do campeonato, mas guardo bem na memória a experiência única de ter assistido a um FLA-FLU corria o ano de 1983. A ida ao Maracana foi algo único. Desde ter que apanhar latas de cervejas no exterior para "trocar" pelo direito a comprar bilhete (prática maneira de limpar as redondezas), furar a fila e caminhar por cima dos ferros até ao guichet, ou a olhar com ar incrédulo para água que num dia se sol que caia do piso superior e me ser explicado que era nem mais nem menos do que os brasileiros a aliviar a bexiga, ou num final trágico assistir a uma zaragata feia na qual morreram 2 pessoas. Quanto ao jogo pouco me lembro, pois estava encantado com o espectáculo das bancadas cheias. Posso talvez dizer hoje que sou do Flamengo desde pequenino.

ANMP

Este fim de semana os autarcas reuniram-se em congresso e re-re-re-elegeram Ruas para mais um mandato. Mas esse facto não é o mais importante. Merece destaque, isso sim, o facto de Sócrates ter ido anunciar estágios nas autarquias mas nem uma palavra disse sobre a transferência de competências e de dinheiros. Nem uma palavra sobre a regionalização. Mas esse tem que ser definitivamente o passo a dar, apesar do assobiar para o lado de alguns.

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Francisco Sá Carneiro

Francisco Sá Carneiro morreu a 4 de Dezembro, há 29 anos. Vinha a caminho do Porto.

Apesar da diferença de idades, conversei várias vezes com ele, ainda antes do 25 de Abril. Os seus pais eram muito amigos dos meus e ele próprio assessorava juridicamente o meu pai em empresas do sector da produção e distribuição de electricidade e noutras iniciativas. Era essa circunstância que me dava um acesso atrevido ao Dr. Sá Carneiro (nunca o tratei por Francisco, apesar da sua insistência).

Lembro-me de o ter visitado no seu escritório para o convidar para dar uma conferência sobre o problema colonial no Colégio Universitário Pio XII, e isso apesar da resistência do Director de então do Colégio, situacionista dos 4 costados que via em Sá Carneiro uma subversão incómoda.

Nas últimas eleições marcelistas para a então Assembleia Nacional, altura em que ele já batera com a porta e se desiludira com a “primavera marcelista”, tendo-me eu envolvido, na minha militância oposicionista ao regime, numa barafunda com GNRs e certos bufos no decurso de uma acção de agitação e propaganda em terras do Minho, Sá Carneiro aceitou sem hesitação ou reservas ajudar-me caso as polícias do regime me viessem a perseguir ou procurar.

A última vez que estive a sós com ele foi ao fim da tarde do próprio dia 25 de Abril de 1974, uma vez mais no seu escritório do Porto, para onde me fixara reunião para concluirmos um assunto da minha famìlia, na sequência da morte do meu pai no ano anterior. Fomos interrompidos uma série de vezes por telefonemas e recados e era já um fervilhar político que o entusiasmava. Sabendo-me estudante de Direito em Lisboa, questionou-me sobre a extrema-esquerda, adivinhando a minha simpatia juvenil pelo MRPP.

Francisco Sá Carneiro era um senhor e um verdadeiro líder.

Nada a ver com a traineira em que se vem transformando um certo PSD, que se senta sobre o seu nome e a sua memória para navegar e pescar em águas turvas.


Uma traineira no cais


Esboços


Mais 'Rumores'

O "Rumores" de Dezembro já aí está à distância de um click aqui

CADA UM TEM O QUE MERECE

É cómico que para o deputado Ricardo Rodrigues seja um dado adquirido que o Primeiro Ministro mentiu sobre o assunto da TVI. Isso não o preocupa minimamente, o que o incomoda é saber se Manuela Ferreira Leite tinha ou não conhecimento de que o Primeiro Ministro tinha mentido. O deputado do PS ou tem estranhas prioridades ou baixíssimas expectativas relativamente ao Primeiro Ministro.

FARTO DE AVIONETAS ESTOU EU.....



Em Portugal anda tudo num alvoroço por umas avionetas o que me entristece.

Sinceramente estou-me nas tintas para onde vao, minto, por acaso até me importo porque nesse fim de semana ja estava habituado a ter esse incentivo para sair do Porto e ir para outro lado.

Mas o que me entristece é que o Porto perde tempo nestes temas que nao interessam para nada.

A RedBull Air Race é (julgo eu) uma entidade privada e vai para onde bem lhe apetecer e, normalmente, deve-lhe apetecer ir para onde ganhe mais dinheiro e visibilidade.

Se a RedBull Air Race prefere ir para Lisboa ....entao que va.

Agora o Porto chegar a uma dimensao de pensamento tao pequena que poem-se toda a gente a berrar porque perdeu esse brinquedo. Deixem-se de brincadeiras, trabalhem e tenham visao....

Alias gostava de saber de que forma a Camara do Porto e de Vila Nova de Gaia é que trouxeram esse espectaculo para o rio douro....e a que preço? e qual o retorno?

O Porto e a afirmaçao do Porto nao se fazem com estas brincadeiras. é certo que da alguma visbilidade e vida à cidade mas hà coisas bem mais importantes e estrategicas onde se gastar os recursos.

Eu troco de bom grado 10 red bull air races por uma cidade com substancia cultural, com politica cultural.

O que hà no Porto é "fantuxada" para entreter o Povo e ganhar eleiçoes...mas nao contem comigo para esse rosario.

E, se por acaso o RedBull Air RAce fosse estrategico (que nao é!) para as cidades de Porto e Gaia e para a regiao,

entao meus amigos em vez de se porem todos a berrar para o lado berrem contra os incompetentes que foram incapazes de garantir a continuidade do espectaculo na cidade...

e nao me venham com cantigas de que Lisboa e o Governo fizeram tudo para levar esse espectaculo para Lisboa

porque isso é o habitual e quem é lider politico no Porto nao pode ignorar isso quando negoceia um qualquer investimento que considere importante ou estrategico.

Portanto a considerar-se que a permanencia daquele espectaculo na regiao era importante entao puxem as orelhas aos incompetentes que nao foram capazes de por uma clausula no contrato que garantisse a sua permanencia no Porto ou que os impedisse de irem para qualquer outro sitio em Portugal.

é esta incompetencia e falta de visao que nos deve preocupar!

o resto é para entreter e distrair o Povo.

O Porto sempre se afirmou por ele proprio e tem de se afirmar por ele proprio

é esse o exemplo que as empresas privadas do Norte nos dao todos os dias quando sem dependerem do estado central se afirmam no panorama nacional e internacional.

é esse o exemplo que o FCPorto nos da semana apos semana, e ano apos ano.

e é disso que estamos à espera dos lideres politicos da regiao.

Que sejam capazes de ter visao e inteligencia para afirmarem a regiao e a cidade dependendo de nos proprios

a bem da Naçao!!!

Depois da saladinha de frutas


O Sr. Luís, patrão da entidade pública Turismo de Portugal, reage às declarações de Rui Moreira em que este pedia que aquele organismo esclarecesse o seu papel na ida da Red Bull para Lisboa.
E que diz o Sr. Luís?
Diz que o Rui Moreira não mostrou interesse pelo assunto em anos anteriores e que devia resistir à tentação populista.
Ontem já tomáramos conhecimento de declarações idênticas de um quid qualquer que acusava os nortenhos de regionalismo primário e provincianismo bacoco por se revoltarem contra o rapto alfacinha das avionetes malabaristas.
Do meu ponto de vista, estes tiques sobranceiros dos centralistas da capital é que são de um parolismo insuportável. O Rui Moreira e a ACP podiam convidá-los a virem jantar ao norte e à sobremesa, logo a seguir à saladinha de frutas, abríamos uma janela e "lá vai um Miguel".
Eu ajudo.

O risco das autoestradas

Tem andado na baila, graças ao Tribunal de Contas (TC), a questão do "risco" nas parcerias público privadas (PPP) que sustentam as intenções do Governo para construir as obras públicas que, em sua opinião, irão relançar o País.


O TC parece que descobriu que as alterações dos termos dos contratos após a selecção inicial dos concorrentes - esta baseada no preço - são muito desfavoráveis ao Estado (a nós, portanto) pelas compensações introduzidas que eliminam o risco dos privados, ou quase, e aumentam as compensações devidas.

Esta questão é importante por isto: o único elemento de racionalidade nas propostas apresentadas pelos privados, no caso das autoestradas (AE) é o risco que corram de não conseguirem recuperar o investimento se o volume de tráfego verificado não corresponder ao esperado. Ou seja, quando o Estado lança a concurso um determinado troço de AE, estima um certo volume de tráfego. Se o privado não depender do volume de tráfego, não corre nenhum risco. Ou seja, é o rigor na estimação do volume de tráfego futuro que permite calcular o risco do investimento e o retorno esperado. Ou seja, é por essa via que os privados podem estimular o bom senso dos promotores públicos. Ou seja, se não confiarem nas estimativas do Estado, apresentarão propostas em consequência ou, em último caso, nem sequer apresentarão propostas. Ou seja, se o risco for demasiado, não irão investir, não haver nenhuma PPP.

A não ser... que alguém forneça a "fumée".

Que é como quem diz, a não ser que NÓS, perdão, o ESTADO elimine o risco da equação: basta "recompensar" financeiramente, e suficientemente, a "disponibilização da infra-estrutura (AE)". Ou seja, aumentam-se as compensações à PPP o suficiente para esta "aceitar" correr o risco de investir. Ou seja, 7,5% ao ano não chega!?, não tem mal, oferece-se 8%; ah, ainda não chega... e que tal 8,3% (e assim sucessivamente).

Quer dizer, eliminando o risco da equação, do que se trata é de formas do Estado dirigir o investimento privado para as obras públicas, desviando-o de outros projectos porventura mais rentáveis (seguramente projectos onde as empresas sopesassem o risco e o retorno por critérios de racionalidade económica) e secando o crédito disponível na economia...

As PPP, por seu lado, ficam com um risco menor: o da falência da República. Que é muito remoto apenas porque NÓS cá estaremos para o impedir. Como!? Pagando mais impostos. Simples e eficaz.

É por tudo isto e muito mais que faz falta o Conselho Superior das Obras Públicas. Que o Parlamento deveria assumir mais responsabilidades na "fiscalização e acompanhamento" dos grandes investimentos em infraestruturas. Que devíamos ser mais exigentes com o que fazem das nossas perspectivas futuras (visto que o investimento é a única forma conhecida de aumentar essas perspectivas, quando tenha retorno suficiente, mais do que a poupança).

É que a nós, quando "tivermos de pedir a suspensão das funções", ninguém nos irá assegurar que continuaremos a receber. Pela nossa disponibilidade, naturalmente.

É preciso um Portugal melhor. Com urgência.

Se não viram...vejam....

Afirma Pereira

não obstante a habitual distorção da história e perspectiva tendenciosa, como digo, não obstante isso é um excelente filme, com bons actores, passado em Lisboa e com uma banda sonora do enio morricone e voz da Dulce Pontes.

SAUDADES DESTE MAR...

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

A conversa do lado

No Café Majestic em Janeiro de 2011. O Funes, aqui

Um escuro claro


A Lua afasta-se anualmente cerca de 4 cm da Terra. È por isso que chegarà o momento (mas ainda falta um pedaço) em que não mais se poderà assistir a um eclipse total do sol.

Porque razão “foge” a Lua da Terra?
È um bocado complicado para um leigo como eu dar uma explicação inteligìvel, mas esse alargar progressivo da òrbita da Lua à volta da Terra resulta de um fenòmeno ligado às marés e às forças gravitacionais que se exercem mutuamente entre os dois planetas e que, por causa da diferença de velocidade da rotação da Terra (24h para uma rotação completa) comparada com a velocidade da translação da Lua à volta da Terra (cerca de 27,5 dias para uma òrbita completa), ‘devolvem’ à Lua uma força que a afasta, ao mesmo tempo que trava a rotação da Terra (nos pròximos 100 anos o dia serà mais longo 2 milésimos de segundo).

Parece confuso? Claro que não é claro, mas é isso que me fascina nestas noites lìmpidas e frias em que parece que nada muda. E é também por isso que gosto de pôr o nariz no ar e olhar aquele ‘escuro’. È um escuro mais vivo que os vivos-mortos em que tropeço no dia-a-dia.

Quando Portugal despertar





Este video estava aqui no rosa dos ventos...

e porque é fantastico

e porque a lingua é o que verdadeiramente nos distingue... é a nossa identidade, é o unico elemento que verdadeiramente distingue os povos segundo Eduardo Lourenço

pena é que os sucessivos governos não vejam na nossa lingua o aspecto estrategico mais importante da nossa afirmação no mundo

e, por tudo isto e por muito mais aqui fica este magnifico momento de lusofonia

a bem da Nação!!!

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Desemprego II


O João mais abaixo aponta algumas das razões que nos deveriam preocupar para combatermos mais do que o desemprego a estagnação da nossa economia.

Muitas são as causas do nosso atraso mas uma apetece-me destacar usando do analogismo com o futebol: concorrência. E a concorrência aplica-se ao trabalhador e à empresa.

Numa equipa de futebol se um jogador souber que existe outro a lutar pelo seu lugar no onze dá o litro. Caso contrário começa a arrastar-se no campo. Nas empresas é igual.

E uma equipa num campeonato aberto e no qual o árbitro não desiquilibra acaba por se exceder e aplicar-se ao máximo. Nas empresas é igual.

Mas o que temos nós em Portugal:
a) a dificuldade em despedir coloca os trabalhadores num patamar de comodidade grande e pode mesmo fazer de "maça podre" e contaminar as boas. Imagine-se ainda um cenário mais catastrófico:

A empresa X entra num processo de perda de clientes e a crise do mercado leva a que não necessite de todos os empregados que detém. Bastava despedir um para controlar os custos e manter o nível de serviço aos clientes. Só que despedi-lo é quase impossível. O resultado pode ser que a empresa entre em processo de prejuizo constante e não conseguir dar a volta.

b) temos um estado interventor, participante e ao mesmo tempo árbitro. Ao menos isso no futebol não acontece.

Hoje um juiz supremo do tribunal "qualquer coisa" da CEE veio dizer que "golden share" do estado tuga não é legal. Agora falta saber se o tribunal toma essa decisão ou se fica apenas pela opinião pessoal do seu presidente. Mas mesmo que fique sem umas golden o estado português tem tentáculos muito grandes.

O caminho a percorrer está dificil. Haja quem tenha paciência para o desbravar.

Vara, a caução e o disparate nacional

Armando Vara ficou a saber que tem uma caução de 25.000 euros para não dar com os costados na pildra. Nem precisa de mandar robalos, é só um chequezito.

Logo o PS abriu mais uma jornada do campeonato do disparate nacional.

A paciência do povo vai acabar, ai vai vai.

Regionalista pelas piores razões

A Red Bull Air Race vai para Lisboa porque o governo está a negociar com os seus organizadores este cenário. Pelo que tenho lido nada mais convida a esta solução, o douro é melhor para o espectáculo pelas margens estreitas, há uma pista de aviação muito perto (improvisada no Parque da cidade) e tem havido muita adesão do público (números impressionantes de centenas de milhares de pessoas). Apenas um senão para o tempo que pregou uma partida na ultima edição mas que nada garante que não aconteça o mesmo em Lisboa.

Mais uma vez o governo centraliza em Lisboa tudo o que pode. O país já é pequeno mas para os nossos governantes ainda é mais pequeno.

É por isso que eu me estou a transformar num regionalista que nunca fui. Pelas piores razões.

Cuidado com as prendas

video

Desemprego

10,2%. A "barreira psicológica" dos dois dígitos foi ultrapassada. Temos o 5 pior registo da UE. E que lemos, vemos e ouvimos de reacções a isto? Apenas que a culpa é do governo, que a Seg. Social devia actuar mais, que não há politicas de emprego (vulgo o estado dar mais empregos), etc.

Provávelmente será isto que vai ser feito nos próximos tempos e quando a taxa descer 0,2% ou mesmo estabilizar virá alguém dizer que as politicas adoptadas estão a dar resultado.

Desculpem-me se vou ser pouco sensível mas o problema não é o desemprego. O desemprego é um resultado e só se altera um resultado se se atacar a causa (ou causas).

A causa é a nossa cada vez mais reduzida competitividade. Isto é, as empresas portuguesas têm cada vez mais dificuldades em produzir produtos e serviços em melhores condições de qualidade e preço que as empresas estrangeiras. Em especial em preço.

E o preço é função dos custos de produção directos como matérias primas, taxas de juro, Pessoal e indirectos como produtividade.

A qualidade é a capacidade de as empresas diferenciarem positivamente os seus produtos e serviços. Para isto contribui essencialmente a capacidade de inovar e a capacidade de fazer bem.

Por isso a nossa preocupação deveria ser criar condições para que os custos de produção sejam os mais baixos possíveis com a maior inovação e qualidade. Isto transforma em completo o discurso e a prática politicas. Não tem nada a ver com esquerda ou direita, embora a extrema esquerda deteste isto. Tem a ver com uma situação económica péssima do pais que esta crise ainda agravou mais.

Deviamos estar a preocupar-nos exclusivamente com isto e tudo o que isto implica (educação, fiscalidade, peso do estado, etc). Mas parece não ser assim...

GREAT SPEECH

ONCE MORE
THE WORLD IS IN DEBT

THANK YOU US TROOPS
THANK YOU MR. PRESIDENT
THANK YOU AMERICA

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

1º de Dezembro 2012

O título não está errado. É apenas futurologia. No passado ano de 1628 a cidade do Porto foi a primeira a levantar-se contra o dominio dos Filipes, em concreto por causa de um imposto. Esse levantamento ficou conhecido por "Motim das Maçarocas". Nos dias de hoje os motivos de levantamento são muitos. O que me parece é que a fibra das gentes do Porto já não é a mesma. Mas nunca se sabe.

Hoje há foguetes e anões sentados

Òleo de Velasquez "O anão Sebastian de Morra" - 1644

O novo advento


Hoje caí da cadeira.
Ainda estou para saber se foi ela que se partiu ou se foi alguém que me empurrou.
O certo é que estava a ler o artigo do Paulo Rangel no "Público" de hoje sobre o Tratado de Lisboa.

Parece que todas as críticas ao dito tratado são "fáceis e simplistas". Parece ainda que o facto de ser difícil interpretar as suas disposições é, afinal, uma coisa óptima, pois dá espaço para a criatividade e a flexibilidade de soluções. E quem o diz é o mesmo que noutros fóruns acha que o programa "Better Regulation" é uma medalha no peito da Comissão Barroso. Mas não: a nova tese é de que "a complexidade do tratado abre espaço à democracia". É caso para dizer 'Bom-dia à confusão legislativa, mãe imaculada da política'

Sentei-me na cadeira, mas não demorou nada para novo trambolhão. É que uma tal chamada "tecno-estrutura" vai dar agora lugar a uma nova transparência, visibilidade, controlo, e mesmo(sim senhor) democracia. Então não é uma maravilha? Mas como é esse salto? Ai isso não se diz, mas segundo o autor é por causa de um "drive" e de um "input" político à vida da União. Nem mais.

Julguei que se me amarrasse à cadeira não mais nos separaríamos. Ilusão minha. É que faltava a estocada final do Rangel: dúvidas de soberania? Isso é tudo conversa de velhos. O que importa é estar lá dentro e isso da independência é chão que deu uvas. O 1° de Dezembro, dia da Restauração, marca este novo advento: de portugueses passamos a europeieses.

Estas flores do Paulo Rangel começam a cansar-me e acho que mudo de cadeira.

GUTEN MORGEN EUROPE.....



PRIMEIRO DIA DO TRATADO DE LISBOA...

acordei às 08h40m...levantei-me, tomei banho, lavei os dentes, fiz a barba, vesti-me, apanhei o autocarro, entrei no Tribunal às 09h15m...tomei o pequeno-almoço, subi ao meu gabinete onde pousei o sobretudo e o chachecol, peguei no dossier e fui para julgamento.

Terminei o julgamento por volta do meio dia seguido de uma breve troca de impressoes subi novamente ao meu gabinete vi os e-mail da manha, espreitei o nortadas e escrevi este post. Olhei para a janela do meu gabinete e tudo na maior das calmarias...

pela amostra e até agora aparentemente nada mudou para o comum dos mortais....

mas como se diz....as aparencias iludem.

JA É TEMPO ...



Depois de amealhar mais uma derrota avassaladora o Bastonário da Ordem dos Advogados não pode continuar indiferente às sucessivas derrotas que tem tido no seio da Ordem dos Advogados.

Já é tempo do Bastonário perceber e mudar porque essa é a unica atitude inteligente e democrática.

Não perceber o que representam estas derrotas e as criticas que os seus pares lhe fazem e insistir pelo mesmo registo é o pior serviço que o Dr. Marinho Pinto pode fazer à Ordem dos Advogados, aos Advogados, ao prestigio da Advocacia e a ele mesmo.

A Justiça e a Advocacia vivem tempos particularmente dificeis que para se enfrentarem importa ter uma Ordem unida e um Bastonário respeitável e respeitado por todos.

É esse o caminho que é necessário percorrer

a bem da Nação!!!!