terça-feira, dezembro 29, 2009

Proporcionalidade sempre?

Não li o despacho do Ministério Público em que este acusou o ourives da Trofa por homicídio privilegiado do assaltante que o ameaçou de morte dentro da sua loja e que lhe levou valores de mais de 200 mil euros, mas não devo andar longe da verdade ao antever que ele encontra a sua justificação no facto do disparo ter tido lugar na sequência de uma perseguição posterior, num momento em que já tinha cessado a ameaça de agressão a bens pessoais, pelo que já só haveria bens patrimoniais em jogo a impor o uso de proporcionalidade na defesa usada. Outra teria sido porventura a decisão se o ourives tivesse podido disparar ainda dentro do seu estabelecimento no momento em que lhe ameaçaram a vida, uma vez que aí se cumpririam os pressupostos do instituto e se legitimaria a defesa. A esta luz, atendendo às constrições legais e à contenção doutrinal de que se vem rodeando o uso da legítima defesa, a acusação por parte do Ministério Público poderá ser fundada, mas do que se deixa perguntar, e preocupa com certeza todos os cidadãos, é do que é feito afinal da legítima defesa tal como sempre a entendemos, como defesa ou possibilidade de reacção efectiva perante o ilícito, e que não é seguramente compatível com tanta exigência de proporcionalidade e tanta parcimónia interpretativa na sua aplicação...

2 0 1 0

Vem aí. É um ano, novo, que rapidamente se tornará velho e terminará. Como todos os demais.

Sucede que podia ser um resultado de futebol. Histórico (20-10), daqueles que conseguíamos quando éramos novos e jogávamos à bola, em campos improvisados, com equipas escolhidas na hora e que jogavam até cinco minutos depois da hora a que as Mães começavam a cobrar o atraso...

O bom desses tempos é que acreditávamos. Em muitas coisas e no nosso País em particular.

Achávamos, ou então sentíamos, que o nosso País era o resultado do esforço dos nossos pais, avós e antepassados, militares, civis, magistrados e médicos, porteiros e peixeiras, todos os que nos rodeavam e os que os antecederam.

Acreditávamos, ou então ouvíamos, que o País estava a melhorar e as coisas a compôr-se, apesar daquelas tias saudosistas e daqueles parentes inconformados, que afirmavam que as coisas nunca tinham estado pior.

Que saudades desses tempos em que o País nos pertencia, sem termos qualquer responsabilidade por ele.


O que me aterra, sobre 2010, é pensar que o País continuará a afundar-se alegremente, casando maricas e promovendo professores, emigrando para se safar ou para estudar, enquanto alguns empresários acomodados enriquecem à custa dos nossos impostos, do nosso futuro colectivo e da conivência dos nossos responsáveis políticos, enquanto nós, quero dizer EU ainda não consegui encontrar forma de assumir a minha responsabilidade sobre tudo isto e afirmar tão alto quanto necessário:

B A S T A!

É o que vos desejo a todos.
Recheado de sucessos pessoais e profissionais.
Para 2010 e para toda a década de dez.
Pelo menos.

Referendo, sim obrigado!

Aí está - estão recolhidas em tempo record as necessárias assinaturas, mais do que as necessárias.

O Povo não quer os casamentos gay até porque implicam, necessariamente, a adopção de crianças por casais do mesmo sexo.

E não há argumentos que convençam os Portugueses do contrário.

Os partidos já entenderam, a opinião publicada também.

Veremos o que decide a "Casa da Democracia" com esta maioria.

Há que devolver a voz aos Portugueses.

Se assim não for, será com outra maioria. O Povo é quem mais ordena!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Natal

Este dia de Natal é único.

O Sol, que este ano está presente, faz brilhar a neve na serra e permite que a pequenada venha cá para fora experimentar tudo quanto o Menino Jesus ofereceu. E não é preciso muito.

A família esteve reunida, as receitas da Avó, o seu resultado, o Barca Velha 95, o Gevrey-Chambertin 2001 e o Quinta Foz de Arouce do mesmo ano, envolveram e aqueceram o ambiente.
No Natal, mais do que noutra altura, as nossas alegrias partilham-se e os momentos mais difíceis repartem-se.
É assim na minha família que nos habituou a ser numerosa.
O Natal é família e amor.
Esta é a nossa sorte e esta a grande vitória D 'Ele !

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Feliz Natal



Independentemente do que venha aí em 2010, e que esperemos não sejam só coisas más, gostava de desejar aos amigos Nortadas e suas famílias, e a quem nos vai lendo, um Natal muito Feliz, e que o Menino Jesus se lembre de todos, enchendo os sapatinhos daquelas coisas inúteis que todos gostamos de receber, mas deixando também ficar Paz, alegria, vontade de ajudar os outros, e força para andar para a frente! Feliz Natal para todos!

2010

Para 2010 as minhas expectativas são fracas e as previsões más, mesmo ruins.

o desemprego vai aumentar
o défice vai subir
a corrupção continuará a aumentar
o tuga irá viver pior

a descer só mesmo a esperança dos jovens, a falta de credibilidade das instituições fundamentais ao funcionamento do país.

2010 ainda não começou e já desejo pelo seu fim.

Bom Natal


Simplesmente Bom Natal a todos e a todas as almas bem intencionadas. Aos outros que o bacalhau esteja salgado.

E como só cá voltarei em 2010 ficam também os votos de um ano risonho, cheio de boas práticas, bons principios e de muito dinheiro.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Um incerto Outubro

Óleo de Turner "The burning of the Houses of Lords and Commons 16 October 1834" - 1835

Cinzento carregado

Um observador normal dirá sem hesitação que o quadrado A é mais escuro que o quadrado B. E, no entanto, engana-se rotundamente: A e B são exactamente da mesma côr e tonalidade, são o mesmíssimo cinzento. Se quiser confirmar, esconda com a ajuda de um lápis a coluna horizontal que se intercala entre as colunas respectivas. Acredita agora?

Há uma maioria de pessoas que ainda pensa que no actual PS há militantes que são outra 'música' que a do Sócrates. Do meu ponto de vista e à luz do que se foi passando ao longo deste ano, essa esperança é uma ilusão. Custa-me dizê-lo, até porque fui dos que também a acalentou, mas chega um momento em que não vale a pena enganarmo-nos mais. O PS socratino transformou-se numa mera agremiação do chefe, à sua imagem e ao seu gosto. Os que tinham espírito crítico e inteligência cívica distanciaram-se e os que por ali se mantêm resignaram-se a serem meros cúmplices de um descalabro político e de uma degenerescência esquizofrénica.

O PS faz parte do problema nacional e não há nada a esperar dele a não ser o agravamento do desastre que se aproxima. Não há lá sensibilidades diferentes, mas clans de interesses e de oportunismos. E são todos do mesmo cinzento. Cada vez mais carregado, aliás.

Um venerável


segunda-feira, dezembro 21, 2009

Santifiquemo-lo. Já.

Ao papa Pio XII. Mas bem alto, por favor. Se o responsável por isto passar pelo Porto um dia destes, hei-de ir cumprimentá-lo.

Ainda não há neve no parque?

Agora não é o afilhado, o Sérginho, mas o próprio filho, o Joãozinho, que sai a terreiro (aqui) para atirar umas pedras ao Presidente da República.
Trata-se do novo desporto natalício da miudagem PS. Como ainda não há neve para fazerem bonecos, falam para os jornais e tentam pontapés nas canelas de quem julgam ferido. São uns valentões, estes putos. Pudera, aprenderam-na com o seu mentor, aquela figura grada que no 25 de Novembro fugiu para o norte.

domingo, dezembro 20, 2009

Óculos novos e já tão velhos

Há um daqueles pigmeus do PS que saíu do seu farniente para mostrar uns óculos novos e debitar umas bojardas contra o Presidente da República, alegadamente intervencionista na vida dos partidos.
Este Sérginho Pinto, que ficou conhecido no Parlamento Europeu como o eurodeputado invisível, era, na opinião do Mário Soares, uma promessa de génio político: este afilhado honra o padrinho.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Devagar

Há um manto branco na cidade.

O frio ficou mais seco e o ar mais leve. Os passos na neve têm um som especial. Tudo vai mais devagar e é menos barulhento. Demora-se mais a chegar onde se quer mas chega-se lá e, afinal, esse mais tempo não cria problema nenhum. Se calhar, porque tudo o mais também baixou de ritmo. As ruas estão mais vazias e os casais dão-se os braços ao atravessá-las. As pessoas tocam-se mais, talvez porque simplesmente se desejam boas-festas ou se despedem até para o ano, mas eu acho que este branco ajuda.

E, como dizia a Ana, entra-se na cama com a sensação de que há um barbudo que vai descer pela chaminé.

Salvos pelos brasileiros...


Desta vez é a Cimpor. Leia-se aqui no Público. Mas não há-de ser a última empresa nacional a passar por este destino. Se não houver interferências laterais.

É bom? Será bom?

Creio que sim, na medida em que possa substituir o actual corpo accionista, dependente do poder político e da banca politicamente dependente.

As empresas brasileiras têm vindo a afirmar-se internacionalmente, aproveitando o bom desempenho económico do seu País, a melhoria da gestão que acarreta a sua internacionalização e a afirmação do Brasil enquanto potência emergente.

Venham elas. E tragam gestão profissionalizada, projectos ambiciosos à escala global e capacidade de crescimento para a empresa e os seus trabalhadores.

Pena é que, eventualmente, a empresa possa sair da Bolsa nacional; quiçá será temporário e lá voltará para financiar o que possa ser a sua futura expansão.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Luz de la noche

Estoy pensando, es de noche,
en el día que hará allí
donde esta noche es de día.
En las sombrillas alegres,
abiertas todas las flores,
contra ese sol, que es la luna
tenue que me alumbra a mí.
Aunque todo está tan quieto,
tan en silencio en lo oscuro,
aquí alrededor,
veo a las gentes veloces
—prisa, trajes claros, risa—
consumiendo sin parar,
a pleno goce, esa luz
de ellos, la que va a ser mía
en cuanto alguien diga allí
«ya es de noche».
La noche donde yo estoy
ahora,
donde tú estás junto a mí
tan dormida y tan sin sol
en esa
noche y luna del dormir,
que pienso en el otro lado
de tu sueño, donde hay luz
que yo no veo.
Donde es de día y paseas
—te sonríes al dormir—
con esa sonrisa abierta,
tan alegre, tan de flores,
que la noche y yo sentimos
que no puede ser de aquí.
//
Pedro Salinas

Tremeu sim senhor

Eu, regionalista, me assumo.

Por boas e até por más razões, há muito que percebi que o melhor meio para provocar um sério abalo na "palhaçada", em Portugal, será a regionalização. Não é garantido, mas é quase inevitável. Para os cépticos lembro apenas o seguinte: se houvesse 7 Albertos Joões, o Alberto João não tinha o destaque que vem tendo...

Qualquer regionalização é melhor que nenhuma. Mesmo que seja só com as 5 regiões do PM Sócrates.

Melhor mesmo era se a regionalização incluísse:

- a partição das principais empresas públicas por região (a CP dividida por 5, a ANA por onde houver aeroportos, a EP pelas 7 regiões, etc. etc.);
- delegação das gestão dos sistemas de saúde e hospitais às regiões;
- delegação dos Tribunais inferiores às regiões, incluindo os das Relações;
- criação de duas regiões urbanas: a Metrópole do Porto e a de Lisboa.

Tudo apenas por uma máxima: criar ou introduzir CONCORRÊNCIA na gestão da coisa pública.

A minha Fé é inquebrável: até os palhaços serão melhores se houver concorrência... É da Natureza Humana!!!

Andamos a dormir... ou então parece!


Será que só eu é que percebo o significado desta notícia... "a Ryanair duplica investimento em Faro"!?!?

Somem-lhe as dificuldades da TAP, possivelmente perto da falência (se é que já não estará mesmo tecnicamente falida), o facto da quase totalidade do crescimento de passageiros na Portela se ficar a dever às 'baixo-custo' (a ponto de disfarçar a queda dos passageiros da TAP), o Aeromoscas de Beja, etc., etc., e digam lá quem é o "palhaço" que ainda acredita no NAL, vulgo Novo Aeroporto de Lisboa???

Não está mesmo à vista que o País, o mercado e a realidade do transporte aéreo, estão a impor e implorar que se adoptem políticas de bom senso... como passar a base aérea do Montijo para Beja, libertar o Montijo para as 'baixo-custo' e libertar a Portela para 'hub' da TAP - caso em que esta poderia eventualmente tornar-se mais apetecível para investidores, angolanos ou não!?!?

É possível um Portugal melhor. E desejável. Com menos palhaçada.

Portugal tremeu

Estava eu a bloggar quando a minha cama começou a tremer. Pensei que era a consequência de estar a escrever sobre os palhaços. Ou um ar condicionado mais forte. Até porque o silêncio era geral no Hotel. Mas não. Descubro agora que Portugal inteiro tremeu. As forças da natureza também não querem os palhaços.

Red Bull

Estou por Lisboa e num jantar de amigos o tema Red Bull veio à baila. Nem eles queriam acreditar que se tinha verificado o acordo para trazer para Lisboa a corrida. Nem eles queriam acreditar que Lisboa tinha sugado ao Porto mais um palco. Olharam para mim, encolheram os ombros e também eles se revoltaram contra este tipo de atitudes. Eu expliquei que o país continuava a afunilar para Lisboa e que um dia nada mais restaria. Depois queixaram-se que demoram duas horas para fazer 12 km entre a casa e o local de trabalho. A culpa é dos patetas que somos e deixamos os palhaços governarem(se)

O país que temos ou que merecemos

Mário Crespo uma vez mais sem papas na língua. Neste caso na pena da escrita volta a colocar o dedo na ferida. Temos um país em que são os palhaços que vão fazendo das suas. E nós vamos assistindo como num circo. Só que o problema é que nós vamos mantendo os palhaços a actuar. E o circo começa a ser grande demais. Cada dia que passa a sensação de impotência vai aumentando. Olhamos para um lado e damos de caras com palhaços, olhamos para outro e vemos os que treinam para ser palhaços. Será que vale a pena continuar a lutar por padrões de integridade e seriedade? A dúvida aumenta, a descrença também.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Talvez esta noite, perto de Viana

Aguarela de Winslow Hommer "A mulher do pescador" 1882

RED BULL em Lisboa

Como não há fumo sem fogo, confirma-se que a prova da RED BULL AIR RACE vai passar a realizar-se em Lisboa. O contrato é feito com o Turismo de Lisboa, entidade que depende do Turismo de Portugal.

Ainda os minaretes

Gosto sempre de ler o Paulo Tunhas.
Há inteligência no que diz e no como o diz. E aprende-se. Não o conheço pessoalmente mas deduzo que é um homem de cultura e de reflexão.
Escreve (ali) umas linhas no jornal i: é sobre minaretes e islamismo.
Mas hoje não consigo concordar com ele. Talvez seja a primeira vez e provavelmente não será a última. Dito isto, continuarei a lê-lo com gosto, mesmo quando o não acompanho.

Momentos


Até quando?

Afirmar a estupidez da direita portuguesa é uma redundância.
Se algum distraído ainda tivesse alguma dúvida a esse propósito, bastar-lhe-ia acompanhar os mais recentes esgares que por aí se fazem a propósito da regionalização.

O Partido Socialista, que apesar de atulado em mecanismos mafiosos ainda não perdeu o oportunismo vivaço que sempre o caracterizou, toma a dianteira no debate sobre a Regionalização sem que a direita seja capaz de formular a esse propósito uma ideia ou uma política minimamente consistente.

O silêncio atrapalhado do CDS/PP e a cacofonia do PSD são confrangedores. Precisam, um e outro, de um par de estalos nas ventas, a ver se acordam e se ganham algum brio.

Às vezes pergunto-me como é possível que um país se entregue a um Sócrates e a sucateiros de trazer por casa. Uma parte da resposta está neste miserabilismo cobarde de uma oposição de direita que foge a 7 pés da arena e se refugia nas tretas e no balofo. A outra parte da resposta está seguramente em nós próprios, cidadãos e eleitores complacentes e acomodados.
Até quando?

terça-feira, dezembro 15, 2009

Se calhar é boato

Consta que o gabinete do Primeiro-Ministro madou retirar do mercado todas as estatuetas-miniatura do Mosteiro dos Jerónimos e do da Batalha.

Pouco barulho!

Ainda ontem disse à minha filha para baixar o som da música ou para pôr os auscultadores e tenho insistido com a Zulmira para que não buzine tantas vezes na ponte da Arrábida.

Acho que todos devemos contribuir para que o Sr. Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República, possa reflectir com a máxima tranquilidade se vai ou não divulgar as escutas entre Vara e Sócrates.
Na semana passada o Sr. Monteiro disse que decidia esta semana mas afinal parece que é só no fim do mês. Eu ajudo o mais que puder e apelo a todos para fazerem o mesmo, ou seja, pouco barulho pois o senhor está a pensar. Mas também apelo ao Sr. Procurador para não abusar: é que tenho aqui um traque para sair e não sei se o aguento até 2010.

Há esperança

Dão hoje a notícia de que o Sr. José Lello foi eleito vice-presidente da Internacional Socialista. Anteontem li que um tal Mário David também fora eleito qualquer coisa num dito PPE.

Isto são notícias animadoras para um meu vizinho. Tem um filho com o síndrome de Down, uma trissomia que causa uma certa debilidade cognitiva. Afinal há esperança.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Uns e outros

Natal

Começa a semana louca dos jantares de natal. Marcados estão 4. Folgo segunda e depois quinta. Isto para já. Sendo que a bem dizer começaram sexta com o do semanário Grande Porto.

A semana do natal para já está livre, aceito por isso convites, e espero dedicá-la a comprar os presentes. Já sei que não vou encontrar o que pretendo oferecer, mas confesso que ainda não estou devidamente estimulado para atacar as compras.

Continuo a jurar que no próximo ano, e esta promessa já tem uns 10 anos, é que vai ser e não dou presentes e vou para o Brasil. Uma vez mais fica adiada essa jura.

domingo, dezembro 13, 2009

Escândalo 1

Via Buzzofias fui dar com este escandalo. Imaginar que um site basico, com utilização de ferramentars "free" custou-nos a todos 99.500€ é de bradar aos céus. Esta adjudicação deveria ser levada a tribunal. E acusados quem apresentou uma conta desta e quem se lembrou de aceitar.

Fuja da mulher

Neste caso é um jogo, no qual fazemos de Tiger Wood a tentar fugir da mulher. Da dele claro. Jogue aqui.

Conversas de Domingo

Òleo de Erik Werenskiold

sexta-feira, dezembro 11, 2009

D. Manuel Clemente

Aí está o prémio Pessoa atribuído a um grande Homem e a um dos maiores e melhores Pastores da Igreja Católica da actualidade.

Dos vários comentários que já li e ouvi destaco o de Luis Filipe Menezes:
-"É um bom exemplo para que outros poderes assumam o siso que teve o júri".

E acrescenta que "é preciso olhar para o papel que a Igreja católica tem na sociedade portuguesa de uma forma mais correcta e mais justa".

É nestas alturas de crise que se destacam aos olhos de todos os mais discretos e, assim, os melhores.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

A RAVE está em "overdrive"...

Percebendo, ou talvez não, que começa a correr seriamente o risco de que lhe aconteça o mesmo que ao aeroporto "jamais", a RAVE desdobra-se em estudos justificativos... ver aqui.

Curioso que não tivessem sido feitos antes...

Reconfortante pensar que a RAVE também é especialista de turismo...

Esperemos que as "externalidades" também abordem o impacto no novo aeroporto e nas auto-estradas de ligação a Espanha ou de ligação da capital ao Norte. Sim, porque não se poupa em petróleo se não houver diminuição de viagens em automóvel e em avião. Estão a ver, não é!?!

É preciso um Portugal melhor. Rapidamente.


Palhaçadas regimentais

A cena de ontem na Comissão Parlamentar da Saúde é pouco dignificante da vida parlamentar. Depois dos corninhos, do juizinho temos agora um palhaço que se acha no direito de dizer piadas em catadupa. Tal como na sala de aulas os professores castigam os que falam para o lado, também aqui é preciso impor alguma ordem e disciplica. Para bem da imagem dos politicos, pois por causa de alguns palhaços fica mal toda a classe.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Interiores


Óleo de Vihelm-Hammershoi "Uma mulher a coser" - 1908

Manadas e mamadas

Nós temos o hábito de funcionar em manada. A primeira preocupação é entrar naquela que nos parece a melhor manada e quando o conseguimos ficamos muito satisfeitos e muito mais tranquilos, pois a orfandade pesa-nos demais.

Cada manada tem o seu pasto e tem os seus bois dominantes (ou vacas, é conforme).
Um dos bois que toca badalo na manada do pasto grande lançou na segunda-feira uma nova pista: o presidente tem de sair da toca e pôr ordem na pradaria, pois há umas manadas tresmalhadas que podem dar cabo disto.

Hoje no JN ouve-se o eco do tal badalo pela pena do bezerro do costume: diz que o problema é do árbitro que terá engolido o apito. Os bezerros precisam de mama e são sempre os mais fiéis seguidores da sua manada. Boa mamada.

MINARETES

Evidentemente que o assunto dos minaretes suíços coloca questões muito sérias em termos de tolerância, xenofobia, racismo, medo, preconceito, liberdade religiosa e reciprocidade - (é claro, Douro, que a questão da reciprocidade não é nem pode ser a pedra angular do tema, mas seja como for não vejo mal nenhum que se lembre que nos países islâmicos também não é fácil construir torres com cruzes). Tudo isto é verdade e deve sobressaltar-nos, mas quem rasga as vestes insurgindo-se contra a decisão da maioria dos suíços também deveria incomodar-se em tentar perceber as razões que levaram a que eles tenham votado no sentido em que votaram. Não me parece suficiente que a questão se resolva acusando os suíços de serem trogloditas medievais de extrema direita influenciados pela campanha do medo. É fundamental que se perceba porque é que muitas pessoas perfeitamente civilizadas e cultural e politicamente evoluídas votaram contra os minaretes. Se não se entender que isto é o nó do problema e não se tentar encontrar soluções a coisa tenderá a piorar por mais iluminados que sejamos todos.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Mais uma machadada

Não perdia um programa da série "Quem sai ao seus". Era fã das ideias do Alex e a Elyse lá ia cumprindo o seu papel. Mas depois de Steven ter saido das cascas ao assumir-se gay agora mais uma machadada. Onde iremos parar? Será que o Tenente Blueberry também me vai desiludir?

Reciprocidade? Foi o que disse?

À pala dos quatro minaretes suíços, que um referendo helvético decidiu que não seriam construídos, desencadearam-se algumas paixões.

Nem a comunidade judaica nem a comunidade muçulmana têm uma presença no nosso país que provoque atritos ou irritações especiais e essas mesmas comunidades, cientes da sua "menoridade", cosem-se pelas paredes e andam de pantufas, satisfeitas de que mal demos por elas. Mas os tempos sendo o que são, é natural que as polémicas que se vivem noutros espaços europeus também mexam com o nosso sentir e soprem sobre os nossos princípios.

O islamismo (bem como o judaísmo) é uma religião tão europeia como o cristianismo. As três compõem o que poderíamos chamar de religiões do ocidente, os monoteísmos mediterrânicos, por antinomia às religiões verdadeiramente orientais, como o hinduísmo, o budismo, o taoísmo e as suas variantes. De alguma forma, o judaísmo está teologicamente mais próximo do islamismo do que do cristianismo, cuja noção de Jesus como filho de Deus lhes era absolutamente inaceitável.

Partilhámos com outros europeus, embora nem sempre nas mesmas épocas ou com a mesma virulência, um anti-semitismo identitário que serviu essencialmente para cimentar uma noção de "nós". Ora, anda por aí uma islamofobia que mais parece um 'remake' daquela necessidade antiga de nos distinguirmos do "outro". O debate lançado em França sobre o que é ser francês bebe nesta ideia de que a afirmação de um povo ou de uma nação se faz pela negativa (não sou isto, não sou aquilo, não sou aqueloutro).

É óbvio que um país tem as suas leis e todo o cidadão lhes deve cumprimento. Seria, todavia, desastroso que, à pala de uns minaretes cuja legalidade ninguém põe em causa, se perca a alma, ou, dito de outra forma, se esqueçam os princípios democráticos da livre convivência e respeito pelo outro.

As recentes declarações (ler aqui) do cardeal Jean-Louis Turain, presidente do Conselho pontifical para o diálogo inter-religioso, soam equívocas quando ele fala na necessidade de reciprocidade de tratamento. Estas matérias não se enquadram em negociações de reciprocidade porque são, a meu ver, questões de princípios e de cultura. Não se troca um campanário por um minarete: que se construa este mesmo se algures proíbem aquele.

e porque recordar é viver...

segunda-feira, dezembro 07, 2009

QUE ME DIZEM A MAIS ESTA DO INGINHEIRO



Não, não é realidade virtual.

E é mesmo verdade porque confirmei no Diário da Republica.

O nosso PM contratou para o seu Gabinete o Sr. Penedos e o mais espantoso é que o despacho tem efeitos retroactivos a 26 de Outubro.

Prosa

Não resisto a partilhar a redacção (que me chegou por email) feita por uma aluna de Letras, que obteve o primeiro prémio num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa. Não sei o nome da autora.



Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.

Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisto a porta abriu-se repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível a uma metáfora por todo o edifício.

Que loucura, meu Deus!

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

A Fundação




Um jornalista confrontou Aguiar-Branco com o facto de a Fundação para as Comunicações Móveis ter a sua génese no governo de Durão Barroso.

Aguiar-Branco respondeu que a “fundação até pode vir do tempo de D. Afonso Henriques, que isso não altera nada”.

Fui ali ver à net e não é que a Fundação vem mesmo do tempo de D. Afonso Henriques?!...

Para Nunca Mais....



um debate historico e onde Mario Soares assume que está a favor que os trabalhadores se mantenham à frente das empresas e com 75% do sector empresarial nacionalizado...

infelizmente alguns eleitores já não se lembram

QUE IMBECIS.....



E o mais espantoso é que ainda ha quem acredite e vote nestes tipos...

DO QUE NOS LIVRAMOS...



Porque os tempos são dificeis e porque importa relembrar o que uns quantos politicos que andam para aí queriam e querem para Portugal...

o meu obrigado ao Funes pela video que nao resisti a postar.

a bem da Nação!!!

Flamengo campeão



O Flamengo é campeão do Brasileirão 2009. Confesso não ser um seguidor habitual das peripécias do campeonato, mas guardo bem na memória a experiência única de ter assistido a um FLA-FLU corria o ano de 1983. A ida ao Maracana foi algo único. Desde ter que apanhar latas de cervejas no exterior para "trocar" pelo direito a comprar bilhete (prática maneira de limpar as redondezas), furar a fila e caminhar por cima dos ferros até ao guichet, ou a olhar com ar incrédulo para água que num dia se sol que caia do piso superior e me ser explicado que era nem mais nem menos do que os brasileiros a aliviar a bexiga, ou num final trágico assistir a uma zaragata feia na qual morreram 2 pessoas. Quanto ao jogo pouco me lembro, pois estava encantado com o espectáculo das bancadas cheias. Posso talvez dizer hoje que sou do Flamengo desde pequenino.

ANMP

Este fim de semana os autarcas reuniram-se em congresso e re-re-re-elegeram Ruas para mais um mandato. Mas esse facto não é o mais importante. Merece destaque, isso sim, o facto de Sócrates ter ido anunciar estágios nas autarquias mas nem uma palavra disse sobre a transferência de competências e de dinheiros. Nem uma palavra sobre a regionalização. Mas esse tem que ser definitivamente o passo a dar, apesar do assobiar para o lado de alguns.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Francisco Sá Carneiro

Francisco Sá Carneiro morreu a 4 de Dezembro, há 29 anos. Vinha a caminho do Porto.

Apesar da diferença de idades, conversei várias vezes com ele, ainda antes do 25 de Abril. Os seus pais eram muito amigos dos meus e ele próprio assessorava juridicamente o meu pai em empresas do sector da produção e distribuição de electricidade e noutras iniciativas. Era essa circunstância que me dava um acesso atrevido ao Dr. Sá Carneiro (nunca o tratei por Francisco, apesar da sua insistência).

Lembro-me de o ter visitado no seu escritório para o convidar para dar uma conferência sobre o problema colonial no Colégio Universitário Pio XII, e isso apesar da resistência do Director de então do Colégio, situacionista dos 4 costados que via em Sá Carneiro uma subversão incómoda.

Nas últimas eleições marcelistas para a então Assembleia Nacional, altura em que ele já batera com a porta e se desiludira com a “primavera marcelista”, tendo-me eu envolvido, na minha militância oposicionista ao regime, numa barafunda com GNRs e certos bufos no decurso de uma acção de agitação e propaganda em terras do Minho, Sá Carneiro aceitou sem hesitação ou reservas ajudar-me caso as polícias do regime me viessem a perseguir ou procurar.

A última vez que estive a sós com ele foi ao fim da tarde do próprio dia 25 de Abril de 1974, uma vez mais no seu escritório do Porto, para onde me fixara reunião para concluirmos um assunto da minha famìlia, na sequência da morte do meu pai no ano anterior. Fomos interrompidos uma série de vezes por telefonemas e recados e era já um fervilhar político que o entusiasmava. Sabendo-me estudante de Direito em Lisboa, questionou-me sobre a extrema-esquerda, adivinhando a minha simpatia juvenil pelo MRPP.

Francisco Sá Carneiro era um senhor e um verdadeiro líder.

Nada a ver com a traineira em que se vem transformando um certo PSD, que se senta sobre o seu nome e a sua memória para navegar e pescar em águas turvas.


Uma traineira no cais


Esboços


Mais 'Rumores'

O "Rumores" de Dezembro já aí está à distância de um click aqui

CADA UM TEM O QUE MERECE

É cómico que para o deputado Ricardo Rodrigues seja um dado adquirido que o Primeiro Ministro mentiu sobre o assunto da TVI. Isso não o preocupa minimamente, o que o incomoda é saber se Manuela Ferreira Leite tinha ou não conhecimento de que o Primeiro Ministro tinha mentido. O deputado do PS ou tem estranhas prioridades ou baixíssimas expectativas relativamente ao Primeiro Ministro.

FARTO DE AVIONETAS ESTOU EU.....



Em Portugal anda tudo num alvoroço por umas avionetas o que me entristece.

Sinceramente estou-me nas tintas para onde vao, minto, por acaso até me importo porque nesse fim de semana ja estava habituado a ter esse incentivo para sair do Porto e ir para outro lado.

Mas o que me entristece é que o Porto perde tempo nestes temas que nao interessam para nada.

A RedBull Air Race é (julgo eu) uma entidade privada e vai para onde bem lhe apetecer e, normalmente, deve-lhe apetecer ir para onde ganhe mais dinheiro e visibilidade.

Se a RedBull Air Race prefere ir para Lisboa ....entao que va.

Agora o Porto chegar a uma dimensao de pensamento tao pequena que poem-se toda a gente a berrar porque perdeu esse brinquedo. Deixem-se de brincadeiras, trabalhem e tenham visao....

Alias gostava de saber de que forma a Camara do Porto e de Vila Nova de Gaia é que trouxeram esse espectaculo para o rio douro....e a que preço? e qual o retorno?

O Porto e a afirmaçao do Porto nao se fazem com estas brincadeiras. é certo que da alguma visbilidade e vida à cidade mas hà coisas bem mais importantes e estrategicas onde se gastar os recursos.

Eu troco de bom grado 10 red bull air races por uma cidade com substancia cultural, com politica cultural.

O que hà no Porto é "fantuxada" para entreter o Povo e ganhar eleiçoes...mas nao contem comigo para esse rosario.

E, se por acaso o RedBull Air RAce fosse estrategico (que nao é!) para as cidades de Porto e Gaia e para a regiao,

entao meus amigos em vez de se porem todos a berrar para o lado berrem contra os incompetentes que foram incapazes de garantir a continuidade do espectaculo na cidade...

e nao me venham com cantigas de que Lisboa e o Governo fizeram tudo para levar esse espectaculo para Lisboa

porque isso é o habitual e quem é lider politico no Porto nao pode ignorar isso quando negoceia um qualquer investimento que considere importante ou estrategico.

Portanto a considerar-se que a permanencia daquele espectaculo na regiao era importante entao puxem as orelhas aos incompetentes que nao foram capazes de por uma clausula no contrato que garantisse a sua permanencia no Porto ou que os impedisse de irem para qualquer outro sitio em Portugal.

é esta incompetencia e falta de visao que nos deve preocupar!

o resto é para entreter e distrair o Povo.

O Porto sempre se afirmou por ele proprio e tem de se afirmar por ele proprio

é esse o exemplo que as empresas privadas do Norte nos dao todos os dias quando sem dependerem do estado central se afirmam no panorama nacional e internacional.

é esse o exemplo que o FCPorto nos da semana apos semana, e ano apos ano.

e é disso que estamos à espera dos lideres politicos da regiao.

Que sejam capazes de ter visao e inteligencia para afirmarem a regiao e a cidade dependendo de nos proprios

a bem da Naçao!!!

Depois da saladinha de frutas


O Sr. Luís, patrão da entidade pública Turismo de Portugal, reage às declarações de Rui Moreira em que este pedia que aquele organismo esclarecesse o seu papel na ida da Red Bull para Lisboa.
E que diz o Sr. Luís?
Diz que o Rui Moreira não mostrou interesse pelo assunto em anos anteriores e que devia resistir à tentação populista.
Ontem já tomáramos conhecimento de declarações idênticas de um quid qualquer que acusava os nortenhos de regionalismo primário e provincianismo bacoco por se revoltarem contra o rapto alfacinha das avionetes malabaristas.
Do meu ponto de vista, estes tiques sobranceiros dos centralistas da capital é que são de um parolismo insuportável. O Rui Moreira e a ACP podiam convidá-los a virem jantar ao norte e à sobremesa, logo a seguir à saladinha de frutas, abríamos uma janela e "lá vai um Miguel".
Eu ajudo.

O risco das autoestradas

Tem andado na baila, graças ao Tribunal de Contas (TC), a questão do "risco" nas parcerias público privadas (PPP) que sustentam as intenções do Governo para construir as obras públicas que, em sua opinião, irão relançar o País.


O TC parece que descobriu que as alterações dos termos dos contratos após a selecção inicial dos concorrentes - esta baseada no preço - são muito desfavoráveis ao Estado (a nós, portanto) pelas compensações introduzidas que eliminam o risco dos privados, ou quase, e aumentam as compensações devidas.

Esta questão é importante por isto: o único elemento de racionalidade nas propostas apresentadas pelos privados, no caso das autoestradas (AE) é o risco que corram de não conseguirem recuperar o investimento se o volume de tráfego verificado não corresponder ao esperado. Ou seja, quando o Estado lança a concurso um determinado troço de AE, estima um certo volume de tráfego. Se o privado não depender do volume de tráfego, não corre nenhum risco. Ou seja, é o rigor na estimação do volume de tráfego futuro que permite calcular o risco do investimento e o retorno esperado. Ou seja, é por essa via que os privados podem estimular o bom senso dos promotores públicos. Ou seja, se não confiarem nas estimativas do Estado, apresentarão propostas em consequência ou, em último caso, nem sequer apresentarão propostas. Ou seja, se o risco for demasiado, não irão investir, não haver nenhuma PPP.

A não ser... que alguém forneça a "fumée".

Que é como quem diz, a não ser que NÓS, perdão, o ESTADO elimine o risco da equação: basta "recompensar" financeiramente, e suficientemente, a "disponibilização da infra-estrutura (AE)". Ou seja, aumentam-se as compensações à PPP o suficiente para esta "aceitar" correr o risco de investir. Ou seja, 7,5% ao ano não chega!?, não tem mal, oferece-se 8%; ah, ainda não chega... e que tal 8,3% (e assim sucessivamente).

Quer dizer, eliminando o risco da equação, do que se trata é de formas do Estado dirigir o investimento privado para as obras públicas, desviando-o de outros projectos porventura mais rentáveis (seguramente projectos onde as empresas sopesassem o risco e o retorno por critérios de racionalidade económica) e secando o crédito disponível na economia...

As PPP, por seu lado, ficam com um risco menor: o da falência da República. Que é muito remoto apenas porque NÓS cá estaremos para o impedir. Como!? Pagando mais impostos. Simples e eficaz.

É por tudo isto e muito mais que faz falta o Conselho Superior das Obras Públicas. Que o Parlamento deveria assumir mais responsabilidades na "fiscalização e acompanhamento" dos grandes investimentos em infraestruturas. Que devíamos ser mais exigentes com o que fazem das nossas perspectivas futuras (visto que o investimento é a única forma conhecida de aumentar essas perspectivas, quando tenha retorno suficiente, mais do que a poupança).

É que a nós, quando "tivermos de pedir a suspensão das funções", ninguém nos irá assegurar que continuaremos a receber. Pela nossa disponibilidade, naturalmente.

É preciso um Portugal melhor. Com urgência.

Se não viram...vejam....

Afirma Pereira

não obstante a habitual distorção da história e perspectiva tendenciosa, como digo, não obstante isso é um excelente filme, com bons actores, passado em Lisboa e com uma banda sonora do enio morricone e voz da Dulce Pontes.

SAUDADES DESTE MAR...

quinta-feira, dezembro 03, 2009

A conversa do lado

No Café Majestic em Janeiro de 2011. O Funes, aqui

Um escuro claro


A Lua afasta-se anualmente cerca de 4 cm da Terra. È por isso que chegarà o momento (mas ainda falta um pedaço) em que não mais se poderà assistir a um eclipse total do sol.

Porque razão “foge” a Lua da Terra?
È um bocado complicado para um leigo como eu dar uma explicação inteligìvel, mas esse alargar progressivo da òrbita da Lua à volta da Terra resulta de um fenòmeno ligado às marés e às forças gravitacionais que se exercem mutuamente entre os dois planetas e que, por causa da diferença de velocidade da rotação da Terra (24h para uma rotação completa) comparada com a velocidade da translação da Lua à volta da Terra (cerca de 27,5 dias para uma òrbita completa), ‘devolvem’ à Lua uma força que a afasta, ao mesmo tempo que trava a rotação da Terra (nos pròximos 100 anos o dia serà mais longo 2 milésimos de segundo).

Parece confuso? Claro que não é claro, mas é isso que me fascina nestas noites lìmpidas e frias em que parece que nada muda. E é também por isso que gosto de pôr o nariz no ar e olhar aquele ‘escuro’. È um escuro mais vivo que os vivos-mortos em que tropeço no dia-a-dia.

Quando Portugal despertar





Este video estava aqui no rosa dos ventos...

e porque é fantastico

e porque a lingua é o que verdadeiramente nos distingue... é a nossa identidade, é o unico elemento que verdadeiramente distingue os povos segundo Eduardo Lourenço

pena é que os sucessivos governos não vejam na nossa lingua o aspecto estrategico mais importante da nossa afirmação no mundo

e, por tudo isto e por muito mais aqui fica este magnifico momento de lusofonia

a bem da Nação!!!

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Desemprego II


O João mais abaixo aponta algumas das razões que nos deveriam preocupar para combatermos mais do que o desemprego a estagnação da nossa economia.

Muitas são as causas do nosso atraso mas uma apetece-me destacar usando do analogismo com o futebol: concorrência. E a concorrência aplica-se ao trabalhador e à empresa.

Numa equipa de futebol se um jogador souber que existe outro a lutar pelo seu lugar no onze dá o litro. Caso contrário começa a arrastar-se no campo. Nas empresas é igual.

E uma equipa num campeonato aberto e no qual o árbitro não desiquilibra acaba por se exceder e aplicar-se ao máximo. Nas empresas é igual.

Mas o que temos nós em Portugal:
a) a dificuldade em despedir coloca os trabalhadores num patamar de comodidade grande e pode mesmo fazer de "maça podre" e contaminar as boas. Imagine-se ainda um cenário mais catastrófico:

A empresa X entra num processo de perda de clientes e a crise do mercado leva a que não necessite de todos os empregados que detém. Bastava despedir um para controlar os custos e manter o nível de serviço aos clientes. Só que despedi-lo é quase impossível. O resultado pode ser que a empresa entre em processo de prejuizo constante e não conseguir dar a volta.

b) temos um estado interventor, participante e ao mesmo tempo árbitro. Ao menos isso no futebol não acontece.

Hoje um juiz supremo do tribunal "qualquer coisa" da CEE veio dizer que "golden share" do estado tuga não é legal. Agora falta saber se o tribunal toma essa decisão ou se fica apenas pela opinião pessoal do seu presidente. Mas mesmo que fique sem umas golden o estado português tem tentáculos muito grandes.

O caminho a percorrer está dificil. Haja quem tenha paciência para o desbravar.

Vara, a caução e o disparate nacional

Armando Vara ficou a saber que tem uma caução de 25.000 euros para não dar com os costados na pildra. Nem precisa de mandar robalos, é só um chequezito.

Logo o PS abriu mais uma jornada do campeonato do disparate nacional.

A paciência do povo vai acabar, ai vai vai.

Regionalista pelas piores razões

A Red Bull Air Race vai para Lisboa porque o governo está a negociar com os seus organizadores este cenário. Pelo que tenho lido nada mais convida a esta solução, o douro é melhor para o espectáculo pelas margens estreitas, há uma pista de aviação muito perto (improvisada no Parque da cidade) e tem havido muita adesão do público (números impressionantes de centenas de milhares de pessoas). Apenas um senão para o tempo que pregou uma partida na ultima edição mas que nada garante que não aconteça o mesmo em Lisboa.

Mais uma vez o governo centraliza em Lisboa tudo o que pode. O país já é pequeno mas para os nossos governantes ainda é mais pequeno.

É por isso que eu me estou a transformar num regionalista que nunca fui. Pelas piores razões.

Cuidado com as prendas

Desemprego

10,2%. A "barreira psicológica" dos dois dígitos foi ultrapassada. Temos o 5 pior registo da UE. E que lemos, vemos e ouvimos de reacções a isto? Apenas que a culpa é do governo, que a Seg. Social devia actuar mais, que não há politicas de emprego (vulgo o estado dar mais empregos), etc.

Provávelmente será isto que vai ser feito nos próximos tempos e quando a taxa descer 0,2% ou mesmo estabilizar virá alguém dizer que as politicas adoptadas estão a dar resultado.

Desculpem-me se vou ser pouco sensível mas o problema não é o desemprego. O desemprego é um resultado e só se altera um resultado se se atacar a causa (ou causas).

A causa é a nossa cada vez mais reduzida competitividade. Isto é, as empresas portuguesas têm cada vez mais dificuldades em produzir produtos e serviços em melhores condições de qualidade e preço que as empresas estrangeiras. Em especial em preço.

E o preço é função dos custos de produção directos como matérias primas, taxas de juro, Pessoal e indirectos como produtividade.

A qualidade é a capacidade de as empresas diferenciarem positivamente os seus produtos e serviços. Para isto contribui essencialmente a capacidade de inovar e a capacidade de fazer bem.

Por isso a nossa preocupação deveria ser criar condições para que os custos de produção sejam os mais baixos possíveis com a maior inovação e qualidade. Isto transforma em completo o discurso e a prática politicas. Não tem nada a ver com esquerda ou direita, embora a extrema esquerda deteste isto. Tem a ver com uma situação económica péssima do pais que esta crise ainda agravou mais.

Deviamos estar a preocupar-nos exclusivamente com isto e tudo o que isto implica (educação, fiscalidade, peso do estado, etc). Mas parece não ser assim...

GREAT SPEECH

ONCE MORE
THE WORLD IS IN DEBT

THANK YOU US TROOPS
THANK YOU MR. PRESIDENT
THANK YOU AMERICA

terça-feira, dezembro 01, 2009

1º de Dezembro 2012

O título não está errado. É apenas futurologia. No passado ano de 1628 a cidade do Porto foi a primeira a levantar-se contra o dominio dos Filipes, em concreto por causa de um imposto. Esse levantamento ficou conhecido por "Motim das Maçarocas". Nos dias de hoje os motivos de levantamento são muitos. O que me parece é que a fibra das gentes do Porto já não é a mesma. Mas nunca se sabe.

Hoje há foguetes e anões sentados

Òleo de Velasquez "O anão Sebastian de Morra" - 1644

O novo advento


Hoje caí da cadeira.
Ainda estou para saber se foi ela que se partiu ou se foi alguém que me empurrou.
O certo é que estava a ler o artigo do Paulo Rangel no "Público" de hoje sobre o Tratado de Lisboa.

Parece que todas as críticas ao dito tratado são "fáceis e simplistas". Parece ainda que o facto de ser difícil interpretar as suas disposições é, afinal, uma coisa óptima, pois dá espaço para a criatividade e a flexibilidade de soluções. E quem o diz é o mesmo que noutros fóruns acha que o programa "Better Regulation" é uma medalha no peito da Comissão Barroso. Mas não: a nova tese é de que "a complexidade do tratado abre espaço à democracia". É caso para dizer 'Bom-dia à confusão legislativa, mãe imaculada da política'

Sentei-me na cadeira, mas não demorou nada para novo trambolhão. É que uma tal chamada "tecno-estrutura" vai dar agora lugar a uma nova transparência, visibilidade, controlo, e mesmo(sim senhor) democracia. Então não é uma maravilha? Mas como é esse salto? Ai isso não se diz, mas segundo o autor é por causa de um "drive" e de um "input" político à vida da União. Nem mais.

Julguei que se me amarrasse à cadeira não mais nos separaríamos. Ilusão minha. É que faltava a estocada final do Rangel: dúvidas de soberania? Isso é tudo conversa de velhos. O que importa é estar lá dentro e isso da independência é chão que deu uvas. O 1° de Dezembro, dia da Restauração, marca este novo advento: de portugueses passamos a europeieses.

Estas flores do Paulo Rangel começam a cansar-me e acho que mudo de cadeira.

GUTEN MORGEN EUROPE.....



PRIMEIRO DIA DO TRATADO DE LISBOA...

acordei às 08h40m...levantei-me, tomei banho, lavei os dentes, fiz a barba, vesti-me, apanhei o autocarro, entrei no Tribunal às 09h15m...tomei o pequeno-almoço, subi ao meu gabinete onde pousei o sobretudo e o chachecol, peguei no dossier e fui para julgamento.

Terminei o julgamento por volta do meio dia seguido de uma breve troca de impressoes subi novamente ao meu gabinete vi os e-mail da manha, espreitei o nortadas e escrevi este post. Olhei para a janela do meu gabinete e tudo na maior das calmarias...

pela amostra e até agora aparentemente nada mudou para o comum dos mortais....

mas como se diz....as aparencias iludem.

JA É TEMPO ...



Depois de amealhar mais uma derrota avassaladora o Bastonário da Ordem dos Advogados não pode continuar indiferente às sucessivas derrotas que tem tido no seio da Ordem dos Advogados.

Já é tempo do Bastonário perceber e mudar porque essa é a unica atitude inteligente e democrática.

Não perceber o que representam estas derrotas e as criticas que os seus pares lhe fazem e insistir pelo mesmo registo é o pior serviço que o Dr. Marinho Pinto pode fazer à Ordem dos Advogados, aos Advogados, ao prestigio da Advocacia e a ele mesmo.

A Justiça e a Advocacia vivem tempos particularmente dificeis que para se enfrentarem importa ter uma Ordem unida e um Bastonário respeitável e respeitado por todos.

É esse o caminho que é necessário percorrer

a bem da Nação!!!!