Mostrar mensagens com a etiqueta Fundações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundações. Mostrar todas as mensagens

sábado, agosto 04, 2012

...e já agora observem os Observatórios


Observatório do medicamentos e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório da doença e morbilidade
Observatório vida
Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas
Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria
Observatório sub-regional da Batalha
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça
Observatório estatístico de Oeiras
Observatório da criação de empresas
Observatório do emprego em Portugal 
Observatório português para o desemprego 
Observatório Mcom
Observatório têxtil
Observatório da neologia do português
Observatório de segurança
Observatório do desenvolvimento do Alentejo
Observatório de cheias
Observatório das secas
Observatório da sociedade de informação
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da qualidade dos serviços de informação e conhecimento
Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das artes e tradições
Observatório de festas e património
Observatório dos apoios educativos
Observatório da globalização
Observatório do endividamento dos consumidores
Observatório do sul Europeu
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal 
Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório para as crenças religiosas
Observatório dos territórios rurais
Observatório dos mercados agrícolas
Observatório dos mercados rurais
Observatório virtual da astrofísica
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais
Observatório da segurança rodoviária
Observatório das prisões portuguesas
Observatório nacional dos diabetes
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira
Observatório estatístico
Observatório dos tarifários e das telecomunicações
Observatório da natureza
Observatório qualidade
Observatório quantidade
Observatório da literatura e da literacia
Observatório nacional para o analfabetismo e iliteracia
Observatório da inteligência económica
Observatório para a integração de pessoas com deficiência
Observatório da competitividade e qualidade de vida
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório das ciências do 2º ciclo
Observatório nacional da dança
Observatório da língua portuguesa
Observatório de entradas na vida activa
Observatório europeu do sul
Observatório de biologia e sociedade
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório médico
Observatório solar e heliosférico
Observatório do sistema de aviação civil
Observatório da cidadania
Observatório da segurança nas profissões
Observatório da comunicação local
Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório urbano do eixo atlântico
Observatório robótico
Observatório permanente da segurança do Porto
Observatório do fogo
Observatório da comunicação (Obercom)
Observatório da qualidade do ar
Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais Observatório europeu das PME
Observatório da restauração
Observatório de Timor Leste
Observatório de reumatologia
Observatório da censura
Observatório do design
Observatório da economia mundial
Observatório do mercado de arroz
Observatório da DGV
Observatório de neologismos do português europeu
Observatório para a educação sexual
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório europeu da sismologia
Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório da caça
Observatório da habitação
Observatório Alzheimer
Observatório magnético de Coimbra

terça-feira, março 23, 2010

O nosso Oriente


Em Portugal abundam fundações para isto e para aquilo.
As que se encostam ao Estado ou dele provêem são um poiso privilegiado para reformados do regime ou servem de garagem para os que precisam de se repousar de algum cargo ministerial. Muitos se pelam por uma poltrona dessas, que muitas das vezes fazem parte da boa mobília de palacetes bem confortáveis.

Há bons exemplos de fundações que têm uma actividade importante e meritória, como é o caso da Fundação Serralves. E há os exemplos daquelas fundações que já nem se percebe o que é que andam a fazer para além de recolherem isenções e subsídios de entidades públicas e de servirem de escritório ou de plataforma para interesses pessoais. Em tempos e a este propósito falei no caso da Fundação Eng° António de Almeida, no Porto.

A Fundação Oriente, uma coisa criada e apadrinhada pelo PS do Mário Soares na época em que este tinha a sua gente a gerir Macau, tem um site que, para não fugir à regra, ainda não disponibiliza as contas de 2009, pelo que só se podem conhecer as de 2008. E o panorama é preocupante: o saldo negativo de cerca de 3 milhões e meio de euros em 2007, salta para um negativo em 2008 de mais de 19 milhões: as despesas quase triplicaram e as receitas diminuíram, mas isso não obstou a que estas contas sejam impressas num relatório de luxo que mais parece um catálogo da Sotheby's e que deve ter custado os olhos da cara.

Entretanto, os órgãos estatutários recebem perto de 1 milhão, quase tanto como os salários de todos os 75 empregados, mas a isto ainda é preciso somar não sei que mais seguros, remunerações adicionais, fundos de pensões, encargos adicionais e outras 'despesas com o pessoal', numa multiplicação de rubricas que só serve para nos deixar espantados com tanta "clareza e transparência". Ah, e é preciso acrescentar ainda os planos complementares de reforma para os… senhores administradores.

Reconhecem os nomes? Um deles, pelo menos, bem precisava desse complemento de reforma: trata-se do curador Stanley Ho, aquele senhor que uma certa esquerda e uma certa imprensa tuga sempre trouxe nas palminhas das mãos, mas a quem os australianos recusaram licenças de gestão de casinos e que os americanos do Estado de New Jersey consideram ter ligações umbilicais às tríades (máfias) 14K e Sun Yee On chinesas e aos norte-coreanos, proibindo a sua filha de comprar hotéis em Atlantic City. Confirme ali.
Nós temos o 'benemérito' do pai, mas não nos podemos queixar pois há outras filhas de outros pais que um destes dias também pousam num qualquer órgão estatutário de uma qualquer fundação. Prà fichete, claro.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

A Fundação




Um jornalista confrontou Aguiar-Branco com o facto de a Fundação para as Comunicações Móveis ter a sua génese no governo de Durão Barroso.

Aguiar-Branco respondeu que a “fundação até pode vir do tempo de D. Afonso Henriques, que isso não altera nada”.

Fui ali ver à net e não é que a Fundação vem mesmo do tempo de D. Afonso Henriques?!...

terça-feira, junho 16, 2009

Fundação Luso-Americana


A Fundação Luso-Americana é uma fundação privada, mas foi totalmente alimentada com dinheiros públicos, repartidos em partes iguais entre contribuições do governo dos Estados Unidos e dinheiros públicos fornecidos pelo Estado português. Até 1998, o governo português entregara à Fundação perto de 85 milhões de euros.

Apesar de já estarmos no segundo semestre de 2009, o último relatório e contas disponível no site da fundação refere-se a 2007. Fazendo fé em tal relatório, o activo monta a 134 milhões de euros ao qual se deve somar o valor das luxuosas instalações em Lisboa, então avaliadas em 12 milhões de euros. Ao que parece, gere uma carteira de títulos que só em 2007 terá rendido perto de 5 milhões de euros.

Tem um Conselho Directivo de 9 membros, integralmente nomeado pelo primeiro-ministro.
Tem um Conselho Executivo de 3 membros, cujo presidente é nomeado pelo primeiro-ministro. Pelo menos estes 3 são remunerados e, ao que parece, principescamente.
Tem um Conselho Consultivo de 10 membros.
Tem 5 ou 8 Directores e um Secretário-Geral.
Diz ter um total de 34 colaboradores, ou seja, um ratio de quase um empregado por gestor.
Gastou em 2007 pelo menos 2.250.000 euros em despesas com pessoal e pagou serviços ao exterior no valor de 685.000 euros.

Tem uma colecção de arte de cerca de 900 peças, 2/3 das quais são coisas em papel, e chamo-lhe 'coisas' porque na minha desajeitada opinião e à luz do que mostram no site, eu não queria nenhuma delas em minha casa nem dada, mas eu sou um bruto e um ignorante, portanto, adiante.

Mas o que me faz mais confusão é tentar perceber porque é que com tanto dinheiro e tanta gente à cabeceira deste palácio e desta generosa obra foi preciso suspender este ano:

a) O Programa de bolsas C&T papers para apresentação de Comunicações em Conferências no Estrangeiro;
b) O Programa de bolsas para desenvolvimento de redes de investigação Portugal - Estados Unidos;
c) O Programa de atribuição de bolsas para estágios e investigação com mais de 2 meses.

Se dispensassem alguns dos membros dos Conselhos ou alguns directores talvez poupassem qualquer coisa e mantivessem a razão de ser. Quais são afinal as prioridades desta fundação?

sexta-feira, maio 29, 2009

quinta-feira, março 26, 2009

Abram as janelas!


A Fundação Eng° António de Almeida tem sede no Porto e passa por ser uma das principais fundações do burgo, senão mesmo do norte do país.

A Fundação tem um site na net. Ao que parece, o site está escrito em 4 idiomas, embora eu tenha dúvidas, ao verificar a qualidade das versões, sobre a que línguas estrangeiras se refere. Adiante.

Vale a pena conhecer o site. É, a meu ver, um óptimo exemplo pela negativa. Porquê? Ora vejamos:

a) Nada sobre os fins da fundação; nada sobre os seus estatutos, objectivos ou preocupações;
b) Nada sobre um eventual plano de actividades a curto, médio ou longo prazo, excepção feita ao calendário de utilização das salas no mês em curso;
c) Nada sobre o seu organigrama, os seus corpos directivos, o seu pessoal, excepção feita à indicação do seu presidente;
d) Nada sobre as suas contas, as suas receitas, as suas despesas, o seu orçamento e eventuais subsídios;
e) Percebe-se que distribui prémios (178?), mas nada sobre quem os recebeu, quando os recebeu, nada sobre o que serão os ditos prémios (bolsas, passes?);
f) A lista de publicações inclui cento e tal obras da mais variada e desencontrada índole, de que se desconhecem as datas e os preços; quanto às 3 revistas que menciona, devem ter-se finado há muitos anos, com o escudo.

Tudo em branco, portanto, ou seja a mais completa opacidade, a não ser talvez a mensagem subliminar e implícita de “circulem que não há nada a ver” ou “não nos chateiem”.

De interesse, fica-se a saber que, entre outros eventos para Março, vai haver uma acção de formação para transformar executivos em lideres, bem como uma outra acção de formação de técnicos de apoio à vítima (“novas oportunidades”?). Se calhar são dirigidas para os da casa. Mais valia darem cursos de pin-pong chinês.

Em resumo, a Fundação Eng° António de Almeida aluga salas.
Está visto. Tanto mais que, como diz na página de entrada, está num local privilegiado, perto das auto-estradas e tem bom parqueamento. Confirme na planta.

O Eng° António de Almeida merecia melhor, muito melhor.