
O João mais abaixo aponta algumas das razões que nos deveriam preocupar para combatermos mais do que o desemprego a estagnação da nossa economia.
Muitas são as causas do nosso atraso mas uma apetece-me destacar usando do analogismo com o futebol: concorrência. E a concorrência aplica-se ao trabalhador e à empresa.
Numa equipa de futebol se um jogador souber que existe outro a lutar pelo seu lugar no onze dá o litro. Caso contrário começa a arrastar-se no campo. Nas empresas é igual.
E uma equipa num campeonato aberto e no qual o árbitro não desiquilibra acaba por se exceder e aplicar-se ao máximo. Nas empresas é igual.
Mas o que temos nós em Portugal:
a) a dificuldade em despedir coloca os trabalhadores num patamar de comodidade grande e pode mesmo fazer de "maça podre" e contaminar as boas. Imagine-se ainda um cenário mais catastrófico:
A empresa X entra num processo de perda de clientes e a crise do mercado leva a que não necessite de todos os empregados que detém. Bastava despedir um para controlar os custos e manter o nível de serviço aos clientes. Só que despedi-lo é quase impossível. O resultado pode ser que a empresa entre em processo de prejuizo constante e não conseguir dar a volta.
b) temos um estado interventor, participante e ao mesmo tempo árbitro. Ao menos isso no futebol não acontece.
Hoje um juiz supremo do tribunal "qualquer coisa" da CEE veio dizer que "golden share" do estado tuga não é legal. Agora falta saber se o tribunal toma essa decisão ou se fica apenas pela opinião pessoal do seu presidente. Mas mesmo que fique sem umas golden o estado português tem tentáculos muito grandes.
O caminho a percorrer está dificil. Haja quem tenha paciência para o desbravar.