Mostrar mensagens com a etiqueta mario soares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mario soares. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Os submarinos


Não consigo deixar de pensar nisto. O processo dos submarinos foi agora arquivado pela Justiça.
Na Justiça, como na Comissão Parlamentar de Inquérito, Portas não foi arguido, Portas não foi acusado, Portas não foi pronunciado e muito menos condenado. Foi apenas e só testemunha diligente e cooperante, nada mais. 
Já há uns anos os funcionários e o tesoureiro do CDS tinham sido rigorosamente absolvidos, é pertinente lembrá-lo agora.
Perderam os que insinuaram e vilmente difamaram. 
Fosse Portas da qualidade dos que o perseguem, e quem estaria a braços com a Justiça, seria Ana Gomes, Soares e o resto do gang. 
E de pouco lhes valeria declararem-se inimputáveis.
Imagino que, tal como o Tridente e o Arpão, submergirão porque é lá no fundo que repousa o lixo onde tanto gostam de chafurdar.

quarta-feira, outubro 01, 2014

Il Gattopardo




Estas primeiras 48 horas do novo Partido Socialista mostram-nos que nunca esteve tão velho como hoje. A velha aristocracia do Rato deu um chega para lá aos arrivistas da província, e Lisboa mostrou quem manda e porque manda. O friso dos pais do PS, tão bem captado num retrato que circula por aí, confunde-se com o epíteto da moda, eles parecem ser mesmo os donos daquilo tudo, e incomodam-se supinamente com o povo tresmalhado quando não são os donos disto tudo. 
Costa, alegre e saltitante, propõe-se federar as diferentes clientelas, a arranjar um lugar à mesa para as diferentes famílias. Já terá começado lá dentro, para reunir forças para o fazer cá fora; às nossas custas. É o ardiloso Príncipe de Falconeri, convenceu a aristocracia e a clientela do Rato que era preciso mudar tudo para que tudo pudesse continuar na mesma. E assim se fez.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Não tenho emenda, fiquei entre o perplexo e o incrédulo com a notícia de uma carta de apoio ao povo grego assinada por Mário Soares e Almeida Santos. Eu sei, eu sei. Já não me devia surpreender.

O povo grego que estes senhores apoiam, é o povo dos telejornais, o povo da revolta; não me parece que seja o povo grego que compreende o beco sem saida onde chegou, que condena o cenário de guerra das ruas de Atenas, que aspira a um futuro com honra para o Estado.

Estes senhores estão solidários com povo grego que não aceita descer para um salário mínimo 50% superior ao português, que se recusa a perder regalias sociais extravagantes, que defende abertamente que devem ser os outros a pagar os desmandos do seu modo de vida, um povo que acredita que a melhor via é não honrar os compromissos dos estado, por fim, um povo que participa, ou vê com complacência, a violência nas ruas, as pilhagens, o caos.

A idade pode explicar muita coisa, mas a dois homens que já ocuparam os dois mais altos cargos da hierarquia do Estado, podemos e devemos exigir um módico de recato que não nos envergonhe, já nem peço bom senso e respeito pelos portugueses.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Mário Soares

Nunca me lembro de ter estado de acordo com Mário Soares em algum momento dos últimos 25 anos, apesar de ele já ter defendido quase tudo e o seu contrário. Obviamente, não esqueço a importância da sua opção preferêncial pela democracia num momento difícil da nossa história recente, nem a sageza da eleição da America como aliado estratégico nos idos de 74/75.
Vem isto a propósito da publicação do seu último livro e do seu último manifesto.
O livro é, evidentemente, um exercício de selecção de memória, um retrato conveniente, uma ode à grandeza com que o próprio Soares se vê.
O manifesto é um recado ao PS e à esquerda, não fala ao país, nem ao portugueses directamente, mas condiciona os que ainda representam cerca de 40% dos portugueses.
Aos 87 anos, é notável como Soares ainda influencia uma área importante da vida política portuguesa. É o verdadeiro aristocrata da república de que se sente herdeiro varão.
Com a personalidade do verdadeiro aristocrata republicano, Soares nunca cuidou de ter em conta a resposta pelos seus actos, sempre viu a coerência como coisa parola de quem tem algo a provar, interpretou sempre o tempo presente com oportunidade e do passado usou sempre apenas o que lhe foi conveniente.
Soares flui pela vida, e ao longo dos tempos, extraindo o melhor de cada momento: o luxo e a opulência a que nunca se coibiu, nem lhe foi sancionado, a presença permanente no topo da vida política, o culto dos seguidores e a vingança impiedosa aos inimigos.
Pois é, são imensas as patetices que diz, mas nunca por patetice.
Não é um homem admirável, mas ter chegado até hoje na forma em que chegou faz dele um personagem invejável.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Para Nunca Mais....



um debate historico e onde Mario Soares assume que está a favor que os trabalhadores se mantenham à frente das empresas e com 75% do sector empresarial nacionalizado...

infelizmente alguns eleitores já não se lembram