Quarta-feira, Julho 07, 2010

TIC TAC

Depois de Portugal, foi o Paraguai e agora a Alemanha. A que todos diziam ser imbatível foi claramente capaz de aguentar o habitual jogo espanhol, de bola a correr entre os jogadores e que obriga os adversários a correr atrás do prejuizo. Pois parece que fomos derrotados pelos futuros campeôes do mundo. Aguardemos pela opinião do polvo.

RED BULL

Red Bull dá-te asas.......e assim voaram daqui para fora que este país de doidos não dá garantias a ninguém.

Vitalino

Quem ouve Vitalino Canas sofre mais que no WC. Esta adaptação da música dos Táxi é o retrato fiel do porta voz do PS. Assim é fácil explicar porque os portugueses se afastam cada vez mais da politica. Nunca aparece a defender uma ideia mas exclusivamente a atacar os seus adversários. Paciência é o que temos.

Para o conforto do seu pézinho

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Dúvidas

Tenho, como provavelmente outros terão, muitas dúvidas sobre muitas coisas. Algumas das minhas dúvidas só com fé se ultrapassam. Claro que gostava de ter mais fé, porque às vezes ainda tenho hesitações.

Por exemplo: a noção de infinito (temporal) não é fácil. Como dizia há dias o Luís (com 6 anos) eu percebo o infinito para o futuro, mas para o passado já não consigo bem...

Também não percebo bem essa coisa do "acelerador de partículas", que serve para mostrar o começo do mundo (ou do universo...).


Há outras coisas, mais terrenas, que também me deixam intrigado. Por exemplo a electricidade, ou o norte magnético (para onde apontam as bússolas). Ou as marés. Ou as eclusas no Canal do Panamá (do Oceano Atlântico para o Pacífico há um desnível de uns 30 metros...).

Mas sobre estas coisas leio e aceito as explicações.

Mas sinto que ainda preciso de ajuda para entender o que são ao certo duas outras coisas de que se fala muito: a ética republicana e o neo-liberalismo.

Comprar um filho

Todas as notícias (enfim, quase todas) rodavam ontem em torno da nova de Cristiano Ronaldo ser pai.

Soube-se assim que uma mãe anónima (!!!!!) "deu" um filho a Cristiano Ronaldo. O filho veio da América e foi para o Algarve com a avó (!?) por ser mãe do dito pai.

Cristiano Ronaldo, entretanto, ainda não conheceu o filho, porque estava a tratar de assuntos futebolísticos.

Dito de outro modo, mais inteligível para mim que sou simples: Cristiano Ronaldo encomendou um filho, pagou-o e mandou-o entregar a casa. Quando puder, vai lá ver se gosta da encomenda.

A pergunta que fica é: e se não gostar, pode mandar trocar???

Nos tempos que correm, se calhar, a resposta certa é: sim, pode.

Segunda-feira, Julho 05, 2010

Selecção mundial

Caimmos aos pés de espanha num jogo que nos estava a correr bem. Algumas notas finais, de um treinador de bancada:

- não compreendo a utilização do ricardo costa como defesa direito. Não era preferível Miguel que até conhece bem o Villa pois jogam juntos no Valência?

- não compreendo a utilização de Pepe em detrimento de Pedro Mendes. Com este a selecção ganha mais jogo, mais consistência de ataque pois liberta Tiago e Raul Meireles.

- não compreendo a substituição de Hugo Almeida por Danny. Deveria ter sido Simão a sair, pois como disse Mourinho ele não estava a ajudar na defesa como deveria e no ataque nada se lhe viu.

- não compreendo porque Ronaldo não rende na selecção. Uma questão de tática da equipa? uma questão de mentalidade do craque português? Queirós conhece-o como ninguém pois foi ele quem o fez explodir no Manchester.

apesar disto tudo diria que não é de pedir a cabeça de Queirós. O que precisamos isso sim é de olhar para o que temos que fazer ao nível das selecções e do futebol nacional no seu todo.

basta olhar para as equipas portuguesas e perceber que o campo de recrutamento é reduzido. só encontramos brasileiros, malta de leste e uma série grande de nacionalidades e muito poucos "tugas".

E depois querem o quê?

nota final: se for verdade que Madail sondou Aragonês para treinador da selecção nacional o caminho só pode ser um, Rua. Que vá junto com as acções da Vivo.

Sociedades

O tema quente do negócio Vivo veio demonstrar três coisas:

- que negócios com espanhóis são sempre maus negócios
- que o governo, este e outros, sempre fez o que quis na PT
- que a defesa dos centros de decisão defendida pelos empresários portugueses é tanga

o mundo não acaba aqui, e dentro de uns dias a vivo será vendida aos espanhóis que espero tenham vergonha na cara e saiam da administração da PT.

e que acabem as ladaínhas a favor de negócios com "nuestros hermanos". Ainda não aprenderam? Xi, que são duros.....

Ultraliberal vs Demagogia Barata

As reacções dos partidos e da generalidade da opinião publicada em Portugal ao veto do governo a Venda dos 30% que a PT detém na Vivo a Telefonica contrastam com as reacções fora do Pais.
Em Portugal não ouvimos um único partido contra a atitude do governo. Tivemos apenas a reacção do PSD que considerou "ilegal" a tomada de posição do Estado na Assembleia Geral da PT. Ficou claro que o PSD faria o mesmo (de forma diferente) se fosse governo.
No estrangeiro as reacção foram as opostas. A começar por se colocar em causa as "golden Share" (ou quaisquer direitos especiais do Estado sobre empresas privadas) a continuar com uma avaliação diferente sobre o "objectivo estratégico" desta operação.
Muitos dirão que é o nacionalismo que leva a estas reacções. E eu compreenderia se apenas as tivesse lido na imprensa espanhola. Mas li-as na imprensa inglesa e na Americana de igual forma.
Mas vamos ao negócio. Simplificando, a PT e a Telefónica são "sócias" em partes iguais na Vivo que gerem em conjunto. Pelos vistos esta gestão em conjunto não é do agrado de, pelo menos, uma das partes (a Telefónica). Esta é a razão da oferta de compra.
Inicia-se a negociação de preço. Com a PT sempre a dizer que não vende. Mas, a certa altura, o preço começa a ser bom e a Administração da PT sente que não pode manter esta posição sozinha porque a mesma afecta o valor da PT. Por isso chama os accionistas a pronunciarem-se em Assembleia Geral. De notar que são os accionistas que arriscaram o seu capital. Nessa AG a esmagadora maioria dos accionistas diz que sim ao negocio e vem o Estado e chumba-o.
Foi isto que aconteceu. Pelos vistos é estratégico para o Estado que a PT faça a gestão de uma participada no Brasil em conjunto com um "sócio" que não o quer fazer. De notar que as empresas que foram gerias por sócios que não se entendiam, ou saiu um deles ou já não existem.
Pelos vistos o Estado considera que a única hipótese de internacionalização da PT (essa sim poderá ser estratégica) é a Vivo no Brasil. Não há outros mercados e outras empresas.
E a cereja em cima do bolo é que aceitar que os accionistas decidam o que fazer do futuro da empresa em que participam é ultra liberal, segundo Sócrates.
Sócrates está a marcar o Bloco de Esquerda. Acha que é pela esquerda que pode perder o PS. E vai ser pela esquerda que vai governar.
A decisão de "vetar" a venda da Vivo é apenas isto, politica barata. Sócrates mostrou ao País que é um governante que defende o interesse público (mesmo que ele não exista) intervindo numa empresa privada, á boa maneira Marxista. O Estado é que manda e o mercado é bom apenas quando convém.
Infelizmente estamos num país que continua a gostar de ser guiado pelo Estado, pelo subsídio e pela "cunha" dos amigos "influentes". Por isso Sócrates até terá ganho uns votos.
Não nos poderemos queixar...

Os culpados do costume

No regresso a casa os nossos navegadores lá viraram aviadores, posto que sem grande comitiva de recepção no aeroporto. Num ápice tinham passado de bestiais a bestas.

Tudo isto me parece fruto do actual fenómeno televisivo. Na verdade, após um benfica campeão e terminada que ficou a visita de “sua eminência”, logo as tv’s nacionais passaram a animar a malta com a ida dos nossos navegadores ao mundial, colocando as expectativas do pessoal numa presença na final. Tudo o que fosse menos que isto não seria nada.

Os rapazes até chegaram aos oitavos de final, ou seja, conseguiram colocar a nossa selecção no grupo das 16 melhores de todo o mundo, resultado que, para um pequeno e pobre país como o nosso, até considero muito bom. Tiveram mesmo melhor desempenho que a Itália, a actual detentora do título, ou a França, também ela já antes guardiã do trofeu.

Mas como este resultado é inferior à expectativa vendida pelas tv’s, cumpria agora também a estas encontrar os culpados do costume.

Num destes programas, na tvi, o locutor/moderador contava com alguns dos habituais professores televisivos na sua mesa, sendo um destes o senhor deputado Pedro Duarte, político que tem feito uma fulgurante carreira no psd, por mérito que ainda ninguém conseguiu entender, mas que por certo não será o da inteligência. Pretendia-se apurar se o senhor Carlos Queirós se deveria manter ao leme ou abrir mão deste. Após terem sido passadas umas declarações do senhor Marques Mendes que, categoricamente, opinava pela saída voluntária do seleccionador, foi a vez de Pedro Duarte afirmar que ele devia pôr de imediato o seu lugar à disposição da federação de futebol, mas no sentido financeiro do termo, como dizia, ou seja, sem quaisquer contrapartidas pelos dois anos de contrato que ainda resta cumprir.

Depois das muitas palavras que usou para justificar a tal demissão do homem, que aliás nem consegui entender, o locutor/moderador fez ainda uma segunda pergunta ao senhor Pedro Duarte:
Não acha que os políticos também deveriam pôr o lugar à disposição quando têm insucessos?

Domingo, Julho 04, 2010

Quem não deve não teme?

Parece que isto dos chips das SCUT é como trazer um polícia no banco de trás, dizia-me esta semana o meu barbeiro enquanto me esquartejava a cabeleira, mas concluindo que, para ele, esse vasculhar de vida privada não seria um problema, pois que quem não deve não teme.

Deixei-o logo de tesoura suspensa ao retorquir que isto já não era verdade e, para que o homem continuasse o serviço, tive pois de lhe explicar que, mesmo nada devendo a ninguém, iria agora ter de pagar os desvarios dos outros.

Efectivamente, toda a vida pratiquei o princípio de viver, melhor ou pior, mas apenas dentro das minhas possibilidades. Por duas únicas ocasiões recorri ao crédito. Uma, quando o meu antigo velho carro entrou em greve e, para comprar o R5, o primeiro novo, faltavam-me 300 contos. A segunda para comprar o pequeno apartamento onde vivo, que entretanto, com a saída dos filhos, até já cresceu. O banco, simpatizando comigo, deu-me então 25 anos para lhe pagar o financiamento feito. Porém, fiel àquele meu princípio, no final de cada ano amortizava-o com as economias subjantes, tendo ficado pago ao cabo de 10 anos, para desgosto do tal banco que tinha sido tão meu amigo.

De que me valeu isto se agora vou ter de pagar pelos outros? Se calhar os que então me chamaram de lorpa até tinham razão. Mas, cada um é como é e eu já não vou mudar.

Porém, ao olhar à minha volta, há cerca de três anos atrás optei por acrescentar uma nova rubrica na minha mini contabilidade doméstica, um pouco à merceeiro, a que chamei “desvarios dos outros”, assim começando a construir uma provisão para o efeito. Fi-lo então mais a pensar nos cortes de pensões que por certo ainda ocorrerão até chegar a minha vez, hoje com data marcada para ... um dia. Mas agora, com mais este plano de extorsão do contribuinte (PEC), no final deste ano lá terei de reforçar aquela minha provisão. Isto se ainda puder. Caso não, restar-me-á rasgar o cartão de sócio das finanças e pedir a demissão do clube ao senhor ministro.

Não sei se aqueles que vivem acima das suas possibilidades terão ou não uma vida melhor que a minha. Mas que o aparentam, aparentam. Coisas da vida...

Sábado, Julho 03, 2010

Sexta-feira, Julho 02, 2010

Celebrar

Esta a epígrafe de um artigo de Pedro Lomba no Público do passado dia 10 de Junho, dia de celebrações cá no sítio, onde se manifestava frustrado “por um país que praticamente não celebra nada, que, pior, parece alimentar uma raiva envergonhada contra a dimensão comemorativa que parece existir na vida pública.”, acrescentando: “Nós, portugueses, não celebramos. E o pouco daquilo que celebramos (vitórias futebolísticas, certas festas religiosas) chega para demonstrar como temos sido rotineiramente ensinados para não celebrar nada.”

A certa altura perguntava: “em quantas escolas, do secundário à universidade, se celebra dignamente o início e o fim do ano lectivo, a atribuição dos diplomas e prémios, a entrada e a saída dos estudantes? Gerações de alunos passaram anos pelas universidades sem nunca terem sentido que fizeram parte de alguma coisa. Receberam passivamente um serviço, como se fossem ao hospital. Não admira que a maioria esqueça depressa que lá andou.”

Vem isto agora a propósito da Maria da Luz, filha mais nova do nosso Douro, que hoje teve a sua cerimónia de entrega de diplomas do secundário agora terminado. Naturalmente que não por cá, mas na sua escola em Bruxelas.

Para quem daqui envio um grande beijinho de parabéns!

Golden share versus golden ticket




Um país, um Governo, uma golden share, uma empresa estratégica, uma empresa nos trópicos e uma empresa estrangeira, parece quase o título de um filme de David Cronenberg…mas não é….com excepção dos aspectos sórdidos.
A PT (Portugal Telecom), é uma das únicas empresas Portuguesas com verdadeiros interesses internacionais e com uma dimensão muito superior ao simpático rectângulo onde está sediada. O seu tabuleiro não se joga no quadro regional, Europeu até, mas contempla uma lógica superior, ultrapassando, largamente, a lógica doméstica.
Daí ser tão apetecível a aquisição do seu principal activo – a sua quota parte na Vivo. Refira-se que, no Brasil, em 2009, a Vivo tinha como clientes o simpático número de - mais do a população total de Espanha – 45 milhões. Como alguém dizia num destes dias, todos os anos acresce uma TMN à Vivo (ou seja mais três milhões de clientes).
É evidente, à saciedade, que uma empresa com estas características possibilita à pequena PT pensar em grande. E, sobretudo, falar global. De resto, afigura-se improvável que no quadro do sector das telecomunicações, onde pontuam grandes multinacionais, extremamente competitivas, a PT consiga uma posição tão confortável numa empresa com perspectivas de crescimento tão invejáveis quanto a Vivo. Nem mesmo a enorme injecção de capital que a PT beneficiaria com a sua venda, lhe poderá permitir semelhantes voos (falamos de dois aeroportos de Alcochete).
Uma empresa desta dimensão (PT) representa para o país, não um mero interesse privado, mas sim um interesse muito superior. Com ou sem golden share, com ou sem participação social do Estado, o facto é que um activo nacional da dimensão da Portugal Telecom, tem uma relevância muito para além do simples jogo livre do mercado, da oferta e da procura. Há uma eminente relevância pública, há um inquestionável interesse nacional nas vicissitudes da PT. E, o Governo soberano da pátria, não pode ficar alheio a tal facto. E, podendo intervir, deve fazê-lo. Tem a obrigação moral de o fazer. O Governo de Portugal não é uma empresa privada, não deve servir outros interesses que não os da nação. E, parece manifesto, que esses também passam por aí.
Há, pois, neste negócio, uma clara Razão de Estado que legitimaria até o uso informal do poder soberano do Governo e até de uma necessária magistratura de influência. Mesmo a liberal Albion não se coíbe de proteger o interesse das suas empresas mais emblemáticas, o mesmo fazendo os transalpinos, os nuestros hermanos, ou a velha Lutécia. Qualquer Estado que se respeite não poderá fraquejar e soçobrar ante as investidas de interesses estratégicos sediados noutros estados e com outros interesses. E não se fala aqui de proteccionismo barato. Trata-se de, dentro de um quadro de mercado livre e liberal, exercer a influência e usar os expedientes possíveis, para prover ao interesse da Nação. No caso, é manifesto que o livre jogo das forças do mercado, iria prejudicar o interesse nacional, por isso, o Estado mais não fez do que usar o que podia. E, neste caso, o que podia era o recurso ao veto da golden share.
Falar em regras absolutas de respeito pelas leis do mercado, da oferta e da procura é uma treta que não encontra contraforte que a sustente, nem paradigma que a reproduza em qualquer canto desta Europa ou do Mundo Livre. Num planeta onde se fazem guerras com cheiro a petróleo, onde há complacências contra genocídios, onde a lei do puro interesse impera, um pouco de realpolitik neste cantinho à beira mar plantado não fará mal a ninguém. A não ser a quem receberia um dividendos chorudos…mas … um estreito horizonte!!! É como as bolas de Berlim…primeiro devemos comer a massa, só depois o creme. Há quem pense ao contrário.

Santo Tirso e Trofa

O Tribunal Constitucional acaba de confirmar a sentença que obriga o Estado Português a indemnizar o Concelho de Santo Tirso em cerca de sete milhões de euros. Em causa está a criação do Concelho da Trofa que Santo Tirso sempre considerou ilegal e da qual resultaram prejuízos avultados para o concelho tirsense.
Quem vai pagar?

http://www.cm-stirso.pt/index.php?option=com_noticias&task=detalhe&id=393&Itemid=195

Quem vai pagar?

O contribuinte, pois claro. Venha de lá mas é a regionalização!

Quinta-feira, Julho 01, 2010

Comprar um balde novo

Muitos portugueses partirão de férias este ano sem se darem conta de que provavelmente será o último ano em que o farão nos moldes habituais.

Há um descalabro que os espera ao regresso: o Governo do "engenheiro" vem paulatinamente construindo esse descalabro político, económico, financeiro e social.

O estado de ruína ética e moral já é conhecido e dir-se-ia que integrado no nosso dia-a-dia, mas temo que uma parte importante dos nossos compatriotas ainda não se tenha verdadeiramente apercebido do lamaçal para que nos arrastaram estes partidos sem alma e sem outro projecto que não seja o da sua sobrevivência às costas da população.

A forma como uns e outros geriram o caso das Scuts, como repousaram à sombra das golden shares, como embarcaram em TGVs ruinosos, ou como querem fechar escolas, para apenas mencionar as experiências mais recentes, demonstra à saciedade não apenas a incompetência mas sobretudo a irresponsabilidade desta classe política.

Neste momento, nenhum banco português consegue financiamento no sistema inter-bancário europeu. O nosso sistema judicial desmoronou-se e os mais altos magistrados perderam toda a respeitabilidade. O ensino produz ou ignorantes ou incapazes, não obstante o esforço e dedicação de milhares de professores que estão cada vez mais desanimados. O futuro do sistema de saúde é negro e a desorganização dificilmente poderia ser maior.

Num tal cenário, pensar que temos alternativas políticas nas pessoas de Passos Coelho ou Paulo Portas, mais o grupo que os circunda, é alimentar a ilusão que ainda nos permite comprar umas novas hawaianas e um novo protector solar, mais o balde e a pá para o miúdo.

Em Setembro, há-de haver um Alegre a falar na pátria, enquanto outros esperarão que de Belém venha um sinal. E contudo, na gaveta onde vamos repor a toalha de praia estará apenas uma tanga para nos proteger do Inverno.

Aproveitemos esta réstea de sol e de mar o melhor que pudermos, mas preparemo-nos para o outro lado da colina, porque ou somos nós a tratar disto ou serão eles a tratar a nossa degenerescência.