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terça-feira, março 13, 2012

...ou seja, no porta-aviões


A demissão do Secretário de Estado da Energia Henrique Gomes é um facto político muito mais relevante do que essa discussão de porteiras sobre as grosseirices de um ex-primeiro-ministro e os amuos atrasados do Presidente. Parece que já há quem dê a tal zanga um estatuto de polémica constitucional. Divirtam-se.

A demissão de Henrique Gomes, que ainda não terà sido suficientemente explicada, é grave porque fica a impressão que é fruto das pressões da EDPeste do Sr. Antònio Mexia, que ainda há dias afirmava, na sua pesporrência habitual, que o estudo do Governo que concluia serem excessivas as rendas que o Estado paga à EDP era um estudo inútil e inutilizàvel por conter erros grosseiros.

Ou me engano muito ou esta demissão é a prova provada de que a EDP do mandarim Antònio Mexia é um Estado dentro do Estado e de que este governo se vem especializando em ser cada vez mais fraco perante os fortes de ontem e de hoje. Como diz o Carlos no post anterior, este foi um tiro no porta-aviões.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Podia ser côr-de-rosa

A EDPeste tem má consciência e tem razões para isso.
Vai daí, ingrominou uma Fundação que é suposta espalhar bom hálito, perfumes, sorrisos, paz, amor, açúcar, harmonia, verdura, andorinhas, etc e tal, de molde a criar uma imagem progressista e amigável que de alguma maneira lime as pontas dos crimes ambientais e trapaceirices várias que vem cometendo pelo país fora e sobretudo no Norte.

Tudo isso é pago pelo consumidor, como é óbvio, mas fica a ideia de que ainda lhe devemos agradecer a pomada com que nos diz curar a ferida depois de nos ter violado.

Mas o cúmulo da hipocrisia ecológico-cultural da EDPeste é esta presunção de criar património artístico pintando de amarelo o cimento das barragens e contratando o Souto de Moura para lhe desenhar a casa de comando da destruição da Foz Tua. Daqui a uns tempos, diz o Cabrita Reis, a população local há-de-se ter habituado àquele amarelo e vai perceber “a magnitude extraordinária, emocionante” da experiência.

Os “prestigiados” arquitectos e artistas que alinham nesta pantominice têm de saber que para lá do cheque que empocham pelo servicinho, ficam com as mãos besuntadas de verniz pôdre e serão meras etapas de um roteiro do disparate.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Três feridos *




Depois de um rebentamento a dinamite, deu-se um novo « aluímento natural » nas obras da barragem do Tua : mais três operários feridos.
Os padrões de segurança da EDPeste já eram chineses antes de o serem.


*Adenda: infelizmente não foram três mas cinco feridos, um dos quais em estado grave.

domingo, julho 11, 2010

Isto não fica assim



Há poucas semanas, o Estado português foi condenado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia por não ter assegurado a despoluição de duas minas em Lourosa. A reacção das autoridades públicas foi afirmar que vão ajardinar o sector e transformá-lo num parque para crianças. Pensarão que o envio de uma fotografia com dois baloiços entre arbustos verdes encerrará o processo e enganará a Comissão Europeia. E, claro, estão-se burrifando para a contaminação dos lençóis freáticos que continuarão a destruir a saúde das populações locais.

Há dias, publicámos aqui no Nortadas um trabalho da TVI em que se denuncia o regabofe, a corrupção e o crime de Estado que vem sendo perpretado com a deposição descontrolada dos perigosos resíduos da antiga siderúrgia da Maia nas minas de S. Pedro da Cova. O video com a entrevista ao Secretário de Estado do Ambiente, que teima em negar a evidência dos relatórios dos seus próprios serviços, é bem revelador da sensibilidade desta classe política para as questões ambientais e para as consequências que delas advêm para a saúde pública.

O plano das 10 barragens e, nomeadamente, o crime que se desenha no vale do Sabor (ver video de há dias aqui no Nortadas) e no vale do Tua é mais uma prova de que este Governo, como aliás outros que o precederam, olha para o património natural e cultural do norte do país como um mero obstáculo aos negócios dos seus amigos. E julga-se protegido pelo facto de cometer estes crimes lá longe no Norte, em terras isoladas e empobrecidas, onde pensa calar os clamores locais com um cheque barato ou promessas esfarrapadas de futuros radiosos.

Felizmente ainda há quem não se vergue ao despautério desse bando de videirinhos ilusionistas. No dia 17 de Julho vamos denunciá-los no Museu do Douro, na Régua.

terça-feira, junho 29, 2010

Barrar a barragem, afundar o Fundo



Que a EDP, de braço dado com a Iberdrola e os empreiteiros do regime, ande pelo norte do país a destruir os nossos rios e os nossos vales, a nossa biodiversidade, o nosso turismo e a nossa paisagem, a pretexto de nos vender uma das mais caras energias da Europa, é coisa lá desses majestáticos centralistas que acham que podem vir cá trocar um espelho por um diamante e ainda ficarem a rir-se dos Gungunhanas que estão para cima do Douro.

O Sócrates-Mexia vai ter surpresas graúdas se julga que pode continuar a trilhar esses caminhos e mais avisado seria se conversasse com o Sócrates-Mendonça, quando este voltar de Moçambique, para saber que isto não vai a chip e que não lhes vai ficar nada 'cheap'.

Entretanto é de saudar a recusa de 9 organizações não-governamentais de participarem nesse cínico fundo da EDP para a biodiversidade que supostamente lhe compraria uma boa consciência. Até porque o fundo é curto: 2,5 milhões não chega para demolir sequer a barragem mais pequena.

terça-feira, março 16, 2010

Bond(s), James Bond(s)

O Finantial Times de ontem chama a atenção para o facto de muitas grandes empresas do sul da Europa estarem a contrair enormes empréstimos no mercado financeiro, numa espécie de corrida ao dinheiro antes que ele fique mais caro. Apenas numa semana emitiram mais títulos de dívida do que nos últimos seis meses.

Uma das empresas citadas é a EDP.
Na passada semana a EDP recolheu mil milhões de euros com a emissão de títulos de 5 anos, mas com um spread de 95 pontos acima dos juros inter-bancários. Ora, na anterior emissão de bonds pela EDP, também por 5 anos, o spread havia sido de 71 pontos. Ou seja, as próprias empresas portuguesas já estão a ser fortemente penalizadas nos mercados financeiros, haja PEC ou não haja PEC, haja Bruxelas a sorrir ou a chorar.

Isto torna-se ainda mais evidente se repararmos que para uma operação idêntica lançada pela France Télécom no mesmo período o aumento do spread foi de apenas dois pontos e meio e que na emissão da empresa de energia alemã Eon esse aumento foi igualmente mínimo.

Os mercados não vão em cantigas. São uns mauzões, não é verdade Sr. Ministro?

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

É pior que minhocas

Os últimos dias mostraram a quem ainda tivesse dúvidas que o Governo e o Partido de Sócrates são capazes do pior para amarfanhar a opinião, sobretudo se esta é livre e crítica.
Alguns de nós receiam que o país esteja a tal ponto desvitalizado que seja incapaz de reunir um mínimo de energias para reagir como deveria a tudo o que se vai sabendo.

Ainda assim, considero que o verdadeiro teste à aparente anemia dos nossos co-cidadãos vai ser o pacote de medidas que o Governo vai ter de apresentar para sossegar Bruxelas e os mercados internacionais. E aí desconfio que o teste se fará na rua.

O Governo sabe isso e vai preparando uma porta de fuga, seja à moda Guterres, seja ao estilo Barroso. Entretanto, trata da sua vidinha, ou seja, manobra e negoceia. Sob a capa de fumo da nossa indignação face às últimas notícias em matéria de asfixia democrática, o Comité de Negócios em que o Governo se transformou ultima à sucapa, por intermédio das empresas públicas onde pululam "Penedos" e das privadas que rezam ao Espírito Santo, umas nebulosas operações à volta da Cimpor, da Galp e da EDP.

Os acordos para-sociais que estão a ser cozinhados com "brasileiros" amigos e os angolanos do costume, que para cúmulo beneficiam de financiamentos das nossas próprias instituições financeiras, não podem passar entre as gotas da chuva.

Se nas próximas semanas assistirmos ao desmoronamento deste Governo, é fundamental estar muito atento às manobras e negócios da 25° hora dos que fazem malas e já aquecem lugares em certas administrações. Os últimos dias de gente desta laia são os mais perigosos. É que seremos todos a pagar depois a factura.