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terça-feira, julho 27, 2010

Doentes ou pacientes?

O JN (ali) notícia que um Hospital do Porto convocou para uma consulta a 1 de Julho uma senhora que morreu há 8 anos. A doente fora assistida em tempos nesse hospital onde lhe disseram que voltariam a chamá-la pois a situação da senhora era grave e precisava urgentemente de reabilitação.

Para mim o chocante disto nem é o facto de convocarem mortos, pois já vimos que por exemplo as Finanças taxam enterrados assim como o STAPE põe esqueletos a votar.

Inaceitável é que uma lista de espera, mais a mais para um caso clínico com a gravidade e degenerescência daquele, demore 8 anos para que um doente tenha a sua consulta ou tratamento. Seria importante que os grandes arautos do Serviço Nacional de Saúde resolvessem estes problemas em vez de brandirem tiradas ocas acerca do progressismo que supostamente lhes devemos.

Esta paciente perdeu a paciência e nós vamos pelo mesmo caminho.

domingo, abril 29, 2007

SAPs

Só soube esta semana que os médicos dos SAP vão passar a ficar em casa de prevenção à espera de serem chamados, reduzindo-se os custos do seu serviço para metade, e passando os mesmos centros a funcionar de noite só com um enfermeiro. Hoje o Público dava conta da perplexidade dos utentes destes serviços com a recente descoberta. Não sei se um serviço de atendimento permanente tem movimento que chegue para justificar um médico a tempo inteiro no período nocturno, calculo que isso varie de centro para centro, e em função das solicitações diárias, consigo perceber que o país não tem recursos para desbaratar e que é preciso sujeitar os serviços públicos a regras de boa gestão, mas um serviço de atendimento permanente a funcionar só com um enfermeiro não é de menos? A solução não parece ser satisfatória para ninguém. O enfermeiro fica sujeito a uma dose excessiva de responsabilidade na avaliação e encaminhamento da situação clínica. O médico arrisca-se a uma noite de “carreirinha” de casa para o serviço e do serviço para casa. E o utente, como sempre, corre o risco mais elevado de todos, porque entre más decisões e tempos de espera arrisca-se a sair do serviço em muito mau estado. E o serviço de atendimento permanente deixa definitivamente de ser um serviço de atendimento permanente para passar a ser um call center… E sabem o que irrita mais? É que estão a mexer profundamente num sistema (SNS) que lá ia funcionando. Não sei se o exemplo é o melhor, mas um dia o meu filho estava a brincar à beira mar com um camião que tinha uma escavadora que subia e descia em perfeitas condições, e de repente foi-se aproximando devagarinho outro miúdo com as mãos atrás das costas que, quando todos pensavam que ia pedir para brincar também, parou, ficou a olhar por um bocadinho e perguntou muito convicto e com as mãos atrás das costas: queres que to escangalhe?!