quinta-feira, setembro 30, 2010

Caro Almeida Santos
A rapaziada daqui mandou avisar que existem quartos e que escusa de ir para o largo do rato. Acredite que ali é bem tratado apesar de perder algum contacto com África.

O centrão

O que mais me assusta é o poder dos estabelecidos, dos que vivem à custa da "mama" do estado, dos negócios com o estado, das mordomias do estado, do adormecimento do estado. E esses inevitavelmente são aqueles que ou passaram pelos governos ou estão muito próximos dos que por lá passaram.

Essa malta viscosa alimenta-se vorazmente e não quer que lhe mexam no negócio. Essa malta é presidente ou assessor de um obscuro instituto criado para albergar os desempregados da politica. Essa malta viscosa viaja de avião entre lisboa e porto e manda o motorista pela A1 para o apanhar no aeroporto e de regresso faz o mesmo. (ferreira fernandes hoje do DN).

Essa malta viscosa gosta de ostentar títulos e honrarias balofas, de distribuir comendas e receber salamaleques dos seus correlegionários.

Essa malta viscosa não que crises politicas pois pode correr mal para os seus lados. Essa malta viscosa faz parte do polvo e auto-alimenta-se. E esse polvo nasceu em meados dos anos 80 e continua a engordar.

Essa malta viscosa insulta-se em público e confraterniza em privado, fortalecendo os laços através de casamento dos seus filhos.

Essa malta viscosa é perigosa.

O espelho de Sócrates

"tenho medo é dos irresponsáveis". Esta frase disse-a José Sócrates, o ainda primeiro-ministro de Portugal, ele que é o mais perfeito dos irresponsáveis que por aí andam.

Movimento Perpétuo Associativo

">

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

Agora não, que é hora do almoço...
Agora não, que é hora do jantar...
Agora não, que eu acho que não posso...
Amanhã vou trabalhar...

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos vencer!

Agora não, que me dói a barriga...
Agora não, dizem que vai chover...
Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!

Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...

No semáforo pela manhã.

Comme d´habitude, acordo bem disposto e preparo-me para viver mais um dia glorioso. Nada como o Sol para nos fazer sentir vivos e fazer as pazes com o mundo em geral e o país em particular.
No caminho para a minha vida fora de casa, aproximo-me do mar que esta manhã parece um lago (que espectáculo), e vou em fila lenta até chegar ao semáforo.
Observo os meus companheiros do asfalto:

Naquele furgão meio abandalhado reina a alegria muito por culpa da boazona de fato de treino que acabou de passar. Vão trabalhar para as obras. Que sorte, têm trabalho.

Na carrinha onde um casal segue mudo, separados pelo quotidiano, o condutor de olhar vazio pensa na secretária onde se vai sentar oito horas. Não tem importância, nada tem importância. Não falta muito para o fim-de-semana.

O homem de fato cinzento sem traça, naquele carro cinzento sem marca, a ouvir notícias sem graça, pode ser qualquer coisa; vendedor de electrodomésticos, médico, cobrador do fraque.

Na paragem do autocarro o rapaz da mochila vai olhando para os carros como num jogo de ténis. Divaga… pensa na Sónia, Gestão Empresarial, e nas sapatilhas novas que já cheiram mal.

Olho para o carro ao lado e vejo pela janela aberta que as coisas não estão bem, o pão estava duro e não havia leite, o miúdo continuou a dormir e o cheiro a álcool empestava a casa. Vê-se nos gestos, na cara cerrada, que o dia (o mês? o ano?) não vai correr bem.
- Não me chateies, tenho culpa que o semáforo esteja vermelho?
- Porque vens sempre por aqui? És teimoso como uma mula.
- Vai-te f…

No monovolume à frente ouve-se Shakira, as duas filhotas batem palmas e a mãe também canta, vai deixa-las na escola, e depois demora 45 minutos até ao emprego. Só chega a casa pelas 7 da tarde e ainda tem que fazer o jantar, mas o que interessa é que está sol e os seus tesouros felizes.

Fica verde, o carro de trás está com pressa, quer passar-me por cima, tem coisas importantes para fazer, ou acha que tem. Ninguém lhe liga, que vida...

quarta-feira, setembro 29, 2010

Cavaco 10 Alegre 0

É impressionante como o PS e Sócrates querem que Alegre perca. Sócrates justificou com a data de hoje para apresentar este pacote pois não queria interferir com as reuniões que o presidente da república ia ter com os partidos. Como quem diz, "Cavaco já os chamou á pedra e por isso agora tenho terreno para fazer o que quero....".

Alegre arrisca-se ainda a ter tantos votos como os de Defensor Moura, pois mesmo os bloquistas estão aqui estão a saltar do barco.

O que fazer agora?

Sócrates resolveu agora chutar a bola com força para o outro meio campo. BE e PCP não contam neste jogo, pois ainda andam a tentar perceber as regras.

Por isso a bola ficou a saltar bem à frente do CDS e do PSD, que acredito olhem para ela sem saber muito bem o que fazer.

Ou a chutam para o outro lado e passam o orçamento, basta que um deles o faça para Sócrates respirar de alívio

Ou o PSD, Passos Coelho, resolve enfrentar o touro pelos cornos e chumba o orçamento mostrando ao país que não quer continuar a pedir perdão.

Mas apesar desse possível chumbo do PSD pode não haver eleições. Mas se Sócrates conseguir convencer o povo português, o que infelizmente nao parece ser dificil pois este já demonstrou mais do que uma vez que gosta mesmo é de ser enganado para não dizer outra coisa, Passos Coelho será visto como o que não quis colocar a sair da crise.

Só que isto são cálculos eleitorais. Mas o país precisa é mesmo de mudança.

Por isso talvez Passos e Portas se devem-se entender e jogar o mesmo jogo.

IVA

O iluisionista e as suas damas de companhia anunciaram que o IVA sobe para 23% no próximo ano.

Justificam com aquilo que todos sabiamos e só eles é que não.

Ao menos poderia ajudar as empresas mudar a forma de cobrança do IVA: apenas com a emissão de recibo.

Vá lá, pensem uma vez que seja na realidade das empresas em vez de brincarem com os nossos dinheiros e acima de tudo com o futuro de Portugal.

Se todos puxarmos para o mesmo lado pode ser que o barco se mova. Por isso toca a assinar a petição:

IVA com recibo

Portugal deprimido

Ouvi hoje Sócrates anunciar as medidas e a minha vontade era entrar pela televisão dentro e apertar aqueles pescoço.

Sempre admirei a capacidade teatral dos bons actores, mas infelizmente esta personagem não representa bem nenhum papel: nem o de primeiro-ministro nem o de animador das cortes e muito menos o de ilusionista.

Acenar com cortes na despesa que deveriam ter acontecido à mais de 1 ano,

Acenar com um ganho na colecta de impostos quando o que se tem verificado é o contrário

E acenar, a cereja em cima do bolo quanto ao papel de ilusionista, com a passagem dos fundos de pensões da Portugal Telecom

é chamar-nos estúpidos, atirar-nos pedras e ainda se ficar a rir de nós.


Amanhã não me parece que o dia sorria para os Tugas, mais a mais que o benfica perdeu......

Dieta

Fui ao médico, e mandou-me fazer uma dieta.

Já não como pão, nem arroz, nem batatas. Não tenho usado maionese nem mostarda. Deixei de beber vinho e cerveja.

Em 14 dias já perdi duas semanas.

terça-feira, setembro 28, 2010

HÁ COISAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ?

“Quanto ao Orçamento, compete ao Governo elaborá-lo, só a ele e mais ninguém. Ao Parlamento, a aprovação.”
Quem disse isto? Sócrates? Não, foi Cavaco.
“A OCDE é uma organização credível e, por isso, há toda a vantagem em que quer os membros do Governo quer as forças políticas analisem as recomendações que são feitas.” Quem disse isto? Teixeira dos Santos, dado que as recomendações sobre a impossibilidade de reduzir a despesa e sobre o aumento de impostos parecem encomendadas pelo Governo? Não, foi Cavaco.
Nas circunstâncias actuais, estas afirmações são todo um programa. Cavaco escolheu onde quer estar.

domingo, setembro 26, 2010

Ruído orçamental... e constitucional

Tamanho ruído que os meninos sócrates e coelho têm andado por aí a fazer à volta do orçamento, sobre o qual aliás nem piam, deixa transparecer o peso da factura que nos irá ser apresentada. Desconfio mesmo que esta irá fazer a deste ano parecer uma brincadeira.
Mais desconfio que, a final, o menino coelho se prepara para dizer ao menino sócrates que lhe dará, uma vez mais, as suas guloseimas fiscais, em nome de um qualquer desígnio nacional, ou pretenso sentido de responsabilidade, se ele lhe der em troca a sua revisãozinha constitucional, que tanto preocupa este nosso povo.
Com um chupa-chupa assim distribuído a cada menino, o papá terá finalmente um pouco de sossego para se dedicar a mais uma, ruidosa mas sempre alegre, campanhazinha presidencial.
E a gente a pagar (mesmo sem saber ainda quanto) para ver todo este espectáculo!
Quo usque tandem?

sexta-feira, setembro 24, 2010

Agarrem-me se não eu bato-lhe

No fundo foi isso que o Ministro Silva Pereira quis dizer. O governo está estilo menino mariquinhas. Não podiam mesmo ser corridos de uma vez por todas?


Cada vez me parece que já faltou mais para que este povo de brandos costumes perca a paciência.

ALÍVIO

Pronto, a partir de ontem o desastre é oficial. Teixeira dos Santos, o mesmo que até há bem pouco tempo dizia e repetia que não havia problema nenhum com as contas públicas e com o financiamento do Estado, rendeu-se: não há solução.
O ilusionismo de Sócrates já era um velho conhecido nosso, nele já nada impressiona, mas foi confrangedor assistir à degradação de Teixeira dos Santos ao longo dos tempos. Teixeira dos Santos parecia melhor do que aquilo que se revelou (ou não revelou) e nos livros de história figurará como o segundo maior responsável pela inevitável bancarrota que aí vem, quer por ter tentado mascarar a realidade até agora quer por, conhecendo o drama melhor do que ninguém, não ter tido coragem para fazer alguma coisa em sede da redução da despesa.

CAVACO IV

Quantas vezes na vida fazemos a opção pelo mal menor em detrimento do que verdadeiramente acreditamos?

Quantas vezes na vida nos arrependemos de optar pelo mal menor em detrimento do que verdadeiramente acreditamos?

O dilema é grande está bom de ver, e que se coloca de novo à direita: votar em cavaco de olhos vendados ou querer apostar numa candidatura na qual se reveja mesmo que possa sair derrotada.

E portanto as opções são:

1 - votar cavaco para que a outra esquerda não ganhe

2 - abster-me e esperar que o cavaco ainda assim ganhe pois é o mal menor

3 - apoiar um candidato no qual acredite mesmo correndo o risco que ele perca, o cavaco perca e ganhe um alegre qualquer


nunca votei em cavaco, o que me levou a abster nas duas últimas presidenciais e como tal não há duas sem três.....

quinta-feira, setembro 23, 2010

Cavaco III

O nosso sistema exige que a eleição do Presidente se faça por 50% dos votos. Essa regra incute em nós todos a ideia de que o presidente tem de ser consensual, e que não precisamos de uma adesão total ao candidato em quem votamos. Espera-se que, se necessário, alguns façam o esforço e optem pelo mal menor.
Quer-me parecer que é neste registo que está a chamada "direita". Cavaco não é nada de extraordinário, mas é o que temos.
Neste quadro não faz grande sentido tentar arranjar um candidato "melhor", para correr o risco de vir a ter um presidente bem pior...
Mas tenho pena que as eleições presidenciais sejam um momento de continuidade, e não uma oportunidade de mudança. É que Cavaco ficou claramente aquém daquilo que eu esperava dele. Por exemplo no referendo europeu. Ou no casamento homo. Ou na tolerância de que tem gozado esta malta que está a governar o país. E não há nada que indique que as coisas venham a ser diferentes.

quarta-feira, setembro 22, 2010

CAVACO II?

Eu também não gosto de Cavaco. Não gosto nem nunca gostei. Tenho, confesso, muito mais simpatia por Manuel Alegre, pese embora as companhias, o passado de Argel e o seu lirismo utópico-esquerdista, porventura próprio de um poeta mas não de um Presidente.
Também não gosto da forma como Cavaco exerceu as suas funções e competências, a começar pela famosa cooperação estratégica, estratégia que deu no que deu.
Não gosto ainda do seu estilo, dos seus enigmas, não gosto do que diz e, sobretudo, do que não diz. Gostava até, para bem dele, que perdesse as eleições e que conseguisse perceber porquê.
Só que tudo isto são estados de alma que me toldam o raciocínio e não considerações políticas racionais que levem em conta a situação catastrófica que o país atravessa.
Descendo à terra, não vejo como é que uma espécie de candidatura “confessional” protagonizada por José Ribeiro e Castro (ou por outra personalidade semelhante) poderia vir acrescentar o que quer que fosse à nação. Uma candidatura alternativa de “direita” moderna e verdadeira (direita que, de resto, talvez não exista em Portugal) para fazer sentido teria de ser uma coisa a valer e não apenas um movimento para marcar presença. Só que os tempos não estão fáceis e não se vislumbram gente, ânimo, ideias ou fazenda capazes de mudar o gráfico actual. A escolha, para mal de nós, vai ser mesmo entre Cavaco e Alegre.
Eleger Alegre nas condições actuais seria ou uma loucura ou uma brincadeira que, em qualquer dos casos, receio bem que agravaria o nosso caso, já não muito favorável, junto daqueles que nos emprestam dinheiro. Dinheiro esse sem o qual não conseguimos viver nem pagar as dívidas pois como toda a gente sabe o Governo não tem revelado a menor competência para reduzir a despesa e prossegue como se nada se passasse. Com Alegre em Belém, entre outros males, a parede onde, apesar de tudo, mais dia menos dia iremos esbarrar aproximar-se-ia a galope.
Eleger Cavaco, por seu turno, como me dizia há dias um amigo, não melhora nem muda nada mas pior não ficamos.
Cruel dilema.

O ULTIMATO

A UE quer saber se Portugal vai cumprir os seus compromissos. O FMI está à porta!

Há pouco mais de um século outro género de ultimato ajudou a fazer cair o regime.

Convenhamos que nos 100 anos da República ...

terça-feira, setembro 21, 2010

Estou um bocado farto de Marcelo

Aproxima-se mais uma entediante eleição presidencial e com ela os espectaculares comentários dos comentaristas, as fantásticas análises dos analistas, e as sempre importantes opiniões dos opinistas.
Nada de mal, até eu que nem em casa sou ouvido, vou meter a minha colherada na coisa. O que me chateia é o comentário/opinião/bocas de meio mundo sobre a obrigação dos eleitores (neste caso de direita) em votar em determinado personagem porque tem que ser.
Pois bem, tenho a dizer que esta linha de pensamento revela a pouca maturidade democrática que a direita continua a revelar. O meu voto é de quem eu me apetecer, se me apetecer dar a esse trabalho.

Não tenho vontade de votar em Cavaco, nem por uma suposta união da direita. Cavaco fez tudo o que um presidente com preocupações de centro-direita não faria. Cavaco despreza a direita e as suas ideias. Cavaco não é de direita, ponto final.
Devo então votar nele para não ganhar um socialista? É tantas vezes dita esta frase que as pessoas nem se apercebem da aberração democrática que ela encerra.
Chamo a isso o voto negativo. Tipo comuna. Nesse esquema não entro.

Votarei em alguém que apareça na área da direita? Não sei. Vou esperar para ver.
Uma coisa é certa, se for uma candidatura baseada somente no ressentimento da aprovação da lei do casamento homossexual, não contem comigo.

A direita não tem que pedir nada a ninguém, não deve nada a ninguém, e se quiser apresentar uma candidatura, deve fazê-lo se achar que é importante para o país.

NorteTv

para ver aqui

Habemus Seleccionador

Ontem foi dia de fumo branco lá pelas telhas da FPF.
Não porá fim ao folhetim, até porque, cá na terra, uma decisão não costuma ser o fim natural de uma discussão. Antes, bem pelo contrário, o seu início!
Não entendi porque o superinteligente presidente da FPF e o superchicoesperto Secretário de Estado do Desporto decidiram despedir Carlos Queirós. Tão pouco me preocupa.
Mas o que nunca irei entender é que assim o tenham decidido sem ter uma alternativa ao dito.
Ninguém entendeu a ideia peregrina do convite dos mesmos ao superespecial Mourinho. Nem mesmo o supercomentadordesportivo Marcelo Rebelo de Sousa. Eu muito menos.
Mas o que também nunca irei entender é que o tenham feito, com aviso prévio a tudo o quanto é microfone, sem antes terem para tanto obtido o acordo a direcção do Real Madrid.
O que, na minha opinião, faz ainda deles uns superordinários dirigentes.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Papel


Hoje comprei o ‘Correio da Manhã’; era o que havia naquele botequim.
Logo na primeira página fiquei a saber que “Petróleo no Oeste só no próximo ano”, com foto do Berardo. E ainda na primeira página “Sofia Ribeiro vive fase boa com Ruben”.
Convenhamos que são “scoups” de primeira água.

Lá dentro destaco “Agrediu colega om mochila”, “Dispara a coelho e fere ciclista”, “Homem perde dedo e outro leva cornada”. Nas últimas páginas há duas ou três mulheres nuas, mas antes disso há um caderno de classificados onde imperam 5 páginas de rabos e mamas como se se tratasse dum supermercado.

Na segunda página tem um artigo de opinião de um ex-lider do PSD: fala de outro desnorte.
Consta que o ‘Correio da Manhã’ é um dos jornais com mais tiragem.
Você disse desnorte?

sábado, setembro 18, 2010

Porque hoje é Sábado


Óleo de Lovis Corinth "O Cavalo de Tróia" - 1924

O CDS com Paulo Portas

Vale a pena ler o artigo de Filipe Anacoreta Correia publicado hoje no "Público"!

Para começar:

" -O CDS/PP não pode deixar de afirmar que deve mais a quem foi seu presidente do que aos amigos do presidente..."...

sexta-feira, setembro 17, 2010

acne provoca suícidio

O dn informa-nos que muito acne aumenta a tendência suicida. está bom de ver que alguns dos nossos políticos devem ter tido muito acne juvenil mas o problema é que o suicídio deles é o nosso também.

se o exemplo pega


Depois de Madail ir convidar o Mourinho para treinar portugal nos próximos dois jogos, é de imaginar outros coelhos a sair da cartola:

- a angela merkel para os próximos três meses no lugar do sócrates

- a rainha da jordânia no lugar do cavaco ás presidenciais

- o dono do manchester city, xeique Mansour bin Zayed al Nhyan, para presidente do meu boavista durante os proximos 3 meses bastava

e assim fora. fácil não era? o problema é que de anedotas está o mundo cheio

O retorno dos sumiços


Fiquei hoje a conhecer a D. Idália.
Foi na última página do “Público”, com foto e uma seta a apontar para o céu.
Diz-se que é Secretária de Estado Adjunta da Reabilitação.
Diz que há uns lares que não terão outro destino senão fechar, visto desrespeitarem os direitos das crianças. Então porque é que ainda não os fechou ou não fecha já?

A D. Idália demorou uns largos meses a dar sinal de vida. Agora pode voltar ao seu remanso e ir preparando qualquer coisa para dizer outra vez daqui a seis meses. É para isso que lá está, não é verdade?

terça-feira, setembro 14, 2010

Pasme-se



Ontem percebi porque sou um felizardo. A minha habitual corrida de final de tarde acabou num maravilhoso mergulho na Praia de Gondarém já a noite caía. O silêncio, apenas quebrado pelo barulho das pequenas ondas, era grande e convidativo, a água quente e com sabor a sal.

Pensei que estava algures na Florida, mas não era mesmo na minha cidade do Porto. Assim a vida vale a pena.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Isto vai aquecer



Inauguração da sede do Partido do Norte

Intervenções políticas vão marcar a inauguração da sede nacional do
Movimento Partido do Norte. Será no próximo sábado, dia 18 pelas 18 horas na Rua de S. Brás, nº 256, Porto.

Pelo Norte, por Portugal

Novo ano lectivo


Hoje recomeça a caminhada educativa dos meus (nossos) filhos. Da mais nova desde o final do ano lectivo anterior que sei os horários que a esperam. Anda num colégio privado e como tal é de manhã até à tarde. Os outros dois "népia". Têm hoje a apresentação no liceu. E amanhã começam a sério. Soube a semana passada que vão ter aulas de tarde. Mas o horário completo só hoje quando for a dita apresentação. E portanto tenho que, em 24 horas, montar um sistema de levar e buscar crianças. Faz algum sentido? Não há forma de se conseguir organizar com tempo a vida de pais, alunos e presumo professores? Não ganhavamos todos com um pouco mais de organização? Admito que este processo burocrático da transição de alunos seja complexo, mas que diabo as aulas acabaram em Junho. Julho e Agosto é mais do que tempo para fazer programas e horários. Penso eu de que......

Jorge Costa sem papas na língua

Jorge Costa não teve papas na língua e acusou FCP, Benfica e Real Madrid por danos causados à selecção. Varela, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo. Parece que o homem deve ter alguma razão, mas como nesta casa todos ralham e ninguém tem razão.

domingo, setembro 12, 2010

Time Out

Pode ser defeito de fabrico, meu claro, sempre que nasce um projecto editorial que me interessa passo a torcer pelo seu sucesso. E bem sabemos como andam difíceis as coisas pela comunicação social. Por isso sou comprador fiel da Time Out desde que ela lançou a edição Porto. Confesso que me tem dado a conhecer uma cidade que eu julgava não existir, o que me tem deixado preocupado. Mas estou a recuperar terreno. Mas na semana passada pude verificar que a revista se impôs e é já uma referência na cidade. No Sábado resolvi ir a um dos locais lá referenciados como tendo serviço de "brunch", o "Fim de Boca" na Rua da Firmeza. Abandonei a minha foz apesar de ser um fantástico dia de sol, mas queria "conhecer" mais. O restaurante estava cheio e o empregado confidenciou que era assim desde que tinham saído na Time Out. Quinta feira resolvi aproveitar um dos seus cupões de desconto no Grappa. Casa cheia e tudo de cupão na mão. E era assim desde o início da semana. Espero que estes sejam sinais seguros de que este projecto não morre.

Os desafios da Europa

O problema com que a Europa se debate nos dias de hoje é grande e deveria merecer a nossa atenção. Pacheco Pereira no Público e no Abrupto foca alguns dos aspectos. "Não me sobram dúvidas que muitos aspectos da crise têm que ser combatidos a nível europeu. A minha dúvida está em saber até que ponto esse combate se faz pela conjuntura, ou se se é capaz de ir mais longe na percepção de que a crise de 2008 se manifestou na Europa por cima de muitos problemas estruturais que os governantes europeus têm cuidadosamente evitado defrontar: os custos incomportáveis do "modelo social europeu", que deu riqueza a duas gerações de europeus, mas que ameaça dar pobreza às seguintes; a perda de competitividade europeia face à globalização; a decadência de muitas instituições que estiveram na base do progresso europeu, como as universidades e centros de investigação; as dificuldades de a Europa servir de melting pot, como os EUA, para as suas populações imigrantes, em particular aquelas que, por razões religiosas e culturais, são mais distantes do padrão de vida laica das sociedades europeias, etc., etc. Uma Europa que gastou muito do seu orçamento a manter uma agricultura subsidiada para uma pequena parte da sua população, mostrou o peso dos interesses nacionais incrustados, que eram o outro lado do "motor franco-alemão"." Mas a critica que se faz aos governantes portugueses, de falta de visão de futuro e de definição de objectivos estratégicos, parece ser igualmente apanágio dos governantes europeus, que nem contabilistas querem apenas ver os Orçamentos e ver se os números batem certo. Não lhes interessa a estratégia, até porque essa tem interesses contraditórios numa europa que se diz unida. E como diz Pacheco Pereira depois de duas gerações ricas, a que vem a seguir e que é exactamente a dos nossos filhos, será pobre e enfraquecida.

sábado, setembro 11, 2010

OMO

Se fosse advogado enviaria uma lista de clientes para serem entrevistados pela Júdite de Sousa. Depois de Lima Duarte, Carlos Cruz, Dias Loureiro cabe qualquer um não?

Porque hoje é Sábado

"Bisonte ferido atacando um homem" - 15.000/10.000 AC (Lascaux, França)

sexta-feira, setembro 10, 2010

Vergonhoso e grave


Nem por acaso, o Ministro dos Negócios Estrangeiros reapareceu hoje para falar da sua preocupação sobre a imagem internacional do país por causa do enredo em torno do seleccionador de futebol. Fico sem palavras. Se é para isso mais valia que continuasse sumiço.

Ora neste preciso momento seria mais que urgente que o nosso Governo tomasse uma posição firme e clara quanto à pretensão da Comissão Europeia em dar mais uma machadada mortal na indústria têxtil portuguesa.

Com efeito, a Comissão pretende dar umas benesses aduaneiras ao Paquistão a título de apoio por causa das cheias e a troco de nada, mas como receia que a Índia e outros não achem graça a esse bónus a um concorrente deles e apresentem uma queixa à OMC, a Baronesa Ashton e os seus colegas propõem-se alargar a coisa a um conjunto de outros países (Índia, China e quejandos) o que se traduziria em fixar a Zero os direitos de importação na UE durante 3 anos para um conjunto de produtos têxteis de algodão.

Escusado será dizer que uma tal medida representaria a falência a prazo das empresas portuguesas que ainda operam neste sector e que estão essencialmente sediadas a norte. Se a União Europeia quer ter um gesto para com o Paquistão, pois que abra os cordões à bolsa em vez de andar a fazer de samaritano à custa da indústria portuguesa. É muito fácil ser generoso à custa dos interesses dos mais fracos, ou seja, de Portugal.

O Governo português e o seu MNE têm de responder ao país pela sua complacência nesta matéria e será escandaloso que se acobardem uma vez mais, escondam o que se está a passar e optem por não defenderem os interesses nacionais a troco de sorrisos e novos vislumbres de outros cargos e poleiros em instâncias internacionais.

Há sumiços que são criminosos.

Para animar

Aqui vai esta notícia.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Sumiços ou 'vou ali e já venho'

Chinfrim por chinfrim

Anda aí à solta um chinfrim danado por causa de o acordão do processo ‘Casa Pia’ ainda não ter sido disponibilizado. É evidente que não lembra ao careca lavrar sentença, mais a mais condenatória dos réus, e mantê-la fechada nalguma gaveta ou andar ainda a escrevinhar uns detalhes para completar algo que ainda não estava pronto.

A arenga de que foram problemas informáticos ou técnicos que explicam esse atraso na divulgação do acordão é outra explicação de mau pagador. Tudo isto é de facto lamentável, tanto mais que se vão multiplicando anúncios de que “não é de manhã, mas vai ser de tarde”, que depois se transformam em “não é hoje, mas amanhã concerteza”, e por aí fora.

Mas ao ouvir certos interessados na matéria, dir-se-ia que a situação é inédita. Ora não o é. Todos os dias há tribunais a decidir isto ou aquilo, mas sentença escrita nem vê-la. Chega a demorar mais de um mês para a parte conhecer a letra da decisão judicial. O nosso sistema judicial chegou a este estado lastimoso sem que o facto tenha aparentemente incomodado muito boa gente.

Mas desta feita, porque estão na berlinda uns tantos nomes sonantes, e não um Zé qualquer, saltam da cadeira umas tantas virgens ofendidas a clamar “aqui d’el rei”. Estão uns para os outros, é o que é.

Portagens nas SCUT

O Conselho de Ministros anuncia que vai começar a cobrar portagens nas SCUT à volta do Porto a 15 de Outubro. Teria sido preferível aplicar os princípios da universalidade e da simultaneidade (aplicar portagens em todas as SCUT aos mesmo tempo). Isto, claro, não querendo cortar na despesa...

É hoje


Sugestão para o serão. O tema é actual (e o cartaz é bonito).

IMPAGÁVEL

Fidel é impagável. Muito se deve ele divertir a tourear-nos. Depois de há já dezenas de anos ter sido canonizado pela esquerda, pese embora (ou por causa disso) se tratar de um dos mais nefastos ditadores do século XX, talvez ainda vá a tempo, nesta sua fase de arrependido, de ser perdoado pela direita. Após ter pedido desculpa pelos maus tratos aos homossexuais, agora, pasme-se, veio revelar que tinha perdido a fé: o sistema afinal não funciona. Os cubanos que viveram e sofreram os (d)efeitos do sistema porventura acharão que é pena que esta epifania tenha ocorrido tão tarde apesar das evidências.

Na boa direcção...


No fim do primeiro trimestre de 2010, o nível da produção industrial portuguesa não ultrapassava 87% do mesmo nível verificado em meados de 2008, ou seja, continuamos a produzir menos bens industriais do que produzíamos há cerca de dois anos.

Em termos de produtividade laboral, o cenário também não é resplandecente: estamos a 60%( produtividade por hora) e a 75% (produtividade por pessoa) da média europeia.

A isto junta-se uma fraca intensidade tecnológica que explica que a indústria nacional contribua com uns meros 14% de mais-valia onde a Europa apresenta 17% (dados de 2008).

Por muito que o Governo fale em empreendedorismo e em simplificar os procedimentos, continuamos muito abaixo da média europeia no que se refere à qualidade do enquadramento legal e administrativo em que os empresários têm de se mover. E nada ajuda termos uma máquina judicial cuja eficácia desencoraja qualquer investidor, bem como sermos dirigidos por autoridades públicas que são as que mais demoram a nível europeu a pagarem fornecimentos e serviços.

Tudo isso explica, pelo menos parcialmente, o facto de Portugal ser, a nível europeu, um dos países onde percentualmente mais empresas fecham portas ao fim dos dois primeiros anos de existência.

Resumindo: depois de 25 anos de Europa e dos seus envelopes, Portugal segue na cauda e arrisca-se a descolar dos mais atrasados do pelotão. Para que conste, quando ouvirmos o próximo discurso mirabolante do senhor “engenheiro”.

Postal de Tel Aviv (4)


Finalmente consegui marcar uma visita ao colonato de Ofra, ao norte de Jerusalém, um dos primeiros colonatos em terra palestiniana do West Bank. Fundado pelo grupo politico-religioso de extrema direita Gush Emunim, que considera ter recebido de Deus o direito de ocupar a Palestina, do mar ao rio Jordão, a visita a este colonato anunciava-se tensa.

O meu interlocutor esperava-me no portão de segurança de acesso ao colonato. Num tom de voz pousado e conciliador, este filho de embaixador e sobrinho do único Prémio Nobel de Economia em Israel explicou-me as razões que o fizeram decidir vir viver para aqui . “Viver entre familias com os mesmos objectivos e as mesmas ideias.”, diz.” Uma comunidade , aberta a quem queira vir, de esquerda ou de direita, mas cumpridores das regras do “shabat” – sem carro nem televisão ”, precisa.

“A minha mulher é uma judia ortodoxa e cumpre as regras vestimentais – mangas e saias compridas, cabeça coberta . No entanto, se for dar uma volta pelo colonato poderá ver que há quem se vista sem este rigor. Mas no “shabat” ninguém vê televisão e os carros ficam nas garagens. E esta atmosfera agrada-me.”

“Mas porque razão vir viver para terra ocupada, quando este tipo de comunidades existe em Israel?” pergunto
“ Há quem venha para os colonatos por motivos económicos (casas mais baratas, incentivos dados pelo Estado no ambito da política de expansão e ocupação)” explica. “ A minha família veio por razões ideológicas. Deus deu-nos esta terra e é nosso dever ocupá-la .”

Todas as noites, Jerusalém é invadida por cerca de 15000 jovens da periferia, na maioria vindos dos colonatos próximos, como o de Ofra, em busca de droga, bebidas fortes e violência. A atmosfera consensual que o meu interlocutor me explica poder viver em Ofra, não parece interessar estes jovens.

“É um grande problema que tentamos resolver “ admite .” O desmantelamento dos colonatos em Gaza traumatizou muitos destes jovens que se sentiram traídos pelo governo. Para eles e para nós Sharon foi um traidor” ,conclui.

A satisfação que sentem quando , Uzi no ombro, se lançam em acções violentas de ocupação e usurpação das terras das aldeias palestinianas vizinhas, já não lhes chega, penso eu.
O rabi garantira-lhes que Deus nunca permitiria serem expulsos de Gaza. E Deus permitiu.

Maria

SENSIBILIDADE E BOM SENSO

O mundo hoje é mesmo uma aldeia, como já alguém disse. Um pastor de uma pequena igreja de uma obscura cidadezinha da Florida decidiu comemorar o 11 de Setembro queimando exemplares do Corão e o planeta ficou à beira de um ataque de nervos. É evidente que o dito pastor não é uma pessoa equilibrada e que a queima do Corão é um acto estúpido e disparatado por todas as razões, quer pragmáticas quer de princípio.
No entanto, será isto motivo para tanta preocupação e azáfama de presidentes e governantes?
É.
Porquê? Porque existe receio, pelos vistos real e fundamentado, que a queima de uns exemplares do Corão por um lunático, num qualquer lugarejo perdido da América, provoque ataques terroristas, afecte as relações com os países muçulmanos e ponha em causa a segurança global.
Se é assim, há razões para existir uma mentalidade de cerco e de terror? Estão certos os que, generalizando, defendem que muitos sectores da religião muçulmana incentivam a agressividade contra o Ocidente? Espero bem que não e que a lucidez prevaleça.
Se numa qualquer cidadezinha do Irão o mullah local promovesse a queima de Bíblias havia lugar a um sobressalto do género? Claro que não. Os cristãos são perseguidos em muitos países muçulmanos e o seu culto proibido e isso, mal ou bem, não incomoda ninguém nos governos nem põe em crise a segurança global.
Há qualquer coisa de errado e irracional no facto de todos nos sentirmos em perigo, temendo ser atacados por muçulmanos mais exaltados, em consequência de um acto (condenável, gratuito e ofensivo mas pacífico) de um maluco fundamentalista, mas o problema não está só no pastor.
Para além disso, até compreendo que na generalidade dos países muçulmanos seja difícil entender porque é que o Presidente do país mais poderoso do mundo não consegue impedir o pastor de levar a sua avante, nem que para isso fosse preciso pô-lo 48 horas a reflectir no assunto como hóspede do estado. Acharão que se não se proíbe é porque se está de acordo e lá pegarão fogo a fotografias do Obama, mas enquanto nós nos preocupamos (muito bem) com a sua sensibilidade religiosa, haveria toda a vantagem que grande parte deles procurasse perceber o nosso sistema de liberdades e direitos. Não sei se existe algum mecanismo legal para proibir a fogueira do pastor, provavelmente não haverá, mas não me admiraria que dentro de pouco tempo passe a haver.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Pertinho


A NASA anuncia que há dois asteróides que hoje vão passar bem pertinho do nosso planeta.
Isto do “bem pertinho” é uma maneira de dizer, pois calcula-se que seja a uma distância equivalente à da lua.
Será isto um sinal para acordar o nosso Presidente, que tem até amanhã prazo para demitir o Primeiro? Estaremos “pertinho”? Ou a olhar para a lua?

Selecção nacional volta a fazer história

Depois do primeiro empate de sempre com a equipa do Chipre, a selecção nacional de futebol perdeu pela primeira vez na história com a Noruega. Estamos a fazer história e isso, a médio/longo prazos, é o mais importante. Força rapazes, estamos convosco.

terça-feira, setembro 07, 2010

A vida que escolhemos

Estava a escrever uma prosa sobre a volta ao quotidiano, quando este sacana resume tudo numa frase só.

Os golpes da Galp


A Galp anuncia um posto experimental de abastecimento de gasolina e gasóleo em Setúbal.
A “experiência” consiste em vender mais barato.
Consta que há uma grande expectativa sobre qual será o resultado da experiência, pois parece que há sadinos que gostam de pagar mais caro. Que emoção!

segunda-feira, setembro 06, 2010

Imposto "circulante"

Paguei, contrariado, aquilo que por todos é conhecido como o "imposto de circulação".

Vejamos:
A circulação de pessoas e bens é livre. Grande conquista dos cidadãos reforçada e estendida a toda a Europa por força da adesão à, então, CEE.

É livre, mas não é!

A dupla tributação é proibida.

É e não é!

Pagamos IRS, as empresas IRC, IVA, mais uma data de impostos, designadamente ligados ao sector automóvel, como todos sabemos, e também o imposto de circulação.

Existem as auto estradas que são pagas.

Existem estradas sem custos para o utilizador, financiadas pelos grandes impostos como o IRS, pelo imposto acrescido sobre os combustíveis, uma tese ecológica.

Mas essas estradas sem custos para o utilizador agora serão SCUT´S pagas (?).

E não é que o IRS foi agravado, subsiste o imposto “circulatório” e agora o imposto utilizador pagador!?

Só para simplificar: então O IRS, parte dele com o financiamento às Estradas de Portugal, tem como justificação apenas a manutenção daquelas estradas amarelas e brancas que vemos nos mapas?

Sim, mas já não chega!


Mas, mas muitas dessas estradas brancas e amarelas, ou parte delas, não estão todas esventradas e, algumas não são já até municipais?

Sinto que os impostos me estão a “ circular “, ou será de mim?

E o burro quem é?

PAÍS DE BRINCADEIRA

José Sócrates, admito com benevolência que por razões ligadas a qualquer mecanismo psicológico de fuga da realidade insuportável, tem andado permanentemente em campanha eleitoral, inaugurando jardins infantis dia sim, dia não e assumindo-se como paladino da defesa daquilo a que chama estado social e que ninguém (mal ou bem) atacou. José Sócrates vive, portanto, numa dimensão virtual lunática, o que nos irá conduzir ao desastre mais mês menos mês.
Entretanto, na realidade concreta o Estado endivida-se a 5,5% (óptimo investimento para quem acreditar na solvabilidade do devedor) para pagar dívida anterior e a despesa pública sobre 4% (quando todos os outros países europeus sob vigilância reduziram significativamente a despesa). O Estado para além das receitas fiscais cujo valor vai paradoxal e perniciosamente aumentando em tempos de crise ainda vai sacar liquidez à economia real, retirando-a do investimento privado e do sistema bancário, assumindo um encargo que nunca iremos conseguir pagar se não se reduzir drasticamente a despesa pública.
É sobre isto que um Primeiro Ministro minimamente lúcido e responsável, que soubesse o que anda a fazer, deveria falar aos portugueses.
O Presidente da República, por seu turno, para nossa desgraça também anda em campanha eleitoral, mais discreta é certo, passando os dias a reivindicar mais atenção para a agricultura, mais dinheiro para os jovens e mais empregos para o interior. Sobre o problema de fundo da desgovernação, da aritmética das nossas contas públicas e como ultrapassar a fragilidade da economia, nem um murmúrio do Professor de finanças. A “direita católica e contra o casamento gay” talvez constitua uma franja eleitoral marginal, como disse Paulo Rangel neste Sábado ao I, e Cavaco até poderá viver bem sem esses votos (facto que para mim está longe de ser evidente). Todavia, creio que será porventura maior o número dos que esperavam muito mais deste Presidente e que terão reservas em lhe dar novamente o seu voto.

Tony Blair

Fiquei espantado com o artigo que li ontem no WSJ escrito pelo Tony Blair a propósito do seu novo livro.



Aquilo que tem vindo a ser destacado do livro diz respeito à sua posição quanto ao Iraque. Neste artigo ele vai mais longe e refere que a Europa e o mundo devem ser mais longe advogando uma posição de força com o Irão e tratando sem grandes cerimónias a questão religiosa.

"The extremism we fear is a strain within Islam. It is wholly contrary to the proper teaching of Islam, but it can't be denied that its practitioners act with reference to their religion. I feel we too often shy away from this assertion, as if it stigmatizes all Muslims. But if it is true—and it is—it has to be faced, not just because it is true, but because otherwise we don't analyze the problem or attain the solution properly. If it is a strain within Islam, the answer lies, in part at the very least, also within Islam. The eradication of that strain can be affected by what we outside Islam do; but it can only be actually eliminated by those within Islam."

Mas o que não tem sido destacado e que me surpreendeu (talvez culpa minha pela falta de informação) foi a posição dele relativamente á crise e á forma como o mundo está a procurar tratar dela. Vejam este excerto:

"To summarize: I profoundly disagree with the statist, so-called Keynesian response to the economic crisis; I believe we should be projecting strength and determination abroad, not weakness or uncertainty; I think now is the moment for more government reform, not less; and I am convinced we have a huge opportunity for engagement with the new emerging and emerged powers in the world, particularly China, if we approach that task with confidence, not fear."

E este foi lider do Labour que é, habitualmente, quem advoga e pratica "mais estado" na economia.

A posição dominante relativamente a esta crise é que o Estado é que nos salvou de consequências mais graves. Aquilo que vemos agora é que é o Estado que tem de ser salvo. No nosso país o Estado vai ser salvo pelos nossos impostos enquanto eles existirem. Noutros países o Estado será salvo pela iniciativa, inovação, criatividade, trabalho de uma economia livre e cheia de iniciativa.

É esta "lufada de ar fresco" vinda de quem eu não esperava que tanto me agradou.

domingo, setembro 05, 2010

A prova de como isto vai mesmo ao fundo

Ao ler o JN que nos diz que 5 milhões de almas portuguesas vivem às custas do estado ficamos a perceber como dificilmente este país tem salvação. Entre reformados, os RSI e funcionários públicos chegamos a este lindo número. E somos cada vez menos os que trabalhamos e que dessa forma pagamos impostos para sustentar a máquina.

Os números são elucidativos:

3,5 milhões de reformados
675 mil funcionários públicos
390 mil no RSI
150 mil com subsidio de doença
550 mil desempregados

temos os tais cinco milhões.

depois o artigo diz que a trabalhar "já somos menos de 5 milhões" o que pressupôe que andaremos na casa dos 5 milhões.

Ao que juntaremos os estudantes que são 2.434.982 segundo Pordata sendo que destes 1.902.183 andam no sistema público.

Ou seja, no fundo os tais "menos de 5 milhões" têm que contribuir para quase 7 milhões. Esta piramide têm que dar mau resultado, está bom de ver.

Sabão macaco, precisa-se

Tudo começou uns dias antes quando uma revista cor de rosa anunciava a nossa necessidade de saber como viveu Carlos Cruz os dias antes da sentença, onde se refugiou, e com quem partilhou as suas angústias, o que é no mínimo insólito tratando-se de um processo por crimes de pedofilia e existindo probabilidade de condenação. O que se tem passado depois da leitura da sentença nem merece descrição. Carlos Cruz dá uma conferência de imprensa, multiplica-se em entrevistas onde tece considerações várias sobre a sua concepção de justiça – ou falta dela - e mantém um site onde ameaça revelar nomes de outras pessoas envolvidas no processo que não chegaram a ser investigadas por razões obscuras ou, pelo menos, pouco abonatórias para a justiça portuguesa. Ferreira Diniz também teve direito à sua conferência de imprensa. Hugo Marçal vai lançar um best seller chamado “sabão azul e branco” onde revela como decidiu comer o sabão que se encontrava na casa de banho do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa onde estava a ser sujeito a interrogatório, como única forma de o interromper. Não há dúvida que a todos estes senhores assiste o legítimo direito de contestar a decisão que os condenou por via de recurso, e o direito de dizerem o que têm a dizer, mas toda esta cobertura mediática e esta exposição democrática de pontos de vista parece-me estar a ir bem para lá do que permite qualquer limite de decência e de consideração pelas próprias vítimas. Porque afinal há vítimas neste processo, ou não há? Houve crimes sexuais contra menores internados numa instituição, ou não houve? E por ora estes senhores foram condenados por decisão judicial proferida contra eles, ou não foram?!

sábado, setembro 04, 2010

Selecção nacional

Não vi o jogo contra o Chipre. Fiquei triste com o resultado. Mas há males que vêm por bem, e pode ser que sirva para se perceber que o nosso futebol está podre. No mesmo dia dissemos adeus ao europeu sub 21 e empatamos com uma equipa de terceira categoria. Não há piloto automático que salve estado e podridão.

A culpa não é só da Federação, é também da Liga ou seja de toda a estrutura que comanda o futebol nacional. E já não chegavam estas estruturas organizativas, o último actor desta palhaçada chamasse Laurentino Dias, bem demonstrativo da trapalhada em que estamos enredados.

Mas claro que adormecidos como andamos todos, também aqui vamos ficar a ver a destruição lenta e vagarosa em que vamos cair. Lá se vai mais um anel.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Emissão de dívida com valor recorde em Agosto

Percebe-se daqui que isto está sem treinador, e em piloto automático...

Spill over

Segundo o Público de hoje, citando a Lusa, os deputados do PSD/Porto questionaram o governo sobre o desvio para Lisboa de verbas "comunitárias"* destinadas ao Norte. Já é alguma coisa, apesar do recato com que se questiona. Questionar parece protestar, embora não se assuma o protesto...

Que se saiba, dos outros partidos e dos outros distritos até agora ainda nada...

quinta-feira, setembro 02, 2010

O CIGANÃO FESTEJA REVOLUÇÃO LIBIA




O ciganão ao lado de Muammar Kadhafi foi figura no aniversário da revolução libia.
O Ciganão foi para onde devia e está com quem merece e deve lá ficar.
Mas nem o sinistro e assasino Muammar Kadhafi o quer por lá para outra coisa que não seja usar o ciganão como bobo da corte.
Diz a sabedoria popular - diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!

...a bem da Nação!!!

Adiposidade Mental

Muito do que aqui se diz mais não é do que o ar dos tempos, o fio que une muitas inquietações:
«O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que
revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito
em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade
moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do
excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e
conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que
de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos
tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e
comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e
realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e
romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem
apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta
mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e
telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance,
violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida
saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os
Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de
reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações
humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e
manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade
fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é
que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes
realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a
cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal
ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da
civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
Por João César das Neves

quarta-feira, setembro 01, 2010

Jogar para o lado ou chutar à baliza?


A Região Norte é mais uma vez espoliada de verbas da União Europeia que lhe seriam em princípio destinadas. Três quartos dos 178 milhões de euros que a União envia para o país ficarão em Lisboa sob a alçada de um chamado SAMA (Sistema de Apoios à Modernização Administrativa) e a pretexto de que o benefício do investimento na capital se difunde por artes mágicas pelo resto do país.

O centralismo doentio deste Estado caquético mas voraz já não se cura a aspirinas.
De nada valem as declarações enfáticas dos responsáveis políticos que papagueiam descentralização para afinal serem cúmplices condescendentes desta mascarada cínica.

O crime tem autores confessos: os governos PS e PSD/CDS que a seu tempo congeminaram essa fraude do “spill-over”, bem como a Comissão Europeia que assume o seu papel de Pilatos ao mesmo tempo que nos vende discursos sobre a coesão e a não discriminação.

A Regionalização do país estragaria estes arranjos. É por isso que ela é mais urgente que nunca. Para salvar o país e escorraçar os vendilhões.

Spill-over

Não me acredito em efeito de spill over. Aliás, ninguém acredita, nem sequer quem o usa como argumento justificativo para o descarado esbulho que significa a divisão proposta dos fundos europeus pelas várias regiões do país. Quando Lisboa retém 109 milhões de euros para projectos próprios, mais 28 milhões que representam mais de metade do dinheiro conjuntamente atribuído a mais três regiões nacionais, alguém tem ilusões que o faz para beneficiar, ainda que reflexamente, o resto do país, ou essas mesmas regiões? A riqueza lisboeta nunca se deixou reproduzir, nem contagiou em momento algum o interior do país, ou a região Norte, ou o Alentejo, que assim se vêem sistematicamente privados dos fundos vitais para o seu desenvolvimento. De resto, devia ser proibido aos nossos governantes usar estrangeirismos e designações opacas de política económica que invertem a realidade. Neste caso, o efeito de spill over significa um efeito de sangria sobre as zonas mais pobres do país, ou inversamente, o engordamento da nossa capital que ainda se move e decide como quem tem império. O que pode acabar efectivamente por desencadear um gigantesco efeito de spill over, mas no sentido usado a propósito do desastre no Golfo do México: o do alastramento da mancha negra...

Spill over

Perante este escândalo, a situação cala-se. Da esquerda à direita ouve-se um silêncio cumplice, prova de que - lá em cima - está tudo de acordo.

Claro que o spill over, a existir, funciona também ao contrário: aplique-se o dinheiro no Norte para se sentir o efeito difusor em Lisboa.

A modernização está à vista: encerramento de tribunais, de escolas, de urgências. Encerramento da esperança pelas novas gerações, e aposta firme na migração. Fuga do interior para o litoral, e, uma vez no litoral, rumo a Lisboa.

Com a complacência geral, assistimos - serenos, venerandos e obrigados - à total ausência de uma política de território, e à implementação efectiva das práticas de despovoamento.

A população vai consentindo. É o regime que somos. Um regime apático, tolerante e subserviente.

Encolhemos os ombros e pensamos "o que será o almoço?"