quinta-feira, setembro 09, 2010

Na boa direcção...


No fim do primeiro trimestre de 2010, o nível da produção industrial portuguesa não ultrapassava 87% do mesmo nível verificado em meados de 2008, ou seja, continuamos a produzir menos bens industriais do que produzíamos há cerca de dois anos.

Em termos de produtividade laboral, o cenário também não é resplandecente: estamos a 60%( produtividade por hora) e a 75% (produtividade por pessoa) da média europeia.

A isto junta-se uma fraca intensidade tecnológica que explica que a indústria nacional contribua com uns meros 14% de mais-valia onde a Europa apresenta 17% (dados de 2008).

Por muito que o Governo fale em empreendedorismo e em simplificar os procedimentos, continuamos muito abaixo da média europeia no que se refere à qualidade do enquadramento legal e administrativo em que os empresários têm de se mover. E nada ajuda termos uma máquina judicial cuja eficácia desencoraja qualquer investidor, bem como sermos dirigidos por autoridades públicas que são as que mais demoram a nível europeu a pagarem fornecimentos e serviços.

Tudo isso explica, pelo menos parcialmente, o facto de Portugal ser, a nível europeu, um dos países onde percentualmente mais empresas fecham portas ao fim dos dois primeiros anos de existência.

Resumindo: depois de 25 anos de Europa e dos seus envelopes, Portugal segue na cauda e arrisca-se a descolar dos mais atrasados do pelotão. Para que conste, quando ouvirmos o próximo discurso mirabolante do senhor “engenheiro”.

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