Mostrar mensagens com a etiqueta eleições presidenciais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eleições presidenciais. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Tisana verde


Peso as minhas palavras ( que, diga-se de passagem, são mais leves que o ar; ainda ontem botei as consoantes todas na balança que a Zulmira utiliza para os bolos e o fiel nem se mexeu): os discursos de fim-de-noite eleitoral dos candidatos a Chefe Soprano das Forças Armadas foram mais deslavados que a ladainha que a minha cunhada entoa no fim do Terço.

Então aquela de que o eleitor derrotou a calúnia, parecia chá requentado no micro-ondas de uma confeitaria de Felgueiras. E em vez de açúcar, meteram-lhe um Canderel quando falaram em ‘vitória expressiva’. Dizem que vai ser mais activo na próxima rodada? Oh messa! É caso para perguntar o que lhe faltou para ser activo no primeiro serviço, mas nestas coisas quem sabe é a patroa que me está sempre a chamar a atenção: o refugado deve ir duas vezes ao lume.

Não, não houve chama nenhuma. Um arrastar soporífico de números e palpites. Ele aparece cada um a teorizar e a explicar que um tipo até sente uma azia a subir-lhe à garganta e nem um palavrão consegue dizer. Uns deles estão mais envelhecidos, outros mais gordinhos, alguns com menos cabelo ou mais esbranquiçados, mas reconheçamos que vêm todos, excepto talvez o Maltês, com ar lavado e penteado, e falam, falam, e falam ainda.

Desta feita a Zulmira não precisou de me chamar. Ainda era Domingo quando entrei nos lençóis e sabem que mais? Até me esqueci de tomar a tisana verde e afinal dormi como um santinho. Valha isso.

domingo, janeiro 23, 2011

Será contra-informação?

Cavaco perdeu mais de meio milhão de votos.

60% dos eleitores não quis votar em nenhum deles.

Coelho, o anti-isto-e-aquilo, é segundo na Madeira e primeiro no Funchal.

O PS, o Bloco, mais o cachecol vermelho do Garcia Pereira conseguem quase...20%

Nos Açores, em cada 10 portugueses, 7 ficaram a tratar das vacas.

Qual México. Viva mas é o Paraguai!

Viva o México!



Cavaco Silva passou a sua campanha a dizer que estas eleições eram muito importantes.
A maioria dos eleitores achou que não eram importantes.
Cavaco perdeu.

O Alegre passou a campanha a dizer que o seu percurso passado era uma garantia para o futuro.
Uma larga maioria dos eleitores não confiou na dita garantia.
Alegre perdeu.

Fernando Nobre passou a campanha a puxar dos galões de humanista impoluto como caução para o desempenho de mais altas funções.
Uma ainda mais larga maioria de eleitores tirou-lhe o escadote.
Nobre perdeu.

Francisco Lopes passou a campanha a afirmar-se como a voz dos trabalhadores.
Uma minúscula minoria ouviu-o enquanto uma larguíssima maioria dos tais trabalhadores preferiu outros timbres.
Lopes perdeu.

O Moura passou a campanha a abotoar um casaco mal feito e a piscar o olho alegremente à porta das confeitarias.
Uma microscópica minoria de eleitores comoveu-se com os sapatos do dito.
Moura perdeu.

O Coelho passou a campanha a pisar bolinhas de mau-cheiro.
A maioria dos eleitores tapou o nariz.
Coelho perdeu.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Eleições presidenciais

Ao contrário de muitos penso que os poderes do presidente são suficientes para lhe permitirem ter um papel importante na vida politica portuguesa.

Mas continuo sem me entusiasmar com esta eleição. Já o disse várias vezes que não me revia em nenhum dos candidatos e como tal desta feita vou mesmo abster-me.

Não me apetece votar no mal menor, Cavaco Silva, e até acredito que não precisa do meu voto para ganhar as eleições logo na primeira volta.

A "Campanha Tiro no Pé", como lhe chamei recentemente no Porto Canal, tem ainda assim sido mais simpática com Cavaco Silva, que vai começando a ter os seus banhos de multidão, e mais complicada para Alegre que se encontra numa camisa de forças tal o imbróglio em que se meteu com os apoios do PS e do BE.

Francisco Lopes terá os votos comunistas e não conta para a história.

Fernando Nobre, de quem esperava um pouco mais, tem ainda assim tentado discutir alguma coisa mas a falta de máquina tem sido notória.

Defensor Moura é o caso sintomático do passo maior do que a perna.

E o nosso Tiririca não consegue sequer ser divertido.

O panorama é por isso tão desanimador que não auguro grande adesão ás urnas, a não ser que a estratégia de Cavaco em atacar o Governo sirva para lhe capitalizar o voto de descontentamento para com Sócrates e as suas politicas.

Dia 23 lá se saberá.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

BPN

É triste quando o tema central da campanha presidencial é o BPN. É pena duplamente pois o que se discute não é bem o problema BPN mas sim as acções de Cavaco Silva. O tema deveria ser discutido mas na sua grande amplitude. Também aqui é a justiça que deveria funcionar e não funciona. Pobre país este que tem estes candidatos ao mais alto cargo da nação.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Concerto na Ajuda


Já há debates.
Pois ainda não vi nenhum e, sinceramente, acho que não vou ver os que faltam.
Falta-me a paciência e como ainda não descobri em que botequim se compra uma recarga (será numa retrosaria?), prefiro fazer palavras cruzadas. Por falar nisso, encalhei ontem numa horizontal em que me pediam “ave semelhante à avestruz”: estive para pôr o meu nome mas não encaixava naquelas três casotas.

Ainda não percebi bem qual é o nosso regime constitucional. Ouço uns explicarem que é parlamentar e logo outros me afiançam que é semi-presidencialista. Organizar-se um voto directo e universal para um cargo cujo titular nos vem periodicamente dizer que não pode fazer nada, que não tem poderes, e que isto e aquilo, embora e apesar, desculpem lá mas não atino.

Debatam à vontade. Sim, porque há gente a passar fome, há viúvas, há desemprego e a coisa está negra. Sempre entretem alguns ou pelo menos distrai. Mas já lhes conheço o circo e sei de fonte certa que o leão está doente, o tigre não tem dentes,o trapezista tem sempre uma rede e já nem os palhaços me assustam. É tudo emoção de fancaria e para espectáculos pindéricos já dei.

Mas que raio de ave, não sendo uma avestruz, lhe é parecida?

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Uma sonora gargalhada

Manuel Alegre parece andar a fazer de propósito para perder. Não sei bem se aquilo que o move é mesmo a vitória de Cavaco ou se tem medo que exista uma segunda volta mas não seja ele o adversário do actual presidente mas sim o seu novo ódio de estimação o santo Nobre. Cá para mim Cavaco vai dar um banho tãao grande que até vai parecer um tsunami. Não que me alegre com isso.....

quarta-feira, setembro 29, 2010

Cavaco 10 Alegre 0

É impressionante como o PS e Sócrates querem que Alegre perca. Sócrates justificou com a data de hoje para apresentar este pacote pois não queria interferir com as reuniões que o presidente da república ia ter com os partidos. Como quem diz, "Cavaco já os chamou á pedra e por isso agora tenho terreno para fazer o que quero....".

Alegre arrisca-se ainda a ter tantos votos como os de Defensor Moura, pois mesmo os bloquistas estão aqui estão a saltar do barco.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Cavaco III

O nosso sistema exige que a eleição do Presidente se faça por 50% dos votos. Essa regra incute em nós todos a ideia de que o presidente tem de ser consensual, e que não precisamos de uma adesão total ao candidato em quem votamos. Espera-se que, se necessário, alguns façam o esforço e optem pelo mal menor.
Quer-me parecer que é neste registo que está a chamada "direita". Cavaco não é nada de extraordinário, mas é o que temos.
Neste quadro não faz grande sentido tentar arranjar um candidato "melhor", para correr o risco de vir a ter um presidente bem pior...
Mas tenho pena que as eleições presidenciais sejam um momento de continuidade, e não uma oportunidade de mudança. É que Cavaco ficou claramente aquém daquilo que eu esperava dele. Por exemplo no referendo europeu. Ou no casamento homo. Ou na tolerância de que tem gozado esta malta que está a governar o país. E não há nada que indique que as coisas venham a ser diferentes.