sábado, outubro 31, 2009

Vara


A questão de Vara já não se resume num "salto à vara" mas necessita de ser explicada através de um "circuito de salto à vara". Começa a ser muito preocupante. Não para ele que me estou a borrifar na personagem, mas para a credibilidade do nossos sistema democrático. É certo que cheira a merda por todo o lado, mas o problema é continuarmos a não conseguir estancar o esgoto. Um dia morremos mesmo afogados.

PSD

A disputa pelo lugar de MFL está quente mas ainda não atingiu as temperaturas máximas. Pedro Passos Coelho assumido candidato, outrora ultra-liberal hoje um defensor do bloco central, ainda não sabe quem o irá defrontar. O que para montar uma estratégia é fatal.

Mas Passos Coelho tem um problema maior do que desconhecer o adversário,ou adversários. É que não basta ser telegénico e falar com ar sério, pois aí Paulo Pires por exemplo bate-o aos pontos mas decidiu que era actor. É preciso ter consistência programática, é preciso ter credibilidade, é preciso ser vencedor e é preciso ser "idolatrado". E julgo que Passos Coelho não reúne as quatro características.

Se entramos no campo das suposições Marcelo Rebelo de Sousa é com efeito um perigoso adversário. Consistência programática não lhe falta, credibilidade idem aspas e é idolatrado/odiado, se bem que as suas principais vitórias tenham sido conseguidas no parlamento.

Mas se Marcelo não for mesmo ao ringue, que já se viu será feio e com poucos modos, e deixar o combate para outros?
Aguiar Branco?
Santana Lopes?
Alberto João Jardim?

Os três já demonstraram que não vão com PPC nem com as suas ideias mas isso não chega.

Mas Aguiar Branco não reúne as 4 características, pois não é idolatrado nem é vencedor
Santana não tem credibilidade
Jardim falta-lhe igualmente credibilidade e em termos de consistência programática tenho alguma dificuldade, mas é um vencedor por natureza e idolatrado/odiado.

Mas acima de tudo o que se vai assistir nos próximos dias pode não ser muito edificante. Para o PSD claro.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Carlos, separados à nascença ou um irmão mais velho?

Óleo de Norman Rockwell "Triplo auto-retrato" - 1960
clique na imagem

Dá que pensar

Ouvi algures a notícia de que nos últimos meses nasceram, na região de Bragança, 13 crianças durante o transporte em ambulância a caminho da maternidade. Nalguns casos, durante percursos de cerca de 100km em estradas sinuosas e isto porque a maternidade que antes servia essa zona foi encerrada.

Se bem recordo, a motivação para o encerramento dessas maternidades no interior do país assentava no facto de nelas não ocorrer ao longo do ano um número de partos suficiente para que se pudesse concluir que o serviço acumulava a boa experiência e atingia as boas práticas.
Tudo, portanto, em nome da segurança e da qualidade do serviço. Parecia ter lógica.

Mas a pergunta que se deve agora colocar é a de saber se esta multiplicação de nascimentos nas curvas e contra-curvas transmontanas e às mãos dedicadas de bombeiros esforçados, mas necessariamente pouco preparados para o efeito, constitui uma real melhoria na qualidade da assitência médica àquelas populações, em nome da qual lhes encerraram as maternidades.
Dá que pensar

O relógio no Porto

José mostra orgulhosamente o seu novo apartamento a um amigo após um jantar bem regado.
Quando chegam à sala, o amigo repara numa tampa de panela, enorme, pendurada numa parede e pergunta:
- O que é aquilo?
José responde:
- É o meu relógio!
- E como funciona? - pergunta o amigo.
José pega num martelo e arregaça uma pancada enorme no gongo. De repente, ouve-se do outro lado da parede:
- Pró caralho, grandessíssimo filho da puta. SÃO DUAS HORAS DA MANHÃ!
- Num falha, carago!


boa noite. Vou dormir.

Freguesia de Lordelo

Já por aqui devo ter dito que me sinto um "Dino" na freguesia de Lordelo do Ouro. Já são 12 anos que por lá me arrasto, os últimos 6 como presidente da mesa da assembleia. E hoje, posse para mais 4. Os últimos seguramente.

Foi bonita a festa pá. Decorreu na Casa de Lordelo, uma obra fantástica gerida com coragem pela Dra Maria do Carmo Roncon.

A sala estava cheia. Não só de amigos dos eleitos, mas também dos representantes das muitas associações que existem na freguesia. Um bom sinal.

Lá instalei a assembleia. No total de 13 eleitos 4 caras novas no ps e 1 repetida, repetida na CDU e 1 cara nova na coligação e 6 caras mais que conhecidas. Mulheres 4.

E uma nova presidente, Gabriela Queirós, que fez um grande discurso. Com mestria apontou os caminhos que queria seguir. Com igual saber vincou bem os que não queria seguir. E ainda teve tempo para deixar palavras de esperança e apoio aos muitos lordelenses que deles necessitam. Temos mulher.

No final um espectáculo proporcionado por um grupo de "jovens" que costumam frequentar o lar de dia da Casa de Lordelo. A politica veio ao encontro da realidade.

Agora a vida continua.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Ar puro (2)

Com a devida vénia ao blogue de Carlos Romão "A Cidade Surpreendente"

Ar puro

Óleo de Winslow Homer "Three boys in a dory" - 1873

Conselhos paternais de esquerda

Paizinho, gostava de ser administrador de um banco.
Telefona a um sucateiro, filho.

Paizinho, gostava de ter um rolex.
Rouba traves da linha do Tua e vende-as ao Godinho, filho.

Paizinho, quero ser engenheiro.
Mas não temos um fax em casa, filho.

Paizinho, é difícil ser ministro?
Não, filho, basta ir para o PS.

Paizinho, tenho um colega que quer comprar o teu carro.
Diz-lhe que só vendo os do Instituto.

quarta-feira, outubro 28, 2009

37 Secretários de Estado

Promoveram alguns contínuos, mais o porteiro Perestrello : aqui

É só uma coisinha

Faz como eu digo, não como eu faço

A montanha russa? (2)


Depois da Austrália, a Noruega.
Who next?

Peixe graúdo

Vale a pena espreitar este site para perceber melhor a ligação de certos escritórios de advogados ao poder político instalado. É tudo contratos por ajuste directo e não se incluem as empresas públicas. Deixo aos interessados a oportunidade para vasculharem quem são os amiguinhos, na certeza de que isto merecia um estudo aprofundado para o qual não tenho nem tempo nem pachorra.

Três notas, todavia, para aguçar a vossa curiosidade:

a) Como se explica que em 234 contratos de prestação de serviços jurídicos por ajuste directo nos últimos doze meses, num valor global (à hora a que escrevo) de mais de 8 milhões de euros, 54 (cerca de 3 milhões de euros) tenham ido parar às mesas da mesma sociedade de advogados: Sérvulo (Correia) & Associados?

b) Como se explica que no mesmo dia 17 de Setembro a Administração Hidrográfica do Norte tenha concluído 4 contratos por ajuste directo com o mesmo escritório de advogados (Sérvulo & Associados) em que cada contrato ronda os 340 mil euros, mas em que se compreende mal em que é que diferem no objecto? Para permitir o ajuste directo?

c) Mais comezinho mas ainda assim picaresco: a Câmara de Gondomar ao contratar os serviços do escritório Alex Himmel & Associados está ou não a contratar com o escritório em que pontificava o genro do Presidente da Câmara de Gondomar, o Dr. Alex Himmel que entretanto abriu cartório notarial no centro do Porto?

Há ajustes directos curiosos.

A rede... ferroviária!!!

O Governo tem toda a razão para continuar a estudar as linhas de alta velocidade para o Algarve e entre Aveiro e Vilar Formoso. Precisamente porque o que está em causa não é "ligar o País à rede de alta velocidade", mas antes ligar a rede portuguesa à rede europeia da ferrovia do futuro.

Do que se duvida é das razões que possam ter levado o ministro "jamais" a conduzir esses estudos; e por uma razão simples. O dito ministro, e seus acólitos, não entendem o conceito de rede ferroviária. Na verdade, pouca gente o entende em Portugal. Grassa a desinformação. Todos confundem, uns ingénua outros deliberadamente, a questão da rede ferroviária moderna com a possibilidade de viajar a mais de 300 à hora, enquanto se toma um cafezinho...

Se entendessem, falavam de mercadorias - quaisquer 100 km/h chegam. Se falassem de mercadorias falavam dos nossos portos oceânicos. E do seu potencial de criação de riqueza e valor acrescentado. Desde que ligados ao centro da Península e à Europa além Pirinéus, em linhas compatíveis. E sabiam o que são rupturas de carga. E porque é que aumentam proibitivamente os custos do transporte de mercadorias. E porque é que matam a competitividade ibérica e europeia dos nossos portos. Em especial Sines; mas também Lisboa e Setúbal. E porque é que é preferível andar "só" a 250, para facilitar o transporte das mercadorias. E o que serão as ecotaxas e as portagens espanholas para as nossas empresas exportadoras, dentro de alguns 1o anos: fatais. E o que custarão as plataformas logísticas a quem nelas investir, se não houver bitola europeia na ferrovia ou os nossos impostos para os compensar. E a urgência que há em aumentar a produtividade dos estivadores... etc, etc.

E é neste imbroglio que se joga a capacidade de investimento do País nos próximos anos; e se hipotecam os ganhos de crescimento potenciais do futuro, comprometendo a qualidade de vida dos nossos filhos (e, porventura, netos também...).

Tudo a troco de umas dezenas de meses de emprego artificialmente acrescido...

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

Enquanto vendemos tapetes

Enquanto os responsáveis europeus se vão entreter amanhã e depois em Bruxelas a regatearem entre si os novos postos que o Tratado de Lisboa inventou para barafundar ainda mais a burocracia da União, ocorrem factos a leste que deviam merecer a melhor atenção.

A visita de Erdogan, o primeiro-ministro turco, ao seu vizinho iraniano Ahmadinejad na Terça 26 é um claro sinal de que a Turquia procura caminhos alternativos à sua comprometida adesão europeia, já que a Europa se tem comportado para com ela como um aldrabão que promete baldes de plástico em troca dos anéis de ouro.

Se a Europa falhar em arrimar a Turquia ao nosso espaço e aos nossos valores, será inevitável que aquele país e aquelas gentes se aliem ou aos persas ou aos russos. Sempre assim foi. E tal seria, na minha modesta opinião, um desastre para todos nós.

Sei bem que a adesão turca à União Europeia levanta dúvidas e reservas em muito boa gente, mas seria importante que essa questão fosse esclarecida de uma vez por todas e houvesse pelo menos a decência, já nem falo em coragem, de assumir resolutamente uma escolha, seja ela qual for. A Europa descredibiliza-se irremediavelmente neste teatro de sombras em que as negociações de adesão se transformaram por influência dos únicos interesses eleitoralistas franceses e alemães.

O nosso governo e o nosso ministro Amado acham que tudo isto não vale nada e estão prontos para o seguidismo do costume atrás do traseiro parisiense. Na verdade, no Palácio das Necessidades não há qualquer réstea de ideia sobre qual seja ou deva ser a nossa política externa nem quais são os nossos interesses estratégicos. São, ao mais alto nível, uns amadores a brincar com fósforos e escondem a sua ignorância com aquele tom enjoado e sofrido (ou será azia no fígado) com que preferem falar no eventual regresso da menina Alexandra.

Um nojo.

terça-feira, outubro 27, 2009

Sim, é ele, o "sapatilhas" (Covilhã 1986)

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Donde quieres que lo ponga?

CRETINO

Admirável a expressão de Manuel Machado, treinador do Nacional: um vintém é um vintém, um cretino é um cretino. Ora, nem mais.

Barões,notáveis e padrinhos


Marcelo Rebelo de Sousa diz que não vai ao ringue, pois ninguém ligou às suas ideias sobre como unir o partido. Acrescenta que se as bases fossem consultadas elas responderiam que queriam essa unidade de que Marcelo fala. Marcelo acha portanto que está com as bases e que foram os "barões" que torpedearam o seu método para unir o PSD.

E que método era esse? Reunir uns tantos barões (como ele é um tanto distraído ainda não se deu conta de que agora denominam-se "notáveis" e que pelo andar da carruagem ainda um dia se chamarão “padrinhos”) para discutirem as divergências e encontrarem uma plataforma de unidade e de distribuição de postos. No fim, supõe-se que haveria um fumo branco a sair por uma qualquer chaminé e que as bases de que Marcelo fala, mas que teriam ficado cá fora ao frio, lançariam urros de alegria e foguetes de contentamento ansiando aplaudir o herói que apareceria na varanda laranja: "habemus dux".

Tudo isto parece à primeira vista tão disparatado que merece uma segunda leitura: Marcelo está-se burrifando para o futuro do PSD pois já há muito tempo que na sua agenda riscou S. Bento e o substituiu por Belém. Com a escorregadela de Cavaco no caso escuteiro, Marcelo percebeu que a sua oportunidade podia estar próxima, com a vantagem de assim se antecipar ao regresso de Barroso. Aguentar ficar à cabeceira do adoentado partido durante uns pares de meses seria a missa necessária para lhe revigorar a imagem de unificador e lhe garantir um apoio e uma tesouraria suficientemente abrangentes e úteis para a próxima batalha eleitoral: a presidencial.

Entretanto, os tais barões saberiam que de entre eles nasceria o eleito para lhe suceder no partido na Segunda-feira seguinte ao voto, quer ele ganhasse ou perdesse.

Bem se vê que Portugal, no meio destes cálculos, é apenas um incómodo.

segunda-feira, outubro 26, 2009

A federação que temos

A federação preocupa-se imenso com o futebol. Em especial o das segundas e terceiras divisões. Basta ver na informação que é disponibilizada no site.


E veja-se a informação disponibilizada neste.

Afinal quem gosta de futebol?

W


E se a anunciada retoma de que faro-fino fala não fosse uma mera subida na outra perna do V desta crise mas apenas a tímida e passageira escalada intermédia de um W cujo segundo fosso se anuncia bem profundo?

Entretanto, a Rússia vende 50 toneladas do ouro das suas reservas (para fazer face ao déficit ) e nos USA abre falência um dos maiores bancos comerciais americanos do sector imobiliário. Schaub, o novo ministro das Finanças alemão, acaba de declarar que o futuro próximo vai ser negro. Por outro lado, a Suécia, a Itália, a França, o Reino Unido e outros que se lhe seguirão, afirmam ir decretar consideráveis reduções fiscais sem se preocuparem com a explosão dos déficits orçamentais. Ou seja, teremos a prazo uma inflação jeitosa: apertem os cintos e guardem os anéis.

À espera do raio verde


Nós pertencemos à minoria europeia que tem o privilégio de poder apreciar um pôr-do-sol na praia, pela óbvia razão de que é preciso que a praia esteja orientada a oeste para que o sol desapareça no mar.

Quando o sol toca a linha do horizonte e beija as águas do oceano, ficamos ali a olhá-lo e os mais prevenidos esperam que será dessa vez que verão o raio verde. Eu tive a sorte de o ver uma única vez na Foz. Não se esquece e dizem que dá felicidade.

Olhamos aquele sol a 'afundar-se' e acreditamos que ele está ali, na linha directa do nosso olhar a fixar aquela linha do mar, aquela linha do horizonte. Na verdade o sol não está ali. Nesse momento, o sol já está abaixo da linha do horizonte mas nós vemo-lo porque os seus raios entram num tal ângulo secante (quase tangencial) na atmosfera que sofrem um desvio, uma curva. Nós vemos o sol, não é uma ilusão, mas ele já não está onde os nossos sentidos o colocam.

Creio ser o que se passa com a actual dirigente do PSD. Ouvimo-la, vêmo-la, mas a senhora já não está na cadeira em que a vemos, a senhora já passou abaixo da linha do horizonte político. Alguns sabem isso e por isso se agitam, se concertam e se telefonam, enquanto prescrutam o engano dos sentidos a ver se vem um raio verde ou se, suprema benesse, são eles o raio verde.

Mas atenção: não há raios verdes vindos de leste e é preciso uma certa maturidade para ter o bom verde. Tampouco podem ser brancos, essa ausência de cor e de contornos. O mais provável é que não haja raio verde nenhum, o que seria muito triste. Mas vale a pena esperar e confiar: quem sabe? Eu uma vez vi um.

sábado, outubro 24, 2009

Céu carregadissimo

Nuvens, muitas nuvens. E não se percebe quando vai haver abertas. Há que habituar. E ainda por cima hoje muda a hora, que dá um trabalhão.

Céu carregado

Òleo de Dòrdio Gomes "Paisagem do Douro" - 1936

sexta-feira, outubro 23, 2009

É só fumaça


O novo governo é fraco, é mesmo fraquíssimo, o que para eles até é uma coisa boa pois as expectativas não poderiam ser mais rasteiras.

Dois ministros de Estado que valem pouco ou quase nada: o das Finanças é o piloto do maior défice orçamental e do record de endividamento do país ; o dos Negócios Estrangeiros, que é um ignorante das coisas europeias, reparte-se pelas festas do Kadhafi, por salamaleques à corrupção angolana e por abraços ao Chavez, ao mesmo tempo que o seu departamento se afunda em nepotismos de vária ordem.

Seguem-se os três guarda-costas do engenheiro: o Silva Pereira, homem para todos os fretes, mais o SS e o outro Pereira, estes dois com poder de gatilho, pois claro.
Na justiça, sector em estado catastrófico a precisar de um político de peso e com ideias e iniciativas, aparece uma nulidade palrante, seguramente disposta a cumprir os recados dos arguidos do costume.

As surpresas podem vir dos novos recrutas, pesos-pluma mais ou menos desconhecidos, que provavelmente não tardarão a mostrar-se transparentes como a tal Teresa Ribeiro que se evaporou no dia seguinte a ter sido empossada como Secretária de Estado para os Assuntos Europeus e que, pelos vistos, vai continuar a ser a nuvem perdida do Palácio da Cova da Moura.

Sócrates mostra a consideração que lhe merece o Parlamento ao enviar-lhe como delegado a anedota do Lacão. Quanto à pasta da Agricultura e Pescas parece extraordinário que o homem indigitado seja um administrador de um hospital: ou estava mal em Évora ou está mal nos tractores e traineiras, logo se verá.

Dos que sobram, aguarda-se o que fará a Isabel Alçada na Educação, já que do Gago não há nada a esperar a não ser soluços. Mas mesmo que haja uma ou outra andorinha no ramalhete, não vai haver primavera nenhuma.

Fraco, fraquíssimo, e é melhor dizê-lo já e com todas as letras

Estão uns para os outros

"Não temos nenhuma referência negativa em relação a qualquer um dos ministros" – dixit Aguiar Branco, líder parlamentar do PSD, sobre o novo governo. Isto está bem entregue, então não está?

quinta-feira, outubro 22, 2009

O novo Governo

Sócrates resolveu surpreender. Aguardo para ver o que dá, mas desde já fico assustado com a ideia da Defesa ser entregue a um "incendiário" como Augusto Santos Silva. Temo que nada fique de pé. Imagino-o mesmo em reuniões com as chefias militares, com as suas "bicadas" habituais e a sua pose de sobranceria intelectual. Vai ser lindo, vai.

Compras de livros ao cair da tarde

Não fazia ideia que Sócrates já tinha apresentado o governo, mas se o soubesse mantinha o programa de final de tarde. Ir comprar uns livros, aproveitando um tempo livre, coisa rara nos últimos meses. E assim mantive o programa e lá comprei uns livritos. Cada um como seu propósito:

- O Aniversário de Astérix e Obélix para puro prazer infantil (meu)
- Uma questão de carácter de Rui Moreira para reforço do carácter próprio e alheio
- O mar em Casablanca de Francisco José Viegas para acompanhar as aventuras do detective Jaime Ramos
- E Caim de José Saramago para poder criticar com conhecimento de causa e contribuir desde já com uns trocos para o senhor apanhar o próximo avião que o leve até à sua Pilar e deixe de dar conferências de imprensa.

Tenho dito.

O NOBEL PODE PREJUDICAR GRAVEMENTE A SUA SAÚDE E A DOS QUE O RODEIAM

Obama declarou guerra à Fox News, um canal de televisão com cuja programação ele não concorda. Tenho ideia de já ter visto uma coisa parecida por cá, mas não esperava isto do presidente americano. Acho que deve ser do Nobel. A avaliar pelas performances de Obama e Saramago dispomos de dados experimentais para poder tirar a seguinte conclusão: o Nobel perturba muito a sanidade de quem o recebe.

A propósito do novo governo

Acho que se pode dizer que a Ministra da Saúde (Ana Maria Jorge) e a Ministra do Trabalho (Maria Helena André) têm, cada uma delas, um nome muito próprio.

Os bateristas do PSD

Agenda 2010


Cinco Rs que (infelizmente) não mobilizam os partidos:

1. Reexaminar os limites da intervenção estatal na economia;

2. Reconsiderar o papel de Portugal no projecto europeu: que política externa?;
3. Reforma do sistema eleitoral;
4. Reforma da organização administrativa do território nacional;

5. Regionalismo.

Sugiro que o Nortadas vá tomando posição nestas matérias. Alguém adjudica?

Novos brinquedos


De seis em seis meses aparece alguém a falar na necessidade de Portugal enveredar pela produção de energia nuclear. Do que conheço sobre a matéria, que é pouco, assusta-me a aparente superficialidade com que alguns abordam este assunto.

De quantas centrais estão a falar? Que tipo de integração sugerem para a coordenação inevitável que teria de existir no espaço ibérico? Que custos de investimento e de exploração antevêem? Que medidas e que destino pensam dar aos resíduos radioactivos que resultariam de uma tal produção? Que soluções imaginam para fazer face aos custos financeiros do tratamento desses resíduos? Quantos anos, a partir do início da construção, esperaríamos até receber os primeiros volts? Qual o ganho financeiro para o consumidor entre um volt 'nuclear' e um volt não nuclear? Onde julgam que as populações aceitariam receber essas centrais? Em que estudos se baseiam para concluírem que não haverá outras alternativas de produção face à procura previsível de energia dentro de 10 ou 20 anos?

Não me espanta que pessoas que representam os interesses de vendedores de centrais afirmem a inevitabilidade em Portugal da energia nuclear, mas é exigível que todos os que admitem a sua necessidade não se fiquem por meras declarações de "porque não?" e exijam estudos rigorosos, sérios e pormenorizados. Valeu, Sr. General Eanes?

Os chicos espertos I



A quinta revista do i era dedicada aos "Chico-Espertos". E são muitos, cada vez são mais, com mais adeptos e o pior de tudo é que eu fico com cara de "Chico-Burro". Apesar de já ter "tropeçado" várias vezes em "chicos-espertos" continuo a pensar que a raça humana é composta por gente honesta, gente integra, gente respeitadora de acordos feitos. Pois bem; sou um crente bem sei.

Uma longa história contada em curtos pontos:
a) trabalho acordado com um grupo de 6
b) trabalho efectuado, entre Agosto e Outubro de 2008, e facturado a cada um dos 6 em Outubro de 2008
c) 5 pagam e um assobia para o ar
d) telefonemas atrás de telefonemas mas nada de chegar o cheque
e) Julho de 2009 recebo um telefonema de um advogado pretensamente a mando do meu caloteiro.

Advogado (adv) "Bom dia, o meu cliente diz que o senhor tem um pretensa factura que lhe quer cobrar?"
Eu próprio (EU)"pretensa não, ela existe por força de um trabalho efectuado"
Adv - Mas ele diz que nunca assinou um documento a formalizar o contrato
Eu - Mas na altura bastou-me a palavra dele
Adv - Sim, mas ele não assinou nenhum papel e até lhe mandou um fax a cancelar os serviços em Dezembro e o senhor facturou depois
Eu - Mas como se eu faço a factura no final do contrato, outubro de 2008, e o seu cliente cancela em Dezembro um serviço que diz que não contratualizou
Adv - Já vi que o senhor não quer colaborar por isso tenho que seguir as vias tradicionais
Eu- Faço notar que quem deve é o seu cliente e não eu
Adv - Já vi que não há conversa possível. (e desligou)

como diria Fernando Pessa, "e esta hem?"

Semanário



O jornal Semanário morreu. Ou melhor, foi enterrado pois infelizmente estava morto há muito tempo mas uma estranha "máquina" mantinha-o "vivo". E esta constatação origina-me dois estados de espirito bem opostos: estou feliz e estou triste.

Feliz por ver que algo que era uma mentira e vivia sabe "Deus" como, chegou finalmente ao fim. Não distorcia o mercado pois já não tinha vendas nem angariava publicidade. Servia para uns "umbigos" mandarem recados uns aos outros.

Triste porque lá trabalhei durante 4 bons anos, lá fiz bons amigos, lá fiz parte de uma boa equipa que lutou para manter de pé um jornal que na altura sim, era bem feito, tinha credibilidade e possuia um quadro de jornalistas de qualidade.

Espero é que aqueles que ali procuravam um trabalho honesto consigam rapidamente voltar ao mercado de trabalho. Quanto a outros que tais, deixai-os andar.

Declarações II

Em entrevista à CNN Berlusconi declara que governa a Itália por sentido de dever e de sacrificio, não porque goste do lugar ou da sua função. Declara também que nunca cometeu uma única gaffe, uma só que fosse, e que tudo é inventado pelos jornais, que aliás são os únicos culpados do fim do seu casamento com Veronica Lario, porque ela acreditou - e não devia, é claro :-) - em tudo o que era dito pelos jornais. Também diz: "Eu penso sempre antes de falar". "Até posso contar piadas e histórias, mas são sempre piadas que toda a gente pode ouvir. Estou sempre consciente daquilo de que se está a falar". Mas o mais curioso de tudo até nem são - por estranho que pareça - as declarações em si, mas a constatação, ao que parece fundada, de que a popularidade política de Berlusconi se mantém relativamente intacta, com uma ligeira descida entre o eleitorado feminino, apesar dos escândalos em que se viu envolvido e das gaffes em que vai incorrendo. Apesar dele dizer que não. E viva Itália!

Declarações I

Afinal Saramago admite que “A Bíblia tem coisas admiráveis do ponto de vista literário"...mas contrapõe, referindo-se aos episódios mais violentos do Antigo Testamento que "Deus não é de fiar"...É dificil de saber realmente qual a explicação a dar a tantas e tão desencontradas afirmações sobre Deus, a Biblia, o Inferno, que hoje, segundo as palavras do nosso Nobel, indagado em conferência de imprensa, já não é bem um castigo reservado pela Igreja como pena perpétua e sem remissão para aqueles que qualifica como pecadores, mas um lugar que ocupa espaço na nossa cabeça, mas a verdade, é que Saramago as faz de forma arrogante, desagradável e sem qualquer consideração ou respeito por ninguém ou pelas suas crenças. É curioso até como ao falar da Biblia não explica, coisa que me explicaram bem pequena, que há realmente uma diferença profunda entre o Deus de vingança do Antigo Testamento, de Abel e de Caim, a que evidentemente se refere, e a mensagem do Novo Testamento que vem acrescentar os dois mandamentos mais importantes: amarás a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a ti mesmo. Bem. Mas hoje parece que estava em dia sim. É que, apesar de tudo, "a Biblia tem muita coisa que vale a pena ler". E deve ser o máximo de boa vontade que vamos conseguir....

quarta-feira, outubro 21, 2009

Toques de Deus

Em determinados momentos apetece parar, reflectir e deixar que a mente se liberte. Entramos na "paz de espírito". Esses momentos encontro-os de formas diferentes, em momentos também eles diferentes mas sempre com o mesmo resultado. E hoje encontrei-o ao redescobrir o "Toques de Deus". Lembrei-me de ir ver o que anda a escrever o meu amigo Zé Maria, agora "desterrado" em Madrid. E lá encontrei um mundo imenso de reflexões, sem azedume, e um blog rico de opinião e informação. E de um post retive uma frase "Sobre a tua fraqueza trabalhará a minha força". É esse o espirito e o sentido da vida. E caro Zé Maria, uma derrota numa eleição de jotas partidárias é sinal de grandeza. Um abraço.

Foguetes de Outono

É seguramente uma deficiência minha, mas nunca consegui acabar de ler um livro do Saramago: às vezes até chego a meio mas antes ou pouco depois pouso-o e esqueço-o. Repito: devo ser um bruto.

O Saramago e/ou a sua editora ou agente sabem do negócio. Sabem que a melhor forma de suscitar curiosidade e compradores é apimentar cada lançamento com um desaforo qualquer. E se houver pretexto para umas tantas conferências de imprensa para alegadamente reagir a umas contra-declarações de um bispo ou de um político, tanto melhor. O euro-deputado Mário David e o bispo do Porto deviam perceber que estão a dar-lhe corda e a ajudar ao sucesso do "Caim". Mas eles lá sabem.

Parabéns



Parabéns ao Asterix e ao Obélix! 50 anos é uma bonita idade!

Simpatizo com esta ideia de resistência, ainda e sempre, ao invasor...

Sugestão

Aqui vai uma sugestão para esta semana

Pernil de porco


Depois do leite, outra tempestade em preparação no sector agrícola: a carne de porco, cujos preços se afundam.

terça-feira, outubro 20, 2009

a coisa promete


A guerra ainda vai aquecer, mas ainda assim está quente. De um lado Francisco Balsemão e do outro Nuno Vasconcelos. Ou seja, de um lado grupo Impresa e do outro Ongoing. Ou seja de um lado Francisco Balsemão e do outro Ricardo Espirito Santo. Lembram-se das noticias do Expresso sobre os negócios do BES no Brasil e na Argentina e que levou a corte de publicidade do banco no grupo Impresa? pois a coisa agora vai ser ainda mais dura. A escalada verbal começou no sábado no expresso, com resposta na segunda no diário económico. Aguarda-se a entrada em cena da TVI e ver para que lado vão cair os jornais da Controlinveste e do i.

Ainda sobre a fusão das Associações

Rafael Barbosa põe as coisas a nú: aqui

Os bota-abaixo e os bota-fogo


A ideia avançada por Marcelo Rebelo de Sousa de se convocar uma reunião de ex-líderes do PSD e de chefes de "sensibilidades" de molde a encontrar-se uma plataforma de unidade no partido parece-me uma ideia peregrina de alguém que apenas pretende criar uma imagem de mediador habilitado ou de apaziguador encartado.

Marcelo Rebelo de Sousa é suficientemente inteligente para saber que uma tal "cimeira" não tem qualquer cabimento e que, para todos os efeitos, os interessados são livres de conversarem entre si onde e quando quiserem. Falar do assunto em público é, aliás, a melhor maneira de o impossibilitar.

Marcelo entrou decididamente em campanha mas, pelos vistos, arrisca-se a transformar-se no bombeiro pirómano que provavelmente nunca deixou de ser.

Abaixo o norte?

Porque será que a EDP vende a sua participação na Sonaecom?

C'est fou

segunda-feira, outubro 19, 2009

Sarama(r)go

Saramago disse:

- "A Bíblia é um manual de maus costumes".



Saramago do alto da sua avançada idade, na minha opinião, está amargo, está azedo e ofensivo.

Por mim, como cristão, desculpo o escritor e, esperando chegar e ultrapassar a sua idade, peço a Deus que me ajude a não conviver mal com a sentença de morte terrena que todos recebemos à nascença.

domingo, outubro 18, 2009

A fusão das Associações

A falada fusão da AEP com a AIP, que dará uma CEP parece-me uma inevitabilidade. Mas uma inevitabilidade a partir do momento em que a AIP (associação industrial portuense) resolveu passar a AEP (associação empresarial de portugal). Dessa forma perdeu identidade regional e não ganhou identidade nacional. Uma má estratégia que agora culmina na inevitável fusão. Só que ainda está por conhecer os contornos finais, nomeadamente quanto a estruturas e localização das mesmas.

Parece que a presidência fica em Lisboa, claro está porque querem estar perto do poder. Ora aqui está mais um exemplo da pescadinha de rabo na boca. E dela não vamos sair.

Só espero que com esta fusão ganhem mais vida, e mais voz, quer a Associação Comercial do Porto, quer a AIMinho e outras associações que, essas sim, não dependendo de Lisboa e do Governo, possam continuar a reinvindicar, lutar e a defender os interesses do Norte.

Sim, porque o principal problema da agora AEP é o brutal endividamento e consequente dependência do estado centralista.

Ele há animais e animais

O mundo anda louco e acima de tudo perigosamente castrador. Agora acabou-se animais nos circos. Amanha vão proibir os malabaristas e os trapezistas pois as crianças podem ir para casa experimentar. Chegaremos então ao ponto em que o circo mais não é do que um somatório de palhaços de nariz vermelho e sapatos grandes. É certo que palhaços ainda por aí muitos, mas dos que tem bons empregos e chorudos ordenados com a única missão de nos chatear e %$&&/%#$$ a vida.

Quando Cardinalli colocar uma jaula de leôes em frente ao Parlamento, eu também lá estarei, do lado de fora está bom de ver, mas a apoiar contra esta estupidez.

Salvem-nos destes bur(r)ocratas.....

Dilemas

Agora que já se percebeu que não vai haver maioria, perdi os pruridos em escrever sobre este meu dilema. Não tenho dúvidas que seria melhor para o País se tivessemos um governo de maioria, fosse ele por acordo de coligação, fosse por acordo de incidência parlamentar.

Concedo que não será fácil negociar qualquer dos dois, com o ex/futuro PM Socrates. Porque este não tem grandes razões para mudar as suas políticas, pese embora elas lhe tenham custado a maioria, visto que ganhou as eleições. Apenas necessita de mudar de tom, procurar os acordos onde eles sejam possíveis e vitimizar-se sempre que não o sejam. Não duvido que nesse registo, após as presidenciais, poderá pedir ao Povo nova maioria.

Por outro lado, os partidos da oposição encontram-se entre a espada e a parede. Os da esquerda porque não tiveram votos para fazer a maioria sozinhos, não tem condições para negociar. Os da direita, porque só ganha quem não for para o Governo... se o outro for. E isso, assumindo que seria difícil para o que fosse para a coligação, descolar-se da imagem do PM, para melhor e para o pior.

Acontece que, sendo assim, nenhum dos dois irá para o Governo. E, não ganhando o País nada com isso, também não é óbvio perceber qual dos dois ganhará.

Estou certo que Paulo Portas e a sua direcção já pensaram sobre isto. Não duvido que saberão capitalizar na excelente oposição do passado, para agora fazerem ainda melhor, com mais gente e melhores propostas. Do lado do PSD o risco é o da balcanização. Creio que já o perceberam, muitos dos seus líderes, mas não sei se conseguem descortinar uma via para impedirem essa balcanização.

Só espero, sinceramente, que a estratégia do CDS - dos dois o único partido com rumo, liderança e projecto - permita obviar aos problemas mais sérios que o País enfrentará no próximo ano. E que isso permita fazer a diferença que responda ao meu dilema: que um dos dois partidos da direita consiga ganhar, estando os dois na oposição. Neste caso, o CDS. Que bom seria para o nosso futuro colectivo!!!

Para quem gosta destas coisas, aconselho a leitura da mais recente edição da Brotéria, totalmente dedicada ao proceso de expulsão dos jesuítas em Portugal. O decreto da expulsão fez agora 250 anos, e daí a escolha do tema.

quinta-feira, outubro 15, 2009

O excursionista mor


já saltou da camioneta. É verdadeiramente vergonhosa a atitude de João de Deus Pinheiro. Eleito há 15 dias já deixou de ser deputado. Com gente desta como se consegue credibilizar a politica e o parlamento? Impossível. Este comportamento só comprova o estado do PSD. Mas deixemo-los andar assim.

Handicap 59

Amuado por não ter sido indicado pelo PSD para uma das vice-presidências da Assembleia da República, Deus Pinheiro renuncia ao mandato de deputado para que foi eleito há pouco mais de 15 dias pelo distrito de Braga.
Nós bem avisáramos de que esta personagem não tinha credibilidade nenhuma, para além da sua jactância balofa. Nunca devia ter saído dos greens e dos buracos. Mas foi o próprio PSD que se pôs a jeito para mais uma tacada deste calibre.
Passem bem.

quarta-feira, outubro 14, 2009

ERC, TVI e a bagunça nacional

A ERC veio dizer o que todos diziamos só que com uns diazitos de atraso. Nada mal para quem tem por obrigação zelar pelo bom funcionamento do sector. Mas como já percebemos que eles do sector percebem pouco, ou querem fazer que percebem pouco, lá vamos festejando sempre que sai uma medida com pés e cabeça.

Mais entusiasmante são as justifcações da TVI para cancelar o Jornal Nacional. Um folhetim triste que a ninguém dignifica. Uma vez mais como vem sendo costume neste portugal dos dias de hoje.

Separados à nascença



Não sei qual dos dois vai mais longe, mas em termos de níveis de audiência e aparecimento na tv devem estar muito aproximados. Mal surge uma camara aparecem, posicionam-se e agitam-se para serem vistos. Um já é contratado para animar excursões de finalistas a espanha, o outro tem servido para animar o grupo de excursionistas em que virou o PSD.

CDS na Oposição

Paulo Portas deixou bem claro qual o posicionamento que o CDS vai ter no futuro. Concordo com a postura e fico contente que seja este o caminho. Fica pelos vistos arredada a hipótese que foi muito falada de uma ida para o governo.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Che e o Mao

Chegou-me à vista um comentário, ou melhor um documentário, que merece ser visto http://www.youtube.com/watch?v=9nqncTVPc8k&feature=player_embedded#at=485.

Como as modas e o politicamente correcto são difíceis de entender. E de aceitar.

Che, como todos os ditadores, não é um exemplo. Mas "virou" moda ou modelo. E mal.

e esta hem

estou eu no sapo para ler uma noticia sobre os "dinos" que se podem recandidatar em 2013 e eis que o link me leva noivo que mata noiva. Ainda não percebi se é erro do link ou se sou eu muito burro para perceber o que está subentendido no texto. LOL

Rescaldo total CDS

O CDS desta feita não consegue ser um vencedor. Não é para mim uma surpresa, mas deveria obrigar a uma reflexão séria.

Paulo Portas vale claramente mais do que o partido. Mas tem a obrigação de pensar o partido na sua organização regional.

Está visto que o CDS não pode continuar organizado por concelhias e distritais. O partido tem que se reorganizar, que unir concelhos, criar regiões, enfim partir para uma organização mais adequado à sua realidade e não continuar a viver num sistema envelhecido e fraco.

Bem sei que este é o principio da regionalização, mas até aqui poderiamos ser percursores na direita portuguesa e liderar esse debate que mais tarde ou mais cedo se vai colocar de novo aos portugueses.

Rescaldo eleitoral Vale de Cambra

O resultado não foi o esperado apesar de termos conseguido o segundo melhor resultado do cds a nível nacional. Mas o segundo lugar é sempre o primeiro dos últimos. Mas estão lançadas as pedras para o futuro.

Interessante verificar que o CDS consegue vencer nas freguesias mais urbanas perdendo nas freguesias rurais, o que contraria o passado mais recente. Isso pode significar claramente uma mudança de eleitores que o CDS consegue captar.

Parabéns José Pinheiro pelo trabalho feito.

Rescaldo eleitoral Porto 2

Em Lordelo do Ouro, Gabriela Queirós consegue um grande resultado. Aumenta votos, aumenta percentagem. Merecidos diga-se. Agora vêm aí mais 4 anos de trabalho. Pela minha parte, que passo a ser o dinossauro da freguesia, continuarei a tentar cumprir.

Uma palavra para Alberto Lima, presidente cessante, que é merecedor de todos os elogios quer pela obra que fez nos últimos 8 anos quer pela forma frontal e clara com que esteve e está na politica.

Rescaldo eleitoral Porto 1

Significativa vitória de Rui Rio, aumentando percentagem e solidificando assim a sua gestão.Uma vez mais a Assembleia Municipal regista um empate, deixando desta feita a Valente de Oliveira o papel de desempate.

Interessante também verificar que em Lordelo do Ouro, freguesia onde se situa o bairro do aleixo, Rui Rio consegue um dos seus melhores resultados. E isso verifica-se até nas mesas de voto relativas ao bairro.

Justa vitória por isso.

Conclusão

A política portuguesa é, em muitos aspectos, bipolar.

domingo, outubro 11, 2009

Vale de Cambra

Nos últimos dois meses Vale de Cambra foi a minha segunda casa. Fui recebido com simpatia e amizade. Independentemente do resultado de hoje, fiquei fã da terra e das suas gentes. Obrigado Zé, luis, daniel, susana, vitor, anabela, rui, albano, josé, joaquim e obrigado rosário.

O dia de hoje

Hoje estamos em mais uma eleição, desta feita com um envolvimento pessoal mais forte. Por isso aqui ficam os meus votos:

Porto - eleição de rui rio e vitória esmagadora de gabriela queirós em lordelo do ouro

Braga - vitória de Ricardo Rio

Paredes - 2º vereador de Manuel Ruão/CDS

Vale de Cambra - vitória do CDS de José Pinheiro.

emoções que cheguem para o dia de hoje. Espero que o meu coração aguente.

Jantar do Nortadas

Ontem foi noite de jantar nortadas. Desta feita foi o Bernardo que convidou e nos presenteou com um belissimo jantar. Quanto a temas de debate, foram muitos e bem animados. Mas isso era o menos importante. Mas haverá noticias a breve prazo.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Prémio FAD

O arquitecto João Trindade, de Évora, ganhou o prémio FAD de 2009!

Parabéns pela obra e pelo reconhecimento internacional.

O que é nacional é muito bom! Entre os 15 finalistas deste importante prémio de arquitectura encontravam-se 4 portugueses!

É obra!

Wishful thinking

A propósito da atribuição do Prémio Nobel da Paz a Obama, fui à Wikipédia ver este conceito:

Wishful thinking é uma expressão inglesa que por vezes se utiliza na língua portuguesa devido a ser de difícil tradução, e que significa tomar os desejos por realidades e tomar decisões, ou seguir raciocínios, baseados nesses desejos em vez de em factos ou na racionalidade.

quinta-feira, outubro 08, 2009

terça-feira, outubro 06, 2009

A montanha russa?



Vêm aí as subidas das taxas de juro. A Austrália deu o pontapé de saída

O sobreiro

Óleo de D.Carlos de Bragança "O sobreiro"

Há uns tempos, conversando com um companheiro do "Nortadas", dizia-me ele que o aumento do apoio ao Bloco de Esquerda era apenas uma moda que, aliás, não tinha base ideológica sólida. Não tenho dados que me permitam concordar ou discordar.

Mas certas notícias e o que leio em certos blogues, para já nem falar no que vários comentam nas caixas do Nortadas, dão-me a impressão de que se há uma moda por aí à solta, nomeadamente em determinados extractos da direita social e política, é este monarquismo sebastianista que entretem alguns jovens e emociona certas pessoas.

Compreende-se, até certo ponto e à luz do que tem acontecido no nosso xadrez político, que alguns confundam a sua perplexidade face a um regime semi-presidencialista que parece esgotado com o anseio de um sistema parlamentar puro que transforme o nosso Presidente numa Rainha de Inglaterra. Outros prefeririam sair pelo outro lado da ponte, ou seja, vêm com simpatia uma mudança de regime que copiasse o modelo francês de um presidencialismo forte que subalternizasse o primeiro-ministro.

Ora, desconfio que pelo menos uma parte daqueles "monárquicos" são afinal defensores de um parlamentarismo tipo inglês, embora deixem escapar com a água do banho a República e achem portanto natural que haja um monarca que assegure a estabilidade do Estado. Do meu ponto de vista, o erro é deles mas a opinião é democraticamente respeitável.

Outra música é a dos que misturam o assassinato de D. Carlos, acto vil e cobarde, com a implantação da República enquanto sistema político, ou que julgam esta pelos crimes de certos protagonistas ou de determinados períodos. Trata-se afinal de uma forma 'miguelista' de raciocinar e de argumentar, tanto mais que se tal servisse para julgar um sistema seria então necessário passar igualmente em revista os numerosos crimes perpetrados por vários monarcas lusitanos.

Em boa verdade, considero todo este debate não apenas uma moda espúria mas um sintoma da gripe que atacou uma certa direita (a esquerda é suficientemente esperta para não escorregar nessa casca de banana) e que julga assim encontrar um estandarte que mascare a sua impotência ou incompetência. É por isso que penso que o debate não vale um caracol e é uma mera distracção. E é por isso que (por enquanto) apenas sorrio quando me falam na necessidade de organizar um referendo sobre o assunto.

Dúvida

É de certeza um problema meu, talvez geracional, mas esta dúvida inquieta-me:

O que é, ao certo, a "ética republicana"?

segunda-feira, outubro 05, 2009

34°

Vale a pena dar uma vista de olhos neste relatório da ONU sobre o desenvolvimento humano em 2009, país a país. Portugal consegue estar à frente da Bulgária, embora atrás da Eslovénia.

Depois do "sim"...










Representante da União para os Negócios Estrangeiros?
Presidente da União?
...aguentamos com estes óleos de fígado?

O 5 de Outubro


"Eles matam-te, meu filho, e fico sem ninguém" – terão sido palavras deste jaez que a rainha-mãe, D. Amélia, terá dito ao seu filho, o rei D. Manuel II, para o convencer a sair de Lisboa e a refugiar-se em Mafra. Foi o que este fez na tarde de 4 de Outubro de 1910.

Horas antes, este afirmara aos que com ele estavam no Palácio das Necessidades: "Vão vocês se quiserem, eu fico. Desde que a constituição não me marca outro papel senão o de me deixar matar, cumpri-lo-ei".
Obviamente não o cumpriu.

Entretanto, o seu tio, D. Afonso, herdeiro jurado, barricara-se na Cidadela de Cascais, para onde convergiram todos os monárquicos das redondezas, dispostos a dar luta e empolgados pela determinação vibrante de D. Afonso.
Às duas da manhã do dia 5, um encapuçado abandonou a Cidadela, acompanhado de dois outros vultos e sem dar cavaco aos que lá ficavam: era D. Afonso.

Ao fim da tarde do dia 5, as rainhas-mãe D. Amélia e D. Maria Pia, D. Afonso e D. Manuel II embarcaram na Ericeira no iate real. A caminho do Porto, onde era suposto organizarem a resistência? Não! A caminho de Gibraltar.

É possível que hoje uns patuscos se passeiem no Tejo e tentem plantar umas bandeirolas azuis e brancas à porta de algumas juntas de freguesia. Deixem-nos fazer: são capazes de ainda assim valerem mais que aqueles.

sábado, outubro 03, 2009

Depois da trovoada

Òleo de Carlos Reis "Depois da trovoada"-1891

Rrrrrrode(i)o ao bloco

Hoje há festa da grrrrrrrrrrrrrrande. Rrrrrrrrrrrrrrodeo, olé!

Há rrrrrrrrrrrrrrrrrodeo em Salvaterra.

Terrrrrrrrrrra do bloco que tem no programa a "proibição de rodeos".

A coerrrrrrrrrrrrrrrrrrência, -vverrdade, "estamos prrontos"!

"Está na hora", a união da esquerrrrrrrrrda por um Porrrrrrrrrtugal moderrrrrrrno.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Gamelas


A ex-pluri-candidata Elisa Ferreira declarou que está disposta a trocar a gamela (sic) do cargo de euro-deputada europeia pelo cargo da presidência da Câmara do Porto. Já sabiamos que este seu 'amor' pelo Porto não vai ao ponto de trocar a dita por uma mera posição de vereadora, mas ficamos agora a perceber melhor que quando se candidatou nas eleições europeias considerava que ia buscar uma gamela. Esta elevada linguagem e esta postura tão digna serão justamente apreciadas pelo eleitor portuense.

CURIOSIDADES

Uma pessoa vai-se habituando às coisas mas é curioso como a realidade é capaz de nos surpreender.
O presidente e o primeiro ministro andam desnorteados e os cidadãos é que mantêm a serenidade.
Fazem-se referendos sucessivos sobre um tema até que se atinja o resultado pretendido por alguns e, obtido este, nunca mais se sujeita a referendo o mesmo assunto.
Toda a comunicação social que falava do negócio dos submarinos envolvia no assunto Paulo Portas enquanto Ministro da Defesa e, afinal, o que se anda a investigar, a avaliar pela mesma comunicação social, aparentemente não tem nada a ver com ele.

Já vou


Solo de Ataque

Pois é…sem ajudas dos árbitros, aparece o verdadeiro benfica. E logo contra uma equipa banal como o AEK que, nos dias de hoje, está para o campeonato grego, como o Setúbal está para o campeonato português. Mas a onda vermelha que esteja sossegada que, no próximo fim de semana, em Paços de Ferreira, estará o amigo vermelho de Setúbal (sempre os mesmos!) a dar uma mãozinha (pelo menos uma). Quantas vezes João Ferreira e outros árbitros de Setúbal apitam o benfica e quantas vezes o beneficiam? A Liga que esteja atenta (ok…é pedir muito). Tivessem sido árbitros estrangeiros (algo que os amigos comentadores e jornalistas do clube da 2ª circular tantas vezes pediram em épocas anteriores) a arbitrar os jogos desta época e tinham, no mínimo, menos 4 pontos. De parabéns está o Nacional que começa a ser um caso sério na Europa. Depois do Braga, parece que temos uma nova equipa pronta para lutar na (agora) Liga Europa de igual para igual. Não espanta, pois é uma equipa comandada por um dos melhores treinadores portugueses da actualidade. O FC Porto confirmou que é hoje a única equipa portuguesa capaz de jogar ao mais alto nível na Liga dos Campeões. Muitos ainda se devem lembrar que há alguns anos atrás o Porto jogava bem, mas faltava sempre qualquer coisa para ganhar (ou até empatar) com as grandes equipas europeias. Diziam os “entendidos” que era falta de experiência. Após 15 presenças na melhor prova de clubes do mundo, experiência é o que não falta. A vitória sobre o Atlético de Madrid (não confundir com o AEK!) foi um bom exemplo disso.
Nuno Ortigão

O referendo


Os irlandeses votam hoje um segundo referendo ao Tratado de Lisboa. Siga-o aqui.
Na União Europeia é assim: há países que votam uma vez, há países que votam as vezes necessárias até votarem "sim", e há países que alguns acham que é melhor nem sequer votarem. Neste triângulo escaleno, nós devemos estar algures no lado curto, apesar de nos terem dito (onde isso já vai) que nos arrumávamos no primeiro grupo. Uma questão de diferença de ângulos, ao que parece.

O Tratado de Lisboa é um mau tratado, mau para a União e mau para Portugal.
De há uns meses a esta parte, andam a explicar aos irlandeses que é um tratado óptimo para a Irlanda e que na crise actual é melhor entrarem na forma para não se arriscarem a uma réguada em forma. É possível que eles se assustem. Mas toda essa chantagem é uma vergonha. Nós já nem a temos.

quinta-feira, outubro 01, 2009

Até que enfim

Segundo a Agência Lusa, José Manuel Fernandes, triste director do entristecido jornal 'Público', anunciou hoje na Redacção que vai abandonar o cargo. Já não era sem tempo. Fica agora a dúvida sobre se José Pacheco Pereira continuará ou não a ter tanta infuência no jornal. Espera-se que não, a bem da informação decente.

Ainda sobre a declaração

Faço minhas as palavras do Miguel Morgado no "Cachimbo de Magritte" – 'Cavaco Silva Reloaded'

60 anos de imperialismo


Completam-se hoje 60 anos desde a fundação da República Popular da China.
Logo vamos ter seguramente direito a imagens das paradas em Pequim e a comentários embasbacados sobre o progresso chinês, com uns salpicos de lamentos enlatados sobre as violações aos direitos do Homem.

Importa contudo dizê-lo claramente: esta China é uma ditadura violenta que esmaga qualquer veleidade de liberdade de expressão, que controla a Internet e os media, que proíbe o direito de reunião e de associação, que prende, tortura e mata. Esta China é a ditadura de um partido único, corrupto e sinistro, cujos títeres locais imperam na mais absoluta impunidade, roubando, violando, raptando e assassinando. Esta China é um apartheid gigante em que os camponeses são desprezados e discriminados em relação à população urbana e em que os milhões que emigram para as cidades são marginalizados por sistemas burocráticos opressivos e explorados miseravelmente.

Esta China é o desequilíbrio dramático entre homens e mulheres, na sequência da política do filho único, é o desastre ecológico e ambiental, na sequência de uma industrialização anárquica e corrupta, é a miséria escondida mais degradante ao lado de uma opulência de fancaria. Esta China é um imperialismo han sanguinário que se abateu e se abate em cada dia sobre o povo tibetano, sobre o povo uigur do Turquestão Oriental, sobre o povo mongol e sobre tantas outras minorias cuja cultura é desprezada e esmagada.

Dizem que tanto faz que o gato seja preto ou branco desde que apanhe o rato.
Pois eu acho que há-de haver um 'cão' que tratará da saúde a este gato pardo: os povos da China e dos territórios e países ocupados.

Economia e crise

Parece que vamos ter uma curva em V. Isto é, a economia caiu abruptamente e, julgo que começa a haver indícios suficientes disso, irá também recuperar rapidamente. Ainda é cedo para o sabermos, mas é a minha aposta.

Isto é importante, por todas as razões e principalmente por esta: as economias actuais já não tem nada a ver com o que nos habituamos a estudar. As economias actuais são sobretudo serviços. E estes, pela sua própria natureza, reagem muito mais rapidamente às condições dos mercados. Nesse sentido, são muito mais "capitalistas" do que a economia tradicional, baseada na produção de bens. Felizmente.

O alerta é particularmente interessante, no momento em que a esquerda radical procura confundir o povo com todos estes gritos anti-neoliberalismo, a favor de nacionalizações, etc.

O desafio para Portugal não deixa de continuar a ser muito relevante. Sobretudo porque a competitividade da nossa economia tem estado em perda, pelo que as nossas exportações não estão entre os ganhadores óbvios dessa recuperação. Também por isto, a questão da rede ferroviária moderna, em bitola europeia e para velocidades modernas, deve ganhar outra centralidade no debate político. As opções que viermos a fazer nesta matéria, poderão revelar-se decisivas. Quanto aos serviços, esperemos que o próximo governo, com maioria ou sem ela (quer dizer, com coligação ou sem ela), saiba criar condições favoráveis à criação de empresas. Havemos de voltar à matéria.