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sábado, fevereiro 21, 2015

À espera dos bárbaros (3)


Fazendo fé no que conta o jornal ‘Expresso’ de hoje, a ministra Albuquerque “… espera que a maioria dos países não aceite facilidades em excesso para Atenas”.

Desconfio que a Madame Maria Luís tem saudades do tempo em que terá sido chefe de turma no colégio do bairro e do prazer que então lhe dava indicar os faltosos. O síndroma do capataz é coisa conhecida desde há muito tempo e essa “promoção social” leva o próprio a ser mais papista que o papa e muitas vezes a fazer figuras tristes como aquela de ir a casa do mestre para lhe servir de exemplo e assim receber um santinho de S. Firmino assinado pelo cura.

Cada um tem as suas idiossincrasias e gere como pode os seus traumas psicológicos mas se isso se repercute na vida de um povo e de um Estado, então a coisa fia mais fino.

 Se as “facilidades” que venham a ser concedidas à Grécia viessem a ser extensivas a Portugal, isso seria bom para nós ou não? É que chega-se a um ponto em que é muito difícil perceber a racionalidade, se é que há alguma, nestas posturas de Torquemada de aldeia.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

À espera dos Bárbaros (2)


Consta que a Comissão Europeia preparara um documento de trabalho para a reunião do Eurogrupo de hoje, documento que o governo grego considerava aceitável, e que haviam decorrido contactos construtivos antes da reunião entre o governo grego e a Comissão.

Eis que o Sr. Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo , apresenta na reunião um projecto de conclusão em que se exige aos gregos a extensão do programa actual e que estes tal aceitem até ao fim desta semana.

Estamos claramente em atmosfera de ultimatos. Dir-se-ia que há uma certa europa que pode flexibilizar qualquer coisa desde que previamente o governo grego se ajoelhe.

Tá bonito!

segunda-feira, janeiro 26, 2015

"À espera dos bárbaros"


O que esperamos na ágora reunidos?
É que os bárbaros chegam hoje.

Por que tanta apatia no senado?
Os senadores não legislam mais?
É que os bárbaros chegam hoje
Que leis hão de fazer os senadores?
Os bárbaros que chegam as farão.
Por que o imperador se ergueu tão cedo
e de coroa solene se assentou
em seu trono, à porta magna da cidade?
É que os bárbaros chegam hoje.
O nosso imperador conta saudar
o chefe deles. Tem ponto para dar-lhe
um pergaminho no qual estão escritos
muitos nomes e títulos.
Por que hoje os dois cônsules e os pretores
usam togas de púrpura, bordadas,
e pulseiras com grandes ametistas
e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?
Por que hoje empunham bastões tão preciosos,
de ouro e prata finamente cravejados?
É que os bárbaros chegam hoje,
tais coisas os deslumbram.
Por que não vêm os dignos oradores
derramar o seu verbo como sempre?
É que os bárbaros chegam hoje
e aborrecem arengas, eloquencias.
Por que subitamente esta inquietude?
(Que seriedade nas fisionomias!)
Por que tão rápido as ruas se esvaziam
e todos voltam para casa preocupados?
Porque é já noite, os bárbaros não vêm
e gente recém-chegada das fronteiras
diz que não há mais bárbaros.
Sem bárbaros o que será de nós?
Ah! eles eram uma solução.
Konstantinos Kavafis (1863-1933)

sexta-feira, maio 11, 2012

'Ninguém pode partir , nós é que podemos expulsar'


E se a Grécia sair do euro e isso se revelar um sucesso para a própria Grécia?
Os políticos alemães que agora admitem abertamente que se a Grécia for embora daí não vem mal ao mundo do euro serão os mesmos que, nessa situação, tudo farão para que os gregos amarguem duramente e longamente e sirvam de exemplo aos que tenham a veleidade de partir.

O maior risco que corre o euro nesta fase não é, a meu ver, que este ou aquele membro se separe. O maior risco é que, em tal acontecendo, essa ida se transforme a curto prazo (3 a 5 anos) numa história de sucesso. Sucesso nesse caso significa não apenas voltar a crescer mas voltar a crescer mais que os países da zona euro. É esse o medo escondido, silencioso e perverso que pesa entre as palavras das falsas alternativas que são afinal falsas distrações.

terça-feira, setembro 13, 2011

domingo, julho 03, 2011

Portugal - Grécia

A Grécia é nestes dias o quisto da Europa. É um país relapso, incumpridor, incapaz de inspirar níveis mínimos de confiança.
Os gregos são olhados pelos demais como um povo calaceiro, sem vontade mudar, aldrabão, incapaz de mudar de vida.
A irresponsabilidade, a facilidade com que se multiplica a guerrilha da rua e os motins, independentemente de qualquer ajuda paliativa, já puseram a Grécia e os gregos fora da Europa. Pela pior das vias, antes de qualquer exclusão formal, não há já no presente nenhum contibuinte europeu que não sinta a Grécia como um peso impertinente a carregar.
Não fora a dimensão e, essencialmente, a posição geo-estratégica e a Grécia já era.
O incumprimento de Espanha e de Portugal, a sua partilha mediterrânica, suscitam analogias que são da maior perigosidade para o nosso futuro.
Dar o exemplo, ser capaz de rigor, de cumprimento, inspirar a confiança dos pares europeus do norte desenvovido, é a única via possível de escape a uma terrível condição. Ainda que para isso tenhamos de suportar um indesejável imposto de excepção.

quinta-feira, março 04, 2010

Saída para a crise

Frank Schäffler, membro da comissão parlamentar de finanças, citado pelo jornal "Bild", recomendou à Grécia a venda de algumas ilhas para enfrentar o grave endividamento económico do país: "O Estado grego deve desprender-se de forma radical das suas participações em empresas e também vender terrenos, como, por exemplo, as suas ilhas desabitadas". Vejamos. Nós temos as Berlengas, a ilha do Pessegueiro, a Ínsua…

segunda-feira, março 01, 2010

O nosso caminho

O assunto pode parecer complexo e desinteressante, mas é fundamental compreender o que se passa à cabeceira da Grécia, se quisermos antever o que nos espera e perceber quem metemos na nossa cama.

Mais de 2/3 da dívida grega está nas mãos da Alemanha, da Holanda e da França.
Se a Grécia não conseguir reunir até Abril cerca de 23 mil milhões de euros, arrisca uma suspensão de pagamentos cujas vítimas serão em primeira linha os próprios gregos, mas que provocará muita dor e ranger de dentes naqueles outros países.

Ou a Europa mostra o que vale e avança com um plano credível e solidário para tratar o assunto, ou a Grécia pede ajuda ao FMI e resolve provisoriamente a situação à semelhança da Hungria que a enfrentou em Novembro de 2008 através de um "standby loan" que esvaziou a pressão dos mercados.

A política do megafone e da encenação visual, palmadinhas nas costas com discursos contraditórios, "ajudo mas não pago", que Merkel, Sarkozy, Junker e outros vêm protagonizando são afinal a demonstração do que vale a tal Europa: pouco ou nada.

Seja por cálculos mesquinhos (o FMI é dirigido por Stauss-Khan, provável adversário de Sarkozy nas próximas eleições presidenciais), seja por jogos de "trompe l'oeil' eleitorais (Merkel quer sossegar os bávaros e não só), seja por desconfianças sobre o que ainda está escondido, enfim, por isto ou por aquilo, diz-se uma coisa hoje diferente da de ontem, desdiz-se ao microfone o que se garantiu 'intra muros' e cava-se a confusão e o desnorte.

A nível interno, é patente que não temos nem Governo nem Ministro à altura da situação. O silêncio à volta do PEC, mais os apelos à união à volta do PEC, qual novo e "patriótico" orçamento, mais a convicção de que não somos gregos e de que a Europa há-de estar connosco, são a pomada de feira que está disponível mas que não nos vai safar da cirurgia pesada.

É importante acompanhar o caso grego para percebermos o quanto temos de mudar de médicos. E de abrir janelas, com euro ou sem euro, com PECs ou sem PECs, para encontrar um caminho, o nosso.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Não fui eu, foi ele


À volta do caso grego andam umas baratas tontas a sacudir água.
O Conselho Europeu do dia 12 declarou que a União apoiaria a Grécia, sem dizer como nem quando. Agora tropeçam em prazos (ou são 15 dias, ou 30 ou 3 meses) e apontam-se dedos ao estilo "foi aquele". O homem das estatísticas gregas já se pirou para Nova York e de lá diz para quem o quiser ouvir que não foi ele, que ele até tinha chegado a números superiores a 14% mas que foi o Governo que fez cosmética e encolheu a coisa para os 12.

Ontem, vieram contar que foram uns americanos que ensinaram a congeminar as contas. Hoje, o primeiro-ministro grego diz que a União estava a par de tudo isso e que não pode agora sacudir a água do capote. Ontem veio o presidente da Zona Euro avisar que o contribuinte europeu não está disposto a pagar a factura. Mas afinal qual é o plano de apoio à Grécia? E onde pára a Comissão? Ah, é verdade, a Comissão viaja: pois, voa voa Joaninha.

Não há por aí uma embalagem de sheltox?

quinta-feira, outubro 08, 2009

Os novos gregos

Se bem percebo, a Grécia, que votou no Domingo, ou seja hà 4 dias, jà tem governo.
Nòs, serà quando for. E vão-se ver gregos para isso. Enfim, gregos à portuguesa, pois claro.