Fazendo fé no que conta o jornal ‘Expresso’ de hoje, a ministra
Albuquerque “… espera que a maioria dos países não aceite facilidades em
excesso para Atenas”.
Desconfio que a Madame Maria Luís tem saudades do tempo em
que terá sido chefe de turma no colégio do bairro e do prazer que então lhe
dava indicar os faltosos. O síndroma do capataz é coisa conhecida desde há
muito tempo e essa “promoção social” leva o próprio a ser mais papista que o
papa e muitas vezes a fazer figuras tristes como aquela de ir a casa do mestre
para lhe servir de exemplo e assim receber um santinho de S. Firmino assinado
pelo cura.
Cada um tem as suas idiossincrasias e gere como pode os seus
traumas psicológicos mas se isso se repercute na vida de um povo e de um
Estado, então a coisa fia mais fino.
Se as “facilidades”
que venham a ser concedidas à Grécia viessem a ser extensivas a Portugal, isso
seria bom para nós ou não? É que chega-se a um ponto em que é muito difícil
perceber a racionalidade, se é que há alguma, nestas posturas de Torquemada de
aldeia.




