Mostrar mensagens com a etiqueta ministério da saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ministério da saúde. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, maio 03, 2010

Bandeira da Galiza

Utentes do Centro de Saúde de Valença ofereceram uma prenda ao alcaide galego de Tui para lhe agradecerem o apoio recebido após o encerramento, em 29 de Março pela nossa Ministra da Saúde, do Serviço de Atendimento Permanente local.
Esta delegação de 50 utentes empunhava bandeiras portuguesas e espanholas. Ora eu sugeriria que em próximas manifestações deste género, que compreendo e de que me sinto solidário, os nossos valencianos optem pela bandeira da Comunidad Autónoma de Galicia em vez da espanhola.
A Galiza tem prosperado desde que se constituiu como Comunidad Autónoma e constitui um exemplo vivo de que a Regionalização é uma porta de progresso.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Dá que pensar

Ouvi algures a notícia de que nos últimos meses nasceram, na região de Bragança, 13 crianças durante o transporte em ambulância a caminho da maternidade. Nalguns casos, durante percursos de cerca de 100km em estradas sinuosas e isto porque a maternidade que antes servia essa zona foi encerrada.

Se bem recordo, a motivação para o encerramento dessas maternidades no interior do país assentava no facto de nelas não ocorrer ao longo do ano um número de partos suficiente para que se pudesse concluir que o serviço acumulava a boa experiência e atingia as boas práticas.
Tudo, portanto, em nome da segurança e da qualidade do serviço. Parecia ter lógica.

Mas a pergunta que se deve agora colocar é a de saber se esta multiplicação de nascimentos nas curvas e contra-curvas transmontanas e às mãos dedicadas de bombeiros esforçados, mas necessariamente pouco preparados para o efeito, constitui uma real melhoria na qualidade da assitência médica àquelas populações, em nome da qual lhes encerraram as maternidades.
Dá que pensar

quinta-feira, junho 11, 2009

A Pandemia

A 10 de Junho, a Organização Mundial da Saúde (ver aqui) contava 27 737 casos da gripe A(H1N1) em 74 países, dos quais 141 tinham provocado a morte do doente.
À hora a que escrevo estas linhas ainda não sei se a OMS já declarou ou não formalmente a situação de pandemia, mas é óbvio que se trata de uma pandemia, ou seja, uma epidemia ao nível mundial.
Tudo indica que lá para Outubro ou Novembro esta doença regresse em força ao hemisfério norte, transformando o nosso próximo Inverno num período muito complicado.

Portugal tem sido até agora relativamente poupado por este vírus. Meia dúzia de casos suspeitos, com apenas 2 confirmados, não chega para testar a preparação das nossas estruturas de saúde. Ainda não percebi qual é o plano concreto que as autoridades terão em mente para o caso de virmos a estar confrontados com milhares de doentes e receio que as doces palavras da actual ministra da Saúde sejam um curto conforto para um cenário mais pessimista.

Quantas doses de antivirais do tipo Tamiflu existem em stock em Portugal?
Quantas doses estão encomendadas para entrega em finais de Setembro?
Quantas máscaras estarão disponíveis para distribuição pelos cidadãos?
Que planos de contingência existem nos serviços do Estado, nas empresas de fornecimento de bens ou serviços essenciais, públicas ou privadas?
Que edifícios serão requisicionados para transformação em grandes enfermarias?
Etc., etc.

Não percebo o que se passa relativamente à encomenda ou não da vacina. Quais são as dúvidas? Razões técnicas? Económicas? Clínicas?

Concordo que é de evitar falsos alarmismos e que seria desastroso se somássemos à desgraça um pânico trapalhão. Mas o cidadão português tem o direito de fazer perguntas. E não nos esqueçamos de que nada garante que o 'regresso' do vírus não nos traga uma estirpe muito mais maligna do que a actual.