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segunda-feira, setembro 30, 2013

Parabéns ao Porto


Dissesse eu agora o que dissesse, seria chover no molhado.
Penso que o Porto ontem se engrandeceu.

Parabéns ao Porto! Parabéns à coragem e frontalidade do Rui Moreira e de quantos se levantaram e ‘encostaram a barriga ao balcão’. Parabéns a uma campanha digna e séria que honra a cidade  e que honra o Norte . A minha vénia e respeito aos derrotados que souberam aceitar democraticamente a decisão dos portuenses.

Agora é trabalhar pelo Porto e pela Região.

quinta-feira, setembro 26, 2013

Até ao lavar dos cestos


Foi divulgada uma sondagem que aponta para Rui Moreira como beneficiando de mais intenções de voto que qualquer dos outros candidatos à Câmara do Porto.

Não confio em sondagens, embora não possa esconder o calor que esta me traz ao peito.

Sondagens são pequenos universos e intenções de agora podem não ser as intenções de daqui a bocado. É no Domingo que cada eleitor vai exprimir definitivamente a sua decisão e será lá para o fim da tarde que se fazem as contas.

Quando na minha juventude me inscrevi num curso de paraquedismo, aprendi que era sobretudo no momento de aterrar que mais força se tinha de fazer nos cabos do lado de onde soprava o vento. Naquela época os páraquedas eram uma espécie de cogumelos pesadões e nada tinham a ver com os de agora em que basta puxar uma cordita para a asa dar meia volta e tu pousares como um passarinho. Mal me atirava do avião e a ‘mochila’ se abria, aplicava toda a minha fraca força muscular pensando prevenir uma secante a um poste de alta tensão ou uma tangente a uma árvore distante. Ora a coisa tem o seu tempo e se não doseias o esforço em função disso, quando mais precisas dele é quando te vai falhar. E catrapuz: alombas com os joelhos na pedra e vais de arrasto a coçar o costado. À conta disso ganhei um brevet, é certo, mais uma série de nódoas negras a medalharem-me o corpo.

Hoje, amanhã e depois ainda vai soprar o vento. A ‘aterragem’ no firme ainda não aconteceu mas é precisamente nestas últimas horas que mais força se tem de despender. Não larguem os cabos. Mantê-los caçados pois vêm aí a últimas e mais traiçoeiras rabanadas.  A vitória do Rui Moreira está ao alcance mas ainda não é. O Porto não pode perder. Voto a voto, taco a taco, aguenta, aguenta, puxa, sim dói, ainda não, espera, fala, telefona, acompanha, leva, participa, vem connosco, vamos a isto. Ah carago! Até Domingo, à noitinha.

terça-feira, setembro 24, 2013

Felizmente há quem o tenha!


Houve um político americano que durante a refrega eleitoral chamou a atenção dos seus concidadãos para o facto de a escolha em causa não ser apenas sobre programas mas também dever ter em conta o carácter dos candidatos em liça. Eu penso que essa afirmação era justa.

O nosso Alexandre Herculano escreveu o seguinte sobre o Porto, no seu 2° volume das lendas e Narrativas:

“ ...não o julgueis antes de o tratar familiarmente. Não façais cabedal de certo modo áspero e rude que lhe haveis de notar; trazei-o à prova, e achar-lhe-eis um coração bom, generoso e leal. Rudeza e virtude são muitas vezes companheiras, e entre nós, degenerados netos do velho Portugal, talvez seja ele quem guarde ainda maior porção da desbaratada herança do antigo carácter português no que tinha bom, que era muito, e no que tinha mau, que não passava de algumas demasias de orgulho”.

Vale por isso a pena reflectir uns instantes sobre o carácter de cada um dos candidatos que nos convidam a dar-lhes a nossa confiança para gerirem os destinos do nosso concelho e da nossa cidade. Tenho a ousadia de pensar que nos é legítimo exigir a cada um deles aquilo a que os franceses chamam “droiture” e que define alguém cujos valores de honestidade, de lealdade, de sinceridade e de rectidão nos permite acreditar na pessoa e nos leva a entregar-lhe as chaves da cidade.

É uma questão de carácter! Há quem o tenha e há quem não o tenha. E, como dizia Herculano, quem o tem mantém o que de muito bom havia. E eu atrever-me-ia a acrescentar que mesmo a demasia de orgulho é, neste caso, neste Domingo, um “mal” que vem por bem. Confesso essa ponta de orgulho de ser tripeiro e é por isso que voto Moreira. Por uma questão de carácter. Sim, também.

 

quarta-feira, setembro 04, 2013

A espada de Dâmocles


O PSD vai realizar uma dita Convenção autárquica em Gaia.

É compreensível. As sondagens apontam para uma derrota do seu candidato a Gaia. Lisboa também já foi ao ar e resta-lhes o Porto, onde o andar da carruagem é mais periclitante do que o esperado.  

É igualmente uma esperteza. O Tribunal Constitucional deve divulgar ainda esta semana o seu acordão sobre a limitação de mandatos e assim os fregueses do ‘Dr.’ Relvas terão oportunidade de se abraçarem uns aos outros, felicitando-se por uma pré-vitória de Pirro do candidato governamental à Câmara do Porto, ou buscando-se consolo por mais um “desfasamento da realidade concreta” dos juízes do palácio Raton.
(entretanto fiquei a saber que também existem realidades abstractas...)

Mas esta decisão do ex-cônsul da Bielorússia de marcar para ao pé da sua porta a dita Convenção demonstra na verdade duas coisas:

Em primeiro lugar, demonstra que para o PSD a única vitória que neste momento não pode deixar escapar, o último reduto a defender perante o descalabro geral com que se vai confrontar a 29 de Setembro, é a Câmara do Porto. E por isso vai valer tudo.

Em segundo lugar, que todas as medidas são boas para aumentar a pressão sobre o Tribunal Constitucional no preciso momento em que o citado projecto de acordão já circula entre os juízes de turno.

quinta-feira, agosto 08, 2013

A trapalhada de Ribeiro e Castro (1)


O deputado Ribeiro e Castro assina hoje uma coluna no Público intitulada “A trapalhada dos mandatos”. Proponho-me demonstrar que o artigo do Sr. Ribeiro e Castro é uma trapalhada inesperada, vinda de alguém de quem me habituei a pensar que sabia pensar.

Mas vamos por partes. E a primeira parte é a declaração que aqui deixo de que considero este deputado um dos raros que na bancada do CDS mantém uma respeitável dose de corajosas independência e coerência. Já há tempos tive oportunidade de manifestar a minha admiração pela forma dedicada e profissional como também desempenhou o cargo de euro-deputado, ao arrepio do repimpanço generalizado dos portugueses que se sentam no hemiciclo da UE. E não esqueço o modo esforçado e sincero da sua breve presidência do partido que o tratou tão mal e ingratamente.

É óbvio que também não esqueço que do ponto de vista ideológico há, debaixo de algumas pontes, um oceano de águas agitadas que nos separam, bem como os tempos em que jovem estudante da Faculdade de Direito de Lisboa o José furava alegremente as greves às aulas, decretadas em protesto contra a presença dos gorilas e pides naquela escola. Mas águas passadas todos as temos, não é verdade?

Em resumo: o Sr. Ribeiro e Castro é alguém que merece ser escutado/lido e, se for caso disso, apoiado ou rebatido. É o que vou tentar fazer, com o respeito que a pessoa me merece.

 

 

A trapalhada de Ribeiro e Castro (2)


Há uma segunda parte a que chamarei “declaração de interesses”.
 
Trata-se de manifestar a opinião de que considero que a ideia de limitar os mandatos dos presidentes de autarquias não é uma boa ideia. Se é certo que ver à frente de certas Câmaras os mesmos Mesquitas/Filipes durante décadas, mais a mais com cadáveres a abarrotarem todos os armários e gavetas, causa uma náusea insuportável, todavia, daí a passar um atestado paternalista de menoridade aos cidadãos eleitores é um passo que o legislador devia abster-se de dar. Aliás, nas milhares de autarquias do país não abundam talentos e disponibilidades que nos permitam deitar fora burocraticamente os que deram provas de competência e dedicação à causa pública e às questões locais. Por outro lado, o argumento das conivências e cumplicidades deve ser matéria para a justiça sempre que se revelem ilegalidades e não é com passes de mágica na secretaria que o sistema se credibiliza.

Enfim, e para me aproximar do osso, eu preferiria mil vezes que a candidatura do Governo ao Porto, personificada no autarca de Gaia, sofresse uma clara derrota nas urnas, para não ter de aturar as carpideiras do PSD a dizerem que as impediram de mostrar o que valiam. Estou aliás convencido que se o Constitucional confirmar a inelegibilidade dos Seabras e consortes assistiremos ao triste e deplorável espectáculo de os mesmos se manterem como segundos na mesma ou outra lista, numa espécie de manguito à declarada legalidade. Como essa gente não tem vergonha na cara, não nos iria poupar às cenas patéticas que já se congeminam.

A trapalhada de Ribeiro e Castro (3)


Quanto ao fundo: o Sr. Ribeiro e Castro tem razão em acusar os partidos por terem criado e deixado florescer a trapalhada. Como não sei que iniciativas o deputado tomou para clarificar a questão, sinto-me impedido de lhe perguntar ‘ e o que fez o senhor?’

Para Ribeiro e Castro o emaranhado da coisa resultou essencialmente porque houve uns mal-intencionados que “inventaram” uma “sofisticada” dúvida. Os perturbadores residem sobretudo no Porto e cita-os: certos sectores do PSD do Porto e certos sectores do CDS do Porto. Depois veio a Revolução Branca ampliar a conspiração e tudo se incendiou. E, ainda segundo Ribeiro e Castro, tudo isso tinha um simples objectivo: atrapalhar a candidatura à Câmara do Porto apoiada pelo governo que o Sr. Deputado apoia. Acho que não resumo mal as forças ocultas que segundo o autor conspiraram esta trapalhada.

É que para Ribeiro e Castro “é juridicamente uma estupidez” pensar que a lei não permite que o tri-Silva de Belmonte se recandidate a Aljezur. Para ele tudo é claríssimo e quem disser o contrário, sejam juízes, jurisconsultos, professores de Direito, simples cidadãos ou a Tia Mariquinhas, é porque ficaram amnésicos, não estudaram o assunto, sofrem de falta de rigor e são uns teimosos. Se a questão é tão clara como pretende Ribeiro e Castro, como é que se explica uma tal trapalhada, da qual diz que toda a gente vai sair mal? Será que é tudo uma invenção de mal-intencionados? Mesmo admitindo que o ponto de vista interpretativo do deputado Ribeiro e Castro venha a ter vencimento no Tribunal Constitucional, é curial reduzir a polémica a um facto político criado pela agenda pessoal de uns certos e determinados?

Na minha modesta opinião, admitir que a limitação de mandatos é apenas territorial seria esvaziar a “ratio legis” que subjaz ao seu articulado e que, recorde-se, visava a renovação do pessoal político. Posso não gostar dessa lei mas não me autorizo a lê-la de outra forma. Compreendo que outros a interpretem diferentemente mas parece-me muito rasteiro e pobre reduzir tudo a umas lutas de bastidores, a um complot de confusionistas ou à ignorância e desfaçatez dos que não partilham a leitura do Sr. Ribeiro e Castro, que entretanto derrapa nessa banana pôdre ao afirmar que o alvo a abater é o desgraçado de Gaia, coitadinho.

O último parágrafo do artigo é surpreendente. De repente, o Sr. Ribeiro e Castro afirma que a lei tinha o propósito de eliminar os “dinossauros”. Deduzo que a expressão pré-histórica tem limite territorial. E conclui, levianamente, que em fim de contas há apenas 15 casos onde antes havia 200. É o chamado argumento Moreira da Silva, aquele rapazinho que se transformou recentemente em representante dos chineses da EDP no Governo, e que há semanas atrás também afirmava garbosamente que para todos os efeitos o PSD “só” tinha 8 candidatos de ilegibilidade duvidosa. E assim se define estatisticamente o valor da legalidade.

O deputado Ribeiro e Castro não está sózinho a interpretar a lei da maneira que o faz. Como ele, pensam Poiares Maduro, Pedro Lomba, a direcção do PS, a direcção do CDS, a direcção do PSD, o Comité Central do PCP, a Comissão de Honra do fulano de Gaia e o filho dele. Não sei se são boas companhias mas alguns têm melhores argumentos e menos paranóia do que o Sr. Deputado. Então aquela forma estouvada de terminar o artigo, nem parece seu.  

Passe bem e desfrute de umas boas férias, que bem precisa e merece.

 

terça-feira, agosto 06, 2013

Autárquicas no Porto - Candidatura à Rui

A apresentação da lista da candidatura de Rui Moreira confirma aquilo que se vem percebendo - a de que estamos perante uma candidatura muito próxima de Rui Rio, tendo aliás, na sua composição uma maioria de pessoas próximas e ligadas ao mandato de Rui Rio.

Não me parece que isso seja surpresa para ninguém, nem acho que seja motivo de vergonha, Antes pelo contrário deve ser assumida por motivos de transparência e porque uma candidatura deve ter um denominador comum ideológico e programático pois se assim não for, será muito difícil ter um projeto, passar uma mensagem clara ou sequer cumprir um bom mandato.

O facto desta candidatura ter essa identidade com as pessoas de Rui Rio permite-lhe ter esse fio condutor e ainda por cima com a vantagem de ter agora um cabeça de lista RM bem mais capaz do que o anterior cabeça de lista RR.

Mas ao tentarem escamotear essa realidade, aqui e ali, acabam por desvirtuar e complicar.

Tenho alguma curiosidade em perceber como é que pessoas que foram em tempos tão criticas da Porto 2001 e do trabalho de Paulo Cunha e Silva vão agora andar de mão dada numa mesma candidatura.

Paulo Cunha e Silva não pertence a esta "família", critico de Rui Rio e do trabalho da equipe que por lá andou, é uma pessoa capaz, competente com pensamento, projeto e caminho próprios e estando uns furos acima de alguns dos demais elementos da candidatura, quererá ter protagonismo e deixar a sua marca.

... esta será certamente uma novela interessante para ir acompanhando.

a bem da Nação!!!

sexta-feira, abril 26, 2013

Os novos cómicos


Fiquei hoje a saber que o João Pinto é o candidato do PSD à Junta de Freguesia de Campanhã.
Também me dizem que o apresentador de televisão Jorge Gabriel é o candidato do PSD à Junta de Freguesia de Ramalde. Isto é que são socos na barriga! Mas fazem rir tanto...

É também por isso que estou mortinho por saber quem vão ser as outras personagens que vão acompanhar o fulano de Gaia na sua lista à Câmara do Porto. Mas digam a coisa devagarinho, um a um, que é para um tipo se ir rebolando dia a dia na galhofa. Valha-nos isso.

terça-feira, abril 16, 2013

“...Deu um estouro o demónio, / Acalmaram vento e mar..."


Escangalho-me a rir com a prosa do João Miguel Tavares. Mete num chinelo outros jurássicos que se julgam grandes colunistas. Recomendo o que hoje escreve na última página do Público. A meu ver, não se pode ser mais certeiro. Esta embrulhada em que se vão transformando as eleições autárquicas, à sombra da lei de limitação de mandatos, só tem um autor colectivo bem identificado: o clube dos 5 partidos com assento parlamentar que cruzaram os braços em vez de clarificarem uma lei que pelos vistos levanta dúvidas para alguns.

Até me faz pena a figura patética que sobre este assunto desempenham pela sua postura e declarações os responsáveis políticos distritais e concelhios do PSD do Porto. Nesse aspecto, os dos outros 4 partidos parecem mais ladinos pois calam a sua cobardia e fazem-se esquecer.  Claro que há sempre a nivel central um Natalino ou um Telmo inigualáveis na sua cabotinice, mas no geral os 4 preferem deixar o monopólio da inconveniência e da contradição para a saloiada mental que hoje impera no grupinho da seta (com raras excepções, como é, apesar de uma certa ambiguidade inicial, a do Paulo Rangel).

Este João Miguel Tavares serve-me de Prozac: leio-o e é como se o demónio tivesse estourado. Até já me apetece sair à rua e desafiar para almoço uns amigos de quem discordo. Se me quiserem aturar, está bom de ver...

quinta-feira, abril 11, 2013

Provas dadas?


Costumo repetir um dito francófono que diz « qui se ressemble s’assemble ».
Se me pedissem para traduzir, eu inventaria “os compadres juntam-se”.

Leio na imprensa que o candidato do Relvas e de Gaia à Câmara do Porto anuncia que vai apresentar como cabeça da sua lista para a Assembleia Municipal o hífen. Segundo o candidato de Gaia, o ainda ministro, cuja proposta para a estratégia nacional de defesa é “braços no ar”, tem “provas dadas” pois foi ministro duas vezes (quantas vezes foi o Sócrates?).

Acho muito bem. Tanto o curriculo como o perfil de um e de outro assemelham-se e o senhor dos 3% será concerteza uma mais-valia poderosa para a próxima derrota desse PSD do Porto que não pára de apodrecer e de se ridicularizar. Registo que o ex-ministro da Justiça (foram 7 meses?) e actual ministro “braços no ar” aceita participar numa candidatura ilegal, em violação da lei de limitação de mandatos. Uma sugestão: mantenha o capacete.

 

quinta-feira, março 21, 2013

A propósito das autárquicas no Porto

1.A assunção publica da candidatura de Rui Moreira tem para já a virtude de não ter desiludido os seus devotos seguidores e de acrescentar interesse à discussão politica nos meses que se seguem.

O Rui Moreira fez um bom trabalho enquanto Presidente da Associação Comercial, gostei de algumas posições públicas que tomou enquanto tal e da sua posição critica em relação a Rui Rio.

Com a sua candidatura a Presidente da Câmara, a cidade do Porto perde uma voz importante enquanto Presidente da Associação Comercial e, poderá ou não vir a tê-lo como Presidente de Câmara.

A inexistência de uma candidatura do CDS/PP, beneficia Rui Moreira pois, como se tem visto, a maior parte dos seus eleitores naturais, são uma parte dos eleitores do CDS/PP.

Mas Rui Moreira sabe que não tem qualquer hipótese de vencer se a sua candidatura ficar conotada com o  CDS ou com o nicho de gente bem/rica à qual pertence.

2. Para os que iam ficar órfãos com a saída de Rui Rio e a mais que provável chegada de LFM, a decisão de Rui Moreira avançar conjugada com possibilidade de uma decisão judicial no mesmo sentido da de Lisboa, permite-lhes, dormir melhor à noite e, para já, respirar de alívio e sonhar.

3. Tal como Rui Moreira, fui e sou um critico de muitos aspectos da governação autárquica de  Rui Rio.
É com agrado que vejo a saída de Rui Rio e, ganhe LFMenezes, Pizarro ou Rui Moreira, a cidade do Porto vai sempre ficar melhor do que estava com Rui Rio e só isso já é motivo de regozijo.

4. O CDS/PP depois de 3 mandatos na governação autárquica no Porto, não foi capaz de apresentar um único candidato.
Considero que, as eleições são o momento em que quem esteve na governação se deve sujeitar ao crivo do eleitorado.
O CDS/PP depois de 3 anos na CMP tinha a obrigação de apresentar um candidato, um programa.
Pelos vistos, até à data, não foi capaz de apresentar ninguém, limitou-se a tentar colar-se a Rui Moreira e tem-se sujeitado ao desdinhar desse candidato.
Uma vez mais o CDS/PP Porto preferiu acautelar os interesses individuais em deterimento do interesse do partido.

5. A candidatura de LFMenezes é a que já está mais no terreno e já se vão conhecendo algumas das suas ideias. Do que ouvi até agora, acho que tem boas ideias e o facto de ter experiência, peso e influência politica ajudam-no.
LFMenezes fez um excelente trabalho no desenvolvimento de Gaia, e, tem capacidade e dinâmica para fazer um bom trabalho no Porto.
Mas tem o problema de explicar o endividamento de Gaia e tem sempre que ultrapassar a questão juridica da limitação de mandatos.

Mesmo com a candidatura de Rui Moreira a tirar alguns votos, parece-me que LFMenezes continua a ser o candidato com maior possibilidade de vencer as eleições. Se LFMenezes for impedido de ir a votos, a disputa entre Pizarro e Rui Moreira pode pender para Rui Moreira, mas, não será um combate fácil e ainda assim Pizarro pode sair vencedor.


quarta-feira, março 20, 2013

Que futuro para o Porto?


Hoje, 20 de Março, o Rui Moreira assumiu-se publicamente como candidato à Câmara Municipal do Porto. Já declarei há tempos o apoio pessoal a esta candidatura que agora se formaliza. Mas não pretendo fazer do Nortadas uma plataforma na campanha do Rui Moreira, desde logo porque este blogue é um colectivo que enquanto tal não discutiu ou decidiu tomar posição perante as candidaturas que se vêm anunciando e porque sei que outros membros do blogue preferem adoptar um perfil discreto ou decidiram dar o seu apoio pessoal a outras listas.

Mas se não querem debater ou discutir abertamente os projectos para a nossa cidade, o que lamento, não seria admissível que um blogue que de alguma maneira tenta, penso eu, traduzir um sentir nortenho nas suas diferentes sensibilidades, ignore o que representa politicamente para o Norte e para o país o facto de aparecer na cidade do Porto uma candidatura independente dos partidos, não contra os partidos, com o prestígio e a credibilidade que, goste-se ou não se goste, a candidatura do Rui Moreira inegavelmente tem.

O Jornal de Notícias da Controlinveste do Sr. Joaquim Oliveira e dos seus amigos angolanos pode fazer descaradamente campanha pelo candidato do Dr. Relvas apesar de não o assumir expressamente como seria, aliás, legítimo e de bom tom. Pode um certo sector dos media desvalorizar uma candidatura independente e genuína visto que esta escapa à rede normal de influências entre o poder político-financeiro centralista e a imprensa escrita e falada. A manha de uns e a hipocrisia de outros são factos da vida e, no fundo, irrelevantes e pirrónicas. Mas seria triste que o nosso blogue ficasse hoje em silêncio perante o que aconteceu no Mercado Ferreira Borges: uma maneira nova, um estilo diferente e uma autenticidade que se vai fazendo rara.

Por isso digo e sublinho: há algo de novo que está a nascer!
Podemos, pelo menos, orgulharmo-nos disso. Eu sinto esse orgulho.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

De Porto e alma


Hoje enviei este mail:

A candidatura do Rui Moreira à Câmara do Porto, a acontecer, será um motivo de orgulho e uma nova razão para termos confiança no futuro da nossa cidade. Bem haja!

Todo o meu apoio.

Francisco de Sousa Fialho

(membro aposentado do Serviço Jurídico da Comissão Europeia)

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Compre um bilhete e aproveite duas rodadas


Parece que há 82 presidentes de Câmara que devido à lei de limitação de mandatos não poderão concorrer nas próximas eleições autárquicas à renovação do respectivo mandato.

A lei diz que não poderão concorrer, ponto final.
 
O PSD diz que se trata de uma limitação territorial e não uma limitação funcional, e assim faz circular uns tantos como no carrocel: os que iam num cavalinho mudam-se para a girafa do lado.

O CDS diz uma coisa e o seu contrário, mas esse partido já nos habituou a essas piruetas e saltos mortais à rectaguarda. E a cada salto morre mais um bocadinho apesar de nem disso se dar conta, pois julga que o poder vale todas as missas.

Leio no Público que o vice-presidente do PSD entende que a lei “não pode ser um castigo para o autarca”. Como este jovem não se propõe alterar a dita lei ou revogá-la, fica o mistério sobre o que quer ele dizer com essa pérola do “castigo”. Mas pelos vistos o Sr. Moreira da Silva consegue descobrir um verdadeiro diamante: é que “só” há 8 ou 9 casos de dinossauros a concorrer a outros concelhos. Ou seja, se bem compreendo o raciocínio desta mente brilhante: se dos 82 casos potenciais apenas 8 ou 9 violam a lei, então a coisa não é grave e não há infracção que valha.

A mim o que me assusta não são propriamente as tropelias ou os atropelos autárquicos destes ginastas de alta competição. O que verdadeiramente me mete medo é perceber que o país está entregue a gente deste calibre.

domingo, dezembro 23, 2012

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Sim, branco!


A Câmara Municipal de Santarém tem uma das maiores dívidas da respectiva Região. Há uns pares de meses ainda era dirigida por esse candidato ao Nobel da Literatura da Treta que se chama Moita Flores, o qual alegou precisar de descansar para se pôr ao fresco e preparar a sua candidatura ao município de Oeiras, onde provavelmente, se os oeirenses caírem na asneira de o eleger, deixará outra enorme dívida.

O fulano de Gaia, que ali deixa outro gigantesco calote e que se apresenta às eleições municipais do Porto em violação da lei de limitação dos mandatos, é outro exemplo da prática autárquica do PSD-Relvas, cuja cacicagem em nada se distingue no geral da prática de tantos outros dirigentes locais do PS ao estilo Renato Sampaio.

Começo sinceramente a temer pelas eleições autárquicas de 2013. Pelo andar da carruagem, vai ser um deboche de norte a sul de candidaturas mafiosas e maçónicas, recuperando cadáveres políticos das gavetas do bloco central ou oferecendo-nos o triste espectáculo de um carrocel de artistas a pularem de um sítio para o outro.

O eleitor tem todavia uma escapadela nos casos em que não fôr possível agregar uma candidatura independente destas máquinas partidárias norte-coreanas: o voto em branco.