Quarta-feira, Janeiro 07, 2009

Alternativa e responsabilidade no CDS



Acabei de ler, um privilégio que agradeço, a moção que Filipe Anacoreta Correia encabeça e que representa todo um trabalho do movimento Alternativa e Responsabilidade tem desenvolvido em prol de um CDS que todos desejamos exista.

As expectativas que tinha eram altas mas foram largamente superadas pela qualidade das ideias apresentadas, pela forma directa e simples como apresentam as criticas e propoêm as sugestões.

Claramente assumem uma divergência com algumas posições recentes do partido e indicam um caminho diferente. Mas fazem-no no respeito das instituiçóes, pedindo claro que outros também assim o façam.

O caminho que se propoê a percorrer é cheio de espinhos e muito longo. É o caminho mais dificil. O menos mediático mas o mais consistente. O menos do agrado dos que querem as luzes da ribalta mas o que mais procura explicar as suas ideias aos militantes. Sem flashs e microfones, mas com ideias e propostas.

Assinei claro. Com gosto.

Delito de opinião


Existem delitos de opinião e delitos de opinião. Este delito de opinião é dos bons delitos de opinião. Estou em crer que não serão muitos os delitos mas serão sempre muitas e boas as opiniões que por lá se lerão. Boa escrita a todos.

A entrevista de Socrates

Analisar a entrevista é um processo complicado. E são vários os pontos de vista por onde poderiamos fazê-lo:
a) o que disse ter feito para evitar a crise
b) o que não disse vir a fazer para evitar a crise
c) o que não disse e vai fazer tendo em vista que vai provocar eleições legislativas em Junho

e depois para os interessados nos assuntos de comunicação a postura de Ricardo Costa.

E confesso que o que mais despertou o interesse foram os pontos b) e c). Ainda nessa noite pude afirmá-lo claramente, no Porto Canal, que esse foi o momento em que Socrates não foi o mestre do disfarce. Socrates que até aí tinha aguentado as estocadas de Ricardo Costa, fraquejou. E fraquejou porque esta era a verdade escondida. O resto são "mentiras tantas vezes contadas que até parecem verdades".

Já sabemos que actuaram na educaçáo, com os resultados que conhecemos, embora Socrates negue as evidências mais evidentes: que têm vindo a recuar e a ceder.

Já sabemos que tem uma paixão doida por ventoinhas o que se pode comprovar por idas sem fim a Viana. Já lá foi colocar uma pedra, inaugurar a fábrica e "benzer" uma hélice. Deve estar a voltar pois já passaram 2 meses sem se deslocar ao Minho.

Já sabemos que aguentaram o BPN por existir risco para a banca e o BPP porque também sim, emboram tenham dito o seu contrário com a mesma cara com que se desdisseram.

Enfim, Sócrates mostrou-se um bom "respondedor" de perguntas. Mostrou que se preparou para a entrevista e que acredita em "pareceres e estudos".

Mas o que Socrates vai fazer nos próximos dias?
a) aposta nas obras públicas e na politica de betão?
b) vai injectando dinheiro nas empresas que lhe apetecer?
c) vai procurar empresários que aceitem ficar com empresas falidas do que fará alarido e chamará fanfarras, e entregar à sucapa e em contrapartida empresas saudáveis aos mesmos empresários?
d) criar PME Invest sucessivos e injectar dinheiro nas PME?
e) vai baixar impostos?

Julgo que irá fazer as cinco. Justificando-as a todas. A baixa dos impostos fará lá para o mês de Abril como preparação para as eleições de final de Junho.

Não aposto, mas acredito nãao andar muito longe da verdade. O tempo o dirá.

Terça-feira, Janeiro 06, 2009

Recessão

Que raio!

O Benfica perde e é logo declarada a recessão...

Piada repetida

Não devemos gozar com o Quique Flores. É uma questão de respeito pelo próximo...

Facto cronológico

Segundo as notícias, o nosso país foi declarado em "recessão técnica" às 15 horas do dia de hoje. Quer dizer, que já estamos há uma hora e quarenta e cinco minutos em recessão técnica. Se não fosse dramático, era curioso...

Sócrates

Lealdade não é obediência!
Esta afirmação de ontem caracteriza o Primeiro Ministro de Portugal.

Conhecendo como todos nós conhecemos o PM e o PR tenho a certeza que as relações entre Presidência e Governo vão piorar.

Sócrates, preocupado com eleições internas e com os próximos actos eleitorais, com esta declaração não veio ajudar mesmo nada.

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

Inacreditável

Começa por ser difícil de acreditar que no mesmo jornal (Expresso) que fala de recessão e de crise em quase todos os cadernos, e que dá nota do aumento da taxa de desemprego no país para o ano que agora começa, se possa ler na primeira página que dois ex-administradores da CGD reformados por motivos de saúde – a notícia fala expressamente de “invalidez” - exercem funções noutras empresas mantendo as respectivas reformas. Mas mais difícil ainda é entender que tudo isto se passa no mesmo país em que milhares de pensionistas tentam sobreviver com dignidade com as pensões de miséria que auferem, e onde a Caixa Geral de Aposentações chegou mesmo a recusar a reforma por invalidez a uma professora com graves lesões na língua por causa de um cancro, revogando uma decisão anterior de uma junta médica, e obrigando a continuar a trabalhar sabe-se lá em que condições e a que custo. Inacreditável.

Domingo, Janeiro 04, 2009

Gestão do Ódio

Não tenho qualquer simpatia pelo Hamas ou por qualquer tipo de radicalismo. Não tenho dúvidas que o Hamas não está de boa fé, aceitará tréguas quando isso lhe for conveniente, o seu objectivo é a eliminação de Israel.
Este radicalismo do Hamas vive da desgraça e apoia-se no que o povo acredita, a sua religião. São as suas fontes de poder. A sua interpretação radical do Corão (nada consensual dentro dos seguidores da fé Islâmica) tem terreno fértil na desgraça em que as pessoas vivem e é facilmente transformada em ódio.
Para complicar as coisas ainda mais esta "fórmula" é usada um pouco por todos os países Árabes. Por isso tudo o que se está a passar na Faixa de Gaza tem consequências na generalidade do Mundo Árabe.
Tudo isto para concluir que o que Israel está a fazer é muito pouco inteligente a longo prazo (para não falar que no plano moral o que está a ser feito por Israel é condenável). No curto prazo, pela diferença de forças no terreno, não tenho dúvidas que Israel conseguirá acabar com os ataques de "rockets". Provavelmente acabar com o Hamas na Faixa de Gaza. Mas isso resolve o seu problema?
O seu problema é o ódio que os radicais conseguiram alimentar no Mundo Árabe. É certo que este ódio tem raizes ancestrais mas foi muito alimentado nos últimos 40 anos.
O objectivo de Israel devia ser acabar com este ódio. Não se acaba com o ódio com uma guerra. Acaba-se conversando, acaba-se conseguindo juntar aliados no lado árabe. Não foi isso que aconteceu a seguir á Guerra dos 6 dias? Não foi isso que aconteceu com Rabin e Arafat? Não foi isso que aconteceu na Irlanda do Norte?
Por fim acaba-se com o ódio construindo e tendo muita paciência. Isto demora muito tempo.
Esta guerra só alimenta os radicais. Visto do lado deles é fácil dizer "estão a ver como é Israel?" e obter ainda mais apoios.

Sábado, Janeiro 03, 2009

Back to Basics

Esta é uma época que devíamos ver como uma oportunidade. Uma espécie de começar de novo. Temos um país com potencial, é bonito, bem localizado, muito sol e vento, boas universidades, está na UE. Devíamos olhar para estas e outras características boas que temos e preparar um novo começo aproveitando o momento que o mundo vive. É nestas alturas que se constrói o sucesso.
Em especial devíamos acabar com os nossos maus hábitos (é para isso que se começa de novo) com destaque para o de consumirmos mais do que produzimos, como bem o referiu o nosso presidente. Isto não tem nada a ver com política é do mais comum bom senso. Devia ser algo com que todos concordamos.
O problema é que para acabar com isto teremos de mudar muitos dos nossos hábitos aos quais podemos associar opções políticas. Falo da criação de reais condições de concorrência em todos os sectores da economia, de fomentar o empreendedorismo (não falo de subsídios mas de um estado mais eficaz na Justiça, na burocracia e na fiscalidade), de terminar com a subsidiodepêndência.
E para isto as opções políticas contam.
Infelizmente, a acreditar nas sondagens, o BE e PCP contam quase com 20% dos votos. Se assim for nas eleições do final do ano, tenho a certeza que pelo contrário teremos mais intervenção do estado, mais burocracia e uma enorme desconfiança do espírito de iniciativa.
São tempos difíceis sem dúvida que têm oportunidades que temo serão mais uma vez perdidas. Mas tem de ser sempre assim?

As guerras no PS

O ano de 2009 avizinha-se animado politicamente falando. Europeias, Autárquicas e Legislativas mexe com os partidos no seu todo. São muitos lugares a preencher e como tal "carreiras politicas" para definir.

Enquanto o PSD conseguiu disfarçar a candidatura de Santana a Lisboa, o PS/Porto prepara-se para estar no centro das atenções. E por ventura pelos piores motivos. 3 casos apenas:
- Porto,
- Matosinhos,
- Marco de Canaveses

No Porto embora o nome de Elisa Ferreira continue a ser o mais falado e a própria a manifestá-lo publicamente como o fez em recente entrevista ao JN, tarda uma clarificação. "A seu tempo" diz Elisa. Falta perceber o que significa "tempo": tempo de ver o que dão as sondagens, tempo de ter o compromisso do governo de que pode fazer promessas e ter a cobertura de Sócrates, tempo de satisfazer a colocação em lugares elegíveis os homens do aparelho. Temos então tempo.

Em Matosinhos a guerra vai ser entre Guilherme Pinto e Narciso Miranda. O PS oficial contra o PS oficioso. Quem o poderá vir a aproveitar é o PSD que mantêm em segredo o nome. Mas a coisa não vai ser bonita para os lados dos socialistas.

Para terminar, Marco de Canaveses, o caso mais emblemático do que se chama "cambalhotas politicas". O PS vai candidatar um ex-cds e ex-Avelino Ferreira Torres contra a vontade das estruturas locais e seguramente perante um sorriso amarelo do partido inteiro. Esta vai ser sem dúvida uma das eleições mais mediatizadas, ou não estivesse nela Avelino.

Aguardemos para ver como param estas danças de cadeiras do aparelho socialista portuense.

Ano sabático

Para o comum dos mortais o nome Luis Paixão Martins poderá nada dizer. Ainda menos o blog, Lugares Comuns, que mantinha com uma regularidade e acutilância própria dos senadores. Agora LPM decidiu que durante um ano nada de escritos no Lugares Comuns. É sem dúvida uma baixa de vulto nos blogs de comunicação. As razões não as divulgou, mas eu acredito que se prendem com um ano que se preve de grande actividade politica.

Sexta-feira, Janeiro 02, 2009

Recomeço

O ano de 2009 já começou. Devagar vai dando os seus primeiros passos. Lá fui trabalhar. O telefone só tocou uma vez durante o dia. Um cliente novo que nos entrou "telefone" dentro enquanto tinhamos uma reunião com um novo cliente. O dia de hoje parece querer contrariar todos prognósticos. Vamos ver como se comporta. Para já 2 a 0 à crise.