sexta-feira, janeiro 30, 2009

Afinal é altura de trabalhar...

Uma inspiração para o dias que correm.
Tenham um bom fim-de-semana!


Dúvida

Não obstante serem úteis e contribuirem para a chamada "paz social", será que as declarações da Dra. Cândida Almeida violam o segredo de justiça?

O túnel

O País começa a ver o túnel ao fundo da luz

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Uma estranha visão do mundo


Sinceramente por vezes fico admirado. Não devia pois não sou nem ingénuo nem infantil. Devo ser distraído. Porque raio devo ser eu informado das preferências sexuais da futura primeira-ministra da Islandia? Que me importa a mim que ela goste do mesmo que eu? Sim de mulheres, descansem os meus detractores. Será que a sua tendência sexual a transforma numa melhor politica? ou numa pior politica? Já agora, isso sim pode dar indicação do seu temperamento, ela tem uma ou várias amigas? É instável nas relações amorosas? É essa fama de Silvio, o italiano e não o meu amigo benfiquista,e de outro que também foi PM. Mas eu propunha que se fizesse uma lista como a dos ditadores mas desta feita com as tendências sexuais dos PM do mundo inteiro. Isso sim era serviço público.

Assembleia Geral do Nortadas

A Assembleia Geral do Nortadas reune hoje pela segunda vez. Isto no espaço de 5 anos. Ao estilo de outras instituições da nossa praça, foi claramente gerida por mim de forma quase "paternalista". Não é que eu venha a permitir qualquer tipo de alterações, mas vamos "conviver".

Mas como o Nortadas se assume como uma organização para a conquista de poder, o jantar será no restaurante da mais importante associação empresarial cá do burgo. Para nos irmos acostumando.

Tentaremos dar nota se algo de interessante se passar. Não prometo é que se passe algo de importante.

PS: Para aqueles que não sabem ler nas entrelinhas, não vamos tomar de assalto nada. Não estamos em Óbidos. LOL.

PARA DESOPILAR....

Dizem os americanos:


"We have Barack Obama, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash."


Respondem os portugueses:


"We have José Sócrates, No Wonder, No Hope, and No Cash."

terça-feira, janeiro 27, 2009

avaliação bancária e tributária

A avaliação à habitação feita pelos bancos em Portugal continental baixou 6,0 por cento no quarto trimestre de 2008.

Ora e se a tributação sobre os imóveis fosse reduzida acompanhando a crise?

Mesquita Podre Machado


Ouvir Mesquita Machado explicar que o futebol está podre é como ouvir um doente a dizer que não quer ser tratado. Faz impressão, causa impressão e deixa uma impressão "muita" má sobre o doente. Só que o problema é bem diferente do que Mesquita Machado nos quer fazer crer. MM não está farto do futebol e não é de hoje que ele "descobriu" o sistema. Ele sempre fez parte dele. O problema mesmo é que este ano há eleições autárquicas e a coisa em Braga está preta. As sondagens que o PS tem apontam para uma derrota. Vai daí nada melhor do que uns penalties não assinalados contra o clube da terra e aí "Estou eu o defensor das minhas gentes". Cheira mal e os bracarenses vão certamente perceber.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Em punidades

Interrompi a tarefa aliciante de corrigir provas de exame para citar em directo, e em exclusivo para o Nortadas, a seguinte afirmação feita por um aluno de MESTRADO (pasmem senhores!) acerca da impunidade de um agente violador da lei:"...pois seria muito injusto o lesante sair em pune". Pois. Em punidade é coisa corrente por aí. E o ensino está como está...

domingo, janeiro 25, 2009

Fulanizações e ambições. O caso CDS.

Uma das marcas do sistema político português é a fulanização. Nas legislativas, maioritariamente, escolhemos o futuro PM, nas presidenciais é uma eleição pessoal, e nas locais tendemos a fazer o mesmo, isto é, a guiarmo-nos pela escolha do Presidente da Câmara. Apenas nas eleições europeias será diferente, e mesmo aí...

No CDS, infelizmente, a fulanização produziu resultados dramáticos para o partido, que de terceira força política se foi paulatinamente convertendo na quarta e, há quem receie, corre mesmo o risco de vir a ser a quinta. A verdade, é que no CDS se assistiu sempre a um fenómeno de abandono dos líderes, normalmente acompanhados por um número significativo de militantes, de cada vez que os resultados não correspondiam ao que esses líderes esperavam. Também é certo que o partido perdeu muito com isso, sobretudo representação popular.

Não sei qual é o ovo e qual a galinha. Sei é que este estado de coisas representa uma falta de ambição dos democratas-cristãos que me incomoda. Julgo que a vontade de liderar um partido não deve prejudicar a vontade de que esse partido tenha implantação nacional. Podemos lutar entre nós para ver quem estará nas melhores condições para liderar o barco. Mas não podemos duvidar para que lado deve andar o barco.

E é por isto, precisamente por isto, que me incomodam os democratas-cristãos que só se mostram disponíveis para colaborar se, e quando, o líder for outro. Considero esta atitude de uma falta de ambição espantosa. Não me admira que essa falta de ambição se traduza em resultados eleitorais inferiores aos que o partido poderia, nessoutras condições, ambicionar.

Vem isto a propósito da importância que alguns destacados, e outros nem por isso, militantes do CDS têm dado à questão das alianças sócráticas.

É difícil, eu diria impossível, adivinhar neste momento qual será o cenário pós-eleitoral - nas legislativas. O ano que vivemos será um ano de más notícias, disso estou certo. As dificuldades porque passarão a nossa economia e muitos portugueses, trarão a nu as debilidades da democracia portuguesa. A salvação mírifica que nos habituamos a esperar das grandes obras públicas é hoje um eldorado esgotado. A falta de preparação dos portugueses, graças essencialmente à pobreza do nosso sistema de ensino, só irá agravar as consequências da crise; não só durante a crise, mas infelizmente sobretudo quando se tratar de sair da crise. A governabilidade do País está em causa, não só pelos vícios do centrão nos grandes negócios, como sobretudo pela sua - dos dois partidos centrais - incapacidade para promover reformas; a questão da avaliação dos professores aí está para o demonstrar. Os dois partidos do centrão criaram um monstro no Estado e à volta do Estado que agora nos esmaga a todos, transformaram as máquinas partidárias em agências de empregos privilegiados e gerem a coisa pública despudoradamente em favor de si próprios. E no entanto, voltamos a ter as obras públicas como únicas saídas para a crise. Perante tudo isto, creio que todos os cenários eleitorais são possíveis.

Não me admiraria se o povão do centrão viesse a preferir uma maioria de Sócrates do que maioria nenhuma. Também não ficaria surpreendido se o Povo, cansado da falta de soluções e capacidade governativa, viesse a alhear-se das eleições, produzindo um Parlamento disperso, dividido e sem maiorias claras.

Em qualquer destes cenários, não percebo porque é que será irrazoável que o CDS escolha não se pronunciar agora sobre o que fará quando se souber o resultado das eleições. Não só acho inteligente, como me parece a única coisa sensata a fazer.

Não vejo no actual PSD uma vontade de mudança que me inspire. Também não vejo no PS uma governação que me assuste, tirando as questões que agora se classificam de divisivas da sociedade - aborto, divórcio, casamentos gay; isto apesar de considerar quasi-criminoso o que se anda a fazer, ou a deixar de fazer, em matéria de obras públicas, especialmente na falta de uma moderna política de transportes. Mas vejo, em qualquer dos dois, uma grande vontade de chegar ao poder e de governar a distribuição das actuais verbas europeias, provavelmente as últimas a que teremos acesso a níveis desta ordem de grandeza.

Não ficaria surpreendido, por tudo isto, se viessemos a ter um governo do bloco central, caso o PS não chegue à maioria absoluta. Pela minha parte, até defenderia que o CDS forçasse isso, no que depender de si. Às vezes é preciso que as coisas piorem primeiro, para poderem melhorar depois. Mas também compreendo que o CDS não possa permitir que o PS fique refém da extrema esquerda.

Claro que está que o CDS não será governo com o PS, parece-me que o debate sobre estas matérias redunda em questões pessoais, a tal fulanização com que comecei. O que quiz aqui demonstrar é que isso implica um problema de falta de ambição.

É possível um Portugal melhor. Basta querer!

PS. A propósito, sempre afirmo aqui que tentarei defender, na anunciada assembleia geral de militantes de Lisboa, que o CDS vá sózinho ou então com o PS, nas eleições à câmara de Lisboa; temos um legado, da Dr.ª Maria José Nogueira Pinto, a defender, temos uma visão e uma tradição; devíamos ir sozinhos. Mas se não formos sozinhos, porque não ir com o PS, negociando previamente um rumo para a nossa capital?

William Carr Beresford

Estes ingleses e estes portugueses...

A História é teimosa! A mais antiga aliança está viva!

Não é que estamos a passar por uma grande crise, por inúmeros problemas e de novo cá aparecem os ingleses, a quem abrimos todas as portas, para comandar a nau?

Agora, claro, não há invasões napoleónicas, nem Beresford (http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Carr_Beresford), mas há outras coisas graves lá pela Beira e lá por Alcochete e visitas de chefes e polícias ingleses...

sábado, janeiro 24, 2009

O ENGENHEIRO - O FREEPORT E O INGLÊS

É sabido que o Engenheiro da Covilhã assinava projectos da sua autoria , aliás, de enorme qualidade

e tinha enormes dificuldades no Inglês por isso não é credível que tenha tido qualquer relacionamento com o Inglês do Freeport...

ou será que fez o exame de Inglês exactamente para poder dizer Freeport?

..ou será que foi o Professor de Inglês que lhe mandou por fax o contacto do Inglês?

Agora percebo porque é que o referido Engenheiro tem a fixação de instituir o ensino do Inglês nas escolas, pelos vistos, o dominio da língua Inglesa pode bem vir a ser a lotaria de alguns.

Seguramente que esta história do Freeport deve ser mentira porque um homem com os principios e a espinha dorsal do Engenheiro era seguramente incapaz de fazer isso que andam para aí a dizer.

Só faltava mesmo também dizerem que não é Engenheiro,

que não fez Inglês

e que assinou lindos projectos de outros....

ele há pessoas com uma imaginação!?!

a bem da Nação!!!!

Recordações

Hoje, pela hora de almoço, lembrei-me da resposta de Bill Clinton à pergunta "Já alguma vez fumou drogas?":

"Fumei mas não engoli"

A irresponsabilidade das afirmações do Primeiro-Ministro

Com toda a franqueza, acho mal que se diga que as investigações judiciais param e avançam ao serviço de interesses diferentes dos da descoberta da verdade (por exemplo, porque estamos em ano de eleições, como disse Sócrates).

Há vários exemplos de afirmações desse tipo. Pinto da Costa associava as investigações à liderança pelo F C Porto do campeonato de futebol. Vale e Azevedo dizia que era porque o Benfica começava a incomodar. Também Paulo Portas diz habitualmente que há notícias que surgem porque o PP está [quase] a subir nas sondagens.

São exemplos de afirmações demagógicas, que afectam a imagem da Justiça e colocam em causa a credibilidade de pilares essenciais do Estado de Direito.

O primeiro ministro do País tem responsabilidades especiais. Afirmações como as que produziu aproximam-no dos exemplos referidos, e afectam claramente a confiança que os cidadãos devem ter no governo e nos outros organismos do Estado. Acima de tudo empurram-nos para uma imagem própria de um país pouco desenvolvido. Acho que até se pode dizer sem exagero estas insinuações irresponsáveis podem vir a ser usadas para baixar um pouco mais o nosso rating...

Regionalização

Muito em breve vamos ter um debate nacional para decidirmos se queremos ou não a regionalização.

O Porto fez bem em encabeçar essa discussão! Fez o seu papel!

Qualquer decisão não poderá deixar de ser tomada através de um referendo, um novo referendo, com um novo mapa das possíveis futuras regiões.

Sou um defensor da regionalização e creio que Portugal teria muito a ganhar com uma regionalização horizontal. O interior não pode ser desligado do litoral se pretendemos ter um desenvolvimento equilibrado.

Esta matéria vai aquecer, por certo, o debate já no âmbito das próximas eleições europeias as últimas antes do fim dos quadros comunitários de apoio que podem ser potenciados em regiões a criar.

Vai ser interessante analisar as propostas de cada partido e tentar perceber com isso qual o projecto que cada força política tem para o país, integrado na europa das regiões, sendo certo que, logo após, cada partido terá que concorrer a eleições legislativas e autárquicas e compatibilizar todo o seu discurso.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

PRINCÍPIOS E REALIDADES

Entendo perfeitamente esta polémica que aflige o CDS sobre o assunto das coligações, tema, aliás, que é recorrente no partido. No plano dos princípios, acho que não há maneira de admitir que o CDS se coligue com o actual PS. Enquanto cidadão, no entanto, dado o estado do mundo e a improbabilidade de uma maioria socialista, coloco-me a seguinte questão: prefiro um Governo Sócrates/Bloco de Esquerda ou um Governo Sócrates com um qualquer entendimento com o CDS?

Polémicas

A reportagem da Sábado sobre os casos de portuguesas casadas com islâmicos que foram espancadas, ou viram os filhos raptados, é impressionante. É claro que só deixa ver um lado da questão – o lado do extremismo e da violência – sendo certo que haverá sempre outro lado, o dos casamentos mistos com finais felizes, mas uma vez que estes relatos existem e são verídicos, e uma vez que correspondem a uma realidade que as leis do Islão autorizam (basta ver a caixa da mesma reportagem), e que todos conhecem, será que não permitem ver a outra luz as palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa que se limitou a aconselhar as moçoilas casadoiras a ter algum cuidado nas suas escolhas? Retirando alguma eventual falta de habilidade ou tacto político da parte do representante da nossa Igreja, será que não houve – e não há – muito empolamento na controvérsia que se gerou, e algum aproveitamento da questão por parte da comunicação social? Às vezes é cansativo ver como se transforma uma coisa escrita em letras pequenas numa coisa escrita em letras gordas, e como se pode dar um sentido ofensivo e quase dramático a afirmações de senso comum.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Contradições

Então, Dr. Ribeiro e Castro, em que ficamos?


É pena. É pena que não seja capaz de resistir a esta tentação espúria. É pena que perca a credibilidade que granjeou com o seu comportamento digno, ao vir agora baixar o nível desta maneira. Afinal, é mais importante a defesa da democracia-cristã ou, pelo contrário, tudo se resume aos protagonistas?

Causas que valem a pena: a gestão do aeroporto Sá Carneiro

Não sei muito bem o que valem as petições na Internet. O que sei é que não custa nada participar nelas, e sempre são um sinal da importância que nós damos às causas a que dão voz; pode ser que, com adesões suficientes, venham a render muito. A cada um de nós e ao País.

Por isso mesmo e porque a causa para mim é justa, trago aqui uma que aguarda adesões:


Pelo meu lado, não só assinei, como pela primeira vez apelei a todos os meus amigos e conhecidos para que assinassem também.

Deixo agora aqui o meu apelo aos generosos leitores que possam concordar com a causa. E apelo a que mobilizem os respectivos contactos.

É raro o Norte conseguir que uma causa sua se transforme numa causa nacional. Aqui está uma boa oportunidade. A ver se todos juntos conseguimos.

É possível um Portugal melhor. Basta querer!

quarta-feira, janeiro 21, 2009

...

Ouvi dizer que na 3ª feira passada a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou uma moção do Bloco de Esquerda a aconselhar a geminação de Lisboa com Gaza.

O CDS optou pela abstenção.

Sinceramente, nem sei bem que diga...

Os concursos sem vergonha

Caro Ventanias, venho tarde mas ainda a tempo de discordar. Infelizmente o português precisa de control e não estou a falar de preservativos.

Quereres acreditar na bondade desta lei é como acreditar que é o Pai Natal que deixa os presentes ao pé de uma lareira.

Regras nos concursos, com prazos curtos de execução mas muita vigilância nessa malta. Em ano de eleições ainda por cima é pedir para náo ver.

O meu reino por um estádio

Madail sonhou que queria um Mundial em Portugal. Vai daí procurou associar-se aos Espanhois. E agora que temos uma candidatura conjunta toca a construir um estádio de 85.000 espectadores,para que os espanhois não fiquem com a abertura e encerramento.

Em Lisboa já temos 2 estádios e ainda assim aquilo não enche uma única vez.

No Porto temos 1 grande que vai enchendo e 1 pequeno ás moscas.

Pode ser que queiram construir no Algarve. Sempre pode servir para os turistas fazerem a rota dos "elefantes brancos".

Eu por mim aproveitava o de Leiria, enchia-o de moscas e mandava para lá as aves raras que vão mandando no nosso futebol. Uma federação que tem como presidente Glberto Madail e presidente da Assembleia Geral Mesquita Machado, precisa ou não de dum-dum?

Alguém viu por aí o Laurentino?

O homem de quem se fala

Messias, D.Sebastião, o Salvador do Mundo. São vários os nomes que lhe vão chamando, mas cá para mim não passa de Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos.

Não pude assistir à tomada de posse pois tinha uma reunião com clientes. No entanto, um toque inadvertido com a nádega direita, ou esquerda não me lembro bem, "acordou" a televisão em tom bem elevado. Assustei-me eu e o resto da tropa que me ouvia perorar sobre o futuro. Que nem Messias.

Mas nem eu tenho a receita milagrosa para os meus clientes, nem Obama vai salvar o mundo com um estalar de dedos.

Por um lado porque antes de salvar o mundo vai pensar em salvar a América que o elegeu.

Por outro porque parece que os homens no seu todo não querem salvar-se.

Aguardemos então para ver no que isto vai dar. Os meus clientes também concordaram.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Deus o abençoe!


Barack Hussein Obama tomou posse. 

Falou de muitas coisas, mas provavelmente o mais importante nesta posse não são as palavras e sim os actos. Não há filosofia que explique, demonstre ou desfaça o significado desta posse. Um filho de um imigrante, preto, é o novo presidente do País mais poderoso do Mundo. Critiquem lá o que quiserem, mas esta não é fácil de desmentir.

Pode ser que o Mundo não mude por causa disto. Ou então, pode ser que o Mundo já tenha mudado só por isto. Não sei, a história o dirá.

O que sei é que, perante o desnorte da actual crise e as baboseiras que - especialmente na esquerda - se tem dito e escrito, é reconfortante saber que o novo presidente americano tem a lucidez de afirmar isto:

"Não se coloca sequer perante nós a questão se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. O seu poder de gerar riqueza e de expandir a democracia não tem paralelo, mas esta crise lembrou-nos que sem um olhar vigilante o mercado pode ficar fora de controlo – e que uma nação não pode prosperar quando só favorece os prósperos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não só da dimensão do nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance da nossa prosperidade; da nossa capacidade em oferecer oportunidades a todos – não por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para o nosso bem comum."

Ou ainda isto: 

"O que nos é pedido é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento, da parte de cada americano, de que temos deveres perante nós próprios, a nossa nação, o mundo, deveres que não aceitamos relutantemente mas que abraçamos com vontade, firmes no conhecimento de que não há nada que dê mais satisfação ao espírito, tão definidor do nosso carácter, do que devotarmo-nos por inteiro a uma tarefa difícil."

(Ver aqui, no Público, uma tradução do discurso completo - os sublinhados, a negrito, são meus)

Perante isto, e muito mais, só consigo recorrer aos modelos americanos e rezar: "Que Deus o abençoe".

E pensar, com os meus botões:

É possível um Mundo melhor. Basta querer!

A segurança e as liberdades

A justiça penal do mandato Bush ficou marcada por uma série de exageros e atropelos dos direitos humanos como os que vimos em Abu-Ghraib. No dia em que se inicia o mandato de um presidente americano em que se depositam tantas esperanças – eu deposito, embora cada homem seja muitas vezes a sua circunstância, e não se possa saber ao certo quais as circunstâncias com que Obama vai poder contar – pergunto-me que evolução irá ter o direito e o processo penal da América, e que influência ela poderá vir a ter no nosso velho Continente. O mandato Bush caracterizou-se pela necessidade de combater o terrorismo e os riscos de ataque contra bens jurídicos fundamentais dos cidadãos, instaurando uma espécie de estado de guerra penal, que levou a tratar como “fora da lei” aqueles que representassem um risco para a segurança do Estado e dos seus cidadãos. Em Julho – com o voto a favor de Obama - foram ampliados os poderes de investigação governamental pelo FISA, (Foreign Intelligence Surveillance Act) que já existia desde 1978, mas que passou a permitir de forma muito mais ampla, sempre que se verifique risco para a segurança nacional e com base numa causa provável de crime, a realização sem aviso prévio e sem necessidade de autorização judicial, de escutas telefónicas, leituras de emails e buscas, sendo que o processo na maior parte dos casos corre perante um tribunal secreto, e não permite recurso das decisões proferidas. Não há dúvida de que os perigos que nos rodeiam em matéria de terrorismo e de outro tipo de criminalidade como os tráficos de armas e de pessoas, são imensos, e que se legitima reforçar o combate e a reacção a esses riscos, mas ao mesmo tempo não só se sabe como em matéria de risco tudo é arriscado e presumido (lembram-se do Fiel Jardineiro em que todos os indícios apontavam num sentido e afinal a conclusão era outra?), como o estabelecimento de presunções de perigo directamente associadas a certas pessoas ou a certos grupos também permite a sua perseguição e a sua exclusão, e representa um outro grave risco que é o fim da tutela de certas liberdades e dos direitos fundamentais das pessoas como a conhecemos. Até que ponto estamos dispostos a sacrificar um dos lados da balança? Benjamin Franklin afirmava que aqueles que são capazes de sacrificar as liberdades essenciais para obter uma segurança temporária não merecem nem a liberdade nem a segurança. Mas Benjamin Franklin também não se defrontou com um ataque às torres gémeas que custou milhares de vidas, ou com o ataque à estação de caminho de ferro de Atocha na vizinha Espanha que tirou a vida a duas centenas de pessoas e fez quase dois mil feridos…

O desafio da educação

Para quem não leu, vale a pena ler esta entrevista de Alice Vieira.

O assunto é tanto mais importante quanto no rescaldo da crise, daqui a uns largos meses, a criação de novos empregos vai assentar essencialmente em pessoas mais qualificadas.

Ao contrário do que alguns por aí sugerem, o mundo não vai andar para trás nem um ano, quanto mais algumas décadas. E a economia, também não. Por isso, não vai voltar a haver mais empregos na indústria, nem nos sectores primários (quase nenhuns) e secundários (muito poucos). O essencial da criação de emprego irá surgir, naturalmente, no sector terciário, que é como quem diz os serviços, e principalmente na investigação e criação de conhecimento. Não nos podemos enganar sobre isto.

Daí a importância que tem normalizar o funcionamento do sistema de ensino, da educação em sentido amplo. Por aqui, também, a importância da proposta que o CDS leva ao parlamento no próximo dia 23 de Janeiro.

Como ali também se lê, se é verdade que a reafirmação do estatuto do professor depende de um maior reconhecimento da sua autoridade na escola, também não deixa de ser verdade que isso depende em larga medida das competências e da dedicação dos professores; que não pode continuar a deixar de ser avaliada. Serão naturalmente os professores mais competentes quem terá maior consciência disso. Mas o governo também deve estar ciente que mais vale uma avaliação exequível do que não conseguir impor um sistema de avaliação "demasiado perfeito". Haja bom senso, e salve-se o que for possível para garantir a governabilidade do país e o progresso do sistema educativo - que é impossível sem um qualquer sistema de avaliação dos professores.

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Ressaca do Congresso

Considero que o Congresso do CDS foi uma boa promoção ao partido.
Em termos dos mais e dos menos, Paulo Portas esteve muito bem, tal como Filipe Anacoreta Correia e a sua equipa. Manuel Queiró e o presidente da Juventude Popular, Pedro Moutinho, saem deste congresso com uma nota negativa.

Os menos

Começando pelos últimos, Manuel Queiró não é um desconhecido no partido e o facto de ter tido em mais de 500 congressistas apenas 5 votos, demonstra a falta de “chama” do seu discurso e a completa personalização da sua moção às ideias que levou.

Em relação à Juventude Popular, tinha como grande bandeira o fim das directas e não conseguiu a sua aprovação. Confesso que também sou defensor da eleição do líder em congresso, tal como julgo que grande parte dos congressistas o eram, mas a completa inabilidade e sentido de oportunidade de Pedro Moutinho acabaram por deixar passar a oportunidade.

Se na primeira votação, a das directas, votaram 540 congressistas. Na segunda, a das moções, votaram cerca de 420. Falamos de uma diferença de 5-10 minutos entre cada votação, e não constatei nenhuma debandada da sala. Fazia sentido, o autor da proposta, a JP, ter questionado a mesa do Congresso sobre esta questão. Depois, a formulação da pergunta posta a votação era um pouco confusa, pelo que o líder da JP deveria ter proposto à mesa a sua nova redacção, de forma a que não fosse levantada a dúvida aos congressistas. Ficou a dúvida se tivesse tido outro protagonista, se o resultado não teria sido outro...

Os mais

Paulo Portas fez durante o fim-de-semana grandes intervenções, viradas para fora, para o país.
Ao contrário do que o Carlos escreveu no seu post, considero que houve renovação e que, acima de tudo, e pela visível preocupação dos presidentes de distritais, houve uma perda real de influencia das estruturas na composição das listas.
Por seu lado, e independentemente de se concordar ou, Filipe Anacoreta Correia e a sua equipa fizeram uma oposição responsável e construtiva, trazendo gente nova e com massa crítica que também contribuiu para a renovação do partido. O congresso gostou de o ouvir.

Diogo Feyo

A renovação não é feita só de caras novas, é também levada a cabo pelo ganhar de importância e relevância de determinadas pessoas, como é o caso de Diogo Feyo. Ele é uma das caras da renovação, ao ascender ao lugar de primeiro vice-presidente, à segunda figura do partido.

Aliado ao excelente trabalho parlamentar que tem vindo a desenvolver, é de referir que cada vez que o seu nome foi citado, houve muitas palmas, que demonstram um cada vez maior reconhecimento e simpatia por parte dos militantes do CDS.

Europeias

Paulo Portas referiu a importância destas eleições, salientando que serão a “primeira volta das Legislativas”, pelo que uma lista forte com um candidato com reconhecimento público nacional irá certamente potenciar um bom resultado.

A volta de Luís Queiró à directiva, é um sinal da sua não recondução como candidato ao Parlamento Europeu. Por outro lado, Ribeiro e Castro certamente também não continuará.

Desta forma, a escolha do candidato está em aberto, e num ano com tantas “batalhas” eleitorais e com tantos candidatos "ocupados", este momento poderá também ser o mote para a renovação, com o aprecimento de uma candidatura protagonizada por um novo rosto...

Socrates inicia campanha

Num fim de semana de loucura politica, Sócrates resolveu começar a conquistar a esquerda e a baralhar os apoiantes do bloco de esquerda. "Casamento de gays já!" parece ser o lema de Sócrates. Força camarada dirão os excitados jotinhas.

domingo, janeiro 18, 2009

Notas sobre o meu congresso nas Caldas

A minha mais forte impressão deste 23º congresso, foi a de que a democracia-cristã está viva. E bem.

Apesar de um congresso sui generis, porque perde muito do seu significado discutir moções de estratégia, ou o seu equivalente, depois da eleição do líder, a verdade é que houve espaço para divergências, critícas e até afirmação de tendências. Finalmente.

Gostei muito do discurso inicial de Paulo Portas. Percebeu-se bem a mensagem e a estratégia. Creio ter igualmente percebido que PP quer, de facto, renovar o partido e promover figuras novas. Infelizmente, pareceu-me isolado nesse esforço. As estruturas que ajudou a criar ou que deixou criar, não estão com ele. Pelo contrário, estão presas a uma preservação de cadeiras que não lhes permite ver mais do que o próprio partido. Apesar do líder.

Não percebi a imprensa. O desejo de fazer cabeçalhos impediu-a de transmitir o que ali se passou e de perceber o que esteve em causa. O que esteve em causa, pareceu-me, foi uma inversão da estratégia do líder, Paulo Portas, que terá percebido que não é possível transformar Portugal com o actual centrão. Daí a sua insistência na independência e na autonomia do partido. Daí o seu sublinhado insistente na forma responsável como o partido tem sabido apresentar alternativas às políticas do Governo a que se opõe.

Porém, o partido que Paulo Portas moldou, habituou-se a cheirar o poder, mesmo quando seja pouco. Daí que a grande questão do congresso tenha sido o que fazer se o PS não conseguir maioria absoluta nas próximas eleições. Pareceu claro, apesar de nunca ter sido dito, que o partido e PP estão empenhados em não pertencer a nenhum governo do PS, assim como pareceu claro que não deixarão que o PS fique refém da extrema esquerda - isto é, se o PSD resistir à tentação do poder, o CDS encontrará respostas. A ver vamos - como faz sentido, reconheça-se.

Gostei muito da prestação de Filipe Anacoreta Correia e da sua Alternativa e Responsabilidade. Pela coragem do primeiro, desassombro até, e pela organização dos segundos. Completamente à margem das estruturas do partido, aliás, contra a organização do partido, conseguiram impor uma mensagem de ar novo, posicionando-se para um futuro que poderá ser próximo.

Não percebi a derrota da votação para eliminar as directas. Parece-me que alguém se deixou enganar... provavelmente a JC, autora da proposta, que não percebeu a tempo que deve ter havido um erro na contagem dos congressistas (um erro de cerca de 120 pessoas, diga-se já para que não restem dúvidas; não houve debandadas depois da primeira votação que justifiquem tal diferença entre o total da primeira e o total de todas as demais votações...).

Gostei muito de algumas das caras novas que Paulo Portas trouxe para o núcleo duro do partido. Especialmente de Assunção Crista. Tem presença, conteúdo e já tem peso específico próprio.

Receio bem que o partido continuará a ter muita dificuldade em fazer passar a sua mensagem para fora do partido. Esta comunicação social não está interessada nisso. Será preciso muita persistência e muita criatividade, para conseguir levar a água ao moinho.

Em balanço, concluo que PP está a progredir no sentido certo. Pareceu-me haver convicção em muitas das afirmações que fez no discurso de encerramento. Espero que o partido não o impeça disso. Creio que ficou demonstrado que há futuro no CDS, um ar novo que anda por aí.

Enfim, ninguém me contrariou. Continuo a poder afirmar:

É possível um Portugal melhor. Basta querer. E no CDS ainda vai havendo quem queira.

A melhor boca nos blogues

Não tendo ido ao congresso acompanhei-o via Comunicação Social. E o "colega" 31 da Armada foi dos mais clicados. E lá encontrei a melhor do dia:

"Um partido para a familia II". Ao autor prometo pagar um almoço. Aqui no Porto ou mesmo em Lisboa.

O congresso do CDS

Ficaria muito estranho não escrever umas linhas sobre o congresso do CDS. Por isso mesmo aqui vou deixar algumas considerações:

1) Não fui e como tal os meus comentários serão feitos com base no que li, até porque resolvi não incomodar muito quem foi.

2) Paulo Portas venceu o congresso que já se sabia nunca perderia. Estes congressos que apenas servem para aplaudir líderes não fazem o meu género. Fui e sou contra directas. Ok, é mais democrático e tal e coisa. Então que se façam as directas mas não apenas para o líder. Para os órgãos todos e com o método de Hondt.

3) Filipe Anacoreta Correia e o AR venceram a aposta. O caminho que têm vindo a percorrer tinha este fim de semana uma primeira prova de fogo. FAC passou-a bem. Diz quem viu que esteve bem. Com um discurso leve mas directo, com uma postura serena mas critica. Alternativa com Responsabilidade. A partir daqui a responsabilidade aumentou. Espero que consigam manter a serenidade. Melhor, estou certo que sim.

4) Manuel Queiró perdeu. Entalado entre a direcção e uma iniciativa organizada, ficou bem patente que ser "voluntário" não dá nestas coisas da politica.

5) Ganhou a democracia interna com a aprovação do método de hondt na eleição para alguns dos órgãos nacionais e na eleição de delegados ao congresso. Este método tem a virtude de tornar tudo mais transparente. Como prova disso mesmo a eleição de Pedro Pestana Bastos para o Conselho Nacional de Jurisdição. Ganham todos os que o compoêm, pois assim não pairam fantasmas.

6) Pareceu-me morno os discursos de Portas. Melhor talvez o de encerramento do que o de abertura. Mas pode ser mesmo impressão. O primeiro ouvi-o na televisão. O segundo na rádio. É como ver um jogo de futebol na tv ou ouvir o relato na rádio. Este é sempre muito mais mexido.

7) Não houve surpresas nos órgãos nacionais. Prometidas foram tantas Andorinhas mas nem uma se vê. Mais do mesmo. Parece pouco para quem quer apostar na conquista de eleitorado.

Enfim, o partido que esteve no caldas parece unido para os desafios que aí vêm. Aguardemos para ver se chega. Bom trabalho.

Ideia fixa

O CDS é assim: ou no Caldas ou nas Caldas...

sábado, janeiro 17, 2009

Um dia em cheio


O meu dia começou em cheio. Ganhei um jogo de PES ao meu filho. E marquei 3 golos.
Agora falta saber se o dia se mantêm em alta, ou se pelo contrário a "coisa" descamba.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Concursos e crises

Perante a necessidade de agilizar a realização de obras e outras operações que possam ajudar a minizar os efeitos de uma crise que irá ser, receio bem, profundíssima, acho bem a decisão do Governo de aumentar o limite máximo do valor das obras que poderão ser decididas por ajuste directo. Não tenho dúvidas que é uma medida com capacidade para produzir efeitos onde eles são necessários. Acho até que 100 obras de 5 milhões são mais eficazes no combate à crise do que uma obra de 500 milhões.

Qual é então o problema? O problema é que, da maneira como estamos habituados a que as coisas se passem em Portugal, desconfiamos todos que esta medida pode ser um convite às corrupçõezinhas que todos pensamos ser a regra, no nosso País.

E é sobre isso que quero escrever. Todos sabemos, pela natureza das coisas, que as eventuais corrupções em 100 obras de 5 milhões serão sempre menos graves do que qualquer corrupção ou compadrio numa obra de 500 milhões.

Num País sério, também acreditaríamos que as entidades competentes aproveitariam esta facilidade para promover obras necessárias, porventura urgentes, e assim contribuir para diminuir, localmente, o impacto da crise.

Porém, em Portugal habituamo-nos a pensar que o País não é sério. Ora, a seriedade do País não se mede pelo valor das obras que se ajustam directamente. A seriedade mede-se pela transparência dos processos de ajuste directo, e dos outros, e bem assim pelos mecanismos de controle dos ajustes directos e das próprias obras a realizar. E aqui é que está o busilis da questão.

Por outras palavras, a questão não é saber se foi o primo de fulano que fez a obra. A questão é saber-se porque é que se faz aquela obra e não outra; quantas empresas foram consultadas, antes de se escolher quem faz a obra, primo ou não; quais foram os critérios privilegiados na escolha do vencedor; quem fez a escolha; que contrapartidas houve; etc, etc. Numa palavra, tudo se resume a transparência de processos, de critérios decisórios e, pormaior, de execuções e pagamentos das obras.

Por conseguinte, o que eu esperava não era que as "oposições" fossem contra a medida; era que debatessem, sugerissem e até impusessem mecanismos que assegurassem a transparência dos processos, mecanismos de controle e fiscalização desses processos e dessas decisões. Assim é que se assegura a sindicância das entidades competentes para ajustar directamente. E só assim é que se garante o adequado escrutínio pelos eleitores, no momento da votação; que, por acaso, é já a seguir...

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

A conferência da Junta de Lordelo


Depois de ter convidado para a sessão nada melhor do que contar como foi. O dia estava frio mas ainda assim a assistência era razoável. A sessão dividia-se em 3 partes: a primeira para dar a conhecer o excelente trabalho desenvolvido pela Junta e pelos seus funcionários na obtenção de duas certificações, uma das quais única no país ao nível de juntas como é o caso da certificação Alimentar. A segunda parte o debate centrava-se na importância e no papel das juntas numa melhor organização administrativa do país. Aí chegados fui "obrigado" a levantar a questão da reorganização do mapa português, com a junção de freguesias e a criação de organismos inter-municipais. Enfim, a caminho da regionalização como eu gostaria. Mostrou receptividade entre a assistência. E, por fim, a parte mais institucional com discursos do presidente de Lordelo do Ouro, Alberto Lima, e com a presença do Presidente da camara, Rui Rio. Quando muito se fala, e eu inclusive, de um problema de relacionamento entre politicos e cidadãos, foi bom saber que na "casa" que partilho se luta contra este estigma. Mas infelizmente uma voz não basta.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Aí que vem aí a ASAE

É inacreditável, mas é verdade.
http://dn.sapo.pt/2009/01/13/sociedade/parecer_luz_verde_a_asae_para_inspec.html


Os escritórios de advogados vão ser inspeccionados.

Veremos no que isto vai dar.

Socorrro Tirem-me daqui



Ao ler como habitualmente o Blasfémia deparei-me com um post intitulado "Bater no Fundo". Pensei que era sobre a economia. Ou sobre a banca. Ou sobre as relações as arbitragens de futebol. Mas não. Depois de ler pensei que o João Miranda tivesse virado "criador de sonhos". Infelizmente cheguei à conclusão que era realidade e era cá no nosso burgo. Os pobres candidatos a um lugar no IEFP têm que se debruçar sobre um texto de Sócrates o nosso primeiro e não o filósofo como seria natural. Caro João Miranda, isto não é bater no fundo. Isto é abaixo de cão. Isto é sabugice máxima num país sem vergonha. A que nos falta assistir? Tirem-me daqui. Socorro!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Parabéns

Parabéns ao Cristiano Ronaldo. Pelo prémio agora recebido, manifestamente uma ambição que tinha, mas sobretudo pela determinação que demonstrou no seu percurso até o alcançar.

É só futebol, é verdade, mas não deixa de ser enaltecedor quando se encontra um profissional dotado da vontade de vencer e da determinação que acompanham a carreira e a personalidade de Cristiano Ronaldo. A nossa vida não muda por causa disso, nem o País escapa à crise por esta via. Mas também não deixa de ser uma espécie de consolo pensar que até um puto da Madeira, dotado de um talento, soube com o seu esforço chegar ao topo da sua carreira, com reconhecimento internacional.

Porque o mais importante, pelo menos para os cristãos como eu, não são os talentos que recebemos; o importante é o que fazemos com esses talentos, sejam eles quais forem. E nesse sentido creio que C. Ronaldo é um exemplo: ele pegou no talento que recebeu, trabalhou-o com dedicação e empenhou-se em melhorar - aliás, continua empenhado: "Para o ano, quero estar aqui outra vez". É esta personalidade que cumpre exaltar. E aplaudir como quem aprende.

É o que aqui faço.

Oxalá possa agora divertir-se um pouco mais ao serviço da nossa selecção.

Reforço

Depois do jogo de ontem suspeito que o Benfica já se reforçou no mercado de Inverno...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Voto Roubado (parte V)

Já agora, ontem houve debate na Assembleia da República sobre avaliação dos professores. Gostava de poder comentar a sua intervenção e as suas posições, até porque foi por causa da Educação e das mais valias da sua actividade parlamentar nesta área que ele decidiu ficar no Parlamento, mas não posso! É que ele não falou, não teve posição, enfim, a avaliação dos professores é certamente um tema fora da sua agenda política…

Voto Roubado (Parte IV)

Já agora alguém mais ouviu falar do deputado “agora não inscrito” José Paulo Carvalho (JPC)?
É que a opção “discutível” até para ele próprio, cada vez é mais indiscutível em geral. Segundo ele só faria sentido continuar se fosse para ter um papel e uma intervenção relevante, nomeadamente na área da Educação. Passado umas semanas alguém ouviu alguma intervenção/proposta dele relevante na área da Educação? Se calhar é porque o tema nem tem estado na ordem do dia…

E anda assim o meu voto roubado por Lisboa… e ainda por cima com cerca de 30.000 euros mensais do CDS!
E esta, heemm….

Renovação ou não...

Confesso que fico por vezes admirado com o parar no tempo de determinadas pessoas ou grupo de pessoas.

Ontem li que a proposta da distrital de Lisboa ao Congresso do CDS passa pela «renovação das ideias e não renovar os quadros».

Quanto se aborda a «renovação das ideias» é porque realmente não há nada de novo a apresentar e foge-se para a frente com este chavão, que ainda por cima está mais que gasto por todos os partidos.

Depois, será que só surgem novas ideias e posições antes de cada Congresso? Quando acaba o congresso, durante 1 ou 2 anos pára-se de pensar em novas propostas.

Em relação a «não renovar quadros», só entendo esta ideia tendo em conta que estamos em ano eleitoral... Não vejo vantagens num partido que se fecha dentro de si próprio, tipo num Clube Privado da Distrital de Lisboa…

Finalmente, será que a melhor forma para garantir a «renovação das ideias» que a distrital de Lisboa tanto quer, não passa também por uma «renovação de quadros»? Ou será que já se esqueceram no resultado que deu nas últimas eleições Autárquicas em Lisboa, com a tal «renovação das ideias» feita com a «não renovação de quadros»?

O Hino do Avelino

Uma pérola para começar a aquecer a campanha autárquica do Marco de Canaveses

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Convite


Para quem queira aqui fica o convite para visitarem a exposição de fotografia que a Junta de Lordelo do Ouro organiza no próximo dia 10 de Janeiro. Vale a pena visitar e ficar a conhecer uma das freguesias da cidade com mais diversidades de realidades. Uma freguesia que é o espelho da cidade e das suas "cidades".

E quem quiser ficar assistir a uma sessão, em que o tema central é "O papel das juntas de freguesia no contexto da administração pública", fica também convidado.

Nota: sou eu que faço a sessão de abertura, aqui fica a minha declaração de interesses, e só tenho 10 minutinhos para falar por isso não se assustem.

Rectificativo (ou suplementar)

Os tempos são de grande incerteza. Ninguém sabe bem o que aí vem.

O orçamento (rectificativo ou suplementar, pouco importa agora) talvez não seja tardio. É bem provável que seja prematuro, no sentido em que vai voltar a assentar em previsões que se revelarão erradas.

A minha aposta é que este orçamento rectificativo vai ter um suplementar lá mais para o Verão.

Uma oportunidade na crise

A crise não é só nas PME ou no sector automóvel. É há longos anos no futebol não só nacional como europeu. Só que a irracionalidade impera e como tal aparecem uns loucos trilionáiros que compram uns clubes para gozo pessoal e depois uns incautos que como eu choram com as derrotas dos seus clubes.

Nos últimos dias sabemos que em Inglaterra Manchester, Chelsea e Liverpool podem estar à venda, além de acumularem passivos cheios de zeros. Aqui ao lado o passivo do Real Madrid é assustador, e os salários em atraso são quase como em Portugal.

Não é só casos de policia mas loucuras cometidas para saciar egos pessoais e multidões ululantes.

Como pode ser esta crise uma oportunidade? muito facilmente. Copiando o modelo americano que no Soccer tem uma regra que impede que os clubes tenham mais do que 2 jogadores a ganhar acima de uma verba X. (era apenas 1 jogador mas a ida da Victoria obrigou a essa alteração).

Imaginaram o resultado desta regra? basta olhar para os balanços dos clubes e ver o peso dos ordenados. Acabavam-se ordenados "pornográficos" e talvez se salvasse o negócio.

Mas claro que isso era ter que pensar o futuro e não me parece que esse seja uma prioridade.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Alternativa e responsabilidade no CDS



Acabei de ler, um privilégio que agradeço, a moção que Filipe Anacoreta Correia encabeça e que representa todo um trabalho do movimento Alternativa e Responsabilidade tem desenvolvido em prol de um CDS que todos desejamos exista.

As expectativas que tinha eram altas mas foram largamente superadas pela qualidade das ideias apresentadas, pela forma directa e simples como apresentam as criticas e propoêm as sugestões.

Claramente assumem uma divergência com algumas posições recentes do partido e indicam um caminho diferente. Mas fazem-no no respeito das instituiçóes, pedindo claro que outros também assim o façam.

O caminho que se propoê a percorrer é cheio de espinhos e muito longo. É o caminho mais dificil. O menos mediático mas o mais consistente. O menos do agrado dos que querem as luzes da ribalta mas o que mais procura explicar as suas ideias aos militantes. Sem flashs e microfones, mas com ideias e propostas.

Assinei claro. Com gosto.

Delito de opinião


Existem delitos de opinião e delitos de opinião. Este delito de opinião é dos bons delitos de opinião. Estou em crer que não serão muitos os delitos mas serão sempre muitas e boas as opiniões que por lá se lerão. Boa escrita a todos.

A entrevista de Socrates

Analisar a entrevista é um processo complicado. E são vários os pontos de vista por onde poderiamos fazê-lo:
a) o que disse ter feito para evitar a crise
b) o que não disse vir a fazer para evitar a crise
c) o que não disse e vai fazer tendo em vista que vai provocar eleições legislativas em Junho

e depois para os interessados nos assuntos de comunicação a postura de Ricardo Costa.

E confesso que o que mais despertou o interesse foram os pontos b) e c). Ainda nessa noite pude afirmá-lo claramente, no Porto Canal, que esse foi o momento em que Socrates não foi o mestre do disfarce. Socrates que até aí tinha aguentado as estocadas de Ricardo Costa, fraquejou. E fraquejou porque esta era a verdade escondida. O resto são "mentiras tantas vezes contadas que até parecem verdades".

Já sabemos que actuaram na educaçáo, com os resultados que conhecemos, embora Socrates negue as evidências mais evidentes: que têm vindo a recuar e a ceder.

Já sabemos que tem uma paixão doida por ventoinhas o que se pode comprovar por idas sem fim a Viana. Já lá foi colocar uma pedra, inaugurar a fábrica e "benzer" uma hélice. Deve estar a voltar pois já passaram 2 meses sem se deslocar ao Minho.

Já sabemos que aguentaram o BPN por existir risco para a banca e o BPP porque também sim, emboram tenham dito o seu contrário com a mesma cara com que se desdisseram.

Enfim, Sócrates mostrou-se um bom "respondedor" de perguntas. Mostrou que se preparou para a entrevista e que acredita em "pareceres e estudos".

Mas o que Socrates vai fazer nos próximos dias?
a) aposta nas obras públicas e na politica de betão?
b) vai injectando dinheiro nas empresas que lhe apetecer?
c) vai procurar empresários que aceitem ficar com empresas falidas do que fará alarido e chamará fanfarras, e entregar à sucapa e em contrapartida empresas saudáveis aos mesmos empresários?
d) criar PME Invest sucessivos e injectar dinheiro nas PME?
e) vai baixar impostos?

Julgo que irá fazer as cinco. Justificando-as a todas. A baixa dos impostos fará lá para o mês de Abril como preparação para as eleições de final de Junho.

Não aposto, mas acredito nãao andar muito longe da verdade. O tempo o dirá.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Recessão

Que raio!

O Benfica perde e é logo declarada a recessão...

Piada repetida

Não devemos gozar com o Quique Flores. É uma questão de respeito pelo próximo...

Facto cronológico

Segundo as notícias, o nosso país foi declarado em "recessão técnica" às 15 horas do dia de hoje. Quer dizer, que já estamos há uma hora e quarenta e cinco minutos em recessão técnica. Se não fosse dramático, era curioso...

Sócrates

Lealdade não é obediência!
Esta afirmação de ontem caracteriza o Primeiro Ministro de Portugal.

Conhecendo como todos nós conhecemos o PM e o PR tenho a certeza que as relações entre Presidência e Governo vão piorar.

Sócrates, preocupado com eleições internas e com os próximos actos eleitorais, com esta declaração não veio ajudar mesmo nada.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Inacreditável

Começa por ser difícil de acreditar que no mesmo jornal (Expresso) que fala de recessão e de crise em quase todos os cadernos, e que dá nota do aumento da taxa de desemprego no país para o ano que agora começa, se possa ler na primeira página que dois ex-administradores da CGD reformados por motivos de saúde – a notícia fala expressamente de “invalidez” - exercem funções noutras empresas mantendo as respectivas reformas. Mas mais difícil ainda é entender que tudo isto se passa no mesmo país em que milhares de pensionistas tentam sobreviver com dignidade com as pensões de miséria que auferem, e onde a Caixa Geral de Aposentações chegou mesmo a recusar a reforma por invalidez a uma professora com graves lesões na língua por causa de um cancro, revogando uma decisão anterior de uma junta médica, e obrigando a continuar a trabalhar sabe-se lá em que condições e a que custo. Inacreditável.

domingo, janeiro 04, 2009

Gestão do Ódio

Não tenho qualquer simpatia pelo Hamas ou por qualquer tipo de radicalismo. Não tenho dúvidas que o Hamas não está de boa fé, aceitará tréguas quando isso lhe for conveniente, o seu objectivo é a eliminação de Israel.
Este radicalismo do Hamas vive da desgraça e apoia-se no que o povo acredita, a sua religião. São as suas fontes de poder. A sua interpretação radical do Corão (nada consensual dentro dos seguidores da fé Islâmica) tem terreno fértil na desgraça em que as pessoas vivem e é facilmente transformada em ódio.
Para complicar as coisas ainda mais esta "fórmula" é usada um pouco por todos os países Árabes. Por isso tudo o que se está a passar na Faixa de Gaza tem consequências na generalidade do Mundo Árabe.
Tudo isto para concluir que o que Israel está a fazer é muito pouco inteligente a longo prazo (para não falar que no plano moral o que está a ser feito por Israel é condenável). No curto prazo, pela diferença de forças no terreno, não tenho dúvidas que Israel conseguirá acabar com os ataques de "rockets". Provavelmente acabar com o Hamas na Faixa de Gaza. Mas isso resolve o seu problema?
O seu problema é o ódio que os radicais conseguiram alimentar no Mundo Árabe. É certo que este ódio tem raizes ancestrais mas foi muito alimentado nos últimos 40 anos.
O objectivo de Israel devia ser acabar com este ódio. Não se acaba com o ódio com uma guerra. Acaba-se conversando, acaba-se conseguindo juntar aliados no lado árabe. Não foi isso que aconteceu a seguir á Guerra dos 6 dias? Não foi isso que aconteceu com Rabin e Arafat? Não foi isso que aconteceu na Irlanda do Norte?
Por fim acaba-se com o ódio construindo e tendo muita paciência. Isto demora muito tempo.
Esta guerra só alimenta os radicais. Visto do lado deles é fácil dizer "estão a ver como é Israel?" e obter ainda mais apoios.

sábado, janeiro 03, 2009

Back to Basics

Esta é uma época que devíamos ver como uma oportunidade. Uma espécie de começar de novo. Temos um país com potencial, é bonito, bem localizado, muito sol e vento, boas universidades, está na UE. Devíamos olhar para estas e outras características boas que temos e preparar um novo começo aproveitando o momento que o mundo vive. É nestas alturas que se constrói o sucesso.
Em especial devíamos acabar com os nossos maus hábitos (é para isso que se começa de novo) com destaque para o de consumirmos mais do que produzimos, como bem o referiu o nosso presidente. Isto não tem nada a ver com política é do mais comum bom senso. Devia ser algo com que todos concordamos.
O problema é que para acabar com isto teremos de mudar muitos dos nossos hábitos aos quais podemos associar opções políticas. Falo da criação de reais condições de concorrência em todos os sectores da economia, de fomentar o empreendedorismo (não falo de subsídios mas de um estado mais eficaz na Justiça, na burocracia e na fiscalidade), de terminar com a subsidiodepêndência.
E para isto as opções políticas contam.
Infelizmente, a acreditar nas sondagens, o BE e PCP contam quase com 20% dos votos. Se assim for nas eleições do final do ano, tenho a certeza que pelo contrário teremos mais intervenção do estado, mais burocracia e uma enorme desconfiança do espírito de iniciativa.
São tempos difíceis sem dúvida que têm oportunidades que temo serão mais uma vez perdidas. Mas tem de ser sempre assim?

As guerras no PS

O ano de 2009 avizinha-se animado politicamente falando. Europeias, Autárquicas e Legislativas mexe com os partidos no seu todo. São muitos lugares a preencher e como tal "carreiras politicas" para definir.

Enquanto o PSD conseguiu disfarçar a candidatura de Santana a Lisboa, o PS/Porto prepara-se para estar no centro das atenções. E por ventura pelos piores motivos. 3 casos apenas:
- Porto,
- Matosinhos,
- Marco de Canaveses

No Porto embora o nome de Elisa Ferreira continue a ser o mais falado e a própria a manifestá-lo publicamente como o fez em recente entrevista ao JN, tarda uma clarificação. "A seu tempo" diz Elisa. Falta perceber o que significa "tempo": tempo de ver o que dão as sondagens, tempo de ter o compromisso do governo de que pode fazer promessas e ter a cobertura de Sócrates, tempo de satisfazer a colocação em lugares elegíveis os homens do aparelho. Temos então tempo.

Em Matosinhos a guerra vai ser entre Guilherme Pinto e Narciso Miranda. O PS oficial contra o PS oficioso. Quem o poderá vir a aproveitar é o PSD que mantêm em segredo o nome. Mas a coisa não vai ser bonita para os lados dos socialistas.

Para terminar, Marco de Canaveses, o caso mais emblemático do que se chama "cambalhotas politicas". O PS vai candidatar um ex-cds e ex-Avelino Ferreira Torres contra a vontade das estruturas locais e seguramente perante um sorriso amarelo do partido inteiro. Esta vai ser sem dúvida uma das eleições mais mediatizadas, ou não estivesse nela Avelino.

Aguardemos para ver como param estas danças de cadeiras do aparelho socialista portuense.

Ano sabático

Para o comum dos mortais o nome Luis Paixão Martins poderá nada dizer. Ainda menos o blog, Lugares Comuns, que mantinha com uma regularidade e acutilância própria dos senadores. Agora LPM decidiu que durante um ano nada de escritos no Lugares Comuns. É sem dúvida uma baixa de vulto nos blogs de comunicação. As razões não as divulgou, mas eu acredito que se prendem com um ano que se preve de grande actividade politica.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Recomeço

O ano de 2009 já começou. Devagar vai dando os seus primeiros passos. Lá fui trabalhar. O telefone só tocou uma vez durante o dia. Um cliente novo que nos entrou "telefone" dentro enquanto tinhamos uma reunião com um novo cliente. O dia de hoje parece querer contrariar todos prognósticos. Vamos ver como se comporta. Para já 2 a 0 à crise.