Quarta-feira, Setembro 07, 2011

Almoços antes que o IVA suba

Ao ver os noticionários da noite fiquei a saber que 2 restaurantes do centro de lisboa, sim não eram da periferia, foram alvo de almoços mediáticos. Um sentou à mesma mesa Passos Coelho, Paulo Portas, Miguel Relvas e Lula da Silva. No outro Luis Filipe Vieira, Godinho Lopes e Luis Duque. No primeiro certamente que falaram sobre a crise mundial e as relações de dois paises irmãos. No segundo discutiram como parar a máquina do FCPorto e como se podem unir os clubes da 2ª circular. O certo é que a restauração lisboeta ganhou mais uns euros.

Terça-feira, Setembro 06, 2011

rtp (2)

Hoje no público dá-se conta das preocupações do PS relativamente do suposto serviço público estatal de televisão (coisa dos anos setenta).
Leio a notícia e pasmo como em tão poucas linhas se pode aldrabar tanto a realidade, vejamos:

"Para os socialistas, o “carácter obrigatório da existência de uma estrutura do Estado”, no caso a RTP, que presta esse referido serviço, sempre foi tido “como um instrumento essencial para assegurar a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico”.
Com todos os casos que se têm passado nos últimos anos nos jornais e televisões, falar em liberdade e independência dos orgãos de comunicação social, é tentar fazer de nós analfabetos.

"Acrescentam que existe um “vasto consenso europeu” no que à pertinência do serviço público de comunicação social respeita, em requerimento endereçado hoje ao presidente da Comissão de Ética, Cidadania e Comunicação, Mendes Bota".
Acham que ninguém sabe o que se passa lá fora(tirando o Reino Unido), onde se debate sériamente a democraticidade de o estado controlar, sim controlar, as notícias, os jornalistas, em suma a realidade. Todos sabemos como o anterior executivo conseguiu criar uma realidade parelela em alguns orgãos de comunicação que controlava.
Vai ser igual com este, e com todos os que se sucederem.

“O actual modelo de serviço público de televisão, em Portugal, apesar de semelhante ao existente na maioria dos restantes países europeus é no entanto também dos que, comparativamente, menor fundos públicos recebe”.
Aldrabice, mais uma vez. Todos sabemos que a RTP recebe por "vias travessas" muito mais do que o "oficial". Este ano por exemplo vendeu ao estado o arquivo por 150 milhões de Euros.

Quando se parte para uma discussão com estes argumentos, a coisa não vai correr bem.

Sábado, Setembro 03, 2011

Sexta-feira, Setembro 02, 2011

A culpa foi da porca


Há seis anos, mandaram reparar o portão de 500 Kilos do Museu da Chapelaria, que umas semanas depois caíria sobre um funcionário do museu, matando-o. Ainda se discute nos tribunais de S. João da Madeira quem é o responsável por esse trágico acidente. Tudo indica que não haverá culpados a não ser uma porca mal colocada aquando da re-instalação. Consta que o tribunal se prepara para ‘condenar” a porca. Seis anos depois é esta a nossa porca justiça.

Nunca visitei o Museu da Chapelaria, que ao que parece é gerido pela respectiva Câmara Municipal. Mas gostava de saber se se trata de uma iniciativa e encargo dos industriais do sector ou se é mais uma daquelas espertezas municipais para safar instalações falidas, dar emprego às primas e estourar dinheiros públicos. Estou cansado de tropeçar aqui e ali em pretensos museus disto e daquilo, na maior parte das vezes às moscas ou com horários anti-turistas, reunindo meia dúzia de tarecos pindéricos cujas legendas são anedóticas, senão mesmo deseducativas.
Ainda há muito portão que não cai sobre quem devia.

Quinta-feira, Setembro 01, 2011

Águas turvas


Tenho as maiores reservas sobre a privatização da empresa Águas de Portugal.

É certo que também tenho sérias dúvidas sobre a competência e a seriedade dos que actualmente a gerem e não esqueço aquela decisão recente da sua administração em renovar a sua frota automóvel com 400 novas viaturas, decisão que provocou a compreensível indignação de muitos cidadãos a ponto de a mesma administração e respectiva tutela concluirem que era melhor emendarem o disparate. Mas isso é outra conversa.

A água é como o ar: são bens naturais sem os quais não há vida. E assim como ainda não pagamos para respirar, também não deveriamos pagar para beber. É evidente que se quisermos usufruir da comodidade de ter água potável na torneira da nossa casa, é curial que paguemos esse serviço, que nos poupa o tempo e a maçada de carregar a bilha da fonte.

A ideia de entregar à lógica de mercado a gestão dos nossos aquíferos incomoda-me. É verdade que o Estado português é um péssimo gestor e deixou de ser uma pessoa de bem, mas o que importa é corrigi-lo em vez de o demitir das suas funções essenciais. As águas portuguesas pertencem aos portugueses e, portanto, à falta de melhor, devem ser entidades públicas a assumir a responsabilidade da sua gestão sustentável.

Privatizar a água que bebemos e com que nos lavamos é admitir que um dia destes eu tenha de pedir licença ao Sr. Eduardo dos Santos para matar a sede ou à D. Isabel para tomar um duche. Por favor, não turvem a água.

Regra dos 30%


Na Holanda há um benefício fiscal que visa atrair os melhores especialistas mundiais a virem trabalhar em empresas do país, especificamente em áreas em que haja falta de mão-de-obra especializada.


Se determinado trabalhador especialista for contratado por uma empresa holandesa vindo do estrangeiro, numa área em que é difícil encontrar trabalhadores dentro do país, os impostos sobre o rendimento só incidem sobre 70% do seu ordenado, ou seja, recebe 30% do ordenado livre de impostos.


Claro está é necessário que tanto a empresa como o trabalhador provem que este tem as características que o tornam único e essencial no mercado de trabalho nacional, mas a partir do momento em que é aceite, esta regra vale por 10 anos!


E se o nosso governo fizesse uma coisa parecida, de modo a atrair os bons e os melhores de volta ao nosso país? Era uma maneira de aumentar a produtividade e as receitas dos impostos (sim, porque mais vale receber 70% do que 0%). Voltar a reunir todo conhecimento e experiência acumulada por portugueses emigrados e espalhados pelo mundo fora, que estão à procura de uma maneira de voltar ao seu País, não seria uma má jogada.


Tudo bem, poder-se-á dizer que não é justo para quem cá ficou, mas ficamos todos mais pobres por não ter capacidade de atrair quem saiu. Passamos a ter pessoas altamente competentes e especializadas, com uma experiência internacional que trarão uma mais-valia à nossa economia (por juntarem as melhores práticas dos outros países ao nosso engenho), para além de serem mais uns consumidores (e contribuintes) a gastar dinheiro em Portugal.


Este mercado do conhecimento é algo que nos está a escapar, mas é o que torna e mantém as grandes economias assim tão grandes.


Será possível aplicar algo parecido em Portugal?

Kito