Era uma vez (assim começam todas as estórias da carochinha...) um País à beira mar plantado onde em dado momento a politica passa a usar recorrentemente, como arma de arremesso, os temas da justiça.
Nos tempos de hoje a comunicação social alimentada por políticos, comentadores de bancada, juízes, advogados, ministério público trata e distrata diariamente a justiça.
Verdade seja dita o fenómeno não é exclusivo, nem sequer foi cá inventado.
A crise da justiça passou a ser o prato do dia e não há Ministro da Justiça que não faça reformas, contra-reformas e que anuncie soluções milagrosas para o desentupimento da justiça.
Mas ao contrário do que é sempre anunciado a realidade é que nenhum conseguiu melhorar a justiça.
Antes pelo contrário, as intervenções ao longo dos tempos apenas têm contribuído para, piorar a qualidade dos diplomas legislativos, piorar o funcionamento dos tribunais e sobre isso acresce que diariamente a comunicação social contribui para a festa.
A justiça é um pilar fundamental do Estado de Direito que deveria ser tratada com outra seriedade , e cautela por politicos, advogados, juizes, procuradores, bastonários e comunicação social.
A brincadeira vai dando frutos e chegamos ao ponto de estar encrustado na sociedade civil de hoje a ideia de que a "justiça é só para alguns", "a justiça não funciona" etc etc etc
Uma sociedade que deixe de acreditar na justiça não é recomendável.
Os iluminados que vão introduzindo soluções milagrosas no sistema acabam sempre por deixar as coisas piores do que estavam. Agora com a novela do "Citius" o caldo entornou de vez....
Que saudades do sistema de justiça da década de 90.
A bem da Nação!!!
Francisco Vellozo Ferreira
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sexta-feira, setembro 19, 2014
domingo, outubro 06, 2013
Manchete
Está bom de ver que Manchete tem os dias contados no Governo. Ainda hoje estou para perceber a razão que levou Passos Coelho a escolher uma personalidade tão datada quanto Manchete. Este governo tinha claramente uma marca geracional. Mal ou bem, mas tinha. Era um corte com a geração que tinha gerido portugal desde o 25 de Abril. Não são melhores nem piores, mas era um factor importante na renovação. E o pior do que foram estes anos de governos portugueses acabou por se materializar nestes meses de Manchete. E o que anda no cesto da confusão? BPN, Angola, conflito de interesses. Ou seja Portugal no seu melhor. Como em tempos li numa parede "Contem-me mentiras novas".
sábado, setembro 17, 2011
O fim da festança?
O que se passa na Madeira não é surpresa para ninguém. Durante 30 anos Alberto João Jardim fartou-se de gozar à nossa custa. O regime madeirense é infelizmente o pior exemplo que se pode ter quando se discute a regionalização ou o reforço do poder autárquico. Jardim transformou a Madeira numa coutada sua onde reina a seu belo prazer, pondo e dispondo dos dinheiros públicos mas acima de tudo condicionando a democracia com os 30.000 funcionários públicos que dele dependem. Agora parece que a careca foi descoberta. Ou melhor, colocada a nú. Falta saber se o povo madeirense tem coragem suficiente para daqui a um mês lhe tirar o poder. Mas com ou sem vitória de Jardim temos todos que pagar o desvario dos que nos têm governado nos últimos anos.
Gostaria por isso que o fim da festança fosse não só aplicada na Madeira mas em todos os organismos do estado que gastam como se fosse o último dia. Camaras, institutos e demais locais onde muitos boys param sem que tenham habilitações ou mesmo funções a desempenhar.
Gostaria por isso que o fim da festança fosse não só aplicada na Madeira mas em todos os organismos do estado que gastam como se fosse o último dia. Camaras, institutos e demais locais onde muitos boys param sem que tenham habilitações ou mesmo funções a desempenhar.
quarta-feira, setembro 02, 2009
Comícios e porco no espeto
Manuela Ferreira Leite resolveu acabar com os comícios. Parece bem, pois o que está a dar é mesmo o porco no espeto acompanhado de uma boas cervejolas ou um verde tinto da região. Claro está que tem que haver uns discursos, mas o melhor mesmo vai ser a banda a tocar. Eu cá, já assisti a 2 destes eventos e cheira-me que vou "papar" mais alguns.
Proposta para novo boletim de voto
Sabendo que os portugueses gostam mesmo é de preencher boletins com muitas cruzes, e dado o impasse que existe que toda a gente teima em não assumir que coligações poderão vir a fazer, aqui fica uma sugestão: o boletim de voto múltiplo.
Lembram-se do referendo da regionalização? aqui seria o mesmo, como por exemplo:
se votou no partido A (PSD) e ele for o mais votado mas não conseguir fazer governo, com quem se deveria coligar:
a) PS
b) CDS
c) Nenhum
se votou no partido A (PSD) e ele foi não foi o segundo partido mais votado mas em coligação formar governo, com que se deveria coligar:
a) PS
b) CDS
c) Nenhum
Está bom de ver que este sistema era emocionante e chamaria os Tugas a votar. E se no final derem um brinde "atão" é que a coisa pegava.
Lembram-se do referendo da regionalização? aqui seria o mesmo, como por exemplo:
se votou no partido A (PSD) e ele for o mais votado mas não conseguir fazer governo, com quem se deveria coligar:
a) PS
b) CDS
c) Nenhum
se votou no partido A (PSD) e ele foi não foi o segundo partido mais votado mas em coligação formar governo, com que se deveria coligar:
a) PS
b) CDS
c) Nenhum
Está bom de ver que este sistema era emocionante e chamaria os Tugas a votar. E se no final derem um brinde "atão" é que a coisa pegava.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Hipocrisias
A noticia do pagamento pela Somague de campanhas do PSD parece não ser nem vir a ser aproveitada por nenhum partido politico. Telhados de vidro?
Não quero fazer nenhum linchamento público do PSD nem de nenhum dos seus militantes. Gostaria mesmo era que a verdade nesta e em outras situações fosse a regra e não a excepção.
A actual lei de financiamento não resolve os problemas. A forma como é vista toda a actividade politica vai sendo minada a pouco e pouco e parece haver uma clara falta de coragem para de uma vez por todas dar a "volta por cima".
Assuma-se que os partidos precisam de dinheiro para viver. Assuma-se de uma vez por todas que o trabalho politico tem que ser remunerado e que isso não é crime.
Como diria o FVF, a bem da nação
Não quero fazer nenhum linchamento público do PSD nem de nenhum dos seus militantes. Gostaria mesmo era que a verdade nesta e em outras situações fosse a regra e não a excepção.
A actual lei de financiamento não resolve os problemas. A forma como é vista toda a actividade politica vai sendo minada a pouco e pouco e parece haver uma clara falta de coragem para de uma vez por todas dar a "volta por cima".
Assuma-se que os partidos precisam de dinheiro para viver. Assuma-se de uma vez por todas que o trabalho politico tem que ser remunerado e que isso não é crime.
Como diria o FVF, a bem da nação
quarta-feira, março 28, 2007
Maria José Nogueira Pinto
A decisão hoje tornada pública por Maria José Nogueira Pinto, de se demitir da CMLisboa e de se desfiliar do CDS, era infelizmente esperada.
Lamento uma e outra.
Compreendo o seu desalento com o estado actual do CDS mas confesso que preferiria que se mantivesse e colaborasse na dignificação do partido. Era um quadro valioso e que muita falta fará, hoje e no futuro. Mas este bater com a porta não significa que a sua actividade pública abrande, até porque lhe está no sangue a causa pública como o seu passado bem demonstra.
Assim, nesta hora de despedida, mais não me resta do que lhe agradecer. E esperar que ventos mais favoráveis voltem a fazer-se sentir na direita portuguesa.
Lamento uma e outra.
Compreendo o seu desalento com o estado actual do CDS mas confesso que preferiria que se mantivesse e colaborasse na dignificação do partido. Era um quadro valioso e que muita falta fará, hoje e no futuro. Mas este bater com a porta não significa que a sua actividade pública abrande, até porque lhe está no sangue a causa pública como o seu passado bem demonstra.
Assim, nesta hora de despedida, mais não me resta do que lhe agradecer. E esperar que ventos mais favoráveis voltem a fazer-se sentir na direita portuguesa.
sábado, março 03, 2007
Pessoal ou politica?
Paulo Gorjão no Bloguitica escreve sem rodeios que a politica se faz de questões pessoais.
Esta ideia peregrina que temos todos muita estima pessoal e política uns pelos outros, que o combate político deve ser asséptico e impessoal, independentemente da conduta menos ética ou imoral dos nossos adversários, é uma grande treta e uma tremenda hipocrisia.
Em situações de reiterada sacanice e má-fé, o combate político não pode -- nem deve -- ser asséptico e impessoal. Claro que é pessoal, profundamente pessoal. E isso deve ser assumido sem rodeios e sem tergiversar. Afinal, como lembra o provérbio, quem não se sente, não é filho de boa gente.
Sem dúvida que também na politica as relações pessoais ou a maneira de ser pode influenciar a decisão. Concordando de certa forma com o Paulo, gostava de referir que se pode estar em campos opostos na politica e ainda assim manter-se boas relações pessoais.
Mas, como refere Mira Amaral, "adversários politicos tinha no PS, no meu partido tinha inimigos", com pequenas adaptações esta afirmação pode ser feita por qualquer interveniente politico.
E os tempos dão-nos disso exemplos diários.
Esta ideia peregrina que temos todos muita estima pessoal e política uns pelos outros, que o combate político deve ser asséptico e impessoal, independentemente da conduta menos ética ou imoral dos nossos adversários, é uma grande treta e uma tremenda hipocrisia.
Em situações de reiterada sacanice e má-fé, o combate político não pode -- nem deve -- ser asséptico e impessoal. Claro que é pessoal, profundamente pessoal. E isso deve ser assumido sem rodeios e sem tergiversar. Afinal, como lembra o provérbio, quem não se sente, não é filho de boa gente.
Sem dúvida que também na politica as relações pessoais ou a maneira de ser pode influenciar a decisão. Concordando de certa forma com o Paulo, gostava de referir que se pode estar em campos opostos na politica e ainda assim manter-se boas relações pessoais.
Mas, como refere Mira Amaral, "adversários politicos tinha no PS, no meu partido tinha inimigos", com pequenas adaptações esta afirmação pode ser feita por qualquer interveniente politico.
E os tempos dão-nos disso exemplos diários.
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