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segunda-feira, junho 11, 2012

"Quando o dinheiro fala a verdade emudece"

Há anos que ouvimos responsáveis políticos falarem da crise com afirmações que a seguir são desmentidas pela realidade. Entretanto, os dirigentes europeus dizem ir reunir 100 mil milhões para entregar a Espanha, cujo sistema bancário está muito fragilizado, para não dizer falido.

Nos últimos dois anos a Comissão Europeia pilotou, por duas vezes, uns ditos stress testes aos bancos europeus que em conclusão afirmaram que estava tudo sólido com excepção de umas três ou quatro Caijas. Na altura, houve quem afirmasse que aqueles testes eram uma fantochada. Hoje percebe-se que quem tal disse tinha inteira razão. Hoje percebe-se sobretudo que não se pode nem se deve acreditar nem nos responsáveis políticos europeus nem nos responsáveis políticos nacionais, sobretudo os “entendidos” que ainda há meses afirmavam que as coisas em Espanha estavam todas resolvidas.

terça-feira, abril 24, 2012

Sobressaltos de alcagoitas


Estes sobe-e-desce da bolsa portuguesa já não significam nada, sobretudo no sector bancário.

Desconfio que os 5 maiores bancos com sede em Portugal (já nem digo ‘portugueses’) estão pura e simplesmente falidos. Mas esta coisa da bolsa cria a impressão de que aquilo mexe e, assim,  há sempre uns distraídos reformados que ocupam as suas tardes livres a dar umas ordens de compra ou de venda. As compras e vendas que importam não passam pela bolsa, mas pelos corredores alcatifados de certos escritórios de advogados. Veja-se a cedência da posição da Itaú no BPI. E o mesmo se diga do lombo das operações financeiras: não é ao balcão (vejam-se as engenharias macacas da CGD).

Se uma acção do Banif que vale de manhã 0,168 euros, troca-se à tarde por 0,160, significa que se desvalorizou cerca de 5%. Será um crash?

Se uma acção do BCP que valia ontem 0,107, vende-se hoje por 0,108, os comentadores vão dizer que o título subiu 1% em 24 horas. Será o prenúncio de uma OPA?

Esses números são exactos, mas tratando-se de variações de milésimos de euros, aquelas percentagens de variação não significam nada de nada, a não ser talvez uma manobra de manipulação de um chico esperto. No fundo, são acertos virtuais de tostões que não existem.

terça-feira, setembro 27, 2011

Os bancos, esses especuladores imobiliários

É minha opinião de há vários anos, contra todos os muitos amigos que trabalham em bancos portugueses, que em Portugal houve uma bolha imobiliária. Bolha essa que os bancos promoveram, alegremente e com protecção das autoridades monetárias, em especial o Banco de Portugal.

Obviamente, como não somos espanhóis nem pegamos os touros em pontas, a nossa bolha foi lenta: inchou lentamente enquanto os bancos aumentavam os seus lucros e as benesses dos seus administradores e agora desincha lentamente enquanto os bancos protegem os seus administradores e se precavêm para a falta de lucros dos próximos tempos.

E então, perguntais intrigados (imagino eu, na minha solidão de escritor)?

Então, nesta estória como em todas, o problema é que há um mexilhão...

O mexilhão aqui são os desgraçados que, por falta de informação na maior parte dos casos, compraram casas que agora não conseguem pagar.

quinta-feira, maio 26, 2011

A imoralidade das alterações de spreads

Todos nós sabemos que os bancos portugueses andaram a facilitar. Facilitaram na altura do crédito fácil, seduzindo as pessoas com spreads miraculosamente baixos, com financiamentos a 100%, etc. Facilitaram também, por exemplo, com a dívida pública, mas isso não releva aqui.

O que interessa é que agora que os bancos perceberam as asneiras, ou melhor os custos das asneiras que fizeram, pretendem utilizar quaisquer desculpas para alterar unilateralmente os spreads de empréstimos em curso, recorrendo às letras miudinhas dos contratos que todos os devedores assinaram.

Bem sabemos que em Portugal há uma longa tradição de proteger os poderosos obrigando os fracos a pagar. Neste caso isso não devia suceder.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Cuidado eles vêm aí


Segundo noticias de hoje o Governo decidiu reprivatizar o BPN. Confesso que nunca pensei escrever a palavra reprivatizar aplicada aos dias de hoje mas com esta malta tudo é possível. A noticia dá igualmente conta que o banco angolano BIC pode estar interessado mas que pode não ser o único banco angolano a concorrer. Ora aí está.