Agrada-me o sentido de Estado que tem marcado a actuação do PM e do novo Governo.
Fiquei especialmente satisfeito e surpreendido pela positiva com a escolha de alguns dos Ministros como é caso das Finanças, Economia e Educação.
Percebe-se que a inclusão de independentes trouxe ao Governo uma dimensão técnica e intelectual que os politicos de carreira (em regra) não têm.
Neste Governo e ao contrário do habitual o CDS tem primado por escolhas de 2ª e 3ª linha. No fundo a maioria dos Ministros do CDS (a serem) seriam secretários de estado e a maioria dos secretários de estado, na verdade, são chefes de gabinete.
Noutros tempos o CDS indicava para o Governo pessoas de enorme craveira, de enorme valor, capacidade e seriedade.
Neste Governo o CDS parece estar apostado em quebrar essa tradição...
a mal da Nação!!!!
quarta-feira, junho 29, 2011
Angélico
Uma morte nunca é oportuna e muito menos benéfica. Mas a infelicidade do jovem actor Angélico que encheu o espaço mediático nos últimos dias serviu para alertar os mais novos para o uso do cinto de segurança. Os meus filhos não falam de mais nada e mal entram no carro nem preciso de os alertar. Angélico era conhecido pela sua alegria e enorme vontade de viver. Agora que a desgraça o surpreendeu, que ao menos saiba que ela pode ajudar a salvar a vida de muitas alegres crianças que hoje sofrem a sua morte.
Experiência
Já aqui o devo ter dito mais do que uma vez, mas tenho uma amiga que tirou a carta de condução à 30 anos e ainda não guiou uma única vez. Diz que só fará quando tiver experiência. Sábia amiga. E hoje ao olhar para os secretários de estado empossados reparei que havia ali muita experiência da vida empresarial, alguma experiência das universidades e também dos corredores do poder. Mas não posso dizer que fiquei 100% satisfeito. Isso não posso.
Programa de governo
Fiz hoje uma leitura rápida ao programa de governo. De um modo geral pareceu-me bem. Mas num dos aspectos que me merecem especial atenção pareceu-me vago, muito vago. Falo das florestas, um sector que em portugal representa muitos empregos e com um peso grande nas exportações, em especial porque o valor acrescentado é elevado. Estou em crer que a atenção e conhecimento do tema do seu novo secretário de estado, Daniel Campelo, permitirá aproveitar ao máximo este importante sector.
segunda-feira, junho 27, 2011
O meu futuro ex-banco
O meu banco lançou uma conta Super Poupança Bué para crianças. Pergunto-me se se seguirão os fundos Maningue de Fixe, o investimento Tótil ou o fundo de pensões Cota. É de mim, ou está tudo parvo? Começo a sentir-me velho por ser do tempo em que banqueiros e bancos primavam por discrição, sobriedade e imagem de solidez de modo a transmitir o mais importante para quem deposita: confiança. Mas isso era antigamente e, pelos vistos, quem pensa como eu deixou de interessar aos bancos.
Estado de graça v. estado engraçado
É costume da comunicação social cá do sítio e dos seus habituais comentaristas (que ultimamente se reproduzem como coelhos) conceder aos novos governos um “estado de graça” inicial. Dizem que é para os novos ministros terem tempo de meter o nariz nos pendentes, embora eu suspeite que a coisa tem mais a ver com decoração de gabinetes. Tanto de secretárias e de quadros, como de Secretárias e de Quadros.
Com este novel governo toda a comunicação social foi unânime em lhe esvasiar um tal período introdutório. Não porque não o merecesse ou a ele não tivesse direito, mas tão simplesmente porque tempo para tanto não lhe quedava. Claro que, sem estado de graça, logo os comentaristas de serviço começaram a zurzir no anunciado governo. Mesmo antes de empossado.
Pessoalmente achei bastante graça ao elenco anunciado. Pela juventude, por algum (pelo menos aparente) descomprometimento, por alguma experiência de gestão ou de ambientes internacionais, mas sobretudo, como costuma dizer Medina Carreira, por ter também gente de profissão. Já que não tinha direito a “estado de graça” decidi então conceder a Passos Coelho um “estado engraçado”.
Um nome ficara, porém, a arranhar o meu ouvido: José Relvas. Como se lhe apontavam os assuntos parlamentares, embora para lamentar acabei por aceitar que até poderia dar algum jeito deixá-lo a aturar as oposições. Só não entendo porque necessita agora de um secretário de estado. Será que um fica com os assuntos parlamentares da maioria e outro com os das oposições?
Regressado de um fim-de-semana (ou já será “fim de semana”?) prolongado e sem notícias, sou agora surpreendido com um outro nome demasiado arranhativo: Marco António Costa. E logo na delicada e sensível área da Segurança Social.
Foi quanto me bastou para retirar ao senhor Passos Coelho o “estado engraçado” que na semana anterior lhe havia concedido. O que aqui declaro.
Com este novel governo toda a comunicação social foi unânime em lhe esvasiar um tal período introdutório. Não porque não o merecesse ou a ele não tivesse direito, mas tão simplesmente porque tempo para tanto não lhe quedava. Claro que, sem estado de graça, logo os comentaristas de serviço começaram a zurzir no anunciado governo. Mesmo antes de empossado.
Pessoalmente achei bastante graça ao elenco anunciado. Pela juventude, por algum (pelo menos aparente) descomprometimento, por alguma experiência de gestão ou de ambientes internacionais, mas sobretudo, como costuma dizer Medina Carreira, por ter também gente de profissão. Já que não tinha direito a “estado de graça” decidi então conceder a Passos Coelho um “estado engraçado”.
Um nome ficara, porém, a arranhar o meu ouvido: José Relvas. Como se lhe apontavam os assuntos parlamentares, embora para lamentar acabei por aceitar que até poderia dar algum jeito deixá-lo a aturar as oposições. Só não entendo porque necessita agora de um secretário de estado. Será que um fica com os assuntos parlamentares da maioria e outro com os das oposições?
Regressado de um fim-de-semana (ou já será “fim de semana”?) prolongado e sem notícias, sou agora surpreendido com um outro nome demasiado arranhativo: Marco António Costa. E logo na delicada e sensível área da Segurança Social.
Foi quanto me bastou para retirar ao senhor Passos Coelho o “estado engraçado” que na semana anterior lhe havia concedido. O que aqui declaro.
sábado, junho 25, 2011
A questão geracional
Um dos pontos que mais interesse suscitaram no novo governo foi a declarada ruptura geracional. Os 47 anos de média de idades pode ser um sinal interessante, mas interessa-me muito mais a competência e a seriedade dos jovens ministros; felizmente, estamos bem servidos neste capítulo, no que realmente importa.
Sou insuspeito, por navegar nas 43 primaveras, nas dúvidas que alimento quanto a estes clichés. Se a juventude é motor de mudança, capaz de rupturas tantas vezes necessárias e potenciadora de novos paradigmas, não é ao mesmo tempo avisado arrumar nas prateleiras da história os sábios que pelo percurso de vida, pelo estudo, pela reflexão e pela experiência acumulada têm muito para dar ao futuro.
Será o meu lado conservador, a minha visão de continuidade e da riqueza do diálogo intergeracional, mas defendo a convocatória dos mais experientes e do seu contributo para o desenho do nosso futuro colectivo.
Vem isto a propósito da crónica interessantíssima de Nelson Motta hoje no Estado de S. Paulo, que abaixo transcrevo. Vem isto a propósito de me ter lembrado de imediato, por exemplo, de Adriano Moreira e de Eduardo Lourenço.
O novo governo é de altíssima qualidade, acredito francamente nisto, mas não poderá deixar de convocar e ouvir aqueles que melhor pensam Portugal ainda que de gerações diferentes, os anos bem vividos trazem cabelos brancos e rugas e muito valor acrescentado.
Sou insuspeito, por navegar nas 43 primaveras, nas dúvidas que alimento quanto a estes clichés. Se a juventude é motor de mudança, capaz de rupturas tantas vezes necessárias e potenciadora de novos paradigmas, não é ao mesmo tempo avisado arrumar nas prateleiras da história os sábios que pelo percurso de vida, pelo estudo, pela reflexão e pela experiência acumulada têm muito para dar ao futuro.
Será o meu lado conservador, a minha visão de continuidade e da riqueza do diálogo intergeracional, mas defendo a convocatória dos mais experientes e do seu contributo para o desenho do nosso futuro colectivo.
Vem isto a propósito da crónica interessantíssima de Nelson Motta hoje no Estado de S. Paulo, que abaixo transcrevo. Vem isto a propósito de me ter lembrado de imediato, por exemplo, de Adriano Moreira e de Eduardo Lourenço.
O novo governo é de altíssima qualidade, acredito francamente nisto, mas não poderá deixar de convocar e ouvir aqueles que melhor pensam Portugal ainda que de gerações diferentes, os anos bem vividos trazem cabelos brancos e rugas e muito valor acrescentado.
sexta-feira, junho 24, 2011
Porque hoje é como se fosse Sábado
quarta-feira, junho 22, 2011
Corridas e Cultura
Sempre que se aproxima o circuito da Boavista, alguns jornalistas, políticos, comentadores e adeptos da “nossa esquerda”, aproveitam para apontar o dedo ao “despesista” Rui Rio. Antes de mais, confesso que não tenho qualquer ligação pessoal e/ou política ao Presidente da Câmara do Porto. Sendo assim e assim sendo, sinto-me perfeitamente à vontade para fazer uma pequena reflexão sobre mais uma hipocrisia dos “nossos pensadores ditos de esquerda” (se é que ainda faz algum sentido esta distinção). Muitos deles nem sabem muito bem porque são de esquerda. Fazem-me lembrar alguns benfiquistas que também nem sabem muito bem porque são benfiquistas; apenas sabem que é a equipa do Eusébio. Mas já aprendi que, neste País, quem disser que é de esquerda, for do Benfica e admirar ou até aceitar tudo aos Homosexuais, vai longe…Aproveito para dizer que nada tenho contra a homosexualidade, mas não me revejo nela. É apenas uma questão de opção.
A lição da nossa “Esquerda”
Como já é normal nos nossos órgãos de comunicação social (e em alguns europeus), uma viragem política à (suposta) direita é algo que merece reflexão. Ou, em alguns casos, condenação. Outros inventam a penitência: “onde é que a esquerda falhou?”. São os mesmos que condenam as antigas ditaduras Chilena, Brasileira, Alemã, etc., mas que não condenam as existentes: China, Coreia do Norte, Cuba, etc. Para mencionar apenas as mais faladas. São os mesmos que condenam Israel quando ataca os “coitadinhos” do Hamas e se calam quando o Presidente da Síria mata o próprio povo, ao melhor estilo dos campos de concentração nazis. Se calhar não devia perder tempo a escrever estas linhas e explicar-lhes o básico, mas eu sou teimoso:
terça-feira, junho 21, 2011
Conselho ao novo Governo
Quero complementar o que o nosso JAC aqui deixou, que aliás posso subscrever (tirando a manhice de legislar durante as férias;)
O País já percebeu que se aproximam tempos de reformas. Creio até que já terá interiorizado que sem reformas não haverá futuro.
Por isso mesmo aquela parte do discurso do CDS na última campanha eleitoral em que se repetia que o "trabalho tem de voltar a ser o instrumento para o triunfo" deve ser muito bem explicado, e repetido, aos trabalhadores.
Quem anda atento já percebeu que os equilíbrios de que viveu o mundo ocidental nas últimas décadas, esgotaram o seu potencial para resolver os problemas com que nos enfrentamos. Será necessário encontrar novos equilíbrios que permitam encontrar respostas satisfatórias para o grosso das aspirações dos ocidentais.
Provávelmente, isso significará trabalhar mais e por mais tempo. Seguramente implicará dever menos e poupar mais. Inevitavelmente implicará encarar os cursos universitarios como ferramentas que se adquirem para enfrentar o mercado de trabalho e já não como uma alavanca de expectativas à espera de colocação.
Por tudo isto, e o mais que acresce no caso do inacreditável endividamento externo português, é também necessário que o bom trabalho seja bem pago. Não estou a falar dos salários milionários de alguns; estou a pensar na imprescindibilidade de remunerar com justiça quem com o seu esforço acrescenta valor ao País.
Ou seja, se por um lado é preciso esvaziar alguma da capacidade reinvindicativa dos nossos sindicatos de esquerda, nomeadamente explicando a necessidade de trabalhar muito e bem, por outro lado também é urgente exigir dos empresários que se organizem melhor, que rentabilizem melhor os recursos e que não se preocupem exclusivamente em remunerar o risco e o capital: também terão de retribuir justamente o esforço dos seus trabalhadores.
Sem isso não haverá novos equilíbrios socialmente aceitáveis e a contestação social poderá renovar-se como o factor decisivo da estruturação do século XXI.
segunda-feira, junho 20, 2011
Conselho ao novo Ministro da Economia (e do Trabalho)
O maior desafio para este governo vai ser a contestação social. A esquerda tem um bom controlo sobre os sindicatos, e há sectores (como nos transportes) onde esse domínio é quase total.
Eu aproveitaria o Verão para alterar já a legislação laboral. Quando em Setembro ou Outubro chegarem as ameaças de contestação é necessário que estejam em vigor as novas regras (de despedimentos, de cálculos de indemnização, de perda de sibsídio de desemprego...).
É importante também que, rapidamente, se implemente uma das medidas do memorandum da troyka: a abolição do monopólio sindical nas negociações colectivas. Quando os sindicatos perderem peso pode ser que as reformas se implemetem com mais tranquilidade.
Eu aproveitaria o Verão para alterar já a legislação laboral. Quando em Setembro ou Outubro chegarem as ameaças de contestação é necessário que estejam em vigor as novas regras (de despedimentos, de cálculos de indemnização, de perda de sibsídio de desemprego...).
É importante também que, rapidamente, se implemente uma das medidas do memorandum da troyka: a abolição do monopólio sindical nas negociações colectivas. Quando os sindicatos perderem peso pode ser que as reformas se implemetem com mais tranquilidade.
TEM DE DAR CERTO
Pedro Passos Coelho surpreendeu-me pela positiva com este governo. Conseguir entregar a independentes, depois de o PSD estar tanto tempo fora do governo, pastas tão importantes como a Saúde, a Educação, as Finanças e a Economia, revela vontade de fazer bem as coisas e autonomia. Já não é nada mau.
Por outro lado, os independentes escolhidos têm todos muita qualidade. É claro que uma coisa é estudar e comentar os problemas, como explicou Vasco Pulido Valente, outra bem diferente é tomar decisões e resolvê-los, pelo que a realidade poderá destruir rapidamente as ilusões dos ministros independentes. Todavia, o que não se pode negar é que houve preocupação em escolher pessoas inteligentes, com ideias e que sabem pensar.
Outro dado importante, embora naturalmente não seja um valor em si mesmo, é a juventude do governo. Comecei a sentir-me velho quando os jogadores de futebol passaram a ser todos mais novos do que eu. Tenho agora consciência de que estou muito velho quando os ministros têm um bom par de anos menos. O que a juventude tem de bom é que pode representar uma mudança relativamente aos modelos e práticas anteriores que tiveram resultados conhecidos. Espero, e há muitas razões para achar que isso vai suceder, que os novos ministros, em particular os do CDS - que têm tarefas bem pesadas e complexas à sua frente -, tenham os maiores sucessos. Como dizem os brasileiros, tem de dar certo.
A vida do governo não vai ser fácil e um sinal disso já está a ser dado por Seguro. Se repararem, António José Seguro refere-se sempre ao acordo com a troyka como tal se tratasse de um compromisso assumido por José Sócrates embora salvaguardando que tenciona honrá-lo. A primeira vez que reparei nisto, numa entrevista ao Público, não dei grande relevância. Contudo, verifiquei que esta atitude é recorrente. Alguém tem de lhe recordar que o acordo não foi assumido por José Sócrates, foi aceite e negociado pelo Governo do Partido Socialista, com o acordo do PS e do próprio António José Seguro, de quem nunca ninguém ouviu uma palavra em contrário. Ao pretender "honrar" o acordo, Seguro está a tentar dizer-nos que se vai esforçar por reconhecer o que Sócrates combinou mas que isto não é nada com ele. Começa mal porque esta posição não parece séria. Foi este tipo de malabarismos que nos trouxe até aqui. Seguro não parece fazer parte da solução.
Por outro lado, os independentes escolhidos têm todos muita qualidade. É claro que uma coisa é estudar e comentar os problemas, como explicou Vasco Pulido Valente, outra bem diferente é tomar decisões e resolvê-los, pelo que a realidade poderá destruir rapidamente as ilusões dos ministros independentes. Todavia, o que não se pode negar é que houve preocupação em escolher pessoas inteligentes, com ideias e que sabem pensar.
Outro dado importante, embora naturalmente não seja um valor em si mesmo, é a juventude do governo. Comecei a sentir-me velho quando os jogadores de futebol passaram a ser todos mais novos do que eu. Tenho agora consciência de que estou muito velho quando os ministros têm um bom par de anos menos. O que a juventude tem de bom é que pode representar uma mudança relativamente aos modelos e práticas anteriores que tiveram resultados conhecidos. Espero, e há muitas razões para achar que isso vai suceder, que os novos ministros, em particular os do CDS - que têm tarefas bem pesadas e complexas à sua frente -, tenham os maiores sucessos. Como dizem os brasileiros, tem de dar certo.
A vida do governo não vai ser fácil e um sinal disso já está a ser dado por Seguro. Se repararem, António José Seguro refere-se sempre ao acordo com a troyka como tal se tratasse de um compromisso assumido por José Sócrates embora salvaguardando que tenciona honrá-lo. A primeira vez que reparei nisto, numa entrevista ao Público, não dei grande relevância. Contudo, verifiquei que esta atitude é recorrente. Alguém tem de lhe recordar que o acordo não foi assumido por José Sócrates, foi aceite e negociado pelo Governo do Partido Socialista, com o acordo do PS e do próprio António José Seguro, de quem nunca ninguém ouviu uma palavra em contrário. Ao pretender "honrar" o acordo, Seguro está a tentar dizer-nos que se vai esforçar por reconhecer o que Sócrates combinou mas que isto não é nada com ele. Começa mal porque esta posição não parece séria. Foi este tipo de malabarismos que nos trouxe até aqui. Seguro não parece fazer parte da solução.
Corridas
Foram um sucesso as corridas deste ano no Porto!
O Sol, as máquinas, o ruído, a multidão - foi bonito.
Não posso deixar de dar os parabéns, sem imparcialidade, ao piloto Domingos Sousa Coutinho. Um primeiro e um segundo lugar, com piões a finalizar, é obra!
O Sol, as máquinas, o ruído, a multidão - foi bonito.
Não posso deixar de dar os parabéns, sem imparcialidade, ao piloto Domingos Sousa Coutinho. Um primeiro e um segundo lugar, com piões a finalizar, é obra!
sábado, junho 18, 2011
Um governo geracional
Quando foram conhecidos os nomes dos ministros deste governo que não sendo de salvação nacional tem por missão salvar a nação, a minha primeira reacção foi de satisfação. Olhei e vi gente capaz e jovem. Não vi lá os cabelos brancos que mais não eram do que protagonistas de histórias passadas e que não acrescentavam nada de novo. E pelos vistos este é mesmo o governo mais jovem desde 74. Ou seja chegou a hora de uma geração que viveu a sua juventude já no período pós revolução e sem os seus dramas e traumas. Os 11 ministros mas o seu primeiro ministro não tem o complexo de direita nem serão acusados de passados anti-democratas e coisas afins. Enfim livres como canta o hino da juventude centrista.
Temos Governo!
Quis o destino que começasse a escrever aqui no Nortadas no dia em que conhecemos o novo Governo de Portugal. É-me assim facilitado o tema, com a particularidade de me dar prazer escrever sobre o mesmo.
O modo como Passos Coelho e Paulo Portas conduziram o processo até aqui foi a todos os níveis exemplar. O recato, a responsabilidade, a solidariedade e, acima de tudo, a confiança com que se processaram as negociações, deixam antever o melhor para o futuro.
Nunca antes a formação de um governo tinha sido tão discreta e blindada. Provou-se que os oráculos dominicais e quejandos não passam de meros especuladores. Nenhum dos partidos da coligação caiu na tentação de “libertar informação” via opinion makers. Foi uma prova bem superada e um importante sinal.
Quanto ao governo propriamente dito, é uma excelente surpresa. A primeira boa surpresa prende-se com a novidade e a juventude; a receita de ir buscar quadros altamente qualificados e competentes, mas jovens, parece-me uma boa abordagem à revolução tranquila que o Estado tanto precisa. O afastamento de fórmulas já experimentadas parece-me avisado, porque se fossem eficazes não estaríamos onde estamos…
A segunda boa surpresa é que é um governo curto, mas operacional, com responsabilidades muito bem definidas e inovador na articulação das áreas da governação. Espera-se que seja um sinal claro e consequente para toda a máquina do Estado.
Por fim, é uma equipa muito equilibrada. É eminentemente uma equipa de trabalho e não um desfile de vedetas. A mim, assustaram-me alguns nomes que fui ouvindo nas especulações da imprensa, entendo que o governo neste momento do país não pode ser meio de satisfação de qualquer vaidade pessoal ou ambição de carreira; a hora é de trabalho, muito trabalho e de grande qualidade.
Se todos sabemos que este mandato vai ser a confirmação de Paulo Portas como grande homem de estado, deixo aqui uma palavra interessada, porque de amigo, na certeza de que a Assunção Cristas e o Pedro Mota Soares vão ser dois excelentes ministros por terem todas as qualidades que acima enunciei.
A sorte e sucesso que desejo ao novo Governo são provavelmente os votos mais egoístas de sempre, porque do sucesso deste Governo depende como nunca o nosso futuro colectivo, o futuro da Pátria.
O modo como Passos Coelho e Paulo Portas conduziram o processo até aqui foi a todos os níveis exemplar. O recato, a responsabilidade, a solidariedade e, acima de tudo, a confiança com que se processaram as negociações, deixam antever o melhor para o futuro.
Nunca antes a formação de um governo tinha sido tão discreta e blindada. Provou-se que os oráculos dominicais e quejandos não passam de meros especuladores. Nenhum dos partidos da coligação caiu na tentação de “libertar informação” via opinion makers. Foi uma prova bem superada e um importante sinal.
Quanto ao governo propriamente dito, é uma excelente surpresa. A primeira boa surpresa prende-se com a novidade e a juventude; a receita de ir buscar quadros altamente qualificados e competentes, mas jovens, parece-me uma boa abordagem à revolução tranquila que o Estado tanto precisa. O afastamento de fórmulas já experimentadas parece-me avisado, porque se fossem eficazes não estaríamos onde estamos…
A segunda boa surpresa é que é um governo curto, mas operacional, com responsabilidades muito bem definidas e inovador na articulação das áreas da governação. Espera-se que seja um sinal claro e consequente para toda a máquina do Estado.
Por fim, é uma equipa muito equilibrada. É eminentemente uma equipa de trabalho e não um desfile de vedetas. A mim, assustaram-me alguns nomes que fui ouvindo nas especulações da imprensa, entendo que o governo neste momento do país não pode ser meio de satisfação de qualquer vaidade pessoal ou ambição de carreira; a hora é de trabalho, muito trabalho e de grande qualidade.
Se todos sabemos que este mandato vai ser a confirmação de Paulo Portas como grande homem de estado, deixo aqui uma palavra interessada, porque de amigo, na certeza de que a Assunção Cristas e o Pedro Mota Soares vão ser dois excelentes ministros por terem todas as qualidades que acima enunciei.
A sorte e sucesso que desejo ao novo Governo são provavelmente os votos mais egoístas de sempre, porque do sucesso deste Governo depende como nunca o nosso futuro colectivo, o futuro da Pátria.
Palavras chave:
cds,
coligações,
governo,
passos coelho,
paulo portas,
psd
sexta-feira, junho 17, 2011
Missão (im)possível

“Temos Governo”, diz o nosso JGG.
Mas a questão que se coloca é a de saber se temos o Governo que era preciso: há lá nomes sérios, mas, enquanto conjunto, não tem o peso nem o prestígio que o ajude na arrancada. Dir-se-ia um leque de Secretários de Estado que de repente acordam ministros, pelo que é de supor que venhamos a ter como Secretários nomes que se poderiam aceitar como Chefes de gabinete.
Esperemos para ver, até porque não estamos livres de boas surpresas e de qualquer maneira são as políticas que importam e menos a sua fulanização, na certeza porém de que é fundamental não entrarem em pânico mesmo quando for evidente que o pânico será a única saída possível. Juízo, sorte e sabedoria, é o que se lhes pode desejar.
Provocações aos lisboetas
Com o mega-hiper-super piquenique (desculpem lá os criativos do pic-nic mas eu escrevo em português) do Continente que vai decorrer amanhã na Av. da Liberdade a Av. da Liberdade tem sofrido cortes de vias e logicamente o trânsito sofre e flui menos. Admito que seja um transtorno, mais a mais que ninguém se preocupou em alterar os hábitos nos dias de 5ª e 6ª feira. No fim de semana vão ser mesmo obrigados a alterar. Mas voltando ao piquenique eu diria que é uma oportunidade de ouro para os citadinos mostrarem às crianças que os ovos nascem mesmo no cú da galinha e não naqueles caixas com buracos esquisitos, ou que o alface não vem cortadinho e metido em vácuo nuns sacos transparentes e até que o leite sai da vaca e não vem logo misturado com chocolate. Vale ou não vale dois dias de trânsito cortado? É uma lição de vida por tuta e meia.
Novo recruta
A partir de hoje o Nortadas ganha mais um recruta. É o amigo Raul Almeida, amigo, cds como eu e alguns de nós, e deputado pelo bonito distrito de Aveiro. Mas acima de tudo mais recruta que gosta de dizer o que pensa e que pensa o que diz. Sejas bem vindo então e não te assustes que lá por ter dito que eras recruta não temos por aqui nenhuma praxe violenta, fisica pelo menos pois no proximo jantar os cafés são por tua conta. Agora toca a postar que esta malta anda cansada.
quinta-feira, junho 16, 2011
Palhaçada
Nos próximos tempos se tiver que ir a tribunal vou perguntar ao juiz: "desculpe o senhor foi dos que copiou?" e em função da resposta acatarei ou não a sua decisão.
ESTA GENTE PERDEU A NOÇÃO
Um conjunto de candidatos ao CEJ foi apanhado a copiar num teste de tipo americano e a medida que a direcção achou por bem tomar foi atribuir nota 10 a todos os examinandos, aos que copiaram (a maioria) e aos que não copiaram. Ninguém sai bem disto. Os candidatos a juízes começam desde já a revelar não terem o mínimo de requisitos para o exercício das funções que se propõem exercer, ao participarem num copianço colectivo num exame do CEJ. Ao menos podiam ter algum pudor. A Direcção, pelo seu lado, revela com esplendor a sua incompetência e inadequação para dirigir um Centro de Estudos Judiciários: a decisão - cujo argumento justificativo, problemas de calendário para nova marcação de exame, é disparatado - é injusta e premeia os infractores. E a Troyka não diz nada?
quarta-feira, junho 15, 2011
É uma árvore do Norte..........!

Há mais ou menos seis anos comprei esta nogueira, na altura muito bem parecida, para oferecer. Era alta, direita, cheia de folhinhas, parecia promissora, nem eu sabia bem do quê, mas nunca chegou a ser entregue a quem se destinava. Foi para o fundo do quintal, condenada a passar aí o resto dos seus dias, que eu presumi fossem breves. Chegou o Inverno, perdeu as folhas, mas voltou a rebentar na Primavera. Mais um ano, e a história repetiu-se. A arvorezita, abandonada à sua sorte, ciclicamente parecia querer animar-se de vida e cobrir-se de folhas, até que há dois anos pareceu desistir. No dia em que deixei a minha casa um olhar de relance ao vaso confirmou-me a sua morte anunciada há muito. Lá se foi, pensei eu, até que um dos homens das mudanças me disse: atenção que não está morta, um golpe nos ramos e vê que ainda têm seiva. Vai ver, recupera. Lá a levei para a varanda da minha mãe onde voltou a dar uma ou duas folhas em 2009. E daí para cá, nada. Trouxe-a juntamente com os outros vasos para a nova casa, e quando me preparava para arrancar definitivamente o tronco seco e plantar lá outra coisa qualquer, eis que volta a dar uma folhinha. Foi há dois meses, e achei que estava finalmente na hora de cuidar dela. Está meia atarracada, não sei o que lhe vai acontecer daqui para a frente, até porque tem pouco espaço para crescer, mas não deixo de achar graça à história e imensa ternura pela forma como em seis anos uma arvorezinha nunca desistiu de viver…
Só pode ser do Norte....
terça-feira, junho 14, 2011
O CDS está em acção
O CDS em movimento é um bom sinal.
A par do recato com que têm sido, e bem, conduzidas as negociações entre o CDS e o PSD, ou vive versa, os partidos estão em marcha. O PS está a tratar da sucessão, o PSD da sua organização, O PCP a celebrar a sua sempre vitória e o BE a evitar a convulsão.
O CDS vai reunir a CPN, o CN e, naturalmente, os seus órgãos regionais e concelhios. Não se trata apenas de fazer cumprir as disposições estatutárias e regulamentares.É o reflexo do momento. E há até quem já se tenha encontrado
http://www.alternativaresponsabilidade.org/2011/06/14/alternativa-e-responsabilidade-no-porto
A par do recato com que têm sido, e bem, conduzidas as negociações entre o CDS e o PSD, ou vive versa, os partidos estão em marcha. O PS está a tratar da sucessão, o PSD da sua organização, O PCP a celebrar a sua sempre vitória e o BE a evitar a convulsão.
O CDS vai reunir a CPN, o CN e, naturalmente, os seus órgãos regionais e concelhios. Não se trata apenas de fazer cumprir as disposições estatutárias e regulamentares.É o reflexo do momento. E há até quem já se tenha encontrado
http://www.alternativaresponsabilidade.org/2011/06/14/alternativa-e-responsabilidade-no-porto
Um Portuense em Lisboa
Por motivos profissionais e pessoais, não tenho necessidade de me deslocar a Lisboa. Até gosto de algumas zonas da cidade e sobretudo de a visitar como turista, mas pelas razões apontadas anteriormente, são raras as minhas deslocações à capital.
No passado dia 4 de Junho resolvi dar uma forcinha à nossa Selecção, mesmo consciente que tinha de “visitar” o Estádio da Luz. O primeiro cuidado a ter foi com a roupa. Pela primeira vez, senti-me na pele de uma mulher. Até tem a sua graça. Comecei por escolher uma t.shirt verde, uma das cores (a que se safa) da nossa Bandeira Nacional. Tudo certo até aqui. Tudo certo? Não! A t.shirt tinha sido comprada no passado dia 18 de Maio, em Dublin e fazia referência à República da Irlanda. Tinha de mudar, caso contrário poderia ser identificado como adepto do FC Porto e, para lá de levar com umas pedritas, ainda me arriscava a ficar sem luz no meu lugar e levar uma valente rega. Daquelas que chove de baixo para cima. Mudei para uma vermelha, mas com um perfil de uma cabeça de galinha estilizado, de modo a julgarem que era a cabeça da águia vitória. Agora sim! Podia ir para Lisboa.
No passado dia 4 de Junho resolvi dar uma forcinha à nossa Selecção, mesmo consciente que tinha de “visitar” o Estádio da Luz. O primeiro cuidado a ter foi com a roupa. Pela primeira vez, senti-me na pele de uma mulher. Até tem a sua graça. Comecei por escolher uma t.shirt verde, uma das cores (a que se safa) da nossa Bandeira Nacional. Tudo certo até aqui. Tudo certo? Não! A t.shirt tinha sido comprada no passado dia 18 de Maio, em Dublin e fazia referência à República da Irlanda. Tinha de mudar, caso contrário poderia ser identificado como adepto do FC Porto e, para lá de levar com umas pedritas, ainda me arriscava a ficar sem luz no meu lugar e levar uma valente rega. Daquelas que chove de baixo para cima. Mudei para uma vermelha, mas com um perfil de uma cabeça de galinha estilizado, de modo a julgarem que era a cabeça da águia vitória. Agora sim! Podia ir para Lisboa.
Lá vamos, cantando e rindo...
Pode ler-se no sumário de um Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, publicado no Diário da República do passado dia 9:
"O técnico de telecomunicações aeronáuticas deve assegurar, quando necessário, a condução da viatura para o exercício das suas funções desde que para tal esteja legalmente habilitado, salvo nos casos previstos nos n.os 9 e 10 da cláusula 34.ª do acordo de empresa TTA".
Depois do Tribunal do Trabalho de Lisboa e do Tribunal da Relação de Lisboa se terem pronunciado sobre, o que suponho ser, esta transcendente questão, foi a agora a vez do nosso Supremo Tribunal a decidir.
E assim se consome tempo, energia, recursos e dinheiro neste nosso pobre país.
"O técnico de telecomunicações aeronáuticas deve assegurar, quando necessário, a condução da viatura para o exercício das suas funções desde que para tal esteja legalmente habilitado, salvo nos casos previstos nos n.os 9 e 10 da cláusula 34.ª do acordo de empresa TTA".
Depois do Tribunal do Trabalho de Lisboa e do Tribunal da Relação de Lisboa se terem pronunciado sobre, o que suponho ser, esta transcendente questão, foi a agora a vez do nosso Supremo Tribunal a decidir.
E assim se consome tempo, energia, recursos e dinheiro neste nosso pobre país.
sábado, junho 11, 2011
Porque hoje é Sábado
quinta-feira, junho 09, 2011
o rescaldo das eleições.
Deixei propositadamente passar uns tempos para aqui deixar uma reflexão sobre as eleições. E começo pelo meu partido e no qual uma vez mais votei.
O CDS saiu fortificado destas eleições apesar de ter um sabor amargo. Mas objectivamente este foi um grande resultado para o CDS. Ganhou deputados, subiu votações e é fundamental para formar um governo estável e que trabalhe em prol de portugal e dos portugueses. E este crescimento aconteceu numas eleições nas quais o PSD também sobe, facto que nunca se tinha verificado. Mas estas eleições também vieram demonstrar que as sondagens nos podem desfavorecer. Com efeito em anos anteriores fomos sempre sub-avaliados para na hora da verdade, a tal sondagem que conta, os portugueses serem mais generosos que as métricas. Estas eleições o resultado foi o inverso. E esse fenómeno deve-se única e exclusivamente a um factor:MEDO. As pessoas tinham medo que Sócrates voltasse a ganhar. Confesso que nunca pensei que essa possibilidade tivesse pernas para andar.
O CDS saiu fortificado destas eleições apesar de ter um sabor amargo. Mas objectivamente este foi um grande resultado para o CDS. Ganhou deputados, subiu votações e é fundamental para formar um governo estável e que trabalhe em prol de portugal e dos portugueses. E este crescimento aconteceu numas eleições nas quais o PSD também sobe, facto que nunca se tinha verificado. Mas estas eleições também vieram demonstrar que as sondagens nos podem desfavorecer. Com efeito em anos anteriores fomos sempre sub-avaliados para na hora da verdade, a tal sondagem que conta, os portugueses serem mais generosos que as métricas. Estas eleições o resultado foi o inverso. E esse fenómeno deve-se única e exclusivamente a um factor:MEDO. As pessoas tinham medo que Sócrates voltasse a ganhar. Confesso que nunca pensei que essa possibilidade tivesse pernas para andar.
Livraria Fernando Machado

Estava fechada há anos e fazia falta. Por vezes, passava por lá e espreitava a montra intocada à espera do desfecho de um processo judicial que tardava, e cobiçava um ou dois livros que lá estavam, já com a capa amarelada e deformada pela luz, ilustrados por Laura Costa, cujas bonecas faziam as minhas delícias de criança, e que, de vez em quando, também apareciam no já saudoso Primeiro de Janeiro. Reabriu ontem, com a apresentação de uma monografia sobre Artur Barrio, e parece que se irá agora dedicar às artes. É bom ver a baixa renascer, e melhor ainda quando isso se consegue sem perder a memória das coisas e dos edifícios, sobretudo aqueles de que se gosta, e servem tão bem a cultura da cidade.
quarta-feira, junho 08, 2011
Contra a mudança, resistir, resistir
De há muito que as postas e as rabanadas do Nortadas deixavam transparecer uma forte necessidade de mudança. As urnas confirmaram-na. É pois tempo de mudança.
Do memorando da troika também se percebe que os ventos da mudança deverão agora soprar todos num mesmo sentido. É a economia, estúpidos, poderia ter ficado registado na sua introdução.
Em 3 semanas a troika redigiu o plano de mudança que os nossos políticos não conseguiram em 30 anos. Fizeram-no curiosamente com as ideias destes mesmos políticos, que se limitaram a anotar, a estruturar e a calendarizar.
Assim, para além do deve/haver das contas públicas, o memorando esboça ainda uma série de reformas que o país necessita de implementar.
São reformas no sistema financeiro, no sector da administração pública, no mercado de trabalho, na educação, nos domínios das empresas públicas, no imobiliário, na justiça e na concorrência.
Todas estas reformas estão lá consideradas como condições para que a economia funcione. Se esta funcionar, crescerá. Se crescer, gerará as receitas necessárias à resolução dos nossos problemas.
Claro que o actual sistema alimenta muita gente que, vivendo nele, dele e para ele, só lhe restará tentar resistir à mudança. Ambos os partidos comunistas já o anunciaram e ameaçaram. É ruído com que conseguirei viver e que não me preocupa.
Na verdade, preocupa-me mais o ruído que ecoa agora do interior do próprio partido do governo. Fernando Ruas foi um dos primeiros a contestar as medidas do memorando que tocam ligeiramente a mama municipal.
A capacidade para entender a necessidade das mudanças previstas e para as conseguir implementar de modo inteligente, são critérios que deverão orientar a formação da nova equipa governamental. Seria, sem dúvida, desastroso que um qualquer foco de resistência à mudança nesta se pudesse instalar.
Nesta matéria, tenho já ouvido por aí algumas preocupações com o que poderão ser as exigências do Sr. Paulo Portas. Muito sinceramente, preocupa-me mais o que poderão ser as escolhas do Sr. Passos Coelho.
Do memorando da troika também se percebe que os ventos da mudança deverão agora soprar todos num mesmo sentido. É a economia, estúpidos, poderia ter ficado registado na sua introdução.
Em 3 semanas a troika redigiu o plano de mudança que os nossos políticos não conseguiram em 30 anos. Fizeram-no curiosamente com as ideias destes mesmos políticos, que se limitaram a anotar, a estruturar e a calendarizar.
Assim, para além do deve/haver das contas públicas, o memorando esboça ainda uma série de reformas que o país necessita de implementar.
São reformas no sistema financeiro, no sector da administração pública, no mercado de trabalho, na educação, nos domínios das empresas públicas, no imobiliário, na justiça e na concorrência.
Todas estas reformas estão lá consideradas como condições para que a economia funcione. Se esta funcionar, crescerá. Se crescer, gerará as receitas necessárias à resolução dos nossos problemas.
Claro que o actual sistema alimenta muita gente que, vivendo nele, dele e para ele, só lhe restará tentar resistir à mudança. Ambos os partidos comunistas já o anunciaram e ameaçaram. É ruído com que conseguirei viver e que não me preocupa.
Na verdade, preocupa-me mais o ruído que ecoa agora do interior do próprio partido do governo. Fernando Ruas foi um dos primeiros a contestar as medidas do memorando que tocam ligeiramente a mama municipal.
A capacidade para entender a necessidade das mudanças previstas e para as conseguir implementar de modo inteligente, são critérios que deverão orientar a formação da nova equipa governamental. Seria, sem dúvida, desastroso que um qualquer foco de resistência à mudança nesta se pudesse instalar.
Nesta matéria, tenho já ouvido por aí algumas preocupações com o que poderão ser as exigências do Sr. Paulo Portas. Muito sinceramente, preocupa-me mais o que poderão ser as escolhas do Sr. Passos Coelho.
terça-feira, junho 07, 2011
Os nossos elefantes brancos
A reunião era só às 14h30. Dava pois para sair calmamente do Porto a meio da manhã. Sendo em Paço de Arcos, a segunda auto-estrada que liga o Porto a Lisboa era ainda uma opção. Como o meu carro já aderiu (ou foi forçado a aderir) a um daqueles aparelhinhos pagantes das Ccut, assim decidi fazer e, depois de Antuã, lá tomei a direcção de Aveiro, rumo à crel.
Pouco depois apresentava-se à minha esquerda o famoso estádio de futebol do Beira Mar, que lá se vai mantendo em pé. Até quando?
Vieram-me então à memória outros que tais, como é o caso do de Faro. Vão-se os clubes mas fiquem aquelas belezas de cimento. Mas como, mesmo vazios, mantê-los em pé tem custos, empurrem-se as facturas para os cofres públicos... De minha casa ainda avisto o do Bessa que lhes vai seguindo as pisadas.
A certa altura lá entrei na famosa A17. Nova, de fácil condução e três magníficas pistas para cada lado. Uma maravilha a que só falta uma pequena coisa: veículos a circular! Na manhã seguinte, ao p’ra cima, tomei a A1. Sempre se vê algum movimento e ainda tem uma saída bem perto da Bairrada, que permite algo mais que duas fatias de pão saloio embrulhadas em celofane.
À noite o jantar era em Leça. Passado o Castelo do Queijo, também à minha esquerda se apresentou o famoso edifício, que dá pelo estranho nome de transparente, e que alguém achou que ali poderia ficar bonito. Foram anos em plena degradação até que se lhe arranjasse uma qualquer duvidosa utilidade...
Já em Leça, uma vez mais à esquerda, avisto ainda a também famosa, e cara, estrutura a que pomposamente apelidam de estação de tratamento de efluentes, mas que mais não é que um mísero tanque de decantação, que aliás pouco decanta, e que atira toda a porcaria para mais longe da costa, por um caríssimo tubo construído sob o mar, que fora planeado com 2,8 kms, mas que as dificuldades rochosas encontradas (?) obrigou a fazer mais curto. Faz lembrar o que comprou uma boquilha quando o médico lhe recomendou que se afastasse do cigarro... Com o dinheiro gasto ter-se-ia feito um tratamento aeróbio, seguramente bem mais eficiente.
Tal como estes, o país está cheio de muitos outros elefantes brancos. Como de muitas outras estranhas construções que, a final, só o destróiem...
E assim vai um país pobre gastando rios de dinheiro, naturalmente dos outros, para que na eleição seguinte o povo reconheça que foi feita “obra”. A ver vamos se vai a haver mudança de hora!
Pouco depois apresentava-se à minha esquerda o famoso estádio de futebol do Beira Mar, que lá se vai mantendo em pé. Até quando?
Vieram-me então à memória outros que tais, como é o caso do de Faro. Vão-se os clubes mas fiquem aquelas belezas de cimento. Mas como, mesmo vazios, mantê-los em pé tem custos, empurrem-se as facturas para os cofres públicos... De minha casa ainda avisto o do Bessa que lhes vai seguindo as pisadas.
A certa altura lá entrei na famosa A17. Nova, de fácil condução e três magníficas pistas para cada lado. Uma maravilha a que só falta uma pequena coisa: veículos a circular! Na manhã seguinte, ao p’ra cima, tomei a A1. Sempre se vê algum movimento e ainda tem uma saída bem perto da Bairrada, que permite algo mais que duas fatias de pão saloio embrulhadas em celofane.
À noite o jantar era em Leça. Passado o Castelo do Queijo, também à minha esquerda se apresentou o famoso edifício, que dá pelo estranho nome de transparente, e que alguém achou que ali poderia ficar bonito. Foram anos em plena degradação até que se lhe arranjasse uma qualquer duvidosa utilidade...
Já em Leça, uma vez mais à esquerda, avisto ainda a também famosa, e cara, estrutura a que pomposamente apelidam de estação de tratamento de efluentes, mas que mais não é que um mísero tanque de decantação, que aliás pouco decanta, e que atira toda a porcaria para mais longe da costa, por um caríssimo tubo construído sob o mar, que fora planeado com 2,8 kms, mas que as dificuldades rochosas encontradas (?) obrigou a fazer mais curto. Faz lembrar o que comprou uma boquilha quando o médico lhe recomendou que se afastasse do cigarro... Com o dinheiro gasto ter-se-ia feito um tratamento aeróbio, seguramente bem mais eficiente.
Tal como estes, o país está cheio de muitos outros elefantes brancos. Como de muitas outras estranhas construções que, a final, só o destróiem...
E assim vai um país pobre gastando rios de dinheiro, naturalmente dos outros, para que na eleição seguinte o povo reconheça que foi feita “obra”. A ver vamos se vai a haver mudança de hora!
Um caso psiquiátrico
Desta vez as declarações de Ana Gomes sobre Paulo Portas excederam qualquer limite de civilidade.
O mais fácil seria partir para o insulto, mas a enormidade das suas afirmações são de tal forma graves que o melhor é apelar à tal ética republicana dos socialistas.
Se o PS, partido fundador da democracia, não condenar de forma categórica as declarações desta Eurodeputada, fica para sempre com o cheiro a merda colado na sua História. Além de que fica refém deste tipo de comportamento.
Não pode valer tudo.
O mais fácil seria partir para o insulto, mas a enormidade das suas afirmações são de tal forma graves que o melhor é apelar à tal ética republicana dos socialistas.
Se o PS, partido fundador da democracia, não condenar de forma categórica as declarações desta Eurodeputada, fica para sempre com o cheiro a merda colado na sua História. Além de que fica refém deste tipo de comportamento.
Não pode valer tudo.
segunda-feira, junho 06, 2011
Lavar dos cestos (6)

A vitória do PSD tem duas qualidades : a primeira é a de ser uma vitória expressiva.
Importa a este propósito lembrar que foi uma vitória tão mais conseguida quanto do outro lado estava aquela máquina sinistra e mafiosa de um PS instalado no poder, nas empresas, nos media, nos bancos, na cobardia, no caudilhismo e na imbecilidade. Mais expressiva que a vitória que em tempos deu ao PS uma maioria absoluta, pois nessa altura do outro lado estava um Santana, ou seja, o Santana em pessoa.
A segunda qualidade é a de nos ter liberto de uma maltinha inapresentável que se pode agora encaixar nas administrações das construtoras ou na Caixa Geral dos Depósitos ao lado da D. Celeste Cardona, que desde então nunca mais sabiamente abriu o bico.
Resta agora aguardar pelo folhetim da formação do Governo. Já puz 3 velas a S. Gregório a pedir que certas personagens que ontem aplaudiam o Sr. Passos Coelho emigrem para Hamburgo onde se come muito bem. Quanto aos ministérios a oferecer aos centristas, sugiro o da agricultura: conhecem-lhes os bonés e os rabos de vaca e por alguma razão o Sr Sevinate mudou recentemente de montada.
Lavar dos cestos (5)
O Sr. Louçã regressou ao conforto da função que melhor se lhe adequa: a força tribunícia da denúncia sem amanhãs. Se em toda a côrte faz jeito um bôbo, em qualquer parlamento cabe um Bloco, de preferência bem arrumado no canto.O BE tem um mérito: fala de coisas que os outros calam. Mas o BE cala o fundo do seu projecto ou modelo de sociedade, ou porque não o tem sequer ou porque percebe que o país o rejeitaria em bloco. Em 2009 não cresceu, apenas inchou, e ontem voltou ao seu estado natural. Não foi uma derrota, foi apenas uma nova rodada do “vamos falar verdade”. O azeite tem destas coisas.
Lavar dos cestos (4)
Para os regionalistas do Norte, o dia 5 de Junho pode parecer fatídico, à luz do miserável resultado do PDA, a barriga de aluguer onde se acotevelaram os apoiantes do Sr. Baptista.Eu que por lá andei no Movimento Partido do Norte, até perceber as especificidades da personagem e os meandros da golpada, acompanhei com uma enorme tristeza esse aparente assassinato de uma ideia boa às mãos de um populismo parolo e de uma demagogia trapalhona e apressada. Haverá quem se arme agora em S. Pedro, à espera de ser cruxificado de cabeça para baixo, mas não precisa de se auto-vitimizar pois nem sequer merece um encolher de ombros.
Os regionalistas do Norte não são aqueles 4 mil votos. São os milhões que aprenderão à custa dos falsos profetas que o caminho pode ser longo mas será necessário.
Lavar dos cestos (3)
Estas eleições trouxeram uma novidade : o PAN.A novidade não está em ser um novo partido mas em trazer uma postura diferente e um outro olhar, a arranhar as nossas certezas se não mesmo os nossos preconceitos.
Houve mais de 50.000 eleitores que não o consideraram um alien vindo de Marte, talvez porque o Sr. Paulo Borges soube ter um discurso estruturado, coerente e sóbrio. Ao lado desse aborto que dá pelo nome de PEV, o PAN pareceu-me um gigante, embora não lhe tenha visto os pés.
SR. FELIZ
Se o que Sócrates queria era tempo para ser feliz já nos podia ter dito. Nós tínhamos-lhe feito a vontade mais cedo e ele poupava-nos tanta infelicidade.
VITÓRIA
Espero que não me levem a mal mas eu sou um sentimental. Eu vivi os tempos do “partido do Táxi” e do cavaquismo com amargura, pelo que me emociono quando vejo o CDS a eleger deputados em Faro, Coimbra, na Madeira e por aí fora.
Não consigo perceber como é que não se consideram bons os resultados do CDS tendo em conta as circunstâncias em que se travaram estas eleições e quando se obtêm os melhores resultados dos últimos 38 anos em paralelo com uma vitória do PSD.
Não consigo perceber como é que não se consideram bons os resultados do CDS tendo em conta as circunstâncias em que se travaram estas eleições e quando se obtêm os melhores resultados dos últimos 38 anos em paralelo com uma vitória do PSD.
Lavar dos cestos (2)
Houve um balão que ontem se esvaziou definitivamente : o MEP do Sr. Rui Marques estourou. Se bem percebi, o Sr. Marques demitiu-se imediatamente e fez muito bem, pois a ambiguidade tipo bloco central que manteve ao longo do seu projecto fez muito mal às centenas de portugueses que ali se empenharam e se convenceram que havia novidade onde apenas se escondia calculismo e um escutismo retardado.Lavar dos cestos

O discurso do « engenheiro » pareceu-me patético. Nem nesse derradeiro sôpro abandonou aquela arrogância auto-suficiente do “cumprimos” e a “a história nos julgará”. Se em Portugal houvesse Justiça, antes da História, que lhe reservará uma nota de pé-de-página como que a anunciar uma epidemia, seriam os tribunais comuns que o sentariam, a si e aos seus cúmplices, no banco de pau onde se condenam os réus. E patéticas me pareceram aquelas vozes a elogiarem a “dignidade” da despedida , a provarem afinal que este PS não tem remissão nem força anímica ou moral.
Não dei por muita gente reparar que o anúncio de que não desempenhará cargos políticos é uma promessa para um futuro apenas ‘próximo’, o que me faz desconfiar que o dito ainda se vislumbra uma carreira para os lados de Belém. Será preciso interná-lo?
A alternativa. A Responsabilidade
Uma Maioria, um Governo, um Presidente, uma maioria no PE e um Presidente da Comissão Europeia.
Como escrevia aqui há dias, esta é a nossa oportunidade.
Mãos à obra, Portugal!
Como escrevia aqui há dias, esta é a nossa oportunidade.
Mãos à obra, Portugal!
Eleições...e o que vem aí...
Hoje terminou um ciclo de governação socialista que levou o País à bancarrota.
Este é o dado mais importante a retirar do resultado eleitoral. Os Portugueses demonstraram de forma clara e inequivoca que estavam fartos e por isso penalizaram o PS.
O PSD e o CDS tiveram um grande resultado eleitoral e terão que governar coligados. Esperemos que a direita saiba aproveitar esta oportunidade, fazendo um bom trabalho de forma honesta e isenta para bem de Portugal e dos Portugueses.
O caminho vai ser muito dificil e exigente.
Paulo Portas vai querer o lugar de numeros 2 no governo mas os problemas judiciais que tem à perna (e que estarão aí para rebentar) aconselham outras soluções.
...a bem da Nação!!!
Este é o dado mais importante a retirar do resultado eleitoral. Os Portugueses demonstraram de forma clara e inequivoca que estavam fartos e por isso penalizaram o PS.
O PSD e o CDS tiveram um grande resultado eleitoral e terão que governar coligados. Esperemos que a direita saiba aproveitar esta oportunidade, fazendo um bom trabalho de forma honesta e isenta para bem de Portugal e dos Portugueses.
O caminho vai ser muito dificil e exigente.
Paulo Portas vai querer o lugar de numeros 2 no governo mas os problemas judiciais que tem à perna (e que estarão aí para rebentar) aconselham outras soluções.
...a bem da Nação!!!
domingo, junho 05, 2011
Eleições
A pouco mais de 3 horas de sabermos oficialmente quem venceu as eleições, deixo aqui ficar a minha projecção:
psd - 36 a 38%
ps- 27 a 29%
cds - 13 a 15%
cdu - 7 a 9%
be - 4 a 5%
ou seja, a mais que esperada e desejada maioria psd/cds será quem nos governará nos próximos tempos.
A tarefa não será fácil mas o dever patriótico de superarem divergências impôe-se e só assim conseguirão servir o país. Nós portugueses agradeceremos.
psd - 36 a 38%
ps- 27 a 29%
cds - 13 a 15%
cdu - 7 a 9%
be - 4 a 5%
ou seja, a mais que esperada e desejada maioria psd/cds será quem nos governará nos próximos tempos.
A tarefa não será fácil mas o dever patriótico de superarem divergências impôe-se e só assim conseguirão servir o país. Nós portugueses agradeceremos.
sábado, junho 04, 2011
quinta-feira, junho 02, 2011
No próximo Domingo todos temos o dever de ir votar. Não importa em quem.
Não tenho, ao contrário de alguns, a suprema sabedoria de só eu saber o que é bom para o país. Não tenho a soberba de achar que quem não pensa como eu está errado.
Mas de uma coisa tenho a certeza; Estas eleições são demasiado importantes, por isso todos, mas mesmo todos, temos que dar o contributo que nos é exigido em democracia, votar.
Votar em consciência, votar nos princípios que acreditamos sem estar a fazer contas de cabeça. Sem esquecermos que nunca votamos num só Homem, votamos numa equipa.
E principalmente ter memória, para podermos projectar o futuro.
Não tenho, ao contrário de alguns, a suprema sabedoria de só eu saber o que é bom para o país. Não tenho a soberba de achar que quem não pensa como eu está errado.
Mas de uma coisa tenho a certeza; Estas eleições são demasiado importantes, por isso todos, mas mesmo todos, temos que dar o contributo que nos é exigido em democracia, votar.
Votar em consciência, votar nos princípios que acreditamos sem estar a fazer contas de cabeça. Sem esquecermos que nunca votamos num só Homem, votamos numa equipa.
E principalmente ter memória, para podermos projectar o futuro.
quarta-feira, junho 01, 2011
ESTÁ QUASE
Passos Coelho diz que quer ligar os salários da função pública à produtividade. Claro que a ideia é interessante mas interrogo-me se o tema será o ideal a três dias do fim de uma campanha eleitoral em que o resultado esteve incerto quase até agora.
Digo isto não por razões de cálculo ou de hipocrisia eleitoral - até lhe admiro a coragem (se é que é de coragem que se trata e não de imaturidade ou ingenuidade ou outra coisa pior) - , mas porque é uma questão de tal forma complexa, a variadíssimos níveis, que não deve ser apresentada de uma maneira ligeira e superficial. Será que Passos ainda não aprendeu nada?
Seja como for, tudo é preferível, mesmo um Passos Coelho em tirocínio – até porque a coligação com o CDS poderá ajudar a corrigir alguns defeitos -, à situação e aos personagens que hoje nos governam e, sem vergonha, se propõem continuar a fazê-lo.
A coisa vai mudar. Finalmente as sondagens começam a reflectir a impressão que toda a gente tinha mas que tardava em confirmar-se nos estudos de opinião. Não conheço ninguém, mas mesmo ninguém, seja nas relações pessoais, familiares ou profissionais, que diga que vai votar Sócrates, mesmo pessoas que normalmente são de esquerda ou costumam votar no PS. Acho mesmo que o resultado vai ser uma enorme desilusão para Sócrates, muito maior do que aquilo que se anuncia, o que será simplesmente saudável.
São boas notícias, portanto. Faltam apenas quatro ou cinco dias para nos vermos livres da campanha eleitoral e de Sócrates e começar a recuperar moral e economicamente o país.
Digo isto não por razões de cálculo ou de hipocrisia eleitoral - até lhe admiro a coragem (se é que é de coragem que se trata e não de imaturidade ou ingenuidade ou outra coisa pior) - , mas porque é uma questão de tal forma complexa, a variadíssimos níveis, que não deve ser apresentada de uma maneira ligeira e superficial. Será que Passos ainda não aprendeu nada?
Seja como for, tudo é preferível, mesmo um Passos Coelho em tirocínio – até porque a coligação com o CDS poderá ajudar a corrigir alguns defeitos -, à situação e aos personagens que hoje nos governam e, sem vergonha, se propõem continuar a fazê-lo.
A coisa vai mudar. Finalmente as sondagens começam a reflectir a impressão que toda a gente tinha mas que tardava em confirmar-se nos estudos de opinião. Não conheço ninguém, mas mesmo ninguém, seja nas relações pessoais, familiares ou profissionais, que diga que vai votar Sócrates, mesmo pessoas que normalmente são de esquerda ou costumam votar no PS. Acho mesmo que o resultado vai ser uma enorme desilusão para Sócrates, muito maior do que aquilo que se anuncia, o que será simplesmente saudável.
São boas notícias, portanto. Faltam apenas quatro ou cinco dias para nos vermos livres da campanha eleitoral e de Sócrates e começar a recuperar moral e economicamente o país.
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