segunda-feira, outubro 31, 2011
Halloween
Vi agora passar um miúdo vestido de Duarte Lima
Chamar o gregório.
Porque em Espanha a estupidez não paga imposto e até deve dar direito a dedução fiscal, apareceu um tal Gregório Peces Barba (em tradução livre: um peixe com barba que vomita incontinentemente) a dizer que Espanha deveria ter ficado com Portugal em vez da Catalunya. Como se a manta de retalhos vizinha se pudesse formar por vontade única do rei de castela.
Há coisas que não mudam, o melhor negócio do mundo continua a ser comprar um espanhol por aquilo que realmente vale e a seguir vendê-lo pelo que ele pensa que vale.
Há coisas que não mudam, o melhor negócio do mundo continua a ser comprar um espanhol por aquilo que realmente vale e a seguir vendê-lo pelo que ele pensa que vale.
Saídas de sendeiro
Porque será que a maioria das notícias na imprensa portuguesa que dão conta da adesão da Palestina à Unesco nada dizem sobre o sentido de voto de Portugal nessa votação? Deve ser por vergonha.
A Espanha, a França e a Grécia votaram a favor. Portugal absteve-se (ah “leãozinho”...).
A Espanha, a França e a Grécia votaram a favor. Portugal absteve-se (ah “leãozinho”...).
Credibilidade
Porque será que me faltam a paciência e disponibilidade para dar crédito a líderes sindicais que se sentaram alegre e complacentemente na comissão política de Sócrates?
sábado, outubro 29, 2011
12 salários

Destacados militantes e responsáveis do PSD e outros ideólogos, a bem do País, fizeram uma reflexão. Nasceu a ideia, não em forma de programa eleitoral ou de governo.
Revelaram, agora, a utilidade "da questão dos 12 salários". O SG da UGT concorda.
Aqui em baixo já ouvimos, também, o Douro aderir a essa proposta.
Sucede que a ideia não é nova, mas é boa.
É boa para os trabalhadores que neste tempo de crise passam a dispor de mais salário mensal sem o receberem, sem juros, repartido mais a diante.
É boa para quem paga que assim vê menos esforço em duas alturas do ano.
Convém lembrar que em nome dos trabalhadores já em 2007, no Congresso do CDS nas Caldas da Rainha, os FTDC, sendo eu um dos delegados dos trabalhadores democrata cristãos que defendia a tese, apresentaram essa proposta.
É caso para dizer:
-" Se pensa como nós, então junte-se a nós"!
sexta-feira, outubro 28, 2011
Alguma aritmética
O chefe da CGTP-IN veio a público refutar a ideia da integração dos ditos subsídios de férias e de Natal no vencimento mensal dos trabalhadores. Ao fazê-lo, esse dirigente sindical prova que se está burrifando para os verdadeiros interesses dos que diz defender. Senão vejamos:Se o meu salário for de 1000 euros, a receber em 14 mensalidades no ano, reunirei 14000.
Integrando os ditos “subsídios, receberei 1166,7 euros mensais, ou seja, os mesmos 14000.
Parece igual mas por acaso e em rigor não o é completamente, visto começar logo a receber em Janeiro, o que me permitiria por exemplo ir acumulando algum juro de molde a colectar em Dezembro mais uns cerca de 40 euros se entesourasse mensalmente os acrescidos 166,7.
Mas o mais interessante até nem é isso, pois tem a ver com os sucessivos aumentos salariais.
Se a dado momento houver um aumento de 3%, o salário de 1000 passa para 1030, enquanto o salário de 1166,7 passaria para 1201,3 euros, ou seja um aumento não de 30 mas de 35 euros.
Se considerarmos esta diferença ao longo dos anos, rapidamente se verá que ao fim de 5 anos (para já nem falar em 10 e nem sequer numa carreira completa de 35 anos) há uma diferença importante entre basear as actualizações salariais no esquema 12+1+1 ou apenas 12.
Não sei se isto é política, mas tem pelo menos alguma aritmética
Adenda: O Francisco (FRF), companheiro do blogue e perito nestas coisas laborais, chamou a minha atenção para o disparate do meu raciocínio sobre as consequências de um ou outro sistema nos aumentos salariais; a coisa é neutra, ao contrário do que eu afirmo acima. O essencial do post revela-se portanto errado e por isso peço desculpa aos leitores. Mas mantenho a opinião de que é um progresso integrar os ditos subsídios no vencimento mensal. Obrigado e um grande abraço ao Chico
VÃO-SE OS ANEIS FIQUEMOS AO MENOS COM OS NOSSOS LIMÕES
Oiço dizer que o Euro se salvou, pelo menos durante algum tempo, pelo que pode ser que se passe a falar de outras coisas igualmente relevantes. Para mim é muito importante a questão dos limões. Não por causa do preço cobrado pelas rodelas de limão nos cafés, mais alto do que o valor de alguns títulos cotados, mas por causa de outro aspecto bem revelador dos tempos que atravessamos.
Fui há dias ao supermercado, desporto que pratico com frequência e com agrado, e uma das coisas que comprei foram alguns limões para os meus gins. Comprei três ou quatro limões e, com enorme perplexidade, verifiquei que custavam 1,5 euros e vinham do Uruguay (!). Fiquei derrotado e deprimido. Não há a menor possibilidade de sairmos algum dia da crise quando os limões que compramos no supermercado são importados do Uruguay.
Fui há dias ao supermercado, desporto que pratico com frequência e com agrado, e uma das coisas que comprei foram alguns limões para os meus gins. Comprei três ou quatro limões e, com enorme perplexidade, verifiquei que custavam 1,5 euros e vinham do Uruguay (!). Fiquei derrotado e deprimido. Não há a menor possibilidade de sairmos algum dia da crise quando os limões que compramos no supermercado são importados do Uruguay.
Subsídios...uma ova!
Quando o ministro Relvas diz que há muitos países que só têm 12 vencimentos provavelmente erra por defeito pois estou convencido, embora não tenha a certeza, de que a esmagadora maioria só tem 12 vencimentos (nalguns deles haverá um 13° envelope, seja a título de participação em lucros ou de prémio por isto ou por aquilo; nalguns sectores, nomeadamente o financeiro, esse envelope pode atingir valores consideráveis e conhecem-se os exageros de certos bónus e/ou comissões que apesar de tudo o que se disse em 2008 continuam a ser distribuídos) .Ora importa esclarecer que os chamados subsídios de férias e de Natal fazem parte do vencimento, são uma componente do salário ou da remuneração. Em boa verdade, é por razões de um certo paternalismo patronal que em Portugal se consolidou a prática do empregador reter mensalmente dois quatorze avos do vencimento para apenas os entregar ao trabalhador nas férias e no Natal, de molde a assegurar que este, considerado mediocremente capaz de gerir a sua poupança, pudesse contudo auferir de um peculio nos períodos de maior despesa.
Por outras palavras, os subsídios de férias e de Natal reflectem uma infantilização do assalariado, de par com o entesouramento temporário mas abusivo de dois quatorze avos do vencimento mensal devido. É por isso que considero muito mais saudável e transparente acabar com esses erradamente denominados subsídios e repartir o seu montante pelos 12 meses do ano. Essa deveria ser a reivindicação de um sindicalismo esclarecido.
Que o ministro Relvas e o seu governo entendam que é necessário reduzir salários é assunto que merece discussão, desde que claramente assumido como medida de política económica, mas usar, sem mais, o argumento de que há muitos países onde só há 12 vencimentos para assim justificar a proposta é um truque cobarde e demagógico.
quinta-feira, outubro 27, 2011
A grande questão
Cada vez mais me convenço que a grande questão da sociedade em que vivemos se resume ao posicionamento neste simples quadro. Se cada um de nós se posicionasse no topo direito o mundo era um local bem bom para viver e todos viviamos uma santa harmonia. Mas infelizmente cada vez que olhamos para o lado vemos que são cada vez mais os que se encontram no fundo esquerdo. Mas o que é ético? Será que aquilo que eu considero ético será partilhado pelos membros daqui do nortadas? Quem pode então traçar a linha da ética? Eu até me posso oferecer para traçar um manual de ética, não a republicana que o poeta tanto gosta de apregoar mas que poucos exemplos dá nesse sentido. Mas se pelo menos as pessoas e empresas se situassem no fundo direito o mundo já não andava mal. Veremos o que nos espera no dia a dia.
Isto vai acabar mal
Ontem passou relativamente despercebida uma notícia que dava conta de violência numa escola de Sesimbra.
O que se passou foi que os pais de duas crianças da mesma turma entraram pela sala de aulas, que estava a decorrer com todos os alunos, e deram um enxerto de porrada na professora.
Ouvidos os responsáveis escolares (da escola, do agrupamento, do ministério), todos foram unânimes na manutenção dos alunos nessa mesma escola.
Até aqui tudo bem, um caso é um caso, e mesmo sendo grave não podem ser as crianças as prejudicadas pelo sucedido.
A questão que me importa vem depois. Lendo as notícias até ao fim, fica-se a saber que este não foi caso isolado. Estes pais já tinham feito várias vezes o mesmo, já tinham sido expulsos da escola pela polícia e têm processos em tribunal por violência contra esta professora.
O que me intriga é o que é que tem de acontecer para que uma família que perturba toda uma escola seja chamada à razão?
Quando acontecer uma desgraça?
A culpa até pode ser da professora. Pode ser dos pais. Ou mesmo das crianças.
Não é de certeza dos outros alunos e dos seus aterrados pais.
Onde começam e acabam as liberdades individuais?
O que se passou foi que os pais de duas crianças da mesma turma entraram pela sala de aulas, que estava a decorrer com todos os alunos, e deram um enxerto de porrada na professora.
Ouvidos os responsáveis escolares (da escola, do agrupamento, do ministério), todos foram unânimes na manutenção dos alunos nessa mesma escola.
Até aqui tudo bem, um caso é um caso, e mesmo sendo grave não podem ser as crianças as prejudicadas pelo sucedido.
A questão que me importa vem depois. Lendo as notícias até ao fim, fica-se a saber que este não foi caso isolado. Estes pais já tinham feito várias vezes o mesmo, já tinham sido expulsos da escola pela polícia e têm processos em tribunal por violência contra esta professora.
O que me intriga é o que é que tem de acontecer para que uma família que perturba toda uma escola seja chamada à razão?
Quando acontecer uma desgraça?
A culpa até pode ser da professora. Pode ser dos pais. Ou mesmo das crianças.
Não é de certeza dos outros alunos e dos seus aterrados pais.
Onde começam e acabam as liberdades individuais?
As cores
A liberdade permite-nos exprimir opiniões, debater pontos de vista e questionar a Autoridade.Mas há uma liberdade pessoal, interior, sem a qual deixa de ser possível formular a sua própria opinião ou fazê-la evoluir em resultado de uma melhor informação ou de um confronto salutar de ideias.
Cada um faz as omoletes com os ovos de que dispõe e nenhum de nós está imune à manipulação e a enganar-se ou a errar.
Nós temos, infelizmente, uma forte tendência em privilegiarmos a segurança da opinião de um determinado colectivo e caímos muitas vezes na esparrela de um “pronto-a-pensar” que adoptamos em bloco por ser esse o pacote que o grupo político, ideológico, social, cultural ou económico em que julgamos integrar-nos adopta.
Há vários pensamentos únicos: o da pretensa direita, o da auto-proclamada esquerda e os de outras cartilhas que muitos denominam de extremistas. Provavelmente, cada um desses pensamentos tem uma lógica ou coerência própria, mas parece-me desastroso que as pessoas fiquem mentalmente constrangidas nessa adesão e troquem o seu sentido crítico pelo conforto de grupo.
Uma injustiça denunciada pelo PCP não deixa de ser uma injustiça. Uma contradição desmascarada pelo Bloco de Esquerda não deixa de merecer explicações. Uma verdade ou um facto demonstrado pelo PS ou pelo PSD ou pelo CDS mantém-se inatacável independentemente de quem os evidenciou. E pela mesma ordem de razões, não é por alguém se assumir como “independente” que o seu ponto de vista tem mais valor ou mais sabedoria.
O mérito ou demérito das coisas é intrínseco e as análises ou opiniões valem o que valem, por si.
quarta-feira, outubro 26, 2011
O estado do Conselho de Estado
Reuniram-se ontem, durante três horas e picos e bem apertados, 20 personagens à volta de uma mesa, para discutirem a situação da crise europeia e as suas repercussões na economia portuguesa.Dessa reunião do Conselho de Estado saíu um Comunicado de estilo pomposo e vazio em que se exprime a esperança de que Portugal vai ultrapassar as dificuldades.
O Conselho de Estado é o orgão consultivo do Presidente da República e, portanto, é de supôr que lhe dê conselhos. Ao ler-se o dito Comunicado não se percebe que conselhos lhe deu, se é que lhe deu algum, para além de mais um apelo à fraternidade universal e à confiança no país.
Da próxima vez que se reunirem, mais vale não perderem tempo com comunicados. Basta uma linha a dizer que conversaram e que o chá era preto.
PS: afinal não foram 3 horas mas 6, tal o tamanho da montanha.
terça-feira, outubro 25, 2011
A falta de vergonha
Infelizmente a vida e as atitudes de algumas pessoas já não me causam grande espanto. Felizmente ainda consigo estar rodeado de amigos cujas atitudes e comportamentos são absolutamente acima de qualquer repreensão. Mas voltando aos figurões, esta semana, que ainda vai no príncipio, já foi pródiga em nos mostrar que Portugal e o mundo estão como estão por exclusiva culpa da raça humana, que é com efeito o animal mais preguiçoso que se conhece. E refiro que a culpa é da raça no seu todo, pois aqueles que não somos figurões vamos deixando que os figurões continuem a ter palco e muitas das vezes o poder.
Mas os dois figurões destes dias são o inerranável Ricardo Rodrigues, mais conhecido como o mãozinhas leves graças ao roubo de 2 gravadores portatéis, e Angêlo Correia o homem que todos dizem ser o mestre e líder do nosso PM mas que acima de tudo o que gosta é de ter um pé dentro para influenciar e outro fora para negociar e enriquecer.
Mas que fizeram então estes dois cavalheiros para merecerem ser os figurões da semana?
Ricardo Rodrigues foi nomeado para O Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários. Apropriado como se vê. O PS não tem emenda.
e Angelo Correia diz que não concorda que se cortem as pensões vitalicias que ele e outros que tais usufruem há tempo de mais.
Como ainda faltam 3 dias para o final da semana, julgo que teremos mais 3 figurões para completar o ramalhete. É só estar atento.
Mas os dois figurões destes dias são o inerranável Ricardo Rodrigues, mais conhecido como o mãozinhas leves graças ao roubo de 2 gravadores portatéis, e Angêlo Correia o homem que todos dizem ser o mestre e líder do nosso PM mas que acima de tudo o que gosta é de ter um pé dentro para influenciar e outro fora para negociar e enriquecer.
Mas que fizeram então estes dois cavalheiros para merecerem ser os figurões da semana?
Ricardo Rodrigues foi nomeado para O Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários. Apropriado como se vê. O PS não tem emenda.
e Angelo Correia diz que não concorda que se cortem as pensões vitalicias que ele e outros que tais usufruem há tempo de mais.
Como ainda faltam 3 dias para o final da semana, julgo que teremos mais 3 figurões para completar o ramalhete. É só estar atento.
Detergentes pouco ecológicos
Muita gente concorda que os líderes europeus não têm estado à altura da situação.Mas esta história dos líderes europeus está a transformar-se numa abstração. A categoria “líderes europeus” é o outro, um outro. E dela se escapulem prazenteiramente os que o foram, pois acham que o caso apenas diz respeito aos que agora lá estão. Veja-se a forma como o nosso Presidente ralha aos ventos: ele, que teve assento durante uma década no Conselho Europeu, é rápido a apontar o dedo, achando que esta situação caiu do céu e que ele não tem nada a ver com a arquitectura monetária europeia de que é co-autor pelos diferentes tratados que negociou e assinou.
O mesmo se diga dos sucessivos primeiros-ministros que de Soares a Sócrates incensaram o tratado de Lisboa, aplaudiram o tratado de Nice, concluiram o de Amesterdão e festejaram o de Maastricht, mas ajudaram a aumentar os problemas com as respectivas políticas esbanjadoras. Todos falam na irresponsabilidade do tal “outro”, enquanto tiram as castanhas do lume. Seria igualmente importante que o nosso Primeiro-Ministro também não se pônha fora da carroça, ou será que ele pensa que não é um líder europeu?
Pela mesma ordem de razões, tenho uma imensa dificuldade em ouvir o Presidente da Comissão apelar à responsabilidade dos “líderes europeus”. Em que cacifo se arruma ele? Qual foi ou é o seu plano para a saída da crise? Quando a Alemanha e a França sabotaram o Pacto de Estabilidade, estaria ele de baixa?
E tudo assim se afunila na Sra. Merkel, como se esse afunilamento também fosse obra do Espírito Santo (não menciono o Sr. Sarkozy pois o seu papel de “supporting actor” não o diferencia suficientemente dos outros figurantes). As reuniões de amanhã já nem sequer são verdadeiramente convocadas pelo Presidente Van Rompuy, mas pela Chanceler, assim como o “plano” a aprovar será aquele que apenas o parlamento alemão ontem discutiu.
Enfim...o "outro" que apague a luz.
segunda-feira, outubro 24, 2011
Afinal há vida depois da dívida...
Ou pelo menos há esperança; nos outros, como sempre. Por pouca que seja, aqui fica o lembrete: a Comissão Europeia quer perceber melhor o que se passou no BPN, diz o Público.
Pode ser pouca (a esperança) mas, para já é melhor que nenhuma...
domingo, outubro 23, 2011
O senhor D. Lourençote de Melena e Pá
Sua excelência voltou a falar para o microfone!
Não em Abril, como habitualmente, mas hoje, em pleno Outono já chuvoso.
Esclareceu-nos, com toda a sua sapiência política, que o país está a viver uma nova revolução, agora de sinal contrário à da de sua co-paternidade.
Parafraseando o senhor presidente da PT, mas sem mencionar que o citava, apelidou-a também de PREC da direita.
Garantiu-nos ainda uma boa dose de convulsão social.
Aos soldadinhos apelou à desobediência.
O senhor ministro da defesa diz que o ruído é legítimo.
Boa sorte Sr. JPA-B
Não em Abril, como habitualmente, mas hoje, em pleno Outono já chuvoso.
Esclareceu-nos, com toda a sua sapiência política, que o país está a viver uma nova revolução, agora de sinal contrário à da de sua co-paternidade.
Parafraseando o senhor presidente da PT, mas sem mencionar que o citava, apelidou-a também de PREC da direita.
Garantiu-nos ainda uma boa dose de convulsão social.
Aos soldadinhos apelou à desobediência.
O senhor ministro da defesa diz que o ruído é legítimo.
Boa sorte Sr. JPA-B
sábado, outubro 22, 2011
Porque hoje é Sábado
sexta-feira, outubro 21, 2011
A crise acaba hoje

Ia trabalhar mais um bocadinho enquanto não chega o fim do mundo que está marcado para hoje mas, pensando bem, acho que não vou. Se tudo correr conforme as previsões de Harold Camping amanhã já não haverá crise, a justiça estará garantida para todos, incluindo os nossos ex governantes, de forma célere e processualmente eficaz no Juízo Final, a Troika será desmantelada e a greve geral desconvocada, e o Orçamento Geral do Estado de 2012 arderá garantida e ecologicamente num canto qualquer do Universo. Este senhor Camping é que sabe. Claro está que já se enganou nas previsões de 1994 e de Maio deste ano. Mas dizem que à terceira é de vez. É hoje. Posso ir para casa descansada…
Ir para além da Troika
Tornou-se comum ouvir o termo ir para além da Troika. Numa determinada perspectiva, a expressão é utilizada como crítica política quando são apresentadas medidas adicionais de redução de despesa pública ainda mais exigentes às previstas no acordo com a Troika.
Numa outra perspectiva, provavelmente mais desejável, a expressão é interpretada como libertar a Economia, a Sociedade Civil e a Iniciativa Privada dos constrangimentos e pseudoregulações do Estado de modo a promover maior investimento nacional e estrangeiro no nosso país.
No entanto, trata-se, a meu ver, de uma falsa questão. Há que ser pragmático. O que a Troika exige, sobretudo, é que se cumpram determinados valores de défice e de dívida. É imposto um exigente conjunto de medidas como meio de os atingir, mas o essencial é que se cumpram os desejados valores de défice e dívida para Portugal voltar a poder financiar-se nos Mercados após a vigência do Acordo.
Cabe ao Governo (se possível com o maior partido da Oposição) trabalhar no sentido de cumprir o acordo e encontrar o melhor equilíbrio possível entre as duas perspectivas referidas anteriormente. Pôr as contas em ordem é também permitir um correcto financiamento da Economia e desse modo melhorar o ambiente económico e competitividade do País
Tanto mais quando há a evidência de que as medidas previstas no acordo da Troika já não serão suficientes para cumprir a tão desejada redução do défice... Triste a nossa sina.
Uma outra questão é a distribuição dos sacrifícios. Mas isso já é outra história...
Numa outra perspectiva, provavelmente mais desejável, a expressão é interpretada como libertar a Economia, a Sociedade Civil e a Iniciativa Privada dos constrangimentos e pseudoregulações do Estado de modo a promover maior investimento nacional e estrangeiro no nosso país.
No entanto, trata-se, a meu ver, de uma falsa questão. Há que ser pragmático. O que a Troika exige, sobretudo, é que se cumpram determinados valores de défice e de dívida. É imposto um exigente conjunto de medidas como meio de os atingir, mas o essencial é que se cumpram os desejados valores de défice e dívida para Portugal voltar a poder financiar-se nos Mercados após a vigência do Acordo.
Cabe ao Governo (se possível com o maior partido da Oposição) trabalhar no sentido de cumprir o acordo e encontrar o melhor equilíbrio possível entre as duas perspectivas referidas anteriormente. Pôr as contas em ordem é também permitir um correcto financiamento da Economia e desse modo melhorar o ambiente económico e competitividade do País
Tanto mais quando há a evidência de que as medidas previstas no acordo da Troika já não serão suficientes para cumprir a tão desejada redução do défice... Triste a nossa sina.
Uma outra questão é a distribuição dos sacrifícios. Mas isso já é outra história...
Pecados originais da liberdade
É verdade que a experiência do julgamento de Saddam, bem como a delicada prespectiva do julgamento do Mubarak, criaram um terreno fértil para que vingue a ideia de que é melhor eliminar de imediato certas pessoas, encerrar definitivamente capítulos e partir de vez para o futuro.A Administração americana aderiu entretanto às práticas israelitas do puro assassinato de Estado, seja enviando uns robots aéreos (drones) ou uns helicópteros cuja missão não é sequer a de capturar, mas a de eliminar, estejam os alvos a dormir na cama ou a tomar uma bica.
A captura e a imediata execução do Kadhafi e de pelo menos um dos seus filhos não é um mero incidente de uma qualquer turba excitada. Ao ouvir ontem na CNN um ex-responsável do Departamento de Estado americano afirmar que foi muito melhor que o ditador já tenha sido abatido, percebo que os militares líbios rebeldes tinham luz verde superior para fazer o que fizeram.
E assim se esboroam e se minam os valores civilizacionais que dizemos serem os nossos.
...e não se calam
Que a direcção da Faculdade de Economia do Porto tenha considerado adequado convidar o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos para abrilhantar a abertura do ano lectivo diz muito sobre o espírito de camaradagem e de porreirismo que impera neste terreiro de primas e de afilhados.Ainda o ministro Santos baralhava contas no governo e até o seu amigo Carlos Costa, já Governador do Banco de Portugal, o caucionava afirmando que as Finanças estavam muito bem entregues. Viu-se.
Que o ex-ministro Santos tenha aceitado o convite igualmente me pareceu surpreendente, mas admiti que sua excelência aproveitasse o microfone para assumir publicamente as suas responsabilidades e para humildemente pedir desculpas pela forma danosa como geriu o erário público.
Que o dito discurso tenha afinal pretendido ser uma lição e que um dos maiores responsáveis políticos do desastre tenha tido o descaramento de nos vir agora dizer que Portugal não pode falhar o seu programa de ajustamento, quando ele próprio falhou tudo, é um sinal expressivo do nível rasteiro a que chegou a indignidade desta gente.
O curso de Pós-Graduação em Gestão de Fraude da Faculdade de Economia do Porto deve ter subido nos rankings.
quinta-feira, outubro 20, 2011
Negação, Revolta, Tristeza e Aceitação
São, segundo os especialistas, as quatro fases por que passamos quando perdemos algo importante para nós.
Não sei se se aplica também a um povo inteiro mas, pelo menos, a primeira fase nós já passámos colectivamente.
Na melhor das hipóteses há 3 anos que andamos em negação. Na pior há mais de 10 anos que temos dados para saber que íamos falir.
Voltando às fases da perda, também me parece que iremos passar muito em breve pela segunda. A revolta. Já estão marcadas greves, já começamos a atirar culpas para todos os lados, já assistimos a discussões nas TV em que o tom é claramente zangado. Tudo é irracional e emocional. Basta ler os jornais para ver as opiniões mais dispares e antagónicas muitas vezes das mesmas pessoas.
Antecipo que 2012 será marcado pelas duas fases finais. Será um ano triste e resignado.
E qual é a perda colectiva? Serão os nossos salários mais baixos, serão os desempregados em maior número, serão as empresas a fechar, serão as autarquias asfixiadas. Não me parece. Isto serão os sintomas de uma perda muito maior. Acabámos de perder o nosso modelo de "crescimento", baseado no Estado e debaixo de um pressuposto que o Estado tudo pode e que tem recursos infinitos.
Olhando para tudo isto ocorrem-me duas perguntas. Não teremos alternativas? O que podemos aprender de tudo isto?
Quanto à primeira tenho muita pena mas eu não encontro outra resposta: NÃO.
Quando devemos o que devemos, quando já prometemos muitas vezes e nunca cumprimos, não temos mesmo alternativas. Podíamos ter outras medidas? Seguramente que sim mas não eram melhores que estas. Chegámos a um ponto em que as medidas que temos de tomar são todas más, no sentido em que são todas dolorosas.
E a culpa é nossa.
É nossa porque há mais de 10 anos que sabemos que este modelo ia falir. E mesmo assim fomos escolhendo quem nos apresentou o caminho fácil. Ainda hoje temos quem continua a apresentar-nos esse caminho. Ainda hoje temos quem nos levou por este caminho, com a nossa permissão, e nos continua a prometer o mesmo debaixo de uma capa de "cordeiro". Estou a falar da esquerda, estou a falar de Cavaco, estou a falar de todos os que continuam a achar que é possível resolver este problema com limites aos sacrifícios.
E podemos aprender alguma coisa? Eu acho que devemos aprender.
Na minha perspectiva em duas áreas.
Uma que resulta na implementação de um modelo muito estrito para a forma como, quem escolhemos para nos governar gasta, o nosso dinheiro. Um modelo que valorize o Tribunal de Contas (que há anos descreve nos seus relatórios mau gasto de dinheiros públicos sem que nada aconteça), que seja severo e rápido com quem não cumpre e que garanta total transparência na forma como o dinheiro é gasto.
Outra que colectivamente nos leve a avaliar quem escolhemos tendo em conta o longo prazo. Aqui também se aplica a palavra sustentabilidade. Nesta lógica o Alberto João perdia a eleições, bem como a maioria dos autarcas conhecido como "dinossauros do poder autárquico".
E para acabar, como dizia Raul Sonado, façam o favor de ser felizes. Neste caso façam um enorme esforço para o conseguirem. Eu vou tentar.
quarta-feira, outubro 19, 2011
O Vaticano e a crise

Na próxima Segunda-feira o Vaticano vai expôr as suas ideias para a resolução da crise financeira e económica mundial. O cardeal ganês Peter Kodwo Appiah Turkson apresentará o documento “Para uma reforma do sistema financeiro internacional na prespectiva de uma autoridade pública de competência universal”.
(será que enviaram uma pré-cópia ao Prof.?)
(será que enviaram uma pré-cópia ao Prof.?)
Desconfio que se inspira parcialmente no estudo ‘The Way Forward’, já aqui referenciado no Nortadas, da New America Foundation, mas teremos de esperar por Segunda para perceber quanta água benta traz. Vou lê-lo com todo o interesse, se mais não fora para me distrair da frustração depressiva que muito provavelmente me deixará o comunicado final do Conselho Europeu do fim-de-semana.
Limites
O Prof. Cavaco diz que "há limites para os sacrifícios". Nem percebo bem o que isto quer dizer nos dias que correm.
Fui ver a síntese de execução orçamental de Setembro. Se bem percebo, a receita arrecadada pelo Estado até Setembro foi de € 63,65 mil milhões. Por outro lado, a despesa foi de € 72,82 mil milhões. Há quem vá ver o deficit em relação ao PIB. Mas a verdade é que o Estado gastou cerca de 15% mais dinheiro do que aquele tem. E, portanto, como em qualquer empresa, é preciso reduzir a despesa anual em cerca de € 12 mil milhões (se a receita se aguentar...).
Temos, há muito, casos de injustiça relativa. Quando temos despedimentos colectivos numa empresa e noutra não. Não percebo por que razão quem tem o Estado como empregador há-de funcionar como referência, para efeitos de averiguação da justiça relativa.
Espero que o Governo não se lembre de aumentar ainda mais as receitas, com impostos, para acomodar as despesas que tem agora, com o argumento que há limites para os sacrifícios.
Este Prof. cavaco tem cada uma...
Fui ver a síntese de execução orçamental de Setembro. Se bem percebo, a receita arrecadada pelo Estado até Setembro foi de € 63,65 mil milhões. Por outro lado, a despesa foi de € 72,82 mil milhões. Há quem vá ver o deficit em relação ao PIB. Mas a verdade é que o Estado gastou cerca de 15% mais dinheiro do que aquele tem. E, portanto, como em qualquer empresa, é preciso reduzir a despesa anual em cerca de € 12 mil milhões (se a receita se aguentar...).
Temos, há muito, casos de injustiça relativa. Quando temos despedimentos colectivos numa empresa e noutra não. Não percebo por que razão quem tem o Estado como empregador há-de funcionar como referência, para efeitos de averiguação da justiça relativa.
Espero que o Governo não se lembre de aumentar ainda mais as receitas, com impostos, para acomodar as despesas que tem agora, com o argumento que há limites para os sacrifícios.
Este Prof. cavaco tem cada uma...
Bagatelas

Na semana passada, uma actriz americana processou a Amazon por esta se ter recusado a retirar a data de nascimento da actriz no site Internet Movie Database Web. O principal fundamento da queixa assenta no facto de, e transcrevo, “... if one is perceived to be ‘over-the-hill’, i.e., approaching 40, it is nearly impossible for an up-and-coming actress to get work”. A senhora..., perdão, a menina pede 1 milhão de dólares de indemnização.
Vou passar a vigiar o meu perfil no facebook: se aqueles malandros revelam que eu estou ‘over-the-everest’ atiro-lhes com um processo em cima, pois uma tal informação aniquila as minhas possibilidades de chegar a sub-chefe de gabinete de um dos rapazes ou raparigas que nos ministreia. E talvez peça 2 milhões (de dólares, que me parecem mais promissores que os euros).
Olarilolé!
Vou passar a vigiar o meu perfil no facebook: se aqueles malandros revelam que eu estou ‘over-the-everest’ atiro-lhes com um processo em cima, pois uma tal informação aniquila as minhas possibilidades de chegar a sub-chefe de gabinete de um dos rapazes ou raparigas que nos ministreia. E talvez peça 2 milhões (de dólares, que me parecem mais promissores que os euros).
Olarilolé!
segunda-feira, outubro 17, 2011
8.823.000.000 de juros
8.823.000.000 euros é o montante que o Estado português destina em 2012 para o pagamento dos juros da dívida.
É a única despesa que sobe. E não sobe pouco: é um aumento de 20%.
Como o Estado não se prepara para amortizar nada e como a dívida vai inevitavelmente aumentar em 2012, imagine o montante que pagará em juros em 2013.Quem disser que não precisamos de um perdão parcial de dívida ou é um mentiroso ou é um inconsciente ou é um alemão ou é um francês ou é um banqueiro.
É a única despesa que sobe. E não sobe pouco: é um aumento de 20%.
Como o Estado não se prepara para amortizar nada e como a dívida vai inevitavelmente aumentar em 2012, imagine o montante que pagará em juros em 2013.Quem disser que não precisamos de um perdão parcial de dívida ou é um mentiroso ou é um inconsciente ou é um alemão ou é um francês ou é um banqueiro.
No 'Grande Plano', ler as letras pequeninas
Dizem que vem aí o Grande Plano.Primeiro, discutir-se-à no Conselho Europeu de Domingo e depois ver-se-à o que a reunião do G20 decidirá em princípio de Novembro.
Já tantas vezes anunciaram a “solução” que é legítimo duvidar que seja desta vez que a encontrarão, mas esperemos para ver.
Há contudo um sinal que me parece desgraçadamente de mau agoiro: a ideia de que o perdão de dívida à Grécia não será extensível a mais ninguém. Os entendidos portugueses que andam há meses a papaguear que Portugal não é a Grécia podem ficar muito agradecidos com esse resultado desastroso da sua negação.
De facto há uma diferença entre a Grécia e Portugal: a economia grega tem um potencial de desenvolvimento muito superior ao nosso e quando lhe perdoarem pelo menos 50% da dívida (o que aliás é insuficiente), esta baixará dos 100% do PIB e estarão reunidas as condições para dentro de dois ou três anos a Grécia retomar o crescimento e voltar aos mercados de capitais.
O mesmo não se passará com Portugal sobretudo se aceitarem um Grande Plano que feche as portas à reestruturação da dívida portuguesa. O Governo português tem essa responsabilidade de exigir que o nosso país beneficie das mesmas condições que forem concedidas a outro qualquer parceiro do euro. Aceitar uma discriminação a este propósito será uma traição e um crime de lesa-pátria. Abram lá os olhos, de preferência os dois.
Vão de vouguinha!
Entretanto (leia-se post abaixo), o Correio da Manhã noticiava ontem que a EMEF – empresa de manutenção de equipamento ferroviário, cujo accionista único é a CP, e que tem um buraquito nas contas de 71,7 milhões de euros, preparava-se para renovar a frota automóvel dos seus directores com treze carros topo de gama que iam ficar ao contribuinte por 237 120 euros. O concurso para essa aquisição, publicado em Diário da República, e perante a vinda a público da notícia, foi entretanto cancelado. É caso para dizer: não têm carro? Querem carro de luxo à nossa custa? Ora, vão de vouguinha!
Vouguinha
A linha ferroviária do Vouga vai encerrar porque, segundo o nosso Governo, não é rentável. Fiz o troço Aveiro-Águeda este fim de semana num exercício entre o revivalista e o nostálgico, e pude constatar que efectivamente as composições não iam cheias, a abarrotar, e que, feitas as contas é impossível que dê lucro. Mas, isso, só por si, não basta para tornar essa decisão economicamente racional ou sequer compreensível. O grande custo de uma linha ferroviária está na linha e no equipamento e esse investimento está feito. Mais. Devem ter sido gastos milhões naquela linha nestes últimos tempos porque a linha está nova, a estação de Águeda está em obras, e basta olhar para vários locais de passagem do comboio para ver o dinheiro que foi gasto no melhoramento das escarpas envolventes. Os ordenados do maquinista e do bilheteiro (os bilhetes são comprados dentro do comboio) não devem ser incomportáveis, e o bilheteiro mostrava surpresa com a decisão que ainda não sabia se ia avante, ou não. "Bem", dizia ele, "mas se for para fechar, vão-nos dizer de um dia para o outro. É sempre assim". Mais à frente, na estação e nos seus arredores, vários azulejos assinalavam os cem anos da linha do Vale do Vouga que se vê que foi uma grande conquista das populações. E faz impressão. Faz impressão pensar que há cem anos houve quem visse a abertura da linha como uma conquista pessoal, como motivo de empenho de avanço e de melhoria da vida das populações, e que, de repente, e sem mais, ela vai ser riscada do mapa ferroviário em beneficio de uma qualquer empresa ou linha de camionagem que fará o mesmo trajecto por estradas cheias de trânsito, desbaratando-se recursos, e atirando-se para a berma, condenado ao abate, o pequeno comboio regional de cor vermelha tão carinhosamente chamado “Vouguinha”….
domingo, outubro 16, 2011
"centros de decisão nacionais"
Não usei o título que me apetecia (seria: PQP os centros de decisão nacionais); por pudor, mas lá que tinha vontade, tinha...
E corresponde ao que sinto e penso, de há muito tempo. Há muitos culpados da situação a que o País chegou. Mas se houvesse necessidade de simplificar, para efeitos explicativos, eu escolheria como principal culpado a defesa dos centros de decisão nacionais.
Por razões simples. Se o que se pretende é defender a classe média, a política tem de se orientar para duas prioridades básicas: a promoção do mérito e a defesa da concorrência. Podia perder aqui muitas linhas para o explicar, mas ficarei pelo essencial: o que define as sociedades modernas e avançadas, da pós-social democracia, é o sucesso e a massificação da classe média.
Infelizmente, a terciarização das economias nas últimas duas décadas foi acompanhada por uma submissão dos interesses da classe média aos interesses da finança sofisticada. Em Portugal este fenómeno foi agravado, profundamente, pelo suposto interesse de defender a existência de centros de decisão nacionais.
Como o País não tinha dinheiro para ter centros de decisão, os sucessivos governos endividaram-se para garantir a preservação dos centros de decisão. Fizeram-no fazendo mal as privatizações; nos casos mais graves, através de acções douradas que deram ao Estado um poder que ele não sabia exercer. O que sabia e não deixou de fazer foi ocupar os lugares dos centros de decisão com os seus protegidos. Pagando-lhes como se tivessem sido escolhidos pelo mérito.
Pior, para acalmar a classe média, foram aumentando os níveis da dívida, sobretudo externa, com a desculpa de que o euro nos protegia, através de promessas insustentáveis quer nas reformas, quer nos serviços públicos, a começar pelos transportes.
Pior ainda, estimularam-nos a também assumir dívidas, através dos bancos, para parecer que estava tudo a correr bem e que até havia muita concorrência na oferta de serviços.
Pior do que isto, foi terem cooptado os poucos grupos privados para fazerem negócios à maneira deles, com dívidas e com lugares a distribuir pelos de sempre.
POR TUDO ISTO, E PELO MUITO MAIS QUE ISTO SIGNIFICA, AQUI EXERçO O MEU DIREITO À INDIGNAçÃO!!
POR TUDO ISTO EXIJO QUE ME EXPLIQUEM ONDE É QUE O ESTADO VAI CORTAR NA DESPESA QUE NÃO SEJA O MEU SALÁRIO E A MINHA REFORMA!!!
POR TUDO ISTO E PORQUE HÁ CULPADOS EXIJO QUE ACABEM COM TODAS AS PPP!
POR TUDO ISTO EXIJO QUE PRIVATIZEM TUDO O QUE PUDEREM, RAPIDAMENTE E A QUEM QUISER PAGAR O QUE FOR POSSÍVEL!
FINALMENTE EXIJO O MAIS IMPORTANTE: NÃO PAGUEM TUDO O QUE DEVEMOS, ASSUMAM QUE O PAÍS NÃO PODE E RENEGOCEIEM ESSA MERDA!
É que se vou ficar mais pobre, os meus pais e os meus filhos também, tenho direito de exigir que os cúmplices do estado a que chegamos também fiquem: os credores que paguem a crise!
sábado, outubro 15, 2011
A Rua
Devo dizer que compreendo a maioria das pessoas que hoje sairam à rua em protesto. Os sacrifícios necessários implicam cortes dramáticos e eventualmente insuportáveis para muitas famílias. Infelizmente, não há outro caminho e ninguém nas manifestações apresentou alternativas possíveis; mas compreendo o grito de desespero. É uma violenta e merecida condenação da criminosa desgovernação socialista e um aviso ao governo da coligação, que não terá margem para falhas.
Lamentávelmente, roubando o carácter genuino às manifes, lá apareceram os oportunistas de sempre. De líderes de partidos em vias de extinção, a artistas sem discos editados há séculos, lá tentaram travestir a coisa de 25 de Abril. Sem perceber que o mundo mudou, sem perceber porque é que não fazem parte do presente, muito menos do futuro.
...
Numa ronda noturna pelos blogues, ao passar por jugulares e quejandos, fiquei com uma dúvida: a irresponsabilização do PS e de Sócrates é uma alucinação colectiva, uma piada de mau gosto ou uma mentira de má fé?
Lembrei-me da frase de Buckley: “I won't insult your intelligence by suggesting that you really believe what you just said.”
Lembrei-me da frase de Buckley: “I won't insult your intelligence by suggesting that you really believe what you just said.”
sexta-feira, outubro 14, 2011
Gostei ....
do discurso, da coragem e da frontalidade do PM. Não gostei do que aí vem...mas por agora tem de ser...mais tarde vamos beneficiar do perdão de dívida...até lá vamos ter de penar.
...e para desopilar eu cá vou à Casa de Pasto Canastra Azul
...e para desopilar eu cá vou à Casa de Pasto Canastra Azul
Comentário da noite
- Mas não haveria outras vias a explorar?
- Haver, havia, mas seriam muito piores!
- Haver, havia, mas seriam muito piores!
quinta-feira, outubro 13, 2011
Juntar as peças (2)

É evidente que é urgente reduzir o déficit e é evidente que é fundamental controlar a dívida.
É igualmente evidente que seria muito importante nomear os figurões que levaram o país a esta situação e responsabilizá-los. É de uma obcenidade insuportável que alguns deles ainda andem por aí a dar palpites, apelos e sugestões. A este propósito, e a título de exemplo, se um tal Isaltino conseguir escapulir-se a ser preso, então o Estado perde toda a autoridade para impôr o que quer que seja aos cidadãos comuns.
Gostava de saber a quanto monta na proposta de orçamento de Estado de 2012 a rubrica que nele há-de ser estabelecida para o serviço da dívida. Serão 6 mil milhões? 5? 7?
E a questão que esse montante colocará é a seguinte: até quando se dispõe o Governo a manter a ficção de que não precisamos de um perdão parcial de dívida ( entre 30 a 60%?) que seja pelo menos de valor idêntico àquele que brevemente será concedido à Grécia. Ou será que o Governo entende que o sol não nasce para todos e que sob pretexto de sermos honradinhos teremos de ser os artolas do conto do vigário?
quarta-feira, outubro 12, 2011
Modelo de crescimento
Gosto de futebol. No estádio.
Detesto programas, reportagens, entrevistas, jornais, e demais tralha “jornalística” sobre a bola.
A qualquer sítio que vá, em qualquer canal televisivo, em todos os bocados de papel que se vendem, o futebol está presente. É uma doença nacional.
Qualquer burro que nunca tenha lido um livro na vida, conhece de cor e salteado a equipa do seu clube. Discute futebol como se fosse um neurocirurgião a falar da sua última operação.
Vive doentiamente o jogo, fica irritado quando empata, e em depressão quando perde.
Além da bola, os portugueses não têm grandes motivos para festejar o que quer que seja. Achamos que as vitórias desportivas são o mais importante para a vida de um país.
Por tudo isso, apostámos desde os anos sessenta no futebol. Somos um país de grandes jogadores, dizemos orgulhosos. Fizemos estádios grandiosos, e campeonatos para os quais não tínhamos dinheiro. Ganhamos a equipas de países da Europa muitos mais ricos que nós, mas que não devem nada a ninguém.
Mostramos os milhões que o futebol gera, e não temos vergonha.
Perdemos com a Dinamarca? Que maçada…
Adenda:Gosto de Rugby.
Tenho visto muitos jogos do campeonato do mundo na Nova Zelândia, nenhum em sinal aberto. Acordo a horas inimagináveis ao fim-de-semana para ver as minhas equipas preferidas, África do Sul e Austrália.
Sobre a cobertura jornalística deste evento a única coisa que se pode dizer é que é miserável.
Detesto programas, reportagens, entrevistas, jornais, e demais tralha “jornalística” sobre a bola.
A qualquer sítio que vá, em qualquer canal televisivo, em todos os bocados de papel que se vendem, o futebol está presente. É uma doença nacional.
Qualquer burro que nunca tenha lido um livro na vida, conhece de cor e salteado a equipa do seu clube. Discute futebol como se fosse um neurocirurgião a falar da sua última operação.
Vive doentiamente o jogo, fica irritado quando empata, e em depressão quando perde.
Além da bola, os portugueses não têm grandes motivos para festejar o que quer que seja. Achamos que as vitórias desportivas são o mais importante para a vida de um país.
Por tudo isso, apostámos desde os anos sessenta no futebol. Somos um país de grandes jogadores, dizemos orgulhosos. Fizemos estádios grandiosos, e campeonatos para os quais não tínhamos dinheiro. Ganhamos a equipas de países da Europa muitos mais ricos que nós, mas que não devem nada a ninguém.
Mostramos os milhões que o futebol gera, e não temos vergonha.
Perdemos com a Dinamarca? Que maçada…
Adenda:Gosto de Rugby.
Tenho visto muitos jogos do campeonato do mundo na Nova Zelândia, nenhum em sinal aberto. Acordo a horas inimagináveis ao fim-de-semana para ver as minhas equipas preferidas, África do Sul e Austrália.
Sobre a cobertura jornalística deste evento a única coisa que se pode dizer é que é miserável.
segunda-feira, outubro 10, 2011
Eleições na Madeira - de longe
Assistir de longe aos resultados, e à campanha e aos desmandos do Sr. Jardim, etc, etc, evoca-me coisas mágicas, talvez por estar em paragens onde a magia ainda é uma parte presente da vida quotidiana.
Há pouco tempo foi aqui inaugurado um banco com accionistas portugueses. Lá estivemos todos os que faziam falta, de lá e de cá. A surpresa foi quando soube que a cerimónia tinha começado pelas 7h da manhã, para matar a galinha (literalmente) que os "antepassados" exigem para dar as suas bençãos. E porquê as 7h? Porque depois disso os referidos antepassados "dispersam-se", nas palavras do curandeiro/assassino da galinha que abençoou a cerimónia... Homem dos seus tempos, o nosso curandeiro, depois de marcar a cerimónia para a hora apontada, pelas razões expostas, afinal atrasou-se mais de meia hora. Não contente, ainda entendeu, talvez inspirado pelas qualidades estético-arquitectónicas das instalações que vinha benzer com a morte da galinha, ainda pretendeu renegociar o "preço" de tão preciosa actividade! Para grande susto dos promotores do dito banco, que negoceia para cá e para lá, viam passar as horas e temiam receosos que os antepassados se dispersassem... Felizmente a galinha foi morta e parece que era de bons sentimentos, pois o curandeiro assegurou que os antepassados estavam satisfeitos e abençoaram o novo banco. Assim os clientes possam beneficiar da arte negociadora do dito curandeiro.
Noutro episódio semelhante, os antepassados autorizaram a re-localização de um cemitério, para permitir a construção de um novo canal de irrigação. Não sei a que horas se mataram as galinhas, ou se foram mesmo cabritos, mas foi com grande alívio que as populações beneficiárias ouviram a sentença do curandeiro: "o espírito do régulo ... (nome impronunciável) autorizou o deslocamento dos corpos todos".
Na Madeira as mágicas são mais simples. O curandeiro mor faz umas ameaças e lá vai conseguindo ganhar as eleições, a ver se continua a gastar o dinheiro que não tem. Não sei quem é o régulo que autoriza, mas duvido que só receba galinhas ou mesmo cabritos...
Felizmente o CDS fez história. E isso não foi magia, foi trabalho.
Eleições Madeira
1. Como já era previsível Alberto João Jardim sucedeu a Alberto João Jardim, com nova maioria absoluta, o que é um feito histórico.Parabéns ao vencedor.
2. Depois de ouvir as declarações dos diversos candidatos, lideres partidarios e comentadores fica, uma vez mais, claro que a esquerda não sabe perder e não é democrática.
3. As eleições na Madeira foram democráticas e bem mais regulares do que muitas das que acontecem no continente, ou já se esqueceram das camionetas que o Ingº Sócrates mandava para encher os comicios.
É, espantoso que o PS Madeira, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã depois dos resultados que tiveram ainda tenham a lata de dizer que Alberto João Jardim teve um mau resultado.
4. O CDS/PP está de parabéns porque teve um grande resultado na Madeira. Por este andar nas próximas ainda chega ao Governo.
5. Mas verdadeiramente de parabéns estão os Madeirenses que votaram claramente no centro de direito e disseram de forma inequívoca que não querem nada com a esquerda.
6. A parte melhor é o facto do BE ter tido pior resultado do que o partido dos animais. Nem de propósito.
...a bem da Nação!!!!
2. Depois de ouvir as declarações dos diversos candidatos, lideres partidarios e comentadores fica, uma vez mais, claro que a esquerda não sabe perder e não é democrática.
3. As eleições na Madeira foram democráticas e bem mais regulares do que muitas das que acontecem no continente, ou já se esqueceram das camionetas que o Ingº Sócrates mandava para encher os comicios.
É, espantoso que o PS Madeira, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã depois dos resultados que tiveram ainda tenham a lata de dizer que Alberto João Jardim teve um mau resultado.
4. O CDS/PP está de parabéns porque teve um grande resultado na Madeira. Por este andar nas próximas ainda chega ao Governo.
5. Mas verdadeiramente de parabéns estão os Madeirenses que votaram claramente no centro de direito e disseram de forma inequívoca que não querem nada com a esquerda.
6. A parte melhor é o facto do BE ter tido pior resultado do que o partido dos animais. Nem de propósito.
...a bem da Nação!!!!
domingo, outubro 09, 2011
sábado, outubro 08, 2011
sexta-feira, outubro 07, 2011
Novos bombeiros

O repentino plano (mais um) de reunir uns 100 ou 200 mil milhões de euros para acudir aos 50 principais bancos europeus, uma espécie de reflexo condicionado depois do descalabro do banco franco-belga Dexia que havia passado com êxito todos os stress testes, revela três coisas:
a) Mais do que uma crise das dívidas soberanas, trata-se de uma crise do sistema bancário europeu;
b) Aproxima-se a declaração grega de incumprimento;
c) A UE continua a mover-se como uma barata tonta, mas sempre atrasada.
quinta-feira, outubro 06, 2011
Universidade do Porto
As Universidades do Porto e de Aveiro são as únicas universidades portuguesas que surgem no ranking 2011/2012 das 400 melhores universidades do mundo, organizado pelo Times Higher Education (http://www.timeshighereducation.co.uk/world-university-rankings/2011-2012/top-400.html).
quarta-feira, outubro 05, 2011
La garanzia dell'Appello

Qualquer opinião que eu ou qualquer outro cidadão comum possa ter sobre a culpabilidade ou inocência dos jovens Amanda e Raffaele no brutal assassinato da jovem Meredith, crime perpretrado há cerca de 4 anos em Perugia, Itália, não vale um caracol coxo pois o conhecimento que possamos ter dos respectivos factos e circunstâncias é fruto de notícias jornalísticas que nos podem manipular com a maior das facilidades.
Mas quando uma sentença condenatória a 26 anos de prisão se evapora instantâneamente num segundo julgamento, permitindo a libertação imediata dos anteriormente condenados e sem que entretanto se tenham identificado alternativas de autoria, é caso para a maior perplexidade sobre o sistema judicial em causa. Como é possível?
Alguns responderão que isso prova afinal a segurança de um sistema que através dos mecanismos de recurso permite revisitar os casos e corrigir erros. Pois seja, e tanto melhor. Mas tal não diminui em nada o espanto de se aperceber que um tribunal pode enganar-se tão grosseiramente e fechar durante um quarto de século um inocente. Ou que um recurso é apenas uma nova encenação em que, tendo o corpo da vítima já arrefecido, se vitimiza o algoz.
Assustador.
terça-feira, outubro 04, 2011
Homenagem a António Barreto
Para além do muito que tem feito noutras áreas, é de assinalar a limpidez e frontalidade com que António Barreto, ainda à pouco na SIC Notícias, com a Ana Loureiro, se referiu ao desgoverno dos últimos anos, sobretudo em matéria de dívida e das suas consequências para nós e para os nossos filhos. Aqui fica a minha singela homenagem.
Onde é que eu já vi(ouvi) isto???
"Hoje que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução. Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico."
Eça de Queiróz
Eça de Queiróz
Legislação "à la carte"
O affaire judiciário do autarca modelo (de resto, um epíteto adequadíssimo...) Isaltino Morais, fez com que, a ainda novel Sr.ª Ministra da Justiça, se saísse com uma pérola: com vista a por fim a "expedientes dilatórios" novas leis estão já a ser preparadas pelo Governo.
Onde é que já ouvi isto....mais um dejà vu!?
Em Portugal - parece ser indiferente o Executivo - faz-se a chamada governação à vista. Neste caso à vista dos media. Paradigmático, neste aspecto, foi o processo Casa Pia. Centenas, senão milhares de cidadãos, foram alvo de escutas, de prisões preventivas e nunca os seus pressupostos, substanciais ou processuais, haviam sido postos em causa. Vai que não vai, bastou um processo para que se dissesse das medidas cautelares penais e de coacção o que Maomé não disse do toucinho...! E daí à sua profunda alteração foi um passo.
Pelos vistos o caso do autarca modelo vai ser figurino para uma nova abordagem ao tema dos incidentes dilatórios (alteração dos efeitos dos recursos...obstaculização à interposição de recurso mediante novos pressupostos?) ...a ver vamos.
O que já vimos é que não há uma Política de Justiça coerente, consistente, baseada em princípios orientadores, informadores e conformadores das medidas legislativas. Como são penhor a miríade infindável de leis avulsas relativas a um qualquer diploma ou as diversas alterações esporádicas e desgarradas ao diploma angular do sistema jurídico português, o Código Civil.
Mas bem pior é a constatação de que o afã prolífico do nosso legislador obedece a uma agenda mediática, naturalmente fortuita e incoerente. Não responde às necessidades de fundo que deveriam ser recolhidas por um trabalho profundo, mas sempre invisível, por aqueles que conhecem as fraquezas e as forças do foro, do comércio jurídico ou das necessidades de normativização da sociedade. A nossa lei desmerece no seu carácter geral e abstracto, para lhe sobejar o seu perfil casuístico e concreto.
Onde é que já ouvi isto....mais um dejà vu!?
Em Portugal - parece ser indiferente o Executivo - faz-se a chamada governação à vista. Neste caso à vista dos media. Paradigmático, neste aspecto, foi o processo Casa Pia. Centenas, senão milhares de cidadãos, foram alvo de escutas, de prisões preventivas e nunca os seus pressupostos, substanciais ou processuais, haviam sido postos em causa. Vai que não vai, bastou um processo para que se dissesse das medidas cautelares penais e de coacção o que Maomé não disse do toucinho...! E daí à sua profunda alteração foi um passo.
Pelos vistos o caso do autarca modelo vai ser figurino para uma nova abordagem ao tema dos incidentes dilatórios (alteração dos efeitos dos recursos...obstaculização à interposição de recurso mediante novos pressupostos?) ...a ver vamos.
O que já vimos é que não há uma Política de Justiça coerente, consistente, baseada em princípios orientadores, informadores e conformadores das medidas legislativas. Como são penhor a miríade infindável de leis avulsas relativas a um qualquer diploma ou as diversas alterações esporádicas e desgarradas ao diploma angular do sistema jurídico português, o Código Civil.
Mas bem pior é a constatação de que o afã prolífico do nosso legislador obedece a uma agenda mediática, naturalmente fortuita e incoerente. Não responde às necessidades de fundo que deveriam ser recolhidas por um trabalho profundo, mas sempre invisível, por aqueles que conhecem as fraquezas e as forças do foro, do comércio jurídico ou das necessidades de normativização da sociedade. A nossa lei desmerece no seu carácter geral e abstracto, para lhe sobejar o seu perfil casuístico e concreto.
Marés vivas
Desde Sexta que o banco franco-belga Dexia mergulhou aos infernos e esbraceja no meio de 500 mil milhões de exposição a riscos. Mas há mais bancos muito atrapalhados: Unicredit, Deutche Bank (quem diria?), Lloyds, Sociéte Générale e Barclays têm de reunir rapidamente importantes capitais ou terão de ser semi-nacionalizados se quiserem evitar o charco.
Onde estão as bóias?
Valha-nos D. Manuel...
PS: Oh Mexia, cuidado com os penedos escondidos
Porque amanhã é o dia que é.
Porque temos o presidente que temos.
Porque gosto de chatear os meus amigos do Nortadas.
Porque vou estar na praia.
Aqui vai a minha homenagem ao último Chefe de todos os portugueses:
D.Manuel II
Porque temos o presidente que temos.
Porque gosto de chatear os meus amigos do Nortadas.
Porque vou estar na praia.
Aqui vai a minha homenagem ao último Chefe de todos os portugueses:
D.Manuel II
sábado, outubro 01, 2011
Sinais dos tempos
Os pupilos de minha mulher, educadora de infância, têm idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos. Tempos atrás levou-os a experimentarem o novo Metro do Porto e a visitar o então também novo estádio do Dragão.
Para acesso à estação de Metro foi contratado um autocarro dos STCP.
O Metro foi pois experimentado e o Dragão foi também visitado mas, acreditem ou não, a grande aventura e a verdadeira emoção da pequenada foi o transporte de autocarro entre a escola e a estação do Metro, que todos estavam acostumados a ver circular na cidade, mas em que nenhum deles tinha ainda viajado.
Para acesso à estação de Metro foi contratado um autocarro dos STCP.
O Metro foi pois experimentado e o Dragão foi também visitado mas, acreditem ou não, a grande aventura e a verdadeira emoção da pequenada foi o transporte de autocarro entre a escola e a estação do Metro, que todos estavam acostumados a ver circular na cidade, mas em que nenhum deles tinha ainda viajado.
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