segunda-feira, fevereiro 28, 2011
PR After Work Norte
O PR After Work Norte foi um sucesso e a isso se deve o trabalho do Fernando Moreira de Sá. O pai da criança sabemos que é o Rodrigo Saraiva do PIAR. O Porto Canal andou por lá e apanhou declarações de insuspeitos comunicadores. O organizador, o je e Rui Calafate. Ficamos à espera do próximo e que mais gente adira.
...
Como se vê, pintámos as paredes e a casa até parece outra. Mas a mobília é a mesma!
sábado, fevereiro 26, 2011
Um vento manso
A acção política é a mais nobre actividade social do ser humano. Contudo, parece ter-se transformado na mais torpe e suja actividade. Porquê?
Será porque a busca do compromisso a qualquer preço desvirtuou a manifestação límpida das opiniões e a assumpção clara das divergências?
Será porque a cobardia perante as consequências pessoais e os riscos de isolamento levam à esquizofrenia de não agir como se pensa, para afinal se passar a pensar como se age?
Será porque a experiência nesse mundo-cão sugere que o calculismo compensa e a dissimulação rende?
Será porque a ditadura dos números sugere que um crime se justifica se ao perpetrá-lo evitar outos 10?
Será porque se tranquiliza a consciência compartimentando-a em assoalhadas distintas onde se encontra sempre um quarto com sol a esquecer-nos os quartos escuros?
Será apenas por medo, por vaidade ou por ambição?
Alguém dizia há dias que a coragem tem de ser inteligente.
Eu suspeito que a coragem e a inteligência podem ser qualidades mas não são virtudes. Para o serem, terão de ser justas. Um celerado corajoso é um perigo, da mesma forma que um patife inteligente é uma ameaça.
Para a acção política ser justa tem de ser reflectida mas não pode ser calculada. Se apenas for atrevida e/ou esperta nunca será nobre mas depressa será vã. E as alegadas coragens para o amanhã, são a mais vil cobardia de hoje e de agora.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Os associados (2)

O papel da União Europeia nesta conjuntura que abala o norte de África é de uma debilidade confrangedora. O inicial e pindérico discurso de apaziguamento deu lugar entretanto ao “aqui d’el rei” que vêm aí vagas de refugiados e queremos que sejam todos a pagar essas despesas.
De certa forma, é natural que as democracias europeias que se deitaram com o clan Kadhafi sintam um grande desconforto ao tornar-se público que o parceiro faz chi-chi na cama desde o primeiro dia de núpcias, mas que esse facto não os incomadava pois os petrodólares líbios, mais os contratos de armamento e de construção, permitiam comprar lençóis limpos todas as noites.
A vaga promessa de que se irão pensar numas quaisquer sanções e que a prazo talvez se congelem umas contas bancárias é de um cinismo extremo: serve pelo menos para ajudar os autocratas a transferirem atempadamente os depósitos para bancos amigos, sejam venezuelanos, sauditas, bielorussos ou chineses.
Nas próximas semanas virão a público importantes revelações dos métodos e manias do coronel e dos seus filhotes, das comissões e subornos, de como e quem pagava as milícias pessoais do beduíno senior e dos seus filhos Muatassim, Khamis, Hannibal e Seif al-Islam. Todos esses meandros e toda a brutalidade do regime e daquela corte de tendeiros eram sobejamente conhecidas dos Amados e quejandos, e é por isso que se torna absolutamente insuportável ouvir estes agora a papaguearem ‘bom-senso’ e a fingirem uma aflição que não têm, nunca tiveram nem nunca terão.
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Despacho de Alberto João sobre Crucifixos
Considerando que não é possível, sob o ponto de vista da realidade cultural e da sua necessária pedagogia escolar, conceber a Europa e Portugal sem as bases fundamentais do Cristianismo .
Considerando que, por tal, a laicidade do Estado não é minimamente lesada pela presença de Crucifixos nas Escolas e, pelo contrário, incumbe ao Estado laico dar uma perspectiva correcta da génese civilizacional dos povos, bem como dos Valores que suportam o respectivo desenvolvimento cultural.
Considerando que os Crucifixos não representam em particular apenas a Igreja Católica, mas todos os Cultos fundados na mesma Raiz que moldou a civilização europeia.
Não há, assim, qualquer razão para a retirada dos mesmos Crucifixos das Escolas, pelo que determino a sua manutenção.
O presente Despacho vai para publicação no «Jornal Oficial» da Região Autónoma da Madeira e para execução pelo Senhor Secretário Regional de Educação e Cultura.
Funchal, 14 de Julho de 2010.
O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA, Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim
POIS BEM, A recusa da região autónoma em retirar crucifixos das escolas levou a Associação República e Laicidade a pedir ao Ministério da Educação para alertar todas as escolas públicas do território da República para o "inteiro respeito pela não confessionalidade do ensino e do espaço escolar".
A associação, citada pela Lusa, sugere à ministra da Educação que "ponha cobro a situações de laxismo ou de desafio directo à Constituição da República Portuguesa” e recorda os pareceres e as decisões tomadas pelo Provedor de Justiça e pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em que ambos são contra símbolos religiosos nas escolas, principalmente nas salas de aula.
Também o jurista e deputado socialista Vera Jardim defende que o documento contraria o princípio da separação entre Estado e religião. Citado pelo Diário de Notícias, Vera Jardim deixou o aviso: "se alguém se queixar e pedir em tribunal para retirar os crucifixos de uma escola, vamos ver quem tem razão. É que o Tribunal Europeu tem decido que os crucifixos não devem estar nas escolas", aponta.
No entanto, o PS e nem mesmo o PCP se mostraram contra o despacho assinado por Alberto João Jardim, ao contrário do Bloco de Esquerda.
PRECISAMOS DE UMA NOVA MAIORIA, POR CÁ, PARA CURAR A «euroesclerose»? OU É JÁ?
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Os amigos de Sócrates

Sócrates na Líbia
Sócrates na Tunisia
Começo a temer pelo futuro de Portugal com Sócrates ao leme. Ele vai fazendo visitas e pede aos empresários portugueses para investir e eis que agora estão todos aos tiros por aquelas bandas.
Em Janeiro andou pelo Médio Oriente. E no Bahrein nem a F1 se realizou.
Claro que não passes de mágica do nosso PM mas que a coisa demonstra a bizarria das amizades que promove.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
O problema moral...
Bons hábitos

Com a mania de criar leis para tudo e para nada, muitas das vezes sem se perceber bem qual o alcance das mesmas. Não faltava mais nada do que agora descobrirem que não posso fumar em casa enquanto a empregada doméstica estiver lá por casa. E se ela for interna? Como não está na hora de trabalho o fumo já não lhe faz mal? Lá se vai o gozo de um vinho do porto com uma cigarrilha enquanto se ouve uma musica no silêncio da noite.
Batalha Naval?
Existe uma gente que gosta de brincar às batalhas navais. E a malta da EDP com o beneplácito do nosso PM são os seus maiores adeptos. Não há alcatrão e penas para distribuir por esta gente?
E ASSIM SE CALAM (IN)CONSCIÊNCIAS....
Segundo a agência Lusa, os cheques distribuídos pela empresa, numa cerimónia em Alfândega da Fé, correspondem a uma pequena parcela dos quase dois milhões de euros de investimento inicial que os promotores vão realizar em micro empresas ligadas às áreas do turismo, produtos regionais e saúde.
Os projectos foram distinguidos no âmbito do Prémio EDP Empreendedor Sustentável, com o qual a empresa não pretende ter "uma perspectiva de mecenas ou financiador", mas ajudar a criar oportunidades em torno das barragens que está a construir na região, como frisou Sérgio Figueiredo, da Fundação EDP.
O programa, lançado em Junho de 2010, atraiu mais de cem candidatos que participaram em acções de formação, discussão de ideias e maturação de projectos e envolveu outros parceiros locais, como autarquias e associações.
A iniciativa foi dirigida a projectos em torno das barragens do Sabor, Picote e Bemposta e o administrador da EDP, Ferreira da Costa, anunciou que o prémio é para continuar no próximo ano, havendo já potenciais candidatos que começaram a preparação nesta primeira edição de 2010."
E ASSIM SE CALAM (IN)CONSCIÊNCIAS...
para mal da Nação!!!
A régua e esquadro

Está na ordem do dia a revisão do mapa autárquico.
Se é certo que um tal exercício deve ter em conta a necessidade de redução de despesa e a oportunidade de racionalizar recursos, seria desastroso que a única orientação e o único móbil dessa reflexão fosse a de poupar euros a qualquer custo. Trata-se de uma matéria extremamente sensível que deve ser consensualizada tanto quanto possível com as próprias populações e que não pode de maneira nenhuma ser entregue aos centralistas da capital que de régua e esquadro se divertiriam a redesenhar, no conforto tecnocrático dos seus gabinetes, o país que não conhecem nem querem conhecer.
A primeira condição sine qua non para que um tal exercício decorra com normalidade e eficácia democrática é a constituição de verdadeiras Regiões Político-Administrativas a quem deve ser dada a competência para, em prazo previamente determinado e seguindo um processo de auscultação e de debates públicos, discutirem e aprovarem o ordenamento municipal do seu território. É aliás o que já acontece nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.
Outro erro crasso seria pensar que podemos ao mesmo tempo e em cima do joelho redistribuir as freguesias. O papel das freguesias no quadro de uma reforma administrativa da organização territorial precisa de ser repensado e reavaliado nos seus fundamentos e não se compadece com a ideia leviana e simplista de que basta fundir umas tantas.
Mas se o objectivo é entreter a opinião, aumentar a confusão, distrair do essencial, dividir para reinar e fingir que se apresenta serviço, então sim, avancem em Lisboa com a régua e com o esquadro, liguem a registadora, abram o livro de merceeiro e escaqueirem o que ainda resta do país profundo que afinal desprezam. E no fim (se lá chegarem), digam com a vossa alarvice habitual: “bela cagada!”.
domingo, fevereiro 20, 2011
Os malabaristas e trapezistas
A petição esta aqui
sábado, fevereiro 19, 2011
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Tout va très bien, Madame la Marquise
A euro zone source told Reuters on Thursday that European Union states were increasingly concerned about Lisbon's ability to fund itself in financial markets and believe it will need to seek a bailout by April, following in the footsteps of Greece and Ireland. German Finance Minister Wolfgang Schaeuble was quoted on Friday as telling Japan's Nikkei daily that Berlin was readly to support Portugal provided it adopted structural reforms but that it was not in a state of emergency."
GQ - 10 anos

Está nas bancas a edição com que a revista GQ comemora 10 anos de existência. É com um misto de saudade e orgulho que recuando ao ano de 2001 e para a sua primeira edição, com Figo e Helen na capa, e com ela o boom das revistas masculinas. Olhando para trás reconheço erros, normal, mas vejo acima de tudo uma equipa fantástica que na altura reuni para a lançarmos: Ana Pinto de Sousa, Andreia Pessoa, Bruno Lobo, Isabel Faro, Filipe Beirão, Leonor Patrone e Nuno Grade. Foram tempos fantásticos. Difíceis mas estimulantes. 10 anos passados as vicissitudes da vida levaram-nos para caminhos diferentes, mas a amizade que construímos naquela altura ainda hoje perdura. Obrigado a todos, não só estes que mencionei mas todos os que contribuiram, nos ajudaram e que ainda hoje somos amigos. E as principais sementes que se lançam são as da amizade. Disso não tenho dúvidas. Quanto à GQ continuo a desejar os maiores sucessos e que já agora seja uma semente que perdure no tempo e consiga vencer esta fase difícil que atravessa a comunicação social.
Ainda os cortes salariais na coisa pública?
Alguém me consegue explicar porque será tão difícil aplicar os decretados cortes salariais, por maior que seja a diversidade de remunerações?
Até uma folha exel do século passado fará rapidamente o cálculo.
Alguém me consegue explicar por que este assunto tem de ser discutido com os sindicatos?
Trata-se tão só de aplicar uma fórmula matemática determinada por lei.
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Com os cornos na terra

Muita tinta tem corrido sobre o anúncio da moção de censura dos bloquistas.
Mas o que mais me impressiona, para lá do taticismo trapalhão do Dr. Louçã, é a prestreza com que partidos da oposição anunciam e decidem que preferem continuar com o actual governo.
Se, como disse alguém, só poderemos contar com eles quando estivermos num beco sem saída ( ainda não estamos?) ou ocorrer o cataclismo da ruptura financeira (mas ainda há dúvidas sobre isso?), então vale perguntar-lhes para que é que servem a não ser para lavarem as mãos enquanto assistem de bancada ao desastre. Contorcionistas de almanaque.
Estão uns para os outros e fazem todos parte do mesmo regime.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
A MISERÁVEL GENTE QUE NOS GOVERNA
A Baronesa Ashton, figura que por motivos ocultos foi promovida a chefe da diplomacia europeia, opôs-se à aprovação tendo defendido que era politicamente incorrecto fazer referência aos cristãos. Admito, em benefício da Senhora Baronesa, que ela não faça ideia nenhuma do que se passa nestas reuniões e que, portanto, estivesse algo confundida. Como não fazer menção aos cristãos num voto que os tinha precisamente por objecto? Os cristãos já nem podem ser mencionados mesmo quando são vítimas de violência? É politicamente incorrecto fazer referência aos cristãos em qualquer circunstância? Pelos vistos, a Baronesa Ashton empenha-se mais em defender as raposas dos que os cristãos, o que diz muito sobre a personagem.
Pode ser que seja uma forma de dar nas vistas, já que ninguém repara nela a não ser quando lhe sobem o decote no Irão ou agora com este lamentável episódio.
Todavia, se formos ver quem apoiou a Baronesa neste voto a coisa ainda fica mais surpreendente: os ministros de Espanha, Portugal, ex-nações fidelíssimas, Irlanda, Chipre e Luxemburgo. Belo ramalhete.
No nosso caso, provavelmente a posição já reflecte o único vector da actual política externa: “vender dívida”.
Por estas e por muitas outras é que não percebo de que é que a oposição está à espera para votar uma moção de censura. Passos Coelho, afinal, julga que este Governo não é a tragédia que toda a gente acha que éou então, o que é pior, considera que não existe uma política alternativa para isto. Se eu fosse a ele demitia-me, pois um líder de oposição que não quer assumir o governo não serve para nada.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
CONGRESSO CDS
ENCONTREI MAIS 23,5%
NA LISTA DE IRMÃO MEU!
Ora zus, truz, truz,
Ora zás, trás, trás,
Ora chega, chega, chega,
Ora arreda lá pr'a trás!
INDO EU, INDO EU, A CAMINHO DE VISEU
OBRIGADO MEU AMIGO,
COM MAIS 6 DO PORTO LÁ VOU EU!
PR a norte

Por iniciativa do Rodrigo Saraiva do PiaR que resolveu descentralizar o PR After Work, no dia 24 que é já ali o Bogani Café recebe o 1º PR After Work Norte. Ok para quem não sabe e quer saber informamos que é um encontro After Work de PR. Ok? Entendido? se quiser saber mais aqui fica o link.
“Regionalização & Revisão Constitucional: que Perspectivas?”
“Regionalização & Revisão Constitucional: que Perspectivas?”,
organizado pela CCDR-N
www.ccdr-n.pt/seminario
O Português também morre sózinho
Li hoje com gosto o artigo “O Português atropelado” de José Ribeiro e Castro no Público.Com gosto e com raiva. Já aqui me insurgira contra o facto de a União Europeia persistir na liquidação da diversidade linguística e sobretudo contra o facto de o Governo português se estar marimbando para a defesa da língua portuguesa.
Ribeiro e Castro tem sido uma das raras vozes de denúncia de mais este crime que se prepara em Bruxelas com a cumplicidade dos nossos governantes. Esta história do regime linguístico das patentes na União, em que o registo seria feito apenas em inglês, francês e alemão, é bem o espelho do que traz no ventre esse mal-fadado Tratado de Lisboa e que caminhos trilham os auto-proclamados europeístas de pacotilha.
domingo, fevereiro 13, 2011
Com a verdade me enganas!
A lógica presente tem mais ou menos esta sequência:
Que país é este que tem a juventude mais instruída desde que há memória e essa juventude ou não tem trabalho ou tem trabalho precário (palavra muito querida à esquerda e que significa que não existe contrato definitivo de trabalho).
Depois a coisa é dramatizada com uma série de exemplos que sustentam este fado. Uma ou outra vez são expostas soluções pontuais, invariavelmente com o papel do Estado muito presente quer directamente quer via subsídios ou usando as leis como “arma”.
Nem uma linha para os jovens que empreendem. Nem uma linha para a inovação e criatividade.
Basicamente este é o nosso fado. E os Portugueses gostam de ouvir fado.
Vivemos num enorme equívoco. Achamos que o que nos está a acontecer é resultado de uma força exterior maldosa, não muito bem definida. Custa-nos a perceber que quando não criamos riqueza ficamos mais pobres.
À mistura o famoso conceito do emprego precário. Mas não será todo o emprego precário? Se o emprego é para a vida como diz a lei o mesmo não acontece às empresas. Não se criam empregos produtivos por decreto.
Por fim o estado, que nos trata mal, não cumpre os seus compromissos mas que os Portugueses continuam a confiar. O Estado que teima em ser rico num pais que não produz riqueza.
O caminho é difícil e a vida dos Jovens de hoje é ainda mais dura em muitas situações. Mas há uma coisa que me parece evidente. O caminho não pode estar suportado no Estado e nos seus subsídios. O caminho tem de passar por mais iniciativa e mais criação de riqueza. A primeira coisa óbvia é que temos de trabalhar mais. A segunda é que temos de o fazer na iniciativa privada. E a terceira é que vamos viver a ganhar pouco o tempo necessário a sermos competitivos.
Pensar que alguém que não nós próprios nos vai resolver os nossos problemas é continuar nesta ilusão e neste equívoco. Aparentemente é isso que continuamos a fazer.
Vende-se
Se um dia lhe suceder o mesmo que ao Mubarak (sim também já vai com 31 anos no poder)e os suíços lhe confiscarem as contas e demais posses como ficam os nossos bancos e empresas? parados?
Esta coisa da chamada "real politic" é mesmo muito estranha.
A moção de censura do BE
As demagogias do Dr. Francisco Louçã eram há muito verdadeiros atentados à inteligência das pessoas mas ainda assim conseguia reunir não só a atenção dos media que sempre lhes acharam graça como pior ainda portugueses que nele votavam. Vasco Pulido Valente, certeiro e mordaz como sempre, espantava-se como é que pessoas com um QI acima de 50 votavam nele. Eu também.
Mas agora com a apresentação da moção de censura pode ser que as pessoas abram os olhos. A moção em si é um direito democrático que lhes assiste mas o que está definitivamente errado é terem logo vindo a terreiro defender que esta não seja votada. Então o que foi a discussão no parlamento com o primeiro ministro e a ameaça da moção para o dia 10 de Março? uma birra de crianças? um agarrem-me se não eu bato-lhe?
Poderias assistir a um momento único e deveras demonstrativo da palhaçada que representa o BE, se o CDS, PSD e PCP votassem favoravelmente a proposta e os deputados do BE tivessem que abster-se para que ela não vingasse. Onde está a responsabilidade desta rapaziada?
Alcatrão e penas é o que mereciam.
sábado, fevereiro 12, 2011
Segurança IV
Porque hoje é Sábado
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Nando Parrado
Ontem lá fui novamente, a achar que a EGP estava a não saber parar...
No programa estava Garry Gasparov, o mítico campeão de xadrez, que vive exilado nos EUA. E foi bom e interessante.
Mas a última conferência foi de Nando Parrado, sobrevivente do desastre de aviação, em 1972, nos Andes. Raras vezes na minha vida assisti a descrições de tamanha intensidade.
Aqui fica um video de apresentação, que não substitui hora e meia de inesquecível narrativa na primeira pessoa.
I Am Alive: Nando Parrado's Story
Cargado por AMSOriginalProgramming. - Programas de ayer por la noche y clásicos de TV, online.
Crise em estabilidade
Não obstante, neste mesmo período, a nossa vida tem sido constantemente acompanhada da palavra crise.
A crise está permanentemente no ar. Se não concordas comigo não tens sentido de responsabilidade e estás a provocar a crise.
Os apelos à estabilidade também. Se não concordas com ele não tens sentido de estado e estás a ameaçar a estabilidade de que sou garante.
Tenho mesmo a sensação que, neste marasmo que nos afoga, a única coisa que se tem mantido verdadeiramente estável é a própria crise.
A ponto de me interrogar sobre a bondade de uma tal estabilidade…
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Nem tudo é crise...
Olhar-se ao espelho (2)
Ao correr dos dias vão-se conhecendo mais pormenores sobre a brutalidade do regime Mubarak. Não se tratam de casos isolados da mera autoria de um ou outro agente em pânico ou desequilibrado: é a mentalidade e o estado de espírito comum dos que exercem há anos impunemente um poder despótico. Espancar nas esquadras, atropelar nas avenidas, disparar a sangue frio na testa de manifestantes desarmados, roubar, violar, extorquir, perseguir, não são factos de há três semanas, mas o quotidiano de um regime silenciosamente violento e brutal.
Há vários, demasiados ‘Egiptos’ por esse mundo fora. Há Cubas, Chinas, Birmânias, Cazaquistões, Irãos, etc, onde sangram em caves gentes desgraçadas. Esses gritos de dor são abafados pelos negócios e pelos interesses de quem se diz democrata e defensor dos direitos do Homem, mas que hipocritamente se escondem atrás da ideia de que as relações de Estado a Estado permitem essa duplicidade entre o discurso e a acção.
Ainda recentemente várias organizações internacionais denunciaram a farsa das eleições que há poucas semanas se realizaram na Bielorússia, bem como as perseguições que ali se fazem aos opositores e à imprensa. Aqui no Porto temos como cônsul desse regime pôdre e autocrático o vice-presidente do PSD, de seu nome Marco António. Ouçam o que ele tem a dizer sobre o Egipto e tirem as vossas conclusões.
Ainda no Porto, temos outro destacado dirigente do PSD como cônsul da Rússia de Putin, a mesma Rússia que gere esses processos incríveis contra Jodorkovsky, para já nem mencionar a natureza mafiosa de um regime onde são impunemente assassinados jornalistas que denunciam a corrupção e a mentira. Para o deputado social-democrata Eng° Couto dos Santos essas coisas não têm importância ou ainda não têm importância. Ouçam o que ele tem a dizer sobre o Egipto e tirem as vossas conclusões.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
A ocasião faz o Lacão?
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Renováveis
O documento pode ser consultado no site da ERSE (www.erse.pt).
É intrigante o silêncio comprometido à volta do tema da energia.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
A Escola, o Primeiro-ministro (e a ministra da Educação)
Agora é com a Escola; em especial com os cortes nos Contratos de Associação. Mas já foi assim com os cortes nos salários e nos abonos de família: isso não atinge os grandes senhores das empresas públicas ou das fundações do Estado, pois que com esses há muita compreensão!
Agora é de novo a Escola. E os tais cortes têm dois efeitos. Gravíssimos. O primeiro é tirar aos pobres a possibilidade e o direito de escolher. O segundo é pôr no desemprego um número indefinido de professores.
Os ricos, como o senhor Primeiro-ministro, podem rir-se e escolher para os seus filhos a escola privada “pura e dura” como é o Colégio Moderno. Os pobres são obrigados a ir para a pública. O ridículo chegou a tal ponto que o Estado tem vindo a construir escolas nos locais onde já havia escola privada, acusando esta, depois, de estar a fazer concorrência! E portanto deve acabar. Foi a mais recente declaração da Senhora ministra. Ela atropela o peão na passadeira gritando que ele tinha a obrigação de lá não estar…
Que estratégia é esta? Contra toda a inteligência e direitos humanos, negando o que a história já demonstrou, este governo continua a defender a ideologia “socialista” de um Estado educador e patrão do ensino dos jovens. Não vão os pais deformá-los com ideias antiquadas! Claro, por enquanto, aceitam-se excepções para os ricos.
Este marxismo saloio e ultrapassado tem justificado andar por aí a construir edifícios e melhoramentos escolares suspeitos: as tais escolas-concorrência ou as inutilidades pedagógicas dos mega agrupamentos. Por outro lado dizem que a população escolar diminui e fazem turmas com um número de alunos acima do razoável. Toda essa tarefa de cimento é entregue à Empresa público-privada “Parque Escolar” financiada pelos Bancos (BES) que assim se está a tornar “a rica proprietária” dessas escolas que, depois, todos vamos pagar. Terá o governo decidido privatizar a escola?
Os gastos do Ministério, mais essa subtil e contraditória “privatizaçãozinha”, são continuamente, disfarçadamente, negados ou alterados, no sonso discurso da actual ministra da Educação, qual velho altifalante cheio de ruídos, tentando ampliar “a voz do dono”. Não há dinheiro para campos de golf nem piscinas! Como se não fosse bom que todos pudessem ter essas oportunidades e, sobretudo, como se alguma vez o dinheiro dos Contratos de Associação fossem para isso. A senhora ministra sabe-o. Mas quem não tem argumentos nem humildade, disparata. Sabíamos que escrevia histórias para crianças, mas não que tinha comportamentos tão infantis.
Mesmo que a Escola pública fosse melhor, não pode ser obrigatória. Ao contrário do que se faz pensar, ela é que é complementar e subsidiária, quando a sociedade civil não responde. E os pais, incluindo os mais pobres, é que têm o direito de escolher o ensino que entenderem como melhor. E isso deve-lhes ser reconhecido.
Mohammad Yunus, criador do microcrédito e origem de uma grande transformação social começando pelos mais pobres, escreveu: “É a nossa arrogância que nos faz procurar soluções complexas para problemas simples”.
Vasco Pinto de Magalhães
sábado, fevereiro 05, 2011
Porque hoje é Sábado
Escreve até que lhe amputem a mão

A coragem de um pessoa vê-se nas suas palavras e nas suas atitudes. Ler Orlando Castro no Alto Hama é uma lufada de ar fresco. Ele sim parece um rotweiller. Desta fez o seu alvo foi Almeida Santos que a esta hora deve estar de orelhas quentes.
Segunda-feira abre a época
Umas mais longas, como a época escolar, outras mais curtas, como a época da castanha.
Todos os anos por esta altura temos ainda a habitual época das greves nos transportes públicos.
Depois de um período algo confuso, na altura do PREC, a coisa começou a ser mais organizada, pois que os sindicatos tinham de manter os clientes e os dias de greve são dias sem salário.
Foi assim que se começou a chatear a capital durante uma semana com greves sequenciais mas em que cada grevista só perdia um dia de salário. Primeiro parava-se o metro, no dia seguinte o autocarro, a seguir o comboio, depois o cacilheiro, etc.
Mas um dia de salário ainda era muito e os sindicatos perdiam clientes. Foi então que a coisa começou a ficar mais sofisticada. Mantinha-se a rotação de um dia por semana, mas só com 2 horas em cada dia.
Com este sistema já se conseguia um interessante nível de chateação e ainda se obtinha um bónus extra para os grevistas, pois que, para compensar os atrasos que originavam, tinham de fazer horas extra, com o que recebiam mais do que as duas horas de greve que lhe eram descontadas.
O sistema foi ainda estendido ao Porto, onde se chegara a fazer “greve” apenas à cobrança de bilhetes.
Para a semana aí estará de novo, tendo este ano a época o seguinte programa:
2.ª feira, 7: Metro de Lisboa entre as 06h30 e as 11h30;
3.ª feira, 8, será dia de descanso;
4.ª feira, 9: Carris entre as 10h00 e as 14h00 – STCP entre 09h30 e as 14h00 – Transtejo, com 3 horas por turno;
5.ª feira, 10: Trabalhadores da ferrovia (CP, CP Carga, Refer e EMEF) por todo o dia, excepto os de tracção, como os maquinistas, que param entre a 05h00 e as 09h00;
6.ª feira, 11: Soflusa, com 2 horas por turno – Rodoviárias privadas que prestam serviço público, nomeadamente as de Entre Douro e Minho e da Beira Interior entre as 03h00 e as 14h00.
Lá teremos de gramar ainda as habituais reportagens, também próprias da época, com uns utentes apeados a protestar indignados, outros a protestar com compreensão.
Entretanto, no fim-de-semana voltará o futebol e a vida continuará. Até à próxima época...
Fernando Ulrich
Hoje no Expresso a sua entrevista é uma vez mais disso uma boa prova. Apenas algumas passagens que o ilustram:
- Um dia gostava de ser deputado. (..) é uma coisa que se tem tornado mais interessante com as comissões parlamentares(...) se calhar agora a função está outra vez a ser mais interessante e valorizada.
- neste momento ainda é relativamente barato para o TGV.
- as decisões que foram tomadas são boas. Mas foram tarde.(...) Mas não chegam.
- eu tornava os despedimentos mais fáceis mas mais caros.
estas são algumas das ideias. Outras há. Outros houvessem.
Envolvimento v Compromisso
Aproximando-se o seu dia de aniversário, os animais decidiram dar-lhe uma prenda.
Discutido o assunto, a certa altura diz a galinha:
- já sei, podíamos prepara-lhe um pequeno almoço de ovos com presunto, como ele tanto gosta!
Mas logo reage o porco:
- eh, com os ovos tu ficarás envolvida, mas com o presunto eu ficarei comprometido...
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
A EQUIDADE FISCAL
Era uma vez dez amigos que se reuniam todos os dias numa cervejaria para beber e a factura era sempre de 100 euros. Solidários, e aplicando a teoria da equidade fiscal, resolveram o seguinte:
os quatro amigos mais pobres não pagariam nada, o quinto pagaria 1 euro, o sexto pagaria 3, o sétimo pagaria 7; o oitavo pagaria 12; o nono pagaria 18 e o décimo, o mais rico, pagaria 59 euros.Satisfeitos, continuaram a juntar-se e a beber, até ao dia em que o dono da cervejaria, atendendo à fidelidade dos clientes, resolveu fazer-lhes um desconto de 20 euros, reduzindo assim a factura para 80 euros.Como dividir os 20 euros por todos? Decidiram então continuar com a teoria da equidade fiscal, dividindo os 20 euros igualmente pelos 6 que pagavam, cabendo 3,33 euros a cada um. Depressa verificaram que o quinto e sexto amigos ainda receberiam para beber.Gerada alguma discussão, o dono da cervejaria propôs a seguinte modalidade que começou por ser aceite:- os cinco amigos mais pobres não pagariam nada;- o sexto pagaria 2 euros, em vez de 3, poupança de 33%;- o sétimo pagaria 5, em vez de 7, poupança de 28%;- o oitavo pagaria 9, em vez de 12, poupança de 25%;- o nono pagaria 15 euros, em vez de 18.- o décimo, o mais rico, pagaria 49 euros, em vez de 59 euros, poupança de 16%.Cada um dos seis ficava melhor do que antes e continuaram a beber.
No entanto, à saída da cervejaria, começaram a comparar as poupanças.
-Eu apenas poupei 1 euro, disse o sexto amigo, enquanto tu, apontando para o décimo, poupaste 10!... Não é justo que tenhas poupado 10 vezes mais...- E eu apenas poupei 2 euros, disse o sétimo amigo, enquanto tu, apontando para o décimo, poupaste 10!...Não é justo que tenhas poupado 5 vezes mais!...
E os 9 em uníssono gritaram que praticamente nada pouparam com o desconto do dono da cervejaria. "Deixámo-nos explorar pelo sistema e o sistema explora os pobres", disseram. E rodearam o amigo rico e maltrataram-no por os explorar.
No dia seguinte, o ex-amigo rico "emigrou" para outra cervejaria e não compareceu, deixando os nove amigos a beber a dose do costume.
Mas quando chegou a altura do pagamento, verificaram que só tinham 31 euros, que não dava sequer para pagar metade da factura!...
Aí está o sistema de impostos e a equidade fiscal.
Os que pagam taxas mais elevadas fartam-se e vão começar a beber noutra cervejaria, noutro país, onde a atmosfera seja mais amigável!... David R. Kamerschen, Ph.D. -Professor of Economics, University of Georgia (tradução livre de A. Pinho Cardão)"
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Quadratura do Círculo
Senti uma elevação a que já não estava habituado em debates televisivos, qual lufada de ar fresco no meio do marasmo com que Sócrates, Passos Coelho e Cavaco nos vão presenteando.
Manela Ferreira Leite lá foi pondo o dedo nas nossas grandes feridas, em poucas palavras, de modo inteligentemente simples e com elegância.
António Lobo Xavier, também com inteligência (ou não fosse ele irmão do nosso BLX) mas com bastante mais palavras, lá foi acentuando alguns pontos nos is então sobre a mesa.
António Costa lá cumpriu a habitual missão de defender a sua dama. Mas até nisto usou de inteligência. Aliás reforçou mesmo a minha opiniáo de ser dos burros mais inteligentes que conheço.
Não sei se estas coisas ficam gravadas on line. Mas recomendaria.
Segurança III
Umas vezes para cima, outras para baixo, mas raramente niveladas!
Ontem lá bati com uma jante numa das para baixo.
Mas já vi um ficar paraplégico por ter deixado a roda da frente da sua mota bater numa das para cima.
Dizem os engenheiros que a coisa não é tão fácil, mas impossível também não é. Será então uma questão de gestão e de organização dos trabalhos de pavimentação.
Talvez um bom exemplo para o MIT...
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Olhar-se ao espelho

Assistir em directo ao estertor de uma autocracia é empolgante, mesmo se estamos distantes e no conforto da poltrona.
Chega a ser patética a ginástica de certas democracias ocidentais, entaladas entre os valores em que se fundam e os interesses rasteiros que as fizeram coniventes durante tantos anos dos piores títeres. A opressão criará sempre revolta, que pode tardar mas há-de acontecer.
Os governos portugueses participam à sua maneira naquela ginástica de flip-flop com os Mubaraks de trazer por casa, ao promoverem a estadistas uma camarilha de corruptos que se apoderou dos palácios de Luanda. Há respeitáveis financeiros portugueses que entendem prosperar atraindo investimentos dos que roubam quotidianamente o povo angolano. São saltos de trampolim sobre os mais elementares direitos do Homem, a pretexto de que do outro lado há um cheque ou um contrato.
Até ao dia em que, de repente, há relâmpagos em céu azul.
Treinem a espargata.
COM A CABEÇA ENTRE AS ORELHAS
Em todas as épocas há tempos bons e tempos piores. Cada geração tem a sua circunstância. Não sei o que se pode comparar. Eu não combati em África como a geração anterior mas o tempo da minha formação foi muito pior do que o das gerações seguintes. O Rui Tavares pode ter como certo que o ambiente dos seus primeiros vinte e cinco anos de vida foi muito melhor do que o da minha geração. Fica a coisa ela por ela.
Até amanhã!
Suspeito que
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Música de fim de tarde
Entretanto, aqui vai uma sugestão em homenagem a John Barry.
Postal de Pequim (4)
“ O serviço de informação na China é mal feito e o Governo tem consciência deste problema”- escreve o diário oficial em inglês “China Daily” .
Segundo o Ministro da Informação Wang Chang, os porta- vozes dos ministérios não são competentes. Daí a necessidade em organizar cursos de formação em comunicação social para membros do partido e do governo que os prepare para situações em que têm de reagir ou comunicar sobre assuntos que não ousam ou não querem ou não podem abordar.
Mas na China a transparência, sobretudo na informação, tem limites. O regime considera que o acesso a uma informação não censurada é uma prerrogativa das autoridades governamentais.
O acesso da informação ao público em geral é um aspecto da democracia que não é aceite na China, e a liberdade de imprensa uma noção que não consideram útil.
Então qual a razão de toda esta preocupação com a formação dos porta vozes? O regime em Pequim parece ter tomado consciência de que a imagem que projecta para o exterior é importante para atingir os objectivos que se impõe. “A internet alterou a forma de comunicação dos média » diz o Prof.Li . »Já não chega ter um ou outro bom contacto com um ou outro representante de orgãos de comunicação ocidentais. »
O Governo considera urgente enquadrar a sua política num discurso propagandista credível e moderno.
E neste campo ninguém mais bem indicado para o ajudar do que Israel, grande especialista em propaganda.
Apesar de a China ser considerada um aliado dos Palestinianos tal não tem impedido que há já largos anos Israel tenha vendido a Pequim tecnologia de ponta com fins militares. Ao longo dos anos de ocupação dos territórios de Gaza e Cisjordânia, Israel desenvolveu técnicas de ponta e arsenais electrónicos e computarizados extremamente sofisticados no âmbito do controlo, vigilância e “intelligence” que desde 2004 tem vindo a partilhar com a China confrontada com insurreições por parte das suas minorias (Tibete e Uighours) e nas cidades e campos por parte de trabalhadores cada vez mais explorados.
Por outro lado, Israel tem também um imenso problema com a imagem que projecta para o exterior tendo montado um sistema de propaganda – hasbara – extremamente eficaz, mediante discursos bem programados e um controlo da informação por meio de lobbies bem alinhavados.
Sensiveis a tanta eficácia, um certo colonel Xeuning visitou Israel, em Março 2010, acompanhado de uma delegação do governo chinês, a fim de estudar as lições em relações públicas a tirar dos acontecimentos em torno da segunda Guerra com o Libano, em 2006 ,e da operação “Cast Lead”, em Gaza. E ao mesmo tempo visitar a escola do exército para formação nos meios de comunicação e na integração da função de porta-voz na planificação das operações militares.
Práticas identicas produzem o mesmo tipo de problemas, que exigem o mesmo tipo de soluções !
Maria








