Quinta-feira, Janeiro 06, 2011

Reis

Chegou a noite de Reis.
Terminaram as festas!

O VERDADEIRO PROBLEMA II

A prova de que o BLX tem toda a razão está aqui.

Todos nós (os estados, as empresas, as famílias, os particulares) temos de nos habituar a viver sem endividamento.

O VERDADEIRO PROBLEMA

Todos os dias ouvimos falar na crise do subprime, na globalização, no preço do petróleo, na crise na Irlanda, na crise na Grécia, na crise em todo o lado, nos juros da dívida, na Sra. Merkel, no BCE, no FMI, nos chineses, na incompetência de Sócrates e de Teixeira dos Santos, no deficit, nas falências, em Angola, no Brasil, no BPN, no BPP, no fim do Euro, no Financial Times, na Moody´s, na crise monetária, na crise cambial e por aí fora. Tudo isto tem uma explicação muito simples, como diria Robert Benchley: o problema é que o dinheiro não chega. Bom ano de 2011.

...e vai mais uma rodada?

...e poupem as perdizes


Sopra forte. Reforcei as molas no estendal, não vá uma rabanada levar-me uma camisa.
Será do vento ou da maré, mas cheira mal. Um cheiro a fossa, a pôdre. E como a luz é coada e há carneirinhos no mar, tudo se reune para não me sentir optimista. É nestas alturas que não devo apanhar o 207: foi o que aprendi depois de ter escrito aquele post tristonho sobre o Porto e que me valeu um porradão de críticas.

O Sr. Barbosa que durante um ror de anos garantiu que tudo batia certo no BPP, é quem vai presidir a um grupo de sábios chamado a reflectir sobre as PPPs e as contas públicas. A D. Cardoso, administradora do Banco de Portugal, entidade que era suposta vigiar e prevenir a aventura do Sr. Rendeiro, também entra no dito grupo.

Entretanto, os candidatos discutem o dossier BPN, cujo presidente invoca enganos de agenda para ganhar um fim-de-semana de reflexão sobre o que vai contar ao Parlamento. Entre as farpas e as flechas, há um candidato presidencial que se arroga em S. Sebastião em vez de explicar lhanamente o que por lá andou a fazer.

Ainda não chovem aves por cá, mas o tempo não está para pardais.
Atirem aos tordos.

Metro

Afinal, sempre vai haver expansão da rede de metro. Só que é do Metro de Lisboa...

Quarta-feira, Janeiro 05, 2011

BPN

É triste quando o tema central da campanha presidencial é o BPN. É pena duplamente pois o que se discute não é bem o problema BPN mas sim as acções de Cavaco Silva. O tema deveria ser discutido mas na sua grande amplitude. Também aqui é a justiça que deveria funcionar e não funciona. Pobre país este que tem estes candidatos ao mais alto cargo da nação.

Nas 7 Quintas

Próxima edição de "Nas 7 Quintas" no Bar das Artes da Universidade Católica da Foz, esta quinta-feira, às 21:30. Pessoas interessantes a falar dos seus percursos de vida. Esta edição contará com a presença do Bispo do Porto D. Manuel Clemente e da maestrina Joana Carneiro. Entrada livre. Não percam!

Alegre porcaria

Já aqui o afirmei:
A campanha eleitoral para a presidência desta republicazinha não me interessa e creio que não interessa ao país.

Mas como não posso fugir das notícias, tenho visto algumas coisas. E do que tenho visto, só digo uma coisa:
Se Manuel Alegre continuar com a campanha de nível BE, ainda me levam a votar.

Ano novo, vida velha

Este natal dei-me ao luxo de comprar um novo aparelho de tv. O velhinho já contava mais de 25 anos, estava rouco, quase sem cor e cada vez demorava mais tempo a arrancar.
Agora tenho um dos fininhos que até já permite ver alguns canais em alta definição.
Dizem, porque eu não a distingo, pois que, comparado com o que via no velho televisor, todos eles me parecem agora em altíssima definição.

De volta e meia lá me entretenho com o novo brinquedo, sobretudo com os seus coloridos e variados noticiários. E que vejo?

Vejo Alegre e Cavaco. Ouço falar de antifascismos e de autonomias regionais. Vejo Carvalho da Silva e João Proença. Ouço falar de bons e de maus. Vejo problemas na educação e na justiça. Ouço dizer que são necessárias reformas. Vejo muitas mortes na estrada. Ouço que acima da média europeia. Vejo Silva Lopes e Miguel Beleza. Ouço falar do FMI e da necessidade de equilibrar as contas públicas. Vejo Eanes e Soares. Ouço disparates. Vejo Jaime Gama na AR. Ouço falar de Camarate. Vejo Mira Amaral e Daniel Bessa. Ouço dizer que a economia tem de crescer. Vejo images de pobreza. Ouço falar no record de vendas de automóveis de luxo. Vejo o trânsito matinal. Ouço falar dos produtos estrela e dos cabos de ávila.

Percebo então que, afinal, não havia nada de errado com o meu velho televisor...

Domingo, Janeiro 02, 2011

2011

Para já duas notícias. Uma boa e uma má.
A boa é que assisti, em quadra natalícia, a uma intervenção política serena do Nuno Melo. É certo que não foi durante um jantar partidário de Natal, foi a comentar a mensagem de ano novo do PR, mas desta feita foi ao encontro do espírito da quadra!
A má é que o FCP perdeu. Não foi para a campeonato, mas lá perdeu. E para o Nacional.
Agora é que ninguém cala o Coelho em viagem pelo país na carrinha funerária. Será que as Miss Mundo o vão acompanhar ao poleiro?

2011

paz, amor, saúde e essas coisas todas são os votos habituais por esta altura do ano. Eu gostaria de acrescentar um para o nosso primeiro-ministro tenha ele o nome que tiver. Justiça. Apenas justiça. Uma forte aposta na justiça, que a tornasse célere e eficiente.

Com ela certamente que muito mudaria em Portugal. Não só teria efeitos directos sobre os portugueses levantando-lhes a auto estima e a crença num importante vértice da nossa sociedade, como iria ter implicações no funcionamento da economia em portugal. Parece simples mas estou em crer que este estado de coisas convém a muita gente. Mas ao termos uma justiça célere a economia fluía e certamente que até os investidores estrangeiros olhariam com outros olhos para este pequeno rectângulo.

Por vezes na vida devemos tomar opções e quando os recursos são escassos devem ser bem direccionados. Este podia ser o ano da Justiça. Não me parece pedir muito. Ou será?

Tudo em nome da coesão


Não há ministro ou mesmo « engenheiro »-ministro que não se arrogue defensor do interior, paladino da coesão, combatente contra a desertificação. Palavras e discursos para engana-tolos, entre sorrisos condescendentes nalguma tenda para mais algum power-point.

À socapa, em fins-de-semana ou vésperas de feriados, a Refer sucateira e a CP das aplicações financeiras espertalhonas fecham linhas e suprimem serviços no interior. Desta feita, são mais de 144 Kms que se abandonam e mais de 350 kms que deixam de ter serviços de ligação regional. Dizem que assim poupam uns cobres que podem ser mais úteis para trazer os madrilenos às praias do Estoril.

Quanto aos portugueses da Torre das Vargens, de Coruche, Vendas Novas, Mirandela, Livração, da Funcheira ou de Vila Real, que comprem bicicletas e dêem ao pedal, já que querem persistir na teimosia de não emigrarem para o litoral.

Ano Novo, Vida Nova !

Todos os anos, por esta época, formulamos votos de Bom Ano Novo.

Perguntadas, todas as pessoas desejam um ano melhor que o anterior.

E se, ao invés, fosse perguntado ao ano novo sobre os seus votos?

Provavelmente desejaria melhores pessoas...

Segurança

Terminados os festejos de natal e de fim-de-ano, com o futebol e a governação ainda em férias, os telejornais presenteiam-nos agora com os habituais balanços das mortes na estrada naqueles períodos festivos. Na realidade há aqui mais funerais que “mortos”, pois que naqueles também acabam por seguir alguns dos que estatisticamente ficam catalogados como “feridos graves”.

Voltaremos a ter informação destes dados nas operações Páscoa e Verão.
Até lá a vida continua e, com ela, as mortes na estrada também.
Das outras mortes por acidente, seja no trabalho, em casa ou em lazer, nem pio.
Mas as mortes por acidente em Portugal são ainda em demasia.

Morre-se, pois, estupidamente e por conta própria ou, melhor dizendo, por ausência de uma verdadeira CULTURA DE SEGURANÇA.

Normas, medidas diversas e fiscalizações têm sido produzidas a vários níveis, o que, sendo tudo muito positivo, não se tem mostrado capaz de inverter os nossos terríveis dados estatísticos, porquanto, na minha modesta opinião, o problema reside sobretudo no interior das nossas cabeças ou, passe a repetição, na ausência de uma verdadeira CULTURA DE SEGURANÇA.

Seria, pois, muito positivo para todos o desenvolvimento de um trabalho sério, orientado para a redução drástica, e rápida, das inúteis, e estúpidas, mortes por acidente em Portugal.

Diz-me a experiência que, nesta matéria, actuar insistentemente e de modo organizado apenas ao nível do apelo à consciência individual do cidadão e das diversas organizações onde se insere, social ou profissionalmente, já terá como retorno uma primeira, e forte, redução dos níveis de sinistralidade, sem grandes custos ou investimentos.

Nesta convicção, dirigi há dois meses atrás uma carta ao (re)candidato Cavaco Silva desafiando-o a dinamizar uma tal iniciativa no seu próximo mandato, chegando ao ponto de sugerir que, querendo, poderia formular o objectivo de, em 5 anos, reduzir as mortes por acidente em Portugal em 25%, ou seja, numa média de 5 % em cada ano de presidência, estabelecendo e divulgando índices para tanto claramente mensuráveis. Isto, praticamente, sem necessidade de especiais verbas orçamentais.

Pois se ele tem as televisões todas atrás de si e não tem outros poderes que não sejam os de influência, ao menos que use esta para fins meritórios, já que no demais estamos conversados.

Como reacção, informou-me o director da sua campanha:
1. que acusava a recepção da minha carta;
2. que a agradecia; e
3. que me enviava cumprimentos.