segunda-feira, janeiro 31, 2011

domingo, janeiro 30, 2011

Retro-futurismo?

A Euronews dava hoje notícia de um desfile de moda feminina que se auto-apelidava de "retro-futurista"!
Não consegui perceber o que queriam dizer com isto. Será que pretendiam significar que aquelas roupas teriam algum sabor retro com estilo futurista? Ou seria um estilo retro com ambiente futurista?
Bom, fosse qual fosse o seu significado, tratava-se seguramente de uma moda sem presente. Não obstante, todos os modelos vinham vestidos.
Vá lá a gente enteder estas coisas...

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Ordem dos Engenheiros contesta criação da Ordem dos Engenheiros Técnicos

A Ordem dos Engenheiros foi surpreendida com a decisão da Assembleia da República, de 21 de Janeiro de 2011, de criar a Ordem dos Engenheiros Técnicos sem ter procedido à audição de outros parceiros e entidades relevantes, nomeadamente a Ordem dos Engenheiros.
O Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Engenheiros manifesta a sua total discordância com a criação de outra Ordem Profissional na actividade de Engenharia, contrariando o disposto na Lei 6/2008, de 13 de Fevereiro que, no n.º 4 do artigo 2.º, estabelece que a cada profissão regulada apenas pode corresponder uma única associação pública profissional, incompreensivelmente fundamentada no pressuposto de que “a profissão de engenheiro técnico é autónoma”.
Esta decisão é tanto mais estranha, porquanto, desde 2007 e reiteradamente, a Ordem dos Engenheiros se disponibilizou junto da Assembleia da República e do Governo para resolver as implicações do “Processo de Bolonha” e o novo enquadramento da actividade dos profissionais de Engenharia.
A Ordem dos Engenheiros, com um historial de serviço público de 75 anos, que representa cerca de 45.000 Engenheiros, continua responsavelmente empenhada em assegurar o seu contributo para o desenvolvimento do País, num quadro de grande exigência de qualidade e respeito profissional.
Ciente das exigências de uma profissão de confiança pública, a Ordem dos Engenheiros nunca pactuará com soluções desajustadas, mormente as que pretendem induzir na sociedade a falsa necessidade da existência de uma nova Ordem no mesmo espaço de actividade da Engenharia.
Coimbra, 24 de Janeiro de 2011
O Conselho Directivo Nacional

Os espasmos de outra autocracia

Nas ruas do Cairo

O espaço dos tempos


Só agora deram pela luz que há milhões de anos nos chega vinda de uma galáxia longínqua, a mais antiga e distante galáxia até hoje descoberta.
Estas coisas do Universo fascinam-me: parecem um conto de fadas.

Dizem que esta galáxia se terá formado 480 milhões de anos depois do big-bang. E como o que nós hoje vemos é a luz e uma imagem que demorou 13.200 milhões de anos a chegar aos nossos olhos, ninguém pode afirmar que o que vemos ainda por lá anda. Ou seja, o que vemos é o passado. Por outras palavras, o passado não ‘passa’, viaja.

Obama e os novos paradigmas

Não sofro de obamofilia... a minha costela republicana partir-se-ia. Mas o presidente da, ainda, superpotência mundial esboçou a imagem de um futuro, sem a opacidade da grandiloquêcia e com os pés bem assentes no presente. Exemplo, desassombrado, disso mesmo é a constatação de que quer a China quer a Índia investem cada vez mais na educação das novas gerações, com enfoque na áreas de ciências e matemáticas. E, com certeza, que não andam com experimentalismos académicos. Exigência, rigor e excelência são a ordem do dia. O Ocidente, obeso de bem estar e saciado de conforto, vai alimentando a nova geração nos paradigmas de uma escola alegre e feliz, onde a criança se realiza de forma holística e se saceia de ignorância das matérias áridas e pouco apelativas como a tabuada ou os tempos verbais... Parece pois que Obama, abraçou uma epifania. Não por acaso dizem que durante as festas natalícias andou a ler uma biografia de Ronald Reagan...

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Reforma laboral

A anunciada reforma das leis laborais, no que ao despedimento diz respeito, parece começar mal.
Fazer diminuir os valores para o despedimento individual nos novos contratos vai impedir a mobilidade, criar desiquilíbrios nas empresas e fazer os trabalhadores antigos mais dependentes dos patrões.
Quem é que vai trocar o certo pelo incerto? Quem vai trocar um contrato antigo por um que lhe dá, à partida, piores condições? Quem vai gostar de ver os trabalhadores da "mobília da casa" a correr menos quando os novos têm de batalhar tanto? E será bom favorecer um trabalhador a deixar-se ficar e não arriscar em mudar, em valorizar-se?
Por fim, não é mais fácil ao patrão fazer, actualmente, um despedimento colectivo do que um individual? É isso que queremos em Portugal?

Postal de Pequim (3)

Foto Maria


Jan, um belga com passado `maoista` que decidiu vir abrir em Pequim uma firma de marketing, explica-me que não tem ilusões sobre o que acontecerá quando o seu negócio passar a barra de lucros que tocará a sineta de alarme junto das autoridades locais.
Um dos seus melhores amigos, um americano radicado na China há longos anos, tinha um negócio neste mesmo sector. Ganhou milhões. E hoje tem a conta a zero. Não sobreviveu à visita de oficiais que o aconselharam a restituir ao país que o acolhera e lhe proporcionara riqueza, parte dos bens que acumulara.

E Jan conclui: “como esta sua firma,muitas outras firmas estrangeiras recebem mais cedo ou mais tarde estas visitas. A razão pela qual Skype tem problemas na China, Facebook não tem autorização, Google e outras do género têm dificuldades, é a meu ver essencialmente económica, mais do que política. Os lucros enormes que representam ou de que privam firmas chinesas que estão nas mãos dos “princelings”(filhos dos dirigentes históricos do Partido, detentores de grande parte da economia ), desprotelam nestes a ganância, cientes de que a China lhes pertence.”

Maria

ainda o meu tv...

Já tenho conseguido ver algumas notícias actuais no meu novo televisor mas, volta meia volta, lá me volta ao passado.
Imaginem que esta manhã ele ainda falava do processo Casa Pia!
Será que o problema estará na box e não no televisor?

terça-feira, janeiro 25, 2011

Para que a água não molhe


Viram ontem as imagens do Sr. Jorge Sampaio a chegar ao Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa?
Pois se não viram nem sabem o que perderam. Eu explico:
Foi lá declarar que os “presentes” recebidos pelo Sr. José Penedos, ex-chefe da REN, mais não foram que gestos de cortesia do Godinho ‘sucateiro’ e que o Sr. Penedos é uma pessoa de elevado nível moral, profissional e familiar. Olarilolé!

A parte ainda mais gága da coisa resultou do facto de que chovia no momento em que o Jorge Sampaio ali chegou de automóvel, o que aconselhava o uso de um guarda-chuva para o proteger no percurso entre o carro e a porta de entrada do TCIC. Mas isso de segurar um chuço aberto na própria mão não se coaduna, ao que parece, com a dignidade de um ex-Presidente, pelo que essa tarefa foi entregue a um fulano (o motorista?) que pressurosamente o acompanhava atrás (nem sequer ao lado) para que nenhuma gota incomodasse Sua Reverência, que assim podia caminhar de mãos nos bolsos do seu sobretudo.
De repente vi-me transportado às ruas de Pequim em tempos imperiais. Ou a terras africanas onde os sobas se acompanham de lacaios a enxutar mosquitos. Socialismo do melhor. Gente fina é outra coisa.

Comprar dívida... ou não

Eis a questão.

Aqui, no Público, finalmente o que pode vir a ser uma boa notícia sobre a dívida soberana.

É que, pelas razões que explico noutro post mais abaixo sobre a "venda de dívida", quem comprar dívida nos mercados quando estes "desconfiam" da taxa de juro negociada no momento da emissão, ou seja "quando a taxa de juro está a subir nos mercados", compra 100 euros por menos do que 100 euros... o que quer dizer que "poupa" a diferença.

Daí que isso permita uma reestruturação encapotada da dívida, que é como quem diz, "obriga" os investidores (especuladores) a perderem essa diferença na dívida que detêm ou a aceitarem a "descida" da taxa de juro até valores perto da taxa de juro da emissão - quando a obrigação volta a ter o valor facial.

Isto, claro, na condição de se encontrarem financiadores a melhores taxas de juro. Daí que se fale no fundo europeu.

Veremos; mas seria certamente uma forma de defender o euro e de explicar aos "especuladores" que a moeda única tem mecanismos de defesa "solidários".

Outro assunto é o das consequências que uma tal compra tem; não apenas na eventual "perda" do BCE referida na notícia, mas sobretudo nas "transferências fiscais" que as compras implicam, na medida em que a nova dívida seja a juros "subsidiados", i.e., inferiores aos do mercado...

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Tisana verde


Peso as minhas palavras ( que, diga-se de passagem, são mais leves que o ar; ainda ontem botei as consoantes todas na balança que a Zulmira utiliza para os bolos e o fiel nem se mexeu): os discursos de fim-de-noite eleitoral dos candidatos a Chefe Soprano das Forças Armadas foram mais deslavados que a ladainha que a minha cunhada entoa no fim do Terço.

Então aquela de que o eleitor derrotou a calúnia, parecia chá requentado no micro-ondas de uma confeitaria de Felgueiras. E em vez de açúcar, meteram-lhe um Canderel quando falaram em ‘vitória expressiva’. Dizem que vai ser mais activo na próxima rodada? Oh messa! É caso para perguntar o que lhe faltou para ser activo no primeiro serviço, mas nestas coisas quem sabe é a patroa que me está sempre a chamar a atenção: o refugado deve ir duas vezes ao lume.

Não, não houve chama nenhuma. Um arrastar soporífico de números e palpites. Ele aparece cada um a teorizar e a explicar que um tipo até sente uma azia a subir-lhe à garganta e nem um palavrão consegue dizer. Uns deles estão mais envelhecidos, outros mais gordinhos, alguns com menos cabelo ou mais esbranquiçados, mas reconheçamos que vêm todos, excepto talvez o Maltês, com ar lavado e penteado, e falam, falam, e falam ainda.

Desta feita a Zulmira não precisou de me chamar. Ainda era Domingo quando entrei nos lençóis e sabem que mais? Até me esqueci de tomar a tisana verde e afinal dormi como um santinho. Valha isso.

domingo, janeiro 23, 2011

Será contra-informação?

Cavaco perdeu mais de meio milhão de votos.

60% dos eleitores não quis votar em nenhum deles.

Coelho, o anti-isto-e-aquilo, é segundo na Madeira e primeiro no Funchal.

O PS, o Bloco, mais o cachecol vermelho do Garcia Pereira conseguem quase...20%

Nos Açores, em cada 10 portugueses, 7 ficaram a tratar das vacas.

Qual México. Viva mas é o Paraguai!

Cavaco

Cavaco ganhou e derrotou o socialismo e o radicalismo esquerdista.

Isso é bom para o País, mas também importante para Cavaco.


Portugal vai começar mudar!

Viva o México!



Cavaco Silva passou a sua campanha a dizer que estas eleições eram muito importantes.
A maioria dos eleitores achou que não eram importantes.
Cavaco perdeu.

O Alegre passou a campanha a dizer que o seu percurso passado era uma garantia para o futuro.
Uma larga maioria dos eleitores não confiou na dita garantia.
Alegre perdeu.

Fernando Nobre passou a campanha a puxar dos galões de humanista impoluto como caução para o desempenho de mais altas funções.
Uma ainda mais larga maioria de eleitores tirou-lhe o escadote.
Nobre perdeu.

Francisco Lopes passou a campanha a afirmar-se como a voz dos trabalhadores.
Uma minúscula minoria ouviu-o enquanto uma larguíssima maioria dos tais trabalhadores preferiu outros timbres.
Lopes perdeu.

O Moura passou a campanha a abotoar um casaco mal feito e a piscar o olho alegremente à porta das confeitarias.
Uma microscópica minoria de eleitores comoveu-se com os sapatos do dito.
Moura perdeu.

O Coelho passou a campanha a pisar bolinhas de mau-cheiro.
A maioria dos eleitores tapou o nariz.
Coelho perdeu.

Renato Seabra (?)

Na passada semana o meu novo televisor, que afinal já vai dando algumas notícias mais actuais, informava da morte de um cronista social por confessa violentação de um tal Renato Se abra.

Alternava esta trágica notícia com a das enxurradas no Brasil, tragédia que então já contava mais de 500 mortes.

A primeira morte era noticiada como uma desgraça, as demais como uma mera estatística e apenas o tal Renato era tratado como uma vítima.

Ontem ouvi ainda a família do dito Seabra queixar-se que o (nosso) consulado em NY não lhe dava os apoios que necessitava para a sua ... defesa! Hoje leio no público que os seus amigos já têm um site para ... recolha de fundos!

Either this world is crazy, or am I.

sábado, janeiro 22, 2011

Providências Cautelares

Há as típicas e as outras. Destas há-as para todos os gostos e feitios.
Fecharam a escola do meu bairro? Providência Cautelar.
Fecharam a maternidade da minha zona? Providência Cautelar.
Reduziram-me o salário? Providência Cautelar.

Enfim, se não se corta na despesa, Businão em cima.
Mas se se corta na despesa, Providência Cautelar em cima.

As Providências Cautelares parecem estar hoje na moda, em particular para tudo quanto é autarca ou sindicato. O dos professores até deve ter um gabinete especializado com um dístico à porta: Peça a sua Providência que nós fazemos.

A comunicação social lá vai divulgando todo este providencial frenesim como se elas pudessem sobreviver por si e dissociadas de um qualquer processo que, este sim, decide a questão de fundo, pois que a Providência mais não é do que uma medida cautelar, anexa a um processo mas decretada com mais rapidez, para prevenir um dano irreparável antes da lenta decisão (embora eu não perceba qual o dano irreparável numa redução de 5 % no salário).

Mas será isto mesmo uma moda ou apenas mais um sintoma de um mal maior?
Na realidade, todo este mau uso e abuso das Providèncias Cautelares apenas evidencia a falência do nosso sistema de justiça.

Porque hoje é Sábado (de reflexão)

Óleo de Magritte "Os amantes"

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Grande Porto

No Grande Porto opino sobre as presidenciais.

Futebol v Eleições

Hoje pela fresca deu por mim a pensar se os jogos de futebol da Liga seriam no sábado ou no domingo. Por causa das eleições e dos jogadores puderem votar. Quando pensei um bocado mais verifiquei que era completamente indiferente pois não há jogadores portugueses a jogar na Liga.....

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Modernices

O zé dava aqui nota da loucura das agendas europeias. Mas as modernices não acabam por aqui e não são apanágio do velho continente europeu. Os americanos debatem a possibilidade de retirarem da identificação americana as palavras "pai e mãe" passando a figurar uma coisa do género "progenitor 1 e progenitor 2"......

só de pensar que se discute este assunto é de temer a mente humana.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Vender a dívida ... ou emitir divida

Eis a questão.

Infelizmente a ignorância financeira em Portugal é gritante.

Muito se tem especulado sobre a venda de divida pelo Governo. Vou tentar explicar porque é que esta questão devia ser irrelevante.

Quando um devedor "emite" divida, isto é cria novas obrigações (títulos da dívida), necessariamente negoceia um preço para a mesma. Esse preço é o juro que terá de pagar, que promete pagar.

Depois da divida emitida ela pode ser negociada nos mercados; isto é, vendida (venda) e comprada (compra) por um preço. Este preço que é feito nos mercados não mexe nos juros prometidos, no preço negociado no momento da emissão. Este preço dos mercados é o preço pago pelas próprias obrigações. O juro, neste caso, é implícito. Quanto menos se pagar pela "obrigação" maior o juro implícito que se receberá e vice-versa.

Talvez se perceba melhor com um exemplo: se eu emitir uma dívida de 1000 euros a um juro de 10% a um ano, eu terei de pagar no final do ano os mesmos 1000 euros acrescidos de 100 euros correspondentes a juros. O preço que eu vou pagar está fixo no momento da emissão.

Agora se existir um mercado para essa dívida e alguém a comprar, poderá pagar um preço diferente, sabendo que irá receber 100 euros de juros no final do período. Portanto, de forma simplificada, se achar que a divida tem mais risco do que os 10% de juro, vai oferecer preços inferiores aos mil euros; vai comprar mil euros de divida a 900 euros, por exemplo. Ora, se tiver pago 900 euros e receber 100 euros no final, o juro "implícito" que recebe corresponde a uma taxa de 11,11%. Esta taxa, portanto, diz mais sobre o "risco", ou melhor a "percepção do risco" da divida do que sobre o "preço" da divida. E o inverso também é verdadeiro: se o investidor achar que o risco é menor, vai pagar mais pela divida (por exemplo 1100 euros) e portanto receber um juro, implícito, menor: 100/1100=9,09%

Quer dizer: quando os "investidores" andam a comprar divida portuguesa abaixo do valor da emissão, se o Governo "vender" divida estará a premiar os especuladores (que a compraram a 900 e a vendem a 930 euros, por exemplo).

Quando o BCE compra esta dívida nos mercados está a fazer investimentos, o que o seu estatuto permite - e não emissão de divida, que o estatuto não permite; mas está também a premiar os especuladores. Com duas consequências: por um lado dá um recado aos mercados de que não acredita no "risco" que os investidores avaliam; por outro está a retirar divida das mãos dos privados para mãos oficiais (portanto, garantidas por impostos, receitas fiscais).

Serve toda esta lição para explicar que a questão da "venda" da dívida é uma não questão.

Mal andaria qualquer governo, nas circunstâncias actuais do mercado, se não procurasse parceiros dispostos a investirem nas suas emissões de dívida.

E pior estaria se não explicasse a potenciais investidores que o risco real da dívida portuguesa é inferior ao juro que os mercados o avaliam...

DO MAL O MENOS

A campanha presidencial arrasta-se penosamente. Parece que nunca mais chega ao fim. Não tenho nada contra as campanhas eleitorais que até poderiam ser, num mundo ideal, úteis e pedagógicas. O que se passa é muito simples: a campanha que por aí vai é paupérrima e nada de realmente importante virá deste conjunto patusco de senhores que se propuseram concorrer à presidência da república.
Ainda bem que tudo acaba já daqui a uns dias, pois se a coisa demorasse muito mais Alegre (que desilusão) corria o risco conseguir um feito notável a que há décadas resisto: fazer-me gostar de Cavaco.
Claro que irei, com convicção, votar em Cavaco. Não por causa da sua personalidade ou das suas ideias, muito menos pela forma como desempenhou o cargo no anterior mandato, mas simplesmente porque alguém tem de ser eleito. E a ter de escolher um, então que seja o menos mau de todos. Com Cavaco, cumpre-se o famoso slogan importado do Brasil: pior do que está não fica. O mesmo claramente não se pode dizer de qualquer um dos restantes.

Segurança II

Há sempre quem tropece ou escorregue em escadas. Logo os "técnicos de segurança" que nos impingem (ou que nos obrigam a pagar) "investigam' o acidente". Todos concluem que a escada onde sucedeu necessita de fitas anti-derrapantes. Aqui ou ali lá vamos encontrando escadarias cheias destas fitinhas que prendem os pés e, com o uso, se vão levantando.
Aqui atrasado tropecei numa destas fitas parcialmente levantada numas escadas do aeroporto de Lisboa, sujeitas a grande e constante movimento.
O corrimão evitou-me a queda.
Mas porque será que os "técnicos de segurança" insistem nessas fitinhas e olham o corrimão como um mero objecto decorativo?

terça-feira, janeiro 18, 2011

AGENDA EUROPA

AGENDA EUROPA

A Comissão Europeia vai fazer uma errata à agenda escolar que distribuiu por 3,2 milhões de estudantes em toda a Europa.

A agenda, que custou a Bruxelas mais de 5 milhões de euros, assinala todas as festas religiosas judaicas e islâmicas, mas não as festas cristãs, como o Natal e Páscoa, o que causou inúmeros protestos.

O mais recente protesto foi do ministro francês dos Assuntos Europeus, Laurent Wauquiez, que ontem mesmo se manifestou publicamente indignado com a decisão de Bruxelas.

Há 7 anos que a Comissão Europeia distribui esta Agenda Escolar, mas só este ano não assinalou as festas religiosas cristãs.

Fonte: RR

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=137355

Patuscadas

Diz agora o patusco que estas eleições (referia-se às da PR e não às do SCP) são uma questão de vida ou de morte para a ... democracia.
Dar vida ao morto é coisa que já tinha ouvido falar, mas matar o morto nunca.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Eleições presidenciais

Ao contrário de muitos penso que os poderes do presidente são suficientes para lhe permitirem ter um papel importante na vida politica portuguesa.

Mas continuo sem me entusiasmar com esta eleição. Já o disse várias vezes que não me revia em nenhum dos candidatos e como tal desta feita vou mesmo abster-me.

Não me apetece votar no mal menor, Cavaco Silva, e até acredito que não precisa do meu voto para ganhar as eleições logo na primeira volta.

A "Campanha Tiro no Pé", como lhe chamei recentemente no Porto Canal, tem ainda assim sido mais simpática com Cavaco Silva, que vai começando a ter os seus banhos de multidão, e mais complicada para Alegre que se encontra numa camisa de forças tal o imbróglio em que se meteu com os apoios do PS e do BE.

Francisco Lopes terá os votos comunistas e não conta para a história.

Fernando Nobre, de quem esperava um pouco mais, tem ainda assim tentado discutir alguma coisa mas a falta de máquina tem sido notória.

Defensor Moura é o caso sintomático do passo maior do que a perna.

E o nosso Tiririca não consegue sequer ser divertido.

O panorama é por isso tão desanimador que não auguro grande adesão ás urnas, a não ser que a estratégia de Cavaco em atacar o Governo sirva para lhe capitalizar o voto de descontentamento para com Sócrates e as suas politicas.

Dia 23 lá se saberá.

Não vale tudo... ou vale?

Um ministro da defesa não é um ministro igual aos outros.
Primeiro porque o seu poder sobre os militares assenta em várias componentes nem sempre fáceis de decifrar. Tem que ser um intermediário, um diplomata, uma pessoa de bom senso.

Augusto Santos Silva, Ministro da Defesa, entra na campanha eleitoral atacando de forma descabida o Comandante Suprema das Forças Armadas.
Isto tem algum nexo?

domingo, janeiro 16, 2011

Presidenciais

Esta semana CS não resistiu mais e entrou na demagogia para apelar ao votinho dos funcionários públicos que o OGE agora fez órfãos da velha paternidade.
Até o patusco o percebeu e logo tentou recuperar alguns dos pobres coitados para si.
Ao fazê-lo, e nos termos em que o fez, CS acabou por confessar que afinal não tem a tal influência que tanto vinha apreguando como apelo ao voto, empurrando ainda o meu para a abstenção.
Ferreira Leite nunca o fez, nem o aceitou fazer, por não ser seu estilo.
Perdeu, mas saiu de cena de cabeça levantada.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Postal de Pequim (2)

(Foto Maria)
XiaoZhang (27) é uma mulher feliz. Depois de uma vida sentimental turbulenta, encontrou na relação com XiaoLi uma estabilidade desconhecida.

XiaoLi (26), originário do Henan onde deixou os pais, gente do campo humilde e pobre, veio tentar a sorte em Pequim. Chegou com 100 kuais (10 euros) nos bolsos. Teve de comprar uma camisa e um par de calças decentes, de partilhar apartamento e colchão. De enganar muita fome. Pagar favores. Durante os primeiros três anos endividou-se a fundo. Hoje, cinco anos depois de ter chegado, ocupa um lugar importante numa das maiores firmas de publicidade. Reembolsou as dívidas. Comprou um pequeno apartamento. Comprou carro. E para o ano pensa casar-se com XiaoZhang e comprar um apartamento maior. Um “must” para não perder a face junto de amigos e clientes.

Uma “success story” que em Pequim um realizador pondera contar em filme. Mas o sucesso de XiaoLi preocupa a sua namorada. O sucesso rápido atrai invejas. A ostentação gera inimigos. A máxima discrição impõe-se numa sociedade onde nada é dado a ninguém sem contrapartida. Onde todos, grandes e pequenos, se deixaram um dia tentar por práticas menos recomendáveis. Finalmente ricos mas vulneráveis. E sem uma boa rede de conhecimentos, qualquer dia um funcionário governamental virá bater-lhe à porta a pedir comissão.
XiaoZhang sabe que a “success story » do seu amigo pode ter fim a qualquer momento. Por isso, para já está decidida a viver plenamente o presente. Sem provocações e sem grandes ilusões.

XiaoLi é um exemplo de entre muitos jovens chineses da geração dos anos 80 que cresceu com o desenvolvimento económico fulgurante. Que soube usufruir da sociedade de consumo post-Deng Xiaoping , onde tudo é possível. Mas que sem regras e leis adequadas deixa em aberto a porta à corrupção e à chantagem.
Maria

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Declaração

Quando a 29 de Maio de 2010 nos reunimos uns tantos numa sala do Clube Literário do Porto para lançarmos o Movimento pró Partido do Norte, acreditei que nascia ali uma nova vontade para defender o Norte e afirmar os seus interesses.

Criar um novo partido não é uma tarefa fácil, sobretudo se se afirma contra o centralismo e contra este situacionismo resignado que nos vai afundando devagarinho. Mas criar mais um partido não traz qualquer mais-valia se afinal for para repetir os tiques e os truques dos que já estão no terreno.
Como alguém disse nessa tarde de Maio, assumiamos ali uma enorme responsabilidade perante o país e perante os nortenhos e que se defraudássemos as expectativas dos que pretendiamos representar, estariamos a prestar um péssimo serviço à causa da Regionalização e a desbaratar um capital de esperança e de simpatia de que não eramos donos.

Em política não há seguros de vida nem são precisos cavaleiros brancos. Para os oportunistas da undécima hora pode haver ali fundos de comércio ou nichos de mercado eleiçoeiro, mas acredito que a luta decanta esses vírus e que o tempo desmascara a inconsistência dos discursos meramente exaltados.

Se alguma coisa aprendemos ao longo destas décadas de democracia é que tem de haver uma outra maneira de travar combates na arena política. Não se trata de procurar a novidade pela novidade mas de tirar as lições da experiência acumulada e de com base nesse balanço abrir outras pistas, unir todos os esforços, organizar democraticamente os cidadãos e funcionar colegialmente.

Persistir em dinâmicas aparelhisticas, em golpadas propagandísticas, em manipulações de opinião, em cultos de personalidade ou carícias de vaidades mal-tratadas não é apenas um desperdício de energias mas sobretudo uma fraude e uma traição imperdoáveis.

O Norte dispensa aventuras desse género. O Norte e o país precisam de um outro rigor, de uma outra humildade e de uma outra seriedade. Hoje, volvidos alguns meses depois da reunião de Maio, devo-me e devo-vos a sinceridade da conclusão a que cheguei: a actual direcção do MPN terá o direito e a legitimidade de prosseguir os métodos e o rumo que escolheu, mas esse rumo e esses métodos não me interessam, pois tenho a ousadia de pensar que não servem os genuínos interesses do Norte.

Considero-me, portanto, desvinculado a partir de agora do Movimento pró Partido do Norte.

Francisco de Sousa Fialho

Magalhães Lemos com ele...



A propósito dos resultados da emissão de divida pública o primeiro-ministro disse:

“Não precisamos de ajuda. Somos capazes de fazer o nosso trabalho sozinhos”

Fiquei curioso de perceber a quem o PM se referia.

Evidentemente que não seria a ele nem ao seu Governo, caso contrario, o caso é mesmo grave, já não é só um caso de mentira, nem de cegueira mas de loucura completa.

Tragam os médicos...

...a bem da Nação!!!

terça-feira, janeiro 11, 2011

Alegre

Alguém pode avisar o candidato Manuel Alegre que a ideia é haver campanha, mesmo que fraca pois não há melhor? A ideia de ver Cavaco numa qualquer fronteira de espada na mão a impedir o FMI de entrar até dá vontade de rir....

José Mourinho - Coach of the Year


Qualquer outro resultado era uma injustiça. Parabéns por isso e pelo facto de ter coragem de dizer ser um orgulhoso português. Eu também.

domingo, janeiro 09, 2011

Presidenciais no CDS

As directas no CDS estão à porta e PP é o único candidato.Verificação ortográfica
A sua recandidatura surge, agora, num clima diferente e é natural.
O CDS está a preparar-se e vai, por certo, depois de discutida e definida a sua estratégia em congresso, ser o partido que se vai apresentar de forma mais preparada e consistente ao eleitorado nacional.
Pelas mais recentes notícias, infelizmente, tudo indica que teremos eleições legislativas para breve.

Pensamento do dia

"É uma ideia tipicamente socialista considerar o ganho como um defeito. Eu penso que o verdadeiro defeito é ter perdas"

Winston Churchill

sábado, janeiro 08, 2011

Carácter ou falta dele??? Quem com ferro mata...

A pré-campanha presidencial tem estado dominada pela novela da compra e venda de acções da SLN pelo candidato Cavaco Silva.

A esquerda (PS + BE) e o seu candidato Manuel Alegre não olham a meios para atingirem os fins e, só por isso, usam e abusam desta história para denegrirem a imagem de Cavaco Silva.

Não sou, nem nunca fui "Cavaquista" mas é evidente a baixeza deste ataque da esquerda à seriedade e honorabilidade de Cavaco Silva.

Mas o mais espantoso é a falta de legitimidade moral das pessoas que fazem este ataque.

O Secretário – Geral do PS está longe de se poder recomendar em termos de seriedade e honorabilidade.

E, ainda ontem na SIC Noticias João Soares no debate com Paula Martins da Cruz, tinha a lata de lançar, insistentemente, insinuações quanto à seriedade e honorabilidade de Cavaco Silva, chegando ao cúmulo de se auto-afirmar como sendo (ele João Soares) uma pessoa séria.

E porque quem com ferro mata, ferro morre, não resisto a publicar aqui este magnifico texto:

"Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que
ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana,
para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira
politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom
par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o
processo de descolonização.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos
financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua
experiència governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como
Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers"..

A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois
de tão fantástico desempenho no cargo.

A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha
Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e
vencer as eleições presidenciais.

A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um
grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um
conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas
internacionais.

A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua
segunda campanha presidencial.

A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos
Melancia, um dos homens da Emaudio.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso
Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma
Fundação na sua fase pós-presidencial.

A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos
Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse
mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com
Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre
acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no
dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar
57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França -
21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil
quilómetros).

A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de
grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.

A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a
Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes
oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.

A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte
blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da
Republica.

A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de
vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo
Grande.

A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica,
constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado,
que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única
função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os
mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação
violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a
nulidade da licença de obras.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas
construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal
fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer
convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos
anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de
quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um
auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara
de Lisboa.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção
anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador
e Presidente.

A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse
um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República,
na... Fundação Mário Soares.

A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares
receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade
da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente
era... João Soares.

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o
director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação
jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento
Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole
Fontaine.

A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do
guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre,
para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.

A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.

A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira
na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir,
logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no
filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.

No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um
punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
Vai.... e não volta mais."

Porque hoje é Sábado

Óleo de Childe Hassam "Dia de chuva" - 1895

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Reis

Chegou a noite de Reis.
Terminaram as festas!

O VERDADEIRO PROBLEMA II

A prova de que o BLX tem toda a razão está aqui.

Todos nós (os estados, as empresas, as famílias, os particulares) temos de nos habituar a viver sem endividamento.

O VERDADEIRO PROBLEMA

Todos os dias ouvimos falar na crise do subprime, na globalização, no preço do petróleo, na crise na Irlanda, na crise na Grécia, na crise em todo o lado, nos juros da dívida, na Sra. Merkel, no BCE, no FMI, nos chineses, na incompetência de Sócrates e de Teixeira dos Santos, no deficit, nas falências, em Angola, no Brasil, no BPN, no BPP, no fim do Euro, no Financial Times, na Moody´s, na crise monetária, na crise cambial e por aí fora. Tudo isto tem uma explicação muito simples, como diria Robert Benchley: o problema é que o dinheiro não chega. Bom ano de 2011.

...e vai mais uma rodada?

...e poupem as perdizes


Sopra forte. Reforcei as molas no estendal, não vá uma rabanada levar-me uma camisa.
Será do vento ou da maré, mas cheira mal. Um cheiro a fossa, a pôdre. E como a luz é coada e há carneirinhos no mar, tudo se reune para não me sentir optimista. É nestas alturas que não devo apanhar o 207: foi o que aprendi depois de ter escrito aquele post tristonho sobre o Porto e que me valeu um porradão de críticas.

O Sr. Barbosa que durante um ror de anos garantiu que tudo batia certo no BPP, é quem vai presidir a um grupo de sábios chamado a reflectir sobre as PPPs e as contas públicas. A D. Cardoso, administradora do Banco de Portugal, entidade que era suposta vigiar e prevenir a aventura do Sr. Rendeiro, também entra no dito grupo.

Entretanto, os candidatos discutem o dossier BPN, cujo presidente invoca enganos de agenda para ganhar um fim-de-semana de reflexão sobre o que vai contar ao Parlamento. Entre as farpas e as flechas, há um candidato presidencial que se arroga em S. Sebastião em vez de explicar lhanamente o que por lá andou a fazer.

Ainda não chovem aves por cá, mas o tempo não está para pardais.
Atirem aos tordos.

Metro

Afinal, sempre vai haver expansão da rede de metro. Só que é do Metro de Lisboa...

quarta-feira, janeiro 05, 2011

BPN

É triste quando o tema central da campanha presidencial é o BPN. É pena duplamente pois o que se discute não é bem o problema BPN mas sim as acções de Cavaco Silva. O tema deveria ser discutido mas na sua grande amplitude. Também aqui é a justiça que deveria funcionar e não funciona. Pobre país este que tem estes candidatos ao mais alto cargo da nação.

Nas 7 Quintas

Próxima edição de "Nas 7 Quintas" no Bar das Artes da Universidade Católica da Foz, esta quinta-feira, às 21:30. Pessoas interessantes a falar dos seus percursos de vida. Esta edição contará com a presença do Bispo do Porto D. Manuel Clemente e da maestrina Joana Carneiro. Entrada livre. Não percam!

Alegre porcaria

Já aqui o afirmei:
A campanha eleitoral para a presidência desta republicazinha não me interessa e creio que não interessa ao país.

Mas como não posso fugir das notícias, tenho visto algumas coisas. E do que tenho visto, só digo uma coisa:
Se Manuel Alegre continuar com a campanha de nível BE, ainda me levam a votar.

Ano novo, vida velha

Este natal dei-me ao luxo de comprar um novo aparelho de tv. O velhinho já contava mais de 25 anos, estava rouco, quase sem cor e cada vez demorava mais tempo a arrancar.
Agora tenho um dos fininhos que até já permite ver alguns canais em alta definição.
Dizem, porque eu não a distingo, pois que, comparado com o que via no velho televisor, todos eles me parecem agora em altíssima definição.

De volta e meia lá me entretenho com o novo brinquedo, sobretudo com os seus coloridos e variados noticiários. E que vejo?

Vejo Alegre e Cavaco. Ouço falar de antifascismos e de autonomias regionais. Vejo Carvalho da Silva e João Proença. Ouço falar de bons e de maus. Vejo problemas na educação e na justiça. Ouço dizer que são necessárias reformas. Vejo muitas mortes na estrada. Ouço que acima da média europeia. Vejo Silva Lopes e Miguel Beleza. Ouço falar do FMI e da necessidade de equilibrar as contas públicas. Vejo Eanes e Soares. Ouço disparates. Vejo Jaime Gama na AR. Ouço falar de Camarate. Vejo Mira Amaral e Daniel Bessa. Ouço dizer que a economia tem de crescer. Vejo images de pobreza. Ouço falar no record de vendas de automóveis de luxo. Vejo o trânsito matinal. Ouço falar dos produtos estrela e dos cabos de ávila.

Percebo então que, afinal, não havia nada de errado com o meu velho televisor...

domingo, janeiro 02, 2011

2011

Para já duas notícias. Uma boa e uma má.
A boa é que assisti, em quadra natalícia, a uma intervenção política serena do Nuno Melo. É certo que não foi durante um jantar partidário de Natal, foi a comentar a mensagem de ano novo do PR, mas desta feita foi ao encontro do espírito da quadra!
A má é que o FCP perdeu. Não foi para a campeonato, mas lá perdeu. E para o Nacional.
Agora é que ninguém cala o Coelho em viagem pelo país na carrinha funerária. Será que as Miss Mundo o vão acompanhar ao poleiro?

2011

paz, amor, saúde e essas coisas todas são os votos habituais por esta altura do ano. Eu gostaria de acrescentar um para o nosso primeiro-ministro tenha ele o nome que tiver. Justiça. Apenas justiça. Uma forte aposta na justiça, que a tornasse célere e eficiente.

Com ela certamente que muito mudaria em Portugal. Não só teria efeitos directos sobre os portugueses levantando-lhes a auto estima e a crença num importante vértice da nossa sociedade, como iria ter implicações no funcionamento da economia em portugal. Parece simples mas estou em crer que este estado de coisas convém a muita gente. Mas ao termos uma justiça célere a economia fluía e certamente que até os investidores estrangeiros olhariam com outros olhos para este pequeno rectângulo.

Por vezes na vida devemos tomar opções e quando os recursos são escassos devem ser bem direccionados. Este podia ser o ano da Justiça. Não me parece pedir muito. Ou será?

Tudo em nome da coesão


Não há ministro ou mesmo « engenheiro »-ministro que não se arrogue defensor do interior, paladino da coesão, combatente contra a desertificação. Palavras e discursos para engana-tolos, entre sorrisos condescendentes nalguma tenda para mais algum power-point.

À socapa, em fins-de-semana ou vésperas de feriados, a Refer sucateira e a CP das aplicações financeiras espertalhonas fecham linhas e suprimem serviços no interior. Desta feita, são mais de 144 Kms que se abandonam e mais de 350 kms que deixam de ter serviços de ligação regional. Dizem que assim poupam uns cobres que podem ser mais úteis para trazer os madrilenos às praias do Estoril.

Quanto aos portugueses da Torre das Vargens, de Coruche, Vendas Novas, Mirandela, Livração, da Funcheira ou de Vila Real, que comprem bicicletas e dêem ao pedal, já que querem persistir na teimosia de não emigrarem para o litoral.

Ano Novo, Vida Nova !

Todos os anos, por esta época, formulamos votos de Bom Ano Novo.

Perguntadas, todas as pessoas desejam um ano melhor que o anterior.

E se, ao invés, fosse perguntado ao ano novo sobre os seus votos?

Provavelmente desejaria melhores pessoas...

Segurança

Terminados os festejos de natal e de fim-de-ano, com o futebol e a governação ainda em férias, os telejornais presenteiam-nos agora com os habituais balanços das mortes na estrada naqueles períodos festivos. Na realidade há aqui mais funerais que “mortos”, pois que naqueles também acabam por seguir alguns dos que estatisticamente ficam catalogados como “feridos graves”.

Voltaremos a ter informação destes dados nas operações Páscoa e Verão.
Até lá a vida continua e, com ela, as mortes na estrada também.
Das outras mortes por acidente, seja no trabalho, em casa ou em lazer, nem pio.
Mas as mortes por acidente em Portugal são ainda em demasia.

Morre-se, pois, estupidamente e por conta própria ou, melhor dizendo, por ausência de uma verdadeira CULTURA DE SEGURANÇA.

Normas, medidas diversas e fiscalizações têm sido produzidas a vários níveis, o que, sendo tudo muito positivo, não se tem mostrado capaz de inverter os nossos terríveis dados estatísticos, porquanto, na minha modesta opinião, o problema reside sobretudo no interior das nossas cabeças ou, passe a repetição, na ausência de uma verdadeira CULTURA DE SEGURANÇA.

Seria, pois, muito positivo para todos o desenvolvimento de um trabalho sério, orientado para a redução drástica, e rápida, das inúteis, e estúpidas, mortes por acidente em Portugal.

Diz-me a experiência que, nesta matéria, actuar insistentemente e de modo organizado apenas ao nível do apelo à consciência individual do cidadão e das diversas organizações onde se insere, social ou profissionalmente, já terá como retorno uma primeira, e forte, redução dos níveis de sinistralidade, sem grandes custos ou investimentos.

Nesta convicção, dirigi há dois meses atrás uma carta ao (re)candidato Cavaco Silva desafiando-o a dinamizar uma tal iniciativa no seu próximo mandato, chegando ao ponto de sugerir que, querendo, poderia formular o objectivo de, em 5 anos, reduzir as mortes por acidente em Portugal em 25%, ou seja, numa média de 5 % em cada ano de presidência, estabelecendo e divulgando índices para tanto claramente mensuráveis. Isto, praticamente, sem necessidade de especiais verbas orçamentais.

Pois se ele tem as televisões todas atrás de si e não tem outros poderes que não sejam os de influência, ao menos que use esta para fins meritórios, já que no demais estamos conversados.

Como reacção, informou-me o director da sua campanha:
1. que acusava a recepção da minha carta;
2. que a agradecia; e
3. que me enviava cumprimentos.