-Sócrates inaugurou 7 Km de via rápida entre Vila Real e Sabrosa, com as televisões a tiracolo.
-Um ano antes tinha ido ao lançamento da obra, com as televisões a tiracolo.
-Mais atrás ainda tinha feito a apresentação da obra num ecrã, com as televisões a tiracolo.
O nosso primeiro, sem qualquer vergonha, tenta fazer o povo de estúpido, espremendo até à última 7 Km de estrada.
As televisões é que não precisavam de fazer o papel de idiotas úteis.
Quinta-feira, Outubro 07, 2010
Quarta-feira, Outubro 06, 2010
Comemorar?!... O quê?
A República celebra o seu centenário. Ontem como hoje, as comemorações ficam-se pela capital, e o resto da pátria continua alheia. O mesmo sucedeu há 100 anos. de facto, a República não se impôs, instalou-se, depois de ter decapitado, com sangue, o regime. A morte de D. Carlos e do Príncipe da Beira, D. Luís Filipe, foram o argumento fáctico para o estertor de 750 anos de Monarquia. Com o decesso do Rei, fenecia o mínimo denominador comum da política oitocentista nacional. Por isso, e por mera coerência, o republicanismo militante deveria assinalar o 01 de Fevereiro de 1908 e não o 5 de Outubro. A Carbonária e o jacobinismo, foram os frios e implacáveis executores de um plano que desembocou na proclamação de José Relvas nos Paços do Concelho de Lisboa.
Instalado o novo regime, iniciaram-se as perseguições aos opositores e as incursões anticlericais, que só cessariam com Sidónio Pais. Quanto à nova esperança, que para alguns trouxe, esfumou-se numa constante sucessão de Governos (45 em 16 anos) e 7 Presidentes da República. As cisões no campo Republicano eram constantes até que culminaram na morte daquele que alguém já chamou de parteira da República, Machado dos Santos. De facto, volvidos 11 anos, os revoltosos eram mortos pelos seus pares na designada “Noite Sangrenta”. Pouco mais duraria a aventura jacobina. Em 1926 o regime soçobraria ante a ascensão de um brilhante estudante de Coimbra, que, dizem, era muito certo em contas. Tão certo que durante 48 anos Portugal mergulhou num regime de cariz autoritário.
A República jovem, laica e progressista que abominava o Liberalismo de uma Monarquia dita serôdia e revelha, caía de podre, com as Finanças colapsadas, e uma insustentável instabilidade política e social.
Ora, compulsando estes 100 anos, constata-se que cerca de metade corresponde a um outro novo Estado, que a República renega; 16 anos de um regime falhado e 36 de uma Democracia que se vê agora a braços com uma crise de carácter estrutural onde, diariamente, se aventa a sua sustentabilidade. Fala-se de definhamento, de deficit, da decadência do regime, do afastamento do sistema político pelos cidadãos, cassandras auguram o fim da Nação…!
Instalado o novo regime, iniciaram-se as perseguições aos opositores e as incursões anticlericais, que só cessariam com Sidónio Pais. Quanto à nova esperança, que para alguns trouxe, esfumou-se numa constante sucessão de Governos (45 em 16 anos) e 7 Presidentes da República. As cisões no campo Republicano eram constantes até que culminaram na morte daquele que alguém já chamou de parteira da República, Machado dos Santos. De facto, volvidos 11 anos, os revoltosos eram mortos pelos seus pares na designada “Noite Sangrenta”. Pouco mais duraria a aventura jacobina. Em 1926 o regime soçobraria ante a ascensão de um brilhante estudante de Coimbra, que, dizem, era muito certo em contas. Tão certo que durante 48 anos Portugal mergulhou num regime de cariz autoritário.
A República jovem, laica e progressista que abominava o Liberalismo de uma Monarquia dita serôdia e revelha, caía de podre, com as Finanças colapsadas, e uma insustentável instabilidade política e social.
Ora, compulsando estes 100 anos, constata-se que cerca de metade corresponde a um outro novo Estado, que a República renega; 16 anos de um regime falhado e 36 de uma Democracia que se vê agora a braços com uma crise de carácter estrutural onde, diariamente, se aventa a sua sustentabilidade. Fala-se de definhamento, de deficit, da decadência do regime, do afastamento do sistema político pelos cidadãos, cassandras auguram o fim da Nação…!
Ante tal cenário, cabe perguntar se haverá algo a celebrar ou, pelo contrário, a equacionar? Ao que parece a História e o passado recente demonstram, amplamente, que a forma Republicana de Governo não se conjuga bem com Portugal.
Terça-feira, Outubro 05, 2010
Por um regime de valores e com valores
Precisamos uma vez mais de mudar de vida, de promover as reformas indispensáveis para a reconstrução de um equilíbrio, económico e financeiro sustentável, para a reafirmação de um Estado de Direito autorizado e credível, para a revitalização de uma democracia mais transparente, mais mobilizadora, mais livre de interesses e clientelas.
Quem o diz é o presidente da comissão para as comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva.
Quem o diz é o presidente da comissão para as comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva.
Sexta-feira, Outubro 01, 2010
A verdade entretanto revelada
Acabei de ouvir o senhor Teixeira dos Santos apelar ao apoio do psd para as suas guloseimas fiscais, argumentando que desta vez está em causa o "interesse nacional" e não o "interesse partidário".
Ficamos, assim, a saber que o interesse nacional não é coincidente com o interesse partidário.
Que porém, excepcionalmente, o poderá ser.
Que meter a mão nos nossos bolsos para alimentar todas as mordomias dos (que se julgam) donos da coisa pública é das tais excepções que confirmam a regra.
Quantos meses ficaremos agora sem novo apelo ao interesse nacional?
A ver vamos...
Ficamos, assim, a saber que o interesse nacional não é coincidente com o interesse partidário.
Que porém, excepcionalmente, o poderá ser.
Que meter a mão nos nossos bolsos para alimentar todas as mordomias dos (que se julgam) donos da coisa pública é das tais excepções que confirmam a regra.
Quantos meses ficaremos agora sem novo apelo ao interesse nacional?
A ver vamos...
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