Um acidente acidente vascular cerebral (AVC), a doença que mata dois portugueses por hora, vitimou ontem o António.
António Soares Pereira, um desportista de sempre, que se destacou a patinar, no futebol e no ténis, partiu.
Foi um grande exemplo, dedicou-se aos outros, com grande entusiasmo, sempre com aquele brilho dos seus olhos claros. Um Senhor do Bairro Gomes da Costa!
Nos meus tempos de liceu dirigiu a equipa de futebol que criámos para disputar torneios internacionais, o CRG. Devemos-lhe muito, designadamente, no plano pessoal do nosso crescimento.
Tenho muita pena de não ter utilizado, ultimamente, o meu tempo para estar mais com ele.
Mais uma lição do "MISTER"!
À Senhora Professora Delminda, à Marta, ao Manel e ao seu querido neto um abraço
e Mister, até já!!!
sábado, outubro 30, 2010
sexta-feira, outubro 29, 2010
Jaime Nogueira Pinto: “Nobre Povo – os anos da República”

Foi editado pela Esfera dos Livros no passado mês de Setembro o último livro de Jaime Nogueira Pinto (JNP) intitulado “Nobre Povo – os anos da República”. Este livro surge nas bancas em plena comemoração do Centenário da República e, não sendo surpresa tendo em conta o autor, está em contra-corrente com o espírito de enaltecimento acrítico da 1ª República.
Trata-se de um livro que nos dá a conhecer o espírito voluntarioso, idealista e polémico de alguns dos mais importantes protagonistas desta altura.
JNP é, seguramente, um dos mais respeitados intelectuais da direita portuguesa, defensor de causas e ideais nem sempre confortáveis. Pode-se nem sempre estar de acordo, mas é justo dizer-se que é uma referência do pensamento da direita portuguesa, uma referência lúcida no meio de tanto cinzentismo calculista com que a sociedade nos tenta entorpecer o espírito.
Uma sugestão de leitura…
Miguel Lume
Margaret Thatcher
Há cada coisa:
http://www.youtube.com/watch?v=xvz8tg4MVpA
e
http://www.youtube.com/watch?v=okHGCz6xxiw
http://www.youtube.com/watch?v=xvz8tg4MVpA
e
http://www.youtube.com/watch?v=okHGCz6xxiw
30% Emissions Reduction Target Could Save Public Health Billions
30% Emissions Reduction Target Could Save Public Health Billions
"...The analysis makes the case for the European Union stepping up its current 20% target in greenhouse gas emissions by 2020 (from 1990 levels) to a 30% domestic target. It shows additional health benefits beyond 20% estimated at between €10.5 billion and €30.5 billion per year by 2020 by commitment to the extra mitigation effort. This is equivalent to between €21 and €60-worth of health savings for each person in the EU27 countries per year in 2020."
"...The analysis makes the case for the European Union stepping up its current 20% target in greenhouse gas emissions by 2020 (from 1990 levels) to a 30% domestic target. It shows additional health benefits beyond 20% estimated at between €10.5 billion and €30.5 billion per year by 2020 by commitment to the extra mitigation effort. This is equivalent to between €21 and €60-worth of health savings for each person in the EU27 countries per year in 2020."
quinta-feira, outubro 28, 2010
Demografia
seguindo a sugestão de um nosso leitor, aqui fica um interessante vídeo sobre tão grave problemática.
A NOVELA DO ORÇAMENTO...
O Governo já não governa.
José Socrates quer a todo o custo que o orçamento seja chumbado para dizer que a culpa de todo o mal é do PSD.
Passos Coelho quer melhorar o orçamento e estica a corda até ao fim mas no final o PSD vai-se abster e viabiliza o orçamento.
Cavaco está arrependido de não ter feito cair o Governo mais cedo e resta-lhe continuar a insistir pela aprovação do orçamento.
Paulo Portas deve estar a pensar que falou cedo de mais e de que forma poderá dar o dito por não dito caso o PSD vote contra.
Os portugueses estão cada vez mais "tesos" mas continuam calmamente a assistir a este triste numero de taticismo politico.
E assim vai a vida neste País de gente que não se governa nem se deixa governar.
...a bem da Nação!!!!
José Socrates quer a todo o custo que o orçamento seja chumbado para dizer que a culpa de todo o mal é do PSD.
Passos Coelho quer melhorar o orçamento e estica a corda até ao fim mas no final o PSD vai-se abster e viabiliza o orçamento.
Cavaco está arrependido de não ter feito cair o Governo mais cedo e resta-lhe continuar a insistir pela aprovação do orçamento.
Paulo Portas deve estar a pensar que falou cedo de mais e de que forma poderá dar o dito por não dito caso o PSD vote contra.
Os portugueses estão cada vez mais "tesos" mas continuam calmamente a assistir a este triste numero de taticismo politico.
E assim vai a vida neste País de gente que não se governa nem se deixa governar.
...a bem da Nação!!!!
quarta-feira, outubro 27, 2010
Oferta
Pago um jantar a quem estiver a perceber o que está a acontecer.
Comprometer o futuro

Um dos mais graves problemas que o país enfrenta é o da baixíssima natalidade.
Em 40 anos a taxa de natalidade baixou mais de metade, pois se nos anos 60 a média de filhos por família era de 3, desde 2003 que passou a ser inferior a 1,5 ( a renovação da população exige uma taxa mínima de 2,1 por casal).
É natural que em época de grave crise e descalabro político e económico-financeiro, a prioridade mais sentida seja o combate ao desemprego, tanto mais que o país desliza há anos para valores arrepiantes e o futuro próximo não se anuncia melhor.
Contudo, a médio e longo prazo, aquela anemia ou medo das famílias portuguesas em crescerem constituirá um handicap gravíssimo para a nossa identidade e para o nosso desenvolvimento. Se a tendência não se inverter rapidamente, Portugal recuará mais de um século em termos populacionais e chegará a 2050 com menos de 8 milhões de cidadãos, com a agravante de que o peso dos seniores ultrapassará a quota da juventude. Ou seja, a total irrelevância em termos ibéricos e em termos europeus.
A atitude sobranceira e displicente que os políticos nacionais vêm demonstrando relativamente a este problema revela-se na sua plenitude no Orçamento para 2011 que o Governo propõe ao país: a forte penalização das famílias, com o agravamento de impostos sobre bens essenciais, nomeadamente alimentares, e a supressão da maior parte dos já de si ridículos abonos por filho a cargo, espelha bem essa irresponsabilidade e essa “modernidade”. A inexistência em Portugal de uma verdadeira política de protecção da família pode mascarar-se do seu contrário através do caducado cheque de 200 euros ao nascituro ou do aumento das licenças de maternidade e paternidade. Mas de nada valem esses fogachos se ao mesmo tempo perseguimos e acabrunhamos a família com um garrote fiscal e económico que lhe tira a esperança e a confiança. Aliás, a inversão de valores é de tal ordem que quase achamos melhor acusar a família numerosa como um desvario de irresponsáveis ou a obra dos ignorantes do planeamento.
É fundamental que o país se aperceba que o actual rumo é desastroso. É urgente a criação de um estatuto da família numerosa (a partir de 2 filhos) que lhes faculte a redução para metade das tarifas da água, da energia, dos transportes, que estabeleça o cartão familiar para serviços culturais e desportivos e que module a política fiscal, nomeadamente o IMI, em função do agregado familiar e não da dimensão do bem. É indispensável que cada proposta legislativa, que cada medida administrativa, que cada decisão política seja precedida de uma avaliação séria e quantificada das suas implicações sobre a família. Enfim, é inadiável uma política se quisermos construir um país que valha.
terça-feira, outubro 26, 2010
Um tanque na horta

Ontem o preço do algodão subiu, num só dia, 4,2%.
Dizem alguns entendidos que este ano o clima foi rude na China e que a colheita será menor.
Mas o que se verifica é que vários países produtores e exportadores de algodão estão a criar dificuldades tarifárias e outras para a saída dessa matéria-prima, preferindo exportar produtos acabados que competirão com o sector têxtil-algodão europeu. Para isso, forçam o desarmamento tarifário na Europa e fecham tanto quanto podem a saída de algodão bruto.
A recente benesse dada ao Paquistão de suspensão dos direitos de importação em 78 artigos pautais do sector, sob a capa de ajuda a um país confrontado com inundações, ocorreu ao mesmo tempo que esse mesmo país já vinha ensaiando limitações à exportação de algodão.
Agora é a China. A China vem usando este método de fechar torneiras como arma política na cena internacional. O caso mais recente foi o da suspensão de exportação para o Japão de metais raros que a indústria nipónica precisa como de pão para a boca. Reabriram a torneira quando os japoneses se ajoelharam e devolveram o barco de pesca que haviam apreendido em actividade ilegal nas suas águas territoriais. A própria Alemanha e os Estados-Unidos já se deram conta da asfixia que a China está a montar ao mundo ocidental na área estratégica dos metais raros.
Os comunistas chineses nunca esqueceram que a mera ameaça à Sra. Tatcher de fecharem a torneira de água a Hong-Kong foi suficiente para recuperarem esse território.
Mas vá lá alguém explicar estas coisas ao nosso Amado. Desde que lhe dêem uma poltrona em Nova Yorque, o mundo pode rolar como bem entender, pois é-lhe indiferente saber em que toalha seca as mãos. Quanto às nossas operárias do Vale do Ave, que lavem a cara no tanque da horta.
Há coisas que importa relembrar
Palavras chave:
aumentos de impostos,
despesa pública,
jac
Recessão > Depressão > Recuperação
Dizem os entendidos que este ciclo é cíclico.
Explicam-no os economistas com números.
Tiram-se medidas estatísticas às suas fases.
Sócrates saltita entre a primeira e a terceira.
Eu, que em números só cheguei à raiz quadrada, olho para este ciclo de modo mais simples:
- Recessão: quando o vizinho perde o emprego
- Depressão: quando perdemos o nosso
- Recuperação: quando Sócrates perder o dele
Não será por ora, mas a luz ao fundo do túnel já está acesa.
Assim haja alternativa...
Explicam-no os economistas com números.
Tiram-se medidas estatísticas às suas fases.
Sócrates saltita entre a primeira e a terceira.
Eu, que em números só cheguei à raiz quadrada, olho para este ciclo de modo mais simples:
- Recessão: quando o vizinho perde o emprego
- Depressão: quando perdemos o nosso
- Recuperação: quando Sócrates perder o dele
Não será por ora, mas a luz ao fundo do túnel já está acesa.
Assim haja alternativa...
Os professores televisivos
Os habituais comentaristas de serviço que agora explicam o fracasso da Irlanda são precisamente os mesmos que, há bem pouco tempo atrás, lhe cantavam as virtudes e, qual tigre europeu, a citavam como exemplo a seguir!...
segunda-feira, outubro 25, 2010
Marco
Ferreira Torres regressa à liderança concelhia do CDS
no Marco.
Recordo-me bem do processo que o levou à sua candidatura independente em Amarante, candidatura que não disputou eleições contra lista do CDS. Depois vieram as últimas autárquicas e o processo eleitoral conhecido.
AFT, segundo declarações do próprio à TSF, a convite do presidente da distrital do CDS, regressa à liderança concelhia do CDS.
E agora?
no Marco.
Recordo-me bem do processo que o levou à sua candidatura independente em Amarante, candidatura que não disputou eleições contra lista do CDS. Depois vieram as últimas autárquicas e o processo eleitoral conhecido.
AFT, segundo declarações do próprio à TSF, a convite do presidente da distrital do CDS, regressa à liderança concelhia do CDS.
E agora?
Os extremistas vestidos de BE
Daniel Oliveira, no programa Eixo do Mal, espera que os portugueses façam como os franceses... actos anarquistas, violencia na rua, enfim, formas de protesto civilizadas a seu ver... Os radicais de esquerda, que se escondem sob a sigla BE, por vezes deixam a "boca fugir para a verdade"!
domingo, outubro 24, 2010
Pesadelo
Chavez e Sócrates no Porto. Chavez oferece Magalhães à primeira dama Síria e vem dar as duas mãos a Sócrates. Eu por mim dava-lhe os dois magalhães avariados que andam cá por casa. E alcatrão e penas.
O melhor investimento público
A grande discussão sobre qual o melhor investimento público continua, em especial o que envolva as grandes construtoras que cada vez mais pressionam para se manter essa politica suicida de tgv's e afins.
Assim aqui fica a minha sugestão:
- prisões
ocupam as construtoras, criam emprego e não aumentam as exportações pois ainda devemos ter por cá cimento e ferro.
E está bom de ver que rapidamente estariam lotadas.
Assim aqui fica a minha sugestão:
- prisões
ocupam as construtoras, criam emprego e não aumentam as exportações pois ainda devemos ter por cá cimento e ferro.
E está bom de ver que rapidamente estariam lotadas.
Um domingo num hipermercado
Hoje aproveitei a abertura dos hipermercados da parte de tarde. Eu e a bem dizer uma infinidade de gente. Trânsito doido de carrinhos cheios entupiam os corredores. Não sei se tal confusão era fruto da abertura ao domingo ou se afinal anda tudo cheio de dinheiro. Mas acabado de chegar pude ouvir uma das funcionárias dizer "não me peçam para ser bem disposta ao domingo". Pois....
sábado, outubro 23, 2010
Um outro futuro
O Rui Moreira publica no Jornal de Notícias um artigo claro e curto (“Uma questão de paternidade") em que demonstra ad abundantiam como o texto da actual Constituição é hoje em dia uma manta de remendos caricata e ultrapassada.
Apesar do frenesim revisionista da dita, ela não merece mais nenhum conserto nem emoção. O regime que sustenta está esgotado e é tempo de lhe substituir os caboucos. Uma Nova República, um novo começo e um outro futuro, isso sim.
Apesar do frenesim revisionista da dita, ela não merece mais nenhum conserto nem emoção. O regime que sustenta está esgotado e é tempo de lhe substituir os caboucos. Uma Nova República, um novo começo e um outro futuro, isso sim.
sexta-feira, outubro 22, 2010
Os brinquedos dos rapazes
Ontem foi dia dos "boys" travestidos de presidentes de empresas públicas irem ouvir o papá falar da sua proposta orçamental.
Não sabemos, tão pouco interessará, o que por lá se passou, pois que as tv's ficaram à porta, mas o desfile de "biaturas" de luxo à entrada do Ministério das Finanças era mesmo impressionante!
Pudera, todos aqueles "boys" se julgam agora verdadeiros VIP. Ou IPC (Importante P'ra Carago), como dizemos cá no Norte. E o carrinho tem de estar a condizer com a sua "improtência", pois claro!
Nunca hei-de entender esta parolice nacional da necessidade de exibir tamanhos carros aos vizinhos. Naturalmente, sempre à custa do dinheiro alheio. Isto num país pobre, com uma imensa dívida externa e em que os pópós são todos importados.
Nos anos 80 tive a oportunidade de trabalhar com um Norueguês que sempre se deslocava numa 4L. A prestigiada empresa que dirigia tinha ainda um Peugeot, normalmente só usado para deslocações mais longas e recepção de visitas ou convidados. Todos os outros carros de serviço eram igualmente modestos e, sobretudo, discretos, o que não preocupava os demais directores da sua equipa, mas que muito preocupava os seus comercias a quem ele tinha de travar os ímpetos de status.
Um dia lá aceitou que os comerciais passassem dos carrinhos pequenos para os médios, proposta que havia tido o meu suporte com o argumento que andavam muito em estrada. Mas não deixou de me aconselhar cuidado, pois que, na sua opinião, a saúde das empresas costumava estar na razão inversa do tamanho dos carros que tinha à porta.
Infelizmente que hoje, e cada vez mais, pudemos ver também na privada este apetite voraz pelos carrinhos compridos e potentes.
Mas uma coisinha distingue ainda, na maior parte dos casos, a privada da coisa pública: o Motorista.
Na realidade, o que mais me impressionou no desfile de ontem de todos aqueles "boys" é que nenhum deles conduz a "biaturinha", como a maioria dos privados faz.
Muita gente, comunicação social incluída, tem vindo a gritar contra o alto desperdício dos pópós públicos. Mas ninguém fala do motorista dos ditos, que é bem mais caro que o carrinho, representa um custo fixo e, mesmo quando a sua "vida útil" termina ainda o continua a ser. Por vezes mesmo para além da própria vida, quando deixa elegíveis a pensão de sobrevivência.
Provavelmente que a eliminação de todo este desperdício, embora ajudando, não será suficiente para equilibrar hoje as contas públicas. Mas pelo menos sempre daria uma imagem de algum respeito pelo nosso dinheiro.
Da minha parte, enquanto sentir esta mentalidade, não acredito que os nossos políticos sejam alguma vez capazes de boa gestão da coisa pública, por lhes faltar a atitude para tanto necdessária. E sem ovos não se fazem omoletes.
Siga pois a receita do costume: mais impostos, menos pensões...
Não sabemos, tão pouco interessará, o que por lá se passou, pois que as tv's ficaram à porta, mas o desfile de "biaturas" de luxo à entrada do Ministério das Finanças era mesmo impressionante!
Pudera, todos aqueles "boys" se julgam agora verdadeiros VIP. Ou IPC (Importante P'ra Carago), como dizemos cá no Norte. E o carrinho tem de estar a condizer com a sua "improtência", pois claro!
Nunca hei-de entender esta parolice nacional da necessidade de exibir tamanhos carros aos vizinhos. Naturalmente, sempre à custa do dinheiro alheio. Isto num país pobre, com uma imensa dívida externa e em que os pópós são todos importados.
Nos anos 80 tive a oportunidade de trabalhar com um Norueguês que sempre se deslocava numa 4L. A prestigiada empresa que dirigia tinha ainda um Peugeot, normalmente só usado para deslocações mais longas e recepção de visitas ou convidados. Todos os outros carros de serviço eram igualmente modestos e, sobretudo, discretos, o que não preocupava os demais directores da sua equipa, mas que muito preocupava os seus comercias a quem ele tinha de travar os ímpetos de status.
Um dia lá aceitou que os comerciais passassem dos carrinhos pequenos para os médios, proposta que havia tido o meu suporte com o argumento que andavam muito em estrada. Mas não deixou de me aconselhar cuidado, pois que, na sua opinião, a saúde das empresas costumava estar na razão inversa do tamanho dos carros que tinha à porta.
Infelizmente que hoje, e cada vez mais, pudemos ver também na privada este apetite voraz pelos carrinhos compridos e potentes.
Mas uma coisinha distingue ainda, na maior parte dos casos, a privada da coisa pública: o Motorista.
Na realidade, o que mais me impressionou no desfile de ontem de todos aqueles "boys" é que nenhum deles conduz a "biaturinha", como a maioria dos privados faz.
Muita gente, comunicação social incluída, tem vindo a gritar contra o alto desperdício dos pópós públicos. Mas ninguém fala do motorista dos ditos, que é bem mais caro que o carrinho, representa um custo fixo e, mesmo quando a sua "vida útil" termina ainda o continua a ser. Por vezes mesmo para além da própria vida, quando deixa elegíveis a pensão de sobrevivência.
Provavelmente que a eliminação de todo este desperdício, embora ajudando, não será suficiente para equilibrar hoje as contas públicas. Mas pelo menos sempre daria uma imagem de algum respeito pelo nosso dinheiro.
Da minha parte, enquanto sentir esta mentalidade, não acredito que os nossos políticos sejam alguma vez capazes de boa gestão da coisa pública, por lhes faltar a atitude para tanto necdessária. E sem ovos não se fazem omoletes.
Siga pois a receita do costume: mais impostos, menos pensões...
quarta-feira, outubro 20, 2010
PSD e o orçamento de estado
Pedro Passos Coelho deu um passo em frente. Falta saber se estava no cimo de um penhasco ou no início de uma auto-estrada iluminada. As condições que impõe a Sócrates até não são das mais difíceis de aceitar, como se viu com as declarações de Silva Pereira, mas ainda assim nunca se sabe o que vai na cabeça desta gente que nos (des)governa.
Está visto que as pressões de cavaco, banqueiros, barrosistas e uma série de mais responsáveis pelo estado das coisas não querem que o castelo caia para poder ser reconstruído de raiz sem os defeitos de que agora padece.
E como as trapalhadas deste governo ainda levou a que o debate fosse adiado, mais tempo vamos passar a assistir a esta novela.
Está visto que as pressões de cavaco, banqueiros, barrosistas e uma série de mais responsáveis pelo estado das coisas não querem que o castelo caia para poder ser reconstruído de raiz sem os defeitos de que agora padece.
E como as trapalhadas deste governo ainda levou a que o debate fosse adiado, mais tempo vamos passar a assistir a esta novela.
Cansaço
Vai-se sentindo por todo o lado. Mesmo aqueles que estava habituado a ver sempre cheios de energia começam a baixar braços. Ou então a estarem dispostos a partir tudo. Bem sei que muitos destes desabafos não chegam a conhecer a luz do dia. Mas um dia isto pode correr mal.
Eu já paguei
No domingo fiz os trajectos habituais e passei por uma SCUT. Como gosto de conversar com os portageiros não tenho via verde e como tal nem um chip. O resultado foi hoje ter que ir a um pay-shop pagar a minha extravagância. 25 cêntimos de portagem e 60 de serviços administrativos. Acho que vou ter que aderir ao chip.
Ao trabalho!
Diz o "Correio da Manhã" que, no fundo, os Portugueses trabalham mais horas por semana do que a média dos trabalhadores nos 27 países da União Europeia.
É de concluir, atentos os resultados nacionais, que devemos deixar de trabalhar, já que não o sabemos fazer?
Ai o FMI!!!
É de concluir, atentos os resultados nacionais, que devemos deixar de trabalhar, já que não o sabemos fazer?
Ai o FMI!!!
NORTENHOS...ACORDEM, PROTESTEM, REVOLTEM-SE!!!!

Percebo que o País é pobre e não se pode dar ao luxo de ter tantas auto-estradas, IC's e outras que tais sem cobrar portagens.
Não gosto, mas percebo.
Agora o que não percebo nem posso aceitar é que sejam sempre os mesmos a pagar a factura.
Na região da Grande Lisboa e Vale do Tejo temos mais de 1000kms sem portagens, a saber:
- Eixo norte-sul (todo)
- A1 (entre Lisboa e Alverca)
- A2 (entre Lisboa e Coina)
- A5 (entre Lisboa e Porto Salvo/Oeiras)
- A8 entre (Lisboa e Loures)
- A23 (toda)
- IC2 (todo, entre Lisboa e Póvoa de S.ta Iria)
- IC2, (todo, entre Almada e a Costa de Caparica)
- IC17/CRIL (todo)
- IC19 (todo, entre Lisboa e Sintra)
- IC21 (toda, entre Coina e o Barreiro)
- IC32 (toda, entre a A2 (Coina) e Alcochete)
Portanto, na região com maior rendimento per capita do País e onde há maior poder de compra, não se pagam portagens
porque quem paga é a região Norte com a maior taxa de desemprego, com menor rendimento, com regiões desfavorecidas...
É altura de o Norte dizer bem alto
Chega!!! Basta!!!
a bem da Nação!!!
A andar por aí...
Um senhor juiz, agora reformado do Tribunal de Contas, anda por aí a denunciar os malefícios das parcerias público-privadas que antes, enquanto juiz no activo, aprovara.
Os senhores ex-ministros das finanças andam por aí a dizer que deveria ser feito o que antes, enquanto tiveram essa responsabilidade, não fizeram.
O povo, pelo menos a norte, anda por aí a tentar comprar aparelhinhos para as Ccut's, onde até para pagar é preciso pagar.
Consta que Santana Lopes também continua a andar por aí. Provavelmente à espera que Sampaio lhe peça desculpas por o ter demitido por umas trapalhadas que, comparadas com as deste governo, mais não eram que umas trapalhadinhas.
Os senhores ex-ministros das finanças andam por aí a dizer que deveria ser feito o que antes, enquanto tiveram essa responsabilidade, não fizeram.
O povo, pelo menos a norte, anda por aí a tentar comprar aparelhinhos para as Ccut's, onde até para pagar é preciso pagar.
Consta que Santana Lopes também continua a andar por aí. Provavelmente à espera que Sampaio lhe peça desculpas por o ter demitido por umas trapalhadas que, comparadas com as deste governo, mais não eram que umas trapalhadinhas.
E de que cor é a cueca?

Diz-se que a Comissão Europeia decidiu não prosseguir o processo de infracção contra a França relativo à expulsão de ciganos.
Eu já percebera que depois das palavras duras da Comissária Viviane Reding, a Comissão fizera de conta que abria uma infracção, não contra a prática documentada do Governo Sarkozy de perseguir uma etnia específica, mas contra uma alegada insuficiência da legislação francesa que era suposto assegurar a transposição de uma determinada Directiva da União.
Ontem anunciaram que a Comissão decidiu encerrar a dita infracção porque a França terá prometido corrigir a tal legislação deficiente. Já corrigiu? Não, apenas prometeu que o fará. Ora isto é inédito: uma vez iniciado um procedimento de infracção, este só deve ser arquivado quando a legislação incriminada deixa de estar em vigor ou é convenientemente alterada.
Nunca a “promessa” de pôr termo a uma infracção foi suficiente para a arquivar.
Estas saídas de sendeiro, depois de entradas fingidas de leão, dão a verdadeira imagem do que é hoje a Comissão Europeia: uns moços de recados, de espinha mole, a fazerem vénias aos verdadeiros patrões da dita União.
Ainda o ruído orçamental
Tem sido dito, e redito até à exaustão, que este orçamento para 2011 é especial e que a sua aprovação, logo à primeira, é para nós uma questão de vida ou de morte.
Sendo o governo minoritário e dependendo a decisão sobre o orçamento de um consenso parlamentar, Cavaco começou por convocar os partidos com assento na AR e, repetindo-lhes isto em solene ambiente palaciano, apelou ao consenso.
PP, PCP e BE logo assobiaram para o lado, pelo que o apelo ao consenso se virou apenas para PS e PSD. Até as comemorações dos 100 anos da república se subsumiram a este apelo.
O PSD ficou à espera da proposta. Antes desta estar apresentada, não podia, nem devia, pronunciar-se sobre ela ou seu sentido de voto. A comunicação social, que isto não entende, nem respeitaria se o entendesse, logo lhe chamou tabu.
Como a proposta tardasse os apelos continuaram.
No entretanto, o malabarista PS, por si, seus capangas e seus comentadores de serviço, foi-lhes mudando o tom e transformou os apelos que a si e ao PSD se destinavam em apelos apenas ao PSD dirigidos. Exemplo disto foi a declaração que os seus bancários, com funções de banqueiros, conseguiram pôr na boca de um destes. Exemplo disto foi ainda a declaração do presidente da comissão europeia, em clara, descarada e infeliz intromissão em assuntos internos de um estado membro.
Sócrates chegou mesmo a ameaçar com a treta da sua demissão (que antes o poderá levar da cadeira de S. Bento para o banco dos réus, e não para o confortável sofá do seu apartamento de luxo como pretende fazer crer).
Finalmente a proposta foi apresentada com pompa e circunstância televisiva. Se tivesse sido de dia, estou certo que umas motos com umas câmaras de tv teriam acompanhado o percurso da famosa "pen" pelas ruas da capital, entre o Ministério das Finanças e a AR.
Sem perder tempo, o PSD analisou-a e formulou já contraproposta aos pontos que entende ser de rever. Como não revelou o seu sentido de voto, única coisa que à comunicação social interessa, esta continua a gritar tabu.
Sendo o governo minoritário e dependendo a decisão sobre o orçamento de um consenso parlamentar, Cavaco começou por convocar os partidos com assento na AR e, repetindo-lhes isto em solene ambiente palaciano, apelou ao consenso.
PP, PCP e BE logo assobiaram para o lado, pelo que o apelo ao consenso se virou apenas para PS e PSD. Até as comemorações dos 100 anos da república se subsumiram a este apelo.
O PSD ficou à espera da proposta. Antes desta estar apresentada, não podia, nem devia, pronunciar-se sobre ela ou seu sentido de voto. A comunicação social, que isto não entende, nem respeitaria se o entendesse, logo lhe chamou tabu.
Como a proposta tardasse os apelos continuaram.
No entretanto, o malabarista PS, por si, seus capangas e seus comentadores de serviço, foi-lhes mudando o tom e transformou os apelos que a si e ao PSD se destinavam em apelos apenas ao PSD dirigidos. Exemplo disto foi a declaração que os seus bancários, com funções de banqueiros, conseguiram pôr na boca de um destes. Exemplo disto foi ainda a declaração do presidente da comissão europeia, em clara, descarada e infeliz intromissão em assuntos internos de um estado membro.
Sócrates chegou mesmo a ameaçar com a treta da sua demissão (que antes o poderá levar da cadeira de S. Bento para o banco dos réus, e não para o confortável sofá do seu apartamento de luxo como pretende fazer crer).
Finalmente a proposta foi apresentada com pompa e circunstância televisiva. Se tivesse sido de dia, estou certo que umas motos com umas câmaras de tv teriam acompanhado o percurso da famosa "pen" pelas ruas da capital, entre o Ministério das Finanças e a AR.
Sem perder tempo, o PSD analisou-a e formulou já contraproposta aos pontos que entende ser de rever. Como não revelou o seu sentido de voto, única coisa que à comunicação social interessa, esta continua a gritar tabu.
Mas as coisas são como são e o orçamento tem três fases: proposta - discussão - decisão.
E não decisão sem proposta nem discussão, como deseja o governo.
Ou decisão - discussão - proposta, como pretende a comunicação social.
No meio de todo este ruído, uma única dúvida me perturba: e se o orçamento não passar, iremos mesmo morrer?
Ecos do ruído orçamental
Pelas declarações de um senhor juiz que se diz representante dos outros senhores juízes ficámos a saber que estes ainda usufruem de uma mordomia do passado acoimada de subsídio de renda, envelope que recebem líquido de impostos e do qual a actual proposta orçamental lhes retira 20%. Ou seja, tudo como se o envelope passasse a pagar imposto mas apenas a uma taxa reduzida.
Nas suas declarações, o mesmo sehor juiz acusa o governo de assim fazer apenas por vingança sobre os outros senhores juízes seus representados, por estes o terem afrontado (casa pia, freeport, ...).
Quanto ao argumento acusatório, sem comentários.
Quanto ao corte de 20% no envelope, nada a opor.
Quanto aos 80 % que ainda ficam, porquê?
Nas suas declarações, o mesmo sehor juiz acusa o governo de assim fazer apenas por vingança sobre os outros senhores juízes seus representados, por estes o terem afrontado (casa pia, freeport, ...).
Quanto ao argumento acusatório, sem comentários.
Quanto ao corte de 20% no envelope, nada a opor.
Quanto aos 80 % que ainda ficam, porquê?
segunda-feira, outubro 18, 2010
Carpideiras

Quando há muita gente a dizer o mesmo, desconfio.
Já perguntei a um especialista se esta minha mania de assim reagir aos unanismos era defeito de fabrico ou tara. Não me respondeu e regressei a casa a desconfiar dele e de mim.
Este coro afinado, de Bruxelas a Cascais, a dizer que é preciso haver um Orçamento qualquer parece-me uma ladainha de carpideiras atrás de um caixão. Enterrem o morto que já fede.
O eleitor não elegeu os deputados para estes se absterem. Ou sim ou sopas, e isso bem explicadinho, seus ratos de capoeira.
domingo, outubro 17, 2010
sábado, outubro 16, 2010
FCP - Limianos
A minha formação escolar começou em Ponte de Lima.
A minha "carreira" futebolística como jogador terminou nos "LIMIANOS". Estou, pois, "federado" no clube que hoje joga no Porto.
Viva a Taça, viva o Porto e que hoje ganhem os Limianos!
A minha "carreira" futebolística como jogador terminou nos "LIMIANOS". Estou, pois, "federado" no clube que hoje joga no Porto.
Viva a Taça, viva o Porto e que hoje ganhem os Limianos!
Porque hoje é Sábado
sexta-feira, outubro 15, 2010
O senhor deputado Fernando Rosas
O senhor Fernando Rosas, ilustre deputado bloquista, anunciou agora a sua decisão, já de há meses atrás, de abandonar o parlamento da capital no final deste mês de Outubro, cedendo o seu lugar ao também bloquista senhor Jorge Costa(?).
Fá-lo, segundo anunciou, unicamente para dar lugar a gente mais nova e para se dedicar exclusivamente às suas funções de historiador e académico.
Fá-lo também, e convenientemente, após ter adquirido o "direito" a pensão parlamentar.
Fá-lo ainda antes do final do ano, não vá o orçamento atrapalhar a pensãosinha.
Razão tinha o Prof. Paulo Cunha que, no final duma prova oral, o informou que tinha feito uma prova muito boa, mas que a nota que iria ver na pauta seria reduzida para 13, pois que ele também avaliava carácter...
Fá-lo, segundo anunciou, unicamente para dar lugar a gente mais nova e para se dedicar exclusivamente às suas funções de historiador e académico.
Fá-lo também, e convenientemente, após ter adquirido o "direito" a pensão parlamentar.
Fá-lo ainda antes do final do ano, não vá o orçamento atrapalhar a pensãosinha.
Razão tinha o Prof. Paulo Cunha que, no final duma prova oral, o informou que tinha feito uma prova muito boa, mas que a nota que iria ver na pauta seria reduzida para 13, pois que ele também avaliava carácter...
quinta-feira, outubro 14, 2010
QUE DESERTO...
o Porto e a região norte atravessam um período muito dificil, com recessão, muito desemprego, pobreza, falta de investimento privado e de criação de emprego etc etc etc.
Do ponto de vista cultural a cidade e a região pura e simplesmente deixaram de ter expressão no panorama nacional e internacional com honrosas excepções da casa da música e de serralves.
E pergunto eu...o que é que os lideres politicos da região têm feito para contrariar este caminho? Nada!!!!
Antes pelo contrário...a sua falta de pensamento, de cultura e de dimensão reflectem-se nas suas ideias ou melhor, na falta de ideias.
Depois de brincar às corridas de carrinhos e de aviões agora somos brindados com foguetes...
Perante este cenário catastrófico nada mais indicado do que uma semana a mandarem foguetes... até porque devem ter muita coisa para festejar.
Tudo isto demonstra bem o que é que um broeiro pensa do que é a cultura e a dimensão cultural da cidade. É dar festa ao Povo...e nada mais.
A falta de dimensão de pensamento politico dos lideres da região está ao nivel da de um presidente de junta de freguesia com a 4ª classe.
E era tão importante que assim não fosse...
Do ponto de vista cultural a cidade e a região pura e simplesmente deixaram de ter expressão no panorama nacional e internacional com honrosas excepções da casa da música e de serralves.
E pergunto eu...o que é que os lideres politicos da região têm feito para contrariar este caminho? Nada!!!!
Antes pelo contrário...a sua falta de pensamento, de cultura e de dimensão reflectem-se nas suas ideias ou melhor, na falta de ideias.
Depois de brincar às corridas de carrinhos e de aviões agora somos brindados com foguetes...
Perante este cenário catastrófico nada mais indicado do que uma semana a mandarem foguetes... até porque devem ter muita coisa para festejar.
Tudo isto demonstra bem o que é que um broeiro pensa do que é a cultura e a dimensão cultural da cidade. É dar festa ao Povo...e nada mais.
A falta de dimensão de pensamento politico dos lideres da região está ao nivel da de um presidente de junta de freguesia com a 4ª classe.
E era tão importante que assim não fosse...
Da indignação à revolta
Como refere o JAC num comentário a um post abaixo sobre a imposição de portagens nas Scuts do Norte, trata-se de uma medida que, além de injusta, desrespeita os minimos da decência ao ignorar olimpicamente os princípios da universalidade e da simultaneidade.
E revela mais uma vez o tique manhoso de um Governo poltrão que em vez de questionar o bem-fundado de contratos de concessão defeituosos e de parcerias leoninas, assalta o bolso do cidadão ao mesmo tempo que se revela incapaz de cortar a despesa e o desperdício.
O argumento de que só pagam os que utilizam essas estradas é outra falácia, pois é evidente que o transportador vai repercutir os seus custos no produto transportado e o cidadão que por lá não passa vai arcar com a sua quota.
Outras duas lições: quando num caso destes a oposição se abstém é porque é suficientemente cobarde para se atrever a votar a favor das portagens. Mais valia.
E quando um Tribunal ( e não um menor, pois trata-se do Administrativo Central do Norte) decide a favor de uma providência cautelar mas o Governo passa adiante, então há algo de muito pôdre no nosso sistema ou na nossa legislação.
Já não sei se podemos falar apenas no direito à indignação. A palavra revolta parece mais adequada. Resta passar das palavras aos actos.
E revela mais uma vez o tique manhoso de um Governo poltrão que em vez de questionar o bem-fundado de contratos de concessão defeituosos e de parcerias leoninas, assalta o bolso do cidadão ao mesmo tempo que se revela incapaz de cortar a despesa e o desperdício.
O argumento de que só pagam os que utilizam essas estradas é outra falácia, pois é evidente que o transportador vai repercutir os seus custos no produto transportado e o cidadão que por lá não passa vai arcar com a sua quota.
Outras duas lições: quando num caso destes a oposição se abstém é porque é suficientemente cobarde para se atrever a votar a favor das portagens. Mais valia.
E quando um Tribunal ( e não um menor, pois trata-se do Administrativo Central do Norte) decide a favor de uma providência cautelar mas o Governo passa adiante, então há algo de muito pôdre no nosso sistema ou na nossa legislação.
Já não sei se podemos falar apenas no direito à indignação. A palavra revolta parece mais adequada. Resta passar das palavras aos actos.
Vitórias de Pirro
Houve alguma excitação com a notícia da eleição de Portugal para o Conselho de Segurança da ONU. Alguma. Em termos meramente diplomáticos, seria assunto para deitar muitos mais foguetes dos que estouraram.
Mas se essa excitação foi tímida, não o terá sido por acaso.
De facto, seria preciso muito cinismo para nos pedirem que saíssemos para a rua com bandeiras a festejar um sucesso desses quando o país está como está, o governo é o que é e o futuro será o que vai ser. Esperar, neste contexto, regozijo por um assento naquele Conselho de Segurança seria o mesmo que enviarem-nos, encurralados no fundo duma mina, uma televisão para vermos o Portugal-Islândia com a promessa de que daqui a dois anos nos tirariam do buraco.
De qualquer forma, falta ainda conhecer toda a factura com que se conquistaram certos apoios. Já se conhece uma parte: o voto do Ministro Amado a favor das importações sem direitos de 78 artigos pautais de têxteis oriundos do Paquistão. E se a OMC vier a decidir que essa suspenção de direitos tem de ser alargada a outros países (Índia, China, Bangla-Desh, Tailândia, Sri-Lanka, etc.) bem podem as empresas têxteis do norte esperar o pior.
O drama nem sequer advém do facto de que essa dita vitória não nos traz um único emprego. O drama é saber quanto mais desemprego ela nos traz.
Mas se essa excitação foi tímida, não o terá sido por acaso.
De facto, seria preciso muito cinismo para nos pedirem que saíssemos para a rua com bandeiras a festejar um sucesso desses quando o país está como está, o governo é o que é e o futuro será o que vai ser. Esperar, neste contexto, regozijo por um assento naquele Conselho de Segurança seria o mesmo que enviarem-nos, encurralados no fundo duma mina, uma televisão para vermos o Portugal-Islândia com a promessa de que daqui a dois anos nos tirariam do buraco.
De qualquer forma, falta ainda conhecer toda a factura com que se conquistaram certos apoios. Já se conhece uma parte: o voto do Ministro Amado a favor das importações sem direitos de 78 artigos pautais de têxteis oriundos do Paquistão. E se a OMC vier a decidir que essa suspenção de direitos tem de ser alargada a outros países (Índia, China, Bangla-Desh, Tailândia, Sri-Lanka, etc.) bem podem as empresas têxteis do norte esperar o pior.
O drama nem sequer advém do facto de que essa dita vitória não nos traz um único emprego. O drama é saber quanto mais desemprego ela nos traz.
SCUT's do norte viram CCUT's
Na passada sexta-feira, um pouco por todo o norte, estiveram convocados enormes buzinões de protesto contra as portagens nas CCUT's (ex-SCUT's), posto que a montanha tenha apenas parido um minúsculo ratinho.
Esta manhã as tv's mostram enormes filas de nortenhos nas ruas junto das lojas que vendem os (caríssimos) aparelhinhos pagantes das ditas.
Quem está a precisar de um buzinão não é este governo da capital, mas toda a nossa indiferença que por lá o mantém.
Esta manhã as tv's mostram enormes filas de nortenhos nas ruas junto das lojas que vendem os (caríssimos) aparelhinhos pagantes das ditas.
Quem está a precisar de um buzinão não é este governo da capital, mas toda a nossa indiferença que por lá o mantém.
quarta-feira, outubro 13, 2010
SINGULARIDADES LUSITANAS
Perguntado sobre o que é que vai significar para Portugal a presença no Conselho de Segurança da ONU o Secretário de Estado João Gomes Cravinho desabafou de forma bem portuguesa: “uma carga de trabalhos grande”. Nem mais nem menos, foi isto a primeira coisa que lhe veio à cabeça. Podia ter ousadamente teorizado sobre o modo como Portugal poderia contribuir para um novo modelo de relações internacionais dada a sua peculiar e muito própria forma de ver e de estar no mundo e duas ou três ideias sobre o Brasil, os Palop´s e a vocação atlântica, mas isto seria pedir demais ao governante português (a este ou outro qualquer dos nossos tempos). Conquistado o prémio o problema agora é a malfadada “carga de trabalhos”. Note-se que ele estava satisfeito, não parecia desanimado, mas a resposta é bem elucidativa das nossas idiossincrasias.
terça-feira, outubro 12, 2010
Boavista além fronteiras

Portugal ganhou na Islandia. Bom. O melhor mesmo foi ouvir os comentadores dizer que num canto do estádio estava uma faixa a pedir Justiça para o boavista. Assim seja um dia.
Levantamento popular
Cada vez mais ouço que isto só vai à paulada. Até ontem o avô Soares, entre uma sesta e outra, lá foi dizendo que greve gerais é pacifico pois as pessoas vêm de camioneta, fazem um piquenique e descem a Av. Liberdade a ver as montras e a entoar uns slogans pensados e enquadrados.
Só que o avô Soares vai ouvindo o que eu também ouço: assim não vamos lá. Esta malta anda toda a gozar connosco e não se sente que queiram fazer mudanças sérias, que implicava sempre despedir os amigos e os companheiros de ascenção politica.
só que desta forma estamos a caminhar como num desenho animado, sobre um abismo mas haverá o momento em que o realizador nos tira o tapete. Ou mudamos de vida.
SÃO ESTRANHOS OS MERCADOS
É curiosíssimo ver Mário Soares a advertir que se o orçamento não for aprovado iremos sofrer o ataque feroz dos mercados.
É ao contrário, Dr. Soares, ainda não percebeu nada. Não são os mercados que nos atacam. Nós é que atacamos os mercados a pedir-lhes o dinheiro que não temos e eles, naturalmente, não gostam muito de emprestar a insolventes.
É ao contrário, Dr. Soares, ainda não percebeu nada. Não são os mercados que nos atacam. Nós é que atacamos os mercados a pedir-lhes o dinheiro que não temos e eles, naturalmente, não gostam muito de emprestar a insolventes.
segunda-feira, outubro 11, 2010
domingo, outubro 10, 2010
Surf
Foi bonito o dia no circuito mundial de surf em Peniche !
O surf de Kelly Slater é fantástico. A forma física, a vontade de fazer sempre mais e melhor, a execução e a sua capacidade de "inventar" -é incrível.
Vale a pena acompanhar!
O surf de Kelly Slater é fantástico. A forma física, a vontade de fazer sempre mais e melhor, a execução e a sua capacidade de "inventar" -é incrível.
Vale a pena acompanhar!
sábado, outubro 09, 2010
Porque hoje é Sábado
sexta-feira, outubro 08, 2010
quinta-feira, outubro 07, 2010
7 Km, sim..7 km
-Sócrates inaugurou 7 Km de via rápida entre Vila Real e Sabrosa, com as televisões a tiracolo.
-Um ano antes tinha ido ao lançamento da obra, com as televisões a tiracolo.
-Mais atrás ainda tinha feito a apresentação da obra num ecrã, com as televisões a tiracolo.
O nosso primeiro, sem qualquer vergonha, tenta fazer o povo de estúpido, espremendo até à última 7 Km de estrada.
As televisões é que não precisavam de fazer o papel de idiotas úteis.
-Um ano antes tinha ido ao lançamento da obra, com as televisões a tiracolo.
-Mais atrás ainda tinha feito a apresentação da obra num ecrã, com as televisões a tiracolo.
O nosso primeiro, sem qualquer vergonha, tenta fazer o povo de estúpido, espremendo até à última 7 Km de estrada.
As televisões é que não precisavam de fazer o papel de idiotas úteis.
quarta-feira, outubro 06, 2010
Comemorar?!... O quê?
A República celebra o seu centenário. Ontem como hoje, as comemorações ficam-se pela capital, e o resto da pátria continua alheia. O mesmo sucedeu há 100 anos. de facto, a República não se impôs, instalou-se, depois de ter decapitado, com sangue, o regime. A morte de D. Carlos e do Príncipe da Beira, D. Luís Filipe, foram o argumento fáctico para o estertor de 750 anos de Monarquia. Com o decesso do Rei, fenecia o mínimo denominador comum da política oitocentista nacional. Por isso, e por mera coerência, o republicanismo militante deveria assinalar o 01 de Fevereiro de 1908 e não o 5 de Outubro. A Carbonária e o jacobinismo, foram os frios e implacáveis executores de um plano que desembocou na proclamação de José Relvas nos Paços do Concelho de Lisboa.
Instalado o novo regime, iniciaram-se as perseguições aos opositores e as incursões anticlericais, que só cessariam com Sidónio Pais. Quanto à nova esperança, que para alguns trouxe, esfumou-se numa constante sucessão de Governos (45 em 16 anos) e 7 Presidentes da República. As cisões no campo Republicano eram constantes até que culminaram na morte daquele que alguém já chamou de parteira da República, Machado dos Santos. De facto, volvidos 11 anos, os revoltosos eram mortos pelos seus pares na designada “Noite Sangrenta”. Pouco mais duraria a aventura jacobina. Em 1926 o regime soçobraria ante a ascensão de um brilhante estudante de Coimbra, que, dizem, era muito certo em contas. Tão certo que durante 48 anos Portugal mergulhou num regime de cariz autoritário.
A República jovem, laica e progressista que abominava o Liberalismo de uma Monarquia dita serôdia e revelha, caía de podre, com as Finanças colapsadas, e uma insustentável instabilidade política e social.
Ora, compulsando estes 100 anos, constata-se que cerca de metade corresponde a um outro novo Estado, que a República renega; 16 anos de um regime falhado e 36 de uma Democracia que se vê agora a braços com uma crise de carácter estrutural onde, diariamente, se aventa a sua sustentabilidade. Fala-se de definhamento, de deficit, da decadência do regime, do afastamento do sistema político pelos cidadãos, cassandras auguram o fim da Nação…!
Instalado o novo regime, iniciaram-se as perseguições aos opositores e as incursões anticlericais, que só cessariam com Sidónio Pais. Quanto à nova esperança, que para alguns trouxe, esfumou-se numa constante sucessão de Governos (45 em 16 anos) e 7 Presidentes da República. As cisões no campo Republicano eram constantes até que culminaram na morte daquele que alguém já chamou de parteira da República, Machado dos Santos. De facto, volvidos 11 anos, os revoltosos eram mortos pelos seus pares na designada “Noite Sangrenta”. Pouco mais duraria a aventura jacobina. Em 1926 o regime soçobraria ante a ascensão de um brilhante estudante de Coimbra, que, dizem, era muito certo em contas. Tão certo que durante 48 anos Portugal mergulhou num regime de cariz autoritário.
A República jovem, laica e progressista que abominava o Liberalismo de uma Monarquia dita serôdia e revelha, caía de podre, com as Finanças colapsadas, e uma insustentável instabilidade política e social.
Ora, compulsando estes 100 anos, constata-se que cerca de metade corresponde a um outro novo Estado, que a República renega; 16 anos de um regime falhado e 36 de uma Democracia que se vê agora a braços com uma crise de carácter estrutural onde, diariamente, se aventa a sua sustentabilidade. Fala-se de definhamento, de deficit, da decadência do regime, do afastamento do sistema político pelos cidadãos, cassandras auguram o fim da Nação…!
Ante tal cenário, cabe perguntar se haverá algo a celebrar ou, pelo contrário, a equacionar? Ao que parece a História e o passado recente demonstram, amplamente, que a forma Republicana de Governo não se conjuga bem com Portugal.
terça-feira, outubro 05, 2010
Por um regime de valores e com valores
Precisamos uma vez mais de mudar de vida, de promover as reformas indispensáveis para a reconstrução de um equilíbrio, económico e financeiro sustentável, para a reafirmação de um Estado de Direito autorizado e credível, para a revitalização de uma democracia mais transparente, mais mobilizadora, mais livre de interesses e clientelas.
Quem o diz é o presidente da comissão para as comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva.
Quem o diz é o presidente da comissão para as comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva.
sexta-feira, outubro 01, 2010
A verdade entretanto revelada
Acabei de ouvir o senhor Teixeira dos Santos apelar ao apoio do psd para as suas guloseimas fiscais, argumentando que desta vez está em causa o "interesse nacional" e não o "interesse partidário".
Ficamos, assim, a saber que o interesse nacional não é coincidente com o interesse partidário.
Que porém, excepcionalmente, o poderá ser.
Que meter a mão nos nossos bolsos para alimentar todas as mordomias dos (que se julgam) donos da coisa pública é das tais excepções que confirmam a regra.
Quantos meses ficaremos agora sem novo apelo ao interesse nacional?
A ver vamos...
Ficamos, assim, a saber que o interesse nacional não é coincidente com o interesse partidário.
Que porém, excepcionalmente, o poderá ser.
Que meter a mão nos nossos bolsos para alimentar todas as mordomias dos (que se julgam) donos da coisa pública é das tais excepções que confirmam a regra.
Quantos meses ficaremos agora sem novo apelo ao interesse nacional?
A ver vamos...
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