Notás breves sobre o discurso do candidato Mário Soares:
1º - Temos pela frente um combate político a sério;
2º - Soares parecia nervoso, mas rapidamente ultrapassou algumas falhas iniciais;
3º - Quer fazer da sua idade um dos temas da campanha. Não se pode entrar no seu jogo;
4º - Fala de crise em Portugal e na União Europeia, não resistindo às críticas ao “negocismo” e ao “culto do dinheiro” como base de uma crise de civilização. Esta é uma base de combate ideológico;
5º - Num púlpito com a inscrição Portugal falou nas pessoas por contraposição à preocupação com as finanças públicas. Tem de se demonstrar que o rigor não é sinónimo de falta de preocupação com as pessoas;
6º - Relembrou toda a sua actividade depois da saída de Belém, demonstrando a sua faceta plural. Não é o único proprietário de uma carreira completa;
7º - Assumiu a importância de temas com a cidadania a as assimetrias regionais;
8º - Um dos pontos mais fracos do discurso é precisamente aquele em que se refere à forma como pretende exercer os poderes presidências. Foi demasiado vago e não demonstrou a necessária visão de um Presidente que vá para além de um indeterminado “magistério de influência”;
9º - Há no seu discurso uma vertente depressiva , que é uma das razões consideradas para a afirmação da sua candidatura “è preciso vencer este estado depressivo”. Um discurso apenas pela positiva pode ser mais apelativo;
10º - É possível desmontar esta candidatura com um combate político sério que relembre o carácter partidário e radical que esta candidatura hoje personifica.
Com tempo voltarei a este tema de uma forma mais completa
quarta-feira, agosto 31, 2005
É mesmo verdade
Neste momento a RTP, RTP-N, a SIC e a SIC Notícias estão a transmitir a sessão de apresentação da candidatura presidencial de Mário Soares. No hotel que é sempre o quartel general do PS lá está o candidato a discursar. Perante uma sala com PS, BE (presença com significado) e independentes o candidato fala em ultrapassar o estado depressivo. Eu lembrando palavras de Soares acho que, de facto, "Basta". Vamos ao combate político.
terça-feira, agosto 30, 2005
Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo
Foi o que me aconteceu. Depois de ter dito que não tinha tempo para escrever umas postas foram 5 de rajada. 5. sim senhora. É o que dá a abstinência.
O desactualizado
Hasse Ferreira, esse mesmo o socialista, diz num artigo no DEconómico que Cavaco está desactualizado em relação aos problemas económicos e sociais que atravessam o País e como tal seria um péssimo presidente. O que fiquei sem saber é o que pensa Hasse sobre Mário Soares. Estará ele actualizado? Mudaram-lhe os chips´?
O país em suspense
Manuel Alegre diz que fala hoje durante um jantar em Viseu com amigos e militantes do PS e não só. Ficamos a aguardar. Mas para mim dirá que acaba por apoiar Mário Soares depois de fazer uns poemas cheios de indirectas.
Karagounis
Este nome ainda hoje o tenho atravessado na garganta. Fez os jogos das vida dele no último europeu e bem nos estragou a festa. Agora vai para o Benfica. Dizem que é um grande contrato. Ele que não apareça pelos lados do Bessa que eu ainda tenho umas contas a ajustar com ele.
Emails
Os emails são uma ferramenta poderosa. E que nos facilitam a vida. E que nos ocupam o dia. Continuo a abrir e a responder despois de 3 semanas ausente. Está quase a acabar. A produção blogueira ganhará novo folgo amanhã.
Agosto no Porto (III)
Este mês passado no Porto levou a que tivesse feito uma reflexão sobre o papel que o Porto deve ter dentro de Portugal e no seu espaço geográfico. Hoje quem vive no Porto tem à sua mão, dentro da cidade ou bem perto na Área Metropolitana, todos os equipamentos necessários. Desde parques urbanos, a centros de congressos (eu contabilizo pelo menos dois), a pavilhões multiusos, tudo, ou quase tudo, está à nossa mão, ou num destino bem próximo. Tudo isto é devido, em grande parte, a um conjunto de autarcas que vendo as insuficiências existentes as foram ultrapassando.
Mas agora é preciso dar um grande passo em frente. É preciso ter uma estratégia para toda a região. Ideias para o Porto. Essas têm inevitavelmente de passar por uma posição de liderança na região Norte.
Os números do desemprego – que neste momento têm especial acento na região Norte. Os baixos índices de riqueza. A baixa utilização do Aeroporto Francisco Sá Carneiro em relação às suas potencialidades. A falta de uma televisão regional quando a TV Cabo nos dá a TV da Galiza. O desaparecimento de jornais ou estações de rádio. O definhar das suas estruturas públicas. O desaparecimento dos centros de decisão financeira, e empresarial. A crise turística e a falta de grandes eventos, como congressos, nesta região. E outros e variados exemplos são devidas a um conjunto de erros das elites e daqueles que exercem ou exerceram o poder político.
Nos próximos tempos é preciso dar a volta a isto. Afirmar o Porto, passa por afirmar as suas ideias e pessoas. O sucesso do Porto tem de ultrapassar o desporto, a cultura ou um outro empresário que persiste em ficar no Porto. É necessário um conceito estratégico para a sua política cultural, de transportes, de ambiente, de urbanismo, de educação, de desporto e até para a economia da região.
A Área Metropolitana tem de efectivamente funcionar e o tema da regionalização tem de voltar a sair do baú em que foi posto. Pode ser apenas um meio, mas uma estrutura política intermédia, com efectiva proximidade entre eleitos e eleitores, e poder real, tem grandes potencialidades para criar mais desenvolvimento, e, sobretudo, equilíbrio dentro de um país que existe, cada vez mais, à volta de um centro. Portugal não pode ser um Estado com um único centro, e sem um conjunto amplo de cidades médias desenvolvidas e atractivas. Para alcançar esse objectivo não tenho uma receita final mas acho que seguir estas pistas simples podem servir para início de um caminho que não só é longo, como urgente.
Mas agora é preciso dar um grande passo em frente. É preciso ter uma estratégia para toda a região. Ideias para o Porto. Essas têm inevitavelmente de passar por uma posição de liderança na região Norte.
Os números do desemprego – que neste momento têm especial acento na região Norte. Os baixos índices de riqueza. A baixa utilização do Aeroporto Francisco Sá Carneiro em relação às suas potencialidades. A falta de uma televisão regional quando a TV Cabo nos dá a TV da Galiza. O desaparecimento de jornais ou estações de rádio. O definhar das suas estruturas públicas. O desaparecimento dos centros de decisão financeira, e empresarial. A crise turística e a falta de grandes eventos, como congressos, nesta região. E outros e variados exemplos são devidas a um conjunto de erros das elites e daqueles que exercem ou exerceram o poder político.
Nos próximos tempos é preciso dar a volta a isto. Afirmar o Porto, passa por afirmar as suas ideias e pessoas. O sucesso do Porto tem de ultrapassar o desporto, a cultura ou um outro empresário que persiste em ficar no Porto. É necessário um conceito estratégico para a sua política cultural, de transportes, de ambiente, de urbanismo, de educação, de desporto e até para a economia da região.
A Área Metropolitana tem de efectivamente funcionar e o tema da regionalização tem de voltar a sair do baú em que foi posto. Pode ser apenas um meio, mas uma estrutura política intermédia, com efectiva proximidade entre eleitos e eleitores, e poder real, tem grandes potencialidades para criar mais desenvolvimento, e, sobretudo, equilíbrio dentro de um país que existe, cada vez mais, à volta de um centro. Portugal não pode ser um Estado com um único centro, e sem um conjunto amplo de cidades médias desenvolvidas e atractivas. Para alcançar esse objectivo não tenho uma receita final mas acho que seguir estas pistas simples podem servir para início de um caminho que não só é longo, como urgente.
segunda-feira, agosto 29, 2005
Não é passado é pesadelo real
Depois de férias de jornais, televisão e net procurei saber como estava o meu país. Disseram-me que Jerónimo de Sousa era candidato à presidência da República, bem como o Mário Soares, que o Cavaco mantinha tabú, que o país ardia e que o benfica jogava mal e perdia. Repliquei que o queria era noticias actuais e não as das décadas anteriores. Que não, que estas eram mesmo do ano de 2005, Agosto. Pensei em não desfazer a mala e regressar ao paraíso em que estava e fugir deste pesadelo.
Acabou-se o bem bom
Pois é. Voltei de férias. E vejo que o Diogo tomou conta da casa com gosto e sabedoria. O resto da malta está visto que continua nas vacances.
Tróia
Gosto muito da nossa costa alentejana. Desde logo, por esse motivo de natureza subjectiva é muito positiva a notícia de que a implosão das torres de Tróia está marcada para 8 de Setembro. Mas esse acto está bastante para além das minhas preferências pessoais. Será este o primeiro passo para que em Portugal possa nascer um grande empreendimento turístico no qual se vão gerar empregos e riqueza para a nossa economia. Não sei se José Sócrates vai participar na dita implosão, só sei que são actos políticos como aquele que permitiu o nascimento de uma nova realidade turística que devem ser tomados por todo e qualquer Governo. Mais do que TGV, Ota ou outros projectos com participação pública aquilo que é importante é criar condições para que os empresários possam fazer aquilo que sabem, isto é desenvolver a economia, e já agora o turismo. Tenho muitas dúvidas que o nosso Primeiro Ministro e o inexistente Ministro da Economia tenham percebido isso. De todo o modo em Setembro vai ser possível assistir a um acto que simboliza aquilo que é necessário para o crecimento da economia: o apoio político que não cria obstáculos ao desenvolvimento empresarial. Quanto à opção estratégica que encerra não me parece que fosse mau para Portugal ser visto como uma espécie a Florida da Europa
domingo, agosto 28, 2005
Sem comentários
Foi divulgado pela comunicação social um documento assinado por Carlos Antunes, antigo responsável do Partido Revolucionário do Proletariado, por Eurico Figueiredo, do PS e Fernando Condesso, do PSD de apoio à candidatura presidencial de Mário Soares.
Sem comentários bastam alguns excertos: «Portugal vive uma profunda crise política, económica, social e ambiental», situação que «caminha para se transformar num terrível impasse, conduzindo a uma crise de regime democrático, quando os eleitores constatam que os dirigentes políticos, que prometem resolver todos os males, acabam por os agravar ainda mais»...
Tudo isto se enquadra, em seu entender, na globalização, o que de facto «significa que o capitalismo encontrou uma forma de fugir quase completamente ao controlo do Estado no quadro nacional».A globalização, defendem, está a pôr em causa «o modelo mais equilibrado de desenvolvimento até hoje descoberto pelas sociedades humanas: a social-democracia e o Estado social, este assumido como valor da União Europeia».
Enumerando ainda outros problemas como a degradação ambiental ou a intervenção norte-americana no Iraque, os três antigos dirigentes partidários concordam que tantos problemas «exigem que na Presidência da República se encontre alguém extremamente bem informado e determinado».Adiantam que esse candidato tem ainda de ser «alguém que não duvide um momento da importância de uma Europa forte como factor indispensável para introduzir uma nova racionalidade no desenvolvimento mundial, onde a desigualdade aumenta a par do aumento da riqueza»...
Sem comentários bastam alguns excertos: «Portugal vive uma profunda crise política, económica, social e ambiental», situação que «caminha para se transformar num terrível impasse, conduzindo a uma crise de regime democrático, quando os eleitores constatam que os dirigentes políticos, que prometem resolver todos os males, acabam por os agravar ainda mais»...
Tudo isto se enquadra, em seu entender, na globalização, o que de facto «significa que o capitalismo encontrou uma forma de fugir quase completamente ao controlo do Estado no quadro nacional».A globalização, defendem, está a pôr em causa «o modelo mais equilibrado de desenvolvimento até hoje descoberto pelas sociedades humanas: a social-democracia e o Estado social, este assumido como valor da União Europeia».
Enumerando ainda outros problemas como a degradação ambiental ou a intervenção norte-americana no Iraque, os três antigos dirigentes partidários concordam que tantos problemas «exigem que na Presidência da República se encontre alguém extremamente bem informado e determinado».Adiantam que esse candidato tem ainda de ser «alguém que não duvide um momento da importância de uma Europa forte como factor indispensável para introduzir uma nova racionalidade no desenvolvimento mundial, onde a desigualdade aumenta a par do aumento da riqueza»...
Jaquinzinhos
Mais vale tarde do que nunca. Foi com grande pena que vimos terminar mais esta "Nortada favorável". Esperamos que seja por pouco tempo este "período de férias". Se aparecer uma petição para o regresso nós estaremos a apoiar na primeira linha.
Agosto no Porto (II)
Francisco Assis, candidato à Câmara do Porto, brindou a cidade com uma nova série de cartazes. Esta nova propaganda tem muito texto. Temo que as tentativas para a sua leitura por parte dos eleitores venham a terminar num aumento dos desastres automóveis, logo em menos votos no candidato. Mas “malgré tout”, Assis apresenta algumas das suas propostas para as mais variadas áreas. Saliento duas: a criação de um parque urbano por ano, e de um centro de congressos e pavilhão multiusos. Perante estas prolixas promessas surgem também dúvidas perfeitamente legítimas. Não sei se o candidato quer aumentar os limites do concelho, mas vejo pouco espaço para tanta ambição ou demagogia. E já agora um centro de congressos para quê? Será que não chegam os que já existem na área Metropolitana? Enfim, a continuar assim, Assis não chega a bom porto.
sábado, agosto 27, 2005
Felgueiras
Segundo notícia do Portugal Diário, "O Tribunal de Felgueiras encontrou irregularidades na candidatura socialista à Câmara Municipal e notificou o mandatário da lista de José Campos para no prazo de três dias se pronunciar.
O despacho do juiz, a que o PortugalDiário teve acesso, confirma «a existência de irregularidades processuais» invocadas pela Comissão Política Concelhia local e, nos termos da lei eleitoral autárquica, concede três dias ao mandatário da candidatura de José Campos para «suprir irregularidades processuais ou (. . . ) sustentar que não existem quaisquer irregularidades a suprir . . . ».
Contactado pelo PortugalDiário o mandatário da lista socialista, Edgar Silva, confirma que foi notificado pelo tribunal para explicar por que razão a candidatura de José Campos não foi votada na Comissão Política Concelhia, tal como prevêem os estatutos do partido.".
Aqui está um belo exemplo do que dá não cortar a direito. A distrital do PS do Porto, ao contrário do que parecia, não o fez. Agora chegam os resultados. A candidatura de Felgueiras a Felgueiras não tem irregularidades, já a do PS tem de demonstrar perante o Tribunal a sua legitimidade. Enfim, só espero que no dia 9 de Outubro todos sejam castigados.
O despacho do juiz, a que o PortugalDiário teve acesso, confirma «a existência de irregularidades processuais» invocadas pela Comissão Política Concelhia local e, nos termos da lei eleitoral autárquica, concede três dias ao mandatário da candidatura de José Campos para «suprir irregularidades processuais ou (. . . ) sustentar que não existem quaisquer irregularidades a suprir . . . ».
Contactado pelo PortugalDiário o mandatário da lista socialista, Edgar Silva, confirma que foi notificado pelo tribunal para explicar por que razão a candidatura de José Campos não foi votada na Comissão Política Concelhia, tal como prevêem os estatutos do partido.".
Aqui está um belo exemplo do que dá não cortar a direito. A distrital do PS do Porto, ao contrário do que parecia, não o fez. Agora chegam os resultados. A candidatura de Felgueiras a Felgueiras não tem irregularidades, já a do PS tem de demonstrar perante o Tribunal a sua legitimidade. Enfim, só espero que no dia 9 de Outubro todos sejam castigados.
Urgente?
Segundo a imprensa, o PS veio afirmar a necessidade de iniciar de forma urgente o processo com vista à marcação de um referendo sobre o aborto. Parece então ser esta matéria a prioridade absoluta desta nova maioria. E não é que eu acho que deveria ser o combate aos fogos florestais, ou as necessárias medidas de controlo da despesa. Enfim, cada um tem as suas prioridades.
sexta-feira, agosto 26, 2005
Pacheco Pereira - a ler
O artigo de Pacheco Pereira na Sábado é uma análise certeira das razões explicativas para o descrédito do actual Governo. Em “Sair da estação estúpida tão cansado como lá se entrou” Pacheco Pereira alerta para o facto de este Governo detentor de um capital único (a maioria absoluta do PS) o ter desbaratado não devido às medidas de austeridade, mas pela mentira de que não haveria sacrifícios, pelo sentido da demissão do Ministro das Finanças, pelas nomeações políticas de boys do PS para altos cargos em empresas do Estado, pela promessa de gastar dinheiro em projectos não estudados, e pela indiferença e minimização perante os fogos florestais.
A descrição da situação actual está mais do que correcta, o alerta para o perigo desta situação sobre a credibilidade do sistema é mais do que certeira. Independentemente da discordância que tenho em relação à ideia implícita da necessidade da maioria de um só partido (esse é um drama que apenas existe na esquerda, pois à direita PSD e CDS conseguem entendimentos para políticas reformistas) aqui está um roteiro simples daquilo que a oposição tem de dizer a um Primeiro Ministro cada vez mais enfadado com Portugal.
PS – E, já agora, as medidas de austeridade ainda têm de ir bem mais longe.
A descrição da situação actual está mais do que correcta, o alerta para o perigo desta situação sobre a credibilidade do sistema é mais do que certeira. Independentemente da discordância que tenho em relação à ideia implícita da necessidade da maioria de um só partido (esse é um drama que apenas existe na esquerda, pois à direita PSD e CDS conseguem entendimentos para políticas reformistas) aqui está um roteiro simples daquilo que a oposição tem de dizer a um Primeiro Ministro cada vez mais enfadado com Portugal.
PS – E, já agora, as medidas de austeridade ainda têm de ir bem mais longe.
Vasco Pulido Valente - a ler
Vasco Pulido Valente tem andado numa forma fantástica. Os seus artigos no Público para além do habitual sentido crítico têm demonstrado uma clarividência invulgar entre os nossos analistas de serviço. Hoje no Público em “Nada é seguro” escreve sobre o descrédito do Estado e dá dois exemplos: o primeiro relativo às mudanças no regime de aposentação dos funcionários públicos, e o segundo relativo aos fogos. No primeiro VPV erra, pois é imperativo fazer estas modificações sob pena de daqui a alguns anos (infelizmente poucos) o Estado nem sequer conseguir pagar as pensões que deve. Já concordo que se devem ser responsabilizados os vários agentes políticos que nunca explicaram aos cidadãos a situação vivida. Quanto ao segundo, o exemplo dos fogos, VPV tem toda a razão: a migração maciça para as cidades e o abandono da agricultura dificultam hoje a necessária limpeza que os proprietários têm de fazer dos seus terrenos. Há responsabilidade do Estado é certo, mas acho – e esta opinião é exclusivamente minha - que ainda pode ser minorada com uma política de ordenamento correcta, com a aposta clara em cidades médias, com o fim do centralismo na capital, e se calhar com a aposta em novos poderes descentralizados, que deve ser feita por via da regionalização.
Taça UEFA
Tal como prometido aqui estou a comentar o sorteio da taça UEFA para as equipas portuguesas:
Estrela Vermelha - Sporting de Braga
Vitória de Setúbal - Sampdória
Vitória de Guimarães - Wisla Cracóvia
Halmstad - Sporting
Foi um bom sorteio. A equipa que terá mais dificuldades é obviamente o Vitória de Setúbal. Parece que a tarefa do Sporting é simples. O Guimarães tem todas as possibilidades de passar para a fase de grupos. O Braga também, o que se acontecer o tranforma na equipa portuguesa com mais hipóteses de sucesso nesta competição. Acredito que depois do F.C. do Porto outra equipa portuguesa pode ganhar esta taça.
Estrela Vermelha - Sporting de Braga
Vitória de Setúbal - Sampdória
Vitória de Guimarães - Wisla Cracóvia
Halmstad - Sporting
Foi um bom sorteio. A equipa que terá mais dificuldades é obviamente o Vitória de Setúbal. Parece que a tarefa do Sporting é simples. O Guimarães tem todas as possibilidades de passar para a fase de grupos. O Braga também, o que se acontecer o tranforma na equipa portuguesa com mais hipóteses de sucesso nesta competição. Acredito que depois do F.C. do Porto outra equipa portuguesa pode ganhar esta taça.
Nomeações para o Nobel da Paz
Gerhard Schroeder foi nomeado em conjunto com Powell, Iuschenko, Havel, Bono e outros para o prémio Nobel da paz. Nada mau em altura de campanha eleitoral.
Jantar com Governadores Civis
Parece que Mário Soares jantou com Governadores Civis. Como irá reagir Freitas do Amaral tão crítico destas refeições em entrevista recente ao DN? E já agora perante o cenário que se avizinha quem irá apoiar o nosso MNE?
Será mesmo verdade?
De acordo com a imprensa Mário Soares vai mesmo apresentar candidatura presidencial. A seessão pública de apresentação vai ser no dia 31 no habitual Hotel dos estados gerais do PS em noites eleitorais, o Altis. Este pequeno facto simbólico tem um grande sentido. Uma candidatura de natureza partidária ligada ao PS, com o apoio do Bloco de Esquerda naturalmente garantido, e o do Partido Comunista a aparecer mais tarde faz com que seja necessário um candidato independente dos partidos. Só esse candidato poderá em Belém ser...independente.
quinta-feira, agosto 25, 2005
Descrédito
O tema dos partidos políticos e do descrédito dos agentes políticos são temas que hoje estão na ordem do dia. Por via da entrevista de Paulo Morais à Visão e pelo excelente artigo de Maria de Fátima Bonifácio no Público (apesar de discordâncias pontais que em relação a ele tenho) é levantada, de formas distintas, a questão do sistema político. É, desde já, importante, porque a demagogia pode aparecer com facilidade, salientar que esta questão não se resolve com menos deputados e com alterações nos círculos eleitorais. Este é um tema a voltar mais tarde.
Liga dos Campeões
O sorteio para a fase de grupos já está feito. Aqui vão os resultados que mais interessam:
Grupo H
F.C.PORTO
Inter
Glasgow Rangers
Artmedia
Grupo D
Manchester United
Villareal
Lille
Benfica
Para além daquele grupo louco em que estão o Chelsea, Liverpool, Bétis e Anderlecht, o grupo H é claramente o mais forte desta Liga. Neste grupo para além do antigo vencedor da Liga dos Campeões, está o fantástico Inter de Adriando, Figo e companhia, o Glasgow Rangers que está a jogar um futebol de grande qualidade, e o Artmedia da Eslováquia uma das grandes surpresas da fase de eliminatórias. Lucho, Baia (o melhor guarda redes nacional), Diego, Jorginho e restante equipa vão ter de estar concentrados para poderem fazer os 18 pontos em disputa.
Já o Benfica teve muita sorte apesar de estar no pote 4, o das equipas mais fraquinhas. O Manchester United em clara crise, o Lille uma das equipas mais fracas da competição, e o Villareal equipa mediana do campeonato espanhol vão, no entanto, se ossos muito duros de roer. Para as duas equipas nacionais desejo boa sorte para que não seja só o F.C.Porto a fazer pontos no ranking de Portugal
Amanha será comentado o sorteio da Taça UEFA, já ganha em Sevilha pelo F.C. PORTO.
Grupo H
F.C.PORTO
Inter
Glasgow Rangers
Artmedia
Grupo D
Manchester United
Villareal
Lille
Benfica
Para além daquele grupo louco em que estão o Chelsea, Liverpool, Bétis e Anderlecht, o grupo H é claramente o mais forte desta Liga. Neste grupo para além do antigo vencedor da Liga dos Campeões, está o fantástico Inter de Adriando, Figo e companhia, o Glasgow Rangers que está a jogar um futebol de grande qualidade, e o Artmedia da Eslováquia uma das grandes surpresas da fase de eliminatórias. Lucho, Baia (o melhor guarda redes nacional), Diego, Jorginho e restante equipa vão ter de estar concentrados para poderem fazer os 18 pontos em disputa.
Já o Benfica teve muita sorte apesar de estar no pote 4, o das equipas mais fraquinhas. O Manchester United em clara crise, o Lille uma das equipas mais fracas da competição, e o Villareal equipa mediana do campeonato espanhol vão, no entanto, se ossos muito duros de roer. Para as duas equipas nacionais desejo boa sorte para que não seja só o F.C.Porto a fazer pontos no ranking de Portugal
Amanha será comentado o sorteio da Taça UEFA, já ganha em Sevilha pelo F.C. PORTO.
Metro do Porto - explicações necessárias
A intervenção de Oliveira Marques, na apresentação da evolução do orçamento plurianual do Metro Porto foi elogiada e entendida como uma explicação séria de natureza técnica, bem diferente das confusões que no plano político se estabeleceram na sequência de um conjunto de afirmações do Ministro das Obras Públicas. De facto, a leitura dos números apresentados demonstra que não se pode comparar o incomparável devido à evolução – num sentido de crescimento – que o projecto teve. Assim, as previsões de 2000 foram estabelecidas para uma realidade bem diferente da de 2005.
Entre os números apresentados é importante destacar:
1º - Quanto ao investimento, a previsão inicial de 1071 milhões de euros relativa ao sistema de metro ligeiro foi modificada em virtude de alterações da relação com a Normetro e outras exteriores a essa relação para 1668 milhões de euros; em virtude das alterações de 2001 passou para 1913 milhões de euros; outras alterações como duplicações da linha da Póvoa e Trofa I, material circulante, a linha Campanhã-Antas, a linha do Aeroporto e os interfaces fizeram com que o orçamento de investimento ficasse em 2368 milhões de euros; por fim, as modificações que estão em fase de aprovação levam a um orçamento de 2402 milhões de euros;
2º - Todas as alterações são explicadas - especificadas entre linhas novas e reabilitações necessárias - e datadas;
3º - A execução do investimento até 30 de Junho deste ano está, dentro da previsão orçamental, em 1545 milhões de euros (já superior à previsão inicial);
4º - As necessidades de financiamento evidentemente que se modificaram, mas é interessante atender à estrutura do mesmo e às suas alterações;
5º - O Banco Europeu de Investimentos pesava em 2000 48,1% vale hoje 33,5%; os Fundos Comunitários passaram de 34,6% para 18,2%, o leasing não existia e vale hoje 14,8%, o PIDDAC passa de 9,4% para 8,7% estando inicialmente previstos 101 milhões de euros passando actualmente para 209 milhões de euros dos quais estão executados 99;
Para além destes dados entendo que se deve ter em atenção:
6º - A estrutura accionista da empresa em que avultam o Estado e as autarquias locais;
7º - As receitas que são geradas;
8º - A utilidade para a região e a sua população, nomeadamente por via da reabilitação urbana que se está a fazer;
9º - A comparação com os outros projectos de Metro quanto a custos e receitas.
Mas esses são temas a voltar mais tarde. Por enquanto basta ter como certo que a modificação na execução e previsão de investimento se deve (e foi explicado) a evoluções naturais do projecto que nada retiram à sua utilidade para o país. È importante que isso fique bem marcado. E por enquanto não é pouco.
Entre os números apresentados é importante destacar:
1º - Quanto ao investimento, a previsão inicial de 1071 milhões de euros relativa ao sistema de metro ligeiro foi modificada em virtude de alterações da relação com a Normetro e outras exteriores a essa relação para 1668 milhões de euros; em virtude das alterações de 2001 passou para 1913 milhões de euros; outras alterações como duplicações da linha da Póvoa e Trofa I, material circulante, a linha Campanhã-Antas, a linha do Aeroporto e os interfaces fizeram com que o orçamento de investimento ficasse em 2368 milhões de euros; por fim, as modificações que estão em fase de aprovação levam a um orçamento de 2402 milhões de euros;
2º - Todas as alterações são explicadas - especificadas entre linhas novas e reabilitações necessárias - e datadas;
3º - A execução do investimento até 30 de Junho deste ano está, dentro da previsão orçamental, em 1545 milhões de euros (já superior à previsão inicial);
4º - As necessidades de financiamento evidentemente que se modificaram, mas é interessante atender à estrutura do mesmo e às suas alterações;
5º - O Banco Europeu de Investimentos pesava em 2000 48,1% vale hoje 33,5%; os Fundos Comunitários passaram de 34,6% para 18,2%, o leasing não existia e vale hoje 14,8%, o PIDDAC passa de 9,4% para 8,7% estando inicialmente previstos 101 milhões de euros passando actualmente para 209 milhões de euros dos quais estão executados 99;
Para além destes dados entendo que se deve ter em atenção:
6º - A estrutura accionista da empresa em que avultam o Estado e as autarquias locais;
7º - As receitas que são geradas;
8º - A utilidade para a região e a sua população, nomeadamente por via da reabilitação urbana que se está a fazer;
9º - A comparação com os outros projectos de Metro quanto a custos e receitas.
Mas esses são temas a voltar mais tarde. Por enquanto basta ter como certo que a modificação na execução e previsão de investimento se deve (e foi explicado) a evoluções naturais do projecto que nada retiram à sua utilidade para o país. È importante que isso fique bem marcado. E por enquanto não é pouco.
quarta-feira, agosto 24, 2005
Novo Aeroporto
João Cravinho escreveu no Diário de Noticias de ontem um artigo sobre o novo aeroporto. Defende que se deve elevar o debate de modo a que seja feito com bases sólidas e verdadeiramente informativas (argumento que não é original). Estou de acordo. Defende que a decisão é feita por fases sequenciais, relativas ao quando, onde e como, que não se podem atropelar. Só na última fase é que entra o plano económico e os estudos de natureza financeira. Antes estão as questões da capacidade do Aeroporto da Portela e a localização de um novo aeroporto. Também posso concordar com esta referência sequencial e com o pressuposto da necessidade de um novo aeroporto. Mas quanto à localização gostaria de conhecer os estudos relativos à escolha a fazer (ou já feita). Segundo Cravinho ainda “não chegamos aí”. Então é preciso fazer os estudos relativo à opção de macro ordenamento do território, acessibilidades, impactos ambientais e melhor estimativa de custos. Então o processo ainda está muito atrasado e não tem qualquer sentido fazer a sua inclusão num plano de investimentos “salvador da pátria”. Ou então espero que alguém nos venha explicar a razão pela qual toda a gente, incluindo o actual Ministro das Obras Públicas, fala na Ota.
O regresso da economia
De acordo com notícia do Diário Económico o Primeiro Ministro quer virar o discurso político do Governo para a matéria do crescimento económico. De acordo com fontes do gabinete ministerial estão a ser preparas novidades numa lógica de compensação em relação às medidas restritivas que vão aparecer no Orçamento de Estado para 2006. Basta este discurso para que não se espere nada de muito positivo. Quem acha que se tem de compensar a um Orçamento de Estado de rigor está a dar um conjunto de maus sinais para a economia. Para começar o rigor não é levado a sério, pois o poder político não demonstra firmeza na sua opção voltando mais uma vez às bem conhecidas facilidades socialistas. Em segundo lugar, este género de opção leva a que todos se relembrem da insólita modificação na pasta das finanças deste Governo e de todas as suas consequências. Por fim, este discurso – que parece ser compensador de um Orçamento restritivo – demonstra que o PS continua enganado em relação ao papel do Estado e do Governo na economia. Bem mais interessante que um novo plano de investimento ou outras fantasias será um orçamento que assuma uma actuação firme em relação às despesas do Estado e que dê um conjunto de sinais – por exemplo a nível das medidas fiscais – que sejam incentivadoras da iniciativa privada e empresarial. Infelizmente as minhas expectativas são bem outras. Acho que naturalmente as opções sobre a despesa vão ser curtas e que as opções fiscais não vão incentivar quem necessita de incentivo. Espero estar enganado, mas não vejo neste Governo grande arte para inverter o ciclo económico, que estagna e pode entrar em recessão; para modificar a situação de pessimismo que com o aumento do IVA está num mínimo de quase dois anos; para melhorar a nossa balança comercial, apoiando a sério o sector exportador; para reformar os sectores essenciais da nossa economia. Doses grandes de demagogia não são o remédio que Portugal precisa, mas infelizmente é o que temos neste momento. Espero que mais uma vez os empresários acabem por assumir o seu papel e demonstrem que não precisam dos planos do Ministro Pinho, mas antes de um Estado no seu lugar, mais flexível e amigo do investimento privado.
terça-feira, agosto 23, 2005
Da TVE ao Presidente da República
A TVE no seu noticiário deu um destaque especial aos fogos em Portugal. Foi feito um directo de Coimbra, mais propriamente de Santa Clara, o que fez relembrar a situação – que penso inédita – de fogos muito próximo, ou até bem dentro de grandes centros urbanos. Também se sublinhava que a situação é muito grave em nove Distritos o que fez com que se tivesse partido para pedidos de apoio a vários Estados. No fim o apresentador em estúdio comentava a dificuldade em compreender que estes pedidos de apoio tenham sido feitos tão tarde. Não vou voltar a repetir as críticas às férias de um Primeiro Ministro - que parece estar cansado deste país -, nem falar de uma comunicação social que noutros tempos – e não tenho especial apreço pelo discurso do coitadinho – perante estes acontecimentos teria feito uma campanha de desgaste feroz do Governo, mas já começa a parecer estranho o silêncio presidencial. È certo que o Presidente da República tem, neste momento, poderes mais reduzidos, e que já foi ao terreno informar-se da situação, mas uma palavra mais firme em relação à bagunça governativa – apesar da competência e bom senso que reconheço ao Secretário de Estado da Administração Interna - quanto a esta matéria era de esperar. Referir que há alturas em que é necessário uma eficiência e um sentido de Estado muito apurados, corresponderia a uma mensagem simples que o Presidente poderia dar ao país. Infelizmente assim não o entendeu Jorge Sampaio. Espero, apesar de não acreditar que se esteja perante um sinal dos tempos, que um próximo Presidente da República não deixe passar situações como esta em claro.
segunda-feira, agosto 22, 2005
Sobe e desce
Tenho feito um grande esforço para não escrever no Nortadas textos relativos à vida política partidária, e muito em especial em relação ao CDS. Mas há limites. O Jornal de Notícias de Domingo apresenta um texto crítico em relação a Ribeiro e Castro. A causa é simples: considera o jornalista como politiquice uma declaração do Presidente do CDS em que este relembrava ao Eng. Sócrates que a maior eficiência na cobrança de impostos corresponde a uma herança dos Governo anteriores. Esta afirmação surgiu após uma vista do regressado Primeiro Ministro a uma repartição de finanças em Cascais em que se publicitou a melhoria na cobrança dos imposto. Convém sobre esta matéria que se assumam alguns factos. Em primeiro lugar, o combate à fraude e evasão fiscal é uma tarefa de médio e longo prazo, e assim tal como não se consegue resolver o problema dos fogos em quatro meses, o mesmo se passa em relação à eficiência na cobrança fiscal. Em segundo lugar, um passo corajoso foi tomado pelos anteriores Governos. Contratar com um bom salário um Director Geral exterior à maquina e que apostou em alterar alguns erros passados. Felizmente foi mantido no seu lugar. Em terceiro lugar, algumas medidas essenciais no plano legislativo, como as relativas ao cruzamento de dados, e sobretudo no plano administrativo foram tomadas nos três anos anteriores. Eu bem sei como é melindroso aquele tempo de transição de poder em que cada um tenta puxar para o seu quadrante político o que de bom se vai passando (e o Governo, por motivos óbvios tem mesmo urgência nessa tarefa), mas é natural que o Presidente do CDS, neste campo, se orgulhe da “herança” que defende e o relembre. Já não é normal que um jornal como o JN tenha um qualquer jornalista a escrever de forma leviana, bem demonstrativa de uma enorme ignorância.
PS – Tudo isto não deve fazer esquecer que a verdadeira urgência nas nossas finanças públicas está na actuação – no outro lado – nas despesas
PS – Tudo isto não deve fazer esquecer que a verdadeira urgência nas nossas finanças públicas está na actuação – no outro lado – nas despesas
Citação (IV)
Sobre a Scotland Yard: "Os romances policiais inspiram-se um certo respeito pela polícia britânica. Sempre imaginei os agentes da Scotland Yard rodeados de uma certa aura connandoyleana quando se aproximam de um deliquente e o detêm, especificando que "sob todos os pontos de vista assaltar um transeunte é um acto reprovável, não está de acordo senhor"?" (Luis Sepúlveda)
domingo, agosto 21, 2005
Citação (III)
Sobre o nosso campeonato de futebol: "Ela não é bela nem musical, nem presta para ser comida, mas é carnívora, gulosa, ladra, destrutora, combativa, solitária, odiado por todos, e flagelo para todos" (Erasmo sobre as águias). Espero que a verdade desportiva seja este ano reposta.
Citação (II)
Para o Ministro das Finanças: "Convém fazer o mal todo de uma vez para que, sendo suportado menos vezes, pareça menos amargo. E convém fazer o bem a pouco e pouco, de forma a que ele possa ser melhor saboreado" (Maquiavel). Serão estas as tarefas do Prof. Teixeira dos Santos? Infelizmente parece que apenas se quer antecipar o segundo momento.
Citação (I)
Para o Primeiro Ministro "...é necessário que o príncipe seja suficientemente prudente para evitar o êscandalo daqueles vicios que podem fazer-lhe perder o Estado" (Maquiavel). Um safari no Quénia onde entra?
Expresso
Expresso falhou
É verdade, o editorial desta semana não acertou na análise que fez do tema das férias do PM. Zapatero andou bem ao interromper as suas férias face ao acidente que vitimou soldados espanhóis. Por outro lado, Sócrates deu um péssimo sinal às relações privilegiadas que Portugal tem com determinados países, designadamente, Africanos. Imaginem o que seria o Pres. Da República de Angola (quando finalmente venha a ser eleito) fazer as suas primeiras férias “oficiais” em Espanha. Exige-se ao Expresso outro nível e outra visão das coisas.
PS:
A Casa da Música
Não é possível visitar a casa da música de 15 a 31 de Agosto. Razões técnicas são invocadas. Perdeu-se definitivamente a vergonha!
É verdade, o editorial desta semana não acertou na análise que fez do tema das férias do PM. Zapatero andou bem ao interromper as suas férias face ao acidente que vitimou soldados espanhóis. Por outro lado, Sócrates deu um péssimo sinal às relações privilegiadas que Portugal tem com determinados países, designadamente, Africanos. Imaginem o que seria o Pres. Da República de Angola (quando finalmente venha a ser eleito) fazer as suas primeiras férias “oficiais” em Espanha. Exige-se ao Expresso outro nível e outra visão das coisas.
PS:
A Casa da Música
Não é possível visitar a casa da música de 15 a 31 de Agosto. Razões técnicas são invocadas. Perdeu-se definitivamente a vergonha!
sábado, agosto 20, 2005
O essencial do Expresso
1º - Mendes contesta entrega da TVI aos espanhóis – A continuar assim ainda veremos o Carlos Furtado e o Nicolau Santos filiados no PSD.
2º - PCP pode escolher uma mulher – Como a notícia está relacionada com uma candidatura presidencial só falta no título “…para candidata fantasma”.
3º - Mellos naufragam na Córsega – E o que tem os leitores do Expresso a ver com isso. Ainda bem que não foi em Espanha.
4º - Gondomar gera guerra no PSD – Qual é a novidade?
5º - PS desvaloriza Alegre – Alguém duvidava?
6º - Governo toma opção arriscada – Notícia relativa aos incêndios. O Primeiro Ministro foi de férias.
7º - As câmaras e as empresas municipais – Artigo de opinião de Manuel Monteiro. Cheio de ataques ao “regime”, de “tenho para mim” e demagogia. Mais um conjunto vazio que nos é oferecido pelo “presidente da Nova Democracia”.
8º - Curtas – Várias notícias que os jornais diários publicaram durante a semana.
9º - Rei do melão ataca em Espanha – Não tem nada a ver com a ida do Miguel para o Valência.
10º - Sócrates corta mais na despesa – Cortes vários nas muito amadas despesas de investimento.
Para a semana há mais. Se alguém poupou 3 euros pode sempre agradecer.
2º - PCP pode escolher uma mulher – Como a notícia está relacionada com uma candidatura presidencial só falta no título “…para candidata fantasma”.
3º - Mellos naufragam na Córsega – E o que tem os leitores do Expresso a ver com isso. Ainda bem que não foi em Espanha.
4º - Gondomar gera guerra no PSD – Qual é a novidade?
5º - PS desvaloriza Alegre – Alguém duvidava?
6º - Governo toma opção arriscada – Notícia relativa aos incêndios. O Primeiro Ministro foi de férias.
7º - As câmaras e as empresas municipais – Artigo de opinião de Manuel Monteiro. Cheio de ataques ao “regime”, de “tenho para mim” e demagogia. Mais um conjunto vazio que nos é oferecido pelo “presidente da Nova Democracia”.
8º - Curtas – Várias notícias que os jornais diários publicaram durante a semana.
9º - Rei do melão ataca em Espanha – Não tem nada a ver com a ida do Miguel para o Valência.
10º - Sócrates corta mais na despesa – Cortes vários nas muito amadas despesas de investimento.
Para a semana há mais. Se alguém poupou 3 euros pode sempre agradecer.
sexta-feira, agosto 19, 2005
Aviz
Terminou um dos nossos melhores blogs. Ao contrário de outros acabou de uma forma serena este "nortada favorável". Esperamos que não seja um adeus, mas antes um até já.
Fim do défice?
Se o ridículo pagasse imposto as contas do nosso Estado teriam melhorado com a cena de que envolveu o Sr. Vieira e companhia na noite de ontem. As rádios interromperam as suas transmissões para se poder ouvir o Sr. Miguel a ler de forma atrapalhada uma declaração em que pedia desculpa a todos os sócios e dirigentes do Benfica pela sua “conduta”. Ao lado estava um Sr. Vice Presidente do Benfica a controlar se o texto acordado era efectivamente lido. No fim o jogador e o seu empresário deram uma outra conferência de imprensa a dizer o óbvio: o texto só foi lido para que o contrato com a nova equipa fosse assinado. Com sinceridade escrevo: até o Benfica merece melhor.
Agosto no Porto
Este mês de Agosto que estou a passar no Porto está a levar-me a algumas reflexões e conclusões (nada de transcendente, aviso já). Por um lado naquele mês em quem muitos pensam que o país pára, a vida continua. Soares ainda está a ouvir “várias entidades” para poder decidir em relação à candidatura a Belém; o prazo de apresentação das candidaturas para as eleições autárquicas terminou e quem ainda acreditasse que há coisas impossíveis mudava rapidamente de crença; o Primeiro Ministro já cansado foi de férias; infelizmente o país ficou, como todos os anos, a arder e quem viu televisão assistiu impotente a imagens de desespero e sofrimento; a Volta a Portugal em bicicleta ainda é notícia. Estes são apenas alguns exemplos, mas muitos outros poderiam ser dados. Perante este cenário, será mesmo que o país não pode entrar de férias? Fechar sem notícias, sem jornais, sem televisão? Parece que não pode e que para o ano poderá ficar ainda pior. Felizmente ainda falta muito tempo.
terça-feira, agosto 16, 2005
Afinal qual é primeiro
Não estou a falar do Governo e se é o Sócrates se o Costa.
Mas das eleições autárquicas e das presidenciais. Maldito calor que tolhe as mentes.
Mas das eleições autárquicas e das presidenciais. Maldito calor que tolhe as mentes.
quinta-feira, agosto 11, 2005
O «Fabuloso» mundo da NOVA DEMOCRACIA (II)
No dia 20 de Julho, baseado em notícias e declarações de dirigentes da Nova Democracia, escrevi:
Ontem, li no Jornal de Notícias, que «as opções de Francisco Assis desagradaram a Nuno Montenegro, do PND/Porto. Considera que a candidatura de Pedro Bacelar à Assembleia Municipal não se identifica com o Porto e, por isso, decidiu não integrar a respectiva lista - do PS!! - , ao contrário do previsto. Esta semana, comunica a decisão ao partido e um dos cenários possíveis é avançarem com listas próprias.»Confesso que fiquei um pouco confuso.
Ontem, li no Jornal de Notícias, que «as opções de Francisco Assis desagradaram a Nuno Montenegro, do PND/Porto. Considera que a candidatura de Pedro Bacelar à Assembleia Municipal não se identifica com o Porto e, por isso, decidiu não integrar a respectiva lista - do PS!! - , ao contrário do previsto. Esta semana, comunica a decisão ao partido e um dos cenários possíveis é avançarem com listas próprias.»Confesso que fiquei um pouco confuso.
No dia 4 de Agosto de 2005, em crónica no DN, Manuel Monteiro escreve:
“Uma outra razão para votar em Carmona Rodrigues é a razão política. Não apresentando o meu Partido, a Nova Democracia, candidatura à Câmara de Lisboa, nem por isso a sua responsabilidade e empenho nestas eleições diminui. Que devem fazer pois os que advogam o novo conservadorismo, como corrente ideológica, os que defendem o liberalismo inserido na realidade, os que rejeitam as utopias do socialismo e os que não confundem realismo político com o mercantilismo dos que servem qualquer senhor, em qualquer partido e em qualquer Governo? Abster-se? De modo algum. A abstenção é aliada do conformismo e adversária do surgimento de novos valores e de nova gente.”
O «Fabuloso» mundo da NOVA DEMOCRACIA
Crónica de Manuel Monteiro – DN – 4/8/2005
«Carmona Rodrigues, o candidato»
“Carmona Rodrigues é o meu candidato à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Nele vou votar e por ele vou fazer campanha.
Faço-o pelas seguintes três razões: em primeiro lugar, porque acredito na sua competência, na sua verticalidade, nos seus princípios e nos seus projectos; em segundo lugar, porque creio ser ele a pessoa mais indicada para promover a conciliação entre as tradições e o futuro; em terceiro lugar, por motivos de natureza política.”
(...) “Não está em causa o que outros, noutras circunstâncias, fizeram. Eu não escolho Carmona Rodrigues contra eles, escolho-o a favor de uma Ideia de cidade com que me identifico e que desejo ver aplicada.”
(...) “Uma outra razão para votar em Carmona Rodrigues é a razão política. Não apresentando o meu Partido, a Nova Democracia, candidatura à Câmara de Lisboa, nem por isso a sua responsabilidade e empenho nestas eleições diminui. Que devem fazer pois os que advogam o novo conservadorismo, como corrente ideológica, os que defendem o liberalismo inserido na realidade, os que rejeitam as utopias do socialismo e os que não confundem realismo político com o mercantilismo dos que servem qualquer senhor, em qualquer partido e em qualquer Governo? Abster-se? De modo algum. A abstenção é aliada do conformismo e adversária do surgimento de novos valores e de nova gente.
Por isso, se preferirem, também por isso, o voto dos que querem construir uma alternativa ao socialismo e ao mercantilismo político não pode ser perdido em nenhuma eleição.
E esse voto, nestas eleições, é o voto em Carmona Rodrigues, o voto na certeza de que a sua independência e rigor serão a melhor garantia para a renovação do poder autárquico e, através dele, do poder político nacional. Conheço pessoalmente Carmona Rodrigues e não hesito em classificá-lo como uma pessoa de bem. Admito que ao longo do tempo em que exercerá o mandato de presidente de câmara possa cometer erros, mas espero que tenha a nobreza de os assumir falando sempre, de forma directa e leal, com o Povo que vai servir.”
Dois dias depois...
“Eu não estou à venda. Isto demonstra a podridão do sistema político-partidário em Portugal”– disse ontem Jorge Ferreira ao Correio da Manhã, o dirigente da Nova Democracia (PND) a quem Carmona Rodrigues ofereceu, alegadamente, um lugar na sua lista para a Assembleia Municipal de Lisboa e, posteriormente, um cargo numa empresa municipal.
Nas palavras de Jorge Ferreira, o que se passou demonstra que a “candidatura do Professor Carmona Rodrigues não é uma candidatura independente como ele diz, mas sim uma candidatura do PSD.
Na notícia do Expresso, o presidente do PND, Manuel Monteiro, refere ter constatado a existência de pressões do PSD para impedir a inclusão do dirigente do PND Jorge Ferreira na lista de Carmona Rodrigues para a Assembleia Municipal, tendo sido sugerido que este "fosse substituído por futuras presenças de uma pessoa da Nova Democracia em empresas municipais".
Segundo ainda fonte do PND, apesar da carta branca dada pelo líder do PSD, Marques Mendes, ao seu candidato à presidência da autarquia para elaborar as suas listas, o partido não aceitou o acordo e o candidato independente viu-se obrigado a recuar, oferecendo em troca um lugar à frente de uma das empresas municipais. Isto através de um contacto com Manuel Monteiro na passada quinta-feira, que na altura descreveu a situação como “um acto lamentável”.
«Carmona Rodrigues, o candidato»
“Carmona Rodrigues é o meu candidato à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Nele vou votar e por ele vou fazer campanha.
Faço-o pelas seguintes três razões: em primeiro lugar, porque acredito na sua competência, na sua verticalidade, nos seus princípios e nos seus projectos; em segundo lugar, porque creio ser ele a pessoa mais indicada para promover a conciliação entre as tradições e o futuro; em terceiro lugar, por motivos de natureza política.”
(...) “Não está em causa o que outros, noutras circunstâncias, fizeram. Eu não escolho Carmona Rodrigues contra eles, escolho-o a favor de uma Ideia de cidade com que me identifico e que desejo ver aplicada.”
(...) “Uma outra razão para votar em Carmona Rodrigues é a razão política. Não apresentando o meu Partido, a Nova Democracia, candidatura à Câmara de Lisboa, nem por isso a sua responsabilidade e empenho nestas eleições diminui. Que devem fazer pois os que advogam o novo conservadorismo, como corrente ideológica, os que defendem o liberalismo inserido na realidade, os que rejeitam as utopias do socialismo e os que não confundem realismo político com o mercantilismo dos que servem qualquer senhor, em qualquer partido e em qualquer Governo? Abster-se? De modo algum. A abstenção é aliada do conformismo e adversária do surgimento de novos valores e de nova gente.
Por isso, se preferirem, também por isso, o voto dos que querem construir uma alternativa ao socialismo e ao mercantilismo político não pode ser perdido em nenhuma eleição.
E esse voto, nestas eleições, é o voto em Carmona Rodrigues, o voto na certeza de que a sua independência e rigor serão a melhor garantia para a renovação do poder autárquico e, através dele, do poder político nacional. Conheço pessoalmente Carmona Rodrigues e não hesito em classificá-lo como uma pessoa de bem. Admito que ao longo do tempo em que exercerá o mandato de presidente de câmara possa cometer erros, mas espero que tenha a nobreza de os assumir falando sempre, de forma directa e leal, com o Povo que vai servir.”
Dois dias depois...
“Eu não estou à venda. Isto demonstra a podridão do sistema político-partidário em Portugal”– disse ontem Jorge Ferreira ao Correio da Manhã, o dirigente da Nova Democracia (PND) a quem Carmona Rodrigues ofereceu, alegadamente, um lugar na sua lista para a Assembleia Municipal de Lisboa e, posteriormente, um cargo numa empresa municipal.
Nas palavras de Jorge Ferreira, o que se passou demonstra que a “candidatura do Professor Carmona Rodrigues não é uma candidatura independente como ele diz, mas sim uma candidatura do PSD.
Na notícia do Expresso, o presidente do PND, Manuel Monteiro, refere ter constatado a existência de pressões do PSD para impedir a inclusão do dirigente do PND Jorge Ferreira na lista de Carmona Rodrigues para a Assembleia Municipal, tendo sido sugerido que este "fosse substituído por futuras presenças de uma pessoa da Nova Democracia em empresas municipais".
Segundo ainda fonte do PND, apesar da carta branca dada pelo líder do PSD, Marques Mendes, ao seu candidato à presidência da autarquia para elaborar as suas listas, o partido não aceitou o acordo e o candidato independente viu-se obrigado a recuar, oferecendo em troca um lugar à frente de uma das empresas municipais. Isto através de um contacto com Manuel Monteiro na passada quinta-feira, que na altura descreveu a situação como “um acto lamentável”.
Universidade de Lisboa (UL) mais pobre: Dux – Veteranorum Armado Vara deixa Academia
O ano académico ainda está longe de começar, mas as movimentações para a sucessão do Dux-Veteranorum da Academia de Lisboa já começaram. A escolha é feita entre os alunos com mais inscrições na UL.
Armando Vara, de 51 anos, era o actual Dux-Veteranorum da Universidade de Lisboa. Com mais de 30 inscrições na UL, foi até agora o “Padrinho” de praxe dos estudantes de Lisboa.
Entretanto, com o “canudo na mão”, enviou o seu Curriculum Vitae para a sede nacional do Partido Socialista... E nem de propósito: Armando Vara foi chamado para Administrador da Caixa Geral de Depósitos, ficando com o pelouro da direcção de empresas e participações, onde terá de gerir os 9,7% que este banco tem no capital da EDP, os 4,7% que tem na Portugal Telecom e os 2,6% que possui no Banco Comercial Português.
DVRA PRAXIS, SED PRAXIS!!
Armando Vara, de 51 anos, era o actual Dux-Veteranorum da Universidade de Lisboa. Com mais de 30 inscrições na UL, foi até agora o “Padrinho” de praxe dos estudantes de Lisboa.
Entretanto, com o “canudo na mão”, enviou o seu Curriculum Vitae para a sede nacional do Partido Socialista... E nem de propósito: Armando Vara foi chamado para Administrador da Caixa Geral de Depósitos, ficando com o pelouro da direcção de empresas e participações, onde terá de gerir os 9,7% que este banco tem no capital da EDP, os 4,7% que tem na Portugal Telecom e os 2,6% que possui no Banco Comercial Português.
DVRA PRAXIS, SED PRAXIS!!
quarta-feira, agosto 10, 2005
Uma luta difícil...mas não tanto.
Os escribas do Nortadas continuam a sua árdua campanha pelo aumento da natalidade.
Desta feita os parabéns vão para o Diogo. Tudo do melhor para a Mãe e para a pequenina.
Desta feita os parabéns vão para o Diogo. Tudo do melhor para a Mãe e para a pequenina.
segunda-feira, agosto 08, 2005
Obrigado, Jorge Coelho.
Através do Bloguitica soube que o maior responsável pelos acontecimentos na lota de Matosinhos nas últimas Europeias, António Parada, é o candidato do PS á Junta de Freguesia de Matosinhos, a mais importante da cidade, e a que mais influência tem no resultado da câmara.
Eu voto em Matosinhos, é que ao contrário de grande parte das pessoas, quando mudei de Cidade, mudei também o recenseamento, e em boa hora o fiz, assim não tenho os problemas de consciência que maior parte das pessoas que conheço têm em relação ás eleições no Porto.
Não tinha grandes dúvidas em quem deveria votar, mas o PS fez-me o favor, a mim e a mais alguns milhares, de decidir-mos antecipadamente que o tempo dos Socialistas em Matosinhos acabou.
Eu voto em Matosinhos, é que ao contrário de grande parte das pessoas, quando mudei de Cidade, mudei também o recenseamento, e em boa hora o fiz, assim não tenho os problemas de consciência que maior parte das pessoas que conheço têm em relação ás eleições no Porto.
Não tinha grandes dúvidas em quem deveria votar, mas o PS fez-me o favor, a mim e a mais alguns milhares, de decidir-mos antecipadamente que o tempo dos Socialistas em Matosinhos acabou.
sexta-feira, agosto 05, 2005
PAÍS A ARDER... E O PRIMEIRO-MINISTRO DE FÉRIAS
Sem comentários... Mas alguma memória do que aconteceu no ano passado: os principais dirigentes do PS, a passearem-se pelos locais aonde haviam incendios a criticarem o Governo.
Enfim...
Enfim...
Soares versus Cavaco: dois pesos a mesma medida
As presidenciais têm vindo, pouco e pouco, a serem classificadas como um concurso geriátrico, cujos protagonistas, já cansados pela idade, se propuseram a uma última demanda cívica. Soares, com o seu percurso de décadas, já foi tudo o que havia para ser (...menos presidente do Parlamento Europeu). Cavaco com o prestígio inigualável que se lhe reconhece, pouco ou nada teria a ganhar. Devia-se, mesmo, era dar o lugar aos mais novos.
Tanto quanto se saiba, entre Cavaco e Soares existe uma diferença de idades de, pelo menos, 15 anos. Pertencem a duas gerações totalmente distintas. O mesmo se diga quanto aos respectivos percursos : O ex-P.R. é um homem que viveu de e para a política, enquanto o ex-P.M. é um académico tecnocrata. Soares perspectiva uma reedição dos seus gloriosos anos dourados, Cavaco pretende chegar à mais alta magistratura da nação, facto para si inédito. Soares diz que “sentiu” o apelo de muitos sectores da sociedade, que lhe advieram, seguramente, por um sentimento de deserção da esquerda, Cavaco candidata-se com convicção, com determinação para o exercício de um cargo que será o culminar da sua carreira política. De Soares, conhecemos o seu rumo diletante e amigo de meras contingências conjunturais, de Cavaco reconhecemos a verticalidade da postura face às circunstâncias do momento (nunca se ouviu falar de diferenças de estilo marcantes entre a sua primeira e segunda maiorias absolutas). Na base da apresentação de ambas as candidaturas jaz, pois, uma motivação totalmente distinta e que, assim, as define.
Não se deve voltar ao lugar onde se foi feliz, e Soares quer voltar. Uma candidatura laica, republicana e socialista, antiglobalização, prenhe dos famigerados temas fracturantes ou “moral issues”, pela certa, para agradar à esquerda bloquista e pseudo-intelectual. Defendendo o modelo social europeu até que as finanças públicas da União Europeia soçobrem, exorcizando qualquer laivo menor de neo-liberalismo e, definitivamente, hostil aos Estados Unidos, e eternamente amiga da entrada, sem entraves, da Turquia. É qualquer coisa destas e disto tudo que está na calha. Já para não falar num convívio institucional problemático que irá enxertar no magistério presidencial português pós vinte e cinco de Abril.
Assacar, por isso, a ambos os projectos unipessoais (ou proto-projectos presidenciais) o epíteto de brigada política do reumático, é de uma injustiça larvar. É preciso distinguir o homem que se cumpriu a ele e ao seu tempo, de um homem que se propõe cumprir a ele próprio, bem como à sua geração.
Cavaco, possui características que o tornam o homem certo, no lugar certo à hora certa. É político de referência – há poucos - o que neste momento concreto da vida nacional, é decisivo. Corporiza uma série de valores que a sociedade portuguesa persegue, desde a competência à seriedade. E sobretudo a sua vitória representaria a assunção do mérito como condição do exercício do cargo de Presidente da República. O que teria um efeito pedagógico muito positivo. Aliás, sempre pensei que a sua derrota face a Sampaio teve sequelas muito perniciosas. A vitória, sem mérito, de Sampaio representou o sucesso do puro tacticismo político. Jamais, a Sampaio, será reconhecida envergadura superior – isto da esquerda à direita. Sampaio não ganhou por convicção, mas por reacção a um homem que concentrou em si o cargo de Primeiro-Ministro ao longo de 10 anos. Foi uma vitória pela negativa, que contrariou uma vocação natural e merecida de alguém com um “curriculum” político e pessoal reconhecidamente notável. Esse efeito paradigmático alicerçou na comunidade política nacional a sensação de que os meandros do poder não acolhem a virtude dos protagonistas mas a sua circunstância no xadrez político-partidário nacional. Esta consequência perversa inquinou muito do que se tem passado desde 1996 até hoje, tendo até tido idêntica reedição com a “indigitação” do ainda Presidente da Câmara de Lisboa para Primeiro-Ministro.
A candidatura de Soares terá sempre um gosto a dejà vu, um retrocesso alquímico ao passado que nada trará de frutuoso. Cavaco será sempre, mesmo que perca, um eterno presidenciável, cujo destino ficará por cumprir.
Tanto quanto se saiba, entre Cavaco e Soares existe uma diferença de idades de, pelo menos, 15 anos. Pertencem a duas gerações totalmente distintas. O mesmo se diga quanto aos respectivos percursos : O ex-P.R. é um homem que viveu de e para a política, enquanto o ex-P.M. é um académico tecnocrata. Soares perspectiva uma reedição dos seus gloriosos anos dourados, Cavaco pretende chegar à mais alta magistratura da nação, facto para si inédito. Soares diz que “sentiu” o apelo de muitos sectores da sociedade, que lhe advieram, seguramente, por um sentimento de deserção da esquerda, Cavaco candidata-se com convicção, com determinação para o exercício de um cargo que será o culminar da sua carreira política. De Soares, conhecemos o seu rumo diletante e amigo de meras contingências conjunturais, de Cavaco reconhecemos a verticalidade da postura face às circunstâncias do momento (nunca se ouviu falar de diferenças de estilo marcantes entre a sua primeira e segunda maiorias absolutas). Na base da apresentação de ambas as candidaturas jaz, pois, uma motivação totalmente distinta e que, assim, as define.
Não se deve voltar ao lugar onde se foi feliz, e Soares quer voltar. Uma candidatura laica, republicana e socialista, antiglobalização, prenhe dos famigerados temas fracturantes ou “moral issues”, pela certa, para agradar à esquerda bloquista e pseudo-intelectual. Defendendo o modelo social europeu até que as finanças públicas da União Europeia soçobrem, exorcizando qualquer laivo menor de neo-liberalismo e, definitivamente, hostil aos Estados Unidos, e eternamente amiga da entrada, sem entraves, da Turquia. É qualquer coisa destas e disto tudo que está na calha. Já para não falar num convívio institucional problemático que irá enxertar no magistério presidencial português pós vinte e cinco de Abril.
Assacar, por isso, a ambos os projectos unipessoais (ou proto-projectos presidenciais) o epíteto de brigada política do reumático, é de uma injustiça larvar. É preciso distinguir o homem que se cumpriu a ele e ao seu tempo, de um homem que se propõe cumprir a ele próprio, bem como à sua geração.
Cavaco, possui características que o tornam o homem certo, no lugar certo à hora certa. É político de referência – há poucos - o que neste momento concreto da vida nacional, é decisivo. Corporiza uma série de valores que a sociedade portuguesa persegue, desde a competência à seriedade. E sobretudo a sua vitória representaria a assunção do mérito como condição do exercício do cargo de Presidente da República. O que teria um efeito pedagógico muito positivo. Aliás, sempre pensei que a sua derrota face a Sampaio teve sequelas muito perniciosas. A vitória, sem mérito, de Sampaio representou o sucesso do puro tacticismo político. Jamais, a Sampaio, será reconhecida envergadura superior – isto da esquerda à direita. Sampaio não ganhou por convicção, mas por reacção a um homem que concentrou em si o cargo de Primeiro-Ministro ao longo de 10 anos. Foi uma vitória pela negativa, que contrariou uma vocação natural e merecida de alguém com um “curriculum” político e pessoal reconhecidamente notável. Esse efeito paradigmático alicerçou na comunidade política nacional a sensação de que os meandros do poder não acolhem a virtude dos protagonistas mas a sua circunstância no xadrez político-partidário nacional. Esta consequência perversa inquinou muito do que se tem passado desde 1996 até hoje, tendo até tido idêntica reedição com a “indigitação” do ainda Presidente da Câmara de Lisboa para Primeiro-Ministro.
A candidatura de Soares terá sempre um gosto a dejà vu, um retrocesso alquímico ao passado que nada trará de frutuoso. Cavaco será sempre, mesmo que perca, um eterno presidenciável, cujo destino ficará por cumprir.
Nortadas
Zé, Bernardo e Ernesto tomem conta desta casa. Usem o chicote se for preciso mas obriguem o resto da malta a trabalhar.
até cá.
até cá.
Vou de férias
Meus amigos: vou de férias. Merecias durante o ano e por isso vou gozá-las. Não interessa para onde vou. Mas antes de partir ficam alguns desejos/esperanças:
- que os incêndios terminem de uma vez por todas
- que o ministro costa nos explique o que foi feito, o que não foi feito e porque ardeu mais este Julho do que num ano inteiro
- que o cheiro a merda que vem de macau desapareça
- que a OTA e o TGV vão para a mesma gaveta onde Mário Soares guardou o socialismo
- que mário soares perceba que para arranjar empregos aos amigos, basta inscrevê-los nos centros de emprego e não f**** a vida a 10 milhões de portugueses
- que cavaco se decida se quer bolo rei ou pasteis de belém
- que outros apareçam e galvanizem mais
- que pelo porto o túnel de ceuta se tenha resolvido
- que as obras no bolhão tenham terminado
- que o mamarraxo que está a crescer na Av.Marechal Gomes da Costa seja um sonho mau
- que a Av.da Boavista está de novo com ar de Avenida e não de auto-estrada
- que *************************** (esta fica só para mim)
- que mais ninguém venda empresas a espanhóis
- que o Comércio do Porto volte a ser jornal
- que o boavista tenha ganho os primeiros jogos do campeonato
a quem for de férias boas férias
a quem ficar a trabalhar bom trabalho
para todos em geral, um bem haja e até já
- que os incêndios terminem de uma vez por todas
- que o ministro costa nos explique o que foi feito, o que não foi feito e porque ardeu mais este Julho do que num ano inteiro
- que o cheiro a merda que vem de macau desapareça
- que a OTA e o TGV vão para a mesma gaveta onde Mário Soares guardou o socialismo
- que mário soares perceba que para arranjar empregos aos amigos, basta inscrevê-los nos centros de emprego e não f**** a vida a 10 milhões de portugueses
- que cavaco se decida se quer bolo rei ou pasteis de belém
- que outros apareçam e galvanizem mais
- que pelo porto o túnel de ceuta se tenha resolvido
- que as obras no bolhão tenham terminado
- que o mamarraxo que está a crescer na Av.Marechal Gomes da Costa seja um sonho mau
- que a Av.da Boavista está de novo com ar de Avenida e não de auto-estrada
- que *************************** (esta fica só para mim)
- que mais ninguém venda empresas a espanhóis
- que o Comércio do Porto volte a ser jornal
- que o boavista tenha ganho os primeiros jogos do campeonato
a quem for de férias boas férias
a quem ficar a trabalhar bom trabalho
para todos em geral, um bem haja e até já
quinta-feira, agosto 04, 2005
Foi bom enquanto durou
Foi bom enquanto durou: a aversão de Rui Rio à lógica mesquinha, irracional e trauliteira - só para usar adjectivação que não seja excessiva ou demasiado veemente - às aparelhagens dos partidos acabou hoje. A lista da coligação PSD/CDS à Câmara do Porto é um regresso ao mesmo de sempre: são os aparelhos que mandam. Se há quatro anos os ditos aparelhos não acreditavam por aí além na possibilidade da vitória - e por isso só se divertiram a ligar para os jornais a explicar que Rio era um "nabo" e ia perder - desta vez estão convencidos que ganham e, por isso, a coisa tem que ser levada a sério. E, vai daí, decidiram tomar o assunto em mãos. Nada de novo, portanto. O que é novo - e para já não tem explicação - é o facto de Rui Rio se ter deixado submergir pelo partido, numa altura em que tinha tudo para não o fazer. Ou então não tinha, e somos nós (os eleitores) que não entendemos nada. É uma pena. Uma verdadeira pena. E mais pena há-de ter Paulo Morais - que por uma razão qualquer é detestado pelo aparelho do CDS, mas também, o que já se entende melhor, pelo do PSD - que era uma espécie de garantia de 'não afundamento' no pântano dos interesses obscuros, nomeadamente os imobiliários. Vão ser bonitos, os próximos quatro anos.
URBANISMO
Não resido, nem faço tenções disso, na Av. Marechal Gomes da Costa, no Porto, mas considero-a uma das ruas habitacionais mais agradáveis da cidade, com um estilo e uma densidade muito próprias.
É, por isso, que acho verdadeiramente inacreditável o atentado urbanístico que ali está a ser levado a cabo por via da construção do que parece ser uma verdadeira torre de apartamentos (à escala da cércea dominante, sublinho). Estranho que não haja nenhuma reacção de cidadãos preocupados mas quero crer que isso não se deve ao facto de se tratar de uma zona "privilegiada".
A cidade ainda não tinha recuperado da verdadeira selvajaria urbanística que assaltou aquela zona (e outras) nos anos recentes, veja-se o triste espectáculo dos denominados Pinhais da Foz e áreas confinantes, e já começou o assalto à Gomes da Costa. Estes desatinos urbanísticos já nem são próprios de um país de terceiro mundo, mas simplesmente de um país de loucos. O mal não está nos arranha céus, mas das zonas e da (des)ordem com que se constroem.
Acreditava eu que a evolução das mentalidades e da sensibilidade inviabilizariam hoje qualquer ideia de cobrir de betão as zonas da cidade ainda livres e desafogadas. Enganei-me. Afinal, é possível acabar de estragar o que resta. É fartar vilanagem!
É, por isso, que acho verdadeiramente inacreditável o atentado urbanístico que ali está a ser levado a cabo por via da construção do que parece ser uma verdadeira torre de apartamentos (à escala da cércea dominante, sublinho). Estranho que não haja nenhuma reacção de cidadãos preocupados mas quero crer que isso não se deve ao facto de se tratar de uma zona "privilegiada".
A cidade ainda não tinha recuperado da verdadeira selvajaria urbanística que assaltou aquela zona (e outras) nos anos recentes, veja-se o triste espectáculo dos denominados Pinhais da Foz e áreas confinantes, e já começou o assalto à Gomes da Costa. Estes desatinos urbanísticos já nem são próprios de um país de terceiro mundo, mas simplesmente de um país de loucos. O mal não está nos arranha céus, mas das zonas e da (des)ordem com que se constroem.
Acreditava eu que a evolução das mentalidades e da sensibilidade inviabilizariam hoje qualquer ideia de cobrir de betão as zonas da cidade ainda livres e desafogadas. Enganei-me. Afinal, é possível acabar de estragar o que resta. É fartar vilanagem!
quarta-feira, agosto 03, 2005
Costinha
Interessante a entrevista de Costinha na Sábado de sexta passada. Recados e mais recados e todos para cima de Pinto da Costa e da direcção portista. Ressabiamento ou verdades?
terça-feira, agosto 02, 2005
DESPERDICIO
Vi ontem alguns autarcas nortenhos a defender da pior forma possível o investimento do Estado nas novas linhas de Metro. Tanto Valentim Loureiro, como Rui Rio e Luís Filipe Menezes não souberam encontrar o tom e o modo certos para defender os interesses da região e do país. O argumento do Ministro tinha toda a lógica: é necessário demonstrar a sustentabilidade do sistema de modo a saber-se se se justificam novos investimentos. Só em Portugal é que este argumento pode ser tido por ridículo. É claro que eu sei que, se calhar, esta lógica, inédita em Portugal, só se passou agora a aplicar aos investimentos a norte de Rio Maior, mas a posição dos autarcas não pode ser só a de "vamos gastar cá porque lá também gastam, mesmo que isto seja ruinoso". Nenhum contribuinte lúcido, sulista ou nortenho de cepa, pode aceitar esta razão. Como os outros não são cuidadosos, nós também achamos que os nossos investimentos não devem ser apreciados à luz de critérios próprios de países civilizados. Ou há moralidade ou comem todos. Acresce que esta lógica é apresentada aos berros e em tom de incentivo à revolta das populações. Isto entristece-me. O que é preciso é que todos os investimentos públicos, no norte ou no sul, sejam bem pensados e planeados, melhor executados e que se justifiquem desde o início. Devemos, portanto, explicar racionalmente porque é que são necessárias as novas linhas e exigir, aqui sim, "exigir" que todo o investimento público se paute por critérios adequados. Talvez assim se desse uma lição a Lisboa e ao Ministro, que bem precisa, e se evitassem disparates como os que se anunciam.
O contador do santana
Só hoje li a entrevista de Santana Lopes à Única. É única mesmo. Mas houve um aspecto que me encheu de curiosidade. Não foi PSL não gostar de boites com muita gente social. Foi ele ter ido ao Google e contar as referências que aparecem ao seu nome. Diz PSL que tem 230 ou 240 mil, Mário Soares 180 mil, cavaco 140 mil e Durão barrosos 120 mil. Pois bem resolvi fazer a mesma contagem. No que dá a silly. E aqui está o meu resultado:
Santana Lopes 308.000 - "Pedro Santana Lopes" 36.000
Cavaco Silva 83.500 - "Aníbal Cavaco Silva" 49.300
Mário Soares 284.000 - "Mário Soares" 72.800
Balsemão 18.700 - "Francisco Balsemão" 3.870
Marcelo Rebelo de Sousa 77.600 - "Marcelo Rebelo de Sousa" 16.600
António Guterres 165.000 - "António Guterres" 34.600
Durão Barroso - 122.000 - "José Manuel Durão Barroso" 38.300
Paulo Portas 603.000 - "Paulo Portas" 41.200
Francisco Louçã 19.300 - "Francisco Louçã" 15.400
Jerónimo de Sousa 30.100 - "Jerónimo de Sousa" - 11.500
José Ribeiro e Castro 367.000 - "José Ribeiro e Castro" 13.400
Não sei para o que serve. Mas se serve para uma resposta do PSL serve para um post meu.
Santana Lopes 308.000 - "Pedro Santana Lopes" 36.000
Cavaco Silva 83.500 - "Aníbal Cavaco Silva" 49.300
Mário Soares 284.000 - "Mário Soares" 72.800
Balsemão 18.700 - "Francisco Balsemão" 3.870
Marcelo Rebelo de Sousa 77.600 - "Marcelo Rebelo de Sousa" 16.600
António Guterres 165.000 - "António Guterres" 34.600
Durão Barroso - 122.000 - "José Manuel Durão Barroso" 38.300
Paulo Portas 603.000 - "Paulo Portas" 41.200
Francisco Louçã 19.300 - "Francisco Louçã" 15.400
Jerónimo de Sousa 30.100 - "Jerónimo de Sousa" - 11.500
José Ribeiro e Castro 367.000 - "José Ribeiro e Castro" 13.400
Não sei para o que serve. Mas se serve para uma resposta do PSL serve para um post meu.
segunda-feira, agosto 01, 2005
Ora vai mais uma troca
Teixeira dos Santos entrou em funções. Vai daí começa a tomar decisões. Sai presidente da CGD entra presidente. Sai administração entra administração. E no meio destas trocas entrou Armando Vara. Depois de Gomes outro recuperado. Assim faz o Ps as pazes com o passado.
A demissão de Armando Vara era previsível depois de toda a polémica gerada com a divulgação da notícia da criação da Fundação para a Prevenção e Segurança. Foi o “Expresso” que deu essa informação, a partir de uma dica dada, segundo consta, por um antigo Secretário de Estado natural de Sendim e muito próximo de Fernando Gomes.
A demissão de Armando Vara era previsível depois de toda a polémica gerada com a divulgação da notícia da criação da Fundação para a Prevenção e Segurança. Foi o “Expresso” que deu essa informação, a partir de uma dica dada, segundo consta, por um antigo Secretário de Estado natural de Sendim e muito próximo de Fernando Gomes.
Enquanto o silêncio persistir
MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?
Perguntar não ofende
Já todos percebemos que o João Miranda é o mais liberal dos liberais, ganhando sem dúvida a qualquer aprendiz que por aí se atrevesse a ir. No seu post Medida Emblemática II, JM critica a politica de dedução que o governo apresentou para os computadores. E diz :A medida é discriminatória porque favorece pessoas com determinadas apetências (neste caso, o interesse pela informática) em detrimento de outras e porque favorece pessoas com filhos em idade escolar em detrimento das que não têm filhos.
Deixo então uma pergunta: É também o João Miranda contra as deduções da despesas de saúde? É que isso beneficia quem está doente em detrimento de quem não está.
E despesas de educação? É que essa volta a beneficiar quem tem filhos na idade escolar em detrimento de quem os não tem nem anda a estudar.
Deixo então uma pergunta: É também o João Miranda contra as deduções da despesas de saúde? É que isso beneficia quem está doente em detrimento de quem não está.
E despesas de educação? É que essa volta a beneficiar quem tem filhos na idade escolar em detrimento de quem os não tem nem anda a estudar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
