Socrates devia estar noutra reunião, informal, pelo centro da Europa? Quem Será que fomentou o apagão? Ele sempre vai?
Essa campanha negra não tem fim!
Em terra socialista está tudo às escuras. Ainda bem que o congresso não é, por exemplo, ali ao lado em Gaia.
Por falar em energia: obrigado Douro por essa energia que nos renovou e animou!
sábado, fevereiro 28, 2009
Manoel de Oliveira
Há dias os Óscares foram para "quem quer ser milionário". Fui ver o filme.
Lembrei-me, depois, que nos 100 anos de vida de Manoel de Oliveira este não podia ter recebido melhor homenagem pelo seu longo e notável trabalho-
Recordei Aniki Bóbó.
Sim esse filme português de 1942, realizado por Manoel de Oliveira, a sua primeira longa metragem de ficção que nos revela as aventuras e os amores de certos rapazes da cidade do Porto. É uma viagem à infância através do olho da câmara: olho da memória.A história do filme é baseada no conto Os Meninos Milionários, da autoria de João Rodrigues de Freitas (1908 - 1976) escritor e advogado.(in Wikipédia).
Lembrei-me, depois, que nos 100 anos de vida de Manoel de Oliveira este não podia ter recebido melhor homenagem pelo seu longo e notável trabalho-
Recordei Aniki Bóbó.
Sim esse filme português de 1942, realizado por Manoel de Oliveira, a sua primeira longa metragem de ficção que nos revela as aventuras e os amores de certos rapazes da cidade do Porto. É uma viagem à infância através do olho da câmara: olho da memória.A história do filme é baseada no conto Os Meninos Milionários, da autoria de João Rodrigues de Freitas (1908 - 1976) escritor e advogado.(in Wikipédia).
VITAL
A "ESCOLHA" de Vital Moreira para cabeça de lista do PS às europeias só pode proporcionar aos Portugueses ânimo acrescido para exibir um cartão amarelo ao PS e augurar ao CDS uma grande vitória eleitoral.
Há muito que venho dizendo que as próximas eleições serão o melhor momento para o CDS recuperar os seus resultados eleitorais.
Historicamente o CDS, nas eleições para o PE, obtém bons resultados. Num tempo em que cada vez mais se exigem, via "europa", medidas para a saída da crise global, com um PSD fraco, um PS a castigar, é VITAL que o CDS, sem coligações desta feita, apresente o melhor projecto, a melhor lista com um cabeça de lista credivel, competente e experiente. Com os democrata-cristãos foi sempre assim.
Lucas Pires, ex-colega de curso do comunista, digo ex-comunista, Vital Moreira, chegava bem para ele!
Há muito que venho dizendo que as próximas eleições serão o melhor momento para o CDS recuperar os seus resultados eleitorais.
Historicamente o CDS, nas eleições para o PE, obtém bons resultados. Num tempo em que cada vez mais se exigem, via "europa", medidas para a saída da crise global, com um PSD fraco, um PS a castigar, é VITAL que o CDS, sem coligações desta feita, apresente o melhor projecto, a melhor lista com um cabeça de lista credivel, competente e experiente. Com os democrata-cristãos foi sempre assim.
Lucas Pires, ex-colega de curso do comunista, digo ex-comunista, Vital Moreira, chegava bem para ele!
Adopções...
Um pouco mais abaixo num post sobre o "casamento de homossexuais", abordei a questão da adopção por essas pessoas, em termos que merecerão melhor explicitação, a julgar por algumas reacções que tenho tido.
Eu sou a favor da adopção por indivíduos homossexuais. O contrário seria, em minha opinião, discriminação. Entendo que nada de essencial distingue dois indivíduos pelo simples facto de terem duas orientações sexuais diferentes. Admitindo que ambos passariam esse velho crivo que anteriormente perpassava toda e qualquer legislação, o do "bom pai de família" - (e, naturalmente, da "boa mãe") que pretenderia simbolizar um conjunto de padrões comportamentais considerados razoáveis, sensatos e desejáveis - não será a escolha das companhias no acto sexual que distingue duas pessoas. Por conseguinte, desde que um indivíduo homossexual passe esse crivo, não vejo porque não há-de poder adoptar.
Filosoficamente, ainda vejo uma outra razão a favor, e que considero da maior importância. Um homossexual que o seja plenamente aceita inevitavelmente, como parte integrante da sua opção ou orientação, a impossibilidade de gerar filhos. Por isso mesmo, estará naturalmente mais vocacionado para adoptar crianças, caso pretenda responder positivamente à sua pulsão para ser Pai/Mãe - essa será mesmo a sua única via "natural" para poder aceder à pater/mater-nidade.
Do mesmo modo, e pelas mesmas razões, pronunciei-me contra a adopção por casais homossexuais. Essa não é uma solução razoável, visto que um casal homossexual não pode, pelos seus próprios meios, assumir uma pater/mater-nidade conjunta. Dar-lhes essa possibilidade seria uma artificialidade subversora da natureza das coisas - em especial, da natureza da sua própria homossexualidade. Não creio que seja possível assumir plenamente uma opção homossexual sem que se aceite a impossibilidade de gerar filhos como resultado de qualquer relação que respeite essa opção.
E não se diga que há tecnologias que permitem ultrapassar essas limitações. Esse argumento não é válido. De contrário, também se poderiam fazer experiências científicas em seres humanos - o que, como todos aceitamos, não é uma opção válida (pense-se nas inumanidades que os nazis cometeram, neste campo...).
O argumento decisivo, quanto a mim, em matéria de adopção, terá de ser sempre o do interesse da criança. Acredito profundamente que para uma criança será sempre melhor ser adoptada do que ver-se condenada a viver numa instituição, por melhor que seja essa instituição. O que inclui ser adoptada por um membro de uma "família de homossexuais".
Esta diferença, entre a adopção por um homossexual e por um casal de homossexuais, é, quanto a mim, a principal razão porque qualquer legitimação/legalização da união de dois homossexuais deve ser diferente, ainda que inspirada, do casamento. No limite, aceito até que o outro membro do casal homossexual adquira, pela convivência, pela relação construída, e pela passagem do tempo, direitos de sucessão ou partilha da adopção do seu/sua companheiro/a. Mas não aceito que essa adopção possa ser conjunta.
As pessoas são centros de direitos. Mas esses direitos não existem sem os correspondentes deveres. E a responsabilidade que acarretam. Ora, o direito a ser homossexual acarreta a responsabilidade de não poder procriar, pelo menos não numa relação homossexual. O respeito por essa responsabilidade, constitui um dever que tem de ser assumido por quem faça essa opção. Sob pena de ser uma falsa opção, incompleta e, nesse sentido, desumana. Aliás, a não ser assim, também não se vê em que termos o Estado pretenderia tutelar uma relação homossexual...
Nestas, como em todas as matérias, creio ser necessário ir à causa das coisas, antes de se poder discutir as consequências a extrair delas. De contrário, limitamo-nos a uma concepção de Humanidade baseada no desejo de atribuir a todos o maior número de direitos sem quaisquer correspondentes deveres e responsabilidades. Essa sociedade, será certamente uma em que os mais fortes legitimam os seus desejos só porque tem força para isso. Não será muito diferente da Selva. Eu não quero viver numa sociedade dessas.
É possível um Portugal melhor. Basta querer!
o Nortadas foi um Rio
Lido na Imprensa Americana

Aquele corrector de provas de um jornal americano era sempre o primeiro a chegar ao trabalho e o último a sair. Tinha a sua mesa num canto daquele vasto "open space", insensível ao bulício da redacção, absorto na sua vigilância ortográfica e já ninguém estranhava que os seus "bons-dias" ou "até amanhãs" fossem um murmúrio ou um encolher de ombros ou o silêncio de uma soneca.
A senhora da limpeza esvazia os cestos de papéis às Terças, o que a levou a aproximar-se do nosso corrector: estava com um ar muito esquisito. Chamaram a ambulância e a polícia e depressa veio o diagnóstico: morrera 5 dias antes!
Que arrepio!
Vamos a um cafézinho?
douro
diga 33
Nesta Terça, 3 de Março, faz quatro meses que a Dra. Teresa Ribeiro foi nomeada Secretária de Estado dos Assuntos Europeus.
Alguém a viu?
Começo a preocupar-me.
douro
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Lógicas

Na Quinta, 26, ouvi 2 banqueiros explicarem coisas na tv.
Um deles dizia que o preço de compra das acções da Cimpor ao Sr. Fino foi um preço justo pois era superior à média das cotações registadas no ano anterior.
O outro dizia que o BPP entrava agora na fase de diálogo com todos os clientes, isto é, com todos os que dialogassem, mas não com os que litigassem.
Isto está bem entregue, então não está?
douro
curta
Consta que telefonaram ao António Lobo Antunes, aquando da atribuição do Nobel da Literatura ao Saramago em 1998, a perguntar-lhe o que é que ele pensava disso. Ouviram-no dizer "Este telefone funciona mal" … e desligou.
douro
Há lixo lá em cima

O recente lançamento pela NASA de um satélite que era suposto recolher dados sobre o estado da atmosfera foi um fiasco. Minutos depois de subir na ponta do foguetão, caiu ao mar.
Há dias, um satélite russo em fim de vida colidiu no espaço com outro satélite americano. Parece que andam a calcular onde irão cair os pedaços que sobraram.
A este propósito, a NASA divulgou que há cerca de 60.000 objectos com mais de um centímetro a circundarem o nosso planeta, entre os quais centenas de satélites que cedo ou tarde cairão na Terra. Tudo junto, são milhares de toneladas. É caso para dizer que anda muito lixo sobre as nossas cabeças e que uma parte dele não é uma mera colecção de pedrinhas.
Aos capacetes, cidadãos!
douro
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Blé + Air = Blair ? (2)
A competência, o esforço, o conhecimento, a sabedoria e o mérito devem ser compensados. Não acredito em cruzadas contra altas remunerações desde que estas correspondam a um retorno social evidente e, claro, respeitem as obrigações fiscais.
Outra coisa é a acumulação de posições e de remunerações sem que se vislumbre a contribuição para o produto final e, sobretudo, sem que se perceba como é possível dar contributos úteis em tantos sítios ao mesmo tempo.
Num post anterior manifestei a minha surpresa pelo facto do Tony Blair receber um prémio de 1 milhão de dólares por alegadamente ter contribuído para a paz no Médio Oriente, apesar de não se lhe conhecer nenhuma actuação concreta e muito menos resultados práticos no terreno.
A explicação para esta invisiblairidade do Tony talvez esteja no seguinte: o senhor acumulou, para além de ser o"representante" do Quarteto para o Médio Oriente, a direcção de um grupo de reflexão sobre as mudanças climáticas, o aconselhamento a meio-tempo do JPMorgan Chase (2,5 milhões de libras), o aconselhamento do Zurich Financial Services ( mais 2 milhões de libras) e anda a escrever as suas memórias pelas quais já recebeu um adiantamento de 4,5 milhões de libras.
Como o seu apetite é grande, decidiu criar este mês o "Tony Blair Associates", um organismo de aconselhamento sobre questões políticas e económicas. Ah, valente!
Assim se ocupa este "reformado" da esquerda europeia, sempre a facturar.
E ainda há quem o queira propôr para Presidente da Europa, caso entre em vigor o famigerado Tratado Reformador.
E se os reformássemos nós a eles?
douro
Outra coisa é a acumulação de posições e de remunerações sem que se vislumbre a contribuição para o produto final e, sobretudo, sem que se perceba como é possível dar contributos úteis em tantos sítios ao mesmo tempo.
Num post anterior manifestei a minha surpresa pelo facto do Tony Blair receber um prémio de 1 milhão de dólares por alegadamente ter contribuído para a paz no Médio Oriente, apesar de não se lhe conhecer nenhuma actuação concreta e muito menos resultados práticos no terreno.
A explicação para esta invisiblairidade do Tony talvez esteja no seguinte: o senhor acumulou, para além de ser o"representante" do Quarteto para o Médio Oriente, a direcção de um grupo de reflexão sobre as mudanças climáticas, o aconselhamento a meio-tempo do JPMorgan Chase (2,5 milhões de libras), o aconselhamento do Zurich Financial Services ( mais 2 milhões de libras) e anda a escrever as suas memórias pelas quais já recebeu um adiantamento de 4,5 milhões de libras.
Como o seu apetite é grande, decidiu criar este mês o "Tony Blair Associates", um organismo de aconselhamento sobre questões políticas e económicas. Ah, valente!
Assim se ocupa este "reformado" da esquerda europeia, sempre a facturar.
E ainda há quem o queira propôr para Presidente da Europa, caso entre em vigor o famigerado Tratado Reformador.
E se os reformássemos nós a eles?
douro
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Por detrás das palavras, em tempos de crise
Não há reunião onde se discuta a crise que não conclua sobre a necessidade de uma maior cooperação inter-governamental ou entre as instituições financeiras nacionais ou internacionais. Ainda recentemente, na reunião de Berlim de 21 de Fevereiro, os vários intervenientes insistiram nesse ponto. Aliás, o Barroso fez dessa referência uma das suas frases 'cliché' cada vez que tem de dizer algo sobre o assunto.
Fica menos claro é o sentido que querem dar a essa almejada cooperação. Será o de se telefonarem uns aos outros, antes de adoptarem medidas a nível nacional? Será o de se concertarem nas descidas das taxas de juro, nas diferentes zonas monetárias? Será o de acordarem nas datas em que nacionalizarão o grosso do sistema bancário? Será o de harmonizarem as reduções fiscais de molde a evitarem a concorrência fiscal ? Será o de elegerem concertadamente os sectores industriais a auxiliar com injecções financeiras?
No outro dia havia quem falasse em emitir títulos de dívida pública a nível europeu( veja-se Silva Peneda no "Jornal de Notícias" de 23 de Fevereiro), de molde a apoiar os Estados-membros que estão mais apertados. Bem como em avançar com dinheiro fresco para safar os bancos de leste que estão em risco de implodirem, arrastando com isso os bancos da velha europa que ali criaram essas subsidiárias. Mas atenção, estas 'altruísticas' medidas estariam condicionadas a uma subjugação total dessas economias aos ditames e regras dos beneméritos financiadores. Daniel Bessa falava a, esse propósito, de uma gestão controlada do nosso país por parte dos nossos credores ( Veja-se "Expresso" de 31 de Janeiro). Ora a pergunta oportuna parece ser a seguinte: estes negócios leoninos também cabem na tal almejada "cooperação"?
Por detrás das palavras , em tempos de crise, há conteúdos muito diferentes. Importa estar atento para que não nos ponham a beber cálices intragáveis, mesmo se acompanhados por sorrisos cândidos e vende-pátrias de que é tudo para nosso bem e em nome da "cooperação".
Cuidado com os contrabandistas!
douro
Fica menos claro é o sentido que querem dar a essa almejada cooperação. Será o de se telefonarem uns aos outros, antes de adoptarem medidas a nível nacional? Será o de se concertarem nas descidas das taxas de juro, nas diferentes zonas monetárias? Será o de acordarem nas datas em que nacionalizarão o grosso do sistema bancário? Será o de harmonizarem as reduções fiscais de molde a evitarem a concorrência fiscal ? Será o de elegerem concertadamente os sectores industriais a auxiliar com injecções financeiras?
No outro dia havia quem falasse em emitir títulos de dívida pública a nível europeu( veja-se Silva Peneda no "Jornal de Notícias" de 23 de Fevereiro), de molde a apoiar os Estados-membros que estão mais apertados. Bem como em avançar com dinheiro fresco para safar os bancos de leste que estão em risco de implodirem, arrastando com isso os bancos da velha europa que ali criaram essas subsidiárias. Mas atenção, estas 'altruísticas' medidas estariam condicionadas a uma subjugação total dessas economias aos ditames e regras dos beneméritos financiadores. Daniel Bessa falava a, esse propósito, de uma gestão controlada do nosso país por parte dos nossos credores ( Veja-se "Expresso" de 31 de Janeiro). Ora a pergunta oportuna parece ser a seguinte: estes negócios leoninos também cabem na tal almejada "cooperação"?
Por detrás das palavras , em tempos de crise, há conteúdos muito diferentes. Importa estar atento para que não nos ponham a beber cálices intragáveis, mesmo se acompanhados por sorrisos cândidos e vende-pátrias de que é tudo para nosso bem e em nome da "cooperação".
Cuidado com os contrabandistas!
douro
Mudanças
O mal-estar que se instala no país traz para a ribalta a ideia de que é preciso mudar. Muitos portugueses já tinham decidido mudar de país e procurar lá fora o que cá não encontram. Outros , menos atrevidos, querem mudar qualquer coisa, nem que seja de canal de televisão quando aparece a Fátima Campos Ferreira.
Não há hoje em dia campanha política que não glose o "change", com a óbvia excepção dos que já lá estão no poder, mas mesmo assim estes precisam de se embrulhar numas vagas promessas de mudança, nem que seja em matérias absolutamente acessórias tais como regimes de casamento ou cartas de condução com pontos. Reformas, progressos, avanços, programas e horizontes vermelhos ou azuis, é conforme.
Há os irrequietos que querem sempre mudar de líder e lá sai um coelho de uma cartola a trautear amanhãs fantásticos. Há uns inteligentes que avisam que o que faz falta é animar a malta. E começa a ouvir-se uns sussurros de que o que é preciso é mudar todo o pessoal político.
Em princípio, tendo a ouvir estes últimos com alguma simpatia, para afinal concluir que isso seria deitar fora o bébé com a água do banho. No outro dia pareceu-me ler a Maria José Nogueira Pinto alvitrar que era chegado o momento de se pensar em mudar de regime e reflectir sobre o modelo presidencialista. E terá sido uma coisa parecida o que disse na Segunda-feira o Vitorino?
Desconfio que este sussurro vai ganhar consistência e acredito que vale uma discussão.
douro (com minúscula, pois nunca me atreveria a pôr-me ao nível desse portentoso rio)
Não há hoje em dia campanha política que não glose o "change", com a óbvia excepção dos que já lá estão no poder, mas mesmo assim estes precisam de se embrulhar numas vagas promessas de mudança, nem que seja em matérias absolutamente acessórias tais como regimes de casamento ou cartas de condução com pontos. Reformas, progressos, avanços, programas e horizontes vermelhos ou azuis, é conforme.
Há os irrequietos que querem sempre mudar de líder e lá sai um coelho de uma cartola a trautear amanhãs fantásticos. Há uns inteligentes que avisam que o que faz falta é animar a malta. E começa a ouvir-se uns sussurros de que o que é preciso é mudar todo o pessoal político.
Em princípio, tendo a ouvir estes últimos com alguma simpatia, para afinal concluir que isso seria deitar fora o bébé com a água do banho. No outro dia pareceu-me ler a Maria José Nogueira Pinto alvitrar que era chegado o momento de se pensar em mudar de regime e reflectir sobre o modelo presidencialista. E terá sido uma coisa parecida o que disse na Segunda-feira o Vitorino?
Desconfio que este sussurro vai ganhar consistência e acredito que vale uma discussão.
douro (com minúscula, pois nunca me atreveria a pôr-me ao nível desse portentoso rio)
terça-feira, fevereiro 24, 2009
Portugal?
Angelismos?
O « Portugal Diário », jornal on-line que costumo espreitar, anunciava Sábado com destaque naquela coluna da esquerda “última hora” que a Rita Pereira e o Angélico se separaram.
Mais adianta a notícia que eles oficializaram o fim da relação anunciando o facto no programa televisivo de um tal Goucha.
Para mim, falarem-me da Rita Pereira ou do Angélico é como me contarem algo sobre a Vitalina Malaquias ou o Adérito Salta-pocinhas, todos concerteza pessoas muitas respeitáveis e valorosas, mas que não faço a mínima ideia de quem sejam. Mea culpa!
Só posso invocar como atenuante da minha ignorância o eu ser um cota irrecuperável e um distraído patológico. Mas admitamos que era o Shá da Pérsia e a Rainha de Sábá que tinham rompido o namoro: isso é notícia? De última hora? Até me deu uma inquietude e o médico que me tem aconselhado fugir de emoções fortes...
Mas espera aí: estas coisas “oficializam-se” através de um anúncio televisivo? Mas isto é o quê? Se a minha mulher, ao perscrutar o meu olhar espantado vir nisso indícios de um alzheimar a caminho e decidir em conformidade salvar-se a tempo e escolher outro rumo, temos de avisar a nação por microfone e câmara vídeo? Em que canal?
Dito isto, quero desejar à Ritinha, por um lado, e ao Angélico, por outro, os melhores votos para que continuem muito amigos tal como prometeram, bem como toda a sorte do mundo nas suas novas experiências afectivas e outras. Se por acaso um dia no futuro resolverem “rejuntar” trapinhos entre si ou com terceiros, acho de bom tom desde jà sossegà-los dizendo-lhes que não é preciso voltarem à tv , basta uma mensagem baratucha nos Classificados do “Notícias”.
douro
Mais adianta a notícia que eles oficializaram o fim da relação anunciando o facto no programa televisivo de um tal Goucha.
Para mim, falarem-me da Rita Pereira ou do Angélico é como me contarem algo sobre a Vitalina Malaquias ou o Adérito Salta-pocinhas, todos concerteza pessoas muitas respeitáveis e valorosas, mas que não faço a mínima ideia de quem sejam. Mea culpa!
Só posso invocar como atenuante da minha ignorância o eu ser um cota irrecuperável e um distraído patológico. Mas admitamos que era o Shá da Pérsia e a Rainha de Sábá que tinham rompido o namoro: isso é notícia? De última hora? Até me deu uma inquietude e o médico que me tem aconselhado fugir de emoções fortes...
Mas espera aí: estas coisas “oficializam-se” através de um anúncio televisivo? Mas isto é o quê? Se a minha mulher, ao perscrutar o meu olhar espantado vir nisso indícios de um alzheimar a caminho e decidir em conformidade salvar-se a tempo e escolher outro rumo, temos de avisar a nação por microfone e câmara vídeo? Em que canal?
Dito isto, quero desejar à Ritinha, por um lado, e ao Angélico, por outro, os melhores votos para que continuem muito amigos tal como prometeram, bem como toda a sorte do mundo nas suas novas experiências afectivas e outras. Se por acaso um dia no futuro resolverem “rejuntar” trapinhos entre si ou com terceiros, acho de bom tom desde jà sossegà-los dizendo-lhes que não é preciso voltarem à tv , basta uma mensagem baratucha nos Classificados do “Notícias”.
douro
Elisa onde?
Elisa Ferreira quer ser Presidenta (?) da Câmara Municipal do Porto.
Elisa Ferreira também quer ser re-eleita deputada do Parlamento Europeu.
Como uma coisa anula a outra, a questão que se põe é a seguinte: o que é que Elisa Ferreira quer de verdade? Uma apólice de seguro em tempo de crise?
Douro
Elisa Ferreira também quer ser re-eleita deputada do Parlamento Europeu.
Como uma coisa anula a outra, a questão que se põe é a seguinte: o que é que Elisa Ferreira quer de verdade? Uma apólice de seguro em tempo de crise?
Douro
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
QUANTO À "CENSURA" DE TORRES VEDRAS
A história da "censura" das imagens no "Magalhães" é, no mínimo, ridicula
e, no máximo, uma palhaçada.
Passo a explicar:
1.A televisão (incluindo o canal público de televisão) passa filmes a horas nobres e com cenas de sexo bem explicito incluindo mulheres nuas.
2.A novela "Equador" tem as cenas que tem.
3. Agora até já conseguiram transformar o Prof. Dr. A. Oliveira Salazar como um garanhão, mestre nas artes do "Kamasutra"
4. O Herman e toda essa cambada entram pela casa dentro dizendo e fazendo as maiores barbaridades.
5- O carnaval se há coisa que tem é mulheres em pelota.
6- Os Jornais violam o segredo de justiça e fazem-se julgamentos na praça pública sem que o Ministério Público faça nada.
E, é neste quadro de moral e perversidade instalada que se impedem imagens de mulheres nuas no carnaval de Torres Vedras?
Assim a coisa não faz sentido,
chega mesmo a ser insultuoso censurar isto.
Se é para "censurar" então que se censure a sério.
Se é para moralizar então que impeçam
*os julgamentos na praça pública;
* que obriguem o Herman a tirar a tinta do cabelo;
* que tirem os dentes ao João Baião e mandem-no parar de saltar;
* que proibam a Ana Gomes de ir à TV;
*que obriguem o Sócrates a ter uma namorada a sério;
*que calem o Louçã....
Isso sim era censura,
agora, proibir imagens de mulheres nuas no Magalhães????
Isso não é censura,
é, piada de mau gosto!!!!
....a bem da Nação!!!!!
e, no máximo, uma palhaçada.
Passo a explicar:
1.A televisão (incluindo o canal público de televisão) passa filmes a horas nobres e com cenas de sexo bem explicito incluindo mulheres nuas.
2.A novela "Equador" tem as cenas que tem.
3. Agora até já conseguiram transformar o Prof. Dr. A. Oliveira Salazar como um garanhão, mestre nas artes do "Kamasutra"
4. O Herman e toda essa cambada entram pela casa dentro dizendo e fazendo as maiores barbaridades.
5- O carnaval se há coisa que tem é mulheres em pelota.
6- Os Jornais violam o segredo de justiça e fazem-se julgamentos na praça pública sem que o Ministério Público faça nada.
E, é neste quadro de moral e perversidade instalada que se impedem imagens de mulheres nuas no carnaval de Torres Vedras?
Assim a coisa não faz sentido,
chega mesmo a ser insultuoso censurar isto.
Se é para "censurar" então que se censure a sério.
Se é para moralizar então que impeçam
*os julgamentos na praça pública;
* que obriguem o Herman a tirar a tinta do cabelo;
* que tirem os dentes ao João Baião e mandem-no parar de saltar;
* que proibam a Ana Gomes de ir à TV;
*que obriguem o Sócrates a ter uma namorada a sério;
*que calem o Louçã....
Isso sim era censura,
agora, proibir imagens de mulheres nuas no Magalhães????
Isso não é censura,
é, piada de mau gosto!!!!
....a bem da Nação!!!!!
"Os homens não choram, meu filho"
Aqui há uns anos, uma funcionária minha reagiu com preocupação genuína a uma afirmação semelhante à epigrafada, que eu tinha dirigido ao meu filho, então com menos de 4 anos. A sua preocupação era que eu poderia estar a "condicionar" o desenvolvimento do meu filho, em particular no que viesse a ser a sua futura orientação escolar. Respondi-lhe, com naturalidade, que o meu filho tinha nascido rapaz, coisa que não tinha dependido nem de mim nem da minha vontade; o que dependia da minha vontade, outrossim, era a responsabilidade que esse nascimento me dera - e dava e dá: o meu filho nasceu rapaz, a minha obrigação, o meu dever, é educá-lo para ser homem.
Não apenas homem, no sentido de pessoa - e boa pessoa, já agora - mas homem no sentido de ser masculino. É esse o meu dever, continuo a senti-lo.

Cabe esta precisão a título de introdução a uma outra, porventura mais importante, que quero aqui fazer. As orientações sexuais, ou quaisquer outras, que o meu filho (qualquer deles, aliás, porque tenho 4, Graças a Deus, dois rapazes e duas raparigas) venha a ter ou escolher, são ou serão da sua exclusiva responsabilidade, assim que tenha idade para fazer essas e quaisquer opções.
Nem a sua liberdade, nem o meu dever colidem. De modo nenhum. O que acontece é que nem o meu dever de Pai se pode sobrepor ao meu dever de Amar o meu filho, incluindo todas as suas futuras escolhas, nem a liberdade dele pode estar dependente do meu cumprimento do dever de o educar como um homem.
Vem isto a propósito da poeira que o PS decidiu lançar para os nossos olhos com a falsa questão do casamento para os homossexuais.
Eu sou geneticamente contra qualquer forma de discriminação. Mas também não tenho dúvidas que a discriminação só pode existir quando estão em causa realidades essencialmente iguais.
Ora, a união de duas pessoas do mesmo sexo não é semelhante ao casamento. Entendo que a violência da regulamentação imposta, pelo Estado (a expressão máxima das sociedades organizadas) a duas pessoas que decidem voluntariamente formalizar a sua decisão de constituir família, que é o casamento, só pode, pela sua origem, história e tradição, aplicar-se a casais de sexo diferente. E isto apesar da diminuição da força dessa regulamentação a que assistimos nos últimos tempos.
Por seu turno, a união de duas pessoas do mesmo sexo não pode nunca ser considerada semelhante, por uma razão que considero objectiva e essencial à orientação sexual: quem se orienta pela homossexualidade sabe, e assume (espero), que das suas uniões não poderão resultar filhos. Não podendo ser semelhante, não se pode falar de discriminação.
Dito isto, também aceito que duas pessoas do mesmo sexo, possam querer decidir atribuir-se direitos uma à outra. Para essas pessoas, poderá ser necessário encontrar um qualquer instituto jurídico que dê cobertura a esses direitos e, porventura, aos deveres que o seu respeito acarrete.
O que não posso aceitar é que essa regulamentação possa alguma vez chegar perto da "violência" das regras que se aplicam no casamento, precisamente por causa da possibilidade da geração de filhos - basta citar como exemplo a presunção da paternidade do marido.
Tenho inclusivamente dificuldade em aceitar que entre esses direitos, e deveres, possa estar um de exclusivo sexual, como existe no casamento, pelo menos nos mesmos termos. Mas enfim, se dois adultos maiores decidirem livremente fazê-lo, quem sou eu para criticar.
O que acho essencial é que não se confundam os dois institutos, ainda que este segundo possa ser inspirado no primeiro, o do casamento. Aliás, acho igualmente essencial que qualquer instituto que venha a ser criado não fique dependente de orientações sexuais; ou seja, que duas mulheres, ou dois homens, que não sendo homossexuais possam, se o quiserem, recorrrer a esse instituto para protegerem os interesses que eventualmente tenham em comum.
Outra questão, igualmente interessante, é a de saber se um homossexual tem direito a adoptar. Eu acredito que sim. Porque o contrário seria descriminação. Porque nada de essencial distingue um homossexual de um heterossexual, neste particular.
No entanto, sou contra a adopção por casais homossexuais; pelas mesmas razões, mas em aplicação inversa: ser homossexual tem de implicar a aceitação da impossibilidade de gerar filhos, por causa dessa opção, através do modo natural: o acto sexual. De contrário, não será uma verdadeira orientação. Será um capricho. E as sociedades não podem nem devem legitimar caprichos.
Assumo que decorre do que eu defendo que um, qualquer um dos dois, homossexuais num casal devem ver reconhecido o seu direito a adoptar; enquanto indíviduos e não como casal, entenda-se. Desde que isso seja a melhor solução para a criança; assim como admito que essa adopção possa ser "herdada", quando se justifique pelo passado entretanto construído, pelo outro membro do casal homossexual sobrevivo. Desde que isso seja no melhor interesse da criança.
É possível um Portugal melhor. Basta querer.
Mas não me imponham uma "determinada" maneira de querer.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Triste muito Triste
Foi bonito
Não vi o jogo todo mas ia dando uma olhadela. Grande vitória do Braga ontem para a UEFA. Capaz do melhor e do pior, esta equipa de Jorge Jesus quando quer joga do melhor futebol que se tem visto em Portugal. Uma defesa sólida e um ataque que dá gosto ver. O terceiro golo mostra como o futebol pode ser tão fácil e tão eficaz.
Cheira mal
O Correio da Manha tem trazido uma série de peças sobre a politica bracarense. Melhor, sobre a má politica bracarense. Enriquecimentos dificeis de explicar, donativos pouco transparentes. Dinheiro, muito dinheiro, sempre dinheiro. E quem está no centro deste folclore? O presidente da camara e os seus mais directos colaboradores. É triste. Espera-se que uma forte "nortada" o varra de uma vez. E a outros que tais.
Piruetas
Meus caros
Os 3 acusados do assassinato da jornalista russa Politkosvkaia foram (hoje) absolvidos por um tribunal russo.
Ou estes 3 fulanos foram uma diversão para acalmar os ocidentais e receberam algum para aturarem este processo, ou o tribunal é corrupto. Seja uma ou outra hipótese, o facto apenas confirma que o estado russo é uma autocracia sanguinária.
Do lado de cá, há responsáveis políticos que se deixam comprar por aquela cáfila, como é o caso do ex-membro da Internacional Socialista Gerard Schroeder, mas há também muitos idiotas úteis e incompetentes oportunistas que insistem em que a Rússia putaniana faz parte do concerto das nações democráticas e é um parceiro fiável da União Europeia, com quem portanto se deve aprofundar laços e associações.
Piruetas!
Douro
Nota de explicação: Douro é um dos nossos mais fiéis leitores e comentadores. Desta feita passou a cortina e será comentado. Bem vindo.
Os 3 acusados do assassinato da jornalista russa Politkosvkaia foram (hoje) absolvidos por um tribunal russo.
Ou estes 3 fulanos foram uma diversão para acalmar os ocidentais e receberam algum para aturarem este processo, ou o tribunal é corrupto. Seja uma ou outra hipótese, o facto apenas confirma que o estado russo é uma autocracia sanguinária.
Do lado de cá, há responsáveis políticos que se deixam comprar por aquela cáfila, como é o caso do ex-membro da Internacional Socialista Gerard Schroeder, mas há também muitos idiotas úteis e incompetentes oportunistas que insistem em que a Rússia putaniana faz parte do concerto das nações democráticas e é um parceiro fiável da União Europeia, com quem portanto se deve aprofundar laços e associações.
Piruetas!
Douro
Nota de explicação: Douro é um dos nossos mais fiéis leitores e comentadores. Desta feita passou a cortina e será comentado. Bem vindo.
Despertares
Manuela Ferreira Leite, marcou pontos. Duplamente. Por um lado ao apresentar o pacote de medidas anticrise. Só com apresentação de alternativas concretas se poderá construir uma verdadeira oposição e uma alternativa séria
Por outro, ao rejeitar, liminarmente, o pacto de regime entre PSD e PS. O verdadeiro interesse nacional não passa por este tipo de acordos, por estas pazes podres, ditas no supremo interesse da nação.
As unanimidades forçadas só se justificam em situações limite, quando em causa estiver a própria nação. Ora, felizmente, o momento, apesar de grave, não é letal.
Servir o país e a Democracia, em particular, passa por promover opções, soluções e protagonistas alternativos que possam corporizar uma nova esperança. Aumentando o manancial de recursos à disposição dos cidadãos.
Neste momento, mais do que diluir sensibilidades políticas diversas, urge encontrar diferenças e contrastes que promovam e nutram lideranças fortes e, sobretudo, criativas.
Por outro, ao rejeitar, liminarmente, o pacto de regime entre PSD e PS. O verdadeiro interesse nacional não passa por este tipo de acordos, por estas pazes podres, ditas no supremo interesse da nação.
As unanimidades forçadas só se justificam em situações limite, quando em causa estiver a própria nação. Ora, felizmente, o momento, apesar de grave, não é letal.
Servir o país e a Democracia, em particular, passa por promover opções, soluções e protagonistas alternativos que possam corporizar uma nova esperança. Aumentando o manancial de recursos à disposição dos cidadãos.
Neste momento, mais do que diluir sensibilidades políticas diversas, urge encontrar diferenças e contrastes que promovam e nutram lideranças fortes e, sobretudo, criativas.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
O erro de Darwin?
Tenho de dizer que, da leitura deste fim de semana, apreciei especialmente este texto do João Pereira Coutinho, no Expresso. E chamo a especial atenção para Charles Darwin.
De facto, a luta pela sobrevivência não pode ser tudo na vida.
Nem para os meninos dos liceus que copiam. Nem para os políticos que só pensam nas sondagens. Nem para os empresários que corrompem os autarcas. E por aí fora, quando se julga que os meios valem sempre, quaisquer que sejam os fins.
Espero que vá sempre havendo quem vá intrigando os símios...
E mando um abraço ao JPC, que agora nos deixa aos Sábados.
De facto, a luta pela sobrevivência não pode ser tudo na vida.
Nem para os meninos dos liceus que copiam. Nem para os políticos que só pensam nas sondagens. Nem para os empresários que corrompem os autarcas. E por aí fora, quando se julga que os meios valem sempre, quaisquer que sejam os fins.
Espero que vá sempre havendo quem vá intrigando os símios...
E mando um abraço ao JPC, que agora nos deixa aos Sábados.
domingo, fevereiro 15, 2009
PSD-PPC
O PSD vive, como diz o velho provérbio chinês, tempos interessantes. Dizima líderes à velocidade da melhor das Bimbys. Sobretudo porque para os social-democratas, deverá, sempre, haver um líder carismático, audaz, credível e vencedor.
Ora, não é todos os dias - nem em todos os tempos - que aparecem esses homens providenciais, que, com uma frase, arrebatam o mundo. E, nestes espaços de ausência de lideranças fortes e mobilizadoras, vive-se na saudade dos líderes que houve e dos que poderão vir. Contudo isso não poderá fazer desmerecer os líderes em exercício, quando são do melhor que o partido tem para oferecer. É precisamente o que acontece no PSD.
Nestas épocas de orfandade, sempre que há um candidato a líder, o PSD estremece e as suas estruturas – as agora menos faladas bases – movem-se e parece que o monstro, acorda.
O problema é que este sintoma, no maior partido da oposição, se está a tornar a norma e não a excepção. Desde Cavaco Silva que os líderes em exercício desiludem e os candidatos de serviço iludem.
O caso assume contornos teatrais, e, claro, como nas tragédias, também tem um coro. O desta encenação tem um nome, Ângelo Correia. Apoiante confesso de Luís Filipe Menezes, fez soar a trombeta do apocalipse menezista quando, ainda pouco antes, o autarca dizia que não saía nem à bomba. Bastaram meras palavras.
Não pude, pois, deixar de ter uma sensação de dejà vu ao ouvir as últimas declarações do duque aveirense – não, não é Távora, ao que conste.... Pelos vistos, é preciso mudar de liderança. Já.
Só que desta vez as afirmações de AC não valem por elas próprias. Não é um facto político que existe, mas um facto político que pretende criar. Não para derrubar Ferreira Leite, mas sim para, em seu lugar, colocar Pedro Passos Coelho.
Aliás, PPC tem-se desdobrado em entrevistas, em aparições públicas, seja no corner das nails a debates degustativos no American Club.
Só ainda não o ouvimos cantar, o que o homem fará se lhe disserem, não duvido. Dizem que tem talento, e La Feria lá saberá do que fala…
Será esta a nova esperança de liderança do PSD? Falemos a sério…!!!
Apesar de tudo, o PSD parece que se está a tornar no partido do PPC – não, não é desse – mas sim no (p)artido do (p)roto (c)andidato.
Ora, não é todos os dias - nem em todos os tempos - que aparecem esses homens providenciais, que, com uma frase, arrebatam o mundo. E, nestes espaços de ausência de lideranças fortes e mobilizadoras, vive-se na saudade dos líderes que houve e dos que poderão vir. Contudo isso não poderá fazer desmerecer os líderes em exercício, quando são do melhor que o partido tem para oferecer. É precisamente o que acontece no PSD.
Nestas épocas de orfandade, sempre que há um candidato a líder, o PSD estremece e as suas estruturas – as agora menos faladas bases – movem-se e parece que o monstro, acorda.
O problema é que este sintoma, no maior partido da oposição, se está a tornar a norma e não a excepção. Desde Cavaco Silva que os líderes em exercício desiludem e os candidatos de serviço iludem.
O caso assume contornos teatrais, e, claro, como nas tragédias, também tem um coro. O desta encenação tem um nome, Ângelo Correia. Apoiante confesso de Luís Filipe Menezes, fez soar a trombeta do apocalipse menezista quando, ainda pouco antes, o autarca dizia que não saía nem à bomba. Bastaram meras palavras.
Não pude, pois, deixar de ter uma sensação de dejà vu ao ouvir as últimas declarações do duque aveirense – não, não é Távora, ao que conste.... Pelos vistos, é preciso mudar de liderança. Já.
Só que desta vez as afirmações de AC não valem por elas próprias. Não é um facto político que existe, mas um facto político que pretende criar. Não para derrubar Ferreira Leite, mas sim para, em seu lugar, colocar Pedro Passos Coelho.
Aliás, PPC tem-se desdobrado em entrevistas, em aparições públicas, seja no corner das nails a debates degustativos no American Club.
Só ainda não o ouvimos cantar, o que o homem fará se lhe disserem, não duvido. Dizem que tem talento, e La Feria lá saberá do que fala…
Será esta a nova esperança de liderança do PSD? Falemos a sério…!!!
Apesar de tudo, o PSD parece que se está a tornar no partido do PPC – não, não é desse – mas sim no (p)artido do (p)roto (c)andidato.
sábado, fevereiro 14, 2009
Uma nova geracao
FVF fez aqui um justo elogio a Paulo Rangel. Com efeito PR tem vindo a seguir pelo caminho que Diogo Feyo inaugurou há já algum tempo. E prova disso mesmo é a prestação de DF ontem no Expresso da Meia-Noite. Conhecedor das matérias sobre as quais intervém, bem preparado para as intervenções públicas e claramente não cheirando a mofo. A política precisa de gente desta e não dos arrivistas e interesseiros que infelizmente ainda vão sendo a maioria.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
REGIONALIZAÇÃO
O tema da regionalização promete voltar à berlinda.
Parece-me que nesta época de crise as prioridades deveriam ser outras mas também percebo que seja conveniente ao Governo tentar desviar o enfoque politico para este tipo de temas.
Afinal de contas
o Aborto já lá vai,
o Mundial de futebol ainda está longe
a Selecção está uma miséria
do Europeu e da Expo já ninguém se lembra
e o casamento dos Homosexuais pode ser eleitoralmente contraproducente.
Confesso que tenho enormes reservas em relação ao assunto
mas, o tempo, esse bom conselheiro, convenceu-me
e a descentralização nunca passará de um mito
Por isso a regionalização acaba por ser um mal necessário.
E, porque a discussão também passará, inevitavelmente, pelos modelos de regionalização não resisto a transcrever estes deliciososo texto do MEC que poderá inspirar um qualquer modelo:
"E VIVA O NORTE
Primeiro, as verdades.O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.Verde-rio e verde-mar, mas branca.
Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.Mais verdades.No Norte a comida é melhor.O vinho é melhor.O serviço é melhor.Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.Não haja enganos.Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.Mas o Norte é onde Portugal começa.Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.Mais ou menos peninsular, ou insular.É esta a verdade.Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.O Norte é feminino.O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da aneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?»."
a bem da Nação!!!!
Parece-me que nesta época de crise as prioridades deveriam ser outras mas também percebo que seja conveniente ao Governo tentar desviar o enfoque politico para este tipo de temas.
Afinal de contas
o Aborto já lá vai,
o Mundial de futebol ainda está longe
a Selecção está uma miséria
do Europeu e da Expo já ninguém se lembra
e o casamento dos Homosexuais pode ser eleitoralmente contraproducente.
Confesso que tenho enormes reservas em relação ao assunto
mas, o tempo, esse bom conselheiro, convenceu-me
e a descentralização nunca passará de um mito
Por isso a regionalização acaba por ser um mal necessário.
E, porque a discussão também passará, inevitavelmente, pelos modelos de regionalização não resisto a transcrever estes deliciososo texto do MEC que poderá inspirar um qualquer modelo:
"E VIVA O NORTE
Primeiro, as verdades.O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.Verde-rio e verde-mar, mas branca.
Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.Mais verdades.No Norte a comida é melhor.O vinho é melhor.O serviço é melhor.Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.Não haja enganos.Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.Mas o Norte é onde Portugal começa.Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.Mais ou menos peninsular, ou insular.É esta a verdade.Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.O Norte é feminino.O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da aneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?»."
a bem da Nação!!!!
Palavras chave:
norte,
portugal,
regionalização,
sul
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
O SEU A SEU DONO - PAULO RANGEL
Ontem deliciei-me a ouvir o debate parlamentar na Assembleia da República e, mais uma vez, Paulo Rangel demonstrou ser um brilhante parlamentar.
Não desconhecendo a sua capacidade intelectual o certo é que quando soube que ele ia liderar a bancada parlamentar do PPD/PSD não acreditei que fosse capaz de o fazer com tamanha mestria.
Pois enganei-me redondamente!!!
Paulo Rangel tem-se revelado um excelente líder parlamentar. É do melhor que o PPD/PSD tem.
E, sendo o PSD o maior partido da oposição a sua tarefa é determinante para que exista uma oposição eficaz.
A irritação do PM no debate de ontem é a prova cabal de que esse trabalho está a ser feito e bem feito.
E, porque é justo dizê-lo aqui ficam as minhas felicitações pois como diz o povo
"o seu a seu dono".
a bem da Nação!!!
Não desconhecendo a sua capacidade intelectual o certo é que quando soube que ele ia liderar a bancada parlamentar do PPD/PSD não acreditei que fosse capaz de o fazer com tamanha mestria.
Pois enganei-me redondamente!!!
Paulo Rangel tem-se revelado um excelente líder parlamentar. É do melhor que o PPD/PSD tem.
E, sendo o PSD o maior partido da oposição a sua tarefa é determinante para que exista uma oposição eficaz.
A irritação do PM no debate de ontem é a prova cabal de que esse trabalho está a ser feito e bem feito.
E, porque é justo dizê-lo aqui ficam as minhas felicitações pois como diz o povo
"o seu a seu dono".
a bem da Nação!!!
terça-feira, fevereiro 10, 2009
O malandreco...
Afinal, parece que não era só de Finanças que Salazar sabia mais que nós todos juntos...
E aquela cena no feno!...
E aquela cena no feno!...
O capital não produz...
Alguns inteligentes descobriram a pólvora; dizem que os coelhos produzem e o capital não. Aqui e onde os quiserem ouvir, ver e ler. Com audiência garantida, nos deslumbrados meios de comunicação social nacionais e, muito especialmente, nos professores (tão produtivos, coitados...).
Queria apenas esclarecer o que é o capital. Primeiro, o capital é uma enxada. Ou qualquer outra ferramenta que um trabalhador utilize para aumentar a sua produtividade. Incluindo a sua formação profissional e a sua educação escolar - como se prova no caso do autor das ilustradas declarações supra reproduzidas, Francisco Louçã de sua graça.
Mas o capital não é só a enxada. É também a fábrica onde as enxadas são produzidas. E, já agora, onde trabalham outros trabalhadores a produzir enxadas, com outras ferramentas que permitem essa produção. E que, certamente, também são produzidas numa outra fábrica... E assim por diante, enquanto a inteligência do declarante supracitado não estiver fatigada.
Mas o capital não é só as fábricas onde se produzem enxadas e ferramentas para produzir enxadas. O capital também é a escola primária, secundária e a universidade, onde se formaram as pessoas que produzem as ferramentas para produzir enxadas. E onde trabalham as pessoas que formam essas que produzem as ditas ferramentas que produzem enxadas. E as que pensam em como é que se podem melhorar essas ferramentas, e essas enxadas, etc. Inclusive, onde se formam os declarantes da graça já referida. E trabalham.
Mas o capital não são só essas escolas, liceus e universidades. O capital é também o que permite que as nossas poupanças ao longo de uma vida de trabalho, nos assegure algum valor quando já não pudermos trabalhar.
Não só o trabalho do capital assegura o valor dessas reformas, como ainda permite aumentá-lo ao ponto do descalabro exagerado a que se chegou no mundo ocidental. Sem o capital, nunca teríamos chegado ao que nos habituamos.
Provem lá, depois de tudo isto que é simples, que duas notas de cem não produzem muitas notinhas de vinte; é só metê-las na toca certa, Dr. Louçã. É por estas, e por outras, muitas outras, que a solução não pode vir da Esquerda.
É possível um Portugal melhor. Basta querer.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
HOMEM RICO HOMEM POBRE
Acossado pelo Freeport e pela extrema esquerda, José Sócrates tenta dar a volta recorrendo à velha arma da demagogia e passou a promover bandeiras como o casamento dos homossexuais e o ataque fiscal aos “ricos”. Isto, como toda a gente sabe, incluindo ele, não passa de poeira e não vai resolver nada. No caso das regras fiscais anunciadas a situação até éconfrangedora porque, ao contrário do que se pensa, em Portugal não há "ricos" em número suficiente para que elas tenham algum efeito. Esse é até um dos nossos grandes problemas. Não há hipótese de tirar aos ricos para dar aos pobres porque aqueles são escassos e estes últimos abundam e, portanto, é só fazer as contas. A ideia é tonta por razões aritméticas e económicas e dela não resultará nenhuma atenuação da pobreza. Quantos menos ricos existirem mais pobres teremos e isto é muito menos lapaliciano do que parece. A pobreza resolve-se estruturalmente com tempo e bons governos, que tomem medidas adequadas e desenvolvam políticas pensadas. Nós tivemos tempo, algumas dezenas de anos, mas não tivemos bons governos e disso os “ricos” não têm culpa.
Repare-se que eu não tenho obviamente nada contra a utilização da política fiscal como instrumento de redistribuição da riqueza. O que me suscita reserva, embora nenhuma surpresa, é a demagogia desesperada de Sócrates bem ilustrada nesta medida avulsa.
De resto, a estratégia de viragem à esquerda provavelmente vai-lhe sair cara, pois a aparente ausência de uma alternativa à direita, reduz o voto útil da extrema esquerda no PS. Não ganha voto nenhum e pode perder muitos.
Repare-se que eu não tenho obviamente nada contra a utilização da política fiscal como instrumento de redistribuição da riqueza. O que me suscita reserva, embora nenhuma surpresa, é a demagogia desesperada de Sócrates bem ilustrada nesta medida avulsa.
De resto, a estratégia de viragem à esquerda provavelmente vai-lhe sair cara, pois a aparente ausência de uma alternativa à direita, reduz o voto útil da extrema esquerda no PS. Não ganha voto nenhum e pode perder muitos.
sábado, fevereiro 07, 2009
O capital e o trabalho
Diz Louçã que é preciso despedir os patrões, que o capital nada produz, que quem produz é o trabalho(ador).
Pois a esquerda caviar, agora sem Joana Amaral Dias no comando, deixou-se de meias palavras e oferece agora a sua solução, às claras.
Ainda bem!
A economia arrefece e o discurso aquece!
Despeçam-se os patrões, toca a nacionalizar a banca, institua-se a ditadura do proletariado e sabe-se lá que mais.
A vida centra a maior parte das pessoas, mas Louçã e o bloco, nesta época de crise, estão a radicalizar.
Quem são os populistas de hoje? Com que propósitos?
Ainda bem que há outras propostas. Há é que saber sublinhá-las.
Pois a esquerda caviar, agora sem Joana Amaral Dias no comando, deixou-se de meias palavras e oferece agora a sua solução, às claras.
Ainda bem!
A economia arrefece e o discurso aquece!
Despeçam-se os patrões, toca a nacionalizar a banca, institua-se a ditadura do proletariado e sabe-se lá que mais.
A vida centra a maior parte das pessoas, mas Louçã e o bloco, nesta época de crise, estão a radicalizar.
Quem são os populistas de hoje? Com que propósitos?
Ainda bem que há outras propostas. Há é que saber sublinhá-las.
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Vídeo II
Este túnel na Rússia é o mais longo dentro de uma cidade na Europa. Sobre o túnel corre um rio, que deixa escapar água em alguns pontos. Quando a temperatura alcança 38 graus negativos, como aconteceu neste inverno, o piso congela e o resultado é este vídeo, feito com a câmara do túnel. Em especial notem o autocarro !!!
The real hero
Aqui - e as gravações do diálogo com o controlador de tráfego aéreo.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Alguém me explica?
Num zapping rápido pela sic vi que estava a dar futebol. Benfica-Guimarães. Pouca gente no estádio. Mas cintilante lá estava publicidade ao BPN. E eu que tinha acabado de ler que a operação de nacionalização já me "tinha" custado 1.500 milhões de euros? será que alguém não poê termo a esta fantochada? Será que com esta publicidade pensam travar os levantamentos de depósitos, que desde o explodir da crise já vai em 640 milhões? O que se segue? O patrocínio ao Estoril Open ou mesmo ao próximo USA Open?
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
A senhora não tem sorte mesmo
Ao chegar agora ao Nortadas deu com um anuncio da Dra Manuela Ferreira Leite. Xi pá a senhora veio à pesca pensei eu. A curiosidade levou-me a visitar o site. Ui, que a senhora não tem sorte nenhuma. Então não é que os anúncios Google que lá estão chapados são nem mais nem menos que "mulheres sexys na net", "Mude para seguro directo", "Emagreça 5 a 25 quilos", "Encontro clube de Solteiros" e "teste para Sportinguistas". Não há ninguém no seu staff que saiba fazer a gestão de conteúdos disto? A senhora não tem sorte mesmo.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
O ponto principal
No Prós e Contras na RTP Eduardo Damaso acaba de colocar o dedo na ferida: financiamento dos partidos politicos. O resto é conversa para embalar. E areia para os nossos olhos.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
FREEPORT
O caso Freeport tem sido foco de atenção dos media nos últimos tempos e até já há por aí uns comentadores a dizerem que "há mais vida para além do caso Freeport" e que não é isso que nos deve preocupar neste momento.
Ora, nada mais errado!
Meus caros,
Com o caso Freeport deixamos de ter noticias sobre as falências, o desemprego, os assaltos, o deficit, a crise financeira e, por momentos, até julgo que terá acabado a guerra e a fome no mundo.
Direi mesmo que foi porque José Sócrates conseguiu antever a importância que o caso teria para os destinos do País que desde cedo decidiu fazer exame de Inglês por correspondência e até decidiu implementar o ensino obrigatório do Inglês nas escolas.
...a bem da Nação!!!
Ora, nada mais errado!
Meus caros,
Com o caso Freeport deixamos de ter noticias sobre as falências, o desemprego, os assaltos, o deficit, a crise financeira e, por momentos, até julgo que terá acabado a guerra e a fome no mundo.
Enquanto tivermos o caso Freeport garantimos que Portugal continua a ser um óasis à beira mar plantado.
José Socrates sabe disso e é por isso que resolveu colaborar nesse dossier desde o inicio, pedindo, inclusive ajuda aos seus familiares mais próximos.Direi mesmo que foi porque José Sócrates conseguiu antever a importância que o caso teria para os destinos do País que desde cedo decidiu fazer exame de Inglês por correspondência e até decidiu implementar o ensino obrigatório do Inglês nas escolas.
...a bem da Nação!!!
O assunto de Estado
Não foi Cavaco que deu dimensão de Estado ao problema.
Foi Sócrates, ao dar a conferência de imprensa em São Bento.
Foi Sócrates, ao dar a conferência de imprensa em São Bento.
Alves dos Reis
Alves dos Reis teve uma vida que vale a pena ser relembrada.
Teve episódios que, só vistos, digo, só lidos!
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Alves_dos_Reis)
Teve episódios que, só vistos, digo, só lidos!
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Alves_dos_Reis)
domingo, fevereiro 01, 2009
E agora Ricardo Costa?
Ao ler esta noticia fiquei com a impressão que o mundo pode não ter acabado lá pelos lados do Bessa.
Free
Esta história do FreePort é verdadeiramente assustadora. O facto de Sócrates ter ou não recebido dinheiro para aprovar uma lei ainda irá passar a segundo plano. Pelo menos para mim. Mas o que me assusta mesmo é ver como funcionam as coisas no nosso país.
- Uma procuradora que fala do que lhe apetece e quando "lhe" apetece. quem a mandou dar entrevistas? o Procurador Geral? ela? O governo? A figura que fez foi degradante para a justiça no seu geral. Os níveis de confiança já andavam baixos agora ficam a negativos.
- Nem a familia é garante do que quer que seja. O tio do "Zezito" diz tanto disparate que até faz impressão. Não existe ninguém que ponha termo a estes momentos? Não existe um avô que ponha ordem no tio, no primo, na mão e no zezito? Os dalton tinham a mâmâ.
- O que é um assunto de estado? Cavaco Silva disse que este caso era um assunto de estado. E como o é? em que enquadramento? alguém me explica?
- Uma procuradora que fala do que lhe apetece e quando "lhe" apetece. quem a mandou dar entrevistas? o Procurador Geral? ela? O governo? A figura que fez foi degradante para a justiça no seu geral. Os níveis de confiança já andavam baixos agora ficam a negativos.
- Nem a familia é garante do que quer que seja. O tio do "Zezito" diz tanto disparate que até faz impressão. Não existe ninguém que ponha termo a estes momentos? Não existe um avô que ponha ordem no tio, no primo, na mão e no zezito? Os dalton tinham a mâmâ.
- O que é um assunto de estado? Cavaco Silva disse que este caso era um assunto de estado. E como o é? em que enquadramento? alguém me explica?
E agora algo completamente diferente...
O mau tempo tem esta virtude de nos levar para dentro de casa, para dentro de nós. Chuva, vento, frio, tudo lá fora, mas cá dentro há calor e cigarrilhas, e chá e jornais de fim-de-semana, livros para acabar, filmes para ver e sms que nos ligam ao mundo e às pessoas que amamos mesmo quando elas, justificadamente, nos fazem sentir como o último homem na terra.
Três filmes, três. Austrália, bilhete postal burocrático e previsível. Nixon/Frost, um daqueles objectos de prazer para quem acha que emoção rima com poder, e para quem ainda se comove com a queda de um homem que julgou ser forte mas que nunca deixou de ser um rapazinho quaker. Muito se fala do papel de Michael Sheen mas é Frank Langella quem rouba a cena. O momento em que confessa que desiludiu os americanos, o close up da decepção, mostra um actor superlativo. E a cena final, em que Nixon segura nas mãos os sapatos italianos que representam o fim do seu mundo, é de antologia,
E depois há Wrestler. E depois há Mickey Rourke. O tema, a violência, a insanidade da luta livre vão afastar muita gente deste filme, e é pena. Ainda não vi Sean Penn em Milk (mas se a fortuna me bafejar pode ser que já não falte muito), mas já vi Brad Pitt em Jeremy Button. E por muito respeito que mereça Pitt e o esforço honesto que fez para que o levemos a sério, estamos a falar de outro campeonato quando a comparação é feita com Rourke. Porque Rourke tem uma vantagem: para ser Ram, o lutador acabado que procura uma segunda oportunidadde mas que acaba por falhar a redenção, não precisa sequer de representar - basta-lhe respirar, cambalear, falar com voz enrouquecida. Basta-lhe ser. Porque Ram é Rourke e Rourke é Ram. Com mais ou menos operações plásticas, com mais ou menos tatuagens, com mais ou menos cicatrizes, das que se vêem e das outras. É o papel de uma vida. O Óscar vai-lhe escapar, certamente, mas esse é o epílogo lógico desta história. Está escrito nas estrelas.
E depois há a música extraordinária de Bruce Springsteen...
(Desculpem lá se não escrevi sobre o caso Fripor, como diz o nosso primeiro no seu impecável inglês técnico)
Três filmes, três. Austrália, bilhete postal burocrático e previsível. Nixon/Frost, um daqueles objectos de prazer para quem acha que emoção rima com poder, e para quem ainda se comove com a queda de um homem que julgou ser forte mas que nunca deixou de ser um rapazinho quaker. Muito se fala do papel de Michael Sheen mas é Frank Langella quem rouba a cena. O momento em que confessa que desiludiu os americanos, o close up da decepção, mostra um actor superlativo. E a cena final, em que Nixon segura nas mãos os sapatos italianos que representam o fim do seu mundo, é de antologia,
E depois há Wrestler. E depois há Mickey Rourke. O tema, a violência, a insanidade da luta livre vão afastar muita gente deste filme, e é pena. Ainda não vi Sean Penn em Milk (mas se a fortuna me bafejar pode ser que já não falte muito), mas já vi Brad Pitt em Jeremy Button. E por muito respeito que mereça Pitt e o esforço honesto que fez para que o levemos a sério, estamos a falar de outro campeonato quando a comparação é feita com Rourke. Porque Rourke tem uma vantagem: para ser Ram, o lutador acabado que procura uma segunda oportunidadde mas que acaba por falhar a redenção, não precisa sequer de representar - basta-lhe respirar, cambalear, falar com voz enrouquecida. Basta-lhe ser. Porque Ram é Rourke e Rourke é Ram. Com mais ou menos operações plásticas, com mais ou menos tatuagens, com mais ou menos cicatrizes, das que se vêem e das outras. É o papel de uma vida. O Óscar vai-lhe escapar, certamente, mas esse é o epílogo lógico desta história. Está escrito nas estrelas.
E depois há a música extraordinária de Bruce Springsteen...
(Desculpem lá se não escrevi sobre o caso Fripor, como diz o nosso primeiro no seu impecável inglês técnico)
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