Sábado, Fevereiro 07, 2009

O capital e o trabalho

Diz Louçã que é preciso despedir os patrões, que o capital nada produz, que quem produz é o trabalho(ador).



Pois a esquerda caviar, agora sem Joana Amaral Dias no comando, deixou-se de meias palavras e oferece agora a sua solução, às claras.

Ainda bem!

A economia arrefece e o discurso aquece!

Despeçam-se os patrões, toca a nacionalizar a banca, institua-se a ditadura do proletariado e sabe-se lá que mais.

A vida centra a maior parte das pessoas, mas Louçã e o bloco, nesta época de crise, estão a radicalizar.

Quem são os populistas de hoje? Com que propósitos?

Ainda bem que há outras propostas. Há é que saber sublinhá-las.

Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

Vídeo II

Este túnel na Rússia é o mais longo dentro de uma cidade na Europa. Sobre o túnel corre um rio, que deixa escapar água em alguns pontos. Quando a temperatura alcança 38 graus negativos, como aconteceu neste inverno, o piso congela e o resultado é este vídeo, feito com a câmara do túnel. Em especial notem o autocarro !!!
video

The real hero

Aqui - e as gravações do diálogo com o controlador de tráfego aéreo.

Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

Alguém me explica?

Num zapping rápido pela sic vi que estava a dar futebol. Benfica-Guimarães. Pouca gente no estádio. Mas cintilante lá estava publicidade ao BPN. E eu que tinha acabado de ler que a operação de nacionalização já me "tinha" custado 1.500 milhões de euros? será que alguém não poê termo a esta fantochada? Será que com esta publicidade pensam travar os levantamentos de depósitos, que desde o explodir da crise já vai em 640 milhões? O que se segue? O patrocínio ao Estoril Open ou mesmo ao próximo USA Open?

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

A senhora não tem sorte mesmo


Ao chegar agora ao Nortadas deu com um anuncio da Dra Manuela Ferreira Leite. Xi pá a senhora veio à pesca pensei eu. A curiosidade levou-me a visitar o site. Ui, que a senhora não tem sorte nenhuma. Então não é que os anúncios Google que lá estão chapados são nem mais nem menos que "mulheres sexys na net", "Mude para seguro directo", "Emagreça 5 a 25 quilos", "Encontro clube de Solteiros" e "teste para Sportinguistas". Não há ninguém no seu staff que saiba fazer a gestão de conteúdos disto? A senhora não tem sorte mesmo.

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

O ponto principal

No Prós e Contras na RTP Eduardo Damaso acaba de colocar o dedo na ferida: financiamento dos partidos politicos. O resto é conversa para embalar. E areia para os nossos olhos.

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

FREEPORT

O caso Freeport tem sido foco de atenção dos media nos últimos tempos e até já há por aí uns comentadores a dizerem que "há mais vida para além do caso Freeport" e que não é isso que nos deve preocupar neste momento.

Ora, nada mais errado!

Meus caros,

Com o caso Freeport deixamos de ter noticias sobre as falências, o desemprego, os assaltos, o deficit, a crise financeira e, por momentos, até julgo que terá acabado a guerra e a fome no mundo.

Enquanto tivermos o caso Freeport garantimos que Portugal continua a ser um óasis à beira mar plantado.

José Socrates sabe disso e é por isso que resolveu colaborar nesse dossier desde o inicio, pedindo, inclusive ajuda aos seus familiares mais próximos.

Direi mesmo que foi porque José Sócrates conseguiu antever a importância que o caso teria para os destinos do País que desde cedo decidiu fazer exame de Inglês por correspondência e até decidiu implementar o ensino obrigatório do Inglês nas escolas.

...a bem da Nação!!!

O assunto de Estado

Não foi Cavaco que deu dimensão de Estado ao problema.

Foi Sócrates, ao dar a conferência de imprensa em São Bento.

Alves dos Reis

Alves dos Reis teve uma vida que vale a pena ser relembrada.

Teve episódios que, só vistos, digo, só lidos!

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Alves_dos_Reis)

Domingo, Fevereiro 01, 2009

Sem comentários II

Sem comentários

E agora Ricardo Costa?

Ao ler esta noticia fiquei com a impressão que o mundo pode não ter acabado lá pelos lados do Bessa.

Free

Esta história do FreePort é verdadeiramente assustadora. O facto de Sócrates ter ou não recebido dinheiro para aprovar uma lei ainda irá passar a segundo plano. Pelo menos para mim. Mas o que me assusta mesmo é ver como funcionam as coisas no nosso país.

- Uma procuradora que fala do que lhe apetece e quando "lhe" apetece. quem a mandou dar entrevistas? o Procurador Geral? ela? O governo? A figura que fez foi degradante para a justiça no seu geral. Os níveis de confiança já andavam baixos agora ficam a negativos.

- Nem a familia é garante do que quer que seja. O tio do "Zezito" diz tanto disparate que até faz impressão. Não existe ninguém que ponha termo a estes momentos? Não existe um avô que ponha ordem no tio, no primo, na mão e no zezito? Os dalton tinham a mâmâ.

- O que é um assunto de estado? Cavaco Silva disse que este caso era um assunto de estado. E como o é? em que enquadramento? alguém me explica?

E agora algo completamente diferente...

O mau tempo tem esta virtude de nos levar para dentro de casa, para dentro de nós. Chuva, vento, frio, tudo lá fora, mas cá dentro há calor e cigarrilhas, e chá e jornais de fim-de-semana, livros para acabar, filmes para ver e sms que nos ligam ao mundo e às pessoas que amamos mesmo quando elas, justificadamente, nos fazem sentir como o último homem na terra.
Três filmes, três. Austrália, bilhete postal burocrático e previsível. Nixon/Frost, um daqueles objectos de prazer para quem acha que emoção rima com poder, e para quem ainda se comove com a queda de um homem que julgou ser forte mas que nunca deixou de ser um rapazinho quaker. Muito se fala do papel de Michael Sheen mas é Frank Langella quem rouba a cena. O momento em que confessa que desiludiu os americanos, o close up da decepção, mostra um actor superlativo. E a cena final, em que Nixon segura nas mãos os sapatos italianos que representam o fim do seu mundo, é de antologia,
E depois há Wrestler. E depois há Mickey Rourke. O tema, a violência, a insanidade da luta livre vão afastar muita gente deste filme, e é pena. Ainda não vi Sean Penn em Milk (mas se a fortuna me bafejar pode ser que já não falte muito), mas já vi Brad Pitt em Jeremy Button. E por muito respeito que mereça Pitt e o esforço honesto que fez para que o levemos a sério, estamos a falar de outro campeonato quando a comparação é feita com Rourke. Porque Rourke tem uma vantagem: para ser Ram, o lutador acabado que procura uma segunda oportunidadde mas que acaba por falhar a redenção, não precisa sequer de representar - basta-lhe respirar, cambalear, falar com voz enrouquecida. Basta-lhe ser. Porque Ram é Rourke e Rourke é Ram. Com mais ou menos operações plásticas, com mais ou menos tatuagens, com mais ou menos cicatrizes, das que se vêem e das outras. É o papel de uma vida. O Óscar vai-lhe escapar, certamente, mas esse é o epílogo lógico desta história. Está escrito nas estrelas.
E depois há a música extraordinária de Bruce Springsteen...



(Desculpem lá se não escrevi sobre o caso Fripor, como diz o nosso primeiro no seu impecável inglês técnico)