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quinta-feira, julho 04, 2013

A reforma do Estado

Aquilo que o CDS deveria ter exigido a Portas era que apresentasse, finalmente, o guião da reforma do Estado. Sem isso, mais poder não resolve os interesses do País.

quarta-feira, julho 03, 2013

A fábula do sapo e do lacrau

E o sapo perguntou:
Porquê? Porquê? Porque me mordeste, sabendo que podíamos ir os dois ao fundo?
E o Portas respondeu:
Porque eu sou um lacrau, e essa é a minha natureza.

quarta-feira, abril 15, 2009

sexta-feira, abril 11, 2008

O pragmatismo indecente de Portas (com a ajuda dos maiores amigos)

Depois dos acontecimentos deploraveis que marcaram o regresso de Portas ao CDS, aquilo que razoavelmente se esperava era que, ao menos até às próximas eleições, houvessse decência no partido.

A decência parece um conceito conceito equívoco. Mas um Amigo meu, que já não está connosco, dizia muitas vezes que "a decência é a estética da ética". E não me parece mal, como definição de decência.

O que se passou esta semana a propósito das eleições para a Distrital do Porto do CDS não foi decente. O Álvaro Castelo Branco ganhou e sempre ganharia, o que torna ainda mais absurdo o comportamento e o envolvimento parcial da Secretaria-Geral em todo o bizarro processo eleitoral.

O que se passou há dias com a antecipação das eleições para a Distrital de Lisboa do CDS também foi bastante económico com a decência. Eu, aliás, tinha dito há uns dois meses a um dos membros do MAR que as eleições iam ser antecipadas porque havia medo da disputa. Na altura disseram que eu não estava a ver bem o problema, mas eu insisti: "eu estive em Óbidos, eu sei como eles pensam e do que são capazes".

Permanecer num partido político é um exercício que exige um compromisso, de renovação diária. E esse compromisso tem a ver com a orientação política, mas também com a prática efectivamente exercida. Com franqueza, não me identifico com este pragmatismo desvalororativo, em que “os fins justificam os meios”. É também por isto que o estado de anemia do CDS obriga a uma reflexão profunda.

“Ser decente” não é o mesmo que “andar decente”. O lado exclusivamente estético (muito bem tratado pelo actual CDS) é o que menos importa. O dos valores na actuação política é o mais sólido, e o que mais resultados dá. E é também aquele que dá credibilidade.


Paulo Portas, ao optar uma vez mais pelo pragmatismo, acaba de ter a sua semana negra. É agora inquestionável que a sua falta de credibilidade é irrecuperável. Porque apesar de trajar bem, definitivamente não transporta valores. E “a decência é a estética da ética”.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Sugestão

É sabido como Portas utiliza no discurso político a chalaça, o trocadilho, a rima.

Enquanto esse estilo não muda, pede-me o MMBdB que envie esta sugestão, para utilizar com mais que um destinatário:


Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta;

Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder e é… ministra.

domingo, julho 15, 2007

CDS

Telmo Correia tentou prestar um serviço ao partido e ao seu presidente e a "coisa" não lhe correu bem.

Paulo Portas perdeu objectivamente em toda a linha: a equipa que ele escolheu sofre uma derrota inequívoca e ainda tentou dramatizar os resultados em Lisboa como sendo um "exame" à sua liderança. Que não era de todo.

Entendo que queira fazer um conselho nacional para tentar perceber como se perdem tantos votos. Daí a querer convocar eleições vai a distancia entre a sensatez e a exploração politica. E não me venham com o argumento que os eleitores do CDS gostam mais do sol do que os outros e que já foram para férias. Há é que analisar se as propostas eleitorais eram as correctas, se o partido apresentou algo novo e se esse novo era melhor do que o antigo.

Paulo Portas tem a obrigação de se manter como líder pois o mandato que recebeu é para 2 anos e deve ser cumprido. Custe o que custar.

sábado, fevereiro 24, 2007

And the winner is...

Apesar do anúncio feito esta semana de que Paulo Portas estava disposto a trabalhar no sentido da unificação interna, a verdade é que a prática tem sido outra.

Das duas, uma: ou Portas pretende voltar à liderança do CDS ou não pretende.

Se pretende, é inevitável a dedução que andou estes meses todos a alimentar as divisões internas para preparar o seu regresso.

Se não quer voltar não pode continuar a anunciar declarações, e a limitar-se à infantilidade política da frase (verdadeira, aliás…) de que “o futuro a Deus pertence”…

Se pretende voltar, que o diga sem equívocos. É intolerável a forma como vai tratando o CDS, como objecto de uma enigmática estratégia pessoal. Paulo Portas saiu porque quis, e só quererá regressar porque todas as outras suas alternativas (Estados Unidos, uma fundação, etc.) falharam. Não existe nenhum interesse vital do partido ou até do País que imponha o seu regresso ao CDS (diria eu que até pelo contrário...). Tenho até cada vez mais a certeza de que perde o próximo Congresso. Mas enquanto não for anunciado o regresso, o fantasma mediático da divisão interna permanece.

Se, pelo contrário, não quer voltar (como eu estou convencido) então que o diga claramente. As sucessivas notícias, alimentadas por alguns iludidos e pelo cúmplice silêncio do anunciado regressável, continuam a dificultar a passagem da mensagem política, que assim sai ensombrada por esta possível fractura interna.

A conclusão é só uma: quer queira tentar voltar, quer não queira, Portas é candidato isolado ao Óscar de maior alimentador de divisões internas no CDS, ganhando direito incontestável ao troféu pela sua exuberante actuação nos últimos largos meses
.

Até que ele disse assim:

- Parem lá de me empurrar para a frente!!!