Quarta-feira, Dezembro 07, 2011
DÓ
Seguro vê almofadas onde existe dívida e acha que o pagamento das dívidas pelo Estado não é importante. Sócrates diz que pagar dívidas é uma ideia de criança e invoca em apoio os seus estudos de economia. Perante isto só me resta ter pena deles, pena do país que tal gente tem e pena que os meus credores não tenham estudado pelas mesmas sebentas.
Tua
Quem nunca andou pelo Alto Douro não sabe o que perde.
Quem toma decisões que afectam terras distantes sem nunca lá ter ido (o que acontece com frequência...) sujeita-se a isto: vem a Unesco dizer o óbvio.
O problema não é o da ecologia. Mas também é. O problema é, bastante, o do território, e do que se quer para uma das paisagens mais bonitas do Mundo. Também acho que tenho consciência do problema energético. Mas o Tâmega, por exemplo, suporta mais uma ou duas barragens. Ninguém leva a mal. E há mais rios que aguentam barragens...
O problema não é da EDP, que faz o seu papel. O problema é de quem, no conforto no seu ar condicionado, com vista para o estuário, aceita que o Estado receba umas massas em troca das barragens.
Deixar construir "espelhos de água" no Tua e no Sabor é de quem não sabe o que perde.
Quem toma decisões que afectam terras distantes sem nunca lá ter ido (o que acontece com frequência...) sujeita-se a isto: vem a Unesco dizer o óbvio.
O problema não é o da ecologia. Mas também é. O problema é, bastante, o do território, e do que se quer para uma das paisagens mais bonitas do Mundo. Também acho que tenho consciência do problema energético. Mas o Tâmega, por exemplo, suporta mais uma ou duas barragens. Ninguém leva a mal. E há mais rios que aguentam barragens...
O problema não é da EDP, que faz o seu papel. O problema é de quem, no conforto no seu ar condicionado, com vista para o estuário, aceita que o Estado receba umas massas em troca das barragens.
Deixar construir "espelhos de água" no Tua e no Sabor é de quem não sabe o que perde.
Palavras chave:
ambiente; barragem baixo sabor; tua; douro; estado do país,
jac
Terça-feira, Dezembro 06, 2011
Tea for two
Quanto mais se sabe sobre o desenrolar das eleições legislativas na Rússia, mais claramente se percebe a natureza do regime putiniano. Aquela marionete de feira que dá pelo nome de Medvedev dizia ufano no Domingo à noite: “Isto é a democracia em acção”. Democracia “à russa”, está bom de ver.O bigode tuga que toma chá com gente deste género não estará a preparar uma escapadela a Moscovo?
Palavras chave:
douro,
russia no seu melhor
Segunda-feira, Dezembro 05, 2011
XXI, ter opinião
Domingo, Dezembro 04, 2011
Bluffs
O país não tem emenda.Como dizia alguém, PS e PSD têm a mesma dinâmica aparelhística e os mesmos tiques de clan. E o CDS copia-os como pode: a indigitação de Cruz Vilaça para juiz do Tribunal de Justiça da União Europeia é bem prova desse miserabilismo que atravanca a nação. Este bluff vai acabar mal.
Palavras chave:
douro,
Tribunal de Justiça
Sábado, Dezembro 03, 2011
Os feriados
A discussão sobre os feriados pode não parecer muito estimulante, mas um olhar atento permite-nos constatar que estamos a assistir a um duelo entre a Igreja Católica e a malta do avental que hoje domina os destinos de portugal. Como de resto Fernando Madrinha o refere no Expresso.
Com efeito a maçonaria ganha terreno e estica os seus tentáculos como nunca. Basta olhar, ver o que se passa e esperar pelo que aí vem.
Mas voltando aos feriados temos que o governo decidiu acabar com dois religiosos, os propostos pela igreja, e dois civis. Olhando para os civis não dá para perceber como é possivel acabar com o 1º de dezembro, que "apenas" comemora a independência de Portugal. E mantemos uma coisa chamada 1º de Maio? Qual o sentido disso?
Assim como assim, para o próximo ano na minha empresa trabalharemos no dia 1 de Maio e gozaremos o prazer de dolce fare niente no dia 1 de Dezembro.
Com efeito a maçonaria ganha terreno e estica os seus tentáculos como nunca. Basta olhar, ver o que se passa e esperar pelo que aí vem.
Mas voltando aos feriados temos que o governo decidiu acabar com dois religiosos, os propostos pela igreja, e dois civis. Olhando para os civis não dá para perceber como é possivel acabar com o 1º de dezembro, que "apenas" comemora a independência de Portugal. E mantemos uma coisa chamada 1º de Maio? Qual o sentido disso?
Assim como assim, para o próximo ano na minha empresa trabalharemos no dia 1 de Maio e gozaremos o prazer de dolce fare niente no dia 1 de Dezembro.
Curiosa a fotografia da capa do Expresso de hoje

Dia 9 é dia de Cimeira Europeia.
Foi a data escolhida pela Chanceler. O acólito com saltos altos não conta. Os restantes 25 muito menos.
A Europa do Euro é e não é. É uma união política que nunca o foi verdadeiramente. É uma união económica que também não o é verdadeiramente.
Nasceu nas cinzas da II Guerra Mundial. Cresceu e prosperou. Era a Europa solidária, do Hino da paz, do Modelo Social Europeu. Um modelo de sucesso entre o individualismo americano e a loucura equalitária da União Soviética e dos seus países satélites de governos fantoches.
Entretanto, o Mundo mudou. A globalização e o liberalismo à escala mundial trouxeram novos desafios que a Europa tardou a reconhecer, ela envolta numa fracassada Estratégia de Lisboa.
A Europa que é complexa e multifacetada, não fosse constituída por vários países, tornou-se hoje economicamente fragmentada (já o era politicamente). De costas voltadas para os cidadãos.
Por isso, é legítimo questionarmo-nos hoje. Somos Europa?
Sexta-feira, Dezembro 02, 2011
Nojo

Meses depois de comprar os estádios do Leixões e do Leça, contra a opinião geral (tirando os associados desses clubes) dos Matosinhenses. Depois de destratar a oposição camarária, desprezando os limites básicos da democracia.
Este senhor tem o despudor, a lata, a falta de vergonha de vir dizer isto.
Quinta-feira, Dezembro 01, 2011
Mário Soares
Nunca me lembro de ter estado de acordo com Mário Soares em algum momento dos últimos 25 anos, apesar de ele já ter defendido quase tudo e o seu contrário. Obviamente, não esqueço a importância da sua opção preferêncial pela democracia num momento difícil da nossa história recente, nem a sageza da eleição da America como aliado estratégico nos idos de 74/75.
Vem isto a propósito da publicação do seu último livro e do seu último manifesto.
O livro é, evidentemente, um exercício de selecção de memória, um retrato conveniente, uma ode à grandeza com que o próprio Soares se vê.
O manifesto é um recado ao PS e à esquerda, não fala ao país, nem ao portugueses directamente, mas condiciona os que ainda representam cerca de 40% dos portugueses.
Aos 87 anos, é notável como Soares ainda influencia uma área importante da vida política portuguesa. É o verdadeiro aristocrata da república de que se sente herdeiro varão.
Com a personalidade do verdadeiro aristocrata republicano, Soares nunca cuidou de ter em conta a resposta pelos seus actos, sempre viu a coerência como coisa parola de quem tem algo a provar, interpretou sempre o tempo presente com oportunidade e do passado usou sempre apenas o que lhe foi conveniente.
Soares flui pela vida, e ao longo dos tempos, extraindo o melhor de cada momento: o luxo e a opulência a que nunca se coibiu, nem lhe foi sancionado, a presença permanente no topo da vida política, o culto dos seguidores e a vingança impiedosa aos inimigos.
Pois é, são imensas as patetices que diz, mas nunca por patetice.
Não é um homem admirável, mas ter chegado até hoje na forma em que chegou faz dele um personagem invejável.
Vem isto a propósito da publicação do seu último livro e do seu último manifesto.
O livro é, evidentemente, um exercício de selecção de memória, um retrato conveniente, uma ode à grandeza com que o próprio Soares se vê.
O manifesto é um recado ao PS e à esquerda, não fala ao país, nem ao portugueses directamente, mas condiciona os que ainda representam cerca de 40% dos portugueses.
Aos 87 anos, é notável como Soares ainda influencia uma área importante da vida política portuguesa. É o verdadeiro aristocrata da república de que se sente herdeiro varão.
Com a personalidade do verdadeiro aristocrata republicano, Soares nunca cuidou de ter em conta a resposta pelos seus actos, sempre viu a coerência como coisa parola de quem tem algo a provar, interpretou sempre o tempo presente com oportunidade e do passado usou sempre apenas o que lhe foi conveniente.
Soares flui pela vida, e ao longo dos tempos, extraindo o melhor de cada momento: o luxo e a opulência a que nunca se coibiu, nem lhe foi sancionado, a presença permanente no topo da vida política, o culto dos seguidores e a vingança impiedosa aos inimigos.
Pois é, são imensas as patetices que diz, mas nunca por patetice.
Não é um homem admirável, mas ter chegado até hoje na forma em que chegou faz dele um personagem invejável.
Palavras chave:
mario soares
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