sábado, dezembro 31, 2011
2012
Para todos um Ano Novo à FC Porto (da época 2010/2011...)!
Regionalização
A propósito da extinção das freguesias lembrei-me de uma anedota do Samora:
Um dia, no final do Conselho de Ministros em Maputo, Samora Machel foi à conferência de imprensa dizer: Moçambique tem de alinhar pelos países mais evoluídos do Mundo, como os Estados Unidos, a Alemanha, a França ou Portugal. Por isso, decidimos que até ao final deste ano todos os carros passarão a circular pela direita. E esperamos até ao final do próximo ano adoptar a mesma medida para os camiões...
Já agora, não se esqueçam de clicar aqui ao lado no Bússola, e ler os fantásticos textos do Jorge Fiel (um abraço)
Um dia, no final do Conselho de Ministros em Maputo, Samora Machel foi à conferência de imprensa dizer: Moçambique tem de alinhar pelos países mais evoluídos do Mundo, como os Estados Unidos, a Alemanha, a França ou Portugal. Por isso, decidimos que até ao final deste ano todos os carros passarão a circular pela direita. E esperamos até ao final do próximo ano adoptar a mesma medida para os camiões...
Já agora, não se esqueçam de clicar aqui ao lado no Bússola, e ler os fantásticos textos do Jorge Fiel (um abraço)
eu não sou de intrigas
Mas acho que o camarada Furtado foi hoje fazer surf
sexta-feira, dezembro 30, 2011
A importância dos jornais
Hoje ficamos a saber que os jornais no seu todo perderam uma vez mais compradores/leitores. O JN que chegou a vender mais de 120.000, e não à muito tempo, anda hoje na casa dos 78.000, deixando a liderança para o Correio da Manhã que consegue 124.000 vendas diárias. Impensável e inadmissível diria o meu bom amigo Orlando Castro. Por outro lado, nos chamados jornais de referência, a coisa ainda é mais negra. Público na casa dos 26.000, DN nos 17 mil e o "I" com apenas 5 mil exemplares. No que respeita aos económicos na liderança mantém-se o Diário Económico com quase 5 mil e o Jornal de Negócios a chegar aos 3,5 mil exemplares. Números de vendas em banca, podendo e devendo-se somar as assinaturas, sendo certo que muita boa gente poêm desde logo em causa esses valores.
Mas discussões à parte, o certo mesmo é que os portugueses têm deixado de ler jornais. Certamente é menos cansativo ver a Casa dos Segredos; e muito mais estimulante saber e ver os concorrentes a fazerem sexo oral. Só que a sociedade e o mundo não se compadecem de gente mal informada, mais a mais que Portugal precisa mesmo é de uma opinião pública informada e bem informada. Os tempos são exigentes.
Mas discussões à parte, o certo mesmo é que os portugueses têm deixado de ler jornais. Certamente é menos cansativo ver a Casa dos Segredos; e muito mais estimulante saber e ver os concorrentes a fazerem sexo oral. Só que a sociedade e o mundo não se compadecem de gente mal informada, mais a mais que Portugal precisa mesmo é de uma opinião pública informada e bem informada. Os tempos são exigentes.
quinta-feira, dezembro 29, 2011
2011 está a acabar viva 2012
2011 está a chegar ao fim. Dele levamos poucas recordações, das boas claro. Podemos recordar que foi nele que nos despedimos de Sócrates mas logo ficam as lembranças que é por causa dele que vamos sofrer em 2012. E por isso o melhor mesmo é esquecer já 2011 e prepararmo-nos para 2012. Venha ele que nós cá estamos para o enfrentar. Assim à partida não se afigura fácil e as expectativas de coisinhas boas estão no grau zero. Talvez por isso mesmo quando chegarmos a Dezembro de 2012 façamos um balanço positivo do ano que entretanto decorreu. Por isso faço plágio da fórmula mágica que José Miguel Marques usa no seu excelente texto no Grupo Portus Cale e que reza o seguinte:
FELICIDADE = REALIDADE – EXPECTATIVAS.
Mas eu acredito, outra coisa não me resta, que o governo está atento, que os empresários continuam a apostar em portugal e que os portugueses vão arregaçar as mangas e saber dar resposta à altura a uma crise que afecta todo o mundo ocidental. Em Dezembro de 2012 logo veremos se estou certo. Até lá ao trabalho e gozem bem as doze passas.
FELICIDADE = REALIDADE – EXPECTATIVAS.
Mas eu acredito, outra coisa não me resta, que o governo está atento, que os empresários continuam a apostar em portugal e que os portugueses vão arregaçar as mangas e saber dar resposta à altura a uma crise que afecta todo o mundo ocidental. Em Dezembro de 2012 logo veremos se estou certo. Até lá ao trabalho e gozem bem as doze passas.
sexta-feira, dezembro 23, 2011
Feliz Natal

Parece que, apesar dos ventos de crise que sopram por cima de nós, ainda vai haver Natal este ano. Por isso, e apesar do pai Natal ter dispensado umas renas do serviço e ter feito uns furito a mais no cinto, toca a alinhar as luzes da árvore, a arrumar as palhinhas do presépio para receber o menino Jesus, e a celebrar estarmos nas nossas casas com aqueles que mais gostamos! Um Feliz Natal chefe Carlos e amigos Nortadas!
quarta-feira, dezembro 21, 2011
Ficava bem
ao Bastonário Marinho Pinto comentar esta notícia.
segunda-feira, dezembro 19, 2011
PROFESSORES HÁ MUITOS, O QUE NÃO HÁ SÃO ALUNOS
Há pessoas a quem a realidade custa muito a perceber. Temos assistido a um grande alvoroço porque Passos Coelho sugeriu aos professores que procurassem outros mercados para exercer a sua profissão (coisa bastante normal, diria eu, para qualquer outra arte), designadamente nos países lusófonos.
A generalidade da comunicação social promove a ideia de que é inaceitável que os professores não possam ensinar no maravilhoso lugar onde nasceram.
Eu até compreendo bem o desejo, mas ensinar quem se não existem alunos?
Se os portugueses não têm filhos, por variadíssimas razões, desde a crise ao direito à vidinha, ao corpo e à carreira e por aí fora, motivos que naturalmente não vou julgar nem interessa tratar agora, quem pretendem os professores excedentários ensinar?
Que direito existe a ser-se professor sem alunos? Não interessa se isto é certo ou errado, se é justo ou injusto. Sem ovos não se fazem omoletes e sem alunos não há professores. Resta aos professores queixarem-se não de Passos Coelho mas dos compatriotas que lhes couberam em sorte que não se reproduzem à medida dos seus "direitos".
A generalidade da comunicação social promove a ideia de que é inaceitável que os professores não possam ensinar no maravilhoso lugar onde nasceram.
Eu até compreendo bem o desejo, mas ensinar quem se não existem alunos?
Se os portugueses não têm filhos, por variadíssimas razões, desde a crise ao direito à vidinha, ao corpo e à carreira e por aí fora, motivos que naturalmente não vou julgar nem interessa tratar agora, quem pretendem os professores excedentários ensinar?
Que direito existe a ser-se professor sem alunos? Não interessa se isto é certo ou errado, se é justo ou injusto. Sem ovos não se fazem omoletes e sem alunos não há professores. Resta aos professores queixarem-se não de Passos Coelho mas dos compatriotas que lhes couberam em sorte que não se reproduzem à medida dos seus "direitos".
sábado, dezembro 17, 2011
Estados de alma
Desconheço a existência e o melhor mesmo é que não exista, mas se existisse um medidor de "velocidade" do ritmo da vida, certamente que estavamos constantemente em excesso e carregados de multas. Nos negócios quase não há tempo para pensar só agir, ou reagir na maior parte das vezes. A política parece uma montanha russa, alternando o estado de alucinação mental das gentes socialistas com as notícias de mais e mais contenção e sacrifícios dos portugueses. Ao que se junta o preocupante desnorte dos líderes europeus e perceber que eles não percebem nada disto, mas tendo sido postos lá pelos seus eleitores a culpa final é deles. Nossa. Posto isto e perante isto, pouco tempo nos fica. Tendo o dia apenas 24 horas começa a ser impossível dar resposta a tudo e a todos. E mais ainda há que zelar pelos filhos num mundo sem eira nem beira, e no qual os valores com que os procuro educar quase parecem o euro; em constante descrédito e em risco de desaparecer.
Mas tenho para mim que a passagem pela terra só faz sentido se algo fizermos para a melhorar. Maior ou menor contributo, mas algo tem que ser. Gosto de ser actor e não espectador. Gosto de ser activo e não passivo. Mas há momentos em que convém parar, descansar e recarregar baterias. Este é um deles.
Mas tenho para mim que a passagem pela terra só faz sentido se algo fizermos para a melhorar. Maior ou menor contributo, mas algo tem que ser. Gosto de ser actor e não espectador. Gosto de ser activo e não passivo. Mas há momentos em que convém parar, descansar e recarregar baterias. Este é um deles.
É acima de tudo uma questão sentimental, o meu pai adormecia-me em menino com as suas histórias das viagens entre a metrópole e Luanda. Intercalava estas histórias com mornas que mais tarde vim a reencontrar no Ildo Lobo, no Bana, no Alcides e sobretudo na Cesária Évora. Cantava-me sempre a Sodade antes de um encore sem retorno do Trem das 11 em ritmo afro-samba. E eu lá adormecia a imaginá-lo no deck do Vera Cruz, com a sua viola, camisa caqui e a lua a reflectir-se nas águas do sul. Que sodade destes tempos. Obrigado Cesária!
Eduardo Lourenço

Não acho que os prémios tornem alguem melhor ou pior, mas regozijo-me quando são justos. A atribuição do Prémio Pessoa a Eduardo Lourenço não faz dele maior do que já é, mas a publicidade que envolve atrairá mais gente à sua magnífica obra. Os verdadeiros vencedores do Prémio Pessoa são todos os curiosos que através do prémio tomarão pela primeira vez contacto com a obra maior daquele que é um de pouquíssimos intelectuais a pensar Portugal em profundidade.
Vidas na Cidade

As feiras de Garagem promovidas na zona de Aldoar, Cooperativa SACHE- Porto, nasceram por obra de uns Pais, ali moradores, e têm sido um exemplo de iniciativa, de animação de boa convivência numa zona em que os moradores e as famílias têm procurado alternativas a uma vida isolada e consumista. A divulgação faz-se porta a porta e tem sido muito eficaz.Parabéns!
Por ali podem ser vistos todo o tipo de objectos que estão arquivados nas garagens, revertendo valores para uma instituição de solidariedade escolhida evento a evento.
Enfim nada que seja ASAEADO. E funciona!
É verdade que a envolvência ajuda, os moradores são de todo o tipo, as crianças não são entregues horas a fio a ver TV ou a jogar computador, podem brincar es espaços verdes, passear, têm zonas sem automóveis e que assim andam livremente de bicicleta, e nisso a arquitectura ajuda.
Talvez também tenha sido isso que falhou e que levou o "Aleixo" a ser demolido.
O Porto pode fomentar, exibir e repetir bons exemplos!
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Ó Evaristo, tens cá disto?
Antigamente chamavam-se ao aprendizes de caixeiro « marçanos ». Hoje já não há disso, pelo menos nas lojas ou nas mercearias. Mas a mentalidade de marçano não desapareceu: em vez de nos trazerem batatas e azeite a casa, trazem-nos em discursos, em entrevistas ou em artigos as encomendas do dia. Trocaram o avental e a alpaca por camisas de colarinho italiano e já não calçam botas de atacadores de corda mas sapato mocassim preto lustrado.Embrulham o arroz carolino em frases do género “mais vale tarde que nunca”, “fazer melhor com menos”, “este acordo é melhor do que nenhum”, “temos de ser eficazes a descentralizar”, “vamos sair mais fortes”, e outras pérolas idênticas, tão ocas como o seu pensamento. Dizem-se e desdizem-se sem pestanejar e são mesmo capazes de afivelar um ar pungente e de enrugar a testa como se acreditassem que de facto o pacote traz mesmo um kilo de açúcar ou a dúzia de ovos que o freguês pediu.
A cimeira de Durban foi um fracasso mas para o Pedro Paulo foi um progresso.
A descentralização tem de ser eficaz mas para o Paulo Júlio não é tempo para regionalizar.
Onde antes se defendia um referendo, agora não senhor pois, apesar de se perder autonomia orçamental, não se trata de eleger nenhum presidente (disse-o Paulo Portas). Até o Francisco José emenda a mão para tranquilizar os destruidores do Vale do Tua.
Nem gorjeta merecem.
O que nos reserva o futuro...
A crise do euro pode bem levar ao fim da União Europeia.
Este é um cenário que ninguém admitia como possível mas que cada vez mais começa a desenhar-se no horizonte e com ele estão a criar-se condições ideais para o renascer de partidos de cariz nacionalista na Europa e até, quem sabe, de regimes com democracias musculadas.
Este é um cenário que ninguém admitia como possível mas que cada vez mais começa a desenhar-se no horizonte e com ele estão a criar-se condições ideais para o renascer de partidos de cariz nacionalista na Europa e até, quem sabe, de regimes com democracias musculadas.
Paralelos
A bancada do Partido Socialista parece a grelha de partida do Partido Republicano. Com uma pequena diferença, há Republicanos que se queixam de má imprensa, os socialistas fazem tudo sem precisarem de ajuda.
quinta-feira, dezembro 15, 2011
Episódio deprimente
Isabel Moreira, a primadonna socialista fracturante, confirmou-se indigna de se sentar no nosso Parlamento; deu a facada final no seu comportamento parlamentar.
Interromper Deputados que estão a intervir, usando o microfone para proferir as maiores bestialidades, é inédito na idade madura da Casa da Democracia!
O sentimento de total impunidade e irresponsabilidade que justifica os desmandos de uma certa pseudo-aristocracia parlamentar, são inaceitáveis em democracia. Esquecem-se que soberba intelectual, arrogância pessoal são sinónimo de arrivismo; a aristocracia genuina só se afirma com base em algo muito mais profundo: a boa educação.
O PS ao dar guarida a gente desta qualidade demite-se da importância que deveria ter como partido mais votado da oposição. É preocupante.
Descubra as diferenças...
PS/Vice: «Nunca fiz a apologia do não pagamento da dívida»
O vice-presidente da bancada socialista Pedro Nuno Santos disse hoje à Lusa que nunca defendeu que Portugal deixe de pagar a dívida aos países credores como sugerem declarações suas feitas no sábado e captadas pela Rádio Paivense FM. Essas declarações «são alguns segundos de uma intervenção muito longa, mas não fiz a apologia ao não pagamento da dívida», afirmou Pedro Nuno Santos à Lusa. «Aquilo que quis dizer é que um Governo na situação em que o nosso está deve usar todas as armas negociais para impor melhores condições e, de certa forma, aliviar os sacrifícios que têm sido impostos ao povo português. E isso reafirmo», acrescentou.
O vice-presidente da bancada socialista Pedro Nuno Santos disse hoje à Lusa que nunca defendeu que Portugal deixe de pagar a dívida aos países credores como sugerem declarações suas feitas no sábado e captadas pela Rádio Paivense FM. Essas declarações «são alguns segundos de uma intervenção muito longa, mas não fiz a apologia ao não pagamento da dívida», afirmou Pedro Nuno Santos à Lusa. «Aquilo que quis dizer é que um Governo na situação em que o nosso está deve usar todas as armas negociais para impor melhores condições e, de certa forma, aliviar os sacrifícios que têm sido impostos ao povo português. E isso reafirmo», acrescentou.
terça-feira, dezembro 13, 2011
A folha A4
Confesso que a leitura da nossa imprensa me deixa, no geral, irritado. Não é apenas a substância das notícias, já de si deprimentes, mas que são factos da vida. É sobretudo a forma superficial, desleixada, confusa e manipuladora da escrita do seu redactor. Alinham títulos como como se fossem propagandistas e encarneiram no diz-se/diz-se dos balcões dos bares da moda.Depois há os colunistas. Alguns são uns chatos que abandono no terceiro parágrafo. Outros assumem-se como a cassette do seu partido e já não há pachorra. Enfim, há os que têm algo de interessante e de estimulante para escrever e que o fazem de uma forma desassombrada.
Foi preciso chegar à última página do Público de hoje para não lamentar ter gasto o euro da praxe. E quando lá cheguei já levava os canivetes de fora depois de aturar o Paulo Rangel mais a sua monomania da “desterritorialização” do poder, o talismã que reciclou de alguma leitura apressada da Susan Strange de há 15 anos e com que julga embalar-nos na suas teses federalistas-unionistas.
O Pedro Lomba de hoje (“Uma folha A4 e o Hotel do Mar”) merece um Efe-Erre-À.
Desmonta com mestria o clima amiguista e complacente que vigora no país e escolhe como magnífico exemplo essa personagem que hoje preside ao Parlamento da República. Dou-lhe toda a razão. Quando a senhora era eurodeputada propunha umas resoluções e escrevinhava umas coisas lá no Parlamento Europeu que mais pareciam exercícios em prosa de um Feliciano retardado, mas ainda mais pirosos e floridos, apesar de destituídos de qualquer conteúdo político que valesse. Os tempos estão propícios para os bluffs.
segunda-feira, dezembro 12, 2011
domingo, dezembro 11, 2011
Uma visão interessante
Palavras chave:
adriano moreira,
jac,
portugal e o mundo
Correcções
A deriva fracturante que a maioria Socrática protagonizou merece correcção.
Esse ponto no "caderno de encargos" devia ser afirmado e não esquecido. Vem isto a propósito das conquistas que o meu Partido tem afirmado no seio da coligação governamental.
Claro está que em política há cedências, mas não em temas que não são minudências.
As leis de relativas à família, ao aborto, ao casamento de pessoas do mesmo sexo, as questões relacionadas com os símbolos religiosos, merecem correcção com a nova maioria.
E nisso, não renegando os princípios consagrados nos estatutos em vigor, consiste também o papel do CDS nesta governação.
José Oliveira Ascensão, na revista da Ordem dos Advogados Abril/Junho de 2011, explica, a propósito do casamento de pessoas do mesmo sexo, que não há irreversibilidade.
"Um político assume-se". Assumam-se, querendo, os nossos políticos.
Esse ponto no "caderno de encargos" devia ser afirmado e não esquecido. Vem isto a propósito das conquistas que o meu Partido tem afirmado no seio da coligação governamental.
Claro está que em política há cedências, mas não em temas que não são minudências.
As leis de relativas à família, ao aborto, ao casamento de pessoas do mesmo sexo, as questões relacionadas com os símbolos religiosos, merecem correcção com a nova maioria.
E nisso, não renegando os princípios consagrados nos estatutos em vigor, consiste também o papel do CDS nesta governação.
José Oliveira Ascensão, na revista da Ordem dos Advogados Abril/Junho de 2011, explica, a propósito do casamento de pessoas do mesmo sexo, que não há irreversibilidade.
"Um político assume-se". Assumam-se, querendo, os nossos políticos.
sábado, dezembro 10, 2011
Here comes the sun...
Não será (por ora, espero) ao nível do Tratado que a UE inscreverá as regras necessárias para dar ao €uro a paternidade que tanto carece. Continuará a ser um clube de sócios, posto que agora com novos estatutos anunciados para fins de Março próximo. Mas a coisa mexe. E desta feita com medidas que vão no sentido, não da defesa do país A ou B, mas duma real defesa do €uro, pois que tocam já a raiz do seu problema. Confiemos, assim, na sobrevivência da nossa moeda.
D. Cameron fica (ou vai ficando, espero) de fora. Falhou a sua tentativa de criar, e liderar, um hipotético grupo de 10 (os “out”) que gostaria de contrapor ao grupo dos 17 (os “in”). Fica sem grupo e isolado dos 26, liderando apenas a sua ilha, mas liderado ainda pela sua querida “city”, embora continuando a usufruir do seu “single market” europeu.
Mas, deixemo-nos de tretas, a crise continua a ser a da dívida e, nesta matéria, só pelo trabalho de casa de cada estado membro ela poderá vir a ser controlada. Trabalho que, naturalmente, só é feito quando ditado pela necessidade, como ora sucede.
Neste sentido, também por cá a coisa vai mexendo. Temos já orçamento para 2012 que, por mais que isso desgoste ao Sr. Cavaco Silva (e seu porta-voz Marcelo R. Sousa) toca, finalmente, na despesa. Temos também maioria com vontade política para o cumprir. O que será ainda facilitado se as medidas ora anunciadas na Cimeira da União acalmarem, como também espero, a turbulência que tem pairado sobre os mercados.
Quem poderia imaginar que algum dia a UE iria conseguir vender uma harmonização orçamental aos seus membros? Quem poderia imaginar que algum dia o nosso Estado iria fazer cortes em despesas com pessoal, consideradas como “conquistas irreversíveis”?
É caso para dizer: Bendita Crise!
D. Cameron fica (ou vai ficando, espero) de fora. Falhou a sua tentativa de criar, e liderar, um hipotético grupo de 10 (os “out”) que gostaria de contrapor ao grupo dos 17 (os “in”). Fica sem grupo e isolado dos 26, liderando apenas a sua ilha, mas liderado ainda pela sua querida “city”, embora continuando a usufruir do seu “single market” europeu.
Mas, deixemo-nos de tretas, a crise continua a ser a da dívida e, nesta matéria, só pelo trabalho de casa de cada estado membro ela poderá vir a ser controlada. Trabalho que, naturalmente, só é feito quando ditado pela necessidade, como ora sucede.
Neste sentido, também por cá a coisa vai mexendo. Temos já orçamento para 2012 que, por mais que isso desgoste ao Sr. Cavaco Silva (e seu porta-voz Marcelo R. Sousa) toca, finalmente, na despesa. Temos também maioria com vontade política para o cumprir. O que será ainda facilitado se as medidas ora anunciadas na Cimeira da União acalmarem, como também espero, a turbulência que tem pairado sobre os mercados.
Quem poderia imaginar que algum dia a UE iria conseguir vender uma harmonização orçamental aos seus membros? Quem poderia imaginar que algum dia o nosso Estado iria fazer cortes em despesas com pessoal, consideradas como “conquistas irreversíveis”?
É caso para dizer: Bendita Crise!
Outras tentativas de primavera
quinta-feira, dezembro 08, 2011
O Momento

A Europa, como ouvi há dias, está assim pois já não é comunidade.
A verdade é que hoje os mais fortes desdenham dos mais fracos e esses tentaram enganar os primeiros.
Vai longe, aparentemente, a fome e a guerra.
Foram abafados pelos principais actores políticos os valores que fizeram concretizar o sonho Europeu de um espaço de paz e verdadeira união e cooperação.
A sonho foi concretizado com a CEE, mas não soubemos aproveitar nem salvaguardar a conquista.
"Too much of a good thing" - está visto!
Não é preciso ler os clássicos, como José Socrates diz que está agora fazer, para perceber o que ia acontecer.
Mas é indissociável do momento a falta de princípios, o afastar dos fundamentos da nossa cultura cristã, da prática dos ensinamentos da nossa cultura.
O efeito está à vista.
Não me parece que possamos sair disto sem um rasgo, sem protagonistas que tenham outras bases, convicções e formação.
À antiga? Não, à realmente moderna!
8 de Dezembro
Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal.
Para muitos, como eu, com ou sem feriado, este será sempre o verdadeiro dia da Mãe!
Para muitos, como eu, com ou sem feriado, este será sempre o verdadeiro dia da Mãe!
Afinal, como diz um amigo, " já não estamos na cauda da Europa. Já fazemos como os grandes!"
Não há limites!
Como se pode ler no link acima indicado:
-“Situada no centro de Lisboa, a Igreja de São Pedro e São Paulo está avaliada em cerca de dois milhões de euros e pode ser usada pelo seu comprador como igreja particular ou, seguindo as tendências de países como Alemanha ou Holanda, pode ser utilizada como restaurante de luxo ou galeria de arte”, revela a mediadora em comunicado".
A igreja está inserida no empreendimento do Convento dos Inglesinhos.
Mais uma
A cimeira que hoje começa não vai resolver nada mas vai complicar tudo.Mesmo que saia dali um consenso vago e um Comunicado cheio de adjectivos catitas, nem os mercados e muito menos as populações vão acreditar e ainda menos aderir.
A ideia subjacente mas não dita é a de que há países que não podem estar no euro. Vai daí, pensam que podem construir um esquema que leve esses países a terem de abandonar o euro mais cedo ou mais tarde. Tudo isto se passa e se passará com a maior das arrogâncias e indiferença em relação ao sentir dos povos. Há gente demais a falar de “mais europa”, sem saber o que é isso, nem para o que serve e sobretudo como e para quem serve.
Volta EFTA, que estás perdoada.
quarta-feira, dezembro 07, 2011
DÓ
Seguro vê almofadas onde existe dívida e acha que o pagamento das dívidas pelo Estado não é importante. Sócrates diz que pagar dívidas é uma ideia de criança e invoca em apoio os seus estudos de economia. Perante isto só me resta ter pena deles, pena do país que tal gente tem e pena que os meus credores não tenham estudado pelas mesmas sebentas.
Tua
Quem nunca andou pelo Alto Douro não sabe o que perde.
Quem toma decisões que afectam terras distantes sem nunca lá ter ido (o que acontece com frequência...) sujeita-se a isto: vem a Unesco dizer o óbvio.
O problema não é o da ecologia. Mas também é. O problema é, bastante, o do território, e do que se quer para uma das paisagens mais bonitas do Mundo. Também acho que tenho consciência do problema energético. Mas o Tâmega, por exemplo, suporta mais uma ou duas barragens. Ninguém leva a mal. E há mais rios que aguentam barragens...
O problema não é da EDP, que faz o seu papel. O problema é de quem, no conforto no seu ar condicionado, com vista para o estuário, aceita que o Estado receba umas massas em troca das barragens.
Deixar construir "espelhos de água" no Tua e no Sabor é de quem não sabe o que perde.
Quem toma decisões que afectam terras distantes sem nunca lá ter ido (o que acontece com frequência...) sujeita-se a isto: vem a Unesco dizer o óbvio.
O problema não é o da ecologia. Mas também é. O problema é, bastante, o do território, e do que se quer para uma das paisagens mais bonitas do Mundo. Também acho que tenho consciência do problema energético. Mas o Tâmega, por exemplo, suporta mais uma ou duas barragens. Ninguém leva a mal. E há mais rios que aguentam barragens...
O problema não é da EDP, que faz o seu papel. O problema é de quem, no conforto no seu ar condicionado, com vista para o estuário, aceita que o Estado receba umas massas em troca das barragens.
Deixar construir "espelhos de água" no Tua e no Sabor é de quem não sabe o que perde.
Palavras chave:
ambiente; barragem baixo sabor; tua; douro; estado do país,
jac
terça-feira, dezembro 06, 2011
Tea for two
Quanto mais se sabe sobre o desenrolar das eleições legislativas na Rússia, mais claramente se percebe a natureza do regime putiniano. Aquela marionete de feira que dá pelo nome de Medvedev dizia ufano no Domingo à noite: “Isto é a democracia em acção”. Democracia “à russa”, está bom de ver.O bigode tuga que toma chá com gente deste género não estará a preparar uma escapadela a Moscovo?
segunda-feira, dezembro 05, 2011
XXI, ter opinião
domingo, dezembro 04, 2011
Bluffs
O país não tem emenda.Como dizia alguém, PS e PSD têm a mesma dinâmica aparelhística e os mesmos tiques de clan. E o CDS copia-os como pode: a indigitação de Cruz Vilaça para juiz do Tribunal de Justiça da União Europeia é bem prova desse miserabilismo que atravanca a nação. Este bluff vai acabar mal.
sábado, dezembro 03, 2011
Os feriados
A discussão sobre os feriados pode não parecer muito estimulante, mas um olhar atento permite-nos constatar que estamos a assistir a um duelo entre a Igreja Católica e a malta do avental que hoje domina os destinos de portugal. Como de resto Fernando Madrinha o refere no Expresso.
Com efeito a maçonaria ganha terreno e estica os seus tentáculos como nunca. Basta olhar, ver o que se passa e esperar pelo que aí vem.
Mas voltando aos feriados temos que o governo decidiu acabar com dois religiosos, os propostos pela igreja, e dois civis. Olhando para os civis não dá para perceber como é possivel acabar com o 1º de dezembro, que "apenas" comemora a independência de Portugal. E mantemos uma coisa chamada 1º de Maio? Qual o sentido disso?
Assim como assim, para o próximo ano na minha empresa trabalharemos no dia 1 de Maio e gozaremos o prazer de dolce fare niente no dia 1 de Dezembro.
Com efeito a maçonaria ganha terreno e estica os seus tentáculos como nunca. Basta olhar, ver o que se passa e esperar pelo que aí vem.
Mas voltando aos feriados temos que o governo decidiu acabar com dois religiosos, os propostos pela igreja, e dois civis. Olhando para os civis não dá para perceber como é possivel acabar com o 1º de dezembro, que "apenas" comemora a independência de Portugal. E mantemos uma coisa chamada 1º de Maio? Qual o sentido disso?
Assim como assim, para o próximo ano na minha empresa trabalharemos no dia 1 de Maio e gozaremos o prazer de dolce fare niente no dia 1 de Dezembro.
Curiosa a fotografia da capa do Expresso de hoje

Dia 9 é dia de Cimeira Europeia.
Foi a data escolhida pela Chanceler. O acólito com saltos altos não conta. Os restantes 25 muito menos.
A Europa do Euro é e não é. É uma união política que nunca o foi verdadeiramente. É uma união económica que também não o é verdadeiramente.
Nasceu nas cinzas da II Guerra Mundial. Cresceu e prosperou. Era a Europa solidária, do Hino da paz, do Modelo Social Europeu. Um modelo de sucesso entre o individualismo americano e a loucura equalitária da União Soviética e dos seus países satélites de governos fantoches.
Entretanto, o Mundo mudou. A globalização e o liberalismo à escala mundial trouxeram novos desafios que a Europa tardou a reconhecer, ela envolta numa fracassada Estratégia de Lisboa.
A Europa que é complexa e multifacetada, não fosse constituída por vários países, tornou-se hoje economicamente fragmentada (já o era politicamente). De costas voltadas para os cidadãos.
Por isso, é legítimo questionarmo-nos hoje. Somos Europa?
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Nojo

Meses depois de comprar os estádios do Leixões e do Leça, contra a opinião geral (tirando os associados desses clubes) dos Matosinhenses. Depois de destratar a oposição camarária, desprezando os limites básicos da democracia.
Este senhor tem o despudor, a lata, a falta de vergonha de vir dizer isto.
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Mário Soares
Nunca me lembro de ter estado de acordo com Mário Soares em algum momento dos últimos 25 anos, apesar de ele já ter defendido quase tudo e o seu contrário. Obviamente, não esqueço a importância da sua opção preferêncial pela democracia num momento difícil da nossa história recente, nem a sageza da eleição da America como aliado estratégico nos idos de 74/75.
Vem isto a propósito da publicação do seu último livro e do seu último manifesto.
O livro é, evidentemente, um exercício de selecção de memória, um retrato conveniente, uma ode à grandeza com que o próprio Soares se vê.
O manifesto é um recado ao PS e à esquerda, não fala ao país, nem ao portugueses directamente, mas condiciona os que ainda representam cerca de 40% dos portugueses.
Aos 87 anos, é notável como Soares ainda influencia uma área importante da vida política portuguesa. É o verdadeiro aristocrata da república de que se sente herdeiro varão.
Com a personalidade do verdadeiro aristocrata republicano, Soares nunca cuidou de ter em conta a resposta pelos seus actos, sempre viu a coerência como coisa parola de quem tem algo a provar, interpretou sempre o tempo presente com oportunidade e do passado usou sempre apenas o que lhe foi conveniente.
Soares flui pela vida, e ao longo dos tempos, extraindo o melhor de cada momento: o luxo e a opulência a que nunca se coibiu, nem lhe foi sancionado, a presença permanente no topo da vida política, o culto dos seguidores e a vingança impiedosa aos inimigos.
Pois é, são imensas as patetices que diz, mas nunca por patetice.
Não é um homem admirável, mas ter chegado até hoje na forma em que chegou faz dele um personagem invejável.
Vem isto a propósito da publicação do seu último livro e do seu último manifesto.
O livro é, evidentemente, um exercício de selecção de memória, um retrato conveniente, uma ode à grandeza com que o próprio Soares se vê.
O manifesto é um recado ao PS e à esquerda, não fala ao país, nem ao portugueses directamente, mas condiciona os que ainda representam cerca de 40% dos portugueses.
Aos 87 anos, é notável como Soares ainda influencia uma área importante da vida política portuguesa. É o verdadeiro aristocrata da república de que se sente herdeiro varão.
Com a personalidade do verdadeiro aristocrata republicano, Soares nunca cuidou de ter em conta a resposta pelos seus actos, sempre viu a coerência como coisa parola de quem tem algo a provar, interpretou sempre o tempo presente com oportunidade e do passado usou sempre apenas o que lhe foi conveniente.
Soares flui pela vida, e ao longo dos tempos, extraindo o melhor de cada momento: o luxo e a opulência a que nunca se coibiu, nem lhe foi sancionado, a presença permanente no topo da vida política, o culto dos seguidores e a vingança impiedosa aos inimigos.
Pois é, são imensas as patetices que diz, mas nunca por patetice.
Não é um homem admirável, mas ter chegado até hoje na forma em que chegou faz dele um personagem invejável.
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