Domingo, Novembro 07, 2010

Foi bonita a festa!




Grande iniciativa!

Aí está, uma grande e bonita organização!

Obrigado aos artistas por partilharem com os "leigos" e menos "leigos" o melhor que por cá se faz!

Olhó's Juízes!

O Tribunal Constitucional considerou constitucional a recente taxa de 45% aplicável às pessoas singulares, dado o fim constitucionalmente legítimo de obtenção de receita fiscal para equilíbrio das contas públicas.

Mas já declarou inconstitucional a redução da remuneração global dos funcionários que exercem funções em órgãos de soberania, os membros dos respectivos gabinetes, e os funcionários dos grupos parlamentares, que se encontravam já em exercício de funções aquando da entrada em vigor da limitação.

Entretanto, o Supremo Tribunal Administrativo, num recurso interposto por um juiz, decidiu que a alteração ao regime de aposentação da função pública não se aplicava aos magistrados judiciais por ser contrária ao seu estatuto.

A ver vamos como se irão pronunciar sobre o orçamento 2011. Em particular nas matérias que lhes tocam o bolsinho...

Sábado, Novembro 06, 2010

Quem paga a visita do Papa?

Amanhã Bento XVI irá consagrar um dos mais intrigantes templos da Cristandade. Na Sagrada Família, sente-se, claramente, o sopro de uma inspiração divina. Por seu lado, hoje, Santiago de Compostela, foi o campo das estrelas (campus stellae) da Cristandade, o lugar de todo o peregrino, de todo o romeiro, de todo o palmeiro. Pessoalmente, são momentos que se inscrevem, de forma indelével, na memória.
Vem isto a propósito de, uma vez mais, se ouvirem vozes inquietas vergastando na iniquidade de um Estado não confessional suportar as despesas com a vinda do Papa. Neste caso, o estado Espanhol.
No entanto, à laia de justificação, não se vai aqui invocar o facto de se estar a receber o chefe de Estado da Santa Sé. Também não se usará o argumento de que estamos perante o chefe de uma Igreja na qual a maioria dos cidadãos espanhóis se reconhece. Não será necessário referir que estamos perante o ícone vivo de um dos pilares onde se estriba a nossa Cultura Ocidental. Escusado, também, será convocar o momento ímpar em que Arte, Cultura e Religião, se voltam a entrelaçar no lugar do Belo.
O único argumento que interessa é um só. De facto, sabemos que o dito estado social e essa Esquerda que se maravilha com o mito de Robin Wood, se baba com o facto de alguns suportarem, indirectamente, os custos de outros. Seja na Saúde, na Educação, na Segurança Social, na Justiça. Tal justifica-se, prima facie, por razões que são de justiça social, e que impõem uma redistribuição dos recursos por toda a sociedade. De uma forma equitativa. Mas por trás deste princípio, quase moralizante da res publica, existe uma razão bem mais prosaica. O que aqui se trata, é da sustentabilidade da sociedade enquanto tal, ou seja de prover à coesão social. Sem a qual não há comunidade política, nem, no limite, o próprio Estado.
Ora, estando nós em países cujos povos, materialmente, reconhecem como um dos pilares angulares da sua identidade, o Cristianismo, neste caso o Catolicismo, é natural que a comunidade política institucionalizada e que conforma estas nações, respeite e acolha no seu seio o ícone de um dos seus alicerces maiores. E porque os números interessam, e porque a Democracia é também a vontade da maioria, não haverá dúvidas que em países materialmente confessionais (que a esmagadora maioria da população se designa como professando o Catolicismo), como são Espanha e Portugal, o Estado não possa deixar de suportar financeiramente uma visita destas. No limite, como dizia, a bem da própria coesão social.
É só pena que com pensamentos daqueles, os tetranetos dos tetranetos desses arautos do laicismo militante, poderão - quem sabe... - vir a ter saudades de um tempo onde não era socialmente obrigatório acender incensos a Confúcio ou ter como bússola, Meca.

Boa entrevista

esta que está hoje no Público.

Prisão com eles

A proposta de Passos Coelho, em responsabilizar no plano civil e criminal, quem não cumpre com os orçamentos apresentados e aprovados merece o meu total apoio. Quem gere mal dinheiros que não são dele tem obrigatoriamente que sentir na pele os desmandos que andou a praticar. Está bom de ver que não se lhe pode pedir de volta o dinheiro, poder até podíamos não adianta é nada, mas tem que haver maneira de lhes assacar responsabilidades. Há que colocar um ponto final nesta loucura, além de que a capacidade de sofrer dos portugueses tem limites.

Porque hoje é Sábado

Óleo de Fairfield Porter "O espelho" - 1966

Sexta-feira, Novembro 05, 2010

EPIS – Empresários pela Inclusão Social

A EPIS é uma associação de origem empresarial que ajuda estudantes com dificuldades de rendimento escolar a melhorarem o seu percurso curricular (www.epis.pt)

Tem origem na sociedade civil, promove a integração de estudantes em risco de abandono escolar e tem uma cultura de responsabilização dos beneficiados.

Há quem tenha paixão pela educação, mas há que ter também acção. E aqui está!

Porque mais nada me apetece

Um político, um empresário e um bispo viajavam num avião que começou a cair.
O piloto salta com o pára-quedas deixando apenas um outro para trás.
Os outros três decidem votar para decidir quem deve usar o outro pára-quedas.
Apurados os votos, o político ganhou, pegou no pára-quedas e saltou.
Diz o bispo:
- Bom... Pelo menos um de nós salvou-se...
- Sim, mas... Só não percebi como é que ele conseguiu os 213 votos

Quinta-feira, Novembro 04, 2010

Ainda o OE

Aqui está uma nova visão daquilo que deve ser o Orçamento: um documento do Governo.

Sugestão

O Movimento Douro Litoral vai realizar mais um Jantar/Debate no próximo dia 8 de Novembro de 2010, Segunda-feira, às 20h00, no Restaurante da Fundação Cupertino de Miranda, na Avenida da Boavista, Porto.

O tema é: “Círculos Uninominais”

Os oradores são:

- Pedro Santana Lopes;

- António José Seguro;

- André Freire

Liderança

O que é mais evidente neste processo do Orçamento de Estado é que Portugal tem (também) um problema de natureza política. E esse problema tem muito claramente a ver com liderança política. Do Governo já sabemos com que contar. E PPC ainda não consegue convencer a malta que é ele o líder que estes tempos necessitam. Por isso é que os mercados continuam a fazer subir os juros. É que não se vê ninguém no horizonte. Depois da morte de F. Sá Carneiro também passámos por isto. E a coisa só animou com Cavaco.
As sondagens podem dar maioria a PPC, mas nós todos queremos um bocadinho mais. Mais e diferente.

Quarta-feira, Novembro 03, 2010

Rico ou Pobre

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem
Portugal.

Dizia-lhe eu à boa maneira do “coitadinho” português:

Sabes, nós os portugueses somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por
um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de
telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias
por serviços e cartas de crédito ao triplo que nós pagamos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US
Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo
carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do
que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal,
tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes
cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%,
nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes
com estes 20%, pagais ainda impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm " impostos de luxo" como são os impostos
na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com
que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300 % do valor
original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários,
impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das
empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso
pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e
vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado. E vocês
pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual
que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos
EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e
Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na
abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os
seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque
fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de
pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa
privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos
sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa,
isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos
do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam
segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós
como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos
EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo
que não os podemos comprar.



Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses ou são uns estúpidos ou uns mansos.

Vasco Graça Moura

Vasco Graça Moura fez publicar um artigo muito interessante no DN de hoje.

" Durante décadas, a Europa não foi suficientemente cautelosa em resguardar os seus valores, que, mesmo sem qualquer crença religiosa, podemos reconduzir à matriz humanista da tradição judeo-cristã combinada com a herança greco-latina.

Agora, ver-se-á a braços com um problema muito sério, se não quiser tornar-se um continente importador de miséria, de violação de direitos fundamentais e de intolerâncias, radicalismos e selvajarias de vária ordem. Vai ser difícil. Mas talvez ainda não seja tarde".

As suas palavras dão que pensar.

Terça-feira, Novembro 02, 2010

Diz o CM que a REN “informada pelos seus três trabalhadores arguidos no processo designado por 'Face Oculta' que contra eles foi deduzida acusação”, acordou com os visados “a dispensa da sua prestação de trabalho e de todas as funções e actividade profissional que actualmente exercem no grupo”.
Os nomes que agora deixam a REN são Vítor Baptista, que ocupava o cargo de director-geral da REN-SGPS, Fernando Santos, administrador da REN Trading, e Juan Oliveira, da Divisão Comercial. Os três estão acusados de vários crimes, entre os quais corrupção para acto ilícito, participação económica em negócio e abuso de poder.
No âmbito do mesmo processo, já tinha sido afastado em Novembro da presidência da REN José Penedos.

Não há presunção de inocência? A REN não tinha feito uma auditoria interna, há pouco tempo, sem resultados?

Posso presumir que o acordo teve custos para a REN? Que é como quem diz, para quem?

Extrordinárioooooooooooo!