domingo, novembro 28, 2010

Hoje é Domingo

...."Nos dias que precederam o dilúvio, comia-se, bebia-se, os homens casavam e as mulheres eram dadas em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca;
e não deram por nada até chegar o dilúvio, que a todos arrastou"...


Evangelho segundo S. Mateus, 24,37-44.

quinta-feira, novembro 25, 2010

"O Rei vai nu!"

Disse a criança inocentemente, segundo reza a lenda.

Pois agora, apesar do arauto não ser nenhum inocente, também finalmente alguém vem dizer o mesmo em relação a Cavaco Silva, o político.

A julgar pelo que diz o Público, só surpreende o autor, (Ler aqui) José Miguel Júdice.

quarta-feira, novembro 24, 2010

GREVE 2

A Autoeuropa fez greve. Só pode ter sido em solidariedade por todos aqueles que não trabalham em empresa estáveis e que tem o emprego em perigo e que não foram aumentados. Ridículos. Agora sim haveriam de ser alvo de cortes pelos danos que causaram à empresa.

A greve

A greve sempre me fez alguma confusão. Por norma faz-se greve por:

- a empresa não melhora salários
- a empresa não paga salários há determinado tempo

E normalmente o que acontece é que a empresa vai piorar pois nesse/nesses dias não produziu nada.

A greve de hoje foi diferente, ou pelo menos queria parecer ser diferente.

Mas o povo saiu à rua a protestar contra o governo. Sim, o governo/estado é a empresa. O resultado foi que o país não produziu o habitual e como tal teve prejuizo a acrescer aos números assustadores que já acumulou de perdas. E como tal de nada serviu.

É agora a vez da luta pelos números. E também aqui ninguém se vai entender. Patuscos

terça-feira, novembro 23, 2010

AMANHA É DIA DE GREVE GERAL



Concordo que a greve deve ser um direito dos trabalhadores
Da mesma forma que as empresas devem ter direito ao lock-out.
A lógica da greve é funcionar com um protesto dos trabalhadores em relação ao seu empregador.
Não me parece que faça sentido usar a greve como forma de protesto contra o governo.
E esta greve é acima de tudo um protesto contra o governo.
Acho importante que todos protestem contra o governo e que todos protestem até que o governo caia...mas não sob a forma de greve.
Esta greve só vai prejudicar ainda mais a nossa economia, as nossas empresas já de si preclitantes e, consequentemente, os próprios grevistas.
No actual contexto a direita devia recomendar não uma greve ao trabalho mas sim uma greve à não produtividade, às faltas e à preguiça.
Isso sim era uma greve à qual eu aderia e vou aderir..
Por isso amanha, vou trabalhar ainda mais do que o habitual...
essa vai ser a minha forma de greve!
Contra o governo,
o povo pode e deve dar um exemplo de cidadania trabalhando ainda mais do que o habitual.
Por Portugal e
a bem da Nação...

Caldeirada à Isaltino

QUEM É QUE RECEBEU UMAS COMISSÕES? QUEM FOI?



Os Blindados para a cimeira da Nato, ainda não chegaram e a cimeira já acabou.
O País não tem dinheiro para mandar cantar um cego mas pode comprar blindados...
A toleima é total e o Ministro da Administração Interna ainda tem a lata de tentar justificar o injustificável dizendo que ainda vamos ganhar uns cobres.
No meio disto só queria saber quem recebeu as luvas e as comissões...
...a bem da Nação!!!

segunda-feira, novembro 22, 2010

POSIÇÕES

João Miranda muito bem no Blasfémias: "Pessoas que nunca perceberam qual era a posição da Igreja Católica em relação ao preservativo agora acham que a Igreja Católica mudou de posição."

domingo, novembro 21, 2010

Irlanda

Já está -a Irlanda pediu ajuda ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira. O FMI vai actuar.

Corte de despesas, aumento de impostos, aumento da taxa de IRC(a mais baixa da Europa), redução de empregos na função pública, etc.

Há modas que, são isso, são modas. As opções erradas têm grandes consequências!

A propósito, longe do liberalismo total, os grandes princípios da Democracia-Cristã são:

1 - Primado da Democracia;
2 - Respeito pelos Direitos dos Homens;
3 - Reconhecimento da autonomia da Igreja face ao Estado;
4 - Colocação do Estado ao serviço do Homem (e não o Homem ao serviço do Estado);
5 - Defesa do princípio de subsidariedade;
6 - Subordinação do Estado e da vida colectiva à moral cristã;
7 - Defesa da família como célula fundamental da sociedade;
8 - Defesa da liberdade:
. de ensino como formação integral do Homem;
. de religião;
. de escolha dos sistemas sociais.


B - A Democracia Cristã no plano económico-social

A Democracia Cristã apresenta-se como a terceira via entre o capitalismo e o socialismo, ou antes como uma reconversão do capitalismo às realidades sociais. Distingue-se destes sistemas pela:

Defesa do humanismo económico;

Reforma da empresa, dignificando o trabalho subordinado e propondo a participação dos trabalhadores na gestão e nos lucros da empresa;

Distinção entre o lucro, como forma legitima de remuneração do capital investido na empresa, e o sobrelucro ("mais-valia" em sentido estrito), que deverá pertencer a todos os factores produtivos, pelo que deverá ser distribuído equitativamente por todos eles, incluindo, portanto, os trabalhadores (factor trabalho);

Adopção de medidas especiais de apoio à agricultura, de forma a que quem vive no meio rural tenha acesso a condições de vida semelhantes às de quem vive na cidade;

Prioridade ao apoio social aos grupos e indivíduos mais desfavorecidos (crianças, idosos, inválidos, doentes isolados, etc.);

Reconhecimento e apoio do papel das instituições privadas de solidariedade social (IPSS), designadamente as que a tradição cristã criou e mantém (Misericórdias, Casas Pias, Ordens Terceiras, etc.).


C - Democracia Cristã no plano internacional

A Democracia Cristã defende:

A Paz no Mundo;

O direito à independência e segurança dos povos face à opressão de terceiros;

A ajuda ao desenvolvimento dos povos menos desenvolvidos, por exigências de dignidade humana.


D - Democracia Cristã no plano político

A Democracia Cristã é uma manifestação política do povo cristão.

Para além disto é regionalista e municipalista pois são duas formas de combater o Estado forte.





Esta súmula que pode ser consultada na página da JP na net, apontado o caso da Irlanda, demonstra que a política proposta por tendências, e concretizada por uma sintese a realizar a cada momento, é um erro. E isto não são minudências.

sábado, novembro 20, 2010

sexta-feira, novembro 19, 2010

Lisboa, Lisboa, Lisboa...

Esta semana recebemos uma cimeira da NATO.
Naturalmente em Lisboa!
É normal, nestas coisas, baptizá-las com os nomes das cidades onde ocorrem. Qualquer "acordo" que dela saia será pois acoimado "... de Lisboa".
Foi assim com a Convenção de Genebra ou com o Tratado de Roma.
Fora já assim com o Tratado de Tordesilhas.

Em muitos outros países, que acolhem eventos destes, os governos centrais, habituados a ver o país como um todo e não apenas a capital onde se sentam, diversificam estas coisas. Fazem-no justamente para promover outras cidades do país.
Para não ir mais longe, bastará citar, na União Europeia, os recentes Tratados de Mastricht (Holanda), de Nice (França) ou de Schengen (Luxemburgo).

Por cá, fazendo jus à máxima que o país é Lisboa e o resto é paisagem, tudo ocorre, naturalmente, em Lisboa, não lhes passando sequer pela cabeça que de outro modo pudesse ser. Pois claro, Braga, Coimbra, Faro ou Porto não têm coches em museu nem música em mosteiro... Organize-se pois a coisa em Lisboa e distribua-se a factura pela paisagem, que é para que ela serve.

Assim foi já, nas mais recentes presidências europeias, com a Estratégia de Lisboa e com o Tratado de Lisboa
Assim será agora com a Cimeira de Lisboa.
Neste caso, porém, os privados da "paisagem" até agradecem não ter de suportar as confusões paranóicas do trânsito, enquanto os funcionários públicos lamentam não ter tolerância de ponto.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Libertou-se a selecção nacional

Já só falta libertar o País!!!

É claro que a vitória de ontem não é comparável ao jogo do Mundial, mas que foi um belo jogo de futebol, lá isso foi.

E que gosto dá ver a selecção a jogar à medida das suas possibilidades e dos seus jogadores, em vez de vermos os jogadores a tentar interpretar o conceito de futebol do seu treinador...

Mudem lá o seleccionador ao País, a ver se nos libertamos deste desgoverno socialista!!!

Desabafo politicamente muito incorrecto



Vai para 3 semanas que me reinstalei no Porto.
Vou-me entretendo a remobilar o T1 que aluguei na Foz e talvez seja isso que me foi distraíndo da realidade que me cerca. Mas esta tarde, ao regressar da Baixa no 207, só consegui lugar sentado num banco de costas para o motorista. Ou seja, podia perscrutar tranquilamente os rostos dos meus conterrâneos companheiros de linha e, olhando pela janela, via a cidade às arrecuas.

É sobretudo gente feia, gorda, escura, zangada ou doente. Um tipo olha para fora e só vê lojas velhas, tapumes sujos, vidros partidos, lixo e mais gente com ar de vir do hospício ou ir ao cemitério. Bem sei que nos meus horários e nos meus trajectos é previsível encontrar os colegas reformados, as idosas em muletas ou a canalha em regresso de escola. Mas até os mais jovens e as crianças me parecem saídas de um filme negro e as risadas não respiram futuro.

Os arrumadores que afinal ainda arrumam não são homens nem são gente: são uns homúnculos em fase terminal, amarelos e esquálidos, de barba sem vitamina e de olhos escavados e pequeninos.

As ruas, sendo as mesmas onde cresci, parece que encolheram. Tudo é estreito e acanhado. Exactamente como sempre foi, há 50 anos ou há 100 ou 200. E deve ser essa permanência que as diminui, ou então se algo muda ou mudou terá sido para pior.

Claro que na Foz o tripeiro vinga-se desta agonia anunciada e é ver umas damas loiras e de óculos escuros ao volante de Jeeps e Suvs a buscar os pimpolhos à porta do Colégio Inglês ou do Lycée Français. Mas até o comércio se afunda entre confeitarias, pastelarias, cafetarias, quiosques, agências bancárias desertas e restaurantes que não passam de casas de pasto. Mas ao menos ali há mar, que é como quem diz, há um horizonte e uma promessa de outras costas. Deve ser por isso que aquela Av. do Brasil é invadida ao fim-de-semana por uma chusma de joguistas, ciclistas e outros passantes em fato de treino, todos a fugirem da semana passada e a ver se apanham algo que o oceano lhes traga da outra banda.

O Porto está morto mas esconde-se essa evidência. Mesmo as árvores que resistem de pé parecem abandonadas ou esquecidas de que lhes competia ceder o lugar a outras mais frescas. E apetece dizer em segredo aos jovens que se vestem de preto naquelas capas universitárias: fujam!

Ao regressar ao meu T1 e enquanto espero que o baixote da R. da Picaria me traga o estrado e o colchão que ali ontem encomendei, dou-me conta que esta é a minha Veneza e que agora cabe-me descobrir o meu Lido e deixar que ocorra o que tem de ocorrer. Escolhi bem.

BOAS PALAVRAS

Concordo outra vez com o que diz Rui Tavares na sua crónica de hoje no Público (é raro, mas tem sucedido, pelo que não sei se não terei razões para ficar preocupado).
De facto, Cavaco não tem razão quando diz que há palavras a mais na política portuguesa. Porventura haverá palavras sem qualidade a mais, mas palavras de qualidade, que nos iluminem e esclareçam para além da espuma dos dias, faltam claramente e ele, Cavaco, não tem ajudado muito.

segunda-feira, novembro 15, 2010

os amigos comuns

para quem queira saber:

o candidato cavaco silva tem uma página no facebook:

http://www.facebook.com/pages/Cavaco-Silva/111093642288804


e temos 16 amigos comuns!


o candidato manuel alegre tem uma página no facebook:

http://www.facebook.com/#!/manuelalegre2011

e temos 1 amigo comum!


o candidato fernando nobre tem página no facebook

http://www.facebook.com/#!/pages/Fernando-Nobre/316534327242

e temos 16 amigos comuns!


o candidato defensor moura tem página no facebook

http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100001455301390

e temos um amigo em comum!

o candidato francisco lopes não tem página tadinho.

ou seja, temos um empate técnico entre o cavaco e o nobre. Entre os meus amigos claro está. E não sou eu que vou desempatar.

A crise

Não tinha lido o jornal i do dia 13 nem tinha ainda visitado o blasfémias. Mas ainda ontem tinha utilizado esta teoria para explicar ao meu filho o que estava a acontecer. Como não tenho poderes de telepatia nem de saber o que efectivamente não li, está bom de ver que esta é uma conclusão que qualquer um de nós tira. E isto fez-me recordar uma conversa tida há uns 10 anos atrás, com um administrador, alemão por acaso, de uma multinacional que começava a deslocalizar de portugal para os países da europa ex-comunista. O bom homem mostrava-se preocupado. É que ele sabia que esse processo de deslocalização acabaria por ser da europa para outros continentes. E que se agora eram os "tugas" que sofriam há de chegar a hora em que são os alemães e demais europeus a sofrer na pele essa mania do cifrão.

estaremos ainda a tempo de parar este movimento? ou ele já ganhou vida própria e está imparável?

O frete

Não me parece bem propor ou sugerir coligações através da imprensa. Se a proposta fosse séria e sincera, era feita em segredo. Depois de concretizada era anunciada. Assim, é mesmo dentro do jogo do faz de conta. O que é pena é Luis Amado prestar-se a este frete.

sábado, novembro 13, 2010

Porque hoje é Sábado

Óleo de Fairfield Porter "Ana à porta" - 1974

As verdades de cada momento

O crescimento da economia, com base no crescimento das exportações, deixou o país politico em delírio. Se forem verdade os números do INE, sim eu agora desconfio até da minha própria sombra, é sem dúvida um sinal positivo. Mas pode ter sido um "momento" sem repetição e por isso não devemos embandeirar em arco e pensar que estamos a sair do lodo. O caminho que nos espera é longo e cheio de pedras, ministros incompetentes e um chefe deles que teima em não entender onde está o problema. Por isso estes sinais ao existirem vão fazer com que o homem acredite ainda mais na sua obra.

Eram de Vinhais


Hoje resolvi festejar o S. Martinho no escritório. Fui até à Rotunda da Boavista e lá encontrei um dos poucos assadores de castanha que por estes dias se vê. O homem garantiu-me que as castnhas eram do melhor. Tinha-as ido buscar a Vinhais. Bendito foi essa sua viagem. Eram deliciosas. Ficam portanto os meus amigos a saber que ainda há boas castanhas em Portugal. Em Vinhais pelo menos.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Minudências


Em 1492, na Universidade de Salamanca, Antonio de Nebrija oferecia à sua rainha Isabel a inédita “Gramática castellana”, para surpresa da monarca que não percebia a utilidade da obra. Se ainda fosse uma gramática de latim como aquela que cinco anos antes a ajudara a melhorar a sua compreensão da língua franca, vá lá que não vá, mas para quê um livro a explicar como se fala e escreve aquilo que já se fala e escreve?

À atrapalhação embaraçada do Nebrija acorreu de imediato o Bispo de Ávila ali presente, Hernando de Talavera: “Como Vossa Majestade subjugou povos bárbaros e nações de várias línguas, virá a necessidade, após a conquista, de os obrigar a aceitar as nossas leis e a nossa língua”.

Leio na imprensa que a União Europeia gostaria de avançar com a instituição de uma Patente Europeia cujo registo se poderia fazer apenas numa das seguintes três línguas: francês, inglês ou alemão. Parece que os italianos e os espanhóis não estão dispostos a engolir esse sapo. Dos portugueses nada se sabe ou, para ser mais directo, sabe-se que se estão nas tintas para o assunto. O nosso Amado deve ter arrumado o caso encomendando 3 gramáticas. Desde que haja linguiça...

UM PORTUGAL DIFERENTE...




a bem da Nação...???

Neste Sábado, no Palácio da Bolsa no Porto...




Aqui fica uma boa sugestão para este Sábado.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Ainda os professores televisivos

As nossas tv's encharcam-nos agora diariamente com os habituais comentários e debates sobre o défice, as dívidas, os juros da pública, o FMI e quejandos.

Todos os políticos, ex-ministros das finanças e comentaristas de serviço, quais professores de TV, nos dizem o que deve ser feito para curar a maleita.

Acabei de ouvir mais uma destas conceituadas sumidades na matéria, no caso o deputado Francisco Assis (em frente a frente com o também deputado JP Aguiar Branco na SIC notícias).

Mais uma vez afirmou o senhor Francisco Assis que vamos ter de cortar despesa pública.

Vamos?

Mas quando?

Fazê-lo hoje já é tarde, amanhã será talvez inútil.

Até lá, siga a receita do coustume: mais impostos, menos pensões...

Sabor amargo


Um dia há-de-se saber o que se passou em Bruxelas e como se puxaram certos cordelinhos
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1465654

Eo Roberto não era nenhum deles

Hoje morreram 16.000 frangos.

CURIOSIDADES

Nas recentes eleições americanas foi a votos no estado de Washington, na costa Oeste dos Estados Unidos, uma proposta para criar um novo imposto sobre os contribuintes com rendimentos mais elevados (1%). A receita daqui proveniente serviria para financiar a educação e a saúde.
A proposta foi rejeitada com os votos de 66% dos eleitores. Notável. Atrevo-me a dizer que se tal proposta fosse feita em Portugal ou em qualquer outro país da Europa seria aprovada por uma maioria esmagadora. Os eleitores americanos sabem bem que o aumento excessivo e desproporcionado da carga fiscal sobre o rendimento das pessoas prejudica todos ao afectar a actividade económica em geral e normalmente não conduz a um aumento da receita fiscal. De facto, a rapacidade fiscal fomenta a “emigração” dos contribuintes com mais rendimentos, diminui o incentivo para obter rendimentos altos e promove a evasão.

quarta-feira, novembro 10, 2010

FMI

Depois do infeliz anúncio dos “7%”, Teixeira dos Santos veio hoje afirmar que reduzir o déficit é a única forma de impedir o cenário da entrada do FMI em Portugal.

O JAC dizia ontem na TV, e bem, que, no fundo, o importante é demonstrar que não necessitamos de nos endividar para viver e crescer. Aí os “mercados” acreditam e emprestam a preço certo.

Só que, sistematicamente, Portugal recorre a empréstimos para suportar despesa fixa incomportável. E como se fosse pouco ainda queremos apostar em grandes investimentos. Muitos em parcerias público-privadas altamente desfavoráveis.

Não actuando, infelizmente, o FMI será, por nós, forçado a intervir.

Linha VE Porto-Vigo

De acordo com o JN a União Europeia não tem dúvidas da importância de uma linha de Velocidade Elevada entre Porto e Vigo e proibiu o Governo português de fazer desvio das verbas comunitárias do projecto de alta velocidade lusogalaico para a linha Lisboa-Madrid.

Ainda bem que há alguém que olha pelos nossos problemas.

terça-feira, novembro 09, 2010

Brotéria



A Brotéria deste mês está excelente! Tem, entre outros artigos, o conjunto das intervenções no "Portugal abaixo dos 40", que decorreu em Março deste ano.

Pub:
Para pedidos
Brotéria
tel: 213 961 660
broteria@gmail.com

domingo, novembro 07, 2010

Foi bonita a festa!




Grande iniciativa!

Aí está, uma grande e bonita organização!

Obrigado aos artistas por partilharem com os "leigos" e menos "leigos" o melhor que por cá se faz!

Olhó's Juízes!

O Tribunal Constitucional considerou constitucional a recente taxa de 45% aplicável às pessoas singulares, dado o fim constitucionalmente legítimo de obtenção de receita fiscal para equilíbrio das contas públicas.

Mas já declarou inconstitucional a redução da remuneração global dos funcionários que exercem funções em órgãos de soberania, os membros dos respectivos gabinetes, e os funcionários dos grupos parlamentares, que se encontravam já em exercício de funções aquando da entrada em vigor da limitação.

Entretanto, o Supremo Tribunal Administrativo, num recurso interposto por um juiz, decidiu que a alteração ao regime de aposentação da função pública não se aplicava aos magistrados judiciais por ser contrária ao seu estatuto.

A ver vamos como se irão pronunciar sobre o orçamento 2011. Em particular nas matérias que lhes tocam o bolsinho...

sábado, novembro 06, 2010

Quem paga a visita do Papa?

Amanhã Bento XVI irá consagrar um dos mais intrigantes templos da Cristandade. Na Sagrada Família, sente-se, claramente, o sopro de uma inspiração divina. Por seu lado, hoje, Santiago de Compostela, foi o campo das estrelas (campus stellae) da Cristandade, o lugar de todo o peregrino, de todo o romeiro, de todo o palmeiro. Pessoalmente, são momentos que se inscrevem, de forma indelével, na memória.
Vem isto a propósito de, uma vez mais, se ouvirem vozes inquietas vergastando na iniquidade de um Estado não confessional suportar as despesas com a vinda do Papa. Neste caso, o estado Espanhol.
No entanto, à laia de justificação, não se vai aqui invocar o facto de se estar a receber o chefe de Estado da Santa Sé. Também não se usará o argumento de que estamos perante o chefe de uma Igreja na qual a maioria dos cidadãos espanhóis se reconhece. Não será necessário referir que estamos perante o ícone vivo de um dos pilares onde se estriba a nossa Cultura Ocidental. Escusado, também, será convocar o momento ímpar em que Arte, Cultura e Religião, se voltam a entrelaçar no lugar do Belo.
O único argumento que interessa é um só. De facto, sabemos que o dito estado social e essa Esquerda que se maravilha com o mito de Robin Wood, se baba com o facto de alguns suportarem, indirectamente, os custos de outros. Seja na Saúde, na Educação, na Segurança Social, na Justiça. Tal justifica-se, prima facie, por razões que são de justiça social, e que impõem uma redistribuição dos recursos por toda a sociedade. De uma forma equitativa. Mas por trás deste princípio, quase moralizante da res publica, existe uma razão bem mais prosaica. O que aqui se trata, é da sustentabilidade da sociedade enquanto tal, ou seja de prover à coesão social. Sem a qual não há comunidade política, nem, no limite, o próprio Estado.
Ora, estando nós em países cujos povos, materialmente, reconhecem como um dos pilares angulares da sua identidade, o Cristianismo, neste caso o Catolicismo, é natural que a comunidade política institucionalizada e que conforma estas nações, respeite e acolha no seu seio o ícone de um dos seus alicerces maiores. E porque os números interessam, e porque a Democracia é também a vontade da maioria, não haverá dúvidas que em países materialmente confessionais (que a esmagadora maioria da população se designa como professando o Catolicismo), como são Espanha e Portugal, o Estado não possa deixar de suportar financeiramente uma visita destas. No limite, como dizia, a bem da própria coesão social.
É só pena que com pensamentos daqueles, os tetranetos dos tetranetos desses arautos do laicismo militante, poderão - quem sabe... - vir a ter saudades de um tempo onde não era socialmente obrigatório acender incensos a Confúcio ou ter como bússola, Meca.

Boa entrevista

esta que está hoje no Público.

Prisão com eles

A proposta de Passos Coelho, em responsabilizar no plano civil e criminal, quem não cumpre com os orçamentos apresentados e aprovados merece o meu total apoio. Quem gere mal dinheiros que não são dele tem obrigatoriamente que sentir na pele os desmandos que andou a praticar. Está bom de ver que não se lhe pode pedir de volta o dinheiro, poder até podíamos não adianta é nada, mas tem que haver maneira de lhes assacar responsabilidades. Há que colocar um ponto final nesta loucura, além de que a capacidade de sofrer dos portugueses tem limites.

Porque hoje é Sábado

Óleo de Fairfield Porter "O espelho" - 1966

sexta-feira, novembro 05, 2010

EPIS – Empresários pela Inclusão Social

A EPIS é uma associação de origem empresarial que ajuda estudantes com dificuldades de rendimento escolar a melhorarem o seu percurso curricular (www.epis.pt)

Tem origem na sociedade civil, promove a integração de estudantes em risco de abandono escolar e tem uma cultura de responsabilização dos beneficiados.

Há quem tenha paixão pela educação, mas há que ter também acção. E aqui está!

Porque mais nada me apetece

Um político, um empresário e um bispo viajavam num avião que começou a cair.
O piloto salta com o pára-quedas deixando apenas um outro para trás.
Os outros três decidem votar para decidir quem deve usar o outro pára-quedas.
Apurados os votos, o político ganhou, pegou no pára-quedas e saltou.
Diz o bispo:
- Bom... Pelo menos um de nós salvou-se...
- Sim, mas... Só não percebi como é que ele conseguiu os 213 votos

quinta-feira, novembro 04, 2010

Ainda o OE

Aqui está uma nova visão daquilo que deve ser o Orçamento: um documento do Governo.

Sugestão

O Movimento Douro Litoral vai realizar mais um Jantar/Debate no próximo dia 8 de Novembro de 2010, Segunda-feira, às 20h00, no Restaurante da Fundação Cupertino de Miranda, na Avenida da Boavista, Porto.

O tema é: “Círculos Uninominais”

Os oradores são:

- Pedro Santana Lopes;

- António José Seguro;

- André Freire

Liderança

O que é mais evidente neste processo do Orçamento de Estado é que Portugal tem (também) um problema de natureza política. E esse problema tem muito claramente a ver com liderança política. Do Governo já sabemos com que contar. E PPC ainda não consegue convencer a malta que é ele o líder que estes tempos necessitam. Por isso é que os mercados continuam a fazer subir os juros. É que não se vê ninguém no horizonte. Depois da morte de F. Sá Carneiro também passámos por isto. E a coisa só animou com Cavaco.
As sondagens podem dar maioria a PPC, mas nós todos queremos um bocadinho mais. Mais e diferente.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Rico ou Pobre

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem
Portugal.

Dizia-lhe eu à boa maneira do “coitadinho” português:

Sabes, nós os portugueses somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por
um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de
telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias
por serviços e cartas de crédito ao triplo que nós pagamos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US
Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo
carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do
que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal,
tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes
cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%,
nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes
com estes 20%, pagais ainda impostos municipais.

Além disso, são vocês que têm " impostos de luxo" como são os impostos
na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com
que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300 % do valor
original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários,
impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das
empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso
pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e
vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado. E vocês
pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual
que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos
EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e
Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na
abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os
seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque
fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de
pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa
privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos
sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa,
isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos
do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam
segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós
como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos
EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo
que não os podemos comprar.



Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses ou são uns estúpidos ou uns mansos.

Vasco Graça Moura

Vasco Graça Moura fez publicar um artigo muito interessante no DN de hoje.

" Durante décadas, a Europa não foi suficientemente cautelosa em resguardar os seus valores, que, mesmo sem qualquer crença religiosa, podemos reconduzir à matriz humanista da tradição judeo-cristã combinada com a herança greco-latina.

Agora, ver-se-á a braços com um problema muito sério, se não quiser tornar-se um continente importador de miséria, de violação de direitos fundamentais e de intolerâncias, radicalismos e selvajarias de vária ordem. Vai ser difícil. Mas talvez ainda não seja tarde".

As suas palavras dão que pensar.

terça-feira, novembro 02, 2010

Diz o CM que a REN “informada pelos seus três trabalhadores arguidos no processo designado por 'Face Oculta' que contra eles foi deduzida acusação”, acordou com os visados “a dispensa da sua prestação de trabalho e de todas as funções e actividade profissional que actualmente exercem no grupo”.
Os nomes que agora deixam a REN são Vítor Baptista, que ocupava o cargo de director-geral da REN-SGPS, Fernando Santos, administrador da REN Trading, e Juan Oliveira, da Divisão Comercial. Os três estão acusados de vários crimes, entre os quais corrupção para acto ilícito, participação económica em negócio e abuso de poder.
No âmbito do mesmo processo, já tinha sido afastado em Novembro da presidência da REN José Penedos.

Não há presunção de inocência? A REN não tinha feito uma auditoria interna, há pouco tempo, sem resultados?

Posso presumir que o acordo teve custos para a REN? Que é como quem diz, para quem?

Extrordinárioooooooooooo!