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terça-feira, novembro 11, 2014

Os vampiros


Há no pacote de taxas Costa o mais sério aviso a quem candidamente admitiu a possibilidade de o ver um dia como Primeiro-Ministro. 
Como ponto prévio, apresentou o orçamento municipal escandalosamente fora de prazo e subiu impostos desnecessária e estupidamente. Incompetência e más decisões.
Quem viu com olhos de ver a sua traição a Seguro, a tropa de que se fez acompanhar no assalto ao PS e o despudor com que permite que os seus amanuenses enalteçam Sócrates e o seu glorioso passado, não estará propriamente surpreso. 
Podia racionalizar o funcionamento da Câmara de Lisboa, apinhada de amigos, compadres e camaradas. 
Podia acabar com os subsídios fora da lei, como o que deu sem vergonha à fundação do amigo Mário Soares. 
Podia, gerindo bem, começar a tapar os inúmeros buracos de todas as ruas da capital e resolver os problemas crónicos do lixo em Lisboa. Quanto às cheias, já decretou que não há solução...
Enfim, Costa confirma mais uma de entre as piores suspeitas no que toca  ao socialismo luso: Está a crescer? Taxa-se! Quando estiver finalmente a dar prejuízo, subsidia-se!
Os ricos de que Costa gosta, são os que de algum modo vivem na dependência do estado, seja pela empreitada, o fundo ou o subsidio. São cúmplices do amo e vampiros do povo contribuinte.
Quanto à criação de riqueza na economia real, daquela que ajuda o país a andar para a frente, que cria empregos sustentáveis; como deve menos ao Estado e a quem nele manda em cada momento, há que taxar, dissuadir, tolher!
Um dos males desta aristocracia jacobina que se imagina dona do país por direito natural é, como mais uma vez se comprova, uma infinita falta de pudor.
Que sirva ao menos para abrir os olhos ao povo.

quinta-feira, junho 26, 2014

Lisboa, um certo olhar ou um olhar certo


Lembram-se de vos falar nos « City Books » ?

Este sobre Lisboa inclui um conto (a meu ver, uma pérola) de Sus Van Elzen e fotos (um olhar muito especial) de Maria Fialho.
O conto está disponível em várias línguas e as fotos em língua universal. Tudo ali

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Ide tapar buracos



A Assembleia Municipal de Lisboa quer uma estátua no Saldanha ao “Senhor do Adeus”, de seu nome João Manuel Serra, recentemente falecido.
Seria um senhor estimável e posso acreditar que para os passantes daquela praça, cansados de um dia de trabalho e irritados nas filas, ao volante, aqueles acenos e aquele sorriso fossem um bálsamo de que sentem falta.

Mas daí a perenizar em granito a figura do Sr. Serra vai uma distância que os eleitos municipais lisboetas fingem ignorar, na sua miopia hipócrita e populista. Qualquer dia veremos as nossas rotundas inundadas de sinaleiros voluntários, como os há em certos cruzamentos, em busca de alguma eternidade de pedra.
E ninguém dá um ‘adeus’ definitivo àqueles municipalistas da capital?

sexta-feira, novembro 19, 2010

Lisboa, Lisboa, Lisboa...

Esta semana recebemos uma cimeira da NATO.
Naturalmente em Lisboa!
É normal, nestas coisas, baptizá-las com os nomes das cidades onde ocorrem. Qualquer "acordo" que dela saia será pois acoimado "... de Lisboa".
Foi assim com a Convenção de Genebra ou com o Tratado de Roma.
Fora já assim com o Tratado de Tordesilhas.

Em muitos outros países, que acolhem eventos destes, os governos centrais, habituados a ver o país como um todo e não apenas a capital onde se sentam, diversificam estas coisas. Fazem-no justamente para promover outras cidades do país.
Para não ir mais longe, bastará citar, na União Europeia, os recentes Tratados de Mastricht (Holanda), de Nice (França) ou de Schengen (Luxemburgo).

Por cá, fazendo jus à máxima que o país é Lisboa e o resto é paisagem, tudo ocorre, naturalmente, em Lisboa, não lhes passando sequer pela cabeça que de outro modo pudesse ser. Pois claro, Braga, Coimbra, Faro ou Porto não têm coches em museu nem música em mosteiro... Organize-se pois a coisa em Lisboa e distribua-se a factura pela paisagem, que é para que ela serve.

Assim foi já, nas mais recentes presidências europeias, com a Estratégia de Lisboa e com o Tratado de Lisboa
Assim será agora com a Cimeira de Lisboa.
Neste caso, porém, os privados da "paisagem" até agradecem não ter de suportar as confusões paranóicas do trânsito, enquanto os funcionários públicos lamentam não ter tolerância de ponto.

segunda-feira, julho 16, 2007

Esquizofrenia eleitoral

Nas eleições para a autarquia de Lisboa abriram-se, como pústulas, os sintomas de crise do nosso sistema eleitoral.
As candidaturas independentes vieram mesmo para ficar. Tal facto não sendo um mal em sim mesmo, é um sintoma profundo, do mal estar da Democracia de Partidos, o pior sistema político do Mundo, com excepção de todos os outros…! Winston Churchill dixit.
A parte perniciosa das candidaturas a Lisboa, não vem tanto da parte de Roseta mas de Carmona Rodrigues. Esse cometa que passará sem deixar rasto, fez mossa e embora reduzindo-se a um efémero fenómeno, é o candidato dos tempos que correm. Representa a candidatura Big Brother, que se auto intitula de virtuosa, injustiçada, verdadeira, que não conhece ideologia que não a fidelidade aos alfacinhas. A demagogia no seu melhor.
Mas se o sucesso lhe bateu à parta - e dúvidas não há de que as candidaturas independentes foram as grandes vencedoras da noite – tal facto só pode ser assacado aos protagonistas dos grandes partidos institucionais.
E se houve eleições em que aquilo que estava em jogo ia muito além das eleições e da Câmara de Lisboa, ela própria, foram estas.
António Costa representou a candidatura da prateleira dourada – faz menos sombra a Sócrates na Câmara do que no Governo.
Fernando Negrão foi uma candidatura de recurso, não só porque aceitou uma tarefa que ninguém invejaria como sabia que a sua era uma missão impossível.
Telmo Correia fez o dois em um: uma candidatura autárquica e umas directas alargadas a Paulo Portas.
Ou seja, as candidaturas assumiam-se não pelo seu valor intrínseco para a cidade, mas pelo seu valor táctico, no tabuleiro do xadrez político partidário. O que inquina a boa percepção, por parte do eleitorado, daquilo que, realmente, está em causa. O tacticismo político funciona em circuito fechado, é uma gíria, uma linguagem cifrada e hermética, só perceptível por quem pertence ao meio. A que corresponde uma reflexa surdez aos estímulos do mundo exterior.
Tudo adensado, resulta numa desmultiplicação de motivações, de estímulos, muitas vezes de sinal contrário, que reflectem um síndrome psicopático do sistema…!
A resposta foi clara: mais do que o castigo às forças políticas tradicionais, mais do que o refúgio em candidaturas outsiders, foi, isso sim, a DESERÇÃO.

domingo, julho 15, 2007

Portas agora que se aguente à bronca

Hoje é um dia triste para o CDS.

Nas primeiras eleições autárquicas da história da democracia portuguesa, o CDS (com Martins Canaverde) ficou à frente de Helena Roseta. Depois, Nuno Abecasis voltou a ficar à frente do PSD. Por isso, na primeira AD Nuno Abecasis foi o cabeça de lista.

Apesar de Maria José Nogueira Pinto ter sido a única vereadora eleita pelo CDS nas últimas eleições, as últimas sondagens do tempo de Ribeiro e Castro davam ao CDS 2 a 3 vereadores. E todos sabemos como as sondagens são desfavoráveis ao CDS…

Esta nova liderança colocou “a carne toda no assador” (como diria o Quinito): o líder parlamentar, ex-ministros, ex-secretários de estado, ex-governadora civil, o presidente da distrital e ex-vereador, a presidente da concelhia, etc. Mas a notoriedade não é o mesmo que a credibilidade. A forma – o tempo e o modo – como Portas e os seus apoiantes regressaram ao CDS deu um contributo para este resultado, para esta abstenção.

Mas não podemos esquecer que se trata de eleições meramente locais. Apesar de Portas ter dito que está em causa a forma de fazer oposição – e nessa medida o eleitorado ter dado uma resposta a essa questão específica – a verdade é que não tem sentido tirar conclusões políticas quanto à liderança. A reflexão deve ser feita a nível concelhio e distrital.

Portas tem de se aguentar, não pode fugir como já fugiu uma vez.

CDS

Telmo Correia tentou prestar um serviço ao partido e ao seu presidente e a "coisa" não lhe correu bem.

Paulo Portas perdeu objectivamente em toda a linha: a equipa que ele escolheu sofre uma derrota inequívoca e ainda tentou dramatizar os resultados em Lisboa como sendo um "exame" à sua liderança. Que não era de todo.

Entendo que queira fazer um conselho nacional para tentar perceber como se perdem tantos votos. Daí a querer convocar eleições vai a distancia entre a sensatez e a exploração politica. E não me venham com o argumento que os eleitores do CDS gostam mais do sol do que os outros e que já foram para férias. Há é que analisar se as propostas eleitorais eram as correctas, se o partido apresentou algo novo e se esse novo era melhor do que o antigo.

Paulo Portas tem a obrigação de se manter como líder pois o mandato que recebeu é para 2 anos e deve ser cumprido. Custe o que custar.

Eleições em Lisboa II

António Costa ganhou mas a vida não vai ser fácil. Acredito que se coligará com Carmona. É bem mais fácil do que ter que somar CDU + BE. Pois não creio que queira fazer coligações com Roseta.

As eleições locais de Lisboa I

As eleições de hoje eram locais. Em Lisboa, cidade. O país não parou nem ficou expectante. Concordo com a posição de Miguel Sousa Tavares na TVI em contraponto à visão centralista e eufórica de Helena Matos e demais analistas.

domingo, julho 01, 2007

Notas sobre o fim de semana

Em Inglaterra e na Escócia os últimos dias foram angustiantes. É isto que os terroristas querem: espalhar o terror. Se puderem, matam. Se não conseguirem matar, deixam a sensação de angústia e insegurança. Um dos primeiros passos (e o mais difícil, o que envolve mais coragem...) é continuar a vida como se não houvesse terroristas. Ignorar.

Fui esta semana a Lisboa. A cidade esta enfeitada de cartazes dos candidatos. Até parece que dali vai sair alguma solução para a capital, o País, o Mundo.
Nem me apetece muito falar do CDS, mas é inevitável o comentário de que voltámos à visão anportocêntrica de partido.
Como consequência, a credibilidade esfuma-se, a eficácia desaparece. Vale a pena - vale sempre a pena! - imaginar como seria. Imagine if Portas tem estado estado sossegado...

O JN revela em voz alta aquilo que já todos pensávamos em voz baixa: o livro da Carolina é fantasioso, e foi movido por desejos de vingança. Quem o revela, parece, é Fernanda Freitas, a escritora.
Não tenho dúvidas que quero toda a verdade esclarecida. E quero que - quem quer que seja, incluido o presidente do meu clube - quem pratica crimes seja punido.
O que me parece sair do razoável é utilizar como elemento credível de investigação (e depois de acusação) a Senhora D. Carolina Salgado e o seu livro.

quinta-feira, maio 03, 2007

Lisboa, Mendes e Carmona

Quando abriu a guerra contra os "candidatos arguidos" Marques Mendes nunca pensou que teria que voltar ao assunto e muito menos num sitio cuja escolha foi por si defendida.

Não lhe restava outra posição sem ser a que foi "obrigado" a tomar.

Só que esta nova "regra" da democracia pode ter custos elevados. É certo que não existem arguidos de primeira nem de segunda, mas por exemplo Rui Rio foi constituído arguido por causa do túnel de Ceuta. E? tem que se demitir? tem que suspender o mandato? Com o tempo que demora a justiça a tomar decisões dentro em breve não haverá gente disponível para exercer mandatos politicos.

Agora a pressão sobre Mendes não lhe permitia outra posição. Tinha que exigir eleições antecipadas. Mas quem ou o quê obriga Carmona a acatar a decisão? Não pode ele dizer que tem o voto do povo, que não foi acusado de nada.....

E por muito pulso que Marques Mendes tenha no partido, esta decisão cabe em última estancia a Carmona.