domingo, julho 28, 2013

o Centralismo e a sua força


Mais uma obra se prepara em Lisboa aqui


Mais um investimento. Urgente e óbvio, pois claro!

Entretanto, o resto do País não tem dinheiro. 

É a inviabilidade da baixa real de impostos, a política urbana no Porto, os estaleiros de Viana, as universidades,? Enfim...

Será anormal ser-se contra o centralismo?

Não há alternativa!

sábado, julho 27, 2013

Notas da actualidade

Por entre um António Costa em campanha eleitoral autárquica e um Pacheco Pereira céptico, António Lobo Xavier na Quadratura do Círculo de 25 julho lançou duas ideias referentes ao CDS que penso que são relevantes reter (cito-as de cor esperando que não esteja a desvirtuar o teor das afirmações):

Que Paulo Portas tem a última oportunidade de desfazer a imagem de imprevisível e instável (senão terá os dias contados...) e que Pires de Lima não é um subalterno de Portas mas um par e um eventual aglutinador de uma alternativa dentro do CDS.

O Expresso de hoje refere que a troika, em consequência da instabilidade política, reduziu a margem de manobra do Governo ao tornar pouco provável a flexibilização da meta do défice para 2014.


De facto, ainda que reconhecendo vantagens na actual composição governativa e mérito a Paulo Portas, o país não pode ser refém de impulsos narcisistas.
Não se pode comprometer a ética e o país em nome da tática política como alguém referiu ainda há uns dias atrás.

quarta-feira, julho 24, 2013

Novo folgo

Nada melhor do que fazer prognósticos no final do jogo. É o que aqui venho fazer terminada que está a telenovela governativo.

O resultado final é:

- Portas assume o papel que desejava, conquistando finalmente o lugar de vice-primeiro ministro, (que não se percebe não ter acontecido antes), bem como o passar a coordenar as pastas económicas, colocando Pires de Lima como ministro da Economia, o que era de resto uma ambição antiga. De um e de outro. E até alarga a coligação com o PSD para as europeias, dando assim cobertura às várias associações que se verificam nestas autárquicas, de forma mais ou menos formal mas reais.

- Passos Coelho parece ter cedido, que cedeu, mas ao mesmo tempo prende o CDS às medidas do governo, sejam elas populares ou impopulares. E consegue manter-se no poder, numa altura em que tudo indica haverá para breve sinais positivos na economia, apesar de ténues. E desta forma ganha folgo para lá das autárquicas que podem vir a ser penalizadoras para as cores do PSD.

- António José Seguro, é o quase-herói que "morre" nesta telenovela. Viu os habituais velhos do restelo do seu partido a atacarem-no enquanto negociava e viu os habituais velhos do restelo do seu partido festejarem por não ter feito o acordo. O certo é que a sua posição ficou fragilizada. Até pode ser que a sua ideia inicial fosse não fazer acordo. Mas assim fica sempre a ideia de que cedeu aos habituais velhos do restelo do seu partido. Pelo meio andou a reboque da moção de censura do Bloco.

- Cavaco, conseguiu fazer sempre o que ninguém esperava. Não que isso seja necessariamente mau ou bom. Apenas estranho. Primeiro anunciou que havia eleições em 2014 e que desejava um acordo. Ficou claramente no ar que se preparava para um governo de iniciativa presidencial pois até tinha mandado um "polícia" para ver se os meninos se portavam bem. Na segunda aparição, desmarcou as eleições que tinha marcado, e deu gáz ao governo que tinha despedido a prazo.

Agora, que entramos na temporada 2 deste filme, esperamos que esta seja com efeito mais animadora. Já vimos que os protagonistas não são muito diferentes mas pode ser que o guião seja melhorado e com um final feliz.  É que o anterior estava encaminhado para ser repleto de lágrimas. Mas nunca se sabe. Voltamos a falar em 2015.

MODAS

Portugal é, de facto, uma pátria difícil. Nunca percebi bem porque é que o Ministro Álvaro Santos Pereira foi massacrado logo que tomou posse, do mesmo modo que não tenho razões para entender a campanha que por aí vai a incensá-lo na hora da saída.
Nem ele era no início um demónio neo liberal, nem é agora um mágico que deixa obra a perder de vista.
Foi, isso sim, um ministro médio. Não cumpriu as melhores expectativas que alguns esperavam de um estrangeirado iluminado nem fez qualquer obra de relevo contra os interesses.
Nem glória nem desgraça. Merece, no entanto, o meu louvor por ter saído da sua zona de conforto, desculpem-me o cliché, e por ter tentado.

terça-feira, julho 16, 2013

O SARILHO

Já percebi: afinal o Cavaco é que está a gozar com os partidos. Esta de nomear um polícia, David Justino, para acompanhar as negociações e os partidos terem engolido o sapo é verdadeiramente de almanaque.

A proposta de Cavaco

Se algo de positivo se pode retirar de mais esta traição de Portas é que o pessoal terá ficado a perceber, na reacção dos mercados, que uma crise política nesta fase do campeonato é mesmo para doer.

Passos Coelho, engolindo mais um sapo (o do TC soubera a pouco...) logo apresentou solução que, estranhamente, ainda premiava a irracionalidade de Portas em demasia.

Mas Cavaco, naturalmente insatisfeito com estas surpresas, pede aos meninos garantias de não voltarem a brincar com coisas sérias, propondo aos 3 troikianos partidos que se entendam, tanto em matéria de calendário de antecipação eleitoral pós troika, como de processo de ajustamento, e tudo isto no médio prazo, ou seja, tanto nesta como na legislatura seguinte.

Fê-lo em termos bastante pragmáticos e que não deixam grande alternativa aos 3 ditos partidos senão o entendimento na base do proposto.

Ao Tó Zé inSeguro oferece mesmo um enorme rebuçado - se apoiares estes gajos agora terás depois o apoio deles quando lá estiveres, eu garanto-te o poleiro que tanto anseias bem mais cedo do que contavas e ainda vais ser tu a colher os frutos de todo o ingrato trabalho destes gajos.

Seguro não conseguirá resistir ao brilho de tamanha tentação. A questão é se conseguirá dominar o(s) restante(s) PS(s) em tal tarefa.

Passos Coelho, já o disse, lá engolirá mais um sapo, o da antecipação eleitoral, mas repartirá com Seguro o odioso dos cortes na função pública, principal base de sustentação do PS.

Portas, também já o disse, não tem alternativa. Nem hoje, como pai da crise, tem voz.

Tenho, pois, para mim que a proposta de Cavaco tem todas as condições de sucesso, desde que Seguro se consiga realmente impor como líder do PS.

Havendo, assim, acordo, como penso que haverá, Passos Coelho deveria ainda rever a sua inicial proposta de reformulação governamental, seja não colocando Portas acima do seu real peso representativo, seja ainda pela não substituição do Álvaro.

segunda-feira, julho 15, 2013

NÃO HAVIA NECESSIDADE


A comissão que vai negociar o acordo de salvação nacional é composta por Luís Pedro Mota Soares, Jorge Moreira da Silva e Alberto Martins. Não estando em causa os méritos individuais de cada uma destas personalidades, até porque uns têm mais qualidade do que outros, a verdade é que não parece que nenhum deles, por razões diversas, tenha autonomia, envergadura e peso político para uma missão desta natureza. Estarão os partidos a gozar com o Cavaco?
Por muito menos o Miguel Sousa Tavares vai ter de responder em tribunal.
A minha ideia é que vamos ter uma semana de encenação, para salvar a face do Presidente que engendrou toda esta trapalhada, e depois tudo seguirá na mesma. Nada nesta confusão servirá para coisa nenhuma.

quinta-feira, julho 11, 2013

ESTA SEASON ESTÁ MESMO SILLY

Este pobre país aguenta mesmo tudo. No espaço de pouco mais de uma semana mudámos duas vezes de primeiro ministro sem que tivéssemos ocasião de dizer alguma coisa. A Passos sucedeu Portas e a este Cavaco.
A estrambólica solução de Cavaco não só não vai resultar em concreto como não resolve nenhum dos problemas que supostamente visava solucionar.
O acordo tripartido não vai ter lugar, obviamente, e vamos ficar num pântano político com um governo meramente em funções de gestão corrente durante um ano. Como é que alguém, dos mercados à Comissão Europeia, pode entender uma decisão destas? Não se fazem eleições por causa dos mercados e, em alternativa, acaba-se com o Governo e com a solução encontrada pela maioria. Nem eleições, nem governo. Uma desgraça incompreensível para qualquer "mercado", mesmo os mais bem intencionados.
Cavaco quer ficar na história como tendo tentado fazer alguma coisa. Mais valia ter estado quieto.

quarta-feira, julho 10, 2013

Os três Estarolas


Larry, Moe e Curly são os nomes de três populares personagens de entretenimento de cinema e televisão americanos que davam corpo a The three Stooges, ou em português Os três Estarolas.

Os personagens ao longo dos vários sketches entretinham-se em aventuras e desventuras que se caracterizavam por, digamos assim, um elevado e desastrado nível de beligerância mútua.

Ao saber da proposta do nosso Presidente não pude deixar de me recordar destes personagens e fazer uma analogia com os nossos três queridos líderes do arco da governabilidade.

Convidava a verem um esboço do que poderá ser um possível Conselho de Ministros desse tal mui distinto Governo de Salvação Nacional. Só espero que tudo acabe bem.

quinta-feira, julho 04, 2013

Obrigado


É muito difícil fazer prognósticos sobre o futuro de Paulo Portas. A imprevisibilidade decorrente do seu forte carácter, a inteligência superior e por isso traiçoeira, a sua cultura acima da média e a autonomia financeira, fazem de Paulo Portas um político diferente dos outros para este tipo de análise.

Como sabem, defendi o seu regresso ao partido. Na altura era dirigente com responsabilidades e a minha atitude valeu-me todo o tipo de reações. Da ingratidão à congratulação, do insulto puro e duro ao elogio desinteressado. Fiz o que a minha consciência me mandou e se fosse hoje, e as condições indênticas, faria a mesma coisa.

Dito isto, e porque o afastamento da política activa me dá alguma serenidade para ver “a coisa” de outra forma, digo-o sem rodeios: O tempo de Paulo Portas à frente do CDS chegou ao fim.

Não vou repetir aqui os episódios de novela sul-americana em que se transformou a política portuguesa nos últimos dias. Paulo Portas tinha o dever de não arrastar o CDS para esta irresponsabilidade do incompetente do nosso primeiro-ministro. Confundiu o partido consigo próprio. Com isso hipotecou o futuro. De todos.

A reforma do Estado

Aquilo que o CDS deveria ter exigido a Portas era que apresentasse, finalmente, o guião da reforma do Estado. Sem isso, mais poder não resolve os interesses do País.

quarta-feira, julho 03, 2013

A fábula do sapo e do lacrau

E o sapo perguntou:
Porquê? Porquê? Porque me mordeste, sabendo que podíamos ir os dois ao fundo?
E o Portas respondeu:
Porque eu sou um lacrau, e essa é a minha natureza.

Momentos únicos


Estamos a viver momentos únicos.

No próximo fim de semana estarei no XV Congresso do CDS. Eletivo! A palavra é dos congressistas.

O congresso do CDS vai, certamente, exigir explicações a Paulo Portas e acolher um novo rumo.

Um CDS mais à frente!

Arrepiante: Vítor Gaspar foi insultado e cuspido num supermercado (Título do JN)


Clicar aqui para artigo completo.

terça-feira, julho 02, 2013

Abram alas ao 2º resgate

Vítor Gaspar bateu a porta com estrondo deixando explícito em carta de despedida (e de vingança) que o Governo chegava ao fim do seu caminho.
Maria Luís Albuquerque, nomeada ministra das Finanças, foi, segundo algumas fontes, uma segunda escolha após recusa de Paulo Macedo. No entanto, o que transparece com a demissão de Paulo Portas é que a frágil escolha de Maria Luís Albuquerque foi feita contra a opinião do parceiro de coligação, situação que a ser verdade, é gravíssima. Já escrevi algumas vezes acerca da auto-suficiência de Passos Coelho e dos seus perigos. Foi um erro não incluir o PS na solução política de governo. Havia condições únicas para o fazer.
Paulo Portas demite-se dias antes do congresso do CDS, dias antes da apresentação da Reforma do Estado (segundo Vítor Gaspar, uma pseudo-reforma), dias antes do início de elaboração do orçamento para 2014...
Mais um governo pós 25 de Abril que não termina o seu mandato...
Meus caros, vem aí o segundo resgate com tudo aquilo que isso significa.