Estou farto de gentalha como o Madail. Não dá para o por com alcatrão e penas? Ouvi-o dizer esta barbaridade."não faz falta o queirós pois os jogadores quando entram em campo ligam o piloto automático e não ouvem ninguém" credo que o homem é bom. E andamos nós a aturar esta gentalha há tantos anos. mas definitivamente a culpa é toda nossa que não nos revoltamos. Mas cheira-me que qualquer dia o caldeirão explode.
terça-feira, agosto 31, 2010
Porrada neles de uma vez por todas
Estou farto de gentalha como o Madail. Não dá para o por com alcatrão e penas? Ouvi-o dizer esta barbaridade."não faz falta o queirós pois os jogadores quando entram em campo ligam o piloto automático e não ouvem ninguém" credo que o homem é bom. E andamos nós a aturar esta gentalha há tantos anos. mas definitivamente a culpa é toda nossa que não nos revoltamos. Mas cheira-me que qualquer dia o caldeirão explode.
segunda-feira, agosto 30, 2010
Cabras
A época de incêndios espera-se que a terminar - e é sempre mais longa do que o devido - e nada de novo a assinalar neste domínio. As habituais lamúrias acerca da ineficácia das medidas preventivas entretanto tomadas, as comparações com anos anteriores em termos de área ardida, a constatação de que os meios de combate aos fogos, apesar de terem vindo a melhorar, não são suficientes, de que as espécies que compõem a nossa área florestal não são as mais adequadas, a tentativa inglória, e tantas vezes teorizada, de identificar os responsáveis pelo ateamento dos fogos, em suma, tudo, igual. Ou até pior, tendo em conta que ano a ano vamos ficando sem floresta, e o que sucedeu no Parque Nacional da Peneda Gerês, que devia ser uma área natural inexpugnável e de controle reforçado. Devo reconhecer, no entanto, porque não fora isso e nem me valeria a pena estar a escrever este post, que fui agradavelmente surpreendida pela noticia, publicada em vários jornais diários, de que, a partir de 2011, as matas vão passar a contar com outro tipo de prevenção contra fogos: exércitos de cabras. Para ser mais precisa: a partir do ano que vem, 150.000 cabras vão passar a calcorrear as nossas florestas e campos, fazendo a limpeza da vegetação e garantindo a criação de uma série de postos de trabalho ligados à pastoricia e ao comércio de produtos tradicionais. Sabendo bem da eficácia das cabras para este tipo de trabalho até me atreveria a dizer que deviam ter sido contratadas mais :-), mas sempre é um bom começo. Habituados que já vamos estando a "políticas de alcatifa", e a medidas legislativas sem qualquer relação com a realidade e as necessidades concretas das pessoas, apraz-me verificar que neste país ainda se tomam de quando em vez decisões acertadas, sem custos exagerados, e - imagine-se! - capazes de resolver efectivamente os problemas.
Cigano é o outro

O « Expresso » do último fim-de-semana dá notícia de mais um caso de um investimento de dinheiros públicos (perto de um milhão de euros) numa empresa privada ( Construtora Leirislena) que viria a falir dois meses depois. Um remake do que há tempos se passou com uma outra empresa em Trofa.
Entretanto, o IAPMEI, instituto público que pilotou mais este desastre, encolhe os ombros e explica que a culpa foi da empresa que não teria cumprido aquilo a que se havia comprometido.
Ainda o mesmo “Expresso”, mas agora no seu suplemento “Economia”, demonstra como é que o Estado procede a manobras de desorçamentação manipulando a gestão do seu património imobiliário através da venda dos edfícios onde funcionam os seus serviços, para de imediato os tomar de aluguer. Deve ter-se inspirado naquela venda dos CTT em Coimbra.
Há dias tivémos a informação de que a despesa do Estado aumentou 6% desde Janeiro, apesar dos PECs, dos discuros e das mãos no peito a garantir rigor. Não sei se os 12 motoristas do gabinete do “engenheiro” ajudaram ou não para aquela derrapagem.
Tudo isto transporta consigo o odor fétido da degenerescência de um regime, mas parece que uma parte dos nossos concidadãos pôs uma mola no nariz ou se encharca em água-de-colónia pela manhã, para não se dar conta do descalabro nacional.
De cada vez que o Estado incha, à conta dos nossos impostos, há uma nova vaga de sanguessugas a chupá-lo e de regabofe em regabofe, nesta dança do incha-ali e rouba-acolá, é o respeito por nós próprios que se vai escoando na hemorragia.
Entretanto, vão-nos distraindo com rixas de ciganos. O truque é velho: cigano é o outro.
sábado, agosto 28, 2010
Porque hoje é Sábado
sexta-feira, agosto 27, 2010
quinta-feira, agosto 26, 2010
Mais do mesmo
Liga-se a televisão, ouve-se a rádio e lê-se os jornais e a ladainha é a mesma:
- para sairmos da crise precisamos de exportar mais
- bancos dão crédito a quem tenha projectos de exportação
- é preciso conquistar mercados maiores pois portugal é pequeno
- o mundo é o caminho
entretanto se formos ás compras:
- levamos laranjas do uruguai
- ervilhas de quebrar do quénia
- maças de espanha
- congelados da "patagónia" e por aí fora
será que os nossos produtores de laranja do algarve só exportam? será que não vale a pena apostar nas empresas que substituam as importações?
estou cansado de ouvir apelos e não ver nada de concreto. E entretanto como as laranjas do uruguai que são uma merda, as ervilhas nem se fala e as maçãs têm "bicho". Arre para este país....
- para sairmos da crise precisamos de exportar mais
- bancos dão crédito a quem tenha projectos de exportação
- é preciso conquistar mercados maiores pois portugal é pequeno
- o mundo é o caminho
entretanto se formos ás compras:
- levamos laranjas do uruguai
- ervilhas de quebrar do quénia
- maças de espanha
- congelados da "patagónia" e por aí fora
será que os nossos produtores de laranja do algarve só exportam? será que não vale a pena apostar nas empresas que substituam as importações?
estou cansado de ouvir apelos e não ver nada de concreto. E entretanto como as laranjas do uruguai que são uma merda, as ervilhas nem se fala e as maçãs têm "bicho". Arre para este país....
quarta-feira, agosto 25, 2010
Douro
O aventar trás uma posta sobre uma peça do Expresso e a linha do Douro. A informação/desinformação é rebatida mas mais importante do que isso é sentir a desconversa que é feita sobre o assunto.
Mais a propósito não podia vir o jantar de hoje com dois conhecedores e amantes do Douro, que dali retiram o seu ganha pão como enólogos. A grande aposta, dizem eles, é mesmo a via férrea, que deveria não só ter "ganho" um túnel no Marão como deveria ser prolongado até Bragança.
Mas como me dizia um, para além da óbvia pressão das construtoras, o próprio estado tem interesse em privilegiar a circulação automóvel em detrimento do comboio pois sempre ganha no imposto da gasolina.......
Podem ser teorias de final de verão, mas que merece uma reflexão lá isso é verdade.
Mais a propósito não podia vir o jantar de hoje com dois conhecedores e amantes do Douro, que dali retiram o seu ganha pão como enólogos. A grande aposta, dizem eles, é mesmo a via férrea, que deveria não só ter "ganho" um túnel no Marão como deveria ser prolongado até Bragança.
Mas como me dizia um, para além da óbvia pressão das construtoras, o próprio estado tem interesse em privilegiar a circulação automóvel em detrimento do comboio pois sempre ganha no imposto da gasolina.......
Podem ser teorias de final de verão, mas que merece uma reflexão lá isso é verdade.
Cliente VIP?
Ontem recebi um telefonema hilariante:
- Boa noite sr carlos, o senhor é um cliente VIP na Portugal Telecom visto que tem telefone e como tal pode aceder a outros produtos! quais quer subscrever?
como é? sou VIP porque tenho telefone fixo? uau......estranhos tempos estes....
- Boa noite sr carlos, o senhor é um cliente VIP na Portugal Telecom visto que tem telefone e como tal pode aceder a outros produtos! quais quer subscrever?
como é? sou VIP porque tenho telefone fixo? uau......estranhos tempos estes....
BRAGA 2
Voltando à vitória do Braga, mas agora para fazer uma critica à nossa RTP. Mal o árbitro apitou a transmissão acabou e passou para o telejornal. O que de resto muitas das vezes acontece e normalmente o pivot anuncia com ar satisfeito a vitória da equipa portuguesa. Qual não foi o meu espanto que em vez disso, o José jornalista/escritor falou de uma trapalhada qualquer com o seleccionador nacional Carlos Queiros e depois saltou para a tragédia de ontem na A25. A partir daí não sei pois desliguei a televisão em sinal de protesto. Não há vergonha? Infelizmente o que me cabe perguntar, é se seria assim caso tivesse sido o Benfica ou o Sporting? sim podem acusar-me de provinciano ou com a mania das perseguições, mas que estes são os factos e que a RTP se portou mal ninguém pode negar.
terça-feira, agosto 24, 2010
Cinema pipoca
No domingo resolvi que ia ao cinema com os meus filhos ver o Toy Story 3. Mas resolvi também que não o faria em nenhum centro comercial visto que o cinema Nun'Alvares também o projectava. E assim foi. Sem pipocas, sem barulho e sem mais ninguém na sala.......
Que para mim foi agradável é bem verdade, mas duvido que para quem investiu na reabilitação da velha sala de cinema o seja.
Haverá forma de explicar ás pessoas que se pode viver sem ser em centros comerciais?
Que para mim foi agradável é bem verdade, mas duvido que para quem investiu na reabilitação da velha sala de cinema o seja.
Haverá forma de explicar ás pessoas que se pode viver sem ser em centros comerciais?
BRAGA

O jogo da primeira mão tinha sido um hino táctico e acima de tudo uma lição de Domingos. O jogo de hoje foi ainda melhor. Um Braga personalizado, uma equipa na qual os seus jogadores sabem bem o que têm que fazer, onde estar e o que fazer com a bola. Notável exibição colectiva mas destaco Silvio, Moisés, Vandinho e Matheus. E claro Lima pelos três golos. Mas acima de tudo Domingos que uma vez mais soube montar uma equipa, ler o jogo e controlá-lo a partir do banco. Assim dá gosto ver jogar futebol. Parabéns e venham os próximos.
segunda-feira, agosto 23, 2010
Rosa à janela
">
ROSA À JANELA
Tenho um vasinho de rosas à janela
Que ela trouxe consigo
Quando as vejo tão formosas,
Lembro-me dela
lembro-me dela ao postigo
Lembro-me dela ao postigo,
tão mimosa
E agora põe-se à janela
Os cabelos cor de trigo, não há rosa...
Não há rosa como ela
Não há rosa como ela na cidade
Nem nos campos donde vim
Agora põe-se à janela com vaidade
À noite à espera de mim
Lembro-me dela ao postigo
E agora põe-se à janela
É só isto que vos digo:
Não há rosa como ela
Letra: João Monge
Música: João Gil / Rui Veloso
ROSA À JANELA
Tenho um vasinho de rosas à janela
Que ela trouxe consigo
Quando as vejo tão formosas,
Lembro-me dela
lembro-me dela ao postigo
Lembro-me dela ao postigo,
tão mimosa
E agora põe-se à janela
Os cabelos cor de trigo, não há rosa...
Não há rosa como ela
Não há rosa como ela na cidade
Nem nos campos donde vim
Agora põe-se à janela com vaidade
À noite à espera de mim
Lembro-me dela ao postigo
E agora põe-se à janela
É só isto que vos digo:
Não há rosa como ela
Letra: João Monge
Música: João Gil / Rui Veloso
Descida do Rio Lima
No Sábado, uma delegação de peso de Nortadas e respectivas famílias desceu de canoa 8 km do Rio Lima . Foi difícil, apesar de nós aqui já estarmos habituados a remar contra a corrente...
A organização destas aventuras é do Clube Náutico de Ponte de Lima, com grande tradições na canoagem, com campeões da Europa e vice campeões do Mundo!
À noite, um inesquecível pernil na Carvalheira (podiam também ser campeões do Mundo...) fechou um dia como há já poucos nos tempos que correm.
Depois desta aventura, o BLX e eu (os mais pesados de todos os Nortadas) estamos mesmo a pensar em aderir a essa grande e prestigiosa organização que é o CDF-PP (Comida e Dormida em Família - Percursos por Portugal).
A organização destas aventuras é do Clube Náutico de Ponte de Lima, com grande tradições na canoagem, com campeões da Europa e vice campeões do Mundo!
À noite, um inesquecível pernil na Carvalheira (podiam também ser campeões do Mundo...) fechou um dia como há já poucos nos tempos que correm.
Depois desta aventura, o BLX e eu (os mais pesados de todos os Nortadas) estamos mesmo a pensar em aderir a essa grande e prestigiosa organização que é o CDF-PP (Comida e Dormida em Família - Percursos por Portugal).
Gerês
O Parque Nacional (http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-Geres?res=1024x768) foi, em boa parte, destruído.
Durante cerca de um mês o PN ardeu e foram consumidos cerca de 7 mil hectares de reserva nacional.
Como é que um parque, o parque nacional, pensado e criado em 1971, dotado de recursos e de meios próprios, arde durante tantos dias?
Se o objectivo da sua criação visou a realização nessa área de um planeamento capaz de valorizar as actividades humanas e os recursos naturais, tendo em vista finalidades educativas, turísticas e científicas;
Se se pretendia e pretende conservar solos, águas, a flora e a fauna,
o balanço que se faz da última gestão do PN, face ao desastre deste verão, não pode ser positivo.
As responsabilidades devem ser assumidas, têm que retiradas consequências e as medidas necessárias devem ser implementadas.
Vamos a isso?
Durante cerca de um mês o PN ardeu e foram consumidos cerca de 7 mil hectares de reserva nacional.
Como é que um parque, o parque nacional, pensado e criado em 1971, dotado de recursos e de meios próprios, arde durante tantos dias?
Se o objectivo da sua criação visou a realização nessa área de um planeamento capaz de valorizar as actividades humanas e os recursos naturais, tendo em vista finalidades educativas, turísticas e científicas;
Se se pretendia e pretende conservar solos, águas, a flora e a fauna,
o balanço que se faz da última gestão do PN, face ao desastre deste verão, não pode ser positivo.
As responsabilidades devem ser assumidas, têm que retiradas consequências e as medidas necessárias devem ser implementadas.
Vamos a isso?
sábado, agosto 21, 2010
Queirós e a FPF
O processo a Carlos Queirós é de gargalhada não fosse ele patético e bem demonstrativo da choldra que é a FPF.
Não querem o homem? então digam-lhe na cara, sejam homens e assumam os erros cometidos!
Querem o homem mas querem castigá-lo? apliquem um castigo monetário a sério mas não o impeçam de trabalhar pois dessa forma estão a prejudicar a selecção e o país.
No lugar de queirós eu também iria até às últimas consequências, obrigando esta malta a tomar decisões de homem, coisa que já deu para perceber que não conseguem.
Mas uma vez mais quem vai sair prejudicada è a imagem do nosso futebol e do nosso país. É pena.
Não querem o homem? então digam-lhe na cara, sejam homens e assumam os erros cometidos!
Querem o homem mas querem castigá-lo? apliquem um castigo monetário a sério mas não o impeçam de trabalhar pois dessa forma estão a prejudicar a selecção e o país.
No lugar de queirós eu também iria até às últimas consequências, obrigando esta malta a tomar decisões de homem, coisa que já deu para perceber que não conseguem.
Mas uma vez mais quem vai sair prejudicada è a imagem do nosso futebol e do nosso país. É pena.
Regresso
Terminadas as férias regresso ao nortadas mas acima de tudo ao dia a dia do nosso Portugal. Sim, contrariando Cavaco fui para as terras do Tio Sam e durante 15 dias nada soube do que por aqui se passou. Constato que nada mudou e que nada perdi. Mas depois de 15 dias a observar os americanos julgo ter percebido porque não temos passada para os acompanhar.
A mania da organização é apenas uma forma de simplificar o dia a dia, o que contrasta com a nossa mania de chico espertice e de fura filas. Lá respeita-se a ordem das coisas, cá tenta-se que não haja regras.
Por outro lado aquele é um país para velhos e novos, pois tanto se vê um jovem como um senhor de cabelos brancos a prestar-nos um serviço, seja numa portagem, seja num restaurante seja num parque temático.
Interessante ver o comportamento dos condutores num cruzamento em que existe um stop nas quatro vias. Em Portugal seria o melhor local para vir ao de cima o nosso chico espertismo, mas lá traz ao de cima o respeito pela ordem e pelo civismo em que parece que ninguém quer passar e todos cedem a vez.
Mas estes são pequenos aspectos numa realidade feita em dimensões bem distintas das nossas e que influenciam sem dúvida toda a dinâmica de um país e de uma economia. Que fazem toda a diferença.
Mas agora voltei ao meu pequeno mundo. Pois assim seja.
A mania da organização é apenas uma forma de simplificar o dia a dia, o que contrasta com a nossa mania de chico espertice e de fura filas. Lá respeita-se a ordem das coisas, cá tenta-se que não haja regras.
Por outro lado aquele é um país para velhos e novos, pois tanto se vê um jovem como um senhor de cabelos brancos a prestar-nos um serviço, seja numa portagem, seja num restaurante seja num parque temático.
Interessante ver o comportamento dos condutores num cruzamento em que existe um stop nas quatro vias. Em Portugal seria o melhor local para vir ao de cima o nosso chico espertismo, mas lá traz ao de cima o respeito pela ordem e pelo civismo em que parece que ninguém quer passar e todos cedem a vez.
Mas estes são pequenos aspectos numa realidade feita em dimensões bem distintas das nossas e que influenciam sem dúvida toda a dinâmica de um país e de uma economia. Que fazem toda a diferença.
Mas agora voltei ao meu pequeno mundo. Pois assim seja.
terça-feira, agosto 17, 2010
2666, ainda.
Este verão 2666 fez parte da minha bagagem de férias. Já andava há algum tempo pelos pendentes da sala, onde surgira no sapatinho do último natal, mas o marcador de páginas ainda não chegara sequer ao final da sua parte primeira, pois sempre outros (naturalmente mais pequenos) se lhe sobrepunham. No momento da partida olhou-me suplicante e lá o deixei saltar para o meu saco de viagem, onde se juntou a um outro de Adriano Moreira que já ali se tinha acomodado. Na curta (e refrescante) paragem pelos Pirinéus pus o marcador a trabalhar, que não só saltou rapidamente para o final da primeira das suas cinco partes como ainda foi entrando na segunda.
Indiferente aos apelos do nosso PR, continuei as minhas férias cá fora instalando-me de seguida na Côte D’Azur onde à tarde, depois da praia, me deleitava no jardim tipicamente provençal da casinha na encosta e com soberbas vistas sobre a baía, a folhear toda aquela montanha de páginas, fazendo apenas alguns pequenos intervalos para me refrescar, ora na piscina, ora com uma cervejinha. Ao cabo de seis tardes, e a uma média de cerca de cem páginas por tarde, o marcador atingiu a contracapa e foi descansar, agora abrigado dos mosquitos do anoitecer.
Tal como BLX, havia conseguido chegar ao final do livro, mas, ao contrário de BLX, não fiquei com a sensação de a obra perder sentido se não for lida até ao fim (ou se o for apenas numa ou em algumas das suas cinco partes), pela simples razão de o enredo que lhe justifica a epígrafe de Romance não ter propriamente um fim. Simplesmente acaba, como se de repente a bateria do portátil de Roberto Bolaño tivesse ficado descarregada e não houvesse por perto tomada onde a recarregar antes da chegada do empregado da Quetzal que o vinha recolher. Também como BLX, não terei ficado devoto de Bolaño, isto apesar de igualmente não ter dado por mal empregue o tempo que lhe dediquei. Antes pelo contrário. Reconheço mesmo que este escritor latino-americano, alinhadamente desalinhado, goste-se ou não, ficará na história na literatura contemporânea. Nem que só daqui a 656 anos se possa comprová-lo...
Não sei que polémica vai por aí sobre Bolaño. Tão pouco me preocupa. Na verdade, estas férias decidi não ler jornais, não ver tv, não ouvir rádio, não aceder à internet. Por outras palavras, decidi dar também algum descanso ao meu direito à indignação, que, justiça seja feita, este estado socratino me tem garantido a um nível de excelência. A única ligação que me permiti deixar aberta ao mundo foi a do meu telemóvel. Não obstante, pela simples observação do sol tinha a certeza que ele continuava a girar. Nestas duas semanas apenas me chegou um sms do Algarve, dizendo-me que a água estava como sopa, outro do Minho, informando-me que a água estava gelada, e outro curiosamente da Áustria, dando-me conta de o FCP ter ganho mais uma supertaça no futebol nacional. Ao atravessar depois a Suíça, notei ainda que uma rádio de língua alemã mencionara por duas vezes a palavra Portugal, tendo-me a minha mulher esclarecido que falavam de fogos e da detenção de 14 presumíveis incendiários. Perguntei-lhe se algum dos detidos se chamava Rui Pereira. Nenhum nome havia sido mencionado, disse-me ela.
No caminho, 2666 voltou à minha mente e entretive-me então a imaginar Roberto Bolaño a pegar numa grande caixa de cartão onde guardava todas as fichas que fora anotando ao longo da sua vida, contendo múltiplos pensamentos seus, registos e críticas das leituras que devorou, observações dos locais por onde vagabundeou, dos meios literários que frequentou, de gente que conheceu e do mais que experimentou, tudo despejando à toa sobre uma grande mesa.
Depois foi agrupando aquelas fichas como quem faz um puzle, começando por colocar uma linha a meio da mesa, qual fio condutor donde partiam inúmeras ramificações para ambos os lados, umas como pequenos galhos de árvore, outras como grandes cachos de uvas, em cujas pontas, ou bagos, ia encaixando as suas fichas à medida que inventava personagens a quem atribuir as observações, pensamentos ou ambientes de cada uma delas. Como a mesa fosse exígua para tanta ficha, quebrou aquela espinha dorsal em quatro pontos, do que resultaram cinco partes que dispôs paralela e obliquamente de modo a conseguir um pouco mais de espaço para ordenar as todas as fichas numa mesa que já não admitia mais tábuas. No final, em vez de um romance tinha cinco e agora era só dar-lhes forma final. Mas já não viveu para tanto e quem depois lha deu olhou para aquele emaranhado de fichas numa única mesa e entendeu ser antes de formatá-las também num só livro. No chão ficara ainda caída uma ficha que mencionava um gelado de três sabores. Sem saber donde caíra, atiraram-na para o fim da linha.
Entretanto em Munique, onde agora já me refresco à chuva, voltei a “conectar-me” ao mundo, assim recomeçando também a alimentar o meu direito à indignação. Com relatos de fogos e de festas no Pontão. Mas não com a nova derrota do SLB...
Indiferente aos apelos do nosso PR, continuei as minhas férias cá fora instalando-me de seguida na Côte D’Azur onde à tarde, depois da praia, me deleitava no jardim tipicamente provençal da casinha na encosta e com soberbas vistas sobre a baía, a folhear toda aquela montanha de páginas, fazendo apenas alguns pequenos intervalos para me refrescar, ora na piscina, ora com uma cervejinha. Ao cabo de seis tardes, e a uma média de cerca de cem páginas por tarde, o marcador atingiu a contracapa e foi descansar, agora abrigado dos mosquitos do anoitecer.
Tal como BLX, havia conseguido chegar ao final do livro, mas, ao contrário de BLX, não fiquei com a sensação de a obra perder sentido se não for lida até ao fim (ou se o for apenas numa ou em algumas das suas cinco partes), pela simples razão de o enredo que lhe justifica a epígrafe de Romance não ter propriamente um fim. Simplesmente acaba, como se de repente a bateria do portátil de Roberto Bolaño tivesse ficado descarregada e não houvesse por perto tomada onde a recarregar antes da chegada do empregado da Quetzal que o vinha recolher. Também como BLX, não terei ficado devoto de Bolaño, isto apesar de igualmente não ter dado por mal empregue o tempo que lhe dediquei. Antes pelo contrário. Reconheço mesmo que este escritor latino-americano, alinhadamente desalinhado, goste-se ou não, ficará na história na literatura contemporânea. Nem que só daqui a 656 anos se possa comprová-lo...
Não sei que polémica vai por aí sobre Bolaño. Tão pouco me preocupa. Na verdade, estas férias decidi não ler jornais, não ver tv, não ouvir rádio, não aceder à internet. Por outras palavras, decidi dar também algum descanso ao meu direito à indignação, que, justiça seja feita, este estado socratino me tem garantido a um nível de excelência. A única ligação que me permiti deixar aberta ao mundo foi a do meu telemóvel. Não obstante, pela simples observação do sol tinha a certeza que ele continuava a girar. Nestas duas semanas apenas me chegou um sms do Algarve, dizendo-me que a água estava como sopa, outro do Minho, informando-me que a água estava gelada, e outro curiosamente da Áustria, dando-me conta de o FCP ter ganho mais uma supertaça no futebol nacional. Ao atravessar depois a Suíça, notei ainda que uma rádio de língua alemã mencionara por duas vezes a palavra Portugal, tendo-me a minha mulher esclarecido que falavam de fogos e da detenção de 14 presumíveis incendiários. Perguntei-lhe se algum dos detidos se chamava Rui Pereira. Nenhum nome havia sido mencionado, disse-me ela.
No caminho, 2666 voltou à minha mente e entretive-me então a imaginar Roberto Bolaño a pegar numa grande caixa de cartão onde guardava todas as fichas que fora anotando ao longo da sua vida, contendo múltiplos pensamentos seus, registos e críticas das leituras que devorou, observações dos locais por onde vagabundeou, dos meios literários que frequentou, de gente que conheceu e do mais que experimentou, tudo despejando à toa sobre uma grande mesa.
Depois foi agrupando aquelas fichas como quem faz um puzle, começando por colocar uma linha a meio da mesa, qual fio condutor donde partiam inúmeras ramificações para ambos os lados, umas como pequenos galhos de árvore, outras como grandes cachos de uvas, em cujas pontas, ou bagos, ia encaixando as suas fichas à medida que inventava personagens a quem atribuir as observações, pensamentos ou ambientes de cada uma delas. Como a mesa fosse exígua para tanta ficha, quebrou aquela espinha dorsal em quatro pontos, do que resultaram cinco partes que dispôs paralela e obliquamente de modo a conseguir um pouco mais de espaço para ordenar as todas as fichas numa mesa que já não admitia mais tábuas. No final, em vez de um romance tinha cinco e agora era só dar-lhes forma final. Mas já não viveu para tanto e quem depois lha deu olhou para aquele emaranhado de fichas numa única mesa e entendeu ser antes de formatá-las também num só livro. No chão ficara ainda caída uma ficha que mencionava um gelado de três sabores. Sem saber donde caíra, atiraram-na para o fim da linha.
Entretanto em Munique, onde agora já me refresco à chuva, voltei a “conectar-me” ao mundo, assim recomeçando também a alimentar o meu direito à indignação. Com relatos de fogos e de festas no Pontão. Mas não com a nova derrota do SLB...
domingo, agosto 15, 2010
FSM
"Não me temo de Castela,
Donde a guerra ainda não soa.
Mas temo-me de Lisboa,
Que ao cheiro da Canela
O reino nos despovoa".
Donde a guerra ainda não soa.
Mas temo-me de Lisboa,
Que ao cheiro da Canela
O reino nos despovoa".
quarta-feira, agosto 11, 2010
NEM 8 NEM 2666
À falta de assunto corre por aí uma pequena polémica de Verão acerca do Roberto Bolano. Não percebo porquê.
Gostei mais de “Os Detectives Selvagens” do que do “2666” mas em todo o caso, a falta deve ser minha, não fiquei devoto de Bolano. “2666” é uma obra desnecessariamente extensa e demasiado delirante e virada para o umbigo do autor para merecer ficar no meu panteão. Talvez a culpa seja do mescal.
Seja como for, há também partes fantásticas e deliciosas que li com gosto e a obra perde naturalmente sentido se não for lida até ao fim. Cada vez mais me preocupo com a falta de tempo para ler o que quero e o que devo, pelo que não sou nada a favor de insistir numa leitura penosa apenas para levar um livro até ao fim mas, apesar de tudo, não dei por mal empregue a longa dedicação a Bolano.
A verdade é que, perdoe-se-me a opinião, Bolano não merece a discussão nos termos exaltados em que está a ser feita. Não me posiciono em nenhuma das trincheiras. Atribuo o tema e o empenho dos gladiadores à época do ano mas se é para discutir livros e autores, vivos ou mortos, estou em crer que haverá outros porventura mais interessantes para entreter o ócio dos eruditos.
Gostei mais de “Os Detectives Selvagens” do que do “2666” mas em todo o caso, a falta deve ser minha, não fiquei devoto de Bolano. “2666” é uma obra desnecessariamente extensa e demasiado delirante e virada para o umbigo do autor para merecer ficar no meu panteão. Talvez a culpa seja do mescal.
Seja como for, há também partes fantásticas e deliciosas que li com gosto e a obra perde naturalmente sentido se não for lida até ao fim. Cada vez mais me preocupo com a falta de tempo para ler o que quero e o que devo, pelo que não sou nada a favor de insistir numa leitura penosa apenas para levar um livro até ao fim mas, apesar de tudo, não dei por mal empregue a longa dedicação a Bolano.
A verdade é que, perdoe-se-me a opinião, Bolano não merece a discussão nos termos exaltados em que está a ser feita. Não me posiciono em nenhuma das trincheiras. Atribuo o tema e o empenho dos gladiadores à época do ano mas se é para discutir livros e autores, vivos ou mortos, estou em crer que haverá outros porventura mais interessantes para entreter o ócio dos eruditos.
segunda-feira, agosto 09, 2010
Centro Materno-Infantil do Norte
Sobre a atitude irresponsavel e de guerrilha pessoal que Rui Rio e a Camara Municipal do Porto estão a ter relativamente ao "futuro" Centro Materno Infantil do Norte e que prejudica os portuenses, transcrevo um artigo de opinião do Dr. Sollari Allegro (ex. Presidente do Centro Hospitalar do Porto) publicado no JN de domingo, que demonstra bem a situação:
DOBRE DE FINADOS PELO CENTRO MATERNO-INFANTIL DO NORTE
Soubemos esta semana que a Câmara do Porto não autoriza a construção do Centro Materno-Infantil do Norte. Após serem ultrapassados os obstáculos que tinham e ver com o PDM e com a distância aos edifícios vizínhos “inventou” a Câmara novos obstáculos, estes mais etéreos e surrealistas e assim continuará até a obra ser inviável.
A população do Centro do Porto e a população ribeirinha do Douro que recorrem, e recorreram sempre historicamente, às três antigas instituições do centro da cidade, o Hospital de Santo António, a Maternidade Júlio Diniz e o Hospital Maria Pia, não têm direito a uma assistência médica digna na qualidade e nas infra-estruturas hoteleiras. A Câmara do Porto, por motivações de pequena política regional, condena as crianças do Porto a atravessar a cidade ou a ir para Gaia para receber assistência médica. Não fosse o Sr. Secretário de Estado da Saúde futuro candidato à Presidência da Câmara e teríamos certamente um tapete vermelho até à inauguração do equipamento em questão. Basta aliás ver as construções da Reitoria para o ICBAS e a Faculdade de Farmácia, os Edifícios Les Palaces ou os Edifícios Mota-Galiza, na mesma freguesia de Miragaia, para ver como são ridículas as alegações da Câmara.
O Hospital de S. João por mais que melhore o seu funcionamento não conseguirá nunca abarcar e tratar toda a população materno-infantil da cidade, nem é esse o seu destino. Ou mantém a diferenciação ou é submerso pelo habitual. Ninguém é ao mesmo tempo especialista e generalista.
O Hospital de Gaia serve uma enorme população em crescimento e não comportará também o acréscimo de movimento que resultaria da concentração da área Materno-Infantil.
Se estas duas instituições organizarem bem as respectivas áreas “materno-infantil”, em espaço próprio, terão o seu “Centro Materno-Infantil” e dispensarão com facilidade o aumento de volume de trabalho que significam as sessenta mil consultas pediátricas do Hospital Maria Pia e do Hospital de Santo António, os quatro mil partos e os onze mil e quinhentos internamentos da Maternidade Júlio Dinis (números de 2009).
O Centro Materno-Infantil do Norte não representará qualquer aumento da capacidade instalada. Substitui um hospital velho e degradado, apesar das melhorias introduzidas recentemente, e mais que duplica a área útil do atendimento da mulher na Maternidade Júlio Dinis, emprestando-lhes, outro sim, dignidade e conforto. Centraliza numa única instituição toda a área da mulher e da criança em condições dignas e humanas. Não tira nada a ninguém. Soma apenas a experiência e o movimento das três instituições.
É isto que a Câmara recusa á cidade, é isto que a Câmara rouba à sua população mais pobre e vulnerável.
P.S. o problema da propriedade de 800m2 faria dó se não fosse mais uma “guerrinha de alecrim e manjerona”.
DOBRE DE FINADOS PELO CENTRO MATERNO-INFANTIL DO NORTE
Soubemos esta semana que a Câmara do Porto não autoriza a construção do Centro Materno-Infantil do Norte. Após serem ultrapassados os obstáculos que tinham e ver com o PDM e com a distância aos edifícios vizínhos “inventou” a Câmara novos obstáculos, estes mais etéreos e surrealistas e assim continuará até a obra ser inviável.
A população do Centro do Porto e a população ribeirinha do Douro que recorrem, e recorreram sempre historicamente, às três antigas instituições do centro da cidade, o Hospital de Santo António, a Maternidade Júlio Diniz e o Hospital Maria Pia, não têm direito a uma assistência médica digna na qualidade e nas infra-estruturas hoteleiras. A Câmara do Porto, por motivações de pequena política regional, condena as crianças do Porto a atravessar a cidade ou a ir para Gaia para receber assistência médica. Não fosse o Sr. Secretário de Estado da Saúde futuro candidato à Presidência da Câmara e teríamos certamente um tapete vermelho até à inauguração do equipamento em questão. Basta aliás ver as construções da Reitoria para o ICBAS e a Faculdade de Farmácia, os Edifícios Les Palaces ou os Edifícios Mota-Galiza, na mesma freguesia de Miragaia, para ver como são ridículas as alegações da Câmara.
O Hospital de S. João por mais que melhore o seu funcionamento não conseguirá nunca abarcar e tratar toda a população materno-infantil da cidade, nem é esse o seu destino. Ou mantém a diferenciação ou é submerso pelo habitual. Ninguém é ao mesmo tempo especialista e generalista.
O Hospital de Gaia serve uma enorme população em crescimento e não comportará também o acréscimo de movimento que resultaria da concentração da área Materno-Infantil.
Se estas duas instituições organizarem bem as respectivas áreas “materno-infantil”, em espaço próprio, terão o seu “Centro Materno-Infantil” e dispensarão com facilidade o aumento de volume de trabalho que significam as sessenta mil consultas pediátricas do Hospital Maria Pia e do Hospital de Santo António, os quatro mil partos e os onze mil e quinhentos internamentos da Maternidade Júlio Dinis (números de 2009).
O Centro Materno-Infantil do Norte não representará qualquer aumento da capacidade instalada. Substitui um hospital velho e degradado, apesar das melhorias introduzidas recentemente, e mais que duplica a área útil do atendimento da mulher na Maternidade Júlio Dinis, emprestando-lhes, outro sim, dignidade e conforto. Centraliza numa única instituição toda a área da mulher e da criança em condições dignas e humanas. Não tira nada a ninguém. Soma apenas a experiência e o movimento das três instituições.
É isto que a Câmara recusa á cidade, é isto que a Câmara rouba à sua população mais pobre e vulnerável.
P.S. o problema da propriedade de 800m2 faria dó se não fosse mais uma “guerrinha de alecrim e manjerona”.
domingo, agosto 08, 2010
FCP de AVB
Porto, Porto, Porto és a nossa glória. Cá recebemos mais uma vitória.
Pois bem, eis que em pouco tempo recebemos de AVB um FCP revigorado.
Grande organização, futebol de ataque, superioridade física e técnica!
Um Porto que apresenta fio de jogo, preparação física, raça, jogadas pensadas e melhor executadas, lançamentos laterais que mais se assemelham a cantos, jogadores que só pensam em jogar. Que grande Porto!
Obrigado AVB!!!
Pois bem, eis que em pouco tempo recebemos de AVB um FCP revigorado.
Grande organização, futebol de ataque, superioridade física e técnica!
Um Porto que apresenta fio de jogo, preparação física, raça, jogadas pensadas e melhor executadas, lançamentos laterais que mais se assemelham a cantos, jogadores que só pensam em jogar. Que grande Porto!
Obrigado AVB!!!
sábado, agosto 07, 2010
sexta-feira, agosto 06, 2010
DISPARATES DE VERÃO
O primeiro prémio do meu concurso pessoal de disparates de Verão vai direitinho para a RFM. Esta rádio, por motivos que estão fora do meu alcance, decidiu, de um dia para o outro, passar a tratar toda a gente por tu. Não sei o que se pretende com esta medida, talvez seja uma desastrada forma que encontraram para parecerem jovens, modernos e igualitários. Como é bom de ver, a coisa não resulta bem e muitas vezes os próprios locutores se vêem atrapalhados durante as conversas com os ouvintes. Os ouvintes da RFM não constituem um pequeno nicho de pessoas com características idênticas, estão espalhados pelo país e são muito variados em termos de idade e características sócio-culturais. É tão tonto “tutuzar” toda esta gente como tratá-los todos por V. Exa.. Cada um saberá de si mas, quanto a mim, para lá de ser ridícula esta prática da RFM irrita-me. Vejo isto como uma forma totalitária de impor aos outros a adopção de comportamentos sociais uniformes. Vou fazer greve e esperar que quem dirige esta rádio caia em si e determine o regresso às formas de tratamento admitidas pela língua portuguesa em uso na sociedade em geral.
Educação Sexual II
Muitas vezes ouvimos que os Pais se demitem da educação dos seus filhos, que não se interessam, que ninguém se interessa verdadeiramente e que não há debate.
Outras vezes que não são verdadeiramente escutados.
Pois bem, no que ao tema da educação sexual diz respeito cá está uma iniciativa interessante.
Vai decorrer uma Sessão de Esclarecimento e Debate sobre o tema "Educação Sexual – actuação dos Pais, como?".
Data: 9 de Setembro de 2010 Horário: 21h 30m
Local: Auditório da Universidade Católica do Porto
Destinatários: Pais, Encarregados de Educação e Professores.
Mais uma iniciativa promovida pela "Vida Norte".
Aqui http://www.vidanorte.org/site/
Outras vezes que não são verdadeiramente escutados.
Pois bem, no que ao tema da educação sexual diz respeito cá está uma iniciativa interessante.
Vai decorrer uma Sessão de Esclarecimento e Debate sobre o tema "Educação Sexual – actuação dos Pais, como?".
Data: 9 de Setembro de 2010 Horário: 21h 30m
Local: Auditório da Universidade Católica do Porto
Destinatários: Pais, Encarregados de Educação e Professores.
Mais uma iniciativa promovida pela "Vida Norte".
Aqui http://www.vidanorte.org/site/
E QUEM SALVA A PGR?
Aqui no Nortadas estamos muito preocupados em salvar o Tua e o Norte talvez porque, digo eu, pensemos que o país já não tem remédio. E de facto, aparentemente não tem.
Todos os dias somos confrontados com acontecimentos que consideraríamos inaceitáveis e impensáveis pouco tempo antes.
Este trágico desabamento da Procuradoria Geral da República a que temos assistido - gravíssimo por imensos motivos políticos, judiciais e institucionais que me dispenso de enumerar - , está a transformar-se numa novela que chega mesmo a ter contornos cómicos que só dão vontade de chorar. Ninguém sai bem desta história desde o topo da hierarquia até aos procuradores, passando pelo sindicato. Isto já não é uma questão de mudar pessoas, embora seja óbvio que o Procurador Geral deixou de ter condições para exercer o cargo, é muito mais sério do que isso. A mudança de pessoas não recupera uma instituição cuja credibilidade se evaporou. Quem salva a PGR?
Todos os dias somos confrontados com acontecimentos que consideraríamos inaceitáveis e impensáveis pouco tempo antes.
Este trágico desabamento da Procuradoria Geral da República a que temos assistido - gravíssimo por imensos motivos políticos, judiciais e institucionais que me dispenso de enumerar - , está a transformar-se numa novela que chega mesmo a ter contornos cómicos que só dão vontade de chorar. Ninguém sai bem desta história desde o topo da hierarquia até aos procuradores, passando pelo sindicato. Isto já não é uma questão de mudar pessoas, embora seja óbvio que o Procurador Geral deixou de ter condições para exercer o cargo, é muito mais sério do que isso. A mudança de pessoas não recupera uma instituição cuja credibilidade se evaporou. Quem salva a PGR?
terça-feira, agosto 03, 2010
Educação sexual
O novo ano lectivo está à porta.
Em breve teremos os programas de educação sexual "no terreno" e os Pais em protesto à porta das escolas. Preparem-se.
Voltarei ao tema.
Em breve teremos os programas de educação sexual "no terreno" e os Pais em protesto à porta das escolas. Preparem-se.
Voltarei ao tema.
segunda-feira, agosto 02, 2010
E O QUE DIZ O MANUEL ALEGRE SOBRE ISTO?
O Ministério da Educação é, para certas coisas, de uma eficiência notável. Os ministros vão-se sucedendo ao longo dos anos e, independentemente da formação, personalidade e ideologia de cada um, mais tarde ou mais cedo vão sendo formatados provavelmente por alguém que existe no ministério para essa função. É por isso que não fiquei surpreendido com a recente posição da Ministra sobre os “chumbos”.
Estas teorias esotéricas já não podem ser atribuídas a ideologias, ilusões, ingenuidades ou voluntarismos. Isto é perfídia, pura e simples, pois de outra forma não se compreende. Esta gente deu cabo do ensino oficial e nós fomos deixando mas imaginava eu que agora já todos tinham aberto os olhos. Acabar formalmente com os “chumbos” (uma vez que na prática eles quase não existem) ou com as retenções ou lá como a coisa se chama em eduquês significa, quer se queira que não, mais um avanço decisivo na política da diminuição da exigência, da desincentivação do mérito, da promoção do facilitismo, destruindo-se a capacidade de estudo e de aprendizagem dos estudantes. Só não percebe isto (para além dos iluminados do Ministério da Educação) quem nunca foi estudante, não teve filhos ou nunca contactou com o sistema educativo. Assim não vamos a lado nenhum e quem sobretudo não vai a lado nenhum são precisamente aqueles a quem mais útil seria a competitividade, o mérito e o esforço.
Estas teorias esotéricas já não podem ser atribuídas a ideologias, ilusões, ingenuidades ou voluntarismos. Isto é perfídia, pura e simples, pois de outra forma não se compreende. Esta gente deu cabo do ensino oficial e nós fomos deixando mas imaginava eu que agora já todos tinham aberto os olhos. Acabar formalmente com os “chumbos” (uma vez que na prática eles quase não existem) ou com as retenções ou lá como a coisa se chama em eduquês significa, quer se queira que não, mais um avanço decisivo na política da diminuição da exigência, da desincentivação do mérito, da promoção do facilitismo, destruindo-se a capacidade de estudo e de aprendizagem dos estudantes. Só não percebe isto (para além dos iluminados do Ministério da Educação) quem nunca foi estudante, não teve filhos ou nunca contactou com o sistema educativo. Assim não vamos a lado nenhum e quem sobretudo não vai a lado nenhum são precisamente aqueles a quem mais útil seria a competitividade, o mérito e o esforço.
Vou de férias
A partir de hoje e até ao dia 18 não darei noticias. A chave fica debaixo do tapete da porta. Tomem bem conta da casa. Até ao meu regresso.
Trinitá
A mais nova da minha filha queria saber que filmes eu via quanto tinha a idade dela. Lembrei-me de imediato do velho trinita e do seu inseparável amigo. Mostrei-lhe esta peça. Ela ficou com pena de mim e eu com saudades dos meus 10 anos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



