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quarta-feira, abril 02, 2014

A coerência da lixeira


Que o ainda presidente da Comissão Europeia venha tarde e a más horas lançar uma suspeita sobre o ex-governador do Banco de Portugal, o tal que deixou passar debaixo do seu nariz os casos BPN e BPP, afirmando a propósito de coisa nenhuma e passados cerca de dez anos que o chamou 3 vezes para discutir o assunto, é de uma coerência exemplar: a coerência do oportunismo e da hipocrisia passa-culpas que o caracteriza. Uma coerência, aliás, que já manifestara ao afirmar que também avisara o actual primeiro-ministro para não ultrapassar certos limites na austeridade ou aquela com que afirmou há tempos que “sempre” entendeu que a nacionalização do BPN era uma decisão errada. Quem não o conheça que o compre.

Que o dito ex-governador do Banco de Portugal responda dizendo não se lembrar bem dessas reuniões e balbucie umas banalidades tais como afirmar que nunca então se falou de casos concretos de irregularidades nem ninguém lhe mostrou provas irrefutáveis sobre as fraudes em curso, é igualmente de uma grande coerência: a coerência da prosápia e da incompetência refastelada, as mesmas que demonstrou ad abundantiam aquando das audições parlamentares sobre o tema.

Que meia dúzia de teodoras saiam hoje a terreiro a defender o seu menino, que não senhor, sua excelência é de uma probidade e valência raras e que isto de o atacarem é uma maldade contra alguém a quem o país tanto deve, é outra forma de coerência: a coerência de clube ou de vizinhos de condomìnio, a mesma que explica que o consócio que matou o porteiro é uma pessoa bem educada que levava flores quando ia jantar lá em casa e até pedia licença para fumar um cigarro.

São todos tão coerentes que até metem nojo.

terça-feira, junho 08, 2010

"Águias" rasteiras

"Por tudo o que foi feito e por tudo o que deixei esboçado e proposto, saio de consciência completamente tranquila"- disse ontem Vítor Constâncio a propósito da tomada de posse do novo Governador do Banco de Portugal.

Já lhe conhecíamos a pesporrência e a prosápia auto-suficiente. Faltava-lhe a deselegância de deixar a suspeita de que o que o novo Governador fizer de positivo só pode ser resultado dos esboços e propostas deste génio exportado.
Está feito.

sábado, janeiro 23, 2010

Tripas à moda de là

A propòsito da candidatura do Sr. Vitor Constâncio à vice-presidência do Banco Central Europeu, repete-se à nàusea que se trata de alguém com uma competência técnica imbatìvel, não sò em Portugal mas também a nìvel europeu.

Quem sou eu para contestar uma tal competência? Mas como simples cidadão sinto-me plenamente legitimado a duvidar da dita ou pelo menos a questionar a sua servidão, à luz do desempenho de Sua Exa. à frente da entidade supervisora do sistema bancàrio nacional. E não me refiro apenas à sua total incapacidade para prevenir situações como as que se verificaram no BCP, no BPN e no BPP. Englobo ainda o grave e inexplicàvel arrastamento destes dois ùltimos casos, para grande prejuìzo dos respectivos clientes e do contribuinte. Se tomarmos como critério determinante as provas dadas no concreto e no terreno, o actual Governador do Banco de Portugal merece um chumbo redondo.

De qualquer modo, quem venha acompanhando as discussões sobre a escolha do novo vice-presidente do BCE apercebe-se de que os critérios que irão determinar a decisão final têm pouco a ver com o mérito intrìnseco de cada candidato, mas pautam-se sobretudo pelo equilìbrio polìtico-geogràfico de mùltiplos intervenientes cuja repartição nacional se pretende acautelar.

Ora, como os alemães entendem que vai chegar a sua vez de chefiarem o BCE e como jà hà um luxemburguês a presidir ao Conselho Euro, é natural que o Sr. Constâncio alimente a esperança de aproveitar essa boleia e assim ultrapassar os colegas do Benelux, invocando a sua antiguidade. È por essa porta baixa que o “nosso” Governador espera entrar e, como se trata de alguém sempre pronto a adequar a sua altura ao tamanho da entrada, é mesmo possìvel que lhe digam “avance”.

Nada disto tem a ver com comparação de competências ( para sua felicidade, à luz do seu fiasco nacional) e ainda menos com escolas desenvolvimentistas ou escolas anti-inflacionistas. Serà apenas prosaicamente mais um dos cozinhados rasteiros em que a União se especializou. Ponto final.

Eu prefiro as tripas à moda de cà.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Nuno Melo


Isabel Arriaga da Cunha é a correspondente em Bruxelas do jornal "O Público". Hoje publica um artiguinho sobre a audiência de Vítor Constâncio no Parlamento Europeu, no âmbito da candidatura do "nosso" Faro-Fino ao posto da vice-presidência do Banco Central Europeu.

Desde o título até ao ponto final, a Sra. Cunha não esconde a sua antipatia pelo eurodeputado Nuno Melo, conseguindo a proeza de só ter recolhido opiniões críticas quanto à intervenção do homem do CDS na comissão que confrontou o Governador do Banco de Portugal.

aqui manifestei o meu apoio à coragem e firmeza de atitude que o Nuno Melo tem demonstrado nas suas novas funções bruxelenses, não se intimidando com os microfones europeus e imune ao acefalismo dos que apoiam sem reservas tudo o que é lusitano porque sim. Espero que o Melo não largue o osso e não esmoreça apesar das cunhas e pauzinhos que lhe ponham ao caminho.

terça-feira, junho 02, 2009

Aqui d'el rei

A forma como este senhor e o governo têm deixado apodrecer o dossier Banco Privado roça o insuportável. Já mete polícia. Aqui