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domingo, maio 09, 2010

A próxima quinzena

Aproximam-se tempos difíceis, mas muito interessantes.

Não ficaria espantado se antes do final do mês de Maio surgisse a constatação da nossa incapacidade de solver compromissos assumidos. As movimentações europeias fazem supor que se aproxima o momento de ajudar o nosso País.

Além dos cortes para reduzir a despesa corrente do Estado, seria bom que se fosse pensando nas reformas a implementar, para que isto não caía no mesmo daqui a uns tempos. Uma dessas reformas é a regionalização. No Blasfémias há quem tenha reparado, e muito acertadamente, em mais um argumento.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

O geyser islandês


Os clientes do BPN e do BPP, que há mais de um ano vêm sendo embalados pelas respectivas administrações e pelas autoridades do sector, deviam acompanhar de perto o que se passa na Islândia, na sequência da bancarrota dos principais bancos islandeses.

Os depositantes estrangeiros, nomeadamente ingleses e holandeses, que lá meteram o seu dinheiro em busca de remunerações fantásticas (e arriscadíssimas) foram ressarcidos pelos seus governos respectivos, os quais entretanto exigem ao Estado islandês o reembolso desse adiantamento. Ou seja, o contribuinte islandês teria de pagar milhares de milhões aos depositantes estrangeiros por causa da falência de bancos que eram privados e foram geridos e supervisionados ao estilo do nosso Faro Fino do Banco de Portugal.

Um terço da população exige um referendo sobre o assunto e as sondagens apontam para uma vitória da recusa ao tal pagamento aos governos estrangeiros. A Comissão Europeia já ameaça com represálias, o FMI torce o nariz e todo o mundo financeiro internacional prepara medidas para fazer ajoelhar e esmifrar um desgraçado país de pouco mais de 300.000 habitantes.

A acompanhar.

quarta-feira, junho 10, 2009

O futuro não está para rosas

A situação económico-financeira da zona euro é ainda muito muito preclitante e são prováveis novas falências de bancos. "Talvez tenhamos chegado ao vale, mas ainda é preciso atravessar esse vale" (diz Yves Mersch no Wall Street Journal). Ler aqui

Entretanto, por cá, a Moody's baixou o rating da EDP (de A2 para A3), por considerar que esta está a acumular uma dívida a longo prazo desproporcionada.

sexta-feira, maio 08, 2009

BPP

Foi preciso os clientes do Porto do BPP passarem à acção para o ministro dizer alguma coisa. Aqui no "Público".

terça-feira, março 24, 2009

Imprimir dinheiro?


Recomendo a leitura do editorial de Helena Garrido no Jornal de Negócios de hoje, 24 de Março. Ajuda a perceber-se melhor as diferenças de abordagem na crise entre certos europeus e os americanos e ingleses.

Outros artigos no mesmo número daquele jornal tentam decifrar estes mecanismos monetários. Parece complicado, mas chega-se lá.

sábado, março 21, 2009

Obrigadinho




Terminou na Sexta, em Bruxelas, o Conselho da Primavera, reunião magna da União Europeia. À hora a que escrevo, e já são decorridas mais de 30h sobre o fim dos trabalhos, ainda não está disponível no site da União o documento oficial das suas conclusões. Isto é muito bom sinal, pois, se foram todos para fim-de-semana às 13h de Sexta, incluindo os funcionários que era suposto publicarem o documento, quer dizer que a situação não é grave e, portanto, não há pressas.

Entretanto, leio na imprensa portuguesa que o Sócrates ficou satisfeito, pois traz a promessa de uns exorbitantes 102 milhões (2%), que foi o que nos coube de um “impressionante” envelope de 5 mil milhões encontrados em fundos de caixa (isto dos orçamentos da União é como nas bodas de Caná: há sempre vinho).

Diz o Sr. Eng.° que com estes 102 milhões vai impulsionar a ligação da rede eléctrica com Espanha, ampliar a banda larga e desenvolver o meio rural. O Amado, que estava ao lado dele na conferência de imprensa, não se riu nem mugiu, pois sabe que o nosso Primeiro conhece o truque dos pães e dos peixes e por isso estamos safos.

Ora, tirados aqueles 102 para nós, o remanescente diz que é para capturar o dióxido de carbono e para trazer gás do mar Cáspio. Parece que há imenso carbono a capturar, visto que li na imprensa inglesa que esta coisa do Cáspio (o pipeline Nabuco) apenas beneficiará de 200 milhões, o que com sorte, e desde que se conheça o caminho das pedras, talvez dê para mais uns estudos de viabilidade e de consultadoria.

Sempre fui fraco em contas, que o diga a D. Maria da Graça que na primária me moía as orelhas por causas de uns tanques que tinham umas torneiras a jorrar e ao mesmo tempo a água a fugir por uns ralos, enfim, aquilo dava-me umas vertigens e eu bloqueava.

Mas tudo somado, diria eu, a medo, que o que sobra daquele pacote dos 5 mil não é despiciendo e ainda vai acabar nos pipelines concorrentes, o south-stream e o north-stream, ou seja, uns projectos imaginados pelo Putin, Schroeder e Berlusconi, e que hão-de ser a nossa felicidade energética, nossa deles.

Ah, já me esquecia: decidiram cancelar a reunião sobre o desemprego (parece que os 9% nem é tão mau como isso) e devem ter enterrado definitivamente a chamada “Agenda de Lisboa”. Lembram-se? Não faz mal.

sexta-feira, março 20, 2009

Outros garotos


Como dizia o Carlos, num post abaixo, sobre os bónus na AIG, há muita garotada à solta.


O Herald Tribune de hoje , 20 de Março, informa que o Citigroup vai gastar 10 milhões de dólares para modificar e modernizar o escritório do chefe, o Sr. Vikram Pandit, e seus assessores.


O Citigroup recebera, entretanto, cerca de 45 mil milhões de ajuda do Estado.


Eu até gosto da canalha, que é como na aldeia da minha mãe se chama os miúdos que andam aos chutos à bola no terreiro. Mas aqueles outros garotos são uma canalha diferente.

quinta-feira, março 19, 2009

A França na rua


Fala-se em mais de um milhão de pessoas nas ruas das cidades francesas. Hoje.


Como diria o LaPalisse, se as coisas não melhorarem , vão piorar e muito.

segunda-feira, setembro 15, 2008

A CRISE...

A decisão da Lehman Brothers de se apresentar à insolvência é uma bomba para o sistema financeiro mundial por aquilo representa do ponto de vista histórico e do ponto de vista financeiro.

A crise ecnómica e financeira de que se vem falando mostrou uma vez mais o seu rosto comprovando que está para durar e que a coisa é séria e capaz de abalar seriamente o sistema financeiro mundial.

Neste momento a insegurança dos investidores é grande e o efeito psicológico da falência da Lehman Brothers não ajuda.

O pior que poderia acontecer era uma reacção de pânico de tipo corrida à banca e para evitar que tal aconteça importa transmitir confiança e solidez aos mercados.

Nesse sentido a opção estratégica dos USA de deixar cair o Lehman Brothers e segurar outras instituições como a Merryl Linch, AIG, Bank of America etc... parece-me acertada.

De facto os recursos são limitados e por isso das grandes instituições financeira em dificuldade a Lehman Brothers é talvez aquela que menos mossa pode criar no sistema financeiro mundial.

Neste momento julgo que era importante o Banco de Portugal pronunciar-se e o Governo também.

Ao invés o PM José Socrates nada diz sobre a matéria...

Resta-nos aguardar...mas vêm aí momentos bem complicados e neste caso não é

a bem da Nação!!!