segunda-feira, novembro 30, 2009

Sim ou não aos minaretes?


O referendo suíço sobre a construção de 4 minaretes, que culminou num rotundo "não" à construção dos ditos, levanta importantes questões sobre o que entendemos por democracia.

Numa concepção formal e meramente deliberativa do que é a democracia, diríamos que foi seguido um processo e um método legítimos e que uma maioria exprimiu em liberdade uma vontade política que deve, portanto, ser respeitada.

Numa concepção substantiva que realce os valores da democracia entre os quais o respeito pelas liberdades e garantias, nomeadamente das minorias, a proibição da construção de uns poucos minaretes em território suíço parece colidir com os princípios da liberdade religiosa e de associação.
A reflectir.

5 comentários:

  1. Não sou democrata, logo a opinião da maioria não me diz nada. Mas não pode deixar de impressionar o inconcebível disparate que foi o voto ontem dos suiços. O que eles estão a fazer é a dizer aos muçulmanos suiços que, se quiserem praticar livremente a sua fé, vão ter que matar os suiços não muçulmanos. Era difícil conceber forma mais eficaz de regar uma fogueira com gasolina.

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  2. Anónimo6:19 p.m.

    Estes helveticos são loucos...

    abraços

    JAC

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  3. Anónimo7:35 p.m.

    Porto de asas cortadas

    Publicado por PauloMorais em 26 Novembro, 2009

    “É urgente transferir para a esfera regional a propriedade e a gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Só independente, o Aeroporto do Porto sobreviverá. Integrado na rede nacional da ANA, será apenas uma filial do Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, um apeadeiro periférico de Alcochete.”
    JN.

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  4. Percebo a tua preocupação com os minetes suiços.
    Mas paciência ...
    Terá de te habituar

    Branca das Neves

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  5. Anónimo10:42 p.m.

    Compreendo por inteiro a preocupação do povo suiço. Também eu não gostaria de ver a minha terra decorada com minaretes. Não é a minha cultura, não são as minhas tradições e compreendo que eles se incomodem. E não me venham com histórias que é preciso ser tolerante.

    carlos

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