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terça-feira, maio 28, 2013

Passes de mágica


À falta de melhor, puz-me a ouvir a parte final dos comentários de Domingo do Marcelo RS, em que ele opinava sobre o caso “palhaço” que vem entretendo tanta gente. Não vou perder um grama de energia e de tempo a entrar nessa polémica de galinhas até porque acho que, uma vez mais, o João Miguel Tavares estoura com o assunto na última página do Público de hoje. Se ele me deixasse, acrescentava ali a minha rubrica.

O Marcelo citou “en passant” o Pulido Valente, dando a entender que este partilhava a opinião que a Presidência tinha necessariamente de reagir à ‘boutade’ do filho da Sofia. O Prof., que é como gosta de ser chamado, ou não sabe ler ou é um manipulador, pois o VPV escreveu preto no branco nesse mesmo jornal exactamente o contrário. A alternativa entre analfabeto ou mentiroso parece fácil de deslindar, mas se dúvidas ainda houvesse a esse respeito bastava escutar a amálgama que fez de seguida entre “gatunos” e “palhaços” para se poder concluir em definitivo que estes malabaristas dos factos não passam de entertainers que cobram cachet.

Ouvi-o até ao fim, à espera que o lente de Direito informasse os telespectadores que a jurisprudência consolidada dos tribunais portugueses definiu que, no combate político, apelidar o adversário de ‘palhaço’ não constitui injúria, mas sem surpresa verifiquei que essas coisas não interessam ao jurista que ele diz ser. Assim, concluo que nas nossas auto-proclamadas elites há personagens de verniz estaladiço, que ao primeiro arranhão revelam o “chavismo” sul-americano que os estrutura. Aliás, não foi no outro dia o actual MNE depôr respeitosamente uma coroa de flores na campa do “eterno” em Caracas? Carago!

 

 

segunda-feira, março 12, 2007

Greve do adepto?

O estado actual do futebol português justifica uma greve geral do adepto? esta é a pergunta que a SIC Noticias e o programa "Tempo Extra" tem colocado aos telespectadores. Se olharmos para os maus jogos, até parece ser uma ideia justa. Mas uma greve resulta? Não teria mesmo que ser uma revolução?

Ou temos mesmo que descer à realidade e constatar que as nossas capacidades estão ao nível do Luxemburgo ou da Letónia. Não podemos estar na cauda em todos os rankings europeus e depois no pontapé na bola sermos do pelotão da frente.


Agora que tem que haver uma reorganização e uma credibilização na LIGA e na FPF não tenho dúvidas nenhumas. Mas consegue-se isso como?